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sexta-feira, novembro 11, 2011

BENEDETTI, MAGGIE JACKSON, FUGUET, TESI, SIEGEL, KEEN, LITERÓTICA & CANTARAU

 

A arte da fotógrafa e artista visual italiana Alessandra Tesi.

 



TRAQUINAGENS LIBIDINOSAS NAS TARDES, NOITES E DIAS DO AMOR – Imagem: art by Kenal Louis - As provocações sedutoras de Ísis me enlouquecem pelas mais mirabolantes fantasias imperdíveis e jamais ousadas noites, tardes e dias adentro. Tudo começa do nada quando ela ousa tocar minha mão e puxar meu dedo médio para esfregar nos lábios, lambê-lo por toda extensão e depois engolí-lo calma e lentamente semicerrando os olhos quais duas andorinhas em vôos rasantes ao crepúsculo prontos para se recolherem para degustar algo do mais alto teor ao paladar. Às vezes até quando chega esbaforida, requerente, fuviando, com um beijo guloso e as mãos devastadoras para logo meu roubar o sentido e toda consciência. Logo ela se dá acocorada com todo o charme, rencostada na parede, esfregando a face na minha pica ainda encoberta pelas minhas vestes, sussurando pra si querer esse pêssego adorado, até arrancá-lo robusto de dentro das minhas vestes já pronto e armado para lhe roçar as carnes e luxúrias. Ali ela suspira agarrada para os arremates de seus lábios sensuais sofisticados com miúdos beijinhos na ponta da glande, encarando-o condescendentemente entre suas mãos quentes umedecidas e seguras diante da presença da grossura roliça que lhe é irresistível. E de praxe na sua calamidade ela beija, lambe, chupa e engole o que tanto lhe apraz, a arremedar ao seu bel prazer loas de si para si que se ela quer prazer que aguente na urgência dos seus quereres e prazeres. E com meu caralho à tona, ela ninfa felatriz mais que libertina lambe e enxagua toda tomada pelo inevitável de prender a respiração e engolir sugando tudo. Ela me dá a língua estirada, obsessiva e indócil. E eu a míngua, arrepio com ela agarrada freneticamente ao meu pau ambicionado como quem empunha uma garrafa de champanhe para se embriagar e enlouquecida, premente, abocanhando a glande, gemendo com se solfejando uma canção no microfone, com as duas mãos pra dar rumo à sua língua saliente se deliciando com a textura, a recuperar o fôlego com a genitália em fogo, feito uma Linda Lovelace que engole tudo de ver-lhe a saliência na garganta, bebendo a minha cachoeira. Quando não é ela que chega desvestindo todas as suas amarras para expor a nudez mais delirante de flagrar-lhe o cuzinho estonteantemente palpitante a me aguçar a fome e o desejo de invadir-lhe ali mesmo, enquanto apanha propositalmente nada de qualquer ninharia no chão. Ah, jamais há como resistir à tamanha sedução. Logo eu me envolvo no seu jogo sedutor, sentindo-lhe a carne que toda treme latejando com todo desespero do prazer, até sentir seu corpo todo recurvado entregue às fantasias mais safadas como se fosse o meu parque de diversão na mesa de cerejeira onde ela expõe a sua autopunição, redimindo de todos os seus pecados, virgem santa puta feita que quer lavar a culpa, dessacralizar a alma, toda escancarada para eu enfiar o meu caralho duro na sua vagina suplicante, abrindo bem suas suas pernas, separando as coxas ao máximo, para enterrar fundo e reenterrar possuindo, repossuindo e ela atravessada de gratidão me premiando toda assimetria acalorada à altura das cadeiras, pernas esticadas e o seu mundo todo ao meu dispor. Quando não ela de costas esfregando o rabo arrebitado no meu ventre recém-chegado da labuta, explorando com minhas mãos sua priquita inchada que mais crescia de tanta querência, vasculhando seus seios, ela gemendo safada aos grunhidos manhosos e abrindo o zíper da braguilha para sentir meu membro rijo flexionado entre os dedos e mexendo no rego da bunda, surtindo efeito ao tocar o seu cuzinho que mais parecia piscar de querer, fungando no seu cangote as maiores indecências com meu bafo sedento na nuca arrepiada, ela toda encostada e incontrolável, saias na cabeça, calcinha ao léu, carne nua, a me chamar seu nego, seu dengo, seu prurido que será aliviado com o supusitório que ela empunha como escolha e opção para tudo, pra sua salvação, e ajeita na beira do precipício para que eu seja a rola guardiã do seu suicídio, remédio dos seus suplícios e brinca de enfiá-lo no seu forno em brasa para lambuzá-lo e facilitar a troca de tê-lo introduzido no seu ânus do jeito que ela gosta, reboladeira, bundeira safada que depois de atravessada completamente, vira-se abruptamente, ergue a coxa, expõe a xoxota e é ali que minha pica fica acesa e rola no sisifismo do prazer, a se virar e revirar como se colhesse e recolhesse toda minha volúpia e não resistisse à tentação remexendo, eu explorando os aclives e declives dos seus seios e ela cavalgando gemedora aos pulos sobre os calcanhares, com minha pica gloriosa dentro dela, até a gente se esporrar enlouquecidamente. Não há alívio, só breve trégua quando largada sobre meu corpo no torpor do gozo, não arredando pé de estar colada ao meu caralho que é o seu déspota para violar todas as suas interdições, o inexorável em fodê-la arrancando todas as fechaduras e trancas, o verdugo priápico mais ousado de desvelar todos os seus segredos e mistérios, o mais intransigente dos ditadores pra gozar na sua boca apetitosa, o mais intrépido dos bandidos pra recolher todos os gozos na sua cheba gostosa, o mais egoísta dos mandões quando gozar no seu cuzinho palpitante, o maior de todos os ladrões para roubar como viciado canibal priapo a se apossar antropófago incorrigivel de tudo que é seu de corpo e alma. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aquiaqui.

