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segunda-feira, maio 13, 2019

LIMA BARRETO, MEJA MWANGI, GABRIELA MONTERO, ANA MAIA NOBRE & AQUELA QUE JÁ FOI


AQUELA QUE JÁ FOI – Levava jeito não. Quando não era na sexta, era no sábado à noite e eu lá. A última chance era a matinê do domingo e até aí eu sobrava, doido para arrastar os pés com uma moça nem reboculosa que fosse, daquelas das que boiassem magrelas ou enfeiadas catingosas, nem mesmo. Não levava mesmo sorte: Quer dançar? Estou cansada. Fossem assustados, fuás, forrós, discotecas, encostava, chamava na grande e um não desleixado soava com uma escusa qualquer. Até daquelas dadas, perdidas da vida. Desconfiei de vez: ou eu tenho uma feiúra ocrídia das mais terríveis ou uma inhaca daquelas mais fedorentas de afastar qualquer trubufu de perto. Juro, até as mais assanhadas que se atiravam adoidadas no gogó de qualquer pretenso pé de valsa, me davam corte na hora da função. Eu lá com a cara mais abestalhada. Havia de se considerar que eu era um liso de não ter um tostão furado no bolso, nem era o predileto da mamãe no meio da casa, tísico, trôpego, de comprar fiado e inventar o que passar por troco. Fui desenganando até: Vou mais não. Finquei pé. Desolei-me no banco da praça de nunca mais inventar qualquer paquera, comendo tempo e paisagens. No meio de uma dessas noites mais sem graça nenhuma de solitária, uma linda criatura, branquela e perfumada, achou de dar o ar da graça, assim do nada. Sentou-se do lado, puxou conversa: Comigo? Por acaso tem mais alguém aqui? Pensei que falasse sozinha. Acaso sou uma doida? Não, é que sou enjeitado mesmo. Isso é lá coisa que se diga? E, então, fui eu daqui, ela de lá. Aprumamos a conversa, maior teitei disso e daquilo, aos poucos um risinho besta, encurtando espaço, se achegando, dedindo de raspão, desculpe, pé encostando e tome lero, olho no olho, mão na mão, um cheiro e um beijo meio que assim para uma coisa lá assada, fungado, eita! E eu já lavando a jega num sarro pesado no meio do baile: umbigadas, esfregões, apertos, alisados, encarcadas, bate-coxa, safadezas, ela virava do avesso e eu tome lá e me dê cá, impetuoso na façanha, ah, coisa boa danada, pândega solta, maior trupé, até o escurinho atrás do clube, via de fato num vuque-vuque agoniado. Danou-se! E a cara mais lisa depois, gastando o solado no meio do salão, madrugada adentro, pelos muros das ruas, becos ensombrados, atrás da igreja, pelos arruados distantes, saias, dedadas, ais e uis, aos regalos. Pronto: Ali é a minha casa, chegue depois da janta pra gente namorar. Certo. Uhu! Estou feito! Melhor que isso nunca existiu! Ao anoitecer, emplaquei domingueira e saí mais ancho que pabo folgado! Ô de casa! Ô de fora! Cadê a moça? Hem? Aí me apresentei todo risonho e patati patatá. Acho que você está doido? Não, minha namorada mora aqui! Aqui não tem essa não! Que é que é isso? Ué, pergunto eu: Não mora aqui não. Aí o negócio foi entronchando, eu teimava e a recusa na lata! Ontem mesmo eu deixei-la aqui! Errou de casa. Foi quando alguém abriu a porta e vi uma imagem grandona dela no meio da sala lá dentro: Oxe, olhe a foto dela ali! Quem? Dela! Ah, não, aquela ali é minha filha que morreu fez um mês ontem! Como? É. Brinque não! Nossa, que arrepio: Como é que é? No outro dia estava eu lá diante lápide. Isso é lá coisa que aconteça comigo? Pode não, meu. Pois é, aconteceu. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] Comecei bem cedo a contar história. Às vezes, à tarde, o professor nos levava para fora, para que nos sentássemos debaixo de uma árvore e desfiássemos aventuras. Eu era o contador de histórias oficial da classe, mas só fui descobrir os livros de ficção no curso secundário. Foi nessa época que comecei a escrever minha primeira obra, um romance sobre um general mau-mau que enfrentava a morte na selva. O livro acabou sendo publicado com o nome de Carcaça para cães. Mesmo assim, a ideia de me tornar um escritor nunca me passou pela cabeça. Só queria contar histórias. [...].
Trecho extraído da obra Mzungu (SM, 2006), do escritor queniano Meja Mwangi.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Há tantas coisas que preciso "arrancar" de mim... Permito a Arte o direito de investigar.
A arte da premiada arquiteta, designer e artista visual Ana Maia Nobre. Veja mais aquiaqui.

