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quarta-feira, abril 09, 2008

VALÉRY, JASPERS, NELLY BLY, PASCAL, JAROSLAV ZAMAZAL, ORLANDI, PSICOLOGIA SOCIAL, ESTATÍSTICA, TOLINHO & BESTINHA

 
A arte d artista plástico tcheco Jaroslav Zamazal (1900-1983)


TOLINHO & BESTINHA - IX - Quando o mundo fica pequeno pros andejos de cabeça inchada - O clima ficou pesado. Bum! Tempo fechado de se ver o pega-prá-capar! Segura a onda! E o que é pior: comigo no meio. Mas rapaz, logo eu que sempre me esquivei de bronca, findar agora em palpos de aranha? Eita. Isso é uma camisa de trezentas mil varas com dez nós cegos no meio! Verdade. Os caras num tem o menor senso de ridículo. São capazes dos mais enlouquecidos disparates, não se dando para prever o mínimo das conseqüências, são tudo pau de dar em doido! Mexeu, vespeiro macho dá na maior urucubaca, de só se ver o enterro voltando truculentamente. O pior rebuliço dos revoltados! Destá. O ar tão sinistro pairava com aquele bafo capaz de reunir todas as desgraças juntas, a ponto de uma tragédia braba sem precedentes na história, suspender o ritmo natural da vida ínfima dos coadjuvantes envolvidos nessa presepada. Uma bombástica situação daquelas de deixar meio mundo de gente de queixo caído. Óóóóóó. Dava até para prever o sinal de extrema-unção, carpideiras, blém-blém, missa-de-sétimo-dia, maior atmosfera funérea. Não seria tão tosca se não fosse evidentemente da maior bizarrice. Parecia mais que uma bomba de num sei quantos megatons estava prestes a explodir reduzindo tudo a migalhas. Ou nem isso sobrando. Deu prá sentir, num é? Graças a intervenção salvadora do Boca-de-frô, conseguiu-se reconduzir os propósitos iniciais dessa empreitada, não antes meio mundo de recomendações condicionadas para tal. Hum! Para maior munganga desembestada, um rol de condições, chega superar todos os dogmas, todas as bulas, todas as regras, toda a codificação, teve que ser acertada, remoída, reiterada, para que tudo pudesse prosseguir a bom termo. Bote beligerância nos acertos cuspindo desavenças, ameaças, alardes, um verdadeiro cu-de-boi! Eita! Pode? Graças, entre mortos e feridos parece que escaparam todos, pelo menos. O pior não é nada, tratando-se de coisas tão fúteis que não vale o que priquito voa, desarrazoado desse é pinto. É cada chute no pau da barraca de só se ver os estilhaços voando feito canivete. Danou-se! Disso, ficou acertado, para contrariedade dos muitos aficcionados das lorotas cabeludas desmedidas que estouram a maior dimensão da lógica e para não esticá-la mais que o convincente no raio do verossímil, que Tolinho e Bestinha, por fim, arribaram putos da vida, fecharam-se em copas, criando uma redoma incomunicável entre os dois e o resto do mundo, ameaçando até peticionar judicialmente, exigindo danos morais num litígio com o maior boi de fogo contra quem investisse insinuações para as bandas deles. É mole? E isso dá cabimento para as maiores maloqueragens. Melhor deixar o dito pelo não dito, passar uma borracha em tudo e reconsiderar novas circunstâncias para o melhor andamento de nossa narrativa. Principalmente pelo fato de jamais haver acordo na peitica dos ofendidos que reclamaram exaustivamente indenização pecuniária de vulto, daquelas correspondentes a dez vezes mais o montante da dívida externa brasileira. Um exagêro, claro, mas cada qual tem o direito de atrevimento e de petulância próximas da estupidez. Notadamente para quem não tem limites nem trafega na dimensão do razoável. O que não seria nenhuma coisa do outro mundo, vez que a gente já sabe, pelo que já foi visto, que limites não existem e, se existissem, estariam usurpando até os confins dos paradoxos, excedendo contradições, sobrepujando a sensatez e a coerência. Isto quer dizer que devemos contar tudo no mundo do escandaloso, quanto mais extravagância, melhor. Aproveitando-se disso e vingando-se propositalmente ao mesmo tempo da dupla insana, Lombreta-boca-de-frô, que não é nenhuma flor que se cheire e tem um rabo enorme para deixar queimar na fogueira das maledicências, assumiu, por sua própria conta e risco, a epopéia das toupeiras. Assim, de agora em diante, tudo correrá conforme suas informações. Tratando-se de uma arapuca braba, entenda-se que não há o que temer, eles que são brancos que se entendam. Eu, apenas, empresto minha pena na tentativa de organizar as presepadas que aqui serão narradas, nada mais. E, para começo de conversa, introdutoriamente Lombreta fez questão veemente de deixar claro sua exacerbada formação religiosa, deixando escapar suas inclinações nazistas, sua predileção em imitar o Enéias e a desabusada mania de botar tudo no eixo do certo. - Vamo aprumá a cunversa! -, disse, pondo todos os pontos nos iis. E, com a sua providente explanação, colocou tudo em