segunda-feira, novembro 07, 2011

MOLHADICE DO DESEJO NA PRÉVIA DO PRAZER

MOLHADICE DO DESEJO NA PRÉVIA DO PRAZER - Imagem; Lovers, art by Julian Day - Ao ver-me divisar a porta do quarto naquela tarde, ela começou inescrupulosa e resolutamente a desvestir-se apressada com um sorriso demorado que expressava um misto de estremecimento e satisfação. Senti que pelo alvoroço, ela vibrava radiante e remexia o ventre como se escorresse livre o cio aceso, minando de parecer já se urinando de tesão pela abstinência devotada numa clausura involuntária de tempos. Providente, passei o trinco, chaveei e quando me virei pude vê-la formidável fêmea desnuda libertando-se do seu claustro pro tudo ou nada. Paralisei-me olhando-a de cima abaixo e tive a confirmação que ela estremecia toda carne a cada pisadela dada, deixando escorrer de suas entranhas a marca da sua volúpia que descia das intimidades pelas coxas e pernas até deixar um fio tênue de poças pelo assoalho. Ela se comprazia lépida irradiando os desejos no cicio do mormaço até encostar os seios trêmulos de carência no meu tórax, fitando-me os olhos e lábios na sua inquietude desatinada. Beijou-me tímida de forma fugaz e encarou-me demoradamente as faces. Tudo nela reluzia uma insaciável tormenta de quereres os mais safados em pleno paroxismo. Beijou-me novamente e com seus olhos negros fitou-me morosa como quem conferia a veracidade da presença e agarrou-se ao meu pescoço colando sua carne no meu corpo, cravando seus lábios nos meus num ósculo demorado de esperas ansiadas por esse encontro, das faíscas incendiarem nossos corpos e almas. Quando ela percebeu o contato no seu corpo do meu membro rijo se avolumando dentro da calça, investiu apalpadelas até apoderar-se furiosa de toda saliência robusta que contagiava a sua excitação. Largou-me abruptamente e ajoelhou-se, alisando com as mãos, faces e lábios toda a extensão do meu pau sob o tecido, enquanto ronronava uma jaculatória entre terços e rosários como quem estava pronta para penitência. Assim ficou demoradamente a conferir e a ninar o volume do meu caralho sob as minhas vestes. Depois de carinhos e esfregões na minha bengala insana, pausadamente ela desabotoou-me e desceu o zíper, escorregando as calças com suas mãos entre as minhas pernas abaixo e ficou carinhando com o queixo minha pica por cima da cueca, contornando ao tato, ora com os dedos e palma da mão, ora passando a face quente com os olhos cerrados, pondo minha tabica entre os lábios aos suspiros e mordiscando carinhosamente. De forma atrevida colocou um dos dedos no interior da cueca para tocar na carne viva do meu cacete, passando o indicador por toda sua extensão em nova conferência, enquanto lambia os próprios beiços na certidão dos mínimos detalhes de sua feitura. Afogueada com esse rebuliço, enfiou a mão em dócil movimento, mas com a firmeza de quem segura algo inescapável, apalpou a glande que saltava do meu pau rijo impiedoso, trazendo-o pontudo rente ao nariz com um mimo extremo de satisfação almejada. Pôs-se meigamente a dar lambidas nele entre os dedos, esfregando-o com esmero pelas faces, queixo, lábios, testa, ombros, pulsos, a apertá-lo com apuro no pescoço completamente ofegante, cheirando-o institivamente até mirá-lo vesgamente para largar de boca cheia d´água as babavas, lambuzando o meu cajado com seu sobejo até que encarou de frente e depôs um simples beijo de biquinho bem na pontinha do meu pau. Foi aí que percebi seu rosto já lambuzado pelo líquido visgoso que emergia do meu prazer. Ao deixar uma porção de beijos ao longo da minha vara, suas mãos buliçosas acarinhavam toda minha virilha, enquanto contornava entre os lábios toda a clava da minha tesão esborrada. Foi aí que ela passou a degustar da minha lança, lambendo, chupando e