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quinta-feira, julho 22, 2021

OSKAR GRAF, ERNA LENDVAI-DIRCKSEN, BRUNO PAES MANSO, BOSCO BRASIL & LUIS MENDONÇA

 

 

TRÍPTICO DQP – Notícias do Fecamepa: Da peste ao caos... - Ao som da The Brazilian Suite KPM-1071 (1970), de Rogério Duprat. – Desabou? Quase! Eita. Porqueira! É lamentável ver o país devastado e o Fecamepa no balanço festivo da desgraça. No olho do furacão, Coisonário se debate entre bravatas e petas sobre o morticínio de mais de meio milhão de vidas. Como não sabe ler direito, desconhece o que seja lista tríplice (que porra é essa) e reconduz o PostAras quebrando todos os protocolos. Ou melhor, caga na entrada de melar até a saída para as gadociatas nazifascistas, maior meladeiro todo dia e o dia todo. Para deixar seu filme cada vez mais chocho e pior que fiapinho de nada, o General Vice é enxotado de Angola na tentativa de salvar a diabólica UnEdir, enquanto a Amazônia e o resto de vivoverde é queimado para gozo do agronegócio e grileiros desalmados que insistem em extinguir de vez os indígenas, valha-me a desfortuna da rotônica! Além do mais, cada um dos seus desconfiáveis e indigestos ministros e colaboradores cometem cipoadas as mais cabeludas, contam-se aos borbotões do filadpuGuedes, da Doidamares, da esquisitagricultura TetêCricri e os outros desmiolados sabifalidos, que não enxergam seu capitão se afrouxado com as calças arriadas e de quatro pro inescrupuloso Kid Centrão: serão todos enrabados sem dó pelo gigantesco falo melado de areia do algoz; isso ele, as debuputadas e outros prosélitos. Afora isso, vão todos de cara lisa, porque eles nunca viram O interrogatório de Peter Weiss ou sequer leram uma linha que seja do livro A República das Milícias - Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro (Todavia, 2020), do cientista político Bruno Paes Manso. Enquanto isso, vão todos entre pipocos escandalosos de generais, salafrários e estúpidos, a coisa desanda a deixar a gente quase a não ver navio nem nada, só as estatísticas pandêmicas e dos desplantes. Eta Brasilzim véio, arrevirado e de porteira escancarada!

 


A urdidura labiríntica do amor e desfecho... - Imagem: a arte da fotógrafa alemã Erna Lendvai-Dircksen (1883–1962) – Os meus nos olhos dela, livros e desejos ocultos. Assim, lá e cá, ela e eu, tímidos e cautelosos, o cenário nada auspicioso. Se o país derretia, assim nossos corações e nenhum de nós previa onde tudo ia dar. Propositadamente ela sacava Emma Lazarus: Dai-me vossos pobres fatigados, / As multidões que por só respirarem livres zelam, / Resíduos miseráveis dos caminhos fervilhados. / Mandai-os a mim, desabrigados, que a minha vela / Os guiará, calmos, através dos portões dourados! E fechava com a frase da poeta: Até que sejamos todos livres, nenhum de nós é livre. À provocação dela eu respondia com o escritor alemão Oskar Maria Graf (1894-1967): Não mereci esta desonra! Com relação a toda minha vida e toda minha obra, tenho o direito de exigir que meus livros sejam lançados à chama pura da fogueira e não venham parar nas mãos sangrentas e nos cérebros podres dos bandos assassinos marrons. Não sabíamos, mas era como se estivéssemos no enredo d’O acidente, do dramaturgo Bosco Brasil: dois humildes funcionários criadores de uma ideia de cada um e moldando a suas vidas baseados nisso, até a festa do meu aniversário e ela chega, ficamos encurralados: era a paixão latente, a descoberta do idílio, a revelação das verdadeiras identidades e a nossa tragédia. Não era apenas: ...uma peça de cena única, com narrativa fechada, que se passa em tempo real, como dizia o autor, éramos nós desolados entre livros e segredos: nosso mundo está envolvido pelas dores da humanidade e de tudo que nos circunda. Ela não resiste e se vai, esse desfecho me levou à solidão e outra era a cena, a do Ilustríssimo Filho da Mãe, da Leilah Assumpção, depondo inconsolável à mãe ausente imaginária, todo meu desconsolo e fracasso, dúvidas e ressentimentos.