Imagem: Galatea and the Argonauts, 1600, do pintor do Barroco italiano, Agostino Carracci (1557-1602). Veja mais aqui e aqui.

 

DITOS & DESDITOSDepois de tantas notícias, novelas e realidades, a crise financeira, o dólar, a cabeça está em outro lugar para poder descansar. A esta altura, parece difícil conseguir relaxar, mesmo que seja por alguns minutos para agradecer e dizer “nestes momentos não há nada que tenha mais valor do que dormir em paz”. Cuidado, ele trava porque entre tantas coisas é fácil perder a concentração. Algo está afetando nossa capacidade de estar atentos. Com consequências muito mais danosas do que pensamos. Viver seduzido por mundos virtuais, deslumbrado por pessoas que parecem fazer mil coisas ao mesmo tempo, a tecnologia que em tese nos conecta e uma obsessão frenética de nos sentirmos em constante movimento, são os fundamentos a partir dos quais a distração que está mudando nossos velhos hábitos da compreensão surge. Tempo e espaço para sempre. Pensamento da jornalista e escritora estadunidense Maggie Jackson, autora do livro Distracted: The Erosion of Attention and the Coming Dark Age (Prometheus, 2008), ao inquirir: Que tipo de humano queremos ser, hoje e no futuro? Sobre o livro ela diz: A ideia principal do livro é muito simples. O modo como vivemos está corroendo nossa capacidade de realmente prestar atenção aos acontecimentos da vida, que é a essência de nossa intimidade, sabedoria e progresso social. Na obra ela afirma que o ser humano não é capaz de usar as suas habilidades de pensamento de ordem superior quando está sempre distraído, mostrando que a falta de foco dos profissionais contemporâneos traz prejuízos para as empresas e para eles mesmos, bem como os níveis perigosos atingidos por esse fenômeno: Pessoas que conseguem se concentrar melhor tendem a ter menos medos, frustrações, tristezas e momentos de depressão. Isso basicamente porque aproveitam mais os detalhes da vida. Conforme a autora: as interrupções consomem 28% do dia de uma profissional durante o período de trabalho; uma trabalhadora troca de atividade a cada três minutos, incluindo o uso de celulares, e-mails e mensagens instantâneas. Uma vez distraída leva quase meia hora para reassumir o ritmo original. Aquela que executa atividades rotineiras, quando interrompida, costuma ficar mais frustrada e sofrer de estresse intenso. A pressão para cumprir prazos estimula o foco e a objetividade, permitindo que a profissional seja mais criativa do que quando está dispersa ou é interrompida. Quando assistem TV os pais interagem 20% menos com seus filhos e passam a dar respostas automáticas a qualquer coisa que digam. Como sugestão ela sugere a meditação como uma das saídas para aumentar a capacidade de atenção, como também jogar RPG, tênis ou jogos de vídeo game que incluam outras pessoas; escrever textos ou poesias; ou praticar artes marciais.