pratos limpos para que não se pairem a menor dúvida sobre os fatos que aqui serão amiudamente relatados. - Hum, hum -, pigarreou Boca-de-frô, afinando a goela. - Bem, falá de Tolinho e Bestinha, mi dá o maió dos prazê. Incrusivel, essa roda tá muito istreita, tem qui botá mais gente queimando nesse fogaréu. Por exemplo, mermo, o Bráulio. Num sei pruqui caiga-d´água esse molambo de gente num tá na roda! Tem qui intrar, é uma das minha ejigência. À guisa de esclarecimento, todavia, o Bráulio-cabeça-de-pica, o rei-da-cocada-preta, é o seu maior desafeto e olhe que ainda são parentes. Deles, uma inimizade criada na base de muita lenha prá queimar e ingicada de instante a instante por causa do adiantamento do dissimulado. Tudo porque deu sopa, pimba! Marcou bobeira, num dá um prego num peido de véia mas tira vantagem de tudo. O Zé-ruela, para o Boca-frô, é feito um soco na boca do estômago: o desregrado namorava e papava as irmãs dos dali e tomava as namoradas dos outros. Logo o Boca-de-frô que ficava no meio do maior pastoril: cinco do cordão encarnado, seis do cordão azul, tudo daquelas lindezas cobiçadas por qualquer marmanjo de sã consciência, isso batia nos nervos do sorteado dele ficar horas e mais horas xingando o atrevimento do sujeito. Sai fora! O Bráulio era um verdadeiro bicho-papão, o verdadeiro calango fudedor, playboy, cabelo nos ombros, todo malabanhado, desbocado, cheio de nó pelas costas, desassombrado e mais desavergonhado de não temer nenhuma reprimenda de quem quer que fosse. Desse espaço, o cabra timbunga dentro com a maior cara lisa. Ôxe, o maior penetra e arregueiro das coisas impossíveis. O mais constrangedor de tudo era quando o Bráulio se referia ao Lombroso como sendo o mais metido a besta da trupe, exaltando-se a sua mania culta de douto das ciências ocultas e letras de culturas inúteis, possuidor de apetrechos maiores que telescópio Hubble e com o fosquete com mais de 600 KV de potência, capaz de fazer a NASA pedir penico para obter suas informações exclusivistas. E mais: conciliando o trancendental ao imanente e mangando da mania hipocondríaca dele, de tudo virar uma doença braba a partir do mais leve toque de uma mosquinha de nada pousando na pele de quem quer que seja. O bafafá entre os dois num tinha trégua. Para redimir, Lombroso contava com o Tolinho que sustentava a ira dele. Ou melhor, Tolinho gozava da amizade de ambos. Sem preferência. Na hora agá: o Bráulio que era espirituoso, espaçoso, carregava na boléia toda trupe para as piores situações. No final, só mangação. - Tome! Num disse? Vá comê sal cum ele, vá? Só dá nisso, maió rebuceteio! Narra, então, que no início a amizade entre ele, Bráulio e Tolinho era referendada no primado. Isto é, por serem parentes se entendiam. Mas Boca-de-frô logo percebeu as maleitas do Bráulio e partiu para as intrigas e fuxicos para tirá-lo da roda. Assevera, assim, que nunca fizeram nada de mais, agindo como qualquer criança em fase de crescimento. É claro, diz ele solenemente, que não se pode negar as brechadas nas portas dos banheiros femininos, o levantamento de saias para ver as bundas-ricas, a puxada nas presilhas dos sutiãs, as pedradas nos quengos alheios, as quebradas de vidraça da vizinhança, as arterices que redundavam em pisas exageradas, mas que quando um levava uma surra, os outros dois saíam do aperto depois de umas lamboradas gerais. Era assim: onde o cacete come num, come em todos. O seu testemunho alega que não houve nada das sandices contadas sobre Tolinho com as freiras, mentira. Tudo mentira. É verdade só, que numa doidice, ele próprio decepou um colhão. Isso sim. Mas o resto é tudo invencionice. Aquelas coisas todas atribuídas ao Tolinho, na verdade, era cometida pelo Bráulio, este que tudo que dizem de Tolinho era ele quem pintava e bordava. Tolinho que levava a culpa, coitado. O Bráulio que era o sacana e para se defender dizia que foi o Tolinho quem havia praticado isso ou aquilo. Ele próprio, o Boca-de-frô, fora vítima de num sei quantas aperturas e reprimendas por causa das dedurações do Bráulio. Por isso que se afastaram do enredeiro quando conheceram Bestinha, outro vítima de inverdades. Se bem que, ressalta Boca-de-frô, de Bestinha ele não pode botar a mão no fogo, no máximo no gelo, porque é mentiroso demais e sai inventando coisas descabidas para banda de todo mundo. Na vera, só defendia mesmo o espinhaço de Tolinho, a quem tratava por irmão de sangue. Depois de haver cochichado as considerações iniciais, Lombreta mandou passar a régua nas preliminares e pigarreou, novamente, afinando o verbo, prometendo abrir o jogo de Bestinha e Bráulio, dando por iniciada a maior enredagem que se tenha notícias sobre essas duas almas penadas. Vamos nessa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.  