 


A festa popular do teatro... – Era preciso resistir e tomar outra direção. Assim fiz e me deparei com a ilustre arte do ator, dramaturgo, professor e diretor Luis Mendonça (1931-1995), o mesmo que iniciou lá pelos anos 1951 suas atividades teatrais com o Teatro do Estudante Secundário do Recife e que atuou no teatro, cinema e televisão. O maravilhoso da ideia dele era a defesa do teatro para o povo e com o povo, a exemplo da iniciativa com sua mãe, dona Sebastiana Mendonça, a Paixão de Jesus de Nova Jerusalém. A arte, para ele, era a salvação das pessoas. Tanto que em depoimento sobre a experiência do Teatro de Cultura Popular de Pernambuco, reproduzido na Arte em revista, ano 2 n. 3, 1964, dissera: Quase toda a cidade do Recife era servida por Centros e Praças de Cultura, além de 8 Centros Educativos Operários com teatros aparelhados e construídos desde os idos do Estado Novo... A festa... não houve. Foi o maior 1º de abril dos que lutavam no Teatro de Cultura Popular. Era porque ele integrava o MCP, ao lado de Paulo Freire, Hermilo, Abelardo e Ariano, que foi assaltado pelo golpe de 1964, o exílio no Rio de Janeiro. Aí montou Viva o cordão encarnado, de Luiz Marinho, tornando-se a partir de então, arte-educador, ao mesmo tempo em que colocava em cena figuras como Wilker, Tânia Alves e Elke Maravilha, encenando Vital Santos, Osman Lins e Brecht, entre outros. Noutro momento, ele depôs: Os teatros, principalmente os municipais, com toda a sua ostentação, são verdadeiros espantalhos para o público. É difícil levar o povo ao teatro; tem que se levar o teatro ao povo. Além disso, na rua ou no campo, o público é desconfiado. É preciso que organizações de classe ou bairro o levem ou lhe recomendem. Mas, se o teatro for bem feito, o público fica grato e o aplaude. E chegou o espetáculo Auréola, com elenco formado por jovens oriundos da Varginha, interpretando a cena de anjos que desciam à Terra para coroar uma santa, mas que decidem coroar o busto de um traficante morto a tiros, um Robin Hood tupiniquim. Já havia evidenciado que: O importante é assinalar que é preciso partir suas circunstâncias, descer até ele para fazê-lo subir, gradativamente, até a assimilação do que lhe quisermos dar. E dar como teatro, como diversão, como espetáculo; do contrário, engajado ou não, mesmo que fale de coisas que lhe digam respeito, ele não o aceita. Foi com essa garra que dirigiu vários grupos, entre os quais o Teatro de Cultura Popular de Pernambuco, cuja importante experiência transmitiu em depoimento veiculado na Revista da Civilização Brasileira: Teatro e Realidade Brasileira. O que me fez ainda mais feliz foi saber que a sua trajetória instigante foi reunida na obra Luiz Mendonça: teatro é festa para o povo (FCCR, 2005), de Luis e Carlos Reis. Até mais ver.

 

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quarta-feira, novembro 04, 2015

JUNG, MALRAUX, LEILAH, FÁTIMA MONTEIRO, GORETTI POMPE, CHAMA, MÁNES, VIÚVAS DE MARIDO VIVO, BAIXO GÁVEA & BRINCARTE DO NITOLINO.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? NÓS, JUNG & A HOLÍSTICA – Fazer uma reflexão sobre o momento presente requer de nós uma acurada e detida observância acerca do passado para que tenhamos uma compreensão do que estamos vivenciando no presente. Não seria outro o caminho, afinal para que saibamos a pretensa completude de algo, convém atentar sobre a forma como feita ou percorrida, como foi construída e elaborada, daí identificando, inclusive, quais as consequências disso. E por conta disso, para que possamos entender o que nos ocorre hoje é preciso ter a perspicácia de olhar pra trás, cônscios de que estamos no trânsito daquilo que foi feito e no que resultou, ou do que fizemos ou de como fomos diante de determinadas ocasiões, para entendermos a razão do que realmente somos e a que ponto, então, chegamos agora. Por aí. Foi-me possível realizar entre amigos uma abordagem acerca da psicologia junguiana e o desenvolvimento da holística no nosso tempo. Para tal, fez-se necessário termos de voltar no tempo e encontrar a base do método analítico, método este aplicado por grandes nomes da Ciência, como o de Galileu, Bacon, Descartes, Newton, Freud, uma via quantitativa com ênfase na parte e em fatos específicos e particulares, determinista, via controle e exatidão na previsibilidade, objetivo e reducionista, levando-se a ter uma visualização de como se sedimentou o paradigma mecanicista que perdura até então por meio de um processo analítico que decompõe do todo as suas partes, nos dando a visão fragmentada de tudo e que, por consequência, nos leva às especialidades de visão apenas de parcela da realidade. Acontece, porém, que com o advento da mecânica quântica de Max Planck e da teoria da relatividade de Albert Einstein, uma outra forma de ver as coisas foi desenvolvida, rumo ao sintético, complementando a ótica analista. Ou seja, pela visão do todo numa via qualitativa, experiencial e voltada para a unicidade e participação, tornou-se possível então ter-se uma perspectiva ampliativa e globalista de tudo e de todas as coisas. Essa é a perspectiva que foi trilhada por Jung, Frankl, Krishnamurti, não com uma condução antagônica ao analítico, vez que são complementares e, justo por isso, requerendo-se que a esta suceda o sintético unificador. É aí que nos defrontamos com a holística, pensamento desenvolvido a partir de Smuts no início do século recém passado e que tem se ampliado nas últimas décadas para formação de uma nova paradigmática frente ao secular mecanicismo. Afinal, com a preponderância mecanicista temos a sensação de que foi decepado o corpo caloso do planeta, a nos fazer crer que cada hemisfério é distinto um do outro e sem a menor relação entre eles. A holística recompõe essa estrutura cerebral do planeta, dando-nos a oportunidade de ver que somos uma terra só não apenas ocidentalizada, mas como uma mãe que abriga a pluralidade dos ecossistemas, entre os quais se insere o que denominamos de espécie humana. Assim, embalado pelos acordes da Going for the one, do Yes, convido a conferir mais abaixo e aqui.


