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quarta-feira, junho 28, 2017

ERCÍLIA NUA DE PIRANDELLO, DINHEIRO DE AXEL CAPRILES, YUJA WANG & ANDREA MEDJESI-JONES

DA SEMENTE AO FRUTO, A VIDA - Imagem: Chapter 55, da artista britânica Andrea Medjesi-Jones - O grão e o reino encantado de todas as coisas: do centro o começo do círculo, e gira e roda e vira virou, e virá como chegam espirais de eternas ondas por zis sequências, frequências, medidas. Tudo vibra sem saber os lados da esfera e uma mão salta a buscar o que puder encontrar, solta na imensidão. Uma perna se sobressai e o dentro pra fora, os efeitos e outra mão pro alcançável de Plutão, outra perna pro infinito que se manifesta na finitude. Tudo emana de dentro pra fora e vice-versa, latente, até que uma saliência, o pescoço pra cabeça e a consciência de que tudo gira e roda e vira virou, e virá e verá o universo pulsando solto por todas as vibrações que se parecem exógenas e impalpáveis à primeira impressão, e pra alcançá-las, não se sabe como, capta o que pega sem nem saber, e o que transborda vem da brisa refratária de alhures a escorrer pelos sentidos, correntes que brotam flores endógenas nas acontecências que se vão pros confins, quando a semente cresce e implode compleições disformes quase indistinguíveis pela polimorfa forma de se estirar com seus flancos abertos, ao comprimento adelgaçado que avoluma o recheio, músculos, carne, órgãos, essência, pro que de cima seja embaixo e tudo possa ascender na festa do Sol por fases, etapas: criança que brinca com perguntas sem fim, e adolesce com os impactos do que foi pro que será, e adultiza exorcizando convicções diante das dúvidas reais, e envelhece no prazer da maravilha de ter vivido, e o que viverá depois do crepúsculo quando a noite se fizer dia e será sempre vida na dança de hoje que se fez ontem renascida amanhã sempre nova na eterna ressurreição. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DINHEIRO: SANIDADE OU LOUCURA?
[...] Diferentemente das sociedades onde o ascetismo mundano da ética protestante acrescentou um conteúdo espiritual ao dinheiro, legalizando o impulso possessivo e aquisitivo sob a filosofia aceita da cobiça, nos latino-americanos o conflito ainda permanece ativo [...] O papel que a sexualidade desempenhou para a psicologia de Freud foi trocado pelo complexo do dinheiro. Há muito mais loucuras e doenças associadas ao dinheiro do que ao sexo. [...].
Trechos da obra Dinheiro - Sanidade ou Loucura? (Axis Mundi, 2005), do economista e psicanalista venezuelano Axel Capriles, reunindo dez artigos que contam a história do dinheiro, suas representações e seu impacto na vida humana da atualidade, tratando sobre o domínio do mercado financeiro, a sujeição do homem ao mercado, o capital especulativo, os desequilíbrios psicológicos como depressão, ansiedade, rancor, medo, disputas familiares, entre outros que são causados pela relação com o dinheiro. Trazendo relevantes reflexões, a obra aborda de forma interdisciplinar sobre a volatilidade do dinheiro no mundo atual e a atribuição que lhe é dada na esfera econômica e nas relações sociais, tornando-se o tema central da existência humana, determinando comportamentos e envolvendo desde o psiquismo individual até o substrato dos povos contemporâneos, sobretudo o latino-americano.

Veja mais sobre:
Educação, professor-aluno, gestão escolar & neuroeducação, Livro dos sonhos de Jorge Luis Borges, a música de Ayako Yonetani, Ciência Psicológica, a fotografia de Anton Giulio Bragaglia, a pintura de Jean Metzinger & Anthony Gadd aqui.