PENSAMENTO DO DIA - [...] Só nos momentos em que exerço minha liberdade é que sou plenamente eu mesmo: ser livre significa ser eu mesmo. [...]. Pensamento do filósofo e psiquiatra alemão Karl Theodor Jaspers (1883-1969). Veja mais aqui.

PARA QUE SERVEM AS GAROTAS? – [...] O que, exceto a tortura, poderia gerar insanidade mais rápido do que este tratamento? Aqui uma classe de mulheres foi enviada para ser curada. Gostaria que os médicos especialistas, que me condenaram por minhas ações, que provaram suas habilidades, que peguem mulheres perfeitamente saudáveis e sãs, que calem suas bocas e as façam sentar das seis da manhã às 8 da noite em bancos duros, que não deixem que elas falem ou se movam durante essas horas, sem dar-lhes nada para ler ou conhecimento sobre o mundo lá fora, dando-lhes comida de péssima qualidade e um tratamento brutal, e vejam quanto tempo levará para que elas se tornem loucas. Dois meses as destruiriam mental e fisicamente. [...]. Relato da jornalista e escritora estadunidense Elizabeth Cochram Seaman (1864-1922), mais conhecida como Nelly Bly, pioneira em reportagens investigativas, passando por insana para estudos numa instituição de tratamento de doentes mentais. Ela iniciou sua carreira ao criticar uma matéria intitulada “What Girls Are Good For”, ela impressionou o editor, pelo qual foi contratada, assumindo o seu pseudônimo, escrevendo sobre diversas temáticas sobre os direitos das mulheres e denunciando suas terríveis condições laborais. Insatisfeita foi pro México e publicou, em 1888, o livro “Six Months in Mexico”. Retornando para Nova Iorque, passou a investigar um hospital psiquiátrico, como paciente, resultando numa experiência terrível por dez dias. Ali conheceu mulheres que não possuíam nenhum distúrbio psicológico, bem como outras que não recebiam tratamento adequado, todas sendo abusadas, amarradas, agredidas e ignoradas pelos médicos, resultando, ao sair da instituição, na publicação do livro “Dez dias em um hospício”. Por conta disso, o governo tomou providências e decretou mudanças no hospital. Depois disso, ela ficou conhecida por todo o país e seguiu escrevendo sobre pobreza, política e outras questões sobre as quais as mulheres anteriormente não tinham opinião (ou melhor, não podiam expressar suas opiniões). Seus textos e denúncias ajudaram a mudar a sociedade e a inspirar outras mulheres a seguirem o caminho não usual e desafiar os padrões de gênero há muitas décadas. Em 2015 foi publicado um filme e um documentário sobre sua vida e legado. Veja mais aqui e aqui.

