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sábado, outubro 22, 2016

DARIO FO, SADE, JASPERS, HILTON JAPIASSU, JOÃO DO RIO, SCHLOCHAUER, BRÁULIO TAVARES, ANTHEA ROCKER, GHADA AMER, CZERNY, DIOGO DE MACEDO, HERBERT MATTER, JAZZ & CIA

INEDITORIAL: ESPERA (Imagem: Waiting on the platform, by Anthea Rocker) - A vida levando, sombria esperança. Os dias tato tontos servindo estranheza. A utopia de ser existente. O fácil vazio que só arrefece em praça tolhida, e ser condução: esperando Pinheiros no Largo da Paz. Eu não sei agonia se espero amanhã. O fato existe em não ser amanhã. Sem tempo presente, imediato, um átimo sensível de não se expressar. Eu não sei ironia se já anoitece. Se bem que meu peito nem amanhecia. A pedra está por todos os lugares. E a solidão de um banco de praça é fruto do ermo em sensação e reveste meu corpo em chuva fininha que aglutina e já é temporal, sequer o ônibus Pinheiros, sequer, apontou no Eldorado. Minha praça vazia, meu coração. Todos os outros pegaram seu rumo e esqueceram a poeira no cansaço marcado. Já não posso molhar meu corpo na chuva, nele só cabe o mormaço da vida, esperando Pinheiros no Largo da Paz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. (In: Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992.). Vamos agora aprumar a conversa nas novidades: na edição de hoje destaque para a condição humana de Karl Jaspers, o pensamento epistemológico de Hilton Japiassu, a literatura de João do Rio, os contos proibidos de Marquês de Sade, o teatro de Dario Fo, a música de Regina Schlochauer, a escultura de Diogo de Macedo, o Colóquio de Estudos Feminista e de Gênero, a entrevista de Bráulio Tavares, a fotografia de Herbert Matter, a pintura de Aaron Czerny, Anthea Rocker & Ghada Amer, a dança do Jazz & Cia Grupo de Dança, o Dicionário Tataritaritatá & a croniqueta O que sou de praça na graça que é dela. Para ver mais clique aqui.

Veja mais sobre:
Da História do Brasil pro Fecapema, William Shakespeare, Timotthy Leary, Franz Liszt, Leconte de Lisle, Nelson Pereira dos Santos, Leila Diniz, Robert Capa, Vincent Stiepevich, Coronelismo e cangaço aqui.

E mais:
A música de Dhara – Maria Alzira Barros aqui.
Sobre o Suicídio, Padre Bidião, A primavera de Ginsberg & muito mais aqui.
A educação no pensamento Marxista aqui.
As trelas do Doro: olha a cheufra! Aqui.
Fecamepa: quando embola bosta, o empenado não tem como ter jeito!!!! Aqui.

DESTAQUE: A CONDIÇÃO HUMANA
Imagem: Perception and the human condition, art by Aaron Czerny.
-nos da nossa situação humana. Estamos sempre em determinadas situações. Estas modificam-se, surgem novas oportunidades; se as desperdiçarmos, não tornam a oferecer-se. Por mim, posso agir para alterar a situação. Há, porém, situações que se mantêm essencialmente idênticas, mesmo quando a sua aparência momentânea se modifica e se oculta a sua força avassaladora: tenho de morrer, tenho de sofrer, tenho de lutar, estou sujeito ao acaso e incorro inelutavelmente em culpa. A estas situações fundamentais da nossa existência damos o nome de «situações-limite». Quer isto dizer que são situações que não podemos transpor nem alterar. A tomada de consciência destas situações-limite é, após o espanto e a dúvida, a origem mais profunda da filosofia. Na existência comum esquivamo-nos a elas muitas vezes, fechando os olhos e vivendo como se não existissem. Esquecemos que temos de morrer, esquecemos a nossa culpabilidade e a nossa sujeição ao acaso. Defrontamo-nos, assim, apenas com situações concretas, que resolvemos em nosso benefício e às quais reagimos por planos e atos instigados pelos interesses da nossa existência no mundo. Às situações-limite, porém, a nossa reação é diferente: ou as ignoramos ou, se realmente as apreendemos, desesperamos e readquirimo-nos a nós próprios por uma metamorfose da nossa consciência do ser. [...] O Homem apodera-se da natureza para se assegurar do seu serviço; a natureza deverá ser domesticada pelo conhecimento e pela técnica. Todavia, o próprio domínio da natureza é aleatório. Constantemente ameaçado, por vezes malogra-se totalmente. [...] Contudo, na insegurança geral do mundo, serve-nos de indicação, impede a completa satisfação mundana, aponta-nos algo diferente. As situações-limite – morte, acaso, culpa e insegurança – mostram o fracasso. [...] Por outras palavras: o Homem busca a redenção. A redenção é-lhe oferecida pelas grandes religiões universais. O seu sinal é uma garantia objetiva da verdade e realidade da redenção. Seguir esta via conduz ao ato da conversão do indivíduo. Isto não pode a filosofia oferecer-lhe. Todavia, o filosofar é um triunfo sobre o mundo, o análogo da redenção.
Trecho extraído da obra Iniciação filosófica (Guimarães, 1960), do filósofo e psiquiatra alemão Karl Jaspers (1883-1969). Veja mais aqui.