E mais:
Paixão Legendária & Santanna O Cantador, As ciências & as artes de Jean-Jacques Rousseau, A patente de Luigi Pirandello, A história do mundo de Mel Brooks, a pintura de Maria Luisa Persson, Brincarte do Nitolino, a literatura de Aldemar Paiva, a antologia poética de Marly de Oliveira, a xilogravura de Nena Borges, a música de Guilhermina Suggia & Felipe Radicetti aqui.
O falecido Mattia Pascal de Luigi Pirandello, O contrato social de Jean-Jacques Rousseau, a música de Pat Metheny, a pintura de Peter Paul Rubens & o cinema de Mel Brooks aqui.
A hipermodenidade de Gilles Lipovetsky & a trajetória Tataritaritatá aqui.
Bom dia, Velho Chico, Sonetos de , Cláudio Manuel da Costa, Lampião & Isabel Lustosa, Música & saúde de Even Ruud & a música de Turíbio Santos, a pintura de Natalia Goncharova, a arte de Ítala Nandi & Paulette Goddard, o cinema de Hugo Carvana & Neila Tavares aqui.
Vamos aprumar a conversa: a questão ambiental, O retorno da deusa de Edward C. Whitmont, Baú de ossos de Pedro Nava, Poema Infinito de Federico García Lorca, a música de Kenny G & Martha Argerich., a pintura de Tereza Costa Rego & Zuzu Angel aqui.
Poucas palavras & uma dor, A dominação masculina de Pierre Bourdieu, Tônio Krogger de Thomas Mann, Le Cid de Pierre Corneille, a música de Eugénia Melo e Castro & Maysa, a pintura de Diego Velázquez, Sagarana de Paulo Tiago & Ítala Nandi aqui.
Papo de Fabos, O castelo de Franz Kafka, a literatura de Machado de Assis, Escarafunchando de Friederich Perls, a música do Discantus, a pintura de Renato Guttuso & Luba Lukova, a arte de Carmela Gross & Paulo Ito aqui.
Barulho da miséria, Significação & verdade de Peter Strawson, Frankestein de Mary Shelley, A liberdade de Baronne de Staal, a escultura de Ben Weily, a música de Shania Twain, a arte de Anna Miarczynska & Fabio de Brito, o grafite de Magrão Bz, & a poesia de Lívia De La Rosa aqui.
Repente qualquer jeito para ver como é que fica, A tecnologia na arte de Edmond Couchot, A vida antes do homem de Margaret Atwood, A servidão humana de Baruch de Espinoza, a música de Jackson do Pandeiro, a escultura de Antonio Corradini, a fotografia de Nikolai Endegor, a arte de Victoria Selbach & Leonel Mattos aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

VESTIR OS NUS DE PIRANDELLO
A peça teatral Vestir os nus (Record, 2007), do dramaturgo, poeta, romancista siciliano e Prêmio Nobel de Literatura de 1934, Luigi Pirandello (1867 – 1936), conta a história de um escritor que recolhe em sua casa uma jovem infeliz, Ercília, que é vítima de um drama pessoal, por ter sido despedida pela morte acidental de uma criança mantida aos seus cuidados e que tenta suicidar-se após ser abandonada pelo noivo. Após salva desses acontecimentos, ela concede uma entrevista, mentindo sobre os motivos, o que leva outras pessoas a procurá-la para se retratar e corrigir erros do passado. Tendo se vestido de muitas maneiras adequadas, nenhum figurino lhe caiu bem, até que ela se despede da vida nua, dizendo ser a morta que não conseguiu se vestir. A obra traz um olhar premonitório sobre os processos de vitimização da sociedade do espetáculo da atualidade. Destaque para atuação da premiada atriz Janine Corrêa, na montagem da peça feita pela Companhia Atelier de Manufatura Suspeita, com direção de Mauricio Paroni de Castro. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: YUJA WANG
A belíssima pianista chinesa Yuja Wang interpretando obras de George Gershwin, Ravel, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Chopin, Scriabin, Mozart & Prokofiev. Para curtir é só ligar o som.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista britânica Andrea Medjesi-Jones.
Veja mais aqui.

sábado, junho 17, 2017

A MENINA SANTA DE LUCRECIA MARTEL, ESCULTURAS DE DESIRÉ, VÊNUS DE MILTON DACOSTA, A MISÉRIA DA ECONOMIA & DICAS DA HORA PRA FELICIDADE AGORA!

