TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
quarta-feira, junho 28, 2017
ERCÍLIA NUA DE PIRANDELLO, DINHEIRO DE AXEL CAPRILES, YUJA WANG & ANDREA MEDJESI-JONES
sábado, junho 17, 2017
A MENINA SANTA DE LUCRECIA MARTEL, ESCULTURAS DE DESIRÉ, VÊNUS DE MILTON DACOSTA, A MISÉRIA DA ECONOMIA & DICAS DA HORA PRA FELICIDADE AGORA!
DICAS DA HORA PARA FELICIDADE AGORA (AMANHÃ
PODE SER TARDE DEMAIS, SE AVIE!) – Ad aperturam libra! Alô, alô, gentamiga do planeta Terra! Vamos
aprumar a conversa? Vambora. Seguinte: quando a gente é empurrado pra vida,
pega o bonde andando e há tempos correndo solto. Agora que pegou bigu,
achegue-se, abolete-se aí, vamos conversar. Sabe de uma coisa? Viver não tem
manual de instruções nem regulamento explicando tintim por tintim, tem não. Mas
chega uma hora que umas perguntinhas danadas engancham nas catracas do quengo:
de onde vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde vou? Se você não tem a mínima
ideia, não esquente: ninguém sabe. Pra quê mesmo saber, hem? Porém, essa coisa
de interrogações que transbordam no íntimo é só pra filosofar, coisa que é só
perda de tempo, não tem a menor utilidade prática. Quem pensa muito, nada faz,
fica só na preguiça de nem ver o tempo passar. Não adianta fazer muitas
perguntas, nem pensar na velhice, na morte, nas dúvidas, nada disso. Viver é consumir
e logo, senão acaba. Compre agora, compre já e de tudo, compre mesmo, compre
tudo, não pode perder terreno pros outros passarem na cara, faça tudo o que
fazem – pelo sinal, nos trinques, etiquetas, tudo que for de bom tom! Ah, se
serve ou não, depois vê – lixo serve mesmo pras coisas imprestáveis. A equação
da vida é simples: precisa de algo? Adquira já. Tem dinheiro? Compre, a
felicidade é sua. Ah, não tem dinheiro? Tem é que arrumar o quê fazer, agir
duas ou mais vezes inadvertidamente – pense não, senão endoida, viu? -, ficar
rico e se aproveitar de tudo, consumindo. O certo ou errado? Faça o que mandam,
obedeça, resigne-se, você chega lá – se não chegou, leve na conta da falta de
sorte, ou tente ser feliz chupando dedo. Considere que você entrou de graça, ou
a fórceps ou cesariana, e quando toma pé da coisa paga até morrer. Está tudo
pra você escolher, cada um que engrosse o couro pras lamboradas e firmar os
cascos pras pisadas e coices. Antes, todavia, preste atenção que pra ser gente
tem o código civil e uma tuia de leis, decretos e regras de exceção, afora uns
golpes como freio de arrumação. Tem também o código de postura, de ética
(aprendeu o que é isso?), já diz a canção: é preciso saber viver. E na base do
politicamente correto. Enquanto se instrui respire ao máximo, ainda parece que
é de graça, apesar de envenenado. Tenha tudo que puder – e se não tiver, dê um
jeito: trabalhe dobrado, se mate, se rasque todo, se esfole de perebar, faça
das tripas coração e o escambau, precisa impressionar, senão vira fechadura e,
além do mais, tem sempre otário pras marretadas. A lição é de que hoje pra ser
feliz bastam duas coisinhas bestas: seguir a cartilha dos economistas (eles não
se entendem, contudo, ou vai na onda deles ou babau! Assim você fica por dentro
do que é mais importante na vida, como Bolsa de Valores, debêntures, cotação do
dólar, PIB, pei bufe, etc e coisa e tal, tudo pra fechar o cerco dos
investimentos possíveis com as moedinhas do seu mealheiro) e ser amigo de um
curador (é a única forma de se manter sempre na moda entre os fashionados nas
boquinhas). Amigos? Ah, se enturme pra não findar na solidão. Entretanto, saiba
de antemão: tenha dinheiro e todos estarão ao redor. Enquanto tiver, beleza. Se
precisar, não conte com eles, nem se decepcione com virada de costas ou portas
fechadas, todo mundo já sabe: só se lembra ou se procura alguém quando se precisa.