 

ALGUÉM FALOU: A web é melhor para os idiotas. No campo dos prós, eu salientaria as pessoas talentosas que não estão nos meios de comunicação. Elas agora têm voz e um meio para transmiti-la. Conseguem contornar as grandes vias de expressão como as redes de TV, as editoras e as gravadoras. Isso é muito bom. Do lado dos contras, a rede encoraja as pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça, encoraja as mais baixas formas de expressão, como a crueldade, a banalidade e a mentira. Ela encoraja a autopromoção. A internet está acelerando a “comoditização” da vida privada, tornando a vida das pessoas um objeto de consumo. A grande verdade é que a internet é melhor para os provocadores e para os idiotas, infelizmente. Os blogs são como o espelho de Narciso. Na tela do pc,  as pessoas vêem o reflexo da própria perdição. Pensamento do escritor e crítico estadunidense Lee Siegel.

 

CULTO DO AMADOR – [...] À medida que a mídia convencional tradicional é substituída por uma imprensa personalizada, a internet torna-se um espelho de nós mesmos. [...] O negócio da informação está sendo transformada pela internet no puro barulho de 100 milhões de blogueiros, todos falando simultaneamente sobre si mesmos. [...] O culto ao amador tornou cada vez mais difícil determinar a diferença entre leitor e escritor, artista e relações públicas, arte e publicidade, amador e especialista. [...] O que talvez não percebamos é que o gratuito está de fato nos custando uma fortuna. [...] Hoje, numa web em que todo mundo tem a mesma voz, as palavras de um sábio não contam mais que os balbucios de um tolo. [...] Usamos a web para confirmar nossas próprias ideias partidárias e nos aliar a outros com as mesmas ideologias. [...]. Trechos extraídos da obra O Culto do Amador (Zahar, 2007), do escritor estadunidense Andrew Keen, expressando que todos estamos na era onde o amadorismo domina a produção da informação e isso, para ele, traz sérias consequências na vida, na economia e na cultura tradicional.

 

MALA ONDA – [...] Fico pesado que as pessoas esperem coisas de mim. Isso me enreda, me complica, me obriga a responder. [...] Uma boa memória foi apagada e é difícil sentir novamente o que você sentiu naquele momento. Quando a pessoa se sente muito como ovas, a dor volta fácil. É isso, não mais. [...] Estar ao seu lado (que eu acho que é exatamente onde eu quero estar) é equivalente a estar ainda mais sozinho. [...] Mas o mundo é assim, inversamente proporcional às necessidades e desejos de cada um. [...]. Trechos extraídos da obra Mala onda (Planeta, 1991), do escritor, jornalista e cineasta chileno Alberto Fuguet.

 

UM POEMA - TE QUERO: Tuas mãos são minha carícia / Meus acordes cotidianos / Te quero porque tuas mãos / Trabalham pela justiça / Se te quero é porque tu és / Meu amor, meu cúmplice e tudo / E na rua lado a lado / Somos muito mais que dois / Teus olhos são meu conjuro / Contra a má jornada / Te quero por teu olhar / Que olha e semeia futuro / Tua boca que é tua e minha / Tua boca não se equivoca / Te quero porque tua boca / Sabe gritar rebeldia / Se te quero é porque tu és / Meu amor, meu cúmplice e tudo / E na rua lado a lado / Somos muito mais que dois / E por teu rosto sincero / E teu passo vagabundo / E teu pranto pelo mundo / Porque és povo te quero / E porque o amor não é auréola / Nem cândida moral / E porque somos casal / Que sabe que não está só / Te quero em meu paraíso / E dizer que em meu país / As pessoas vivem felizes / Embora não tenham permissão / Se te quero é porque tu és / Meu amor, meu cúmplice e tudo / E na rua lado a lado / Somos muito mais que dois. Poema  do poeta uruguaio do compromisso e cronista dos sentimentos, Mario Benedetti (1920-2009). Veja mais aqui e aqui.