saboreando como quem se satisfazia de gostoso repasto, ateando a lareira do meu gozo pelo acesso gutural da sua vontade esfomeada de agasalhar meu exílio no elo dos seus rastros. Não me roguei e joguei-lhe espalmada na cama, levando a minha língua para fustigar seus interstícios até me deter no seu grelo que carregava a secura impávida de desejos guardados e adiados, rendida aos meus manejos explorando suas profundidades, curtindo sua molhadice que mergulhei possesso de cabeça chupando sua buceta agitada à mercê dos meus intentos. Língua na sua proa, mãos na sua popa. Enquanto isso, em decúbito indefeso, ela se acercou do meu bastão carregando-o como quem segura um turíbulo irradiando incenso para de forma copiosa engoli-lo impetuosa e completamente, até sentir-me na sua garganta morna, ao mesmo tempo em que se debatia com uma lambida medonha que lhe dera profundamente na xoxota toda e escorregara buliçosa e inclemente até o seu cuzinho róseo que piscava impávido para minha viril intromissão, dela murmurar sugando minha virilidade por inteiro, vendada pelo espalhafato das minhas lambidas na sua fonte lavada. Bruscamente desvirou-se fugando para meu espanto e se encostando com a bunda empinada no parapeito do sofá, se tocando em reboladas, a ponto de ofegante murmurar com voz embargada: - Vem! Meu cuzinho lhe quer todinho enterrado nele. Vem! Veja que ele lhe deseja demais. Venha. Enquanto suplicava ela alisava sua intimidade, eu me punhetava focado no seu pujante desvario. E me aproximei lentamente para que sentisse minha respiração na nuca, o meu roçado no rego da bunda. E toda lânguida e mimada com minha voz safada nos seus ouvidos, ela se enovelou sem pejo ao meu corpo com um sorriso de mártir ao sentir a ponta da minha glande se insinuando no seu procto azeitado pelo visgo da minha ânsia de gozar e, aos poucos, invadi-la para quando totalmente penetrada, arremessar umbigadas certeiras e furiosas para nosso total deleite. Ela mais solícita tributária empinou os quadris numa curvatura cômoda para que eu pudesse mais me enterrar no seu sesso feito um Cyrano de Bengerac que amola facas no gume, todo autoconfiante conviva qual passageiro insone e errante na viagem de volta pela beleza perfeita do rego entre os morros do pódice de Roxane, tomando conta dos seus flancos e contornos eriçados para cravar os látegos das minhas investidas assestadas no seu feitio escancarado sem se esquivar do poder descomunal que me revestia a ocasião, se consumindo toda estólida de requerências emergenciais, dando-se por crucificada em sacramento, prosternada como quem não quer escapar do castigo merecido, sem porfiar da pena imputada do vaivém que me faz crescer aéreo meritório no seu jeito feminil etério, inclinada e obediente para receber a sentença como se fosse a maior honra conferida. Não satisfeito da sua movediça entrega, tomei-lhe os cabelos feitos agora rédeas para abrigar melhor os desígnios das minhas varadas na sua oferenda cálida e submissa em largo arreganho adunco, pouso arregaçando adejo nas suas funduras e brindamos na taça do prazer o jugo e conquistas da minha gula enquanto ela se debate indulgente no ápice do seu gozo, a me pedir que não gozasse ali, porque queria vê-lo esparramando sobre seu corpo. Quase na horagá, desenfinhei para que ela se deitasse ali e sentisse na pele dos seus fartos peitos, o esporrar abundante da minha ejaculação agoniada de príapo canibal viciado que se digna contumaz a penetrar todo armado com meu cajado fálico por todas as suas fendas e orifícios, até ser definitivamente lavado pelo batismo dos nossos gozos na comunhão dos prazeres e salvação eterna da carne e do espírito, amém! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.



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