DICAS DA HORA PARA FELICIDADE AGORA (AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS, SE AVIE!) – Ad aperturam libra! Alô, alô, gentamiga do planeta Terra! Vamos aprumar a conversa? Vambora. Seguinte: quando a gente é empurrado pra vida, pega o bonde andando e há tempos correndo solto. Agora que pegou bigu, achegue-se, abolete-se aí, vamos conversar. Sabe de uma coisa? Viver não tem manual de instruções nem regulamento explicando tintim por tintim, tem não. Mas chega uma hora que umas perguntinhas danadas engancham nas catracas do quengo: de onde vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde vou? Se você não tem a mínima ideia, não esquente: ninguém sabe. Pra quê mesmo saber, hem? Porém, essa coisa de interrogações que transbordam no íntimo é só pra filosofar, coisa que é só perda de tempo, não tem a menor utilidade prática. Quem pensa muito, nada faz, fica só na preguiça de nem ver o tempo passar. Não adianta fazer muitas perguntas, nem pensar na velhice, na morte, nas dúvidas, nada disso. Viver é consumir e logo, senão acaba. Compre agora, compre já e de tudo, compre mesmo, compre tudo, não pode perder terreno pros outros passarem na cara, faça tudo o que fazem – pelo sinal, nos trinques, etiquetas, tudo que for de bom tom! Ah, se serve ou não, depois vê – lixo serve mesmo pras coisas imprestáveis. A equação da vida é simples: precisa de algo? Adquira já. Tem dinheiro? Compre, a felicidade é sua. Ah, não tem dinheiro? Tem é que arrumar o quê fazer, agir duas ou mais vezes inadvertidamente – pense não, senão endoida, viu? -, ficar rico e se aproveitar de tudo, consumindo. O certo ou errado? Faça o que mandam, obedeça, resigne-se, você chega lá – se não chegou, leve na conta da falta de sorte, ou tente ser feliz chupando dedo. Considere que você entrou de graça, ou a fórceps ou cesariana, e quando toma pé da coisa paga até morrer. Está tudo pra você escolher, cada um que engrosse o couro pras lamboradas e firmar os cascos pras pisadas e coices. Antes, todavia, preste atenção que pra ser gente tem o código civil e uma tuia de leis, decretos e regras de exceção, afora uns golpes como freio de arrumação. Tem também o código de postura, de ética (aprendeu o que é isso?), já diz a canção: é preciso saber viver. E na base do politicamente correto. Enquanto se instrui respire ao máximo, ainda parece que é de graça, apesar de envenenado. Tenha tudo que puder – e se não tiver, dê um jeito: trabalhe dobrado, se mate, se rasque todo, se esfole de perebar, faça das tripas coração e o escambau, precisa impressionar, senão vira fechadura e, além do mais, tem sempre otário pras marretadas. A lição é de que hoje pra ser feliz bastam duas coisinhas bestas: seguir a cartilha dos economistas (eles não se entendem, contudo, ou vai na onda deles ou babau! Assim você fica por dentro do que é mais importante na vida, como Bolsa de Valores, debêntures, cotação do dólar, PIB, pei bufe, etc e coisa e tal, tudo pra fechar o cerco dos investimentos possíveis com as moedinhas do seu mealheiro) e ser amigo de um curador (é a única forma de se manter sempre na moda entre os fashionados nas boquinhas). Amigos? Ah, se enturme pra não findar na solidão. Entretanto, saiba de antemão: tenha dinheiro e todos estarão ao redor. Enquanto tiver, beleza. Se precisar, não conte com eles, nem se decepcione com virada de costas ou portas fechadas, todo mundo já sabe: só se lembra ou se procura alguém quando se precisa. Aprenda o abandono. Tome nota que tem quejandos que ganham dinheiro iludindo, jurando, mentem em um dia o que macaco pula em um mês, só no tinindo! Afora os que levam a vida no luxo só matando gente, roubando merenda das crianças e remédio de doente. Ninguém é flor que se cheire, só servem pra tirar o que tem e ensinar o que você já sabe. Chegue antes, porque depois é só vexame. Nunca caia na esparrela de achar que é o rei da cocada preta, nem pense que o céu é perto: o inferno está entupido de gente boa, com padres, pastores e gurus na porta com todos os credos de conveniência. Tenha cuidado: não vá cuspir pra cima e se esquecer de sair debaixo, nem pense que é bicho pra viver na molezinha: você já foi ferrado – e nem sentiu nem morreu -, vai ser abatido de qualquer jeito, por bem ou por mal. A vida é sacrifício, ninguém é pé de planta pra dar sem nada em troca, seja esperto: se deu com uma mão, peça com a outra. E não adianta pedir parada pra você descer: se correr, a coisa pega; se ficar, aguente as consequências. Não há tempo a perder, devagar só chega tarde. Amor? Use e abuse, alivie o animal. E quando virar cobrança e tititi, troque de roupa e vá à caça. Lembre-se: quando for pro mundo, deixe o coração em casa – ele só faz besteira, emoções e sentimentos são troços que custam caro e só dão prejuízo. Faça tudo que quiser dentro da lei, isso não quer dizer que não use do jeitinho pra mandar ver nas brechas, besta é quem não se aproveita! Vai que cola e dá samba, maior cloro, quem sabe. Se der bronca, aprume direito, bateu as botas, foi pro saco, já era. Vá em frente que o dia de ontem ninguém vê mais. Lavou, está novo. Ambiguidades? O que é, já não mais; o que não é, está pra ser. Reitero, se enturme: quem tem cu, tem medo; vai que rendido da trupe, pode ser que você no meio escape ileso. Pra tudo tem remédio, só não há como negociar com a morte. Ah, não se esqueça de tomar banho de sal grosso pra afastar os quebrantos e outras maleitas de olhos cega-pimenteira. Sim, aqui se faz, aqui se paga. Pronto, estão aí as dicas pra ser feliz dagora em diante. Até que enfim, seu problema está resolvido pra sempre. Sacou direitinho? A vida é agora, o resto depois vê, já achou a botija é só se vingar soltando uns peidinhos contra o vento e desancando com a maior cara feia os miseráveis e babaovos parasitas, e dormir tranquilo que já tem a salvação garantida, bote fé. Acta est fabula. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