O QUE SOU DE PRAÇA NA GRAÇA QUE É DELA – O que resta de mim é sempre muito pouco. Sou sempre grato, mesmo assim. Posso ter rastejado terrenos estéreis, me espremido por corredores e fatalidades, ou desesperado nos cantos escuros das ruas, vez em quando. Do pouco que tive, sempre valeu muito mais que tudo que perdi, quedei ou me flagelei. Esse pouco, apesar de tudo, é sempre muito e demais: apaga todos os naufrágios, sara cicatrizes, amaina as dores. Sempre remedia todas as minhas enfermidades das luas desfeitas e águas estagnadas. Sempre revigora meus momentos depressivos de catarses e estertores. Sempre ilumina a minha escuridão no breu de tudo. Ah, é a maior graça quando Freyaravi surge do nada para fazer meu coração festa de domingo, aos pulos e risos escancarados. Meu coração torna-se praça pro seu desfile sensual e ela a brincar comigo de todo tipo de faz de conta, até ser-me real, carne viva, transformando-se na mãe dos deuses egípcios: ela Neith para que toda graça possa plenamente me contemplar entre fogos de artifícios e celebrações estelares. É ela Tehenut nua com todos os festejos do ano e todas as comemorações da vida. É dela que tudo em mim se refaz, desde as memoráveis lembranças da infância, ao mínimo triz do que possa ser felicidade imensa no mais infinito dos prazeres. Por isso do que sou é dela, nada mais, sou praça em festa na graça do universo que é todo só dela. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aquiaqui

 Curtindo os álbuns (vols. 1 e 2) Um Cravo Bem Variado (The Well Varied Harpsichord, 1996) da pianista, professora e cravista Regina Schlochauer.

PENSAMENTO DO DIA - [...] Cada um de nós pode se tornar um pensador, alguém que se baseia na lógica da argumentação e da refutação, jamais confundindo as coisas da lógica com a lógica das coisas, e dizer “Não” a tudo o que degrada o homem. [...] Porque toda sociedade que nega a importância fundamental da racionalidade crítica para resolver seus problemas está mais facilmente exposta a ser vítima de tiranos e charlatães. [...]. Trechos recolhidos da obra A crise das ciências humanas (Cortez, 2011), do epistemólogo e professor doutor em Filosofia pela Université des Sciences Sociales de Grenoble (França) e pós-doutorado pela Universitsé des Sciences Humaines de Strasbourg (França), Hilton Japiassu

Imagens: a arte da pintora e artista contemporânea egípcia Ghada Amer.

MEMÓRIAS DE UM RATO DE HOTEL - [...] Não sei dizer. Posso afirmar que uma vontade superior me impelia como em estado de hipnose. É um outro ser que toma conta de mim. [...] Não sei. ia começar a minha epopéia. Tomei um carro de cocheira, enveredei por um alfaiate de primeira ordem e entrei na grande vida. [...] Estas memórias são uma confissão e não um romance. [...] Que diferença entre um grande artista, um grande político e um grande gatuno? Mas, no ponto de vista da finura para a realização de uma obra precisa, nenhuma. [...]. Trechos extraídos do texto O representativo do roubo inteligente (A Notícia, 1911), do contista, cronista e romancista João do Rio (Paulo Barreto, 1882-1921), no romance Memórias de um rato de hotel, a vida do Dr. Antônio contada por ele mesmo (Dantes, 2000), contando as memórias de um criminoso real que no momento encerrava sua vida de crimes preso na Casa de Detenção, uma máscara que o autor utilizou para cronicizar sobre o submundo do Rio de Janeiro e carnavalizar a sociedade.

