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terça-feira, janeiro 23, 2024

ANA ROSSETTI, CIDA BENTO, LYNN PAINTER & HERMILO BORBA FILHO

 

Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns The Complete Recordings (EMI, 2007 - 17 discos) & Various co-performers The Early Recordings (BBC, 2022), da violoncelista britânica Jacqueline du Pré (1845-1987). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

O QUE MAIS TERIA POR FAZER AQUI... – Quanto mais eu teria a fazer pela vida se um revólver decidia as questões, a usura falava mais alto, e gente de mesmo quase ou nada valia, bastando um peteleco ou traque qualquer e nenhum pé de gente pra remédio. Assim eu me via agarrando a névoa num tabuleiro circular sem fim e lá pras tantas um aviso implacável: cada um por si e dane-se quem mais houver! Quem me escutaria agora se me restava apenas alguns versos do Poema à duração de Peter Handke: ... a mísera sensação do regresso ao país natal \ após as viagens à descoberta do mundo, \ aquelas miríades de mortes antecipadas \ de noite, antes do primeiro pipilar dos pássaros... Nada mais e me valia de Apenas um beijo, ou Pão & Rosas, só que ainda podia aprender de Kess que eu nada mais seria além de Daniel Blake, só porque Você não estava aqui, individualmente embrutecida pelos quaraquacás das suas gargalhadas mais ufanas e bufadas de saltar de lado e nada mais dissesse do muito que nunca foi dito. Lembrou-me agora Elvira Lindo: O que não é dito dói mais do que o que é dito... Apenas chiados estranhos, barulho de motores, aves em fuga, nonsense ao meu redor. Os passos e um pé atrás: o que esperar do amanhã se sou assaltado pelas indagações de David Baddiel: Essa é a questão do seu destino: como você vai saber quando ele chegar? Como você deve reconhecê-lo na vida aleatória?... Mar áspero na alta ideia de que não passarão, mesmo que queiram nos arrastar só para repetidamente demonstrar que não haverá futuro e quais guerras teríamos de vencer se estávamos todos perdidos, quando aliados tornados inimigos pela causa dos que não se veem como dos nossos, inimigos de nós mesmos e a baixa inevitável e devastadora pela escolha do alheio, quantos não ficaram pelo caminho. Porque a guerra não é senão a barbárie dos interesses e o meu povo alheio ao que se passava no mundo me dava a severa constatação: somos dizimados aos poucos e sempre. Até onde a memória alcança, como se tudo parecesse mesmo uma escatologia das brabas e a vida não valesse mesmo mais nada e nem tivesse antes acontecido nadica de coisa, um líquido e certo desvelo: perdemos a humanidade faz tempo!!! Quero apenas morrer em pé, jamais de joelhos! Até mais ver.

 

TRIUNFO DE ARTEMIS SOBRE VOLUPTA

Imagem: Acervo ArtLAM.

Idade inimitável, pergunto ao teu espelho \ em qual dos meus inúmeros \ armários está a máscara da deusa \ que cobria de trevas as bolinhas de gude. \ Seu fervor, tal êxtase obsessivo, \ Ele a tornou bela e distante e a proclamou única. \ Porém, ele te maltratou tantas vezes! \ Sua língua era tão cruel quanto um chicote. \ Por trás das varandas ele olhou ansioso \ e nos olhos suplicantes negou \ se tinha certeza de seus desejos. \ Ele não lhe permitiu um único fio de sua túnica, \ nem mesmo que você vasculhasse seus colares. \ Não se podia, pelo buraco da fechadura, \ observar como ela se despia lentamente, \ fazendo crescer o corpo nu da banheira. \ Névoa cinzenta da videira. A mão recorrendo \ à esponja. E a espuma perfumada, rastejando \ por seu corpo, entra nele, \ instalando seu domínio invisível. \ Também não bebeste das fontes saborosas \ que inundavam os labirintos tenebrosos \ que uma virgindade maligna fechava. \ Nem as axilas sombrias, nem a concha frondosa \ da pélvis, nem os cabelos entrelaçados \ conheceram o toque gentil daqueles dedos \ que conheço tão bem. Mas o quanto você a ama! \ Você não a ouviu gritar quando o rugido \ de prazer tomou conta de você e \ transbordou tumultuosamente pela cúpula dividida. \ Mas a lembrança dela, precipitada, \ te assalta e você a procura em mim. Que \ idade terrível e inimitável. Sempre questionando seu espelho. \ Tento renascer, a antiga identidade \ que te fascinou, aquele corpo tão desconhecido, \ se tal metamorfose for possível. \ Você já sabe em que \ lugares precisos da minha pele o Eros se instala; \ os segredos, derramados pela colcha, \ pelas tuas bocas surpresas e habilidosas. \ Rendida, minhas pernas amarrarão firmemente suas pernas \ para que o ataque total \ à minha barriga penetre e queime nela. \ Agora sou costume, \ invadi a pátria das delícias rotineiras. \ Ao me possuir você perdeu minha beleza interior \ e seus desejos desapareceram. \ Mas se você me ajudar a procurar \ as túnicas esquecidas nos armários \ e resgatar a máscara auspiciosa,\ Se eu me tornar arrogante, poderei convencê-lo? \ A experiência é tão sagaz \ e seu mandato tão indestrutível \ que superei você em muito. \ Isso até destruiria você. E você me censura por isso. \ Idade inimitável, \ onde moravam os deuses e \ a admiração foi a única homenagem \ que espalhaste aos meus pés. \ Não me peça para voltar, \ porque a inocência é irrecuperável.