A MISÉRIA DA ECONOMIA
Nada entendo de economia. “Se não entende, por que se mete a falar sobre o assunto?”, perguntarão alguns leitores. Minha resposta é singela: justamente por nada entender de economia é que me sinto encorajado a meter minha colher naquilo que os dicionários definem como a ciência que trata dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e consumo de bens materiais. Leviandade? Não, paridade. Pleiteio os mesmos direitos dos economistas. Também quero poder falar de economia sem entender patavina do assunto. Em meados da década passada, o Financial Times perguntou a diversos setores profissionais da Europa o que, na opinião de cada um deles, aconteceria com a economia mundial nos próximos sete ou dez anos. Sete ou dez anos depois, ao confrontar as previsões com o que de fato acontecera na economia mundial, o jornal inglês constatou que os campeões de acertos não haviam sido, como era de se esperar, os economistas, mas os lixeiros das grandes cidades européias. Os economistas ficaram em terceiro ou quarto lugar. Se isso não é uma prova contundente de que eles nada ou pouco entendem do que dizem ou pensam entender, eu me chamo John Maynard Keynes. [...].
Trecho do artigo A miséria da economia: chegam ao fim as ilusões do neoliberalismo (Bravo, dezembro, 1998), do escritor e jornalista Sérgio Augusto.

Veja mais sobre:
Incipit vita nuova, A divina comédia de Dante Alighieri, As raízes árabes na tradição nordestina de Luís Soler, a música de Galina Ustvolskaya, a gravura de Gustave Doré, a pintura de Paul Sieffert, a arte de Jack Vetriano & Luciah Lopez aqui.

E mais:
E se nada acontecesse, nada valeria, Agá de Hermilo Borba Filho, As fábulas de Leonardo da Vinci, As glândulas endócrinas de M. W. Kapp, a música de Tomoko Mukaiyama, Compassos Cia de Danças, a arte de Eric Gill, a xilogravura de Perron, a pintura de Bruno Di Maio & Madalena Tavares aqui.
Tlön, Uqbar, orbis tertius de Jorge Luís Borges aqui.
Brincarte do Nitolino, Relativizando de Roberto DaMatta, a poesia de Johann Gottlieb Fichte, A estética do teatro de Redondo Junior, a música de Igor Stravinski, o cinema de Laurent Cantet & François Bégadeau, a xilogravura de MS - Marcelo Alves Soares, a pintura de Aldo Bonadei & a gravura de Maurits Escher aqui.
Desnorteio: vamos aprumar a conversa, Ideologia: técnica & ciência de Jürgen Habermas, Hora aberta de Gilberto Mendonças Teles, A arte & condição mulher de Ana de Castro Osório, o cinema de David Lynch & Isabella Rosselini, a escultura de Bartolomeu Ammanati, a pintura de Joseph-Marie Vien, a arte de Arlete Salles & Carta de amor de Maria Bethânia aqui.
Abaixo a Injustiça & Psicologia individual de Alfred Adler aqui.
Refém do amor aqui.
Responsabilidade civil dos bancos aqui.
A gestão do conhecimento & Clima Bom de Jorge Calheiros aqui.
Método científico aqui.
A poesia de Suzana Mafra aqui.
Vamos aprumar a conversa: a responsabilidade dos pais, Escrivão Isaías Caminha de Lima Barreto, O amor e o ocidente de Denis de Rougemont, a música de Stevie Wonder, a poesia de Murilo Mendes & Raimundo Correia, O teatro e a moral de Friedrich Schiller, o cinema de Nelson Pereira dos Santos & Ana Maria Magalhães, a coreografia de Martha Graham, a pintura de Georges Braque & a fotografia de Ralph Gibson aqui.
Vamos aprumar a conversa: Baú de Ilusões, O homem, a mulher & a natureza de Alan Watts, Amar verbo intransitivo de Mário de Andrade, Amor de novo de Doris Lessing, A ninfa Euridíce & a escultura de Joseph Edgar Boehm, a música de Christoph Willibald Gluck. a poesia de Pedro Kilkerry, o teatro de Machado de Assis, o cinema de Walter Hugo Khouri & Vera Fischer, a pintura de Jean-Baptiste Camille & a fotografia de Patrick Nicholas aqui.
Os tantos e muitos Brasis, A arte no horizonte do provável de Haroldo de Campos, Cartas ao planeta Brasil de Geneton Moraes Neto, a fotografia de Brian Duffy, a pintura de W. Cortland Butterfield, a arte de Laura Barbosa, Fonte & Crônica de amor por ela, a poesia de Leo Lobos & Adriana Zapparolli aqui.
A vida e a lógica da competição, Filosofia e teoria crítica de Max Horkheimer, Carta aos mortos de Affonso Romano de Sant’Anna, a música de Pierre Boulez & Pi-Hsien Chen, Inteligência brasileira de Max Bense, a fotografia de Sebastião Salgado, História do Brasil de Anna Bella Geiger, a pintura de Herbert James Draper & Umberto Boccioni aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

