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segunda-feira, março 23, 2020

STENDHAL, ETHEL SMYTH, GINA PELLÓN, NICOLE LORAUX, SYLVIA PATRÍCIA, GABRIELA NOGUÈS & ANNA PAES


VAMOS VIVER QUE O NEGÓCIO NÃO ESTÁ PARA BRINCADEIRA - UMA: DANDO MURRO NA PAREDE – Labutou a vida inteira, não saiu do canto. Tentou de tudo e todo jeito, malogros do muito. Assim e assado, caprichava na dose, sapecava temperos variados, nada de cair no agrado. Forçava a barra, recomeço a cada fracasso. Juntou décadas, notoriedade em baixa. Fez concessões sem bater o olho, aliou-se com gato e cachorro, deu pulo de todo jeito, emendou a noite pelo dia, semanas em claro, suador pegando fogo, agora sim, o êxito prometia: é agora ou nunca! Quando tudo estava se encaminhando para o pontapé da celebridade, um inimigo invisível deu as caras e entocou todo mundo. Cadê a plateia, meu? Oxe, todo mundo de quarentena preventiva, ora! E agora? Vá de Nadia Boulanguer: Vencer não é nada, se não se teve muito trabalho; fracassar não é nada se se fez o melhor possível. Guardou os muafos e ficou repassando caraminholas no quengo, ficou na mesma de antes até a tragédia passar. Amanhã será outro dia. Vamos nessa. DUAS: NÃO SE RENDA, PERSISTA! - A primeira queda, inaugura a raladura: Se ajeite, foi só um sopapo. Dias de depressão, recruta na viagem. Levanta o moral, vambora. A segunda, tombou de tirar fino para todo lado: Foi por pouco, aprume a conversa! Não desista. A terceira, desabou. Vixe! Parece mais o fim do mundo, ora! É não. Ajeita a embecada e recomeça na estaca zero, afinal o Sol nasce paratodos! Vá na ideia Moacyr Scliar: É bom ter sonhos. É bom acreditar neles. E é melhor ainda transformá-los em realidade. Aprendeu? Vamos nessa! TRÊS: PELEJAR É PRECISO! – Para quem insistiu que só e ainda não deu: vá na outra e tudo bem. Fazer o quê, zis opções pras escolhas. Tudo passa e às vezes se repete, nem sempre. Dá-se um jeito. Siga em frente, assim que se anda. Não olhe para trás, pode ser um abismo logo na frente. Fique atenta e faça direito. Ninguém está livre de escorregões e vicissitudes. Dedique-se como Modest Mussorgsky: Minha música deve ser uma reprodução artística da fala humana em todas as suas melhores tonalidades. Ou seja, os sons da fala humana, como as manifestações externas de pensamento e sentimento, sem exagero ou violência, devem tornar-se música verdadeira e precisa. Leve a sério, mas nem tão a sério, viu? Sorria que é melhor e mande ver: a vida é pra viver. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Um romance é como um arco de violino, a caixa que produz os sons é a alma do leitor. Pensamento do escritor francês Stendhal – pseudônimo de Marie-Henry Beyle (1783-1842), que utilizou de muitos outros pseudônimos, sendo este o de reconhecimento póstumo. Órfão desde a infância, além de soldado monarquista, ele foi jornalista e vice-cônsul. O seu nome passou a denominar uma doença psicossomática causadora de aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, desmaios, confusões e alucinações, com a exposição de obras de arte. A síndrome de Stendhal ou de Firenze, por ter sido ele acometido por perturbação diante de obras de arte na Basílica de Santa Croce, em 1817, na Itália, durante deleite com os famosos afrescos de Giotto no teto. Assim ele se expressou: Eu caí numa espécie de êxtase, ao pensar na ideia de estar em Florença, próximo aos grandes homens cujos túmulos eu tinha visto. Absorto na contemplação da beleza sublime… Cheguei ao ponto em que uma pessoa enfrenta sensações celestiais… Tudo falava tão vividamente à minha alma… Ah, se eu tão-somente pudesse esquecer. Eu senti palpitações no coração, o que em Berlim chamam de 'nervos'. A vida foi sugada de mim. Eu caminhava com medo de cair”. Veja mais aqui.