Imagem: Krajina s Kokořínem a Křivoklátem v bouři, do pintor e ilustrador tcheco Antonín Mánes (1784-1843).


Curtindo o som do Coletivo Chama criado para discutir a canção entendida como arte e os novos rumos da MPB. Integram o Chama os músicos Thiago Amud, Pedro Sá Moraes, Renato Frazão, Thiago Thiago de Mello, Ivo Senra, Cesar Altai e Sérgio Krakowski.

BRINCARTE DO NITOLINO– Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino para as crianças de todas as idades, nos horários das 10hs e das 15hs (no horário de verão), no blog do Projeto MCLAM e com apresentação de Ísis Corrêa Naves. Na programação sempre especial também tem atrações especiais chamando a meninada com Toquinho, Chico Buarque & Milton Nascimento, Ivan Lins & As Chiquititas, A. J. Cardiais, Mundo Bita, A onça Felinda, Meimei Corrêa, Marina, Turma do Balão Màgico, Turminha da Natureza, Nita, Historinha Cantada, Fabio Jr, O Reino Encantado de Todas as Coisas, A criação do mundo & muito mais No reino encantado de todas as coisas. No blog, muitas dicas de Educação, Psicologia, Direito das Crianças e Adolescentes, Teatro, Música e Literatura infantil, com destaque pro Brincar da Criança e as historias em quadrinhos dos Aventureiros do Una. Para conferir ao vivo e online clique aqui ou aqui.

VIÚVAS DE MARIDO VIVO – No livro Terra em Alagoas: temas e problemas (Edufal, 2013), organizado por Luiz Sávio de Almeida, José Carlos da Silva Lima e Josival dos Santos Oliveira, encontro o artigo O jeito mulher de lutar pela terra, de Maria José Cavalcante, uma camponesa assentada e técnica em Agropecuária Agroecológica, e Heloisa Muniz do Amaral, engenheira agrônoma e mestre em Produção Vegetal, do qual destaco os trechos: [...] Nos processo de concentração das terras em Alagoas, muitas famílias foram expulsas de suas terras e jogadas nas periferias das cidades, onde passaram a viver, geralmente, marginalizadas. Neste processo as mulheres foram as mais prejudicadas, pois muitas famílias se desfizeram e elas tiveram de arcar com todas as responsabilidades da casa e dos filhos, as chamadas viúvas de marido vivo, pois os homens foram trabalhar em outros estados, cortar cana, colher laranja, trabalhar com cultura de café, etc., em busca de trabalho e renda. Sem teto, sem emprego fixo e sem expectativas de vida, muitas dessas famílias foram alcançadas pela proposta de luta pela terra através das ocupações e através da resistência nos acampamentos que surgiram na década de 80. [...] Quem eram essas mulheres acampadas? Agricultoras, domésticas, desempregadas, solteiras, cortadoras de cana, adubadoras, semeadoras, prostitutas, aposentadas, mulheres que lutavam para manter a dignidade e encontraram na luta pela terra a saída para a liberdade. [...] Mulheres que vivem morrendo e que morrem vivendo: e não seria possível concluir sem falar da Josiete, acampada com outras dezenas de famílias na Flor do Bosque, primeiro acampamento realizado pela CPT em Alagoas. [...] Mulheres como Josiete vivem morrendo porque, muitas vezes, não são respeitadas pelo caminhoneiro na estrada, pelo vizinho, muitas vezes pelo próprio companheiro, mesmo assim morrem vivendo porque estão lutando pela terra, pela sobrevivência. Morrem meio que gritando: continuem a luta a partir de onde parei, continuem a luta porque para mim não será mais possível. [...]. Veja mais aqui.

A CONDIÇÃO HUMANA – O livro Malraux: no caminho das tentações (Brasiliense, 1982), de Lourenço Dantas Mota, aborda sobre a tentação da aventura, da história e da arte, o absurdo é uma pergunta e abordando sobre o escritor francês André Malraux (1901-1976), do qual destaco o trecho da expressão deste: Não creio que o verdadeiro romancista deva criar personagens; ele deve criar um mundo coerente e particular, como todo outro artista. Não fazer concorrência ao registro civil, mas fazer concorrência à realidade que lhe é imposta, e da vida, ora parecendo submeter-se a ela, ora transformando-a, para rivalizar com ela. Explica o autor que: Para Malraux a arte é o antidestino. A transcendência que não encontrou na ação, seja na aventura, seja na História, está na arte. A obra destaca o seu romance mais conhecido e clássico da literatura mundial, A condição humana, lançado em 1933 e premiado com Goncourt daquele ano, contando uma história inspirada na revolução chinesa, em 1927, quando um homem corroído pela amargura vê-se em um país sacudido por uma insurreição, em que homens planejam uma revolução, muitos divididos entre a culpa e a ideologia. Este livro de Malraux é um depoimento pessoal sobre os momentos históricos em tom de reportagem, tratando sobre questões morais, intelectuais e políticas, com personagens que representam valores e formas de ação. Veja mais aqui

VOO – O livro Voo (Vidráguas, 2012), da poeta carioca Maria de Fátima Monteiro, é dividido em quatro partes: Voos (in) Cupidos, Voos solo e Voos de escuta e haicais, Voos livres e Voos rasantes. Na obra destaco inicialmente o poema Arte: Desenha um poema no meu corpo, / compõe / e descompõe os meus cabelos, / esculpe com teus beijos minha carne, / baila ao som que vem de mim, / dirige o espetáculo sem plateia, / porque a Arte é tudo / e o Amor é mais... Também o Me tens: me tens no teu nunca mais / e no teu sempre / me tens no teu céu / e no teu inferno / me tens no teu corpo morno / no teu suor  me tens na tua pele / no teu cheiro / me tens em todos os teus pelos / nos cabelos / me tens no teu hálito / nos teus fluidos / me tens nos teus olhos / e no olhar / me tens nos teus braços / nos abraços / me tens nas tuas mãos / nos teus dedos sábios / nos lábios / me tens. O belíssimo poema Dentro: Dentro dos teus olhos / havia um mar / dentro do mar / um barco / dentro do barco / eu / dentro de mim / você. O belíssimo Espelho: Tem uma menina nos olhos teus / chega aqui / presta atenção / tem um menino nos meus... Por fim, Depois: O corpo / pede amor urgente / a alma sabe / pode esperar / depois / o corpo cansado / a alma leve / quer amar / rir / falar / trocar / o mundo para / os deuses calam / sublime momento / em que só as almas pares / podem se encontrar... Veja mais aqui.

FALA BAIXO SENÃO EU GRITO & ILUSTRÍSSIMO FILHO DA MÃE – A obra da dramaturga Leilah Assumpção compreenda as peças teatrais Fala baixo senão eu grito (1969), Jorginho, o Machão (1971), Amanhã, Amélia, de Manhã (1974), Roda cor de roda (1975), A Kuka de Kamaiorá (1975), Quatro mulheres (1976), Sobrevividos (1977), Vejo um vulto na janela, me acudam sou donzela (1979), Seda pura e alfinetadas (1980), O segredo da alma de ouro (1981), Boca molhada de paixão calada (1984), Menino ou menina? (1986), Lua nua (1990), Sal that I went to mayamoon (1991), Quem matou a baronesa (1992), Adorável desgraçada (1994), O momento de Mariana Martins (1999), Intimidade indecente (2001) e Ilustríssimo filho da mãe (2007). Também dedicou-se à teledramaturgia, escrevendo as novelas Venha ver o sol na estrada (1974), Um sonho a mais (1984) e a minissérie Avenida Paulista (1985). São mais de quarenta anos de carreira devotados ao teatro brasileiro. Veja mais aqui, aqui e aqui.

BAIXO GÁVEA – O drama Baixo Gávea (1986), dirigido pelo cineasta e roteirista Haroldo Marinho Barbosa (1944-2013), trata das inquietações de duas jovens cariocas que moram juntas e ensaiam uma peça de teatro sobre o poeta português Fernando Pessoa. Uma delas dirige os ensaios ao mesmo tempo que busca constantemente o homem correto e o amor da sua vida, sendo que a outra é a homossexual que interpreta o poeta Mário de Sá Carneiro. Ela é amiga e confidente da outra com quem divide um apartamento e que não percebe o amor de quem é apaixonada por ela, que sempre a ajuda a recuperar-se das decepções. Ao contrário do personagem Sá Carneiro, poeta do decadentismo, do saudosismo, do metafísico e do vago, Ana é o lado pragmático de Clara, que por muitas vezes traz uma visão desiludida como se fosse a do próprio Fernando Pessoa, que pode estar associada aos conceitos dos heterônimos do poeta. Veja mais aqui.

CARL JUNG: GRUPO DE PESQUISA – Realizou-se nesta terça, dia 03 de novembro, mais uma das reuniões preliminares do Grupo de Pesquisa Carl Gustav Jung, formado pelos graduandos de Psicologia do Centro Universitário Cesmac. As reuniões acontecem todas as terças, a partir das 17hs, no Centro Acadêmico Martin-Baró, estando o grupo aberto à participação de estudantes interessados sobre o autor em estudo, bastando entrar em contato com qualquer dos membros. A reunião teve abertura com a abordagem sobre a importância do projeto de pesquisa para realização de trabalhos acadêmicos, deixando-se traçadas as coordenadas de construção e feitura do projeto de pesquisa. Na ocasião foi oportunizada a realização de uma abordagem acerca da psicologia de Jung com relação ao paradigma holístico. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Todo dia é dia da jornalista Goretti Pompe na arte do arquiteto, escritor e artista plástico Pedro Cabral Filho
Veja mais aqui.

 Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Quarta Romântica, a partir das 21hs (horário de verão), com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui .

CURSO DINÂMICO DE ORATÓRIA
 Veja mais detalhes aqui.


sábado, julho 18, 2015

KUHN, YEVTUSHENKO, LEILAH, ROHMER, CORBIÈRE, DEBUSSY, RIGAUD, PIAU, POLIDORO & QUASE MEIO DIA!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? QUASE MEIO DIA – É sexta feira. Quase meio dia na praça centenária e a criança a dormir sem vida à sombra da estátua, entre o lixo e o descaso, o sono e a fome. É quase meio dia, mas tanto faz, tanto fez, sábado ou sei lá, podia ser meia noite, ou qualquer coisa. Não há sonhos, só comer as horas esfomeadas. É julho e o frio toma conta insone no inverno. Só dá pra pregar o olho ao raiar do sol quando aquece a pele enrilhada, afagando o seu desvalor. Ontem quando desperto, nenhum sonho ou pensamento além do trocado no semáforo para comida qualquer dos restos nas lixeiras dos bares ou das casas de caras fechadas. Tanto faz, tanto fez, hoje, ontem, amanhã, anteontem, é quase meio dia. Tem é de relutar sem escolhas e encurralado na paisagem das sombras invisíveis, superpostas e efervescentes, entre os automóveis velozes, transeuntes avexados, as cores da ruína extremamente cruel, tudo desbotado no meio dos monturos, algaravias, privações, sirenes, alarmes, embaixo da ponte, ou das marquises, sem saber de nada, saber pra quê? Não há acordo ao encalço de nada: só matar a fome. Dito ou não dito, dizer ou desdizer, tanto faz; nada faz sentido, tudo é porque é no seu embotamento. É tudo descorado no repertório de gestos. A casa é a rua, o abrigo é o dia, tanto faz, tanto fez. É quase meio dia de ontem e logo adiante nem é amanhã, é o ronco da mãe no cobertor esfarrapado de folhas de jornais e papelões, ao lado da cadela prenha enganchada no gradeado da loja abandonada. É como anteontem, não há afeto em sua pouquidade, tudo já é demais da conta e nem se distingue manhã, tarde ou noite. Tudo é madrugada de sol pleno e o que importa é vencer a fome, salvar-se da morte, o resto Deus dá. Destá. É quase meio dia e a vida é matar a fome. (Quase meio dia, Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui.

Imagem: La Menasseuse (1709), do pintor francês Hyacinthe Rigaud (1659– 1743). Veja mais aqui.

Curtindo Mélodies de Jeunesse: Aparição, Romance, Les paillons, Calmes sans le demi-jour, Regret (Ingênua, 2002), do inovador músico e compositor francês Claude Debussy (1852-1918), com a soprano francesa Sandrine Piau & e o pianista Jos van Immerseel. Veja mais aqui.