LA NIÑA SANTA DE LUCRECIA MARTEL
O drama La niña santa (2004), da cineasta argentina Lucrecia Martel, produzido por Pedro Almodóvar, conta a história uma jovem católica entrando na puberdade, encontra-se dividida entre o desejo sexual e sua devoção religiosa, até ter um encontro nada convencional com um médico de passagem pela sua cidade, assumindo para si a missão de salvar a sua alma do pecado. Trata-se da demonstração do provincianismo sufocante, do preconceito e da incomunicabilidade entre gerações, dividido entre o fervor religioso e o florescimento sexual, a decadência e a falta de privacidade em situações que atingem as raias do incesto, a busca desesperada pela manutenção das aparências e a crueldade da adolescência. Ente os destaques do belíssimo filme, a atuação da atriz, produtora, diretora e fotógrafa argentina, Maria Alché.

ESCULTURAS DE DESIRÉ
Esculturas de Desiré Maurice Ferrary (1852-1904).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A série Vênus, do pintor, desenhista, gravador e ilustrador Milton Dacosta (1915-1988).
Veja mais aqui.

Dia Mundial de Luta contra a Seca e a Desertificação
Veja mais aqui & aqui.
 

terça-feira, setembro 02, 2014

JON FOSSE, ALICE TOKLAS, LUPINO & LITERÓTICA.

INCÊNDIO DAS PAIXÕES – Ela deu-me o seu corpo em brasa para incendiar os meus desejos indômitos. Ela deu-me a sua alma em chamas para incinerar minhas loucuras concupiscentes. Ela assim me veio como quem entrega a sua vida ao carrasco. E pronta para ser usada, seviciada, ultrajada, vilipendiada, até ver-se exaurida de todas as satisfações, ainda deu-me a boca sedenta de todas as sedes seculares. E ainda deu-me o ventre faminto de todo o cio acumulado. E ainda deu-me o gozo de todas as vontades satisfeitas. E assim viramos um do outro em si para sempre acasalados no incêndio das paixões. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - Poucos entre nós são sábios o suficiente para saber o quão pouco sabemos. A ignorância das limitações é esperada de todo aquele que não vê além de si mesmo. O homem sábio, por outro lado, alcança uma medida de autotranscendência: ele vê além de si mesmo, até mesmo além do seu ambiente. Sabendo muito mais do que todos nós, ele compara seu conhecimento com o que poderia ser conhecido e confessa não saber quase nada. Um indivíduo tão raro pesa seu conhecimento finito na balança da verdade infinita, e sua consciência de suas limitações lhe diz para nunca dominar os outros. Tal pessoa renunciaria a qualquer posição de governo autoritário que lhe pudesse ser oferecida ou, se acidentalmente se encontrasse em tal posição, abdicaria – imediatamente!... Pensamento do economista estadunidense Leonard Read (1898-1983), ao se referir sobre um fato anedótico ocorrido nos primeiros anos da década de 1940, logo depois que Mises veio da Europa para a América. Ele estava jantando com Leonard Read e alguns outros defensores do livre mercado quando um deles lhe perguntou, quando a noite estava chegando ao fim, o que ele faria se fosse nomeado ditador dos EUA, num tempo que estava repleto de ditadores como Hitler e Stalin. A sua resposta imediata foi dizer “Eu abdicaria!” As razões pelas quais ele fez isto são interessantes porque, à primeira vista, pode parecer que um ditador como ele poderia de fato fazer algum bem antes de ser levado pela polícia por interferir no esforço de guerra. Não poderia ele emitir decreto após decreto desregulamentando a economia, perdoando os comerciantes do mercado negro da prisão, usando o seu escritório para transmitir conversas na rádio sobre os benefícios do mercado livre, e assim por diante. Talvez ele tenha percebido que, dado o estado de pensamento do país naquela época sobre a necessidade e a justiça das regulamentações econômicas, qualquer coisa que fizesse no cargo seria uma perda de tempo. Mises percebeu que seria preciso primeiro vencer a batalha de ideias antes de poder colocar em prática uma reforma econômica duradoura. Outra ideia deve ter sido a de que o poder político dos interesses instalados que beneficiavam de regulamentações, contratos e subsídios governamentais era tão grande que poderiam travar um contra-ataque muito potente a quaisquer reformas que ele pudesse introduzir enquanto ditador. No entanto, há também o argumento moral que deve ter passado pela sua mente, de que ser um ditador de qualquer tipo era em si uma violação dos direitos de outras pessoas. Assim, Mises não apenas abdicaria de altos cargos políticos, mas também da própria ideia de governo de uma pessoa sobre outra. Esta história sobre Mises deve ser lida juntamente com uma história semelhante que Frédéric Bastiat escreveu 100 anos antes, em 1847, “O Utópico”. Bastiat imagina-se como o ditador econômico de França e descreve todas as reformas radicais que planeia introduzir antes de recuar ao perceber que o povo francês não partilhava as suas opiniões sobre o mercado livre e nunca o apoiaria. Então ele renunciou imediatamente. O economista crioou a Foundation for Economic Education (FEE) e escreveu, entre outros tantos livros, o conhecido “Eu, lápis”. É a ele atribuídas frases como: Sempre que impomos decisões de uma fonte única para guiar milhões de decisões tomadas de forma individual temos caos.

