
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a saudosa cantora Elis Regina (1945-1982) ao vivo & no Monteux Jazz Festival; do compositor e guitarrista estadunidense Al Di Meola ao vivo com One of these nights & Jazzwoche Burghausen; a cantora e compositora Claudia Telles com seus grandes sucessos & o violonista Felipe Coelho com Cata Vento & Musadiversa. Para conferir é só ligar o som e curtir.
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a saudosa cantora Elis Regina (1945-1982) ao vivo & no Monteux Jazz Festival; do compositor e guitarrista estadunidense Al Di Meola ao vivo com One of these nights & Jazzwoche Burghausen; a cantora e compositora Claudia Telles com seus grandes sucessos & o violonista Felipe Coelho com Cata Vento & Musadiversa. Para conferir é só ligar o som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA: ISONOMIA – [...] A
igualdade perante a lei refere-se ao cumprimento de determinado dispotivo
normativo, devendo abranger de forma uniforme todas as pessoas, bens ou
situações que estejam em igualdade de situações. [...] A garantia de igualdade entre os homens e as mulheres também abrange os
homossexuais, tanto os masculinhos quantoos femininos, os bissexuais e os
transexuais. A Constituição, ao garantir a intimidade e ao proibir a
discriminação, protegeu a livre opção sexual, impedindo qualquer tipo de
preconceito. [...]. Trechos extraídos do Curso de direito constitucional (Forense, 2008), do professor e
pós-doutor pela Université Montesquieu Bordeaux IV, Walbert de Moura Agra. Veja mais aqui, aqui & aqui.
PANELAS – O município de Panelas está localizado na microrregião
do Brejo Pernambuco, na região do agestre, e formada administrativa pelos
distritos sede, Cruzes, São José e São Lázaro. Obteve a sua autonomia municipal
em 18 de maio de 1870, pela Lei Provincial 919, desmembrando-se de Caruaru e de
São Bento do Una. A Maratona de Cruzes é realizada desde 1983, tornando-se um
evento tradicional esportivo, reunindo além de desportistas, atividades
culturais como bacamarteiros, bumba-meu-boi, capoeira, mamulengo, banda de pífanos
e Antônio da Boneca, além de três dias de muito forró com bandas reconhecidas
nacionalmente. A Maratona de Cruzes recebe cerca 60 mil pessoas ao longo de sua
programação. A vila de São José do
Bola foi criada na década de 1940, recebendo esta denominação
porque havia uma intensa vegetação com inúmeros tatus-bola, com eventos que
reúnem o tradicional "Casamento do Matuto" e concurso de fantasia de
carros-de-bois. Também são destaques locais a vila de São Lázaro, a escultura
em homenagem ao Festival Nacional de Jericos, a escultura feita de pedra em
homenagem ao trabalhador localizada na entrada da cidade de Panelas, o
Escorrego do Sítio Contador, a Serra, o Cruzeiro e o Mirante Serra da Bica. Veja mais aqui.
O HOMEM E A MULHER - [...] O
homem, por mais freaco que possa ser moralmente, não deixa de estar numa
estrada de ideais, de invenções e descobertas, tão rápido que o trilho
incadescente lança faíscas. A mulher, fatalmente deixada para trás, continua na
trilha de um passado que ela mesma pouco conhece. Está distanciada, para nossa
infelicidade, mas não quer ou não pode ir mais depressa. O pior é que ambos não
parecem ter pressa de se aproximar. Parece que nada têm para dizer um ao outro.
O lar está frio, a mesa muda e a cama gelada. [...] Cumpre dizer claramente a coisa como ela é. Eles já não têm ideias
comuns, nem linguagem comum, e mesmo sobre o que poderia interessar as duas
partes, não sabem como falar. Perderam-se muitro de vista. Em breve, se não se
tomar cuidado, apesar dos encontros fortuitos, já não serão dois os sexos, mas
sim dois povos. [...] Trechos extraídos da obra A mulher (Martins Fontes, 1995), do filósofo e historiador francês e
Jules Michelet (1798-1874). Veja
mais aqui e aqui.
O CARTEIRO E O POETA - [...] Com
um gesto de toureiro desprendeu o avental de Beatriz, sedoso rodeou sua cintura
e despencou seu pau pelas coxas, como ela gostava, conforme provavam os
suspiros que tão fluidamente soltava com essa seiva enlouquecedora que
lubrificava sua boceta. Com a língua molhando a orelha e as mãos levantando
suas nádegas, meteu de pé, na cozinha, sem se preocupar em tirar a sala. – Vão
nos ver, meu amor – arquejou a garota, ajeitando-se para que o pau entrasse até
o fundo. Mario começou a girar com golpes secos e, empapando os seios da garota
de saliva, balbuciou: - Pena não ter o Sonu aqui para gravar esta homenagem a
dom Pablo. E, num átimo, promulgou um orgasmo tão estrndoso, borbulhante,
desmedido, estranho, bárbaro e apocalíptico que os galos acharam que tinha
amanhecido e começaram a cocoricar com as cristas infladas, os cachorros
confundiram o uivo com o apito do norturno ao sul e começaram a ladrar para a
lua como se estivessem acompanhando um convenio incompreensível, o companheiro
Rodriguez, ocupado em moldar as orelhas de uma universitária comunista com a
rouca saliva de um tango de Gardel, teve a sensação de que um catafalto lhe
cortava o ar na garganta e Rosa, viúva do Gonzalez, teve que tentar cobrir com
o microfone na mão o “Hosana” de Mario, trinando mais uma vez A vela com um
sonsonente operático. Agitando os braços como asas de moinho, a mulher
estimulou Domingo Guzmán e Pedro Alarcón a redobrarem pratos e tambores,
sacurdirem maracás, soprarem trombetas, trutucas ou, em sua falta, aumentarem o
som da flauta, mas o maestro Guzmán, contendo o menino Pedro com um olhar,
disse: - Fique tranqüilo, maestro, que se a viúva está tão saltitante é porque
agora é a vez da filha. [...] desgarrou-se
o orgasmo de Beatriz em direção à noite sideral, com uma cadencia que inspirou
aos casais nas dunas (“um assim, filhinho”, pediu a turista ao telegrafista),
que deixou escarlates e fulgurantes as orelhas da viúva e que inspirou as
seguintes palavras ao pároco, em seu desvelo lá na torre: magnificat, stabat,
pange língua, dies ira, benedictus, kirieleison, angélica. Ao final do último
trinado, a noite inteira pareceu umedecer e o silêncio que se seguiu teve algo
de turbulento e turvo. [...]. Trechos extraídos da obra O carteiro e o poeta (Record, 1996), do
escritor chileno Antonio Skarmeta.
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...
Poema extraído da obra Poemas (Maianga, 2004), da poeta
angolana Alda Lara (1930-1962). Veja mais aqui.
Veja mais:
Homenagem à professora Hilda Galindo
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