A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS – O livro A estrutura das revoluções científicas (Perspectiva, 1998), do filósofo e físico estadunidense Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), aborda temas como o papel da história, a natureza da ciência normal, resolução de quebra-cabeças, prioridade dos paradigmas, anomalia e a emergência das descobertas científicas, as crises e a emergência da natureza, necessidade das revoluções científicas, as revoluções como mudanças de concepção de mundo, a invisibilidade e a resolução das revoluções, os paradigmas e a estrutura da comunidade e a constelação dos compromissos de grupo, exemplos compartilhados, conhecimento tácito e intuição, exemplares e incomensurabilidade, revoluções e relativismo, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: Se a História fosse vista como um repositório para algo mais do que anedotas ou cronologias, poderia produzir uma transformação decisiva na imagem de ciência que atualmente nos domina. Mesmo os próprios cientistas têm haurido essa imagem principalmente no estudo das realizações científicas acabadas, tal como estão registradas nos clássicos e, mais recentemente, nos manuais que cada nova geração utiliza para aprender seu ofício. Contudo, o objetivo de tais livros é inevitavelmente persuasivo e pedagógico; um conceito de ciência deles haurido terá tantas probabilidades de assemelhar-se ao empreendimento que os produziu como a imagem de uma cultura nacional obtida através de um folheto turístico ou um manual de línguas. Este ensaio tenta mostrar que esses livros nos têm enganado em aspectos fundamentais. Seu objetivo é esboçar um conceito de ciência bastante diverso que pode emergir dos registros históricos da própria atividade de pesquisa. Contudo, mesmo se partirmos da História, esse novo conceito não surgirá se continuarmos a procurar e perscrutar os dados históricos sobretudo para responder a questões postas pelo estereótipo a-histórico extraído dos textos científicos. Por exemplo, esses textos frequentemente parecem implicar que o conteúdo da ciência é exemplificado de maneira ímpar pelas observações, leis e teorias descritas em suas páginas. Com quase igual regularidade, os mesmos livros têm sido interpretados como se afirmassem que os métodos científicos são simplesmente aqueles ilustrados pelas técnicas de manipulação empregadas na coleta de dados de manuais, juntamente com as operações lógicas utilizadas ao relacionar esses dados às generalizações teóricas desses manuais. O resultado tem sido um conceito de ciência com implicações profundas no que diz respeito à sua natureza e desenvolvimento. Se a ciência é a reunião de fatos, teorias e métodos reunidos nos textos atuais, então os cientistas são homens que, com ou sem sucesso, empenharam-se em contribuir com um ou outro elemento para essa constelação específica. O desenvolvimento torna-se o processo gradativo através do qual esses itens foram adicionados, isoladamente ou em combinação, ao estoque sempre crescente que constitui o conhecimento e a técnica científicos. E a História da Ciência torna-se a disciplina que registra tanto esses aumentos sucessivos como os obstáculos que inibiram sua acumulação. Preocupado com o desenvolvimento científico, o historiador parece então ter duas tarefas principais. De um lado deve determinar quando e por quem cada fato, teoria ou lei científica contemporânea foi descoberta ou inventada. De outro lado, deve descrever e explicar os amontoados de erros, mitos e superstições que inibiram a acumulação mais rápida dos elementos constituintes do moderno texto científico. Muita pesquisa foi dirigida para esses fins e alguma ainda é. Veja mais aqui e aqui.

NÃO MORRA ANTES DE MORRER – O romance Não morra antes de morrer (Don’t Die before you’re Dead – Record, 1999), do escritor e ativista político russo Yevgeny Yevtushenko, na tradução de Gabriel Zide Neto, traz uma narrativa lírica sobre três dias da trama de um golpe de Estado em 1991, quando um ato coletivo se torna uma verdadeira barricada humana em defesa da democracia e do nascimento de uma nova nação, misturando lembranças políticas, fantasmas da ex-União Soviética, do comunismo para a democracia, da bandeira vermelha para a tricolor russa, a alma do povo carente da maturidade autossuficiente, a guerra no Afeganistão, as máfias, as delações, a KGB, a repressão, angústias e medos, amor universal e irrestrito pela humanidade, a visão do mundo em ebulição. Trata-se de um épico poético que mistura autobiografia daquele que foi a voz solitária contra o stalinismo e que recusou a condecoração da Ordem da Amizade entre os povos por causa da sangrenta invasão na Chechênia, com histórias de amor e suspense político que fazem da obra um documento histórico que se torna um retrato fiel da Rússia moderna. Veja mais aqui e aqui.

