Mostrando postagens com marcador Consumidor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Consumidor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 25, 2017

APESAR DE TUDO DE DIDI-HUBERMAN, ESCULTURA DE HODGES BAILY, A ARTE DE KÊNIA BASTOS & ELOGIO AO CONTRIBUINTE

ELOGIO AO CONTRIBUINTE - Pra se livrar das broncas, cada um dos brasileiros e brasileiras desse nosso Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada, tem que pagar o pato. O dele e o dos outros. Sim, exatamente. E isso é compulsório, inescapável. Paga pra nascer, pra viver e até pra morrer – se morrer, menos um apenas, quem ficar que lasque, né? Tudo é ilegal se favorável pra gente; do contrário, tudo é ilegal. Afinal, lei, na vera, é só um pedaço de papel arrodiado de sanções por todo lado só pra foder a vida da gente. Pode conferir: a gente é engalobado a pagar até o que não se deve, quanto mais o dos outros que foram contemplados com as benesses de verbas públicas em empréstimos ou concessões do tipo 0800, frete FOB e a fundo perdido. Sim, isso e muito mais! Por exemplo: para azeitar engrenagens e disfuncionalidades burocráticas do serviço público ou privado, ôia pra quem for o birozado, senão a coisa emperra de quase desaparecer pra nunca mais o que era tido por direito adquirido e findou prescrito. Pra descongestionar o direito de ir e vir no trânsito ou rodovia qualquer, bola pro guarda ou patrulheiro, senão de um nada a gente vira de simples infrator com tudo nos trinques pra contraventor de todas as previsões penais na horinha. Duvida? Ah, não pague pra ver! Pois é, pra manter o negócio que seja, mantido pelos sacrifícios e tinos empreendedores, lembre-se: tocos pros fiscais de renda, da prefeitura e do que for do Fisco e afins, afora oficial de justiça e outras trepeças, senão a gente se vê lavrado em autos de infrações ou mandados de execução com penhora ou arresto, prontos para sermos incursos nas penas do desacato à autoridade com formação de quadrilha, sonegação e o diabo a quatro. Ué? Isso mesmo! Eles nos chantageiam e a gente que é o infrator. Isso sem falar nas suspeitas de gato na eletricidade, jacaré na água e toda fauna ilegal pra nos levar pro cúmulo das condenações, aí o troço embica de vira bundacanasca, porque tem de contar com honorários pros advogados que comem dos dois lados, agrado pras visitas policiais, doações para manutenção dos políticos nos cargos, afora impostos de toda sorte, todos nomeados de tributos como taxas, emolumentos, custas, guias de recolhimento, etc e tal, tudo a mesma coisa e só pra chamar a gente de besta e ficar caladinho, senão, senão. Fique logo carequinha de saber de cor e salteado: pra ser atendido pra saúde ou qualquer coisa do interesse da gente, propina a granel. Não se esqueça da gorjeta pro garçom. Pague-se por baixo dos panos, viu? Não teime, ou será aquela de mãos pro alto, sacou? Nem insista, senão verá o sol quadrado por desobediência civil. Tenha logo a ciência de que se for contra a gente, serão ágeis, meticulosos, inexoráveis, pronto a gente fodido por e por mil. Se for a favor, ah, tenha esperança, ela nunca morre mesmo que a gente bata as botas e deixe tudo pra arenga dos herdeiros ou pro erário público assim de graça. Não reclame, oh, pelamordedeus, não reclame! Procure do jeitinho e, se não der, valha-se de agiotas e livre-se o mais depressa deles. Oh, praga dessa, não é só mais uma. Ah, mas não se ofenda, oh, não se ofenda, nem adianta sair de armadura pela insegurança, pela crueldade, grosseria, aspereza, escárnio, violência institucional – esse é grosso que só papel de enrolar pregos, meu! Seja razoável, não seja pão-duro, há sempre quem se ache perversamente superior ali, a nos ver tão insignificante quanto indesejáveis, mesmo que passem por amáveis fora do trabalho ou invisível pomba-lesa no lar, mas ali, no cargo, no trono dele, ah, se transformam no maior algoz da humanidade, vez que entendem que são pagos para atrapalhar nossa vida, subjugando ao poder de ferrar com a gente arrebentando tudo com toda impostura. Ah, não se desaponte, saiba que só haverá facilidade pros que fazem parte da panelinha. Está dentro? Uma vez do lado de fora, nunca haverá lado de dentro pra privilégios, só pros a favor, os que se humilharam reduzidos a insetos, passaram no teste da goma e da fidelidade – mesmo que no dia seguinte troquem de chefe como quem tira a ceroula pro enrabamento e faça da gente penicos pras suas excreções. Mantenha a calma, não se inflame, oh não se aborreça, tente manter a sua vida decorosa e aprovada pela sociedade, sem nunca ter de pensar que não viveu como devia, mesmo que não tenha gordos salários nem amigos importantes, pelo menos assim a mordida do Leão é maior para torná-lo hipossuficiente! Não é bom? Pois é, já dizia Mateus 13:13, console-se, por isso quanto mais se ganha, menos se paga; e se for ricão é isento. Já imaginou? Pense assim: a vida não pode ficar melhor do que está, mesmo que se veja impotente em mudar ou vulnerável a qualquer ameaça miúda, ou mesmo vítima de estratagemas inimagináveis, que ao redor seja uma só catástrofe, que se ache passando pro provações que não são justas, privações medonhas e com a impressão de que tudo é surrupiado com práticas pouco honestas, ah, nem ligue, é tudo corrupção mesmo, abuso de autoridade, desvio de poder, se estivesse lá você faria o mesmo, não acha? Calma, não fique furioso, oh, não vire bicho, tente aprender a lidar com isso. Uma vez vencido, perdedor até morrer. Quem mandou? Mantenha-se na ilusão da estabilidade – a vida dá voltas. E como dá, hem? Leve em conta que a gente contribui para que tudo funcione, por bem ou mal, ou ao contrário do que se espera, o que fica de mesmo é a honradez de contribuir pra tudo isso que está aí, já pensou? Você também é responsável. E viva o contribuinte que somos todos nós! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