 Imagens: a arte do escultor, museólogo e escritor português Diogo de Macedo.

A MANIPULAÇÃO DA CRISE PARA A ARTE - Há uns anos atrás, o poder, no máximo da sua intolerância, escorraçou os artistas dos seus países. Hoje em dia, os atores e as companhias sofrem com a dificuldade de encontrar espaços, teatros e público; tudo por conta da crise. Os governantes já não se preocupam em controlar quem os cita com ironia e sarcasmo, uma vez que os atores não têm espaços nem publico que os veja. Contrariamente ao que acontece hoje, no período da Renascença em Itália, os governantes tiveram enormes dificuldades em controlar os atores e comediantes que conseguiam mobilizar a sociedade para assistirem aos seus espetáculos. [...] Logo, a única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas que estão contra nós, e sobretudo contra os jovens que querem aprender a arte do Teatro: só assim nascerá uma nova geração de comediantes que aproveitará desta nossa experiência e dela tirará benefícios inimagináveis na procura de novas formas de representação. Trechos extraídos das palavras do escritor, dramaturgo, comediante italiano e Nobel de Literatura de 1997, Dario Fo (1926-2016). Veja mais aqui e aqui.


OS CONTOS PROIBIDOS DE MARQUÊS DE SADE – O drama Quills (Contos proibidos de Marquês de Sade, 2000), dirigido por Philip Kaufman, conta a história do escritor Marquês de Sade que vive em um asilo por loucura ao término de sua vida, chegando ao ponto de ser proibido de escrever, o que o leva a utilizar o próprio sangue e excrementos para deixar seus manuscritos nas roupas e paredes. O destaque fica por conta da belíssima atriz inglesa Kate Winslet. Veja mais aqui.


Imagem: pôster do espetáculo C'Est La Vie – a constante busca pela realizaçãodos sonhos -, do Jazz & Cia Grupo de Dança, com direção artística e coreografias do bailarino Robert Vaúna, participação do coreógrafo Túlio Sanches e figurino de Isabel Campos.

AGENDA: COLÓQUIO DE ESTUDOS FEMINISTA E DE GÊNERO – Acontecerá no dia 8 de novembro, a partir das 8hs, no campus universitário Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília, o III Colóquio de Estudos Feministas e de Gênero - Mulheres e Violências: Interseccionalidade, promovido pelo Fórum Notificação dos Casos de Violência contra a Mulher, como parte do projeto Notique. Informações: saudementalegenero@gmail.com Sítio: https://saudementalegenero.wordpress.com/eventos-2/ Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília - DF, 70910-900- FINATEC. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: BRAULIO TAVARES – Entrevista realizada por ocasião do lançamento do livro Os martelos de Trupizupe, do escritor, poeta, compositor, teatrólogo, roteirista, estudioso da cultura popular, o paraibano radicado no Rio de Janeiro desde 1982, Bráulio Tavares. Confira a entrevista aqui e aqui.

REGISTRO: DICIONÁRIO TATARITARITATÁ - O PAI DOS FABOS BURROS
Gentamiga, como a moçada simpática que prestigia minhas páginas tem perguntado em que raio de país ou planeta eu estou, respondo: vivo no Brasil desde que nasci. Todavia, parece que a turma pensa que eu falo uma droga de grego qualquer ou esperanto, volapuque, interlíngua ou que desgraça de traste de fala é essa que eles não sacam patavina. Bem, explico: é um pernambuquês condimentado com nordestês, brasileirês e outros processos semânticos e linguísticos da boba da peste do regionalismo heterodoxo nacional, mais juridiquês, analfabetês com acréscimos doutras expressões apropriadas de tantas outras línguas! Tradução: ininteligível mesmo, só para iniciados safados da mesma laia. Por isso, pra ficar por dentro da lorota toda confira o dicionário aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: a arte do fotógrafo e designer gráfico suíço Herbert Matter (1907-1984).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


sábado, maio 26, 2012

CLARICE, RAYMOND BERNARD, FREUD, JAPIASSU, PSICANÁLISE & FECOM!