OS AMORES AMARELOS – O livro Os amores amarelos (Iluminuras, 1996), é a única obra do poeta francês Tristan Corbière (Édouard-Joachim Corbière - 1845-1875), tradução de Marcos Antônio Siscar, um poeta desconhecido até Paul Verlaine incluí-lo no ensaio Os poetas malditos (Les Poètes maudits, 1883), transformando-o em um dos mestres reconhecidos do Simbolismo e precursor do Surrealismo, influenciando Ezra Pound que o destaca no seu livro ABC da Literatura. Da obra destaco Paisagem má: Praias de velhos ossos – a onda / Dobra: som a som ela estertora ... / Paul pálido, onde a lua ronda / Buscando vermes, noite afora / - Calma de peste, onde a febre, / Como um duende danado, arde... / - Erva fétida, onde a lebre / Foge, feito um bruxo covarde... / - A Lavadeira branca lida / Na roupa dos mortos encardida, / Ao sol dos lobos ... – E singelo, / O sapo, cantor melancólico, / Envenena com sua cólica, / A própria casa, o cogumelo. Também o Aventura Galante e Fortuna: Eu faço o ponto, quando belo vai o dia, / Para a passante que, com satisfação, / À ponta da sombrinha me fisgaria / O piscar da pupila, a pele do coração. / E acho que estou feliz- um pouco- é a vida: / O mendigo distrai a fome na bebida... / Um belo dia- triste ofício! - eu assim,- / Ofício!...- velejava. Ela passou por mim. / - Ela quem? - A Passante! E a sombrinha também! / Lacaio de carrasco, toquei-a...-porém, / Contendo um sorriso, Ela espiou meus botões / E... estendeu a mão, e... me deu uns tostões. Por fim, Infante em seu lençol: O prazer te foi duro, mais fácil é o mal / Deixa-o vir à luz do dia. / À musa funesta já não se faz madrigal; / Vais e o anjo fica — à revelia — / Teu lenço conhece o pus, e teu lençol o fel; / Canta, mas deixa essa mania / De sair à rua estendendo teu chapéu, / Por vinténs de amor ou ironia. / Agora dorme: eis o sono que liberta; / Com tua agonia a Morte brinca esperta, / Como o gato magro e o rato; / Sorrateira, a pata te lança ou te deita. / E o velho paroxismo ainda te deleita: / Torce a boca, escuma... e seja grato. Veja mais aqui e aqui.

A CONSCIÊNCIA DA MULHER – O livro A Consciência da Mulher (Imprensa Oficial, 2007), traz uma reunião de textos da dramaturga e pedagoga brasileira Leilah Assumpção, entre os quais destaco o Capítulo VI - A manequim no teatro: Aqui em São Paulo, fiz cursos de desenho, publicidade e moda, tanto que meu primeiro emprego foi de desenhista de moda de Madame Boriska. Fiquei um mês, era exaustivo, ela não me deixava ficar um minuto sem desenhar, mas, em compensação, foi com meu primeiro salário da Boriska que comprei uma máquina Remington de datilografia e escrevi nela, em uma noite, Fala Baixo Senão Eu Grito. Fiz também cursos de teatro com a Renata Pallottini, o Miroel Silveira e o Eugênio Kusnet – método Stanislavski – e fui então trabalhar como atriz, uma quase figuração, em Vereda da Salvação, do Jorge Andrade, com direção do Antunes Filho. Atuei também na Ópera dos Três Vinténs, do Bertold Brecht, como a prostituta do bordel, então já com algumas falas – eu ainda era virgem nessa época, como no meu tempo inteiro de manequim, e a Ruth Escobar defendia com unhas e dentes a minha virgindade, ela conta isso até em livro. Gostei da experiência de atriz, mas foi o suficiente para eu ver que meu talento era mediano e eu queria fazer alguma coisa mais que mediano. Se uma segurança eu sempre tive, foi a da minha criatividade, e desde criança. [...] Também no Capítulo VII - Fala Baixo: a obra-prima: Um belo dia, esqueci tudo que tinha lido e estudado sobre carpintaria e escrevi Fala Baixo Senão Eu Grito, que quase não tem carpintaria e é um texto todo emocional, a história de uma solteirona que está no seu quarto de pensionato, de madrugada, quando entra um ladrão. Esse homem acaba não com suas joias, mas com todos os seus sonhos e ilusões. A Maria Gurtovenco, do pensionato, foi quem inspirou a Mariazinha Mendonça de Moraes, uma mulher boa, virgem, romântica. Baseei-me também em três amigas minhas virgens, solteironas mesmo, que mal saíam do quarto, não tinham namorados. A peça me veio quando eu perguntei a uma delas: Você sente orgasmo? E ela respondeu: Não. Eu insisti: Nem sozinha? E ela: Eu tento, mas não consigo. [...] Por fim, o Capítulo XI - Enfrentando o machismo: Minha peça Jorginho, o Machão trata dos conflitos profissionais e amorosos de um jovem moderno que não sabe se quer ser arquiteto ou pintor, e se deseja a seu lado a mulher conservadora ou a liberal. Foi montada em 1971, com sucesso, mesmo que nessa época as palavras machão e machista não fossem usadas, eram consideradas quase que palavrões. O jornal O Estado de S. Paulo proibiu o uso da palavra machão, substituía pelo termo sistema patriarcal. Jorginho era um homem frustrado, quase um bebê que não sabia o que queria – por incrível que pareça, um homem de hoje, tanto que acredito que não mexeria em nada do texto. A peça foi feita pelo Pedro Paulo Rangel na montagem paulista, com a Nonóca Bruno, o Cláudio Corrêa e Castro, a Maria Isabel de Lizandra como a namorada moderninha que encarna a liberação sexual e a Suely Franco como a namorada do interior. No Rio de Janeiro, com o Gracindo Jr., a Maria Gládys e a Marieta Severo fazendo a namorada antiquada. Jorginho era a semente do homem de hoje. [...] Veja mais aqui e aqui.