A MÚSICA DE GABRIELA MONTERO
Quando improviso me conecto com minha audiência de um jeito único – e eles comigo. Porque a improvisação é uma grande parte de quem eu sou, é a forma mais espontânea e natural que eu posso me expressar. Eu improviso desde que a minha mão tocou o teclado pela primeira vez, mas por muitos anos eu mantive esse aspecto meu em segredo. Martha Argerich, ouviu-me a improvisar um dia e ficou em êxtase. Na verdade, foi Marta que me convenceu de que era possível combinar a minha carreira de "artista clássica" com este meu lado que é bastante original.
Curtindo os álbuns Rgapsody (2008), Baroque (2007),. Bach and Beyond (2006), Piano Recital (2005), Chopin; Piano Woks (2007) e Concert a Montreal (2006), da pianista venezuelana Gabriela Montero. Veja mais aqui.
&
A OBRA DE LIMA BARRETO
Defendo o que eu gosto e quem eu gosto até o fim, mesmo que para isso eu fique em pedaços. A vida pode te deixar em pedaços, mas o amor te deixará inteiro.
A obra do escritor Lima Barreto (1881-1922) aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


quinta-feira, setembro 08, 2016

EUGÉNIO DE ANDRADE, MARY LAMOND, ALCÂNTARA MACHADO, PINEL, HARRY FAYT & ANA MAIA NOBRE


PELO JEITO, O DORO AGORA VAI! - A campanha eleitoral já andava de vento em popa e nada do Doro dar o ar de sua graça. Pra quem como eu sempre dera de cara com as suas mesuras nada convencionais nos últimos embates, já me dava por sua candidatura no rol dos desistentes. É que mesmo sem partido e, acredito, sem registro no Tribunal Eleitoral, ele se esgueirava a fazer comícios com discursos de candidato presidenciável em pleito municipal e vice-versa, nunca augurando êxito por amargar a contagem de nenhum um voto pingado na urna. Nem o dele mesmo? É que quando a votação se dava por meio de cédulas, os seus eleitores escreviam seu nome descartando os demais. Resultado: seus votos restavam todos anulados. Quando as urnas entraram em vigência, sequer havia como o seu eleitorado se manifestar, daí nem ele mesmo poder votar no próprio, muito menos seu nome era sequer mencionado ao findar os resultados. Mesmo assim ele arrotava que tivera tantos votos quanto os maiorais nomes polarizados no turno, só que consagrado pelo engano, ele errara de pleito: candidatar-se a presidente quando as eleições eram para escolha de prefeito e assim sempre, nunca acertando o pleito da ocasião. Mas já no meio da chatura da propaganda eleitoral gratuita, quando cada coisa aparece para cúmulo do risível, eis que o vi avexado nos seus afazeres, quando interpelei: - E aí, Doro, desistiu? E ele com a maior cara de festa: - E eu sou broco, meu! Tô inteiraço na candidatura. E agora vai ser prefeito de Alagoinhanduba? Sou lá pinto, ora. Ué? Hômi, seu mínimo, depois que golpearo a presidente, tô insperando a queda do prisidente e pelo andá da carruage, vou me dá bem nessa! Como? Ué, ninguém acridita mai nos político dos partido. E como eu num tenho partido algum, vô findá sendo aceito pelo TSE e vô sê o futuro prisidente! Ah, agora vi conversa. Esse o Doro, sempre com uma resposta na ponta da língua pra esmagar qualquer dúvida. Pelo jeito, agora vai! E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais da campanha do Doro aqui e aqui & mais aqui.

Curtindo o álbum Stòras (Turtlemusik, 2005), da premiada cantora, compositora e artista celta-canadense Mary Jane Lamond.

PESQUISA: NEUROCIÊNCIA COGNITIVA
A neurociência cognitiva é a mais nova divisão da biopsicologia. [...] Os neurocientistas cognitivos estudam as bases neurais da cognição, termo que geralmente se refere a processos intelectuais superiores, como o pensamento, a memória, a atenção e os processos perceptivos complexos. [...] Como a teoria e os métodos da neurociência cognitiva são tão complexos e interessantes para as pessoas de diversificados campos, a maior parte da pesquisa neurocientifica cognitiva é uma cooperação interdisciplinar entre indivíduos com diferentes tipos de formação. [...] envolve registros eletrofisiológicos não-invasivos e, às vezes, concentra-se em patologias cerebrais [...].
Trecho extraído da obra Biopsicologia (Artmed, 2005), do premiado professor Ph.D. da University British Columbia, John P. J. Pinel. Veja mais aqui.