 

ALGUÉM FALOU: Embora eu tenha enfrentado muitos obstáculos como mulher, me recuso a deixar que isso me desencoraje. Continuarei a lutar pela igualdade e representação... O mundo está cheio de histórias esperando para serem contadas. Sou apaixonado por procurar essas vozes e amplificá-las através do cinema... Pensamento da atriz e cineasta inglesa Ida Lupino (1918-1995). Veja mais aqui e aqui.

 

MEMENTO MORI - Respice post te. Hominem te esse memento. Memento mori! Ou seja: Olhe para trás. Lembre-se de que você é mortal. Lembre-se de que você deve morrer! (Veja mais aqui, aqui e aqui). O escritor Tolstoi a respeito menciona: Memento mori – lembre-se da morte! Estas são palavras importantes. Se tivéssemos em mente que em breve morreremos inevitavelmente, nossas vidas seriam completamente diferentes. Se uma pessoa sabe que morrerá em meia hora, certamente não se preocupará em fazer coisas triviais, estúpidas ou, principalmente, ruins durante essa meia hora. Talvez você ainda tenha meio século antes de morrer. O que torna isso diferente de meia hora? (Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Annie Ernoux expressa: Salvando algo do tempo em que nunca mais seremos... (Veja mais aqui, aqui e aqui). Já Emil Cioran: Cada vez que deixo de pensar na morte, tenho a impressão de estar trapaceando, de decepcionar alguém em mim...(Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui). O escritor Salman Rushdie: Com a morte vem a honestidade... (Veja mais aqui e aquiMargaret Atwwod: Não importa o quanto você tenha sido avisado, a morte sempre chega sem bater. Porque agora? É o choro. Porque tão cedo? É o choro de uma criança sendo chamada para casa ao anoitecer... (Veja mais aquiaqui, aqui e aqui) E, por fim, Yann Martel: Minha vida é como uma pintura memento mori da arte europeia: há sempre uma caveira sorridente ao meu lado para me lembrar da loucura da ambição humana... (Veja mais aqui).

 

LIVRO DE RECEITAS - [...] A experiência nunca é a preço de banana. [...] No cardápio deve haver um clímax e uma culminação. Venha com cuidado. Um será suficiente [...] A doença às vezes deixa a mente livre para vagar e supor. [...]. Trechos extraídos da obra Cookbook (Harper Perennial, 2010), da escritora estadunidense Alice B. Toklas (1877-1967). Veja mais aqui e aqui,

 

CINCO POEMAS - essas pedras \ e mais um movimento \ porém mais leve, \ não há mais nenhuma cor \ que esconda \ apenas pedras e leves movimentos \ (fecho as janelas do apartamento). II - Sob salgueiros podados crianças de cobre brincam \ e folhas brotam, trombetas soam. Cemitério sombrio \ Plumas escarlates entre as tristezas dos bordos \ Cavaleiros através dos centenários, moinhos vazios\ Ou pastores que cantam à noite e veados \ que vêm à fogueira. Velhas tristezas na floresta \ Dançarinos diante de uma parede negra \ Plumas escarlates, risos, loucura. Trombetas. III - Meus olhos azuis sumiram dos olhos \ O ouro escarlate do coração \ Oh minhas velas, como queimam taciturnas! \ Um casaco azul me envolve enquanto afundo. Você, \ sua boca encarnada que segura a noite. IV - a sombra em chamas, minha sombra em chamas, as cores \ do rosto agora claras, todas as sombras em chamas, cores afogadas de muitos rostos rostos claros, agora claros, agora\ V – EI: As horas tocam o vento \ e o coração é um anjo cansado. O céu \ parece um cachorro preto. 2 - O palhaço tem braços redondos \e com gestos sorridentes \ dança no relógio. O cachorro não abre a boca \ quando come os minutos. 3 - o coração é um anjo tonto \ com cabelo molhado na boca. Poema do escritor e dramaturgo norueguês Jon Fosse. Veja mais aqui.

