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segunda-feira, fevereiro 12, 2018

ZÉ DA LUZ. LOU SALOMÉ, KANT, DARWIN, ANTÔNIO MARIA, COSTA-GAVRAS, TOMIE OHTAKE, LEONARDO KOSSOY & DERY NASCIMENTO.

QUASE NADA PRA DIZER – Imagem: arte da artista plástica nipo-brasileira Tomie Ohtake (1913-2015). – UMA: SAUDADES, DERY NASCIMENTO (1968-2018) - A vida tem dessas coisas! A cada três horas um novo capítulo e o paroxismo com toda chatura nos intervalos comerciais, uma alfinetada insistente nos quibas e trololó pra se engalobar (como seria salutar se alguém fritasse nessa hora: Cala boca, trepeça!). A gente nem se dá conta que morre a cada dia, afinal a gente nasce pra morrer mesmo, esse o riscado e é preciso aprender a conjugar o verbo direitinho. Sem essa taboada, a gente vive na corda bamba pra tirar o atraso como se desse sentido pra boiar nas ondas dos dias, larali laralá, dois pra lá & trocentos pra cá, ou vice-versa que é mais certo e é assim que o samba vai ao ritmo do paradoxo, pisadas no calo do dedo do pé, ai, chutes na canela, ui, vai na força de vontade, zis leões rugindo no maluvido e o mundo cheio de nó pelas costas, sempre a insistir, persistir e, se der – ninguém dos vizinhos ou entre os amigos comeu bosta de cigano pra adivinhar o que é que vai dar depois dali e avisar pra gente - perseverar, de repente: ué! Já era. Vai ver perdeu a hora, passou batido. E foi? Se liga, meu. Tô ligado – em quê mesmo, hem? Sei lá, bola pra frente. Às vezes, aliás, sempre aquela astúcia de dar o toque na intenção do arrodeio, mas cadê pernas? Respira, senão desmonta e a queda livre vai dar de pés juntos, aí acabou-se o que era doce. Nem carpideiras pra consolo. Muitas soube de lambaios que viraram tabuleiro de pirolito no meio de uma saraivada de bala por rajadas de metralhadora, oxe, pelo jeito não escapava, qual, taí vivinho da silva, parece mais nem houve nada de tão ileso. Doutra feita, quantos de boa índole, assim, sem mais nem menos, dá um tropicão, teibei, prazo de validade vencido e já registrado num carrancudo atestado de óbito, com missa de sétimo dia acertada. Como é? Isso mesmo! Parece mais que o céu anda levando logo as boas almas pro seu time e deixar só as trepeças ruins pra torrar o mundo e a humanidade. Duvida? Saudades, Dery. DUAS: DA IMPRENSA & DOS NOTICIÁRIOS – Fogo morro acima, água ladeira abaixo, entra ano e sai ano, a eloquência parece mais hipocrisia. A imprensa anuncia a menor inflação da história e tudo sobe, alardeia a retomada “histórica” (sic, parece mais aquela do milagre de 70) da economia superavitária com a indústria e o comercio vendendo tudo e a gente só sacando crise, crise e crise, com um rombo de bilhões de dólares no déficit público. Que droga é nove? Orwell, Huxley? Vamos lá: as forças armadas