Poema da escritora espanhola Ana Rossetti.

 

MELHOR QUE OS FILMES - [...] Eu me apaixonei por provocar você na segunda série, quando descobri que poderia deixar suas bochechas rosadas com apenas uma palavra. Então eu me apaixonei por você [...] Você fica melhor quando você é você. [...] Às vezes ficamos tão presos à nossa ideia do que pensamos que queremos que perdemos a maravilha do que realmente poderíamos ter. [...] Ela é bonita, mas seu rosto não se transforma em luz do sol quando ela fala sobre música.” Ele apertou a mandíbula e disse: “Ela é engraçada, mas não é engraçada do tipo cuspir sua bebida de espanto”. Parecia que meu coração ia explodir quando seus olhos desceram para meus lábios sob o brilho da luz da rua. Ele aproximou seu rosto um pouco mais do meu, olhou nos meus olhos e murmurou: — E quando a vejo, não sinto que preciso falar com ela, bagunçar seu cabelo ou fazer alguma coisa, qualquer coisa, para conseguir. ela para lançar aquele olhar sobre mim [...] Eu fiz o que tinha que fazer. Tudo é justo no amor e no estacionamento. [...] Quando estou perto de você, sinto como se estivesse drogado. Não que eu use drogas. A menos que você use drogas, nesse caso, eu uso o tempo todo. Todos eles. [...] O amor é paciente, o amor é gentil, o amor significa perder lentamente a cabeça. [...] A música tornou tudo melhor. [...] Minha herança foi saber que o amor está sempre no ar, é sempre uma possibilidade e sempre vale a pena. [...]. Trechos extraídos da obra Better than the Movies (Simon & Schuster, 2021), da escritora estadunidense Lynn Painter.

 

PACTO DA BRANQUITUDE – [...] Esse pacto da branquitude possui um componente narcísico, de autopreservação, como se o “diferente” ameaçasse o “normal”, o “universal”. Esse sentimento de ameaça e medo está na essência do preconceito, da representação que é feita do outro e da forma como reagimos a ele [...] É ao longo da história que se forja o “sistema meritocrático” em que um segmento branco da população vai acumulando mais recursos econômicos, políticos, sociais, de poder que vai colocar seus herdeiros em lugar de privilégio. [...] com frequência políticos e empresários não são punidos, embora existam legislação e ferramentas para puni-los, e os estudiosos destacam que uma das dificuldades está em enxergar esse perfil de pessoa como o de um criminoso. [...] A “vitimização” da branquitude e as diferentes manifestações dos grupos brancos que se sentem ameaçados e perdendo o que entendem ser “seus direitos” se revela nesse período [...]. Trechos extraídos da obra O pacto da branquitude (Companhia das Letras, 2022), da psicóloga e ativista Cida Bento, que no estudo Branqueamento e branquitude no Brasil - Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil (Vozes, 2002), ela expressa que: [...] Diferentes estudiosos têm se preocupado com a maneira como os negros foram e vêm sendo atingidos pela ideologia do branqueamento no Brasil. A militância negra tem destacado persistentemente as dificuldades de identificação racial como um elemento que denuncia uma baixa autoestima e dificulta a organização negra contra a discriminação racial. Assim, compreender o branqueamento versus perda de identidade é fundamental para o avanço na luta por uma sociedade mais igualitária. Porém, esse estudo tem mais possibilidades de ser bem sucedido se abarcar a relação negro e branco, herdeiros beneficiários ou herdeiros expropriados de um mesmo processo histórico, participes de um mesmo cotidiano onde os direitos de uns são violados permanentemente pelo outro. A insustentabilidade ética e moral dessa realidade cresce incessantemente, em particular nos últimos 20 anos, tempo em que o Movimento Negro tem colocado sob fogo cruzado a violação de direitos do povo negro e tem explicitado a verdadeira cara desse país. Esse movimento gera condições não só para a recriação das identidades e, consequentemente, o deslocamento das fronteiras, mas possibilita um encontro do país consigo próprio, com sua história, com seu povo, com sua identidade. [...]. Na sua atuação ela ainda expressa que: Fala-se muito na herança da escravidão e nos seus impactos negativos para as populações negras, mas quase nunca se fala na herança escravocrata e nos seus impactos positivos para as pessoas brancas. Os negros são vistos como invasores do que os brancos consideram seu espaço privativo, seu território. Os negros estão fora de lugar quando ocupam espaços considerados de prestígio, poder e mando. Quando se colocam em posição de igualdade, são percebidos como concorrentes. Privilégio branco é entendido como um estado passivo, uma estrutura de facilidades que os brancos têm, queiram eles ou não. Ou seja, a herança está presente na vida de todos os brancos, sejam eles pobres ou antirracistas. Há um lugar simbólico e concreto de privilégio construído socialmente para o grupo branco.