LEITURA
 [...] Durante muito tempo a nacionalidade viveu da mescla de três raças que os poetas xingaram de tristes: as três raças tristes. A primeira, as caravelas descobridor as encontraram aqui comendo gente e desdenhosa de "mostrar suas vergonhas". A segunda veio nas caravelas. Logo os machos sacudidos desta se enamoraram das moças "bem gentis" daquela, que tinham cabelos "mui pretos, compridos pelas espadas". E nasceram os primeiros mamelucos. A terceira veio nos porões dos navios negreiros trabalhar o solo e servir a gente. Trazendo outras moças gentis, mucamas, mucamas, munibandas, macumas. E nasceram os segundos mamelucos. E os mamelucos das duas fornadas deram o empurrão inicial no Brasil. O colosso começou a rolar. Então os transatlânticos trouxeram da Europa outras raças aventureiras. Entre elas uma alegre que pisou na terra paulista cantando e na terra brotou e se alastrou como aquela planta também imigrante que há duzentos anos veio fundar a riqueza brasileira. Do consórcio da gente imigrante com o ambiente, do consórcio da gente imigrante com a indígena nasceram os novos mamelucos. Nasceram os intalianinhos. O Gaetaninho. A Carmela. Brasileiros e paulistas. Até bandeirantes. E o colosso continuou rolando. No começo a arrogância indígena perguntou meio zangada: Carcamano pé-de-chumbo Calcanhar de frigideira Quem te deu a confiança De casar com brasileira? O pé-de-chumbo poderia responder tirando o cachimbo da boca e cuspindo de lado: A brasileira, per Bacco! Mas não disse nada. Adaptou-se. Trabalhou. Integrou-se. Prosperou. E o negro violeiro cantou assim: Italiano grita Brasileiro fala Viva o Brasil E a bandeira da Itália!
Trecho do Artigo de fundo, extraído da obra Brás, Bexiga e Barra Funda (Melhoramentos, 1962), reunião de contos do escritor Antônio Alcântara Machado (1901-1937). Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA: 
O que dói não é um álamo. / Não é a neve nem a raiz / da alegria apodrecendo nas colinas. / O que dói / não é sequer o brilho de um pulso / ter cessado, / e a música, que trazia / às vezes um suspiro, outras um barco. / O que dói é saber. / O que dói é a pátria, que nos divide e mata antes de se morrer.
A Casais Monteiro, podendo servir de epitáfio, poema extraído da obra Poesia e Prosa (1940-1979 - Casa da Moeda, 1980), do poeta português Eugénio de Andrade (1923-2005).

IMAGEM DO DIA
A arte do fotógrafo subaquático Harry Fayt.

Veja mais sobre Nascente, John Rogers Searle, Ludovico Ariosto, Antonín Dvořák, Michael Frayn, Kimberly Peirce, Yayoi Kusama, Literatura Infantil, Matthew William Peters, Mara Altman, Chloë Sevigny & Hilary Swank aqui.

E mais: A praga do voto vendido aqui.
Exórdio, João Guimarães Rosa, Sofia Gubaidulina, Quintiliano, Carlo Goldoni, Tsai Ming-liang, Howard Rogers, Revolução de 1817, Alberta Watson, Zinaida Serebriakova & Sandra Magalhães Salgado aqui.
Guilherme Vaz, José de Alencar, Mariza Lacerda, Stela Freitas, Sergio Bernardes, Moira Kelly & Simone Moura e Mendes aqui.
Hermeto Pascoal, Jorge de Lima, Djavan, Arriete Vilela, Pedro Cabral & Íbys Maceioh aqui.

DESTAQUE: GRUPO DE PESQUISA NEUROFILOSOFIA & NEUROCIÊNCIA COGNITIVA
Realizou-se na última segunda, 05/09, mais uma reunião do Grupo de Pesquisa Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, definindo-se pela realização do mini-curso de Introdução à Fenomenologia, a ser ministrado pelo professor Álvaro Queiroz nos dias 04 e 05/10/2016; o andamento dos estudos acerca da Epidemiologia do Suicídio, da professora Janne Eyre Mello Sarmento de Araújo, entre outros assuntos administrativos, com a presença do pós-graduado Weverky Farias Vieira & do graduando em Filosofia & Psicologia, Maurício Gomes. Ficou definida a próxima reunião para o dia 24 de setembro. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Croqui de fusain (2008), da premiada arquiteta, designer e artista visual Ana Maia Nobre.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


sexta-feira, agosto 19, 2016

BEAUMARCHAIS, ANA VIERA PEREIRA, AFONSO FONSECA, ANA CASCARDO, ANA MAIA NOBRE, HIROMOTO & LUCIAH

O SONHO DO AMOR - (Imagem, arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez). Oito horas da manhã e o sonho anunciava o amor: um golpe certeiro no deleite da paixão. Era cedo do dia, tarde na vida – não antes o flerte fugaz a se corporificar na efígie certificada. Bastaram oito segundos e um plenilúnio: quimeras, esperas, o remoto que explode rasgando trajeto. Era o amor de verdade: olhos candentes, fervores da carne – alvoradas na pele, desejos crepusculares. Oito minutos se passaram e singravam correntes, devaneios de nuvens, errâncias estelares. Oito horas e era Iaravi, seios de rosas, ventres de flores: o encontro dos ventos, caingang, caeté. Oito dias e era Freya com todos os meneios evanescentes da noite na escuridão desvelando a magia ubíqua do seu ser: era mais que a fumaça do mistério a se dissipar na revelação imanente. Oito semanas e fundia Freyaravi nas diuturnas fragrâncias de todos os quereres: perfumes de mar, incensos da alma. Oito meses e o mesmo frescor do primeiro instante a envolver desgarrados siameses mútuos que se eternizam no sonho do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui e aqui.