MANEIRAS TRÁGICAS DE MATAR UMA MULHER – [...] tomo a decisão de advertir o leitor de que, nas páginas seguintes, o ouvinte da tragédia levará vantagem sobre o espectador: tudo passa pelas palavras, porque tudo se passa nas palavras, principalmente a morte. Investigando as modalidades trágicas da morte das mulheres, nada encontrei que seja visto ou que seja primeiro visto. Tudo começou por ser dito, por ser ouvido, por ser imaginado – visão nascida das palavras e presa a elas. Assim, ao empenhar-me em um longo exercício de leitura, tentei captar, pura e simplesmente, aquilo que dava de imediato ao público antigo o gozo intenso do prazer de ouvir. Palavras lidas para substituir ou mesmo para reencontrar as palavras ouvidas, aquelas que a representação trágica oferecia à escuta ativa do público ateniense. Palavras de duplo ou múltiplo sentido. Em síntese, texto, nada mais que texto. [...] Trecho extraído da obra Maneiras trágicas de matar uma mulher: imaginário da Grécia Antiga (Jorge Zahar, 1988), da historiadora francesa Nicole Loraux, que dividido em três partes, na primeira trata sobre a Corda e o Gládio, abordando o suicídio de mulher por uma morte de homem, a morte desprovida de andreia, a incisão no corpo viril, o enforcamento ou sphagé, a esposa que se lança, o silêncio e o segredo, no thálamos: morte e casamento, a glória das mulheres. Na segunda parte, o sangue puro das virgens: sacrifícios, execuções, liberdades virginais e a glória das moças. Na terceira parte, lugares do corpo, o ponto fraco das mulheres, enumeração do corpo viril e alternativa de Polixena. Curioso o termo “aiora” que é observado pela autora, como sendo: [...] À audição da palavra aiora (ou eora) liga-se à dupla imagem de um corpo suspenso e do ligeiro movimento de balanço que lhe é impresso. Deve-se lembrar que em Atenas aiora era o nome de uma festa em que as representações do enforcamento se associavam à brincadeira do balanço; não se trata aqui, todavia, da Aiora religiosa, e sim da visão induzida pelo emprego trágico da palavra. Aiora de Jocasta, aiórema de Helena: Édipo forçou a porta que Jocasta havia fechado cuidadosamente depois de passar por ela, e todos veem agora a mulher enforcada, “presa ao nó balouçante” (plektais corais empeplegmenen); da mesma forma, para Helena, que não se enforcará, o enforcamento se resumia no termo aiórema. Nesse ponto o leitor de tragédias lembrar-se-á de haver encontrado esta palavra em outro contexto: o da morte por lançamento. Nas Suplicantes de Eurípides, Evadne se prepara para lançar-se ao fogo, junto à rocha elevada (aitheriapetra) que domina a pira fúnebre de seu marido Capaneu [...]. Veja mais aqui.

A MÚSICA ETHEL SMYTH
A arte da compositora e sufragista britânica Ethel Smyth (1858-1944), que participou da Women’s Social and Political Union. Ela foi a autora do March of the Women, tendo sido presa em seguida por partir janelas para chamar a atenção da causa sufragista feminina, sendo condenada a dois anos de cadeia. Ela também é escritora, teve muitos casos amorosos ao longo da vida e desenvolveu relações com Emmerline Pankhurst e Virginia Woolf.
&
SYLVIA PATRÍCIA
Curtindo a arte da premiada cantora, compositora e violonista Sylvia Patrícia, que é de família musical com tradição pernambucana, iniciando sua vida artística aos seis anos de idade e tendo uma discografia com oito álbuns lançados, entre eles, Andante (2010), No radio da minha cabeça (2006), Curvas e retas (1992) e Sylvia (2016), entre outros. Atualmente apresenta projeto de fusão da música brasileira com rumba catalana, junto a músicos como Daniel Cros e Rafalito Salazar, do grupo de rumba catalana Ai Ai Ai. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora cubana Gina Pellón (1926-2014). Veja mais aqui.
&
GABRIELA NOGUÈS DIAS
A arte da pintora Gabriela Noguès Dias. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
ANNA PAES D’ALTRO
A obra A Garça Mal Ferida: A história de Anna Paes d'Altro no Brasil holandês (Lê, 1995), de Luzilá Gonçalves Ferreira, conta a história daquela que viveu no século XVII, cuja vida divide-se entre o sentimento da terra e suas ligações de amor com os cavalheiros flamengos. O incêndio de Olinda e a criação de Recife, a administração de Nassau com sua grande tolerância religiosa frente a um catolicismo marcado pela inquisição são o pano de fundo ao exercício de amor da heroína, na região que é denominada como sem pecado ao sul do equador. Veja mais aqui.
A poesia de Cícero Melo aqui.
A arte de J. Borges aqui & aqui.
A música de Marquinhos Cabral aqui & aqui.
A arte de Thamy Pacheco (Gomes) aqui.
Cordel Tataritaritatá aqui.
O município de Jucati aqui & aqui.
&
OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


sexta-feira, novembro 17, 2017

MOACYR SCLIAR, ESOPO, JULIETA DE GODOY LADEIRA, HENRIQUETA LISBOA, RENATA MAGDA & MARAIAL

E PRONDE É QUE VOU MESMO, HEM? - Imagem: Between the worlds, arte da pintora polonesa Renata Magda. - Nunca me dera por vexado de tudo, avalie, se bem que sempre entrei no mato longe demais, bicho solto não enxerga o rabo mesmo. Havia a impressão de atrasado, ô menino tonto sempre fora, correndo atrás e às pressas, não sei nem pra quê, coisa daquela de inheto de não parar quieto nem a pulso, só os mais velhos achando graça das minhas desmesuradas pelejadas. Tanto é que me davam por caçula de tudo, nem sabia que para quem engole corda e da muita, a queda é maior no espatifado. Apois, tá! Andejo, ah, sempre fujão pelas frestas das portas e brechas de portões dos jardins, esgueirando solto, rua acima, ladeira abaixo, peito aberto de beiço virado pronde davam as ventas. Logo cedo aprendi com as coercitivas lapadas, pisas às pinotadas, esfregões de repuxar o couro, beliscões e cascudos, dois metros de bico de quase de quase tombar: a vida não era bem o que eu pensava que fosse. Quando fui ver, quase à beira do abismo. Com a topada saía tirando fino, findava esfolado, samboque do couro pendurado no arame farpado, ronchas nos inchaços. Tive muito de torcer o nariz, fazer ouvidos de mouco, dar o braço a torcer e sair assobiando como se tudo aquilo nunca nem fora comigo, tá doido, nunca vi mais gordo, sabe, nem pintado a ouro, destá. Eu que me roía por dentro, cada um o Uriah Heep que merece, num é Dickens? Quantas bangueladas pro prêmio e, na tacada final, não era nada daquilo, fila errada, o prêmio era do outro lado. O pior era ter de encarar o insosso, nada que um esforçozinho a mais não relasse a casca da pereba por costume magoada e perenemente restaurada no machucão dolorido. Sempre atrasado, quando ia ver já era tarde, já tinham levado o que era bom, só sobravam porcarias pras trepeças, farelos de festa. Pra quem só se viu ao lado do bloco do eu sozinho, tive que me virar em ser a principal atração e a plateia, isso ao mesmo tempo! É-hé! Como? A-rá! Ora, cada um chuta o bombo por zabumba, mexe no triângulo, sopra no pife, assobia e chupa cana, pronto, está feito o xote pé-de-serra. No mais é só ficar decorando adivinhações e charadas, das que sejam mais caprichadas, sem que no final, pra mim, não sobre uma só que preste por enrascada. U-hu! De tanto insistir, foi aí que me tornei o cara mais sem graça do planeta. Eu que me importa! Só queria mesmo era mostrar o meu serviço e, se prestasse de mesmo, saísse com um trocadinho que fosse no bolso. Pois é, por isso vivi sempre liso como a moléstia que vem e volta pra sucumbir o enfermo. E ainda tem quem chegue implicando com lei disso, regra daquilo, código de ética, de postura, sanção como a praga, pra quê, porra? Ou a gente aprende a fazer direito, ou se não tem nada pra contar que fique calado! Cuidar do que fala, senão tem cada muriçoca indigesta, mosca graúda como a peste, que em boca fechada, já dizia o ditado, não entra mosquito nem pra indigestão! Tome tento! O que eu falei, está dito. Vamos pra outra! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá: The Planets Suite, St. Paul’s Suit & Symphony in F Major The Cotswolds, do compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst; a interpretação da violoncelista estadunidense Alisa Weilerstein para o Concerto in D Major 1 de Haydn, Variations on a Rococo Theme op. 33 de Tchaikovsly & Hindemith Cellokonzert HR Sinfonieorchester; os álbuns Perto do coração, Mantiqueira, Só Xote e Música Popular Brasileira Contemporânea do produtor musical, arranjador, instrumentista, regente e compositor Nelson Ayres; e os álbuns Cidade Blues Rock nas Ruas & Salve a beleza da cantora, compositora e jornalista Mona Gadelha. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIAA lua pediu à sua mãe que lhe fizesse um vestido. – Um vestido? – perguntou a mãe, espantada. – Não é possível fazer um vestido para você, minha filha. – Por que não? – Hoje você está gorda, amanhã você está magra; um dia você é lua cheia, outro dia você é lua nova. E ainda, às vezes, não é nem cheia, nem nova. Impossível fazer um vestido para alguém como você. E como a lua teimava, a mãe acabou com o assunto: - Decida a quantas anda, antes de querer um vestido. Extraída do livro Esopo: fábulas completas (Cosac Naify, 2013), do escritor grego Esopo (620 a.C. -  564 a.C.). Veja mais aqui e aqui.

UMA HISTÓRIA SOBRE A TERRA - A Terra é o nosso mundo. O mundo tem sido nosso amigo, ele nos oferece tanto... ele nos dá cada fruta gostosa, cada tarde bonitya. Aconte que o mundo vem sendo maltratado, poluído, queimado. Pensam que ele não sofre com isso? Esta é uma história que conta como a Terra anda triste, chegando a pensar até em sumir. Não some porque existe gente mais sabida, que entra na história e não deixa que isso aconteça. Nesta aventura, de muita informação, poesia e fantasia, você vai ficar sabendo mais sobre o meio em que vivemos, sobre o ar que respiramos. E sobre a arca de Noé e os astronautas. Mistura danada: não. É como a Terra. Ela gira, gira, e as coisas mais diferentes vão acontecendo. Este livro mostra que a Terra se dá bem com a Lua, os anjos e as estrelas, mas tem medo das pessoas. A ideia, então, é fazer com que ela goste da gente, sem receio. Mas para que isso aconteça é preciso cuidar dela com amor. Recebendo cuidado e atenção, a Terra será melhor para todos nós. [...]. Extraído da obra Antes que a Terra fuja: uma história pela limpeza do meio ambiente (Moderna, 2002), da escritora Julieta de Godoy Ladeira (1927-1997). Veja mais aqui.

MARAIAL – O município de Maraial está encravada numa região que possuía palmeiras deste tipo, Maraial, dando origem à sua denominação, havendo, inclusive, registros de que uma família denominada Maraiá teria sido a primeira a se extabeler naquela locadlidade. O povoado, portanto, teve inicio com a construção da ferrovia para abastecimento de trablhadoras, sendo inaugurada a estação em 1884. O distrito foi criado em 17 de dezembro de 1904, subordinado à Palmares. Em 14 de janeiro de 1913 tornou-se vila e foi elavada à categoria de município em 11 de setembro de 1928, sendo intalado em 1 de janeiro de 1929. O município é formado pelos distritos sede e Sertãozinho de Baixo e pelo povoado de Sertãozinho de Cima. Veja mais aqui.

CANIBAL - Em 1950, duas moças sobrevoaram os desolados altiplanos da Bolívia. O avião, um Piper, era pilotado por Bárbara; bela mulher, alta e loira, casada com um rico fazendeiro de Mato Grosso. Sua companheira, Angelina, apresentava-se como uma criatura esguia e escura, de grandes olhos assustados. As duas eram irmãs de criação. O sol declinava no horizonte, quando o avião teve uma pane. Manobrando desesperadamente, Bárbara conseguiu fazer uma aterrissagem forçada num platô. O avião, porém, ficou completamente destruído, e as duas mulheres encontravam-se, completamente sós, a milhares de quilômetros da vila mais próxima. Felizmente (e talvez prevendo esta eventualidade), Bárbara trazia consigo um grande baú, contendo os mais diversos víveres: rum Bacardi, anchovas, castanhas-do-pará, caviar do Mar Negro, morangos, rins grelhados, compota de abacaxi, queijo-de-minas, vidros de vitaminas. Esta mala estava intacta. Na manhã seguinte, Angelina teve fome. Pediu a Bárbara que lhe fornecesse um pouco de comida. Bárbara fez-lhe ver que não podia concordar; os víveres pertenciam a ela, Bárbara, e não a Angelina. Resignada, Angelina afastou-se, à procura de frutos ou raízes. Nada encontrou; a região era completamente árida. Assim, naquele dia ela nada comeu. Nem nos três dias subseqüentes. Bárbara, ao contrário, engordada a olhos vistos, talvez pela inatividade, uma vez que contentava-se em ficar deitada, comendo e esperando que o socorro aparecesse. Angelina, pelo contrário, caminhava de um lado para outro, chorando e lamentando-se, o que só contribuía para aumentar suas necessidades calóricas. No quarto dia, enquanto Bárbara almoçava, Angelina aproximou-se dela, com uma faca na mão. Curiosa, Bárbara parou de mastigar a coxinha de galinha, e ficou observando a outra, que estava parada, completamente imóvel. De repente Angelina colocou a mão esquerda sobre uma pedra e de um golpe decepou o seu terceiro dedo. O sangue jorrou. Angelina levou a mão à boca e sugou o próprio sangue. Como a hemorragia não cessasse, Bárbara fez um torniquete e aplicou-o à raiz do dedo. Em poucos minutos, o sangue parou de correr. Angelina apanhou o dedo do chão, limpou-o e devorou-o até os ossinhos. A unha, jogou-a fora, porque em criança tinham-lhe proibido roer unhas – feio vício. Bárbara observou-a em silêncio. Quando Angelina terminou de comer, pediu-lhe uma falange; quebrou-a, e com a lasca, palitou os dentes. Depois ficaram conversando, lembrando cenas da infância etc. Nos dias seguintes, Angelina comeu os dedos das mãos, depois os dos pés. Seguiram-se as pernas e as coxas. Bárbara ajudava-a a preparar as refeições, aplicando torniquetes, ensinando como aproveitar o tutano dos ossos etc. No décimo quinto dia, Angelina viu-se obrigada a abrir o ventre. O primeiro órgão que extraiu foi o fígado. Como estava com muita fome, devorou-o cru, apesar dos avisos de Bárbara, para que fritasse primeiro. Como resultado, ao fim da refeição, continuava com fome. Pediu à Bárbara um pedaço de pão para passar no molhinho. Bárbara negou-se a atender o pedido, relembrando as ponderações já feitas. Depois do baço e dos ovários, Angelina passou ao intestino grosso, onde teve uma desagradável surpresa; além das fezes (achado habitual neste órgão), encontrou, na porção terminal, um grande tumor. Bárbara observou que era por isto que a outra não vinha se sentindo bem há meses. Angelina concordou, acrescentando: “É pena que eu tenha descoberto isto só agora.” Depois, perguntou à Bárbara se faria mal comer o câncer. Bárbara aconselhou-a a jogar fora esta porção, que já estava até meio apodrecida; lembrou os preceitos higiênicos que devem ser mantidos sempre, em qualquer situação. No vigésimo dia, Angelina expirou; e foi no dia seguinte que a equipe de salvamento chegou ao altiplano. Ao verem o cadáver semidestruído, perguntaram a Bárbara o que tinha acontecido; e a moça, visando preservar intacta a reputação da irmã, mentiu pela primeira vez em sua vida:- Foram os índios. Os jornais noticiaram a existência de índios antropófagos na Bolívia, o que não corresponde à realidade. Conto extraído da obra Melhores contos (Global, 2003), do escritor e médico gaúcho Moacyr Scliar (1927-2011) , organizado por Regina Zilbermann. Veja mais aqui e aqui.

O TEMPO É UM FIO, HENRIQUETA LISBOA
O tempo é um fio
bastante frágil
Um fio fino
que à toa escapa.
O tempo é um fio.
Tecei! Tecei!
Rendas de bilro
com gentileza.
Com mais empenho
franças espessas.
Malhas e redes
com mais astúcia.
O tempo é um fio
que vale muito.
Franças espessas
carregam frutos.
Malhas e redes
apanham peixes.
O tempo é um fio
por entre os dedos.
Escapa o fio,
perdeu-se o tempo.
Lá vai o tempo
como um farrapo
jogado à toa.
Mas ainda é tempo!
Soltai os potros
aos quatro ventos,
mandai os servos
de um pólo a outro,
vencei escarpas,
voltai com o tempo
que já se foi!…
Poema do livro Poesia Geral (Duas Cidades, 1985); da poeta mineira Henriqueta Lisboa (1901-1985). Veja mais aqui.

Veja mais:

O pensamento de Lev Vygotsky aqui, aqui e aqui.
A literatura de Rachel de Queiroz aqui.
O pensamento de Jakob Böehme aqui.
A arte de Auguste Rodin aqui, aqui e aqui.
A literatura de Doris Lessing aqui, aqui e aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora polonesa Renata Magda.
Veja mais aqui.


segunda-feira, julho 17, 2017

MOACIR SCLIAR, ELIS REGINA, SPENCER LEWIS, AL DI MEOLA, CLÁUDIA TELLES, HENRY YAN, FELIPE COELHO & DOMINGO NA MASSAGUEIRA

DOMINGO NA MASSAGUEIRA - É domingo, dia de botar a cara na vida: dietas, etiquetas, tudo pro escambau, oxe, hoje vale tudo! E o tempo, chove ou faz sol? Céu azulzinho pra achar graça de tudo. Apruma pro sul, Massagueira - simbora, cambada! Ô lugar bonito danado! Pra lá vai de qualquer jeito! Vixe! Adivinharam foi? O mundo todo na mesma direção: passou Taperaguá? Estamos em Barra Nova, doido! Ah, vamos dar uma chegada na Boca da Caixa! Melhor pro Broma. Não, melhor pra Bica da Pedra. Você está brincando, né? Vamos pra Praia do Saco! Qualé? Ao invés de esclarecer, complica. Ninguém se entende e passa Riacho, Morros, Mucuri, Campo Grande, Tororonba, quanta gente, querem atrapalhar meu lazer, é? Gente de todo tipo: quem se mata toda semana pra viver esse dia, quem negocia até o ar que respira, quem desama e quer se ajeitar, quem saiu da clausura dos livros para ver como é mesmo que é, quem posa de bonzinho pra cagar raio a partir de amanhã, incubadores de intriga com as garras de deliberados falsos, hipócritas suicidas, todos botam os dentes no estandarte: hoje é dia pra viver o ar puro, água de coco, negociando talheres, goles, pacutias, uma bocada no sururu, uma garfada no arroz de coco com pirão de peixe – queria era uma feijoada da panela de barro no trempe de pedra! Vôte! Olha o guaiamum, gente! Está na hora da golada no cachimbo, vira, virou: essa é boa, levanta até quem tá caiando! Agora deu: o cara já ta porrado, cercando frango. Visse aquela estirada na esteira de piripiri? Olha o efeito, na hora! Tô vendo só o amolegado do cipó! Merece uma bronha! Eita! Vai tirar o atrasado ou é só o vício mesmo? É mais fácil mentir que enganar. Que espertáculo a soberba com seus motores raçudos rasgando as águas: sai da frente, pescador! Arriba, jangadeiro! Só revelando temperamentos: um cara ou coroa entre a Ilha do Maranhão e a Ribeira. Tanto faz Canal de Dentro ou de Fora, a ilha de Santa Rita. Vamos até o Pilar e de lá a gente volta até o mar! Começou o delírio! Visse a carreira da catenga? Não, estava grudado na Burrinha! Aonde? Ah, lá do outro lado. Vixe, gosta disso, é? Lá vem Esquenta Mulher! Tem gosto pra tudo, avalie. Melhor O casamento de um feiticeiro com a negra de um peito só! Que é que é isso? Ah, daquele cantador Eneas Pica-Pau. Tem outra? Tem a do Defunto que falou no dia de finado! Danou-se! Essas coisas não me caem bem, gosto disso não. Olha o Nelson da Rabeca! Pronto, nunca vi mais gordo. É deputado, senador, prefeito, o quê? Ah, dizem que é o melhor tocador! O que? Músico, sei lá. Ah, meu, que papo é esse, hem? Ué, as coisas do lugar. Quero lá saber disso, hoje é domingo, a gente veio aqui pra beber ou conversar? O povinho bom dali assiste a tudo: os homens pescam, a mulher tece a renda, filé e labirinto. Isso é que é vida, quando eu me aposentar vou morar aqui, na beira da lagoa! Antes disso já tem é morrido, bocó! Ué, posso sonhar não? Hoje é o primeiro ou o sétimo dia da semana? Hoje é domingo, bestão, não é sábado. Não entendi. Ah, vai se catar! Gostei da comida! É da boa! E o que sobrou? Junta todo o resto de lixo! Juntei e agora? Joga esse troço aí na água mesmo, ora! Vamos pescar? Pra quê? Perda de tempo, tem mais peixe aí não. Não tem? Dizem que não tem mais não, já pescaram tudo! Besteira, é só comprar na primeira barraca, fresquinho, assado ou cozido! Já está escurecendo, vamos simbora? Vambora. Vamos dar um trocado pra ajudar esse povo, coitado. Esmola, dou não! Nem Deus com gancho e o diabo com garrancho! Até parece, raposa muda de pelo, mas não deixa de comer galinha. E eu com isso? Um gambá cheira a outro. Eu quero é me arrumar e só, se não sair da frente ou passo por cima. É mesmo, que se danem! Enquanto isso, lá no fundo da lagoa, Zé Bagre e Bagre Zé que acompanharam movimento do dia todo, conversavam com todos os pontos e vírgulas: todo domingo é assim! É mesmo. E a gente ó. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

A FACE OCULTA DO SEXO DE MOACIR SCLIAR
O sonho da razão engendra monstros, disse Goya. E fantasias também, acrescentou Freud. Agora, nada para criar fantasias, belas ou monstruosas, como o sexo — porque nada proporciona campo mais fértil para a imaginação, sadia ou doentia. Ao longo da história da humanidade, as pessoas pagaram um triste tributo a fantasias que, ao fim e ao cabo, representam a punição pelo pecado original, o pecado que consiste em descobrir prazer em algo que, na maioria das espécies, serve tão somente para a reprodução. Aqui está uma lista de dez históricas fantasias ligadas ao sexo e à vida sexual. A fantasia do útero voador: os antigos acreditavam que o útero era não parte da anatomia feminina, mas uma criatura dotada de vida própria, que poderia sair do corpo da mulher, voando em busca da criança que depois iria nascer. A fantasia do afrodisíaco infalível: uma substância que foi procurada desde a antigüidade em ostras, em insetos (cantárida, por exemplo) e em alimentos variados. Algumas dessas coisas devem ter funcionado: nada como a auto-sugestão. A fantasia do pênis pequeno: pouca coisa incomoda tanto os adolescentes. Há quem procure médico para solucionar o problema. Que na verdade nem é tão problema. Esse é um caso típico do “tamanho não é documento”. A paixão faz o serviço. A fantasia do ovário perigoso: no século 19, a histeria das mulheres era freqüentemente atribuída a um excesso de funcionamento ovariano. Muitos ovários foram assim retirados das pacientes. Uma lição de humildade para a medicina. A fantasia do rejuvenescimento: vários métodos foram propostos, desde a injeção de extrato testicular de animais até a novocaína, esta preconizada por uma médica romena chamada Ana Aslan, que enriqueceu com o método. A vigarice médica é um curioso, e ainda não bem estudado, capítulo da história do comunismo. A fantasia do clitóris perigoso: justificativa para a clitoridectomia, ainda praticada em muitas culturas, e que precisa ser urgentemente erradicada. A fantasia sobre o vento e a gonorréia: era muito difundida na campanha gaúcha a idéia de que urinar contra o vento causava gonorréia. Considerando a falta de latrinas e considerando a freqüência com que sopra o minuano, não era difícil explicar o surgimento da doença. A fantasia da tábua do vaso: poucas coisas são tão perigosas, segundo essa fabulação. Pela tábua do vaso, se transmitiria a gonorréia. A tábua do vaso poderia até causar gravidez. A fantasia das impressões sobre a grávida: “Comi morango enquanto estava grávida, então meu filho nasceu com isso aí”. Isso aí:  uma lesão vascular longinquamente semelhante à fruta. A necessidade de encontrar explicações persegue as pessoas. A fantasia do cabaré das normalistas: essa é uma homenagem ao folclore porto-alegrense (mas também foi registrada em Curitiba pelo escritor Dalton Trevisan). Segundo a lenda, haveria na cidade um cabaré freqüentado só pelas jovens e deliciosas alunas do curso normal, um lugar cujo endereço uns poucos choferes de praça conheciam. Nada mais parecido à Ilha da Fantasia.
Dez históricas superstições sobre sexo, extraído da obra A face oculta — inusitadas e reveladoras histórias da medicina (Artes e Ofícios, 2001), do escritor e médico gaúcho Moacyr Scliar (1927-2011). Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
O dono da razão, A canção do exílio de Murilo Mendes, Identidade & etnia de Carlos Rodrigues Brandão, A socioantropologia de Maria Sérgio Michaliszyn, a pintura de Francisco Zúñiga & Mônica Alves Torres, a arte de Jules Pascin & a música de Ju Martins aqui.

E mais:
O culto da rosa: canção à flor, mulher amada, Totalidade & infinito de Emmanuel Lévinas, Mundo fantasmo de Bráulio Tavares, a música de Wojciech Kilar, A arte do teatro de Gordon Craig, Erotic Symphony de Jess Franco & Susan Hemingway, a pintura de Paul Delaroche, as gravuras de Paul-Émile Bécat & a poesia de Fernanda Guimarães aqui.
Poemas de Paul Verlaine & Denise Levertov, a pintura de Paul Delaroche, a fotografia de Patricia Hampl, a música de Marcoliva & a poesia de Lourdes Limeira aqui.
Alegoria da loucura, O livro do cortesão de Castiglione & Coríntios aqui.
Fecamepa, Gestalt-terapita de Friederich Perls, Contos e novelas de Jean de La Fontaine, a poesia de Laurindo Rabelo, Auto da alma de Gil Vicente, Crônica da cidade amada de Carlos Hugo Christensen, a música de Diversões Lúdicas, a pintura de Ignaz Epper, Brincarte do Nitolino & Cia Ópera na Mala aqui.
Espectro da fome de Josué de Castro, A ilíada de Homero, a música de Mercedes Sosa, Conversation Noturne de Martha Angerich, a pintura de Tamara de LempickaEliezer AugustoAna Botafogo & a poesia de Genesio Cavalcanti aqui.
Outra globalização de Milton Santos, À sombra das raparigas de Marcel Proust, As nuvens de música de Véronique Gens & Stark Naked Orchestra, Cleópatra & Elizabeth Taylor, a poesia de Clevane Pessoa de Araújo Lopes, a pintura de Camille Pissarro & Howard Chandler Christy aqui.
Primeiro de maio, o pensamento de Mahatma Gandhi, Kark Marx, Adam Smith, David Ricardo, O trabalho & os dias de Hesíodo, a pintura de Tarsila do Amaral, a música de Chico Buarque & Milton Nascimento aqui.
As drogas & as campanhas antidrogas, O pensamento de Milton Friedman, On the Road de Jack Kerouac, A droga é só um pretexto de Francis Curte, Bioética de Javier Gafo Fernández, a música do Yes, a pintura de Carlos Schwabe & Félicien Rops aqui.
A vida, a terra, o homem & a bioética, A condição humana de Hannah Arendt, Grande sertão veredas de João Guimarães Rosa, Pau Brasil de Oswald de Andrade, a poesia de Patativa de Assaré, Dos confins do sertão de Elomar Figueira de Mello, Cronologia pernambucana de Nelson Barbalho, a arte de Fernand Khnopff, a pintura de Shere Crossman & Antonio Cláudio Massa aqui.
Que país é esse, Brasilsilsilsilsilsil, As coroas & máscaras de Eduardo Galeano, Não verás país nenhum de Ignácio de Loyola Brandão, Aos trancos & barrancos de Darcy Ribeiro, Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de Castro Alves & Affonso Romano de Sant’Anna, Samba do crioulo doido de Sérgio Porto, Ary Barroso, Juca Chaves, Dias Gomes & Ferreira Gullar, Gonzaguinha & Ivan Lins, Chico Buarque & Ruy Guerra, Canto das Três Raças, Flávio Rangel & Millôr Fernandes, Maurício Tapajós & Aldir Blanc, Joyce & Fernando Brant, Renato Russo & Cláudia Alende aqui.
Credibilidade da imprensa brasileira, História da imprensa brasileira de Nelson Werneck Sodré, Beijo no asfalto de Nelson Rodrigues, Cervantes & Millôr Fernandes, Notícias dum Brasil de Eduardo Gudin & a jornalista Enki Bracaj aqui.
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O ENVENENAMENTO MENTAL DE SPENCER LEWIS
A mente humana tem muitas características estranhas e muitas tendências espantosas [...] A primeira é que a mente ou consciência humana tem uma tendencia, um impulso muito definido, de acreditar e aceitar como verdade aquilo em que ela quer acreditar, ou o que sente ser um cumprimento a sua capacidade de raciocinar e de chegar a conclusões corretas. A segunda é uma inclinação sempre presente de aceitar como crença, como verdade, como um princípio incontestável, uma ideia ou uma conclusão que concorda com outra ideia ou grupo de ideias anteriormente estabelecidas na mente ou consciência, a partir de experiências pessoais. [...] uma terceira inclinação, está aquela fraqueza, de preferir aceitar e adotar uma ideia extraordinária, incomum, singular ou distintamente diferente sobre certas questões, se esta ideia ou crença incomum for compatível ou estiver em harmonia com as crenças e ideias anteriores aceitas pela mente. [...] uma conclusão singular e que difere das opiniões aceitas pela mente das massas. [...] Minha opinião está certa porque difere da das massas e prova que sou melhor em meu raciocínio, mais inteligente ou mais astuto em minha analise lógica das coisas, e mais generoso em minha concepção mental dos fatos e princípios. [...] verificamos que a mente humana, mesmo na pessoa mais inculta, iletrada ou despreparada, gosta de considerar-se superior, em muitos aspectos, à mente da pessoa mediana com quem entra em contato. [...] Homens e mulheres têm preparado deliberadamente doses de veneno mental e se esforçado ao máximo para ministrá-las a suas vitimas inocentes. [...] Por essas razões e muitas outras, cabe a todo homem (e mulher) guardar cuidadosamente seus pensamentos, suas palavras, seus gestos e ações. [...] Podemos distribuir alegria em lugar de tristeza. Podemos ministrar esperança em lugar de desespero. Podemos verter na mente e na consciência de outrem uma atitude sorridente, uma determinação cada vez maior de força de vontade, um quadro de um futuro bonito, uma porta aberta à oportunidade, um poder purificador que atingirá todas as partes do corpo e um brilho divino de alegria espiritual que rejuvenescerá e redimirá a mais infeliz das criaturas. [...].
Trechos extraídos da obra Envenenamento mental (Renes, 1976), do escritor, ocultista e místico Dr. Ph.D Harvey Spencer Lewis (1883-1939). Veja mais aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com a saudosa cantora Elis Regina (1945-1982) ao vivo & no Monteux Jazz Festival; do compositor e guitarrista estadunidense Al Di Meola ao vivo com One of these nights & Jazzwoche Burghausen; a cantora e compositora Claudia Telles com seus grandes sucessos & o violonista Felipe Coelho com Cata Vento & Musadiversa. Para conferir é só ligar o som e curtir.

DESTAQUE: CLÁUDIA TELLES
Sou fã da cantora e compositora Cláudia Telles, filha da eterna cantora Sylvinha Telles e do violonista Candinho, desde 1976, quando ela lançou um compacto com a música Fim de tarde (CBS, 1976), dos compositores Robson Jorge & Mauro Motta. A partir daí passei a acompanhar a trajetória dessa grande cantora que, alguns anos atrás, concedeu uma entrevista falando de sua carreira e do seu trabalho. Confira a entrevista aqui & mais dela aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor, professor e desenhista chinês Henry Yan.
Veja mais aqui.

TODO DIA É DA MULHER: MEU CORPO MINHAS REGRAS



DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...