 

OUTRAS DICAS

 

SETE ESTÓRIAS SEM REI – [...] Era o que estava escrito em algumas folhas de papel. No chão, o revolver, um filete de sangue e o pastor que ainda tinha nos olhos vidrados o retrato de Sara, nua, com seus cabelos longos como a madrugada, com seus olhos cheios do sol da primavera. [...]. Trecho extraído da obra Sete histórias sem rei (Grumete, 1984), do escritor, folclorista e etnólogo Mário Souto Maior (1920-2001). Veja mais aqui.

 

O PROTAGONISMO DA MULHER RURAL – A obra O protagonismo da mulher rural no contexto da dominação (Fundaj/Massangana, 2006), da economista, pesquisadora e assistente social Izaura Rufino Fischer, trata sobre a situação da mulher na sociedade, a ação política e condição de ruptura do código hegemônico de gênero, o cenário de estudo e a expressão e potencialidade da relação de gênero. Veja mais aqui.

 

PESQUISA DE MERCADO – A obra Pesquisa de mercado (Ática, 1988), de Marina Rutter e Sertório Augusto de Abreu, trata sobre os objetivos básicos da pesquisa enquanto necessidade, Modelos de briefing, contratação de uma pesquisa, definição do tipo de pesquisa, pesquisa qualitativa e quantitativa, planejamento, definição da amostra, roteiro/questionário, pré-teste, realização de campo, tabulação dos dados, análise dos resultados, relatório final, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

 

O LUGAR DISSONANTE – [...] Do ponto de vista do ouvido, toda música é funcional. Não há música pura, há apenas usos possíveis. Do ponto de vista do sujeito, a novidade da música de hoje é que, mais do que apenas música, ela é vivida basicamente como trilha sonora, como fundo musical, como música de acompanhamento. [...]. Toda música talvez tenha como ponto de partida a questão da audição. Compor é operar com uma certa vontade de ouvir. Intensamente ouvir já é compor. A intensidade da audição tem início quando passa a funcionar simultaneamente como órgão de emissão. [...]. Trecho da apresentação Da audição: satisfação garantida ou seu silêncio de volta (Funcultura, s/d), do cineasta e fotógrafo Arthur Omar, no catálogo do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, reunindo artistas como Fernando Velázquez, Gisele Beiguelman, Mauricio Fleury, Lourival Cuquinha, Hrömir, Paulo Nenflidio e Ricardo Carioba. Veja mais aqui.

 

CANTARAU DE AMOR POR ELA – Reunião das canções e poemas oriundos do espetáculo Crônica de amor por ela. Os poemas e canções estão reunidos aqui e aqui.



Veja mais sobre:
O presente na festa do amor aqui.

E mais:
Primeiro encontro, a entrega quente no frio da noite aqui.
Primeiro encontro: o vôo da língua no universo do gozo aqui.
Ao redor da pira onde queima o amor aqui.
Por você aqui.
Moto perpétuo aqui.
O uivo da loba aqui.
Ária da danação aqui.
Possessão Insana aqui.
Vade-mécum – enquirídio: um preâmbulo para o amor aqui.
Eu & ela no Jeju Loveland aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
O flagelo: Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados aqui.
Big Shit Bôbras aqui.
A chupóloga papa-jerimum aqui.
Educação Ambiental aqui.
Aprender a aprender aqui.
Crença: pelo direito de viver e deixar viver aqui.
É pra ela: todo dia é dia da mulher aqui.
A professora, Henrik Ibsen, Lenine, Marvin Minsky, Columbina, Jean-Jacques Beineix, Valentina Sauca, Carlos Leão, A sociedade da Mente & A lenda do mel aqui.
Educação no Brasil & Ensino Fundamental aqui.
Bolero, John Updike, Nelson Rodrigues, Trio Images, Frederico Barbosa, Roberto Calasso, Irma Álvarez, Norman Engel & Aecio Kauffmann aqui.
Por você aqui.
Eros & Erotismo, Johnny Alf, Mário Souto Maior & o Dicionário da Cachaça, Ricardo Ramos, Max Frisch, Marcelo Piñeyro, Letícia Bretice, Frank Frazetta, Ricardo Paula, Pero Vaz Caminha, Gilmar Leite & Literatura Erótica aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Imagem: art by Ísis Nefelibata
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.




quarta-feira, novembro 21, 2007

RUMI, MEAD, MARTIN PAGE, LOUISE CARDOSO, JEOVÁ SANTANA, ARTHUR OMAR, MORETTI, TORI AMOS & MUITO MAIS!!!

 
Arte do pintor do Impressionismo francês Pierre Puvis de Chavannes (1824-1898)


EM ALAGOINHANDUBA & NAS ALAGOAS - Gente do meu Brasil varonil, cipopau, lengotengo, ratatá!! Em Alagoinhanduba a coisa vai de 8 a 80 sem a menor careta. Tanto você pode encontrar uma locadora de mulher como um ET em pleno meio dia. A locadora taí, o rodízio é grande e o movimento nem se fala. Mas em Alagoas, uma lanchonete vende sanduíches com patentes militares. E com relação a isso, encontrei uma matéria na Revista Consultor Jurídico, edição de 12 de outubro de 2007, com o seguinte teor: “Mau humor militar! Dono de lanchonete é preso por chamar sanduíche de coronel". Para o dono de uma lanchonete de Penedo, no interior de Alagoas, tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à corporação. E assim, por batizar os sanduiches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 anos, dono da lanchonete Mister Burg, de Penedo, acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete de Lira e pedir: “Me dá um coronel mal passado”. Ou sair de lá dizendo: “Acabei de comer um sargento”. Segundo reportagem de Felipe Bachtold, publicada na Folha Online, no domingo (7/10) Lira foi levado para a delegacia, onde foi lavrado boletim de ocorrência. Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde, os cardápios da lanchonete foram recollhidos e a casa reaberta em seguida. A Mister Burg oferece em seu cardápio militarizado lanches como o "coronel" com filé e presunto, e o "comandante" de calabresa. A brincadeira foi demais para o parco humor da Polícia Militar que diz que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes, e a 170 quilômetros de Maceió. Lira, o dono da lanchonete, diz que não tinha nenhuma intenção de brincar ou ofender a corporação. Muito pelo contrário, já que tem parentes no Exército e ele próprio serviu na Marinha. O cardápio que já vigora ha 12 anos, garante Lira, pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar. O advogado do comerciante, Francisco Guerra, promete entrar com denúncia de abuso de autoridade contra o comandante da PM. O advogado pediu Habeas Corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. "Com o argumento do comandante, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”. Como se sabe, brigadeiro, além de mais alta patente da Aeronáutica, é também o nome do docinho obrigatório em festinha de aniversário de menores de idade. Em Penedo, comer brigadeiro pode, já comer coronel, está proibido. Lira não pode reclamar de azar. Mesmo com a greve da Polícia Civil de Alagoas, que já dura 72 dias, seu caso foi resolvido rapidamente. Segundo o sindicato, os policiais trabalham apenas em casos de flagrante. Como neste caso. In: Revista Consultor Jurídico, 12 de outubro de 2007. Veja essa os comentários dessa nota no Consulto Jurídico. E mais aqui e aqui.

Imagem: Nu, do pintor do Impressionismo francês Pierre Puvis de Chavannes (1824-1898)

Curtindo o álbum Midwinter Graces (Universal, 2009), da cantora, compositora e pianista estadunidense Tori Amos. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE - Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo, porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu, versos do poeta, jurista e teólogo sufi persa Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (1207-1273). Veja mais aqui.

PESQUISA TRANSCULTURAL – A pesquisa transcultural foi realizada pela antropóloga estadunidense Margaret Mead (1901-1978), na década de 1920, quando ela se expos aos rigores do trabalho de campo com povos remotos pré-letrados na ilha de Samoa, no Pacífico Sul, estudando a adaptação de meninas à adolescência, resultando na publicação do livro Atingindo a maioridade em Samoa (1928). A partir de então ela dirigiu seu foco para os aspectos culturais das relações e papeis masculinos e femininos. O resultado dos seus estudos levou-a a se expressar: [...] Fui até Samoa – assim como depois fui conhecer outras sociedades sobre as quais estudei – para saber mais sobre os seres humanos, seres humanos como nós em tudo, exceto no que diz respeito à cultura. [...] Em virtude dos acontecimentos históricos, essas culturas se desenvolveram de modo tão diferente do nosso que conhece-las poderia lançar alguma luz sobre nós mesmos, nossas potencialidades e limitações. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

COMO ME TORNEI ESTÚPIDO – O livro Como me tornei estúpido (Rocco, 2005), do escritor francês Martin Page, conta a odisseia bem-humorada de um jovem farto do seu deslocamento na sociedade por ser muito inteligente e ter uma consciência critica aguda, procurando diversos meios para se tornar estúpido. Da obra destaco o trecho: [...] Quando dei um tiro na têmpora, a bala atravessou o crânio sem tocar o cérebro [...] Há três meses, eu mesma contratei um matador de aluguel para me matar, mas o idiota se enganou e matou a minha vizinha! Realmente não tenho sorte. Antes, eu queria suicidar-me por desespero, agora a principal causa do meu desespero é que não consigo suicidar-me. [...]. Veja mais aqui.

POEMINHA DESTRANHADO ENTRE CONTAS A PAGAR – Entre os poemas do poeta e professor sergipano Jeová Santana, autor dos livros Dentro da casca (1993), Ossatura (2002) e Inventário de ranhuras (2006), destaco o Poeminha destranhado entre contas a pagar: Focinho de flor / para as dívidas. / Passo de tartaruga / para as traições. / Carícia de lesma / para as decepções. / Fome de passarinho / para a morte. / Seríamos mais nobres, então. Veja mais aqui.

SILVIA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, à montagem da comédia Silvia, de A. R. Gurney, com direção de Aderbal Freire Filho, contando a historia de um marido casado há vinte e dois anos, que encontra uma cadela na rua e a leva para casa. Com o tempo, o animal vai transformar profundamente a vida do casal. O destaque do espetáculo fica por conta da atuação da atriz Louise Cardoso. Veja mais aqui e aqui.

O QUARTO DO FILHO – O premiado filme O quarto do filho (La stanza del figlio, 2001), dirigido pelo cineasta italiano Nanni Moretti, conta a história de uma família formada por um psicanalista, a sua esposa que é editora e sua dois filhos, e as relações entre seus membros, questionando a morte e a tristeza profunda da perda de uma criança. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz e cineasta italiana Laura Morante. Veja mais aqui


VEJA MAIS:

Matizes, Villa-Lobos, La Fontaine, uís Vaz de Camões, Eurípedes, Woody Allen, Celine Imbert, Clítia, Psicanálise, O cartesianismo científico, O cavalo sem cabeça, Esther Góes, Gustave Courbet, As trelas do Doro, Hans Hassenteufel & Meimei Corrêa aqui.
Slavoz Žižek, Modest Mussorgsky, Jacques Lacan, Peter Brook, Charlotte Dubreuil, Tan Ngiap Heng, Marie-Christine Barrault & Cicero Melo aqui.
Preconceito, Claude Lévi-Strauss, Stefan Zweig, William Blake, Jean-Baptiste Lully, Ângela Vieira, Salvatore Samperi, Ballet Eliana Cavalcanti, José Geraldo Batista, Nelina Trubach-Moshnikova, Laura Antonelli, Meimei Corrêa & Katia Pinno aqui. 

IMAGEM DO DIA
Boquinhas (2001), da exposição Frações de Luz (2001), do fotógrafo, pintor e artista mediático Arthur Omar.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Veja aqui e aqui.


SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...