Aprenda o abandono. Tome nota que tem quejandos que ganham dinheiro iludindo,
jurando, mentem em um dia o que macaco pula em um mês, só no tinindo! Afora os
que levam a vida no luxo só matando gente, roubando merenda das crianças e
remédio de doente. Ninguém é flor que se cheire, só servem pra tirar o que tem
e ensinar o que você já sabe. Chegue antes, porque depois é só vexame. Nunca
caia na esparrela de achar que é o rei da cocada preta, nem pense que o céu é
perto: o inferno está entupido de gente boa, com padres, pastores e gurus na
porta com todos os credos de conveniência. Tenha cuidado: não vá cuspir pra
cima e se esquecer de sair debaixo, nem pense que é bicho pra viver na
molezinha: você já foi ferrado – e nem sentiu nem morreu -, vai ser abatido de
qualquer jeito, por bem ou por mal. A vida é sacrifício, ninguém é pé de planta
pra dar sem nada em troca, seja esperto: se deu com uma mão, peça com a outra. E
não adianta pedir parada pra você descer: se correr, a coisa pega; se ficar,
aguente as consequências. Não há tempo a perder, devagar só chega tarde. Amor?
Use e abuse, alivie o animal. E quando virar cobrança e tititi, troque de roupa
e vá à caça. Lembre-se: quando for pro mundo, deixe o coração em casa – ele só
faz besteira, emoções e sentimentos são troços que custam caro e só dão
prejuízo. Faça tudo que quiser dentro da lei, isso não quer dizer que não use
do jeitinho pra mandar ver nas brechas, besta é quem não se aproveita! Vai que
cola e dá samba, maior cloro, quem sabe. Se der bronca, aprume direito, bateu
as botas, foi pro saco, já era. Vá em frente que o dia de ontem ninguém vê
mais. Lavou, está novo. Ambiguidades? O que é, já não mais; o que não é, está
pra ser. Reitero, se enturme: quem tem cu, tem medo; vai que rendido da trupe,
pode ser que você no meio escape ileso. Pra tudo tem remédio, só não há como
negociar com a morte. Ah, não se esqueça de tomar banho de sal grosso pra
afastar os quebrantos e outras maleitas de olhos cega-pimenteira. Sim, aqui se
faz, aqui se paga. Pronto, estão aí as dicas pra ser feliz dagora em diante.
Até que enfim, seu problema está resolvido pra sempre. Sacou direitinho? A vida
é agora, o resto depois vê, já achou a botija é só se vingar soltando uns
peidinhos contra o vento e desancando com a maior cara feia os miseráveis e
babaovos parasitas, e dormir tranquilo que já tem a salvação garantida, bote
fé. Acta est fabula. © Luiz Alberto
Machado. Veja mais aqui.terça-feira, setembro 02, 2014
JON FOSSE, ALICE TOKLAS, LUPINO & LITERÓTICA.
DITOS & DESDITOS - Poucos entre nós são
sábios o suficiente para saber o quão pouco sabemos. A ignorância das
limitações é esperada de todo aquele que não vê além de si mesmo. O homem sábio, por
outro lado, alcança uma medida de autotranscendência: ele vê além de si mesmo,
até mesmo além do seu ambiente. Sabendo muito mais do que todos nós, ele
compara seu conhecimento com o que poderia ser conhecido e confessa não saber
quase nada. Um indivíduo tão raro pesa seu
conhecimento finito na balança da verdade infinita, e sua consciência de suas
limitações lhe diz para nunca dominar os outros. Tal pessoa
renunciaria a qualquer posição de governo autoritário que lhe pudesse ser
oferecida ou, se acidentalmente se encontrasse em tal posição, abdicaria –
imediatamente!... Pensamento do economista estadunidense Leonard
Read (1898-1983), ao se referir sobre um fato anedótico ocorrido nos primeiros
anos da década de 1940, logo depois que Mises veio da Europa para a América. Ele estava jantando com
Leonard Read e alguns outros defensores do livre mercado quando um deles lhe
perguntou, quando a noite estava chegando ao fim, o que ele faria se fosse
nomeado ditador dos EUA, num tempo que estava repleto de ditadores como Hitler
e Stalin. A sua resposta imediata foi dizer “Eu abdicaria!” As razões pelas quais
ele fez isto são interessantes porque, à primeira vista, pode parecer que um
ditador como ele poderia de fato fazer algum bem antes de ser levado pela
polícia por interferir no esforço de guerra. Não poderia ele emitir decreto após
decreto desregulamentando a economia, perdoando os comerciantes do mercado
negro da prisão, usando o seu escritório para transmitir conversas na rádio
sobre os benefícios do mercado livre, e assim por diante. Talvez ele tenha
percebido que, dado o estado de pensamento do país naquela época sobre a
necessidade e a justiça das regulamentações econômicas, qualquer coisa que
fizesse no cargo seria uma perda de tempo. Mises percebeu que seria preciso primeiro
vencer a batalha de ideias antes de poder colocar em prática uma reforma
econômica duradoura. Outra ideia deve ter sido a de que o poder
político dos interesses instalados que beneficiavam de regulamentações,
contratos e subsídios governamentais era tão grande que poderiam travar um
contra-ataque muito potente a quaisquer reformas que ele pudesse introduzir
enquanto ditador. No entanto, há também o argumento moral que deve
ter passado pela sua mente, de que ser um ditador de qualquer tipo era em si
uma violação dos direitos de outras pessoas. Assim, Mises não apenas abdicaria de altos
cargos políticos, mas também da própria ideia de governo de uma pessoa sobre
outra. Esta história sobre Mises deve ser lida juntamente com uma história
semelhante que Frédéric Bastiat escreveu 100 anos antes, em 1847, “O Utópico”. Bastiat imagina-se como
o ditador econômico de França e descreve todas as reformas radicais que planeia
introduzir antes de recuar ao perceber que o povo francês não partilhava as
suas opiniões sobre o mercado livre e nunca o apoiaria. Então ele renunciou
imediatamente. O economista crioou a Foundation for Economic Education
(FEE) e escreveu, entre outros tantos livros, o conhecido “Eu, lápis”. É a ele atribuídas
frases como: Sempre que impomos decisões de uma fonte única para
guiar milhões de decisões tomadas de forma individual temos caos.
ALGUÉM FALOU: Embora eu
tenha enfrentado muitos obstáculos como mulher, me recuso a deixar que isso me
desencoraje. Continuarei a lutar pela igualdade e representação... O
mundo está cheio de histórias esperando para serem contadas. Sou apaixonado por
procurar essas vozes e amplificá-las através do cinema... Pensamento da
atriz e cineasta inglesa Ida Lupino (1918-1995). Veja mais aqui e aqui.
MEMENTO MORI - Respice post te. Hominem te esse memento. Memento mori! Ou seja:
Olhe para trás. Lembre-se de que você é mortal. Lembre-se de que
você deve morrer! (Veja mais aqui, aqui e aqui). O escritor Tolstoi a
respeito menciona: Memento mori – lembre-se da morte! Estas são palavras
importantes. Se tivéssemos em mente que em breve morreremos inevitavelmente,
nossas vidas seriam completamente diferentes. Se uma pessoa sabe que morrerá em
meia hora, certamente não se preocupará em fazer coisas triviais, estúpidas ou,
principalmente, ruins durante essa meia hora. Talvez você ainda tenha meio
século antes de morrer. O que torna isso diferente de meia hora? (Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Annie Ernoux expressa: Salvando algo do
tempo em que nunca mais seremos... (Veja mais aqui, aqui e aqui). Já Emil
Cioran: Cada
vez que deixo de pensar na morte, tenho a impressão de estar trapaceando, de
decepcionar alguém em mim...(Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui). O escritor Salman Rushdie: Com a
morte vem a honestidade... (Veja mais aqui e aqui) Margaret
Atwwod: Não importa o quanto você tenha sido avisado, a
morte sempre chega sem bater. Porque agora? É o choro. Porque tão cedo? É o
choro de uma criança sendo chamada para casa ao anoitecer... (Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui) E, por fim, Yann Martel: Minha vida é como
uma pintura memento mori da arte europeia: há sempre uma caveira sorridente ao
meu lado para me lembrar da loucura da ambição humana... (Veja mais aqui).