DIGNIDADE & PENSAMENTO - [...] Não é no espaço que devia buscar minha dignidade, mas na ordenação de meu pensamento. Não terei mais, possuindo terras; pelo espaço, o universo abarca e traga como um ponto; pelo pensamento, eu os abarco. [...]. Extraído de Pensamentos (Abril Cultural, 1973), do filósofo, físico e teólogo francês Blaise Pascal (1623-1662). Veja mais aqui.

APRENDER: DISCURSO & LEITURA - [...] Compreender, eu diria, é saber que o sentido poderia ser outro [...] Compreender, na perspectiva discursiva, não é, pois, a tribuir um sentido, mas conhecer os mecanismos pelos quais se põe em jogo um determinado processo de significação. [...] Extraídos de Discurso e leitura (Cortez/Unicamp, 1993), da professora e pesquisadora Eni Pulcinelli Orlandi. Veja mais aqui.

POESIAEm poesia, trata-se antes de mais nada de fazer música (de palavras) com a própria dor a qual diretamente nada importa. Pensamento do filósofo e poeta do Simbolismo francês, Paul Valéry (1871-1945). Veja mais aqui e aqui.

PSICOLOGIA SOCIAL – O livro Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas, de José Luis Álvaro e Alicia Garrido, trata de temas como as origens do pensamento psicossociologico na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento das ciências sociais, o positivismo e a tese da unidade da ciência, a sociologia como ciência em Émile Durkheim, o estudo da imitação de Gabriel Tarde, a psicologia das massas de Gustave Le Bom, a consolidação da psicologia experimental, as ideias psicossociologicas de Karl Marx, o princípio da seleção natural, a teoria evolucionista de Hernert Spencer, o pragmatismo, a diferenciação da psicologia social no contexto da psicologia, Wilhelm Wundt, a psicologia da Gestalt, William McDougall e a teoria dos instintos, a teoria psicanalista, Watson e o Behaviorismo, Alpport e o behaviorismo na psicologia social, Max Weber e a teoria da ação social, Gerog Simmel e o estudo das ações recíprocas, Charles Horton Cooley e as bases psicossociais das relações interpessoais e da vida social, William I. Thomas e o estudo das atitudes sociais com objeto da psicologia social, George Herbert Mead e o interacionismo simbólico, o positivismo lógico e Circulo de Viena. Karl Mannheim e a sociologia do conhecimento, o neobehaviorismo, a hipótese da frustração-agressão, Kurt Lewin e a teoria de campo, o estudo experimental dos grupos, Frederic Bartlett e a teoria dos esquemas, Lev Vygotski e o estudo dos processos cognitivos, o funcionalismo estrutural e a teoria sociológica de Talcott Parsons, o método experimental, a mensuração das atitudes, a percepção social, a consistência cognitiva e a teoria do equilíbrio de Fritz Heider, a teoria da comparação social e da dissonância cognitiva de Leon Festinger, a comunicação persuasiva e Carl Howland no programa de pesquisa, a teoria da facilitação social de Robert Zajonc, a teoria do intercâmbio social de John Thibaut e Harold Kelley, a aprendizagem social, a teoria do desamparo aprendido de Marting E. P. Seligman, a teoria de intercambio de George Homans, sociologia fenomenológica e a psicologia social de Alfred Schutz, a etnometodologia, o modelo de covariação de Harold Kelley, categorização social e estereótipos, Alberto Bandura e o behaviorismo mediacional à teoria cognitiva social, categorização e identidade social, a identidade social e relações intergrupais, a teoria da auto-categorização, a teoria das representações sociais, a psicologia social de Martin-Baró, o construcionismo social de Keneth Gergen, o enfoque etogênico de Tom  Harré, a análise do discurso e a psicologia social, o enfoque retórico de Michael Billing, análise das conversações, o interacionismo simbólico e a concepção estrutural de Sheldon Stryker, a teoria da estrutura de Anthony Giddens, a sociologia figurativa de Norbert Elias, o construtivismo estruturalista de Pierre Bordieu, a polêmica com relação à metodologia quantitativa ou qualitativa, entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIA: ALVARO, José Luis; GARRIDO, Alicia. Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.