subindo o morro dos bandidos nas periferias do Brasil, ora, ora, culatra da braba, os principais e maiores estão em Brasília, sobretudo nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. E mais: agora é pra valer, qualquer ilação vira convicção e isso, pra acusação, sem provas nem nada, exige-se justiça e pei buft: condenação certa, o que tem suas vantagens: boato com cachete denorex ganha patamar de sofisma que, pra quem não sabe, dá pra verossimilhança uma certidão da verdade ou xeque mate jurídico. Ou seja: o que é não é e fica sendo, entendeu? Quantas heurísticas, tantas hermenêuticas. Na dúvida, aparecem os felizardos – tem gente que mente que o cu apita! Enquanto isso era uma vez uma reputação! No meio de cobra criada, quem não é sabido, é alesado. Um recado: quem conhecer alguém preso cumprindo pena em qualquer penitenciária, avisa que tem ministro do STF que é só um bom papo e dindim e o alvará de soltura sai na hora. Uma coisa boa, acho, pelo menos acabará com a superlotação prisional, né não? TRÊS: PRA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE - Pra quem tanto foi, perdeu a viagem e voltou com mala e cuia, cada partida é um ponto de chegada! Dumas coisas aprendi nas quebradas: quem faz a mala também desiste! Quem casa sabe que o amor não é bem assim e o buraco que era por certo ali é mais embaixo. Quando não é uma coisa, é outra; cuspiu pra cima quem não sai do lugar, finda gongado com o cuspe na cara. Afora isso, nem todo domingo é de páscoa, nem toda segunda é ressaca, nem toda terça é carnaval, nem toda quarta é de cinzas, nem toda quinta é de finados, nem toda sexta é santa, nem todo sábado é Zé-pereira. Por isso a gente sente falta dos mortos, eram mais divertidos. Eu queria era saber o que não sei, aó saberia tudo, ou nada. Que coisa! Brincando de ordenar os termos: que a vida tem valia se a gente é quem faz. Moral da história: duvido, graças a Deus. E vamos aprumar a conversa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com Frevo & Folia Caeté mais homenagem ao compositor e maestro Dery Nascimento (1968-2018): Suite Palmares 1 e 2, Qualquer coisa que se pareça com algo 68, Quando o pensamento via, Reencontro, Cais dos meus sonhos & Pianarei com Hermeto & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais da homenagem aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Quando se parte de um pensamento já fundamentado, apesar de não mais ter sido desenvolvido, que um outro nos deixou, pode-se esperar ser possível leva-lo, através da reflexão, mais além do que que o perspicaz homem, a quem se deve a primeira centelha dessa luz, o levou. [...]. Trecho extraído da obra Prolegômenos (Abril Cultural, 1980), do filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804). Veja mais aqui.