FELICIDADE CLANDESTINA – [...] Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. [...] Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. [...]. Trecho extraído da obra Felicidade clandestina e outros contos (Rocco, 1998), da premiada escritora e jornalista Clarice Lispector (1920-1977). Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA: Nada é impuro entre dois seres que se amam, pensamento do filósofo e escritor místico francês, Raimond Bernard. Veja mais aqui.

A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS[...] Não tenho coragem para me erguer diante dos meus semelhantes como um profeta e aceito a censura de que não posso oferece-lhes consolação, no fundo, é o que todos os homens estão pedindo [...]. Trecho extraído da obra A interpretação dos sonhos (Círculo do Livro, 1989), do médico neurologista e criador da Psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939). Veja mais aqui e aqui.

O SABER & A LIBERDADE – [...] saber é um dever, um risco que cada indivíduo deve correr conscientemente para ter acesso ao estatuto de sujeito livre e racional [...]. Trecho extraído da obra Desistir de Pensar? Nem Pensar! (Letras& Letras, 2001), do epistemólogo e professor doutor em Filosofia pela Université des Sciences Sociales de Grenoble (França) e pós-doutorado pela Universitsé des Sciences Humaines de Strasbourg (França), Hilton Japiassu. Veja mais aqui e aqui.

FUNDAMENTOS DA TÉCNICA PSICANALÍTICA – O livro Fundamentos da técnica psicanalítica, de R. Horácio Etchegoyen, é dividido em seis partes. A primeira delas trata da introdução aos problemas da técnica; segunda sobre transferência e contraferescência; a terceira, da interpretação e outros instrumentos; a quarta, da natureza do processo analítico; a quinta, das etapas da análise; e a sexta sobre as vicissitudes do processo analítico. REFERÊNCIA: ETCHEGOYEN, R. Horacio. Fundamentos da técnica psicanalítica. Porto Alegre: Artmed, 2004. Veja mais aqui e aqui.

INTERFACES DA PSICANÁLISE – O livro Interfaces da psicanálise, de Renato Mezan, trata dos momentos da história psicanalítica a partir da origem e contexto da interpretação dos sonhos, as ideias de Freud, o inconsciente de Karl Abraham, a psicanálise no século e as subjetividades contemporâneas, a psicanálise e a cultura, a universidade e a epistemologia da psicanálise. REFERÊNCIA: MEZAN, Renato. Interfaces da psicanálise. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.

MANUAL DA TÉCNICA PSICANALÍTICA – O livro Manual da técnica psicanalítica: uma re-visão, de David Zimerman, é dividido em cinco partes. A primeira parte trata da evolução técnica analítica. A segunda parte trata sobre os fenômenos no campo do vínculo analítico; a terceira, as características clínicas e manejo técnico das diferentes psicopatologias. A quarta, as terapias analíticas especiais; e a quinta, situações específicas sobre vínculos e configurações vinculares, reflexões sobre a supervisão psicanalítica, o manejo técnico dos sonhos e um glossário de conceitos e termos propostos. REFERÊNCIA: ZIMERMAN, David. Manual de técnica psicanalítica. Porto Alegre: Artmed, 2004.


Veja mais sobre:
Quando te vi, a história da canção, Marilena Chauí, Adélia Prado, Luiz Gonzaga, Flora Gomes, Karel Skala, Cia. Corpos Nômades, Maysa Marta, Jan Saudek, Ana Nery & O carneiro de ouro aqui.

E mais:
Terceira Idade & Direito dos Idosos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
A pegação buliçosa do prazer aqui.
Ginofagia & as travessuras do desejo na manhã aqui.
A folia do prazer na ginofagia aqui.
Educação, orientação & prevenção ao abuso sexual aqui.
Os crimes contra a administração pública aqui.
Cidinha Madeiro & Todo dia é dia da mulher aqui.
Crimes contra a pessoa aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
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TATARITARITATÁ NA FECOM – O primeiro dia da Feira do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas (Fecom), foi realizado em clima de festa no estande da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Miguel dos Campos (CDL/SMC) com a presença inestimável de empresários, representantes classistas e sociedade em geral que prestigiaram o espaço. Confira tudo no Blog CDL Notícias.




sexta-feira, fevereiro 04, 2011

RUI KNOPFLI, LEON ELIACHAR, RICHARD MILLER, EDUCAÇÃO & PAZ

A arte do pintor do impressionismo estadunidense Richard E. Miller (1875–1943).

A PAZ – Não seria a paz a moldura funesta com rostos algozes impressos para o terror, não, não seria. Nem seria a chamada fúnebre para enfrentamento dos que querem nos sepultar de qualquer forma, como se fôssemos meros obstáculos e serviríamos para alimentar suas orgias de conquistas e vitórias. Não, não seria a paz o estampido da arma atroz a deflagrar petardos letais sobre nossa face, tórax, peito, coração. Não seria a máquina insistente a triturar sonhos e anseios, como se fôssemos azeite para as engrenagens mais sórdidas. Não seria a bandeira discriminatória de uns sobre outros, os melhores, os limpos, os puros e os bestiais construindo uma nova civilização conforme sua loucura e querer. Não, não seria a paz a injustiça nossa de todos os dias, jamais. A paz ainda precisa ser criada, nascida da mão estendida, da lágrima solidária, do peito aberto, da voz amena, do olhar terno e da vida compartilhada. A paz é como o beijo da mulher amada apaziguando nossas inquietudes. Esta a paz que precisamos criar e fazê-la nascer a cada dia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.




 EDUCAÇÃO – [...] Creio que o primeiro dever do educador consiste em aguardar um interesse fundamental pela pesquisa e em despertar no educando o espírito de busca, a sede da descoberta, da imaginação criadora e da insatisfação fecunda, no domínio do saber. Porque ele é um “agende provocador” e desequilibrador de estruturas mentais rígidas. O essencial é que o educando permaneça se mpre em estado de apetite. [...]. Trecho extraído do artigo A atitude interdisciplinar no sistema de ensino (Tempo Brasileiro, 1992), do epistemólogo e professor doutor em Filosofia pela Université des Sciences Sociales de Grenoble (França) e pós-doutorado pela Universitsé des Sciences Humaines de Strasbourg (França), Hilton Japiassu. Veja mais aqui.

DEPOIS DAS REVOLUÇÕES UTÓPICAS – [...] O novo individualismo transforma o sujeito na medida final de tudo, orienta- se para a realização profissional e pessoal a parti r de um processo de libertação à qual, entretanto, não se soma a responsabilidade cívica. Pelo contrário, é um individualismo muitas vezes cínico, no qual a idéia de liberdade é pensada como fruição e se realiza em um quadro de relativismo moral em que tudo é permitido [...] Trecho extraído da obra As Revoluções Utópicas dos anos 1960 (Editora 34, 2006), do economista, advogado, cientista político e administrador de empresas Luiz Carlos Bresser Pereira.

A MISÉRIA DA ESTÉTICA – [...] a família rural migra para a periferia, o marido se desemprega e bebe ou se aproxima da praga tual, a droga e seu tráfico; a mulher trabalha e a filha de 6 anos cuida dos menores. Como de 30% a 40% da população brasileira migra a partir de 1970, estamos falando de dados epidêmicos. Onde não há estrutura de intimidade, os sintomas não se constituem no que Freud denominou essas maravilhosas construções estéticas. Estas necessitam de um mínimo de delicadeza amorosa. Personalidades construídas nesse estado de rarefação se tornam destituídas da matéria dos sonhos e assim não constroem interioridade. A ação prevalece sobre o pensamento, o concreto se impõe ao simbólico, a pornografia suplanta o erótico, a droga não permite a fruição. A pobreza de espírito não permite a configuração da intimidade. O verso se apresenta em exílio forçado. A violência caótica se torna a regra. Diante dessa miséria, dessa impossibilidade de reflexão de carência de modelos para identificação, migalhas de intimidade são consumidas com furor [...]. Trecho extraído do artigo A miséria da estética (Bravo, janeiro 2002), do psicanalista Leopold Nosek.

ISABELA, A MULHER QUE SOFRIA EM GRIFOIsabela nasceu num cantinho de página. Nasceu para sofrer, para q eu negar? Logo na terceira ou quarta linha, completou 20 anos de idade, pra ter, de saída, a sua primeira desilusão no amor. [...] Tudo é premeditado. Para aproveitarmos um velho desenho de uma mulher de preto, matamos, sem titubear, o marido de Isabela que passou a ficar de luto, pela morte do seu primeiro marido – uma vez que pretendemos casar Isabela muitas outras vezes. Para isso, neste capítulos, fizemos um desenho novo, com tinta e nanquin também novos, em papel de primeira qualidade: afinal de contas, uma Isabela caprichada, com traços firmes e curvas insinuantes, atrairá certamente a cobiça de novos personagens [...]. Trechos extraídos da obra Homem ao zero (Expressão e Cultura, s/d), do escritor e jornalista Leon Eliachar (1922-1987). Veja mais aqui.

TESTAMENTOSe por acaso morrer durante o sono / não quero que te preocupes inutilmente. / Será apenas uma noite sucedendo-se / a outra noite interminavelmente. / Se a doença me tolher na cama / e a morte aí me for buscar, / beija Amor, com a força de quem ama, / estes olhos cansados, no último instante. / Se, pela triste monotonia do entardecer, / me encontrarem estendido e morto, / quero que me venhas ver / e tocar o frio e sangue do corpo. / Se, pelo contrário, morrer na guerra / e ficar perdido no gelo de qualquer Coreia, / quero que saibas, Amor, quero que saibas, / pelo cérebro rebentado, pela seca veia, / pela pólvora e pelas balas entranhadas / na dura carne gelada, / que morri sim, que me não repito, / mas que ecoo inteiro na força do meu grito.Poema do poeta, jornalista e critico literário moçambicano Rui Knopfli (1932-1997). Veja mais aqui.

EDUCAÇÃO
Veja mais artigos & textos sobre Educação aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.



 DESPAUTÉRIOS DO FHC: E HAJA ÓLEO DE PEROBA!!!! – Quando vi Fegacê do mais DEMo com aquele blá blá blá todo de decepcionado sociológica e políticamente do governo do Lulinha, isso acoloiado com o coveiro Serra que é o hipocondríaco careca, mais o Guerra que era brizolista, o catatônico Téo das Alagoas que é o mamoeiro da Seresta e mais uma enfieira de trepeças mumunhentas que passaram 10 anos no planalto e a desgraça que já era foi feita de festa, pensei logo, cá comigo, que a fábrica de óleo de peroba deve estar com o faturamento lá em cima de tão superavitário pelo consumo desses caras de pau. Ora, ora, isso tudo só mesmo no FECAMEPA.




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Vou pro cinema, Isaac Bashevis Singer, Natasha Bedingfield, Ferdinand Saussure, Dušan Makavejev, Javier Arizabalo, Pedro Bismarck, Susan Anspach, Annie Bidal & Ivo Korytowski aqui.

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Vade-mécum – enquirídio: um preâmbulo para o amor aqui.
A cidade, a urbanização e as enchentes aqui.
Saúde na bunda aqui.
Close, Albert Einstein, Turíbio Santos & Silvio Barbato, Alcides Nogueira, Takeshi Kitano, Dahlia Thomas, Alain Bonnefoit, Neurociência, Enaura Quixabeira Rosa e Silva, Kayoko Kishimoto, Raul Longo, & Todo dia é dia da mulher aqui. 
Ânsia do prazer, Educação Sexual, Gustave Charpentier, Paulo Cesar Sandler, Beth Goular, Hironobu Sakaguchi, Ming-Na Wen, Jeremy A. Engleman, Existencialismo & Alienação na Literatura, Linguistica & Poética, Masturbação & auto-erotismo, Neuroanatomia, Voluntarismo & Ringue dos Bancos aqui.
O santo bode Frederiko aqui.
Doro Presidente aqui.
Igreja Bidiônica do Final dos Tempos aqui.
Moto perpétuo, Martin Buber, T. S. Eliot, Carl Nielsen, Mário Viana, Petr Kanka, Cecília Zilliacus, Kamila Stösslová, Zuzana Vejvodova, Hope 2050, Rick Nederlof, Francisco Zuniga, Teoria da forma literária, Psicologia na formação docente, Metodologia das ciências sociais & O Ponto G aqui.
Saúde no Brasil, HapVida-HapMorte & Derinha Rocha aqui.
Vers&prosa pra menina azul aqui.
Cantiga, Sócrates, Paul Dukas, Alceu Amoroso Lima, Leila Miccolis & Sociedade dos Poetas Vivos, Sergi Belbel, Mariana Paunova, Nagisa Oshima, Milena Olesinska,  Merello, Pesquisa em ciências sociais & Derinha Rocha aqui.
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...