MA NUIT CHEZ MAUD – A comédia romântica Ma nuit chez Maud (Minha noite com ela, 1969), do cineasta, crítico de arte, roteirista e professor francês Eric Rohmer (1920-2010), conta a história de um fervoroso católico que encontrou a sua parceira ideal na celebração de uma missa, tornando-se sua namorada, desenrolando-se numa trama de alto nível, razão pela qual o diretor tornou-se uma das figuras mais importantes da nouvelle vague, além de se tornar editor de um influente jornal francês Cahiers du cinéma. O filme inteiro já é um destaque pela grandiosidade da obra, chamando, além disso, apenas atenção para a atuação da exuberante atriz argelina Françoise Fabian como a protagonista da história, bem como para a então belíssima atriz hoje setentona Marie-Christine Barrault. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Capas e fotos da publicação New Erotic Photography, do editor e historiador-Dian Hanson & do fotógrafo Eric Kroll.

Veja mais sobre:
Eita! Vou por ali no que vem e que vai, Viajante numa noite de inverno de Ítalo Calvino, Os tempos da Praieira de Costa Porto, O efêmero de Louise Glück, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a música de Edson Zampronha, a arte de Laszlo Moholy-Nagy & Anke Catesby, Mike Edwards & Betina Muller aqui.

E mais:
Dr. Ciuça Gorda & os cavaleiros do pós-calipso do nó cego, As aporias de Zenão de Eleia, Sonetos de Francesco Petrarca, Teatro de situação de Jean-Paul Sartre, a música de Carlos Santana, Viridiana de Luis Buñuel & Silvia Pinal, a escultura de Denise Barros, a pintura de Max Liebermann & a arte de Georgy Kurasov aqui.
Psicologia da Gestalt, Sonetos de Petrarca, Poesias de Adrian Pãunescu & Erik Axel Karlfeldt, a arte de László Modoly-Nagy, a música de Carlos Santana, a pintura de Max Liebermann & a arte de Luiz Edmundo Alves aqui.
O culto da rosa: canção à flor, mulher amada, Totalidade & infinito de Emmanuel Lévinas, Mundo fantasmo de Bráulio Tavares, A arte do teatro de Edward Gordon Craig, Sinfonia erótica de Jess Franco & Susan Hemingway, a música de Wojciech Kilar, a pintura de Paul Delaroche & Paul-Émile Bécat, Fernanda Guimarães & muito mais aqui.
Conselho dum bebão na teibei, Gênero & violência de Heleieth Safiotti, História do Brasil de Cláudio Vieira, Contra o golpe de Emir Sader, Coluna social de Edu Krieger, a pintura de Salvador Dalí & Fecamepa aqui.
Enfermeira & a dor de ser mulher, O ser e o nada de Jean-Paul Sartre, História do desejo de Jean-Manuel Traimond, Artista do corpo de Don DeLillo, a música de Anton Webern & Leonore Aumaier, a pintura de Joseph Beuys & Nanduxa aqui.
E num é que a Vera toda-tuda virou a bruxa das pancs na boca do povo, Iluminações de Walter Benjamin, Marxismo & literatura de Cliff Slaughter, Os bruzundangas de Lima Barreto, a música de Guiomar Novaes, a pintura de Pedro Sanz, a arte de Paolo Serpieri & Sara Vieira, LAM na TV Gazeta de Alagoas & muito mais aqui.
Em mim a vida & o estouro dos confins de tudo, Ísis sem véus de Helena Blavatsky, O jardineiro do amor de Rabindranath Tagore, Corpus Hermeticum de Hermes Trismegistus, a música de Kitaro, a fotografia de Jovana Rikalo & a pintura de Ewa Kienko Gawlik aqui.
Os cinco prêmios do amor, História da criança e da família de Philippe Ariès, Laços de família de Clarice Lispector, a música de Egberto Gismonti, Divã de Martha Medeiros, a pintura de Gustav Klimt & Nelson Shanks aqui.
História Universal da Temerança, Versos em lá menor de Yde Schloenbach Blumenschein, A divina increnca de Juó Bananére, Savitu-Vrta & Savarasti, Ator e estranhamento de Eraldo Pera Rizzo, a música de Mônica Feijó, a arte de Alfred Pellan & Kellie Day aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: La madia (The Cupboard), do artista plástico italiano Vittorio Polidori.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...