COISA COM COISA - [...] Posso me aventurar a manifestar minha convicção sobre o grande valor destes estudos [...] Como de cada espécie nascem ainda mais indivíduos dos que podem sobreviver, e como, em consequência disso, há uma luta pela vida, que se repete frequentemente, segue-se que todo ser, se varia, por débil que esta possa ser, de algum modo proveitoso para ele sob as complexas e às vezes variáveis condições da vida terá maior probabilidade de sobreviver e de assim ser naturalmente selecionado. Segundo o poderoso princípio da hereditariedade, toda variedade selecionada tenderá a propagar sua nova e modificada forma. [...] Trecho extraído do livro A origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida (Escala, 2009), do naturalista britânico Charles Robert Darwin (1809 — 1882). Veja mais aqui.

DE AMOR E EROTISMO – [...] no amor, são dois mundos estranhos que se encontram, dois contrários; dois mundos entre os quais não existe e nunca poderão existir essas pontes lançadas entre nós, nem aquilo que aparentemente nos está ligando: algo semelhante, familiar e que nos dá a sensação de caminharmos para nós mesmos e em nossos próprios domínios quando dele nos aproximamos. Não é por acaso que, às vezes, o amor e o ódio se assemelham e tendem, por conseguinte, a se alternar na tempestade da paixão. [...]. Também se diz, e não sem razão, que o amor concede sempre a felicidade, mesmo o amor infeliz; isso com a condição de darmos a essa máxima um sentido suficientemente desprovido de sentimentalidade e, por isso, sem levar em conta o parceiro amoroso. Pois, ainda que pareçamos completamente repletos dele, estamos de fato repletos do nosso próprio estado que, como acontece em todos os estados de embriaguez, nos torna incapazes de nos interessarmos objetivamente por qualquer coisa. O objeto amado limita-se, por isso, a ser o desencadeador de nossa agitação. E o faz do mesmo modo que um som ou um perfume, vindos do mundo exterior e lembrando a existência de mundos plenos, podem vaguear num sonho noturno. [...] Um laço aceito para uma vida inteira só é estabelecido ao preço do apagamento de um afeto anterior, do surgimento de uma vontade posterior e destinada a durar, daquilo que se sabe suficientemente rico para conseguir em tais sacrifícios. Porque o que aí se quer vivido até o fim é uma vida que requer a mesma proteção, as mesmas atenções e o mesmo espírito de sacrifício que o filho engendrado pelos corpos. No fundo, isso não é mais nem menos que aquilo que implicitamente se pretende de quem quer que sededique, contra ventos e marés, a um serviço, a uma causa, a que coraria como jamais antes se tivesse se tornado um desertor no exato momento em que foi colocado em perigo [...]. Trechos extraídos da obra Reflexões sobre o amor e O erotismo (Landy, 2005), da escritora russa Lou Andreas-Salomé (1861-1937). Veja mais aqui.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MORTE - [...] A lamentação da perda de um amigo ou de um parente de sangue é a simples lamentação da presença, da falta, em todos os sentidos, material, que o morto começou a fazer aos que ficaram. Tanto isto é uma indiscutivcl verdade, que o tempo vai desabituando-nos a viver sem os nossos mortos mais queridos, substituindo-os por vivos que, ao nosso afeto, assumem grande importância, causando mesmo a nova impressão de que, se não existissem precisariam ser inventados e, se morressem, seria impossível resistir à sua perda. [...] Dissemos que o que se lamenta na morte do outro é a perda de sua presença. No entanto, o que devia ser mais deplorável, o que mais apropriadamente devia ser considerado perda são os dons e as competências que se levam para o túmulo. São as habilidades intransmissíveis, como por exemplo: o pianista que morre e não deixa para o filho o poder dos seus dedos sobre o teclado. O cantor que sai da vida, sem legar a voz a um irmão ou a um amigo [...] No entanto, estas são as coisas que deviam ser mais pranteadas: o poder, a arte, a magia, o atletismo, que cada um leva para o túmulo. [...] Extraído de Pernoite: crônicas(Martins Fontes/Funarte, 1989), do poeta, radialista e compositor pernambucano Antônio Maria (1921-1964). Veja mais aqui.

A TERRA CAIU NO CHÃOVisitando o meu sertão / Que tanta grandeza encerra, / Trouxe um punhado de terra / Com a maior satisfação. / Fiz isso na intenção, / Como fez Pedro Segundo, / De quando eu deixasse o mundo / Levá-lo no meu caixão. / Chegando ao Rio, pensei / Guardá-lo só para mim / E num saquinho de brim / Essa relíquia encerrei! / Com carinho e com cuidado / Numa ripa do telhado / O saquinho pendurei... / Uma doença apanhei / E, vendo bem próxima a morte, / Lembrando as terras do norte, / Do saquinho me lembrei. / Que cruel desilusão! / As traças, sem coração, / Meteram os dentes no saco, / Fizeram um grande buraco / E a terra caiu no chão. Do poeta Zé da Luz (Severino de Andrade Silva, 1904 —1965). Veja mais aqui e aqui.

CLAIR DE FEMME, DE COSTA GRAVRAS
O filme Clair de femme (Um Homem, uma Mulher, uma Noite, 1979), dirigido pelo cineasta grego Costa-Gavras, conta a história de um capitão que perdeu sua esposa vítima de câncer e uma linda mulher que perdeu sua filha em um acidente de carro, que se conhecem por uma noite e se separarão para nunca mais se encontrar. Destaque para a atuação da atriz austríaca Romy Schneider (1938-1982). Veja mais aqui.

Veja mais:
O milagre do amor na festa do dia e da noite, Oscar Wilde, a música de Richard Strauss & Inga Nielsen, Violante Placido & a arte de Luciah Lopez aqui.
A vida que sou na alma do Recