segunda-feira, novembro 07, 2011

HUEZO MIXCO, RICHARD FORD, GEORGE ELIOT, GIARDINELLI, GLOBOKAR & LITERÓTICA

A arte do trombonista, professor e compositor francês Vinko Globokar, um dos fundadores do grupo de livre improvisação New Phonic Art e integrou o departamento de pesquisa em música vocal e instrumental na IRCAM, em Paris. Veja mais aqui e aqui.


MOLHADICE DO DESEJO NA PRÉVIA DO PRAZER - Imagem; Lovers, art by Julian Day - Ao ver-me divisar a porta do quarto naquela tarde, ela começou inescrupulosa e resolutamente a desvestir-se apressada com um sorriso demorado que expressava um misto de estremecimento e satisfação. Senti que pelo alvoroço, ela vibrava radiante e remexia o ventre como se escorresse livre o cio aceso, minando de parecer já se urinando de tesão pela abstinência devotada numa clausura involuntária de tempos. Providente, passei o trinco, chaveei e quando me virei pude vê-la formidável fêmea desnuda libertando-se do seu claustro pro tudo ou nada. Paralisei-me olhando-a de cima abaixo e tive a confirmação que ela estremecia toda carne a cada pisadela dada, deixando escorrer de suas entranhas a marca da sua volúpia que descia das intimidades pelas coxas e pernas até deixar um fio tênue de poças pelo assoalho. Ela se comprazia lépida irradiando os desejos no cicio do mormaço até encostar os seios trêmulos de carência no meu tórax, fitando-me os olhos e lábios na sua inquietude desatinada. Beijou-me tímida de forma fugaz e encarou-me demoradamente as faces. Tudo nela reluzia uma insaciável tormenta de quereres os mais safados em pleno paroxismo. Beijou-me novamente e com seus olhos negros fitou-me morosa como quem conferia a veracidade da presença e agarrou-se ao meu pescoço colando sua carne no meu corpo, cravando seus lábios nos meus num ósculo demorado de esperas ansiadas por esse encontro, das faíscas incendiarem nossos corpos e almas. Quando ela percebeu o contato no seu corpo do meu membro rijo se avolumando dentro da calça, investiu apalpadelas até apoderar-se furiosa de toda saliência robusta que contagiava a sua excitação. Largou-me abruptamente e ajoelhou-se, alisando com as mãos, faces e lábios toda a extensão do meu pau sob o tecido, enquanto ronronava uma jaculatória entre terços e rosários como quem estava pronta para penitência. Assim ficou demoradamente a conferir e a ninar o volume do meu caralho sob as minhas vestes. Depois de carinhos e esfregões na minha bengala insana, pausadamente ela desabotoou-me e desceu o zíper, escorregando as calças com suas mãos entre as minhas pernas abaixo e ficou carinhando com o queixo minha pica por cima da cueca, contornando ao tato, ora com os dedos e palma da mão, ora passando a face quente com os olhos cerrados, pondo minha tabica entre os lábios aos suspiros e mordiscando carinhosamente. De forma atrevida colocou um dos dedos no interior da cueca para tocar na carne viva do meu cacete, passando o indicador por toda sua extensão em nova conferência, enquanto lambia os próprios beiços na certidão dos mínimos detalhes de sua feitura. Afogueada com esse rebuliço, enfiou a mão em dócil movimento, mas com a firmeza de quem segura algo inescapável, apalpou a glande que saltava do meu pau rijo impiedoso, trazendo-o pontudo rente ao nariz com um mimo extremo de satisfação almejada. Pôs-se meigamente a dar lambidas nele entre os dedos, esfregando-o com esmero pelas faces, queixo, lábios, testa, ombros, pulsos, a apertá-lo com apuro no pescoço completamente ofegante, cheirando-o institivamente até mirá-lo vesgamente para largar de boca cheia d´água as babavas, lambuzando o meu cajado com seu sobejo até que encarou de frente e depôs um simples beijo de biquinho bem na pontinha do meu pau. Foi aí que percebi seu rosto já lambuzado pelo líquido visgoso que emergia do meu prazer. Ao deixar uma porção de beijos ao longo da minha vara, suas mãos buliçosas acarinhavam toda minha virilha, enquanto contornava entre os lábios toda a clava da minha tesão esborrada. Foi aí que ela passou a degustar da minha lança, lambendo, chupando e saboreando como quem se satisfazia de gostoso repasto, ateando a lareira do meu gozo pelo acesso gutural da sua vontade esfomeada de agasalhar meu exílio no elo dos seus rastros. Não me roguei e joguei-lhe espalmada na cama, levando a minha língua para fustigar seus interstícios até me deter no seu grelo que carregava a secura impávida de desejos guardados e adiados, rendida aos meus manejos explorando suas profundidades, curtindo sua molhadice que mergulhei possesso de cabeça chupando sua buceta agitada à mercê dos meus intentos. Língua na sua proa, mãos na sua popa. Enquanto isso, em decúbito indefeso, ela se acercou do meu bastão carregando-o como quem segura um turíbulo irradiando incenso para de forma copiosa engoli-lo impetuosa e completamente, até sentir-me na sua garganta morna, ao mesmo tempo em que se debatia com uma lambida medonha que lhe dera profundamente na xoxota toda e escorregara buliçosa e inclemente até o seu cuzinho róseo que piscava impávido para minha viril intromissão, dela murmurar sugando minha virilidade por inteiro, vendada pelo espalhafato das minhas lambidas na sua fonte lavada. Bruscamente desvirou-se fugando para meu espanto e se encostando com a bunda empinada no parapeito do sofá, se tocando em reboladas, a ponto de ofegante murmurar com voz embargada: - Vem! Meu cuzinho lhe quer todinho enterrado nele. Vem! Veja que ele lhe deseja demais. Venha. Enquanto suplicava ela alisava sua intimidade, eu me punhetava focado no seu pujante desvario. E me aproximei lentamente para que sentisse minha respiração na nuca, o meu roçado no rego da bunda. E toda lânguida e mimada com minha voz safada nos seus ouvidos, ela se enovelou sem pejo ao meu corpo com um sorriso de mártir ao sentir a ponta da minha glande se insinuando no seu procto azeitado pelo visgo da minha ânsia de gozar e, aos poucos, invadi-la para quando totalmente penetrada, arremessar umbigadas certeiras e furiosas para nosso total deleite. Ela mais solícita tributária empinou os quadris numa curvatura cômoda para que eu pudesse mais me enterrar no seu sesso feito um Cyrano de Bengerac que amola facas no gume, todo autoconfiante conviva qual passageiro insone e errante na viagem de volta pela beleza perfeita do rego entre os morros do pódice de Roxane, tomando conta dos seus flancos e contornos eriçados para cravar os látegos das minhas investidas assestadas no seu feitio escancarado sem se esquivar do poder descomunal que me revestia a ocasião, se consumindo toda estólida de requerências emergenciais, dando-se por crucificada em sacramento, prosternada como quem não quer escapar do castigo merecido, sem porfiar da pena imputada do vaivém que me faz crescer aéreo meritório no seu jeito feminil etério, inclinada e obediente para receber a sentença como se fosse a maior honra conferida. Não satisfeito da sua movediça entrega, tomei-lhe os cabelos feitos agora rédeas para abrigar melhor os desígnios das minhas varadas na sua oferenda cálida e submissa em largo arreganho adunco, pouso arregaçando adejo nas suas funduras e brindamos na taça do prazer o jugo e conquistas da minha gula enquanto ela se debate indulgente no ápice do seu gozo, a me pedir que não gozasse ali, porque queria vê-lo esparramando sobre seu corpo. Quase na horagá, desenfinhei para que ela se deitasse ali e sentisse na pele dos seus fartos peitos, o esporrar abundante da minha ejaculação agoniada de príapo canibal viciado que se digna contumaz a penetrar todo armado com meu cajado fálico por todas as suas fendas e orifícios, até ser definitivamente lavado pelo batismo dos nossos gozos na comunhão dos prazeres e salvação eterna da carne e do espírito, amém! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - A paixão torna-se uma força quando encontra saída no trabalho dos nossos braços, na perícia da nossa mão ou na atividade criadora do nosso espírito. Pensamento da escritora britânica George Eliot (pseudônimo de Mary Ann Evans – 1819-1880), que também assim se expressa: Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Entendi que a morte também pode ser uma longa conversa silenciosa consigo mesmo, um som aquático múltiplo, uma profusão de monólogos pessoais e outros, eternos, repetidos, mas sempre originais. Como arte. E me senti muito bem. Pensamento do escritor argentino Mempo Giardinelli.

 

DEIXE-ME SER FRANCO – [...] Porque não existe uma maneira certa de planejar a vida ou de vivê-la: apenas um monte de maneiras erradas. [...]. Trecho extraído da obra Let Me Be Frank With You (HarperCollins, 2011), do escritor estadunidense Richard Ford, também autor da frase: De todas as coisas que vi acontecer em meus anos de vida, o amor é a única coisa que dura.

 

DOIS POEMASCARVALHO: Esta imensa árvore / não servirá jamais / para madeira. / A serra se quebrará / os dentes / na armadura deste carvalho / que há guardado sem sangrar / dentro do peito / os restos da metralha. ACABEI DE NASCER DE MIM MESMO: 1 - era como um falcão encapuzado. / Hoje carrego um coração para o futuro, / E as asas que coloco para voar / Elas estão deixando seu rastro, / E na brisa aberta/ No caminho do sol /Mascarado entre emplastros / Avanços com um sinal a seu favor / O futuro. / O passado, naquele instante, avança, / Tocando sem pressa no ombro do amanhã. / "Amanhã", disse ele. / E isso o surpreende, isso o perturba. 2 - Não estou impaciente que amanhã / traga as cicatrizes da descoberta. / Acabei de nascer, sou o caçador. / E na minha primeira tarde / O sol é um centavo colocando seu olhar / Cobre / Entre a grama. / O sol relincha seu cavalo de maravilhas, / Desce ao inferno de helicóptero, / Penetra no limbo, / Espalhando sua matéria sobre os homens. Poema do escritor e ensaísta salvadroreño Miguel Huezo Mixco.

 

OUTRAS DICAS

 

O CORPO NA ARTE AFRICANAOs povos africanos têm uma concepção sobre arte muito distinta daquela a que estamos acostumados a ver [...] A função essencial do artista consiste então em aprender o invisível, graças ao visível. A arte negro-africana é, por consequência, funcional, conceitual e simbólica. [...]. Extraído do livro O corpo na alma africana (Museu da Vida/Casa Oswaldo Cruz/Fiocruz, 2012), organizado por Gisele Rocha Silva Catel e Wilson Savino, trata do corpo individual e múltiplos, sexualidade e maternidade, a modificação e a decoração do corpo, o corpo na decoração dos objetos, máscaras como manifestação cultural. Veja mais aqui e aqui.

 

COISAS DO RECIFEUma cidade tem a cara e tem seu jeito de ser. Mas nada é para sempre: nem a cara das cidades, nem o seu jeito de ser. Extraído do livro Coisas do Recife (Bagaço, 1990), de Fernando Menezes, tratando sobre as artes plásticas: a intensa luz do Recife, usos e costumes: carnaval e banho de mar, a música da cidade: do frevo ao mangue beat, vozes e tipos da cidade: o ambulante do desaforo, brinquedos populares estão próximos da extinção, nossa cozinha: a supremacia do doce, entre outras. Veja mais aqui e aqui.

 

RAÇA & JUSTIÇA – [...] Quando o sentido racial da discriminação não é tido como uma “intenção”, “motivo interior” ou “emoção”, acaba sendo tomado como o significado “interior” a uma expressão verbal daquela “emoção”, ou puro significado linguístico, às vezes oculto. O sentido “racista” de um ato de discriminação passa então a ser procurado em uma “interioridade” mental ou linguística que se reconstitui como uma interiorização do lado de fora, uma (re)duplicação do outro [...]. Trecho extraído de Raça e Justiça: o mito da democracia racial e o racismo institucional no fluxo de justiça (Fundaj/Massangana, 2009), de Ronaldo Laurentino de Sales Júnior, tratando sobre o direito e relação raciais, a democracia racial, contribuições a uma teoria racial crítica, a República Velha, a Revolta da Chibata, a Imprensa Negra, Revolução de 1930 e Estado Novo, cultura e hegemonia, cordialidade e estigmatização, cultura e classe, o Teatro Experimental Negro, o Projeto Unesco, desenvolvimento e autoritarismo, anti-racismo e judicialização das relação raciais, desconhecimento ideológico e relações raciais, insulto racial, psicopatologias das relações raciais, o discurso espirituoso, figuras de linguagem e denegações, silêncio e fetichismo linguístico, tipologias da discriminação racial, consciência negra, discurso social e movimentos sociais, do interdito ao não-dito, racionalização, gênese estática do direito, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 



Veja mais sobre:
O presente na festa do amor aqui.

E mais:
Primeiro encontro, a entrega quente no frio da noite aqui.
Primeiro encontro: o vôo da língua no universo do gozo aqui.
Ao redor da pira onde queima o amor aqui.
Por você aqui.
Moto perpétuo aqui.
O uivo da loba aqui.
Ária da danação aqui.
Possessão Insana aqui.
Vade-mécum – enquirídio: um preâmbulo para o amor aqui.
Eu & ela no Jeju Loveland aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
O flagelo: Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados aqui.
Big Shit Bôbras aqui.
A chupóloga papa-jerimum aqui.
Educação Ambiental aqui.
Aprender a aprender aqui.
Crença: pelo direito de viver e deixar viver aqui.
É pra ela: todo dia é dia da mulher aqui.
A professora, Henrik Ibsen, Lenine, Marvin Minsky, Columbina, Jean-Jacques Beineix, Valentina Sauca, Carlos Leão, A sociedade da Mente & A lenda do mel aqui.
Educação no Brasil & Ensino Fundamental aqui.
Bolero, John Updike, Nelson Rodrigues, Trio Images, Frederico Barbosa, Roberto Calasso, Irma Álvarez, Norman Engel & Aecio Kauffmann aqui.
Por você aqui.
Eros & Erotismo, Johnny Alf, Mário Souto Maior & o Dicionário da Cachaça, Ricardo Ramos, Max Frisch, Marcelo Piñeyro, Letícia Bretice, Frank Frazetta, Ricardo Paula, Pero Vaz Caminha, Gilmar Leite & Literatura Erótica aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Leitoras comemorando a festa Tataritaritatá
Art by Ísis Nefelibata.
Veja aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


ANNE-MARIE DE BACKER, EUGENIO MONTEJO, JASON STANLEY & ROALD DAHL

    TRÍPTICO DQP: A certidão da sobrevivência... Ao som do concerto Delicate Sound of Thunder - Live in New York (1988), da banda britâni...