LIVRO DE RECEITAS - [...] A experiência nunca
é a preço de banana. [...] No cardápio deve haver um clímax e uma
culminação. Venha com cuidado. Um será suficiente [...] A
doença às vezes deixa a mente livre para vagar e supor. [...]. Trechos extraídos
da obra Cookbook (Harper Perennial, 2010), da
escritora estadunidense Alice B. Toklas (1877-1967). Veja mais aqui e aqui,
CINCO POEMAS - essas pedras \ e mais um movimento \ porém mais
leve, \ não há mais nenhuma cor \ que esconda \ apenas pedras e leves
movimentos \ (fecho as janelas do apartamento). II - Sob salgueiros podados
crianças de cobre brincam \ e folhas brotam, trombetas soam. Cemitério sombrio \
Plumas escarlates entre as tristezas dos bordos \ Cavaleiros através dos
centenários, moinhos vazios\ Ou pastores que cantam à noite e veados \ que vêm
à fogueira. Velhas tristezas na floresta \ Dançarinos diante de uma parede
negra \ Plumas escarlates, risos, loucura. Trombetas. III - Meus olhos azuis
sumiram dos olhos \ O ouro escarlate do coração \ Oh minhas velas, como queimam taciturnas! \ Um casaco azul me
envolve enquanto afundo. Você, \ sua boca encarnada que segura a noite. IV - a
sombra em chamas, minha sombra em chamas, as cores \ do rosto agora claras,
todas as sombras em chamas, cores afogadas de muitos rostos rostos claros,
agora claros, agora\ V – EI: As horas tocam o vento \ e o coração é um anjo
cansado. O céu \ parece um cachorro preto. 2 - O palhaço tem braços redondos \e
com gestos sorridentes \ dança no relógio. O cachorro não abre a boca \ quando
come os minutos. 3 - o coração é um anjo tonto \ com cabelo molhado na boca. Poema do escritor e dramaturgo norueguês Jon
Fosse. Veja mais aqui.
PROGRAMA
TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar
todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e
radialista Meimei Corrêa na Rádio
Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aqui. Logo mais, a
partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com
apresentação de Meimei Corrêa e com as seguintes atrações na
programação: Rolando Boldrin,
Vital Farias, Orquestra Armorial, Alceu Valença, Lenine, Bráulio Tavares, Xangai,
Elomar, Ricardo Machado & Fernando Fiorese, Wilson Monteiro, Santanna O
Cantador, Cikó Macedo & muito mais! Veja mais aqui.domingo, dezembro 29, 2013
LAUREN CHILD, SILVIA GUERRA, JAPPE, SABATINI & LITERÓTICA.
A RAPIDINHA PRO
PRAZER DELA - Toda sexta-feira, meio-dia em ponto, ela chega do trampo
toda avexadinha. Logo desalinha a me soltar corda na vontade que engorda com
sua boca cangula. E me abocanha com gula, me agarra e me beija, começando a
peleja no maior pega-pega. Ela esfola e se esfrega enquanto se despe. E eu com
a peste a romper seus atalhos, me apegando ao seu talho, a maior sopa quente. Tudo
bem rente na sua carne guisada pras minhas dentadas e pro meu repasto. Eu vou
de arrasto arrancando a calcinha, o sutiã e a blusinha, tudo jogado. E começo o
impado enchendo a pança com folia e festança de cabo a rabo. Não há menoscabo,
inteira tigela. Ela que se escalpela aos grandes bocados. Eu viro ajegado
quando o beijo debréia, eu pulo na boléia da sua caçarola. Ela cai de gabola e
me faz seu cambão, acende a ignição a toda voltagem. Pego bigu na viagem e
engato a primeira, ela enverga a traseira e me deixa tantã. E vou tal bambambam
botando a segunda no rego corcunda do seu cardam. E arreia no divã toda
fagueira, eu sacudo a terceira a lhe dar o que falta. E mais se engata, balança
a rabeira e de forma matreira sacudo na quarta. Pra ela não basta, acelero pra
quinta, ela quer mais a pinta e eu mais atolado. Bem mais que socado no seu
labirinto, ela quer mais meu pinto, quer toda bilôla. Porque não é tola ela
fica sapeca na minha munheca e o mundo pega fogo. Isso vai só no rodo da maior
safadeza. E com toda esperteza atrepo o seu capô com cheirinho de fulô no fundo
do prato. Como desiderato tomo a dianteira, ela vira farofeira, se lambuza
demais. E não se satisfaz, de ré me atenta, quando se arrebenta, toda
disminliguida. E como é sabida me dá seu roçado que ancho e tão pabo eu mato a
pau. Já me faz seu mingau e seu acostamento, a reta é o firmamento, odisséia
sem fim. Provo o seu bocadim pelo escape aprumando o tacape pelos catabis. Atravesso
o menir quando ela odalisca se vira e se arrisca e chora na rampa. Eu atiro às
pampas sem protocolo e a trago pro meu colo amolegando seu seios. Eu desço sem
freio ladeira abaixo, seu chassi eu encaixo no maior xambrego. E nesse
brinquedo está emboscada, até sentir a varada no bocal da quartinha. E mais
quero mais minha e arregaço o tareco dentro do caneco aos golpes fustigantes. É
mais minha amante, fêmea vezes mil, minha puta servil, linda meretriz. Não faz
o que diz se entregando inteira, maior quenga rameira cheia dos ardis. E goza o
que quis com a carinha mais lisa onde o olhar só reprisa a gente numa conchinha
feliz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.
DITOS & DESDITOS - Se
quisermos evitar que a cultura seja completamente absorvida pela economia - e o
desejo de evitar este destino ainda é, apesar de tudo, bastante comum -,
teremos de começar por admitir a existência de uma diferença qualitativa entre
os produtos da indústria do entretenimento e uma possível «cultura autêntica»,
admitindo por isso a possibilidade de julgamento qualitativo, e não puramente
relativo e subjetivo. Pensamento do filósofo e ensaísta alemão Anselm
Jappe.
ALGUÉM FALOU: Um homem às vezes deve rir de si
mesmo ou enlouquecer... Poucos percebem isso. É por isso que existem tantos loucos
no mundo...
Pensamento do escritor italiano Rafael
Sabatini (1875-1950). Veja mais aqui.
OLHE NOS MEUS OLHOS - [...] Todo mundo sempre pensa que é o
mocinho [...] Você pode perder muito num piscado de olhos [...]
Há sempre a chance de que alguém, em algum lugar, esteja observando você.
[...] Muitas pessoas não vêem o que está bem na frente de seus
olhos.
[...] Diga uma mentira e prepare-se para contar muito mais.
[...] Não espere muito para ser resgatada, senhora – você pode ultrapassar o
prazo de validade [...]. Trechos extraídos da obra Look Into My Eyes (Hardcover,
2011), da escritora inglesa Lauren Child.
DOIS POEMAS - I - Colete-me de sua anêmona carnal voluptuosa em verde apaixonada me tranca com você naquele mar fervoroso no salgado, persistente por si mesmo indo e vindo, escurecendo a maré em transparência escura arrastando todas as coisas do mar cheirando a sal, impregnado de verde transparência. Como você, anêmona flexível voluptuoso, marrom e sem sentido no que aparente me esconda com você em sua beleza móvel, verde escuro, acostumado. II – Ela é
uma garota na beira da fonte que coloca pétalas na água. Uma pétala, outra pétala Um malvón desfolhando outro malvón. Um dia distante, daqui a muitos dias talvez ela esteja sentada em outro lugar e veja para outra garota que em sucessão interminável sente-se à beira de outra fonte e coloque outras pétalas de outras malvones na água. Então, talvez, remotamente, uma pedra despeje em sua memória Algo muda de lugar e por um estranho ramo de ar lembre-se sentado em uma fonte distante colocando pétalas na água de alguns malvons com esse mesmo cheiro de repente. Poemas da escritora uruguaia Silvia Guerra.
PROGRAMA
DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo
Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário
de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio
Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 29 de
dezembro, muitas comemorações: de mais de 300 mil do blog Tataritaritatá e a festa de Ano Novo de mais 4 mil
membros no grupo do programa no Facebook, com muitas atrações, confira: Isaac
Karabtchevsky, Lêdo Ivo, Egberto Gismonti, Paul McCartney, Carlos
Drummond de Andrade, Tom Jobim, Lima Duarte, Pink Floyd, José de Abreu, Toquinho,
Eliane Elias, Jamiroquai, Rita Lee, Mauricio Tapajós & Aldir Blanc, Ivan
Lins, Zé Ramalho, The Fevers, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Djavan, Lenine, Elis
Regina, Nana Caymmi, Simone, Sandra de Sá, Zélia Duncan, Fafá de Belém, Wanessa
Camargo, Cassia Eller, The Dramatics, Sonia Mello, Chico de Assis, Mácleim,
Fabio Rabin, Ruy de Assis, Sonekka, Benedito Pontes, Mauro Henrique Salles, Ju
Mota, Robson Gomes & muito mais!!!!! Participe,
comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 29 de dezembro, na
programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Veja mais aqui. HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA
Imagem: Acervo ArtLAM . Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...
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Imagem: Acervo ArtLAM . Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...
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A FEBRE DA PAIXÃO – I - Em tua carne febril de manhãs amorosas a libertação do poema pelo canto que ensaio presente em meu querer desp...
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SUJEITO, INDIVÍDUO, QUEM? - Imagem: Emigrantes , do pintor, escultor e gravurista Lasar Segall (1891-1957) – O Doro estava ingicado c...
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Imagem: Capriccio with a Bridge , do pintor italiano Francesco Guardi (1712-1793) Curtindo o álbum Najljepše ljubavne pjesme ...
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PACIÊNCIA – A belíssima canção Paciência , uma parceria musical de Lenine e Dudu Falcão, traduz uma reflexão intro-extrospectiva dos ...




