Curtindo as músicas na interpretação da cantora, compositora, produtora e professora de canto Ana Cascardo.

PESQUISA
[...] Cumpre compreender a crítica fundamental ao idealismo, como pressuposto do privilégio da afirmação da vida, em sua espontaneidade original. Privilégio de sua vívida e intensa vivência, e de sua potência criativa. Da potência criativa do espírito de uma vida que experimenta, que tenta o inédito, e cria. Da potência do homem no sentido da auto-superação, e de criação do mundo e de si próprio. De sua capacidade de transformação, com galhardia, da fatalidade de uma simples condição de vítima do dado, e do pressuposto, à revelia do poder cri/ativo de seu ser-no-mundo. [...].
Trecho extraído da obra Para uma história da psicologia e da psicoterapia fenomenológico existencial – dita humanista, Gestalt – Abordagem rogeriana (Apontamentos/Pedang, 2006), do psicólogo, psicoterapeuta e facilitador de grupos Afonso Lisboa da Fonseca. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
Atrás dos óculos, via a vitrine vazia. Um ponto, o caos, a vista embaçada. Atrás dos óculos, via as lágrimas como pérolas escuras. Escorrem-lhe pelo rosto vincado e laceram-lhe a pele, numa abertura lenta de ruínas incandescentes por onde se esgueira a memória. Atrás dos óculos, via a fuga, com os olhos fechados até às comissuras dos lábios. Uma sentinela apagada no cimo do farol, a plena escuridão, o frio, o afogamento solitário. Atrás dos óculos, via a vergonha de não ver o óbvio, de perder as lentes e não entender, de procurar e não ver o sorriso de hiena no lábio fino, a alma esgarçada sem conseguir se ver inteira por dentro. Tudo aos pedaços, aos bocados. Atrás dos óculos, via um fio feito rio avolumado, as margens muitas que contêm nadas. Via o abismo de um si mesmo despreparado. Via as garras, o vento, a imundície da neve derretida à noite na calçada da cidade grande. Ao sair, muniu-se de ouro. Jurou a si mesma, diante do espelho que lhe cortava as ruas, preencher-se com o mais puro e valioso ouro, juntando os buracos até se fazerem tela. Nem o que lhe roubaram faria falta. Muito melhor ser inteira pela segunda vez do que nunca ter se sabido pedaços.
Atrás dos óculos, extraído do blog Das Ventanias, editado pela escritora, professora doutora em Literatura Comparada pela USP e coordenadora da QuintAventura, Ana Viera Pereira.

PENSAMENTO DO DIA: TOUT FINIT PAR DES CHANSONS

Qu’on l’opprime, Il peste, Il crie, / Il s’ agite em cent falons, / Tout finit dês chansons.
(Quando o oprimem, zanga-se, grita, / agita-se de mil maneiras, / mas tudo acaba em canções).
Trecho extraído da obra Le nozze di Figaro (As bodas de Fígaro - Zahar, 1991), do autor teatral francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732-1799), satirizando os costumes da época e a expressão foi dada pelo comediógrafo quando fez o personagem Briod’oison cantar, na cega-rega final da peça, a propósito do povo. Veja mais aqui, aqui & aqui.

IMAGEM DO DIA

A arte da premiada arquiteta, designer e artista visual Ana Maia Nobre.

Veja mais sobre Primeira Reunião: Amuleto, Haroldo de Campos, Sivuca, Émile Durkheim, Gustave Flaubert, Alda Garrido, Isabel Coixet, Gustave Caillebotte, Maria de Medeiros & J. Borges aqui.

DESTAQUE
A arte da pintora, designer, poeta visual, editora de Artes Visuais do Jornal Memai e especialista em Marketing e poéticas da arte contemporânea, Sandra Hiromoto. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 ao me despir do dia a minha pele de noite - reverbera e delira ao seu toque e a sua boca de brisa morna embriaga e me faz eterna e me transpira aromas e rimas indizíveis e desconexas e me recria em cada beijo e nos tornamos criaturas nuas cruas de pudores até nos perdermos em mais um gozo para sempre assim Freya e Odur
Nua, poema/imagem, arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...