PSICOLOGIA SOCIAL – A obra Psicologia social dos valores humanos: desenvolvimentos teóricos, metodológicos e aplicados, organizado por Maria Ros e Valdiney V. Gouveia, aborda temas como a perspectiva história da psicologia social dos valores, aspectos universais na estrutura e no conteúdo dos valores humanos, o individualismo e o coletivismo normativo, procedimentos de escala para medição de valores, consenso e estabilidade nos valores sociais abstratos, validade dos modelos transculturais sobre os valores, internalização de valores sociais e estratégias educativas parentais, valores e redução do preconceito, os significados da saúde e a saúde como um valor, os significados da identidade nacional como valor pessoal, descrições das culturas, indicadores psicológicos e macrossociais comparados com as posições em valores das nações, valores do trabalho e das organizações, valores culturais e decisões de comportamento nas organizações de trabalho, entre outros assuntos. REFERÊNCIA: ROS, María; GOUVEIA, Valdiney. Psicologia social dos valores humanos: desenvolvimentos teóricos, metodológicos e aplicados. São Paulo: Senac, 2006.

ESTATÍSTICA APLICADA A CIÊNCIAS HUMANAS – O livro Estatística aplicada a ciências humanas, de Jack Levin, trata de assuntos como a natureza da pesquisa, hipóteses, estágios da pesquisa, séries numéricas, funções da estatística, organização de dados, distribuições de frequências e cumulativas, posto percentil, representações gráficas, gráficos setoriais, gráficos de barras, polígonos de frequência, medidas de tendência central, moda, mediana, média aritmética, medidas de variabilidade, amplitude total, desvio médio e padrão, a curva normal, probabilidade, métodos de amostragem, distribuição binomial, erro amostral, intervalos de confiança, estimativa de proporções, amostras e populações, tomada de decisões, hipótese nula e experimental, níveis de significância, análise de variância, somas de quadrados, testes não-paramétricos, prova exata de Fisher, prova de Mann-Whitney, dupla analise de variância por postos de Friedman, análise da variada por postos de Kruskai-Wallis, subsequências, experimento binomial, correlaão, aplicação de procedimentos estatísticos a problemas de pesquisa, entre outros assuntos. REFERÊNCIA: LEVIN, Jack. Estatística aplicada a ciências humanas. São Paulo: Harbra, 1987.

ESTATÍSTICA NÃO-PARAMÉTRICA PARA CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO – O livro Estatística não-paramétrica para ciências do comportamento, de Sidney Siegel e N. John Castellan Jr., aborda uso de testes estatísticos em pesquisa, hipótese nula, escolha do teste estatístico, nível de significância e tamanho da amostra, distribuição amostral, região de rejeição, decisão, exemplo ilustrativo, referências, modelo estatístico, eficiência, mensurações, testes estatísticos paramétricos e não-paramétricos, teste binomial, teste qui-quadrado de aderência, teste de Kolmogorov-Smirnov de uma amostra, teste para inferência de simetrias de distribuições, teste das series de uma amostra para aleatoriedade, o teste ponto-mudança, discussão, teste de mudança de McNemar, teste do sinal, teste de postos com sinal de Wilcoxon, o teste de permitação para replicações emparelhadas, amostras independentes, amostras relacionadas, amostras independentes, medidas de associação e testes de significância, os coeficientes de Cramér, Spearman, Kendall, variáveis ordenadas e a estatística gama G, associação assimétrica, estatística lambda e para variáveis ordenadas, entre outros assuntos. REFERÊNCIA; SIEGEL, Sideny; CASTELLAN JR, N. John. Estatística não-paramétrica para ciências do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2006.