 

MARGEM DAS LEMBRANÇAS DE HERMILO

[...] Eu dera uma volta pelos caminhos do mundo e voltava ao mesmo lugar, limitado ao mesmo horizonte, dentro da mesma rotina, era como se nada houvesse acontecido, não se pode reconstituir a dor [...]

Trecho extraído da obra Margem das lembranças (Mercado Aberto, 1993),

do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

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quarta-feira, fevereiro 24, 2016

PAIXÃO, FITZGERALD, DJUNA, KANE, REGINA CARTER, LOACH, EDUCAÇÃO, SAÚDE, JUREMA BARRETO DE SOUZA & MUITO MAIS!


PAIXÃO (Imagem: Tangled together, by Carolyn Weltman) – I – Ah se eu pudesse chegar de manhã nos seus olhos de céu e alcançasse a esperança eterna que reluz embutida no seu jeito feliz de se amar e encontrasse o sorriso completo de ser maravilha no capricho altaneiro que se delineia na anatomia sedutora e sensacional de sua expressão e abraçasse seu corpo repleto de saudade antiga que fustiga por dentro nossos sonhos mais derradeiros e beijasse seus lábios sedentos na entrega anímica do desejo primeiro que incendeia nossos nervos e prepara para a entrega total de nossas querências e sentisse o seu coração bulindo medonho ao contato do cheiro mais íntimo despertando furores de lençóis e mistérios noturnos de nossas ardências eternas e desabotoasse a blusa descortinando o segredo de maravilhosos seios prontos tão bons de chupar com a sede de ontem jamais saciada e visse o caminho abaixo do umbigo no detalhe da saia justinha escondendo a fonte do ventre a se delinear nas belas coxas, maravilhosas pernas nos pés da perfeição e arrepiasse com a minha mão buliçosa em ação alisando o joelho sedoso e seguindo pelo dorso da coxa buscando encontrar a botija dos tesouros mais valiosos de sua elegância corporal e chegasse na fonte minando o desejo para matar minha sede de lamber sua América adorada de tesão vital de frescor desigual de realização total e a deixasse tremendo ao meu íntimo contato a fazer-me de fato mais viril e crescido mais aceso e rijo pronto para arrebentá-la de gozo mais sideral de todos os orgasmos entrecortados e senti-la indefesa ao meu domínio insano de apoderar-me de todos os confins gerais de seus limites e ficasse inquieta e louca enquanto arrastava-me aos seus lábios trêmulos com beijos bombásticos a descobrir-me menino traquino cheio de ereção e passeasse sua língua voraz pelos contornos do meu rosto assanhando meus ouvidos com grunhidos famintos e descesse o pescoço alcançando-me o tronco de impávida paixão e alisasse meu ventre com seu toque sutil e contornasse o meu sexo, engolisse minha glande, degustasse meu tesão frenético de cajado ereto com seu bafo morno de deusa felatriz e realizasse os seus caprichos mais nobres na minha entrega absoluta e puxasse repentinamente os meus braços para a majestade de seu corpo desnudo e acetinado onde cravo meu sexo no encontro das coxas arrebentando o segredo do gozo até inteiramente penetrada na sua entranha dançando o ritmo do cio e procedendo ao orgasmo total das almas incendiadas de amor e paixão aaaaaaahh aaaah aaaaaaaaaaaaaaaah aaaaaaaaaaaaaaaah amor. II - Quando entre as fronhas da noite azul o seu beijo se fizer presente nos meus lábios, eu vou descobrir nas nuvens dos lençóis que encobrem seu corpo a sedução medonha de vê-la nua e inteira para me servir do desejo aceso que rouba a calma espragatada no colchão da cama sem saída & pronta para ser servida pela ganância de foder sua alma o corpo & tudo que me apetece deusa maiúscula e quando as cobertas estiverem desnudas & você iluminada de tudo que me assanha vou mergulhar na sua natureza etérea & provar de todos os gostos que me agitam a saliva na sua carne saborosa com todos os seus atributos expostos à minha gula de garanhão faminto e vou indecente me empanturrar de toda oferenda esguia & safada do seu jeito matreiro que explode em suas curvas mais acentuadas até chupar-lhe os ductos dos seios mais adoráveis enquanto seu olho manhoso revira afogado & sua língua atrevida provocando a lamber seus próprios lábios com a delícia gostosa do coito abrasado e vou pegá-la de quatro aprumando meu membro teso empunhando a lança pronta para enfiar-lhe inteira goela adentro em direção de suas profundidades até vê-la gemendo esfregando nossas carnes & roçá-la gritando maluca transida de prazer sussurrando a doçura de ser possuída &  vou agitá-la alisando-lhe a púbis & suas pernas estiradas ao meu ombro & meu sexo no seu no contorno das ancas da festa das carícias cantando "parceiro das delícias" de geraldinho azevedo com meu dedo na boca crás! & vou comê-la como quem se delicia do prato mais favorito & e vou remexer seus quadris & dançar a dança mais louca da trepada mágica dos gozos mais obscenos que alcançam o infinito dos orgasmos mais mútuos & deixá-la agoniada no frenesi de todas as paixões alucinadas que queimam por dentro o prazer de ser explorada em todos os seus domínios até vê-la carinha de anjo feliz satisfeita com a minha posse irrefreada e quando satisfeita se virar cansada, enlanguescida, exaurida vou deixar meu membro descansar no rego da sua bunda permitindo que ao amanhecer possa recitar poemas devassos carregados de luxúria e paixão. III – Quero buscar nos seus lábios o sabor de todos os gostos de suas querências para neles depositar a loucura de todos os meus quereres e quero buscar nos seus olhos a esperança da vida mais linda e mais prazerosa que um homem jamais possa encontrar no paraíso de sua ardência e quero encontrar na sua boca as ânsias sedentas e mais loucas de toda volúpia de sua voz e de seu ser no transe obscuro do gozo medonho e quero sugar dos seus seios toda a entrega mágica do segredo de mãe e mulher e nele alcançar a altitude de nossos mormaçados desejos e quero beber do seu sexo toda descarga de sua maravilhosa manifestação e encontrando a vida que meu corpo preenche que minha alma apetece que meu sexo enrijece que meu querer treme e meu gozo realiza e quero lamber suas coxas por todo o caminho para a felicidade eterna dos caminhos azuis e devaneios presentes e quero morder sua carne para que eu deixe minha fome exaltada de você em todas as minhas alucinadas vontades de possuir seu bem mais precioso e quero acariciar seu coração com o total das minhas insanas vontades de amar a me completar como gente, a me realizar como amante, a fazer de você a mais cobiçada mulher. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui.