APESAR DE TUDO DE GEORGES DIDI-HUBERMAN
[...] Não se pode falar do contato entre a imagem e o real sem falar de uma espécie de incêndio. Portanto, não se pode falar de imagens sem falar de cinzas. As imagens tomam parte do que os pobres mortais inventam para registrar seus tremores (de desejo e de temor) e suas próprias consumações. Portanto é absurdo, a partir de um ponto de vista antropológico, opor as imagens e as palavras, os livros de imagens e os livros a seco. Todos juntos formam, para cada um, um tesouro ou uma tumba da memória, seja esse tesouro um simples floco de neve ou essa memória esteja traçada sobre a areia antes que uma onda a dissolva. Sabemos que cada memória está sempre ameaçada pelo esquecimento, cada tesouro ameaçado pela pilhagem, cada tumba ameaçada pela profanação. Assim, cada vez que abrimos um livro — pouco importa que seja o Gênesis ou Os Cento e Vinte Dias de Sodoma —, talvez devêssemos nos reservar uns minutos para pensar nas condições que tenham tornado possível o simples milagre de que esse texto esteja aqui, diante de nós, que tenha chegado até nós. Há tantos obstáculos. Queimaram-se tantos livros e tantas bibliotecas12. E mesmo assim, cada vez que depomos nosso olhar sobre uma imagem, deveríamos pensar nas condições que impediram sua destruição, sua desaparição. Destruir imagens é tão fácil, têm sido sempre tão habitual [...] Nisto, pois, a imagem arde. Arde com o real do que, em um dado momento, se acercou (como se costuma dizer, nos jogos de adivinhações, “quente” quando “alguém se acerca do objeto escondido). Arde pelo desejo que a anima, pela intencionalidade que a estrutura, pela enunciação, inclusive a urgência que manifesta (como se costuma dizer “ardo de amor por você” ou “me consome a impaciência”). Arde pela destruição, pelo incêndio que quase a pulveriza, do qual escapou e cujo arquivo e possível imaginação é, por conseguinte, capaz de oferecer hoje. Arde pelo resplendor, isto é, pela possibilidade visual aberta por sua própria consumação: verdade valiosa mas passageira, posto que está destinada a apagar-se (como uma vela que nos ilumina mas que ao arder destrói a si mesma). Arde por seu intempestivo movimento, incapaz como é de deter-se no caminho (como se costuma dizer “queimar etapas”), capaz como é de bifurcar sempre, de ir bruscamente a outra parte (como se costuma dizer “queimar a cortesia”; despedir-se à francesa). Arde por sua audácia, quando faz com que todo retrocesso, toda retirada sejam impossíveis (como se costuma dizer queimar os navios”). Arde pela dor da qual provém e que procura todo aquele que dedica tempo para que se importe. Finalmente, a imagem arde pela memória, quer dizer que de todo modo arde , quando já não é mais que cinza: uma forma de dizer sua essencial vocação para a sobrevivência, apesar de tudo. Mas, para sabê-lo, para senti-lo, é preciso atrever-se, é preciso acercar o rosto à cinza. E soprar suavemente para que a brasa, sob as cinzas, volte a emitir seu calor, seu resplendor, seu perigo. Como se, da imagem cinza, elevara-se uma voz: “Não vês que ardo?”.
Trechos de Quando as imagens tocam o real (Eba/UFMG, 2012), do filósofo, historiador, crítico de arte e professor francês Georges Didi-Huberman, autor da obra Imagens apesar de tudo (KKYM, 2012), tratando sobre a ação de fotógrafos durante o processo de extermínio em Auschwitz-Birkenau, da qual destaco os trechos seguintes: [...] Para saber, há que imaginar [...] “Foi aqui”. O “foi” nos impede de esquecer o Outrora terrível dos campos, ele nos impede de acreditar que o presente só tem contas a prestar com o futuro. O “aqui” nos impede de mitificar ou sacralizar esse Outrora dos campos, o que significa distanciar e, de certo modo, se livrar dele. [...] Esta expressão denota a dilaceração: o tudo reenvia para o poder de condições históricas para as quais ainda não conseguimos encontrar resposta; o apesar resiste a esse poder unicamente pela potência heurística do singular. É um ‘clarão’ que rasga o céu quando tudo parece perdido [...] um cineasta que conhece melhor que ninguém – e não cessa de demonstrar, de desmontar – a manipulação e o ‘tratamento’ que as imagens técnicas fazem padecer o real? Isso é possível, isso é justamente necessário como o apesar de tudo é necessário para objetar algo – uma exceção – ao tudo. [...]. Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Juramento, O passado e o futuro de Hannah Arendt, a poesia de Federico Garcia Lorca, Memorável viagem ao Brasil de Johan Nieuhof, a música de Gabriel Pareyon, a pintura de Leonid Afremov & Vera Rockline, a fotografia de Lionel Wendt, a arte de Rufino Tamayo & Sergio Ramirez aqui.