INTRODULÃO À ESTATÍSTICA – O livro Introdução à estatística: enfoque informático com o pacote estatístico SPSS, de Rafael Bisquerra, Jorge Castellá Sarriera e Francesc Martínez, trata de assuntos como a pesquisa científica e a análise de dados, a informática, estatística descritiva univariada, teoria da decisão estatística, provas de homoscedasticidade, prova T de student de contraste entre duas médias, prova de qui-quadrado, análise da variância, correlação e regressão, contrastes e correlação não-peramétrica, mediação e avaliação em educação, análise de pesquisas de resposta múltipla, entre outras abordagens. REFERÊNCIA: BISQUERRA, R.; SARRIERRA, J. C.; MARTÍNES, F. Introdução à estatística: enfoque informático com o pacote estatístico SPSS. Porto Alegre: Artmed, 2004.


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sexta-feira, março 07, 2008

ROMAIN ROLLAND, LOBATO, AUGUSTO DOS ANJOS, SARTRE, SEURAT, ORLANDI & AS TRELAS DO DORO

 
A arte do pintor francês Georges Seurat (1859-1891).


AS TRELAS DO DORO: VAI TOMAR NO QUIBA, PORRA!!!! - O Doro estava virado na porra naquele dia. Despranaveado mesmo. Já viu alguém injuriado? Multiplique por mil, assim estava ele. Foi o seguinte: estava ele lambendo os beiços no maior caqueado, só saboreando umas e outras para clarear as idéias e amainar o disminlinguamento do trampo, quando um certo tipo oriundo de alhures, instou-lo com admoestações. - Não desperdice sua vida com as tentações da carne. - Cuma? -, intrigou-se arregalando os olhos para o distinto. - Deus criou o homem para fazê-lo cordeiro de sua obra! - Fodeu, Maria-preá. - Não se afunde na bebida fazendo de sua vida uma desgraça! - Ai, meu saco! -, replicou Doro, palitando o tiragosto dos dentes. - Deus mandou-me para salvá-lo desse mau caminho. - Espie aqui, seu mondrongo: quando eu tô me lascando na labuta ninguém chega pra pidi preu parar de trabaiar. Muito pelo contráro, destabocam que trabaiá indignifica o hômi. Agora intô discansando a alma e a carcaça numa bebericage de leve e no sociá que hoje num é dia de amundiçamento. Faz favô, vá sentá num balaio cheíim de rola dura voadora, vá! - A oportunidade da sua salvação é agora ou nunca! - Ih, esse cara qué me infezá. Já to veno! Qualé a tua, hem? - Primeiro, quero levá-lo para o AA. E, depois, encaminhá-lo na senda do senhor –, disse o sujeito num tom exagerado de solenidade. - AA? Qui droga é nove? - Alcoólicos Anônimos. E depois, para o coração de Cristo. - Taí, apreciei sua lorota. Vamo nessa? Diga lá e eu vô prontinho da silva. Com a anuência de Doro o cara arribou deixando as recomendações para ele se dirigir no dia seguinte para o endereço indicado. Doro como não é flor que se cheire, foi. Antes de ir, tomou logo umas bicadas boas para não passar em branco e aprumar a conversa logo antes de chegar no recinto indicado. Bem atrasado da hora do convite foi ele chegando lá só no balanço do navio e já mareando da idéia. Sentou-se e teve paciência de ouvir os depoimentos e os alarmes que o vício da bebedeira provocam no sujeito. Volta e meia apertava os olhos e a idéia, preparando revide para tanta leseira. Quando chegou sua vez de falar, ôxe, aprumou-se, pigarreou, empostou a voz, bateu na caixa dos peitos e derramou verbo tresloucado. Jurou o último gole e mandou buscar uma garrafa da que-matou-o-guarda como despedida na presença de todos. Primeiro gole ingerido, a doidice começou num relato muito troncho de deixar todo mundo azoretado só com as curvas da pabulagem. Gente, não tem quem acompanhe o seu raciocínio mesmo. Aí, meu, ninguém agüentou o tombo da baboseira e logo estavam todos topando com a dois-dedinho na comemoração. Daí, Doro balançou o coreto e a franga soltou-se coletivamente. Resultado: todo mundo trocando os olhos e as pernas no maior pileque. Dias depois, eis que diviso Doro encasquetado com um sujeito. - Que se assucede, Doro? -, perguntei prevendo o pandemônio. - Esse cara, meu, só me enchendo o saco, ora! –, respondeu-me bastante irritado. - Um despropósito! -, reclamava o outro que eu nem conhecia. - Foi a vorta do enterro -, asseverou Doro todo ingicado. E arremedou: - Fui tirá a prova dos nove para vê si todo mundo era siguro no qui dizia. Ôxe, intraru na roda e foi maió salseiro. - Mas, afinal, o que se deu? - Este sujeito foi encaminhado com as graças de Deus para o Alcoólicos Anônimos e, do nada, desencaminhou todo mundo! - Como foi isso Doro? - Ué, deixei os acólicos anômo tudo nos beóço bicados. De AA para BB. - Deus vai castigar você. - Ora, vá tomar no... Eis que nessa hora, surge a santa mãezinha do Doro e ele alivia no verbo. - Ora, arrispeiti minha mãe que hoji é o dia internacional das mulé e vá s´imbora antes que eu sorte meus cachorro todo... - Isso ficará na conta dos seus pecados, Deus há de castigar você. - Ora, vá tomar.... vá tomar... vá tomar no... no quiba, porra! Adisculpi o palavrão, minha santa mãezinha. - Ora, manda esse fresco tomar no cu mesmo, meu filho. Pronto.  © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui


PENSAMENTO DO DIAÉ o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz. Pensamento do filósofo, dramaturgo e escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1986). Veja mais aqui.

A LINGUAGEM & O SENTIDO - [...] O sentido está sempre no viés. Ou seja, para se compreender um discurso é importante se perguntar: o que ele não está querendo dizer ao dizer isto? Ou: o que ele não está falando, quando está falando disso? [...]. Extraído da obra A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso (Pontes, 1987) da professora e pesquisadora Eni Pulcinelli Orlandi.

A VIAGEM INTERIOR – [...] Uma longa vida de reflexões é uma grande experiência. É mesmo às vezes o termo das experiências de uma família ou de uma raça, a resposta dada ao enigma de sua caminhada secular. O fruto amadurecido de seu lento crescimento, e que traz a marca de seus erros, de seus sucessos, de suas virtudes e vícios. Gostaria de aclarar o enigma da minha. Queria extrair-lhe o significado, aos olhos dos outros e aos meus. Pois que cheguei à hora em que se arrojam das esperanças que se quebram, se abraça o conjunto da rota percorrida, com o olhar lavado e o coração desimpedido [...] Trechos extraídos da obra Le Voyage intérieur (Albin Michel, 1942), do novelista, biógrafo e músico francês e Prêmio Nobel de Literatura de 1915, Romain Rolland (1866-1944). Veja mais aqui.

O CORVO E O PAVÃO - O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo ao corvo: - Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita, não? - Não há dúvida que você é um belo bicho -- disse o corvo. Mas, perfeito? Alto lá! - Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas? O corvo respondeu: - Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhes deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu... O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E, desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma. Tinha razão o corvo: não há beleza sem senão. Extraído da obra Fábula (Brasiliense, 1994), do escritor Monteiro Lobato (1882-1948). Veja mais aqui.

VERSOS ÍNTIMOS - Vês! Ninguém assistiu ao formidável / Enterro de tua última quimera. / Somente a Ingratidão - esta pantera - / Foi tua companheira inseparável! / Acostuma-te à lama que te espera! / O Homem, que, nesta terra miserável, / Mora, entre feras, sente inevitável / Necessidade de também ser fera. / Toma um fósforo. Acende teu cigarro! / O beijo, amigo, é a véspera do escarro, / A mão que afaga é a mesma que apedreja. / Se a alguém causa inda pena a tua chaga, / Apedreja essa mão vil que te afaga, / Escarra nessa boca que te beija! Poema do poeta, advogado e professor paraibano do movimento pré-modernista da literatura brasileira, Augusto dos Anjos (1884-1914). Veja mais aqui.


A arte do pintor francês Georges Seurat (1859-1891).




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