Imagem: Nude woman, do artista visual húngaro Pal Fried (1893 – 1976).


REVERSE THREAD – Curtindo o álbum Reverse Thread (E1 Music, 2010), da violinista de jazz Regina Carter. Veja mais aqui.




EPÍGRAFE - É preciso saber que o mundo é sem esperança e, contudo, decidir mudá-lo, do escritor e roteirista estadunidense Francis Scott Fitzgerald (1896-1940). Veja mais aqui e aqui.

GESTÃO EM SAÚDE – O livro Gestão em saúde (Guanabara Koogan, 2012), de Gonzalo Vecina Neto e Ana Maria Malik, trata sobre o processo de assistência à saúde, a gestão na assistência à saúde, organização e funcionamento dos serviços de saúde, serviços técnicos, serviços diagnósticos e terapêuticos, o edifício do serviço de saúde, gestão da tecnologia de informação, hospitalares, de risco e controle, conceito de segurança, manutenção de edifícios e equipamentos, fronteiras da assistência à saúde, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

A RELAÇÃO ENTRE PROFESSOR E ALUNO – O livro A relação entre professor e aluno: um olhar interdisciplinar sobre o conteúdo e a dimensão humana (Wak, 2010), organizado Sergio Simka e Italo Meneghetti, a busca pelo entendimento humano na relação entre professor e aluno, novos percursos interativos no espaço acadêmico, deslocamentos lúdicos e teóricos para outras realidades práticas, ensino e aprendizado como arte e técnica do diálogo, inquietações para colóquios éticos na academia, formação do professor para lecionar no Ensino Fundamental e Ensino Médio, reflexão das relações professor e aluno e entre conteúdo e dimensão humana, tarefas atuais da educação, o sentido do ensinar e do aprender, superação das limitações tecnicista, a dor que cura, além do embrutecimento, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

NO BOSQUE DA NOITE – O livro No bosque da noite (Códex, 2010), da escritora, repórter, ilustradora e colunista de teatro estadunidense Djuna Barnes, conta a história de um amor homossexual de duas mulheres que servem de mota para retratar a sociedade decadente da Europa dos anos 1920, refletindo sobre o amor naseamdp=se na história e na religião. Da obra destaco o trecho: [...] O homem, ela disse, com as pálpebras palpitando, ao se condicionar ao medo, criou Deus; como a pré-historia, condicionando-se à esperança, criou o homem – o resfriamento da terra, a retração do oceano. E eu, que me ressinto da falta de forças, escolhi uma menina que lembra um menino [...]. Veja mais aqui.

NA LONA – Entre os poemas da poeta professora e editora da Revista A Cigarra, Jurema Barreto de Souza, destaco a sua poesia Na lona: Quando ele me morde a nuca / arrepio salto mortal / garras, kama sutra, tigre do Nepal. / Nesta hora nem sei se há tigres / nem onde é o Nepal, tudo circo / domador e domada, cinqüenta graus. / Toda rima é casual / contorcionista, de ponta cabeça / o mundo parece que é normal. / Maçã do amor, lambuzada / a boca fresca de água recente / indecente sorri do perigo / do grito, só mágicas, sem mitos. / Uma bailarina suspensa / no arco invisível que salta / sobre o cavalo branco / em círculos na serragem do tempo. / Trapezista confio na mão do artista / no espaço vazio a cada momento / sou outra para que ele tenha / em mim todas as mulheres. Veja mais aqui.

BLASTED – A peça teatral Blasted, da dramaturga inglesa Sarah Kane (1971-1999), conta a história de um jornalista envolvido com um grupo de direita, sua namorada grávida e um paramilitar enlouquecido de ódio, que fazem de um quarto de hotel, na Inglaterra, o resumo dos horrores políticos e sociais contemporâneos. Veja mais aqui e aqui.

SWEET SIXTEEN – O premiado drama policial Sweet sixteen (Felizes dezesseis, 2002), dirigido por Ken Loach, trata sobre a realidade dos desfavorecidos com uma mistura sutil de desesperança, humor e compaixão, contando a história de um adolescente conturbado que sonha em começar de novo com sua mãe que está cumprindo pena numa prisão e as tentativas dele arrecadar dinheiro para os dois vai esbarrar numa realidade crua bastante desfavorável. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Premise to revive, by Wang Huaxiang.

Veja mais Cecília Meireles, Pablo Milanés, Bertha Lutz, Pedrinho Guareschi, Juliette Binoche, Jean-Luc Godard, Celina Guimarães, Costinha, Myriem Roussel, Johan Christian Dahl & muito mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Voo sedutor, da artista plástica do Surrealismo belga, Jane Graverol (1905-1984);
Veja aquiaqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA

Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.



domingo, julho 19, 2015

MAIAKOVSKI, MARCUSE, GROTOWSKI, LOACH, DEGAS, OS SALTIMBANCOS, LOBISOMEM ZONZO & BRINCARTE DO NITOLINO!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA – AH, SE EM TODO LUGAR HOUVESSE AMOR – Hoje é o Dia dos Povos Oprimidos – de que mesmo?!? Ah, tá, preciso saber do que se trata. Seguinte: buscando acontecimentos históricos, a data de hoje é importante... peraí, deixa eu filar aqui... hum... sim...Pedra de Roseta, Convenção de Seneca Falls e pelos Direitos da Mulher – isso é importante, hum... deixe ver... festa em Bom Jardim, Pernambuco, eita! Terra do Guga Doido, quanto tempo, hem? Que mais? hum...Marilyn, independência do Laos, Guerra do Vietnã, aviões barroam no céu, rebeldes sandinistas depõem Somoza na Nicarágua, etc, etc, etc. É, data importante para reflexão e só pra comemoração dos nicaraguenses que sofreram horrores, a liberdade do povo do Laos e, sobretudo, registro da luta das mulheres. Por tabela, acharam por bem dedicar o dia de hoje pra caridade – como se caridade merecesse ser feita em um só dia. E também pro futebol, afinal em 1992 o Flamengo se sagraria tetracampeão brasileiro. Tá. Mas Dia dos Povos Oprimidos? Como eu disse antes, importante. E a opressão deixou de existir? Mas, isso me lembrou duma coisa que me ocorreu alguns anos atrás. Foi por ocasião do lançamento do segundo volume da antologia Brincarte – II Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, quando a garota à época com 12 anos de idade, estudante da Escola Santa Lúcia – Maceió AL, hoje uma senhorita de 28 anos de idade, Wanessa Roberta M. Melo, me encarou de frente e escreveu: O chão. Em todo lugar tem chão. O céu. Em todo lugar tem céu. O amor. Era bom se em todo lugar tivesse amor. Ponto final. Veja mais aqui.

 Imagem: Prima Ballerina (1878), do pintor impressionista francês Edgar Degas (1834-1917). Veja mais aqui e aqui.

Curtindo o álbum da fábula musical Os Saltimbancos (Phillips, 1977), da peça teatral da dupla Luis Enríquez Bacalov & Sergio Bardotti, adaptada por Chico Buarque. Veja mais aqui.

PGM BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia do programa Brincarte do Nitolino pras crianças de todas as idades. Será a partir das 10hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação simpática de Isis Corrêa Naves. Na programação: Palhaço Carequinha, Altamiro Carrilho, Marina Seneda, Tia Conça, Fernando Fiorese, Hakuna Matata, Meimei Corrêa & A Lenda do Tsuru, Todo dia é dia de ser criança, Teleco Teco, Princesas do Mar, Pimpão & Fumaça, Patati & Patatá, & muito mais pra garotada. No blog não deixe de conferir as edições da antologia Brincarte, resultado do Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, publicadas nos anos de 1998/99, pelas Edições Nascente e, também, o Projeto O Mundo Encantado da Leitura, desenvolvido pelo Sesc Jaraguá, comandado pela diretora Meire Célia. Para conferir tudo isso, ao vivo e online, clique aqui ou aqui.

A ORIGEM DO INDIVIDUO REPRIMIDO – No livro Eros e Civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud (Zahar, 1975), do sociólogo e filosofo alemão pertencente à Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse (1898-1979), encontro o capítulo denominado A origem do indivíduo reprimido (Ontogênese), do qual destaco o trecho a seguir: [...] O primitivo conceito freudiano de sexualidade está ainda muito distante do de Eros como instinto vital. O instinto sexual é, no começo, apenas um instinto específico (ou, melhor, um grupo de instintos) a par dos instintos do ego (ou de autopreservação), e é definido por sua gênese, intento e objeto específicos. Longe de ser pansexualista, a teoria de Freud, pelo menos até a sua introdução do narcisismo em 1914, caracteriza-se por uma restrição do âmbito da sexualidade uma restrição que é mantida apesar da persistente dificuldade em verificar a existência ainda dependente de instintos não-sexuais de autopreservação. Há ainda um longo caminho a percorrer até chegar–se à hipótese de que os últimos são, meramente, instintos componentes cuja função é assegurar que o organismo seguirá seu próprio caminho, rumo à morte, e impedir quaisquer processos eventuais de retorno à existência inorgânica, além daqueles que são imanentes no próprio organismo, ou o que seria outro modo de dizer a mesma coisa que são eles próprios de natureza libidinal, uma parte de Eros. Contudo, a descoberta da sexualidade infantil e das quase ilimitadas zonas erotogênicas do corpo prenuncia o subsequente reconhecimento dos componentes libidinais dos instintos de autopreservação e prepara o caminho para a reinterpretação final da sexualidade e em termos do instinto de vida (Eros). Veja mais aqui, aqui e aqui.

ORDEM Nº 2 AO EXÉRCITO DA ARTE – No livro Maiakovski vida e poesia (Martins Claret, 2007), do poeta russo Vladimir Maiakovski (1893-1930), encontro o poema Ordem nº 2 ao exército da arte, o qual transcrevo a seguir na tradução de Haroldo de Campos: A vós / - barítonos redondos - / cuja voz / desde Adão até a nossa era / nos atros buracos chamados teatros / estronda o ribombo lírico de árias. / A vós / - pintores - / cavalos cevados, / rumino-relinchante galardão eslavo, / no fundo dos estúdios, cediços como dragos, / pintando anatomias e quadros de flores. / A vós / rugas na testa entre fólios de mística / - micro-futurista, / - imagista, / - acméistas- / emaranhados no aranhol das rimas. / A vós - / descabelando cabelos bem-penteados, / barganhando escarpins por solados, / vates do Proletcult, / remendões do fraque velho de Púchkin. / A vós - / bailadores, sopradores de flauta, / amolecendo às claras / ou em furtivas faltas, / e figurando o futuro nos termos / de um imenso quinhão acadêmico. / A vós todos / eu - / que acabei com berloques e dou duro na Rosta - / gênio ou não gênio, tenho / a dizer: basta! / Abaixo com isso, / antes que vos abata o coice dos fuzis. / Basta! / Abaixo, / cuspi / no rimário, / nas árias, / nos róseos açafates / e mais minincolias / do arsenal das artes. / Quem se interessa / por ninharias / como estas: "Ah pobre coitado! / Quanto amou sem ter sido amado...? / Artífices, / é o que o tempo exige, / e não sermonistas de juba. / Ouvi / o gemido das locomotivas, / que lufa das frinchas, do chão: / "Dai-nos, companheiros, / carvão do Don! / ao depósito, vamos, / serralheiros, / mecânicos!" / À nascente dos rios, /~deitados com furos nas costas, / - Petróleo de Baku! - pedem navios / uivando nas docas. / Perdidos em disputas monótonas, / buscamos o sentido secreto, / quando um clamor sacode os objetivos: / "Dai-nos novas formas!" / Não há mais tolos boquiabertos, / esperando a palavra do "mestre". / "Dai-nos, camaradas, uma arte nova / - nova - /que arranque a republica da escória. Veja mais aqui e aqui.

O NOVO TESTAMENTO DO TEATRO – No livro Para um teatro pobre (Forja, 1975), do diretor de teatro polaco e figura central do teatro experimental e de vanguarda, Jerzy Grotowski (1933-1999), encontro O novo testamento do teatro, no qual o autor revela que: Que significa a palavra teatro? Eis a questão com que nos debatemos frequentemente e para a qual existem várias respostas possíveis. Para o acadêmico, o teatro é um lugar onde o ator recita um texto escrito, ilustrando-o com séries de momentos, destinados a tornar mais fácil a sua compreensão. Interpretado deste modo, o teatro é um acessório útil da literatura dramática. O teatro intelectual é uma mera variação desta concepção. Os que o advogam consideram-no uma espécie de tribuna polemica. Também aqui o texto é o elemento primordial, servindo o teatro apenas de suporte a certos argumentos intelectuais, patenteando a sua confrontação. Trata-se de um regresso à arte medieval do duelo oratório. Para o espectador médio, o teatro é antes de tudo um lugar de distração [...] A própria gente de teatro não tem, de modo geral, uma noção clara do que o teatro vem a ser. Para o ator médio, o teatro é sobretudo ele próprio, e não aquilo que é capaz de conseguir por meio da sua técnica artística. Ele – o seu organismo pessoal – é o teatro. [...] Para o cenógrafo, o teatro é, acima de tudo, uma arte plástica – o que pode ter consequências positivas. Os cenógrafos são adeptos, muitas vezes, do teatro literário. [...] Finalmente, o que é o teatro para o encenador? Os encenadores chegam ao teatro depois de falharem noutros campos. Aquele que sonhou tornar-se dramaturgo acaba geralmente como encenador. O ator que não tem existo, a atriz que já representou a jovem prima-dona e envelhece, volta-se para a encenação. O critico de teatro, que durante muito tempo teve um complexo de impotência relativamente a uma arte que só sabe descrever, eis que se torna encenador. O hipersensível professor de literatura, que está farto do trabalho acadêmico, considera-se a si próprio competente para a encenação. Sabe o que é um drama – e o que significa teatro para ele para além da realização de um texto? [...] Um encenador quer, evidentemente, ser criativo. Logo – mais ou menos conscientemente – advoga um teatro autônomo, independente da literatura, que considera como mero pretexto. Porém, gente capaz de um trabalho realmente criativo é rara. [...] O teatro pode existir sem figurinos nem cenários? Pode, sim senhor. Pode existir sem música de acompanhamento? Pode. Pode existir sem efeitos de luzes? Claro que pode. E sem texto? Também: a história do teatro confirma-o. na evolução da arte teatral, o texto foi um dos últimos elementos a surgir. [...] Mas poderá o teatro existir sem atores? Não conheço nenhum exemplo disso. Poderia referir-se o teatro de fantoches. Mesmo aí, porém, encontramos um ator por detrás da cena, embora de outro gênero. Pode o teatro existir sem público? Em última análise, é necessário, pelo menos, um espectador para fazer o espetáculo. Ficamos, pois, com o ator e o espectador. Logo, podemos definir o teatro como aquilo que tem lugar entre o espectador e o ator. Todo o resto é suplementar – talvez acessório, mas suplementar. [...]. Veja mais aqui e aqui.

JUST A KISS – O drama Just a kiss (Apenas um beijo, 2004), do engajado cineasta britânico Ken Loach, com roteiro de Paul Laverty e música de George Fenton, conta a história de um relacionamento romântico entre duas pessoas pertencentes a comunidades diferentes e opostas mais ou menos diretamente para o seu relacionamento, na Escocia. Ele é um jovem disc jockey filho de imigrantes paquistaneses muçulmanos, com o sonho de começar seu próprio negócio e é prometido a casar com uma prima; eis que uma jovem professora católica vai causar problemas no que foi traçado pela família dele, gerando conflitos com as tradições familiares habituais diante do estilo de vida ocidental. Emerge a sensação de perda da liberdade, os motivos da família, as tradições das comunidades diferentes, a lei religiosa. Interessante história tornando recomendável a assistência atenta para o belíssimo filme. O destaque do filme vai para a atriz irlandesa Eva Birthistle. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Capas do livro da história & peça teatral O Lobisomem Zonzo. Veja mais aqui e aqui.


Veja mais sobre:
O aperto que virou vexame trágico, As estratégias sensíveis de Muniz Sodré, O soldado morto de Sophia de Mello Breyner Andresen, Tecnologias & esquecimento de Maria Cristina Franco Ferraz, a fotografia de Alexander Yakovlev, a pintura de William Mulready & Ângelo Hasse, a arte de Doris Savard, a música de Asaph Eleutério – Ninguém, Ricardo Loureiro & Radio Estrada 55 aqui.

E mais:
Cadê o padre Bidião?, História da criança e da família de Philippe Ariès, O sol também se levanta de Ernest Hemingway, Espelho convexo de Celina Ferreira, O teatro e seu duplo de Antonin Artaud, o cinema de música de Catherine Malfitano & Mawaca, a pintura de Emil Orlik & Miles Mathis, Programa Tataritaritatá & muito mais aqui.
A obra de arte e a reprodução de Walter Benjamin, Philippe Ariès, Neuropsicologia, Educação Sexual, a música de Charlotte Gainsbourg, a pintura de Emil Orlik, o teatro de Ruy Jobim Neto & a arte de Marco Leal aqui.
Literatura de cordel: È coisa do meu sertão, de Patativa de Assaré aqui.
Liberdade para aprender de Carl Rogers, A mistificação pedagógica de Bernard Charlot, a arte de Bernard Charlot, Voyeurismo, Curriculum podre& ficha suja, Zé Bilola toma na tarraqueta & muito mais aqui.
Quase meio dia, As revoluções científicas de Thomas Kuhn, Não morra antes de morrer de Yevgeny Yevtushenko, Os amores amarelos de Tristan Corbière, A consciência da mulher de Leilah Assumpção, a música de Debussy & Sandrine Piau, o cinema de Eric Rohmer & Françoise Fabian & Marie-Christine Barrault, a arte de Dian Hanson & Eric Kroll, a pintura de Hyacinthe Rigaud & Vittorio Polidori aqui.
Big Shit Bôbras - a profissão golpista do marido da Marcela, História Universal da Infâmia de Jorge Luis Borges, O mundo das imagens eletrônicas, a música de Fredrika Brillembourg, a pintura de Siron Franco & a arte de Miguelanxo Prado aqui.
Rua do Sol, Anatomia da destrutividade humana de Erich Fromm, Museu de tudo de João Cabral de Melo Neto, Confissões de Narciso de Autran Dourado, a arte de Ivan Serpa, a música de Dawn Upshaw & a fotografia de Larry Clark aqui.
As flores maio, Os cantos de Ezra Pound, O poço dos milagres de Carlos Nejar, Neurociências, a pintura de Fernand Léger, a música de Marku Ribas, a fotografia de Waclaw Wantuch & a arte de Luciah Lopez aqui.
Quando renasci pra vida depois de morrer pela primeira vez, Presenças de Otto Maria Carpeaux, Moll Flandres de Daniel Defoe, o teatro de Hugo von Hofmannsthal, a música de El Hadj N'Diaye & Érica García, a arte de Antonio Dias & Xul Solar aqui.
O pavor dos acrófobos à beira do abismo, o pensamento de Comenius, Jornada de um poema de Margaret Edson, Toponimia pernambucana de José de Almeida Maciel, a poesia alemã de Olívio Caeiro, a música de Leoš Janáček & Kamila Stösslová, a arte de Pierre Alechinsky & Philip Hallawel aqui.
Forte e sadio que nem o povo do tempo do ronca, Seis propostas para o próximo milênio de Ítalo Calvino, A geografia da fome de Josué de Castro, Poesia Moderna da Grécia, a música de Angela Gheorghiu, a fotografia de Evelyn Bencicova, a pintura de René Mels & Paul-Émile Bécat aqui.
Renascido da segunda morte, João Ternura de Aníbal Machado, Modernidade líquida de Zygmunt Bauman, a música de Jacob de Haan, Comunicação em prosa moderna de Othon Moacir Garcia, a ilustração de Andy Singer, a arte de Chris Cozen & Niki de Saint Phalle aqui.
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