 

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aqui Logo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com apresentação de Meimei Corrêa e com as seguintes atrações na programação: Rolando Boldrin, Vital Farias, Orquestra Armorial, Alceu Valença, Lenine, Bráulio Tavares, Xangai, Elomar, Ricardo Machado & Fernando Fiorese, Wilson Monteiro, Santanna O Cantador, Cikó Macedo & muito mais! Veja mais aqui.



SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 02 de setembro, a partir das 21hs
Onde? No MCLAM 
Apresentação: Meimei Corrêa


Veja mais sobre:
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
O lamentável expediente da guerra aqui.
Jorge Amado, Gonçalves Dias, Claudionor Germano, Al-Chaer, Dany Reis & Nina Kozoriz aqui.
Ismael Nery, Tomás Antônio Gonzaga, Juliana Impaléa & Keyler Simões aqui.
Miguel Torga, Alfred Gilbert, Pat Metheny, Luciene Lemos, Antonio Cabral Filho & Programa Tataritaritatá aqui.
Michel Foucault, John Coltrane, T. S. Eliot, Edina Sikora, Wender Nascimento & Programa Tataritaritatá aqui.
Nelson Rodrigues, Gauvreau, Antonio Menezes, Luiza Silva Oliveira, Luiz Fernando Prôa & Bárbara Lia aqui.
Jorge Luis Borges, Paulo Leminski, Jean-Michel Jarre, Jeanne Mas, Donizete Galvão, Fabio Weintraub & Regiane Litzkow aqui.
A refém do amor & Programa Tataritaritatá aqui.
Fritjof Capra, Instinto & Ismael Condição Humana aqui.
Loucura repulsiva aqui.
Jards Macalé, Renata Pallottini, Silvia Lane, Hanfstaengl, Louise Von Franz, Miranda Richardson & Programa Tataritaritatá aqui.
Marilena Chauí, Marilda Villela Imamoto, Nise da Silveira, Guimar Namo de Mello & Arriete Vilela aqui.
O presente na festa do amor aqui.
Tanatologia aqui.
Ricardo Alfaya, Direito de Família & Alimentos aqui.
A mulher na História aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Ela... - Art by Ísis Nefelibata
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.



domingo, dezembro 29, 2013

LAUREN CHILD, SILVIA GUERRA, JAPPE, SABATINI & LITERÓTICA.


A RAPIDINHA PRO PRAZER DELA - Toda sexta-feira, meio-dia em ponto, ela chega do trampo toda avexadinha. Logo desalinha a me soltar corda na vontade que engorda com sua boca cangula. E me abocanha com gula, me agarra e me beija, começando a peleja no maior pega-pega. Ela esfola e se esfrega enquanto se despe. E eu com a peste a romper seus atalhos, me apegando ao seu talho, a maior sopa quente. Tudo bem rente na sua carne guisada pras minhas dentadas e pro meu repasto. Eu vou de arrasto arrancando a calcinha, o sutiã e a blusinha, tudo jogado. E começo o impado enchendo a pança com folia e festança de cabo a rabo. Não há menoscabo, inteira tigela. Ela que se escalpela aos grandes bocados. Eu viro ajegado quando o beijo debréia, eu pulo na boléia da sua caçarola. Ela cai de gabola e me faz seu cambão, acende a ignição a toda voltagem. Pego bigu na viagem e engato a primeira, ela enverga a traseira e me deixa tantã. E vou tal bambambam botando a segunda no rego corcunda do seu cardam. E arreia no divã toda fagueira, eu sacudo a terceira a lhe dar o que falta. E mais se engata, balança a rabeira e de forma matreira sacudo na quarta. Pra ela não basta, acelero pra quinta, ela quer mais a pinta e eu mais atolado. Bem mais que socado no seu labirinto, ela quer mais meu pinto, quer toda bilôla. Porque não é tola ela fica sapeca na minha munheca e o mundo pega fogo. Isso vai só no rodo da maior safadeza. E com toda esperteza atrepo o seu capô com cheirinho de fulô no fundo do prato. Como desiderato tomo a dianteira, ela vira farofeira, se lambuza demais. E não se satisfaz, de ré me atenta, quando se arrebenta, toda disminliguida. E como é sabida me dá seu roçado que ancho e tão pabo eu mato a pau. Já me faz seu mingau e seu acostamento, a reta é o firmamento, odisséia sem fim. Provo o seu bocadim pelo escape aprumando o tacape pelos catabis. Atravesso o menir quando ela odalisca se vira e se arrisca e chora na rampa. Eu atiro às pampas sem protocolo e a trago pro meu colo amolegando seu seios. Eu desço sem freio ladeira abaixo, seu chassi eu encaixo no maior xambrego. E nesse brinquedo está emboscada, até sentir a varada no bocal da quartinha. E mais quero mais minha e arregaço o tareco dentro do caneco aos golpes fustigantes. É mais minha amante, fêmea vezes mil, minha puta servil, linda meretriz. Não faz o que diz se entregando inteira, maior quenga rameira cheia dos ardis. E goza o que quis com a carinha mais lisa onde o olhar só reprisa a gente numa conchinha feliz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - Se quisermos evitar que a cultura seja completamente absorvida pela economia - e o desejo de evitar este destino ainda é, apesar de tudo, bastante comum -, teremos de começar por admitir a existência de uma diferença qualitativa entre os produtos da indústria do entretenimento e uma possível «cultura autêntica», admitindo por isso a possibilidade de julgamento qualitativo, e não puramente relativo e subjetivo. Pensamento do filósofo e ensaísta alemão Anselm Jappe.