E mais:
Vamos aprumar a conversa, A Divina comédia de Dante Alighieri, Ensaios de Ralf Waldo Emerson, a música de Mikko Härkin, o teatro de Luigi Pirandello, Macunaíma de Mário de Andrade, a pintura de Mark Gertler & a arte de Guido Crepax aqui.
Os amores de Edneimar, a viúva negra, o cinema de Edward Yang & Elaine Jin, A pintura de Pino Daen & Norman Lindsay, a música de Iara Rennó & Tudo quanto pode o sonho, pode o amor provar aqui.
Se essa rua fosse minha, Manuscrito de Felipa de Adélia Prado, a música de Chiquinha Gonzaga & Clara Sverner, a arte de Luciah Lopez & Quem sabe a vida o amor que nos faz vivo aqui.
Quem vê cara, não vê coração, a música de Fany Solter, a fotografia de Jack Mitchell, a pintura de Fabien Clesse, a arte de Valmir Singh & Entre tombos & topadas a gente leva a vida aqui.
Erotismo & pornografria, o tamanho da hipocrisia, O Sartor Resartus de Thomas Carlyle, a poesia de Ferreira Gullar, a música de Maria Gadú, a gravura de Edmund Joseph Sullivan, a arte de Nadir Afonso & A alegria imensa para um, dois, ou mais, todos aqui.
A ansiedade, a depressão & a medicalização, a  literatura de José Cândido de Carvalho, a música de Schuman & Maria Clodes Jaguaribe, a arte de Shirley Paes Leme & Aldemir Martins, Na festa das vitrines, tudo é do umbigo e o bolso furado no âmago aqui.
E se vem ou vai, eu voou, a música de Jehane Saade, a arte de Manuel Pereira da Silva & Paula Rego aqui.
Festa do dia 8 de dezembro, lavando a jega, a poesia de Florbela Espanca, a escultura de Camille Claudel, a música de Alaíde Costa, a arte de Militão dos Santos & Tatiana Grinberg, Quando tudo se desapruma a farra é só pro desgoverno aqui.
O fulgor do amor, Caminhos cruzados de Érico Veríssimo, a música de Jorge Drexler, a arte de Luciah Lopez & O amor premia o final de semana aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

QUASE TUDO & A ARTE KÊNIA BASTOS
Seu perfume 
é energia eminente,
sutileza
e conseqüência
dos seus traços
marcantes
Sua presença
inebria meus olhos
intensidade e ternura
emoção e milagre
a soma e a mistura
de uma louca
miragem
quase sonho
quase realidade
um pouco de tudo
até saudade
Quase tudo, poema da poeta, professora e artista visual/virtual Kênia Bastos.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: arte do escultor inglês Edward Hodges Baily (1788-1867).
Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

TARSILA DO AMARAL, AULNOY, ANI DIFRANCO & VALSINHA


TODO DIA É DIA DA MULHER: TARSILA DO AMARAL - A pintora brasileira Tarsila do Amaral (1897-1973), começou a estudar pintura em 1917, seguindo para Paris, em 1920, para estudar na Academie Julien, ocasião em que estruturou uma personalidade artística a partir das influências cubistas, oportunizando a sua participação, em 1922, no Salão dos Artistas Franceses. Acompanhada de Blaise Cendrars, percorreu o Brasil e assimilou a tradição barroca brasileira às teorias e práticas cubistas, criando uma pintura denominada de Pau-Brasil, inspirando o movimento de mesmo nome e a obra de Cândido Portinari, integrando-se ao movimento modernista. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

DITOS & DESDITOS

Quando olho para baixo, sinto falta de todas as coisas boas. E quando olho para cima, simplesmente tropeço nas coisas... Não gosto que minha linguagem seja diluída, não gosto que minhas arestas sejam arredondadas... Eu não criei este jogo; não dei nome às apostas. Acontece que eu gosto de maçãs; e não tenho medo de cobras... A arte é a razão pela qual acordo de manhã, mas a definição termina aí. Não me parece justo viver por algo que nem consigo definir.

Pensamento da cantora & compositora estadunidense Ani DiFranco, um ícone dos direitos das mulheres e do feminismo.

 

VALSINHA

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar \ Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar \ E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar \ E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar \ Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar \ Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar \ Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar \ E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar \ E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou \ E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou \ E foram tantos beijos loucos \ Tantos gritos roucos como não se ouvia mais \ Que o mundo compreendeu \ E o dia amanheceu \ Em paz.

Música da parceria de Vinicius de Moares & Chico Buarque. Veja mais da dupla aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

FEITIÇOS DE ENCANTAMENTO – [...] Era uma vez uma grande rainha que, tendo dado à luz duas filhas gêmeas, convidou doze fadas que moravam perto para virem e presenteá-las, como era o costume naquela época. De fato, era um costume muito útil, pois o poder das fadas geralmente compensava as deficiências da natureza. Às vezes, porém, elas também estragavam o que a natureza havia feito de tudo para aperfeiçoar, como veremos em breve. [...] Embora as fadas fossem bastante ricas, sempre gostaram que as pessoas lhes dessem algo. Em todo o mundo, esse costume foi transmitido desde aquela época até os nossos dias, e o tempo não o alterou em nada [...]. Trechos extraídos da obra Spells Of Enchantment - Wondrous Fairy Tales Of Western Culture (Viking Adult, 1991), da escritora farncesa Madame Aulnoi (Marie-Catherine Le Jumel de Barneville, Baronesa d'Aulnoy – 1652-1705), que ficou famosa por seus contos de fadas e por uma conspiração acompanhada por sua mãe e cúmplices, que proporcionou a acusação de crime de lesa-majestade do barão d’Aulnoy, passível de pena de morte. Preso, o marido barão foi solto e os amigos dela foram condenados à decapitação por calúnia. Com o malogro da conspiração, a baronesa perpetrou uma fuga em circunstâncias rocambolescas, por uma escada secreta e refugiando-se sob o cadafalso de uma igreja. Constrangida pelo exílio, ela viajou pela Europa para escapar da condenação. Já no seu livro Fiabe d'Amore (Giunti, 2013), ela expressou que: [...] Seus olhos roubavam corações, e sua doçura os mantinha presos. [...].


PSICOPATOLOGIA: A CONSCIÊNCIA E SUAS ALTERAÇÕESCONSCIÊNCIA: Para Paim (1993), a consciência é um complexo de fenômenos psíquicos elementares ou complicados, afetivos e intelectivos, que se apresentam na unidade de tempo e que permitem conhecimento do próprio eu e do mundo exterior. O termo consciência, para Dalgalarrondo (2008), origina-se da junção de dois vocábulos latinos: cum (com) e scio (conhecer), indicando o conhecimento compartilhado com outro e, por extensão, o conhecimento “compartilhado consigo mesmo”, apropriado pelo indivíduo. As definições de consciência, segundo Dalgalarrondo (2008), são consideradas sobre três aspectos: 1 - A definição neuropsicológica emprega o termo consciência no sentido de estado vígil (vigilância), o que, de certa forma, iguala a consciência ao grau de clareza do sensório. Consciência aqui é fundamentalmente o estado de estar desperto, acordado, vígil, lúcido. Trata-se especificamente do nível de consciência. 2. A definição psicológica a conceitua como a soma total das experiências conscientes de um indivíduo em determinado momento. Nesse sentido, consciência é o que se designa campo da consciência. É a dimensão subjetiva da atividade psíquica do sujeito que se volta para a realidade. 3. A definição ético-filosófica é utilizada mais frequentemente no campo da ética, da filosofia, do direito ou da teologia. O termo consciência refere-se à capacidade de tomar ciência dos deveres éticos e assumir as responsabilidades, os direitos e os deveres concernentes a essa ética. Assim, a consciência ético-filosófica é atributo do homem desenvolvido e responsável, engajado na dinâmica social de determinada cultura. Trata-se da consciência moral ou ética. Do ponto de vista da psicologia, segundo Paim (1993) é um processo de coordenação e de síntese da atividade psíquica. Nesse processo se encontra a consciência do eu, como conhecimento que se tem da existência como individualidade distinta das demais coisas do mundo, e da consciência dos objetos, significado tudo que é apreendido ou que se encontra, em dado mento, no campo da consciência, seja uma percepção, uma representação ou um conceito. A consciência subjetiva é a propriedade de serem os fenômenos conscientes conhecidos pelo individuo. A consciência objetiva por seu conteúdo, que se reflete no plano subjetivo sob a forma de percepções, representações e conceitos. Ao campo da consciência chega também uma série de sensações cinestésicas que orientam o individuo sobre a própria personalidade. A consciência é um todo único e indivisível. O INCONSCIENTE - O inconsciente, para Paim (1993) designa os processos nervosos que escapam inteiramente ao conhecimento pessoal, como a maior das regulações orgânicas; em sentido amplo, é tudo quanto num determinado momento escapa à consciência, sem diferenciar entre o subconsciente e o inconsciente essencial; e no sentido de Freud, qualifica os processos dinâmicos que atuam eficazmente sobre a conduta sem que atinjam a consciência. Em psicologia, o inconsciente é empregado como adjetivo para qualificar determinado fato psicológico que escapa ao conhecimento do individuo, sendo, pois, o conjunto de processos psicológicos que estão fora da consciência. A maior parte da vida anímica se desenvolve no inconsciente. O inconsciente, segundo Dalgalarrondo (2008), funciona regido pelo princípio do prazer por meio do processo primário em forma de condensação e  deslocamento. É isento de contradições mútuas e não possui referência ao tempo: 1. Atemporalidade = No inconsciente, não existe tempo; ele é atemporal. Os processos inconscientes não são ordenados temporalmente, não se alteram com a passagem do tempo, não têm qualquer referência ao tempo.  2. Isenção de contradição = no sistema inconsciente, não há lugar para negação ou dúvida, nem graus diversos de certeza ou incerteza. Tudo é absolutamente certo, afirmativo. 3. Princípio do prazer = o funcionamento do inconsciente não segue as ordens da realidade, submete- se apenas ao princípio do prazer. Toda a atividade inconsciente visa evitar o desprazer e proporcionar o prazer, independentemente de exigências éticas ou realistas. A busca do prazer se dá por meio da descarga das excitações, diminuindo-se ao máximo a carga de excitações no aparelho psíquico. 4. Processo primário = as cargas energéticas (catexias) acopladas às representações psíquicas, às ideias, são totalmente móveis. A repressão, para Paim (1993), é um processo que se inicia na primeira infância, sob a influencia dos princípios éticos dominantes no ambiente, perdurante durante toda a vida do individuo. O inconsciente contém apenas as partes da personalidade que poderiam ser conscientes se o processo da cultura não as tivesse reprimido. Para Paim (1993), existem dois tipos de inconsciente: um latente, capaz de tornar-se consciente; e outro reprimido, que não é, em si próprio e sem mais trabalho, capaz de tornar-se consciente. ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA - As alterações da consciência – patologia – são devidas a perturbações da atividade fisiológica dos hemisférios cerebrais. Para Dalgalarrondo (2008), a obnubilação ou turvação da consciência é o rebaixamento da consciência em grau leve a moderado. Para Paim (1993) os estados patológicos da consciência são obnubilação, coma, delírio oniróide, amência ou confusão mental, estados crepusculares e onirismo. OBNUBILAÇÃO - A obnubilação da consciência é um desvio mórbido do curso normal dos processos psíquicos. Caracteriza-se, essencialmente, pela diminuição do grau de clareza do sensório, com lentidão da compreensão, dificuldade da percepção e da elaboração das impressões sensoriais. Os processos psíquicos são fragmentários e os sentimentos muito imprecisos, sem que possam conduzir à execução de qualquer ato volitivo.  A obnubilação da consciência representa um sintoma obrigatório na maior parte dos transtornos mentais sintomáticos. Nesses casos, a obnubilação tem valor de sintoma objetivo, visto que ela se reflete na expressão fisionômica da conduta do enfermo. COMA - Para Dalgalarrondo (2008), o coma é o grau mais profundo de rebaixamento do nível de consciência. No estado de coma, não é possível qualquer atividade voluntária consciente. Além da ausência de qualquer indício de consciência, os seguintes sinais neurológicos podem ser verificados: movimentos oculares errantes com desvios lentos e aleatórios, nistagmo, transtornos do olhar conjugado, anormalidades dos reflexos oculocefálicos (cabeça de boneca) e oculovestibular (calórico) e ausência do reflexo de acomodação. Para Paim (1993), o coma, em grego quer dizer sono profundo, é o estado mais acentuado de perda da consciência, que se acompanha, geralmente, de perturbações neurológicas e somáticas gerais. O enfermo conserva apenas a vida vegetativa, estando bastante alterados, de acordo com a intensidade do estado, os automatismos reflexos da vida de relação. No estado comatoso a consciência se acha profundamente alterada ou quando abolida, tanto assim que o enfermo não dispõe da capacidade de se manter aberto ao mundo externo e, desse modo, ter consciência do vivo. Os estados de coma são observados em todas as formas diretas ou indiretas de lesão cerebral. DELÍRIO ONIRÓIDE – Para Paim (1993), o delírio oniróide é uma síndrome observada no curso de doenças febris, intoxicações crônicas e enfermidades cerebrais orgânicas. Em sua fase de pleno desenvolvimento, caracteriza-se por estes sintomas fundamentais: obnubilação da consciência, desorientação e alucinações. Após uma fase premonitória, de curta duração, em que o doente apresenta mal-estar, sono inquieto, sensações imprecisas, intranquilidade, cefaleia e hiperestesia, surge no quadro clinico a excitação psicomotora. A percepção do mundo exterior está completamente deformada pelas ilusões. As reações afetivas são muito vivas e adequadas ao conteúdo da consciência. O enfermo participa ativamente das cenas produzidas pela imaginação, as quais, geralmente, são angustiosas. O delírio oniróide apresenta-se no curso de enfermidades tóxicas e infecciosas. AMÊNCIA - A amência ou confusão mental é uma perturbação caracterizada principalmente por turvação mais ou menos acentuada da consciência, acompanhada de fenômenos de excitação psicomotora. É uma manifestação sintomática que se desenvolve de forma aguda com um quadro de confusão fantástica, acompanhada de transtornos ilusórios e alucinatórios, e inquietação motora. O quadro clínico corresponde em grande parte à loucura alucinatória do puerpério. A amência aparece nas doenças infeccionais e evolui para cura dentro de poucas semanas. ESTADOS CREPUSCULARES - Os estados crepusculares, segundo Dalgalarrondo (2008), são os estados patológicos transitórios nos quais uma obnubilação da consciência (mais ou menos perceptível) é acompanhada de relativa conservação da atividade. Nos estados crepusculares, há, portanto, estreitamento transitório do campo da consciência, afunilamento da consciência (que se restringe a um círculo de ideias, sentimentos ou representações de importância particular para o sujeito acometido), com a conservação de uma atividade psicomotora global mais ou menos coordenada, permitindo a ocorrência dos chamados atos automáticos. Para Paim (1993), os estados crepusculares são um estreitamento transitório da consciência, com a conservação de uma atividade mais ou menos coordenada. Acompanha-se de falsa compreensão da situação. Em geral, a percepção do mundo exterior é imperfeita ou de todo inexistente. Em alguns casos é possível observar a presença de alucinações e ideias deliroides. A conduta do enfermo durante o episódio pode parecer ordenada, principalmente quando a obnubilação da consciência não é muito acentuada. Costumam desaparecer rapidamente, mas em alguns podem durar muitos dias, apresentando-se e terminando de modo súbito, acompanhando-se de amnesia em relação às vivências acessuais. ONIRISMO - O onirismo é empregado para designar os estados de sonho patológico, caracterizado pela predominância extraordinária das representações imaginadas sobre as perturbações sensoriais e sensitivas, que são acentuadamente deformadas e amplificadas. No onirismo muitas imagens aparecem como nitidamente alucinatórias, isto é, com uma contribuição sensorial nula, mesmo quando são experimentadas como estéticas. O problema se coloca então na origem dessas estasias. Os estados de onirismo costumam apresentar-se nas perturbações mentais exógenas e na esquizofrenia. ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA DO EU - As alterações da consciência do eu são relacionadas com a identidade pessoal, incluindo-se os transtornos de êxtase, vivência de transformação do eu. ÊXTASE - O êxtase representa o mais elevado grau do sentimento vital. É a vivência de sentir-se fora-de-si, uma transformação da consciência do eu e da consciência do mundo que, em estado normal, se caracteriza pelo conhecimento das limitações da própria existência pela individualização do confinamento em um corpo e uma consciência individual. Como fenômeno psicopatológico é observado em alguns enfermos histéricos e esquizofrênicos. Na maior parte dos casos de êxtase psicogênico muito contribui para a autossugestão. O êxtase é observado com maior frequência em enfermos histéricos e mais raramente na esquizofrenia. A VIVÊNCIA DE TRANSFORMAÇÃO DO EU - A vivência de transformação do eu são sentimentos de transformação intima e interna, de metamorfose dos pensamentos e sentimento, como algo vago e indefinido do eu empírico e sente o seu eu mudado ou transformado sobrevém a vivencia de transformação da própria pessoa, que consiste no fato de que o enfermo já não pensa, não sente e nem age como antes, pois experimentou uma profunda mutação de sua personalidade, fenômeno observado no inicio da esquizofrenia. O mesmo pode ocorrer em alguns quadros neuróticos, quando o paciente se queixa de experimentar sentimentos de transformação dos traços característicos de sua individualidade, especialmente durante o tratamento pela psicoterapia. TRANSITIVISMO - O transitivismo é o fenômeno que consiste em o enfermo sentir-se transformado em outra pessoa. Em psicopatologia, o termo serve para designar as alterações observadas em alguns enfermos, que consistem no desaparecimento da relação entre o corpo e os objetos do meio exterior. trata-se da impossibilidade de estabelecer a distinção entre aquilo que é próprio do individuo e aquilo que pertence ao meio exterior. POSSESSÃO - A possessão, segundo Paim (1993) é a alteração da consciência do eu caracterizada pelo fato de individuo sentir-se possuído por entidades sobrenaturais, especialmente, espíritos ou pelo demônio. Possui um caráter universal e é explicado em termos de sugestão e como resultado de múltiplos desdobramentos do eu. A crença em espíritos desempenha papel importante no aparecime3nto da possessão, sendo, portanto, através da provocação artificial da possessão, o homem primitivo até certo ponto apossou-se dela para procurar voluntariamente a presença consciente do metafisico, e o desejo de gozar essa consciência da presença divina oferecendo forte incentivo para cultivar estados de possessão. Na clinica, observa-se que a possessão é acompanhada do sentimento de desdobramento da personalidade e se manifesta em sua forma típica no delírio e possessão demoníaca. As manifestações de possessão são encontradas habitualmente nos médiuns espíritas e os casos que chegam ao hospital psiquiátrico estão relacionados com enfermos histéricos e epilépticos. Existem casos de possessão demoníaca em enfermos que havia padecido de encefalite letárgica. TRANSE - Para Dalgalarrondo (2008) é o estado de dissociação da consciência que se assemelha a sonhar acordado, diferindo disso, porém, pela presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários. O estado de transe ocorre em contextos religiosos e culturais (espiritismo kardecista, religiões afro-brasileiras e religiões evangélicas pentecostais e neopentecostais). Os estados de transe e possessão culturalmente contextualizados e sancionados são fenômenos muito difundidos nas várias culturas em todo o mundo, vistos, na atualidade, como um recurso religioso e sociocultural que permite às pessoas, sobretudo às mulheres, lidar com as dificuldades da vida por meio de estratégias religiosas socialmente legitimadas. ESTADOS SEGUNDOS - Para Dalgalarrondo (2008) é o estado patológico transitório semelhante ao estado crepuscular, caracterizado por uma atividade psicomotora coordenada, a qual, entretanto, permanece estranha à personalidade do sujeito acometido e não se integra a ela. Para Paim (1993), os estados segundos é uma alteração da consciência vigil que surge em consequência de acontecimentos desagradáveis. O enfermo vivencia estados de consciência alternantes, correspondentes a duas personalidades distintas: a consciente e a inconsciente ou reprimida, sem que uma conserve lembrança da outra. CONVICÇÃO DE INEXISTÊNCIA PESSOAL - A convicção de inexistência pessoal é uma convicção do próprio corpo ou de certos órgãos, ou de que o enfermo não se encontra vivo e sim morto. O paciente apresenta uma forma de aniquilamento da própria corporalidade. Encontra-se essa anomalia em enfermos esquizofrênicos ou em casos de depressão grave. ALCOOLISMO - Os transtornos mentais alcoólicos ou embriaguez patológica observam-se habitualmente alterações da consciência. Nos casos graves, verificam-se a obnubilação muito acentuada, alucinações e impulsos patológicos. No delirium de abstinência alcoólica, além do cortejo sintomático constituído pelas alucinações visuais e táteis, desorientação alopsiquica, ideias deliroides e alterações de humor, notam-se profundas alterações do sensório. A síndrome de Korsakov acompanha-se de ligeira obnubilação da consciência. EPILEPSIA - Na epilepsia observam-se as alterações características da consciência. A supressão rápida da consciência é uma das mais frequentes formas de inicio da crise generalizada. A ausência se caracteriza, essencialmente, pela perda súbita e momentânea da consciência. ESQUIZOFRENIA - Nos casos de esquizofrenia, observam-se alguns sintomas típicos como a vivência de transformação do eu. Verifica-se, ainda, no transitivismo, que representa um sintoma de primeira ordem para o diagnóstico da enfermidade. EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE – Segundo Dalgalarrondo (2008), a experiência de quase-morte, EQM (near death experience –NDE) é um estado especial de consciência é verificado em situações críticas de ameaça grave à vida, como parada cardíaca, hipóxia grave, isquemias, acidente automobilístico grave, entre outros, quando alguns sobreviventes afirmam ter vivenciado as chamadas experiências de quase-morte (EQM). São experiências muito rápidas (de segundos a minutos) em que um estado de consciência particular é vivenciado e registrado por essas pessoas. ALTERAÇÕES NORMAIS DA CONSCIÊNCIA - O sono normal. Para Dalgalarrondo (2008), o sono é um estado especial da consciência, que ocorre de forma recorrente e cíclica nos organismos superiores. É também, ao mesmo tempo, um estado comportamental e uma fase fisiológica normal e necessária do organismo. Dividem-se as fases do sono em duas, o sono sincronizado, sem movimentos oculares rápidos (sono NREM), e o sono dessincronizado, com movimentos oculares rápidos – rapid eye movements (sono REM). O SONHO – Para Dalgalarrondo (2008), o sonho, fenômeno associado ao sono, pode ser considerado uma alteração normal da consciência. É, sem dúvida, uma experiência humana fascinante e enigmática. Os sonhos são vivências predominantemente visuais, sendo rara a ocorrência de percepções auditivas, olfativas ou táteis. Veja mais aqui, aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.

PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR NO COMÉRCIO ELETRÔNICO – Para tratar sobre este assunto num trabalho acadêmico, faz-se conveniente efetuar uma revisão da literatura por meio de uma abordagem histórica da proteção das relações de consumo, o CDC como lei de ordem pública e de interesse social, a defesa do consumidor como direito fundamental, a relação de consumo no comércio eletrônico, a responsabilidade no âmbito civil e a formação dos contratos eletrônicos, conceito e objeto dos contratos celenrados na internet, classificação dos contratos, legislação, direito de arrependimento, princípios da proteção, princípio da vulnerabilidade e da hipossufiência, princípio da boa-fé objetiva e da transparência e da informação, destacando-se a importância do sistema nacional de defesa do consumidor, as regulações administrativas dos serviços públicos, composição e competência dos órgãos e aplicabilidade das sanções administrativas. Veja mais aqui e aqui.


Veja mais sobre:
Cikó Macedo & Santa Folia, James Joyce, Marilena Chauí, Charles Darwin, Auguste Rodin, Henri Matisse, Arto Lindsay, Frank Capra, Mademoiselle George, Donna Reed, Revista Acervum, Graça Graúna & Irina Costa aqui.

E mais: 
Walter Smetak, Costa-Gavras, Burrhus Frederic Skinner, Herbert George Wells, George Bernard Shaw, Ivan Petrovich Pavlov, Olga Benário, Kazimir Malevich, Pegada de Carbono, Camila Morgado & muito mais aqui.
James Joyce, Ayn Rand, Enrique Simonet, Lenine, Alina Zenon, Elisa Lucinda, Paula Burlamaqui & O sonho de Orungan aqui.
Platão, Literatura Pernambucana, As várias vidas da alma, Padre Bidião & Oração do Justo Juiz, Serpente de Asas, Educação, Psicologia & Sociologia, Responsabilidade Civil & Crimes Ambientais aqui.
As mulheres soltam o verso: Joyce Mansour, Elizabeth Barret Browning, Lya Luft, Laura Amélia Damous, Ana Terra, Gerusa Leal, Rosa Pena, Lilian Maial, Clevane Pessoa, Branca Tirollo, Mariza Lourenço, Xênia Antunes, Soninha Porto, Aíla Sampaio & muito mais aqui.
Psicologia no Brasil, Armélia Sueli Santos, Carmen Queiroz, Bárbara Rodrix, Verônica Ferriani, Paula Moreno & Liz Rosa aqui.
Mesmer & o mesmerismo, Nara Salles, Mirianês Zabot, Elaine Gudes, Eleonora Falcone, Juliana Farina & Dani Gurgel aqui.
Martin Buber & Elisabeth Carvalho Nascimento, Celia Maria, Adryana BB, Ivete Souza, Sandra Vianna & Elisete aqui.
Ayn Rand & Teca Calazans, Danny Reis, Tatiana Rocha, Valéria Oliveira, Natalia Mallo & Dani Lasalvia aqui.
István Meszaros & Tetê Espíndola, Luciana Melo, Fhátima Santos, Thaís Fraga, Ana Diniz & Patty Ascher aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA;
Veja mais aquiaqui, aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


TODO DIA É DIA DA MULHER
Veja as homenageadas aqui.


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...