 

ALGUÉM FALOU: Um homem às vezes deve rir de si mesmo ou enlouquecer... Poucos percebem isso. É por isso que existem tantos loucos no mundo... Pensamento do escritor italiano Rafael Sabatini (1875-1950). Veja mais aqui.

 

OLHE NOS MEUS OLHOS - [...] Todo mundo sempre pensa que é o mocinho [...] Você pode perder muito num piscado de olhos [...] Há sempre a chance de que alguém, em algum lugar, esteja observando você. [...] Muitas pessoas não vêem o que está bem na frente de seus olhos. [...] Diga uma mentira e prepare-se para contar muito mais. [...] Não espere muito para ser resgatada, senhora – você pode ultrapassar o prazo de validade [...]. Trechos extraídos da obra Look Into My Eyes (Hardcover, 2011), da escritora inglesa Lauren Child.

 

DOIS POEMAS - I - Colete-me de sua anêmona carnal voluptuosa em verde apaixonada me tranca com você naquele mar fervoroso no salgado, persistente por si mesmo indo e vindo, escurecendo a maré em transparência escura arrastando todas as coisas do mar cheirando a sal, impregnado de verde transparência. Como você, anêmona flexível voluptuoso, marrom e sem sentido no que aparente me esconda com você em sua beleza móvel, verde escuro, acostumado. II – Ela é uma garota na beira da fonte que coloca pétalas na água. Uma pétala, outra pétala Um malvón desfolhando outro malvón. Um dia distante, daqui a muitos dias talvez ela esteja sentada em outro lugar e veja para outra garota que em sucessão interminável sente-se à beira de outra fonte e coloque outras pétalas de outras malvones na água. Então, talvez, remotamente, uma pedra despeje em sua memória Algo muda de lugar e por um estranho ramo de ar lembre-se sentado em uma fonte distante colocando pétalas na água de alguns malvons com esse mesmo cheiro de repente. Poemas da escritora uruguaia Silvia Guerra.

 

PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 29 de dezembro, muitas comemorações: de mais de 300 mil do blog Tataritaritatá e a festa de Ano Novo de mais 4 mil membros no grupo do programa no Facebook, com muitas atrações, confira: Isaac Karabtchevsky, Lêdo Ivo, Egberto Gismonti, Paul McCartney, Carlos Drummond de Andrade, Tom Jobim, Lima Duarte, Pink Floyd, José de Abreu, Toquinho, Eliane Elias, Jamiroquai, Rita Lee, Mauricio Tapajós & Aldir Blanc, Ivan Lins, Zé Ramalho, The Fevers, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Djavan, Lenine, Elis Regina, Nana Caymmi, Simone, Sandra de Sá, Zélia Duncan, Fafá de Belém, Wanessa Camargo, Cassia Eller, The Dramatics, Sonia Mello, Chico de Assis, Mácleim, Fabio Rabin, Ruy de Assis, Sonekka, Benedito Pontes, Mauro Henrique Salles, Ju Mota, Robson Gomes & muito mais!!!!! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 29 de dezembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Veja mais aqui

SERVIÇO:
O que? Programa Domingo Romântico Especial de Amo Novo
Quando? Neste domingo, 29 de dezembro, a partir das 10hs.
Onde? Cidade FM 
Apresentação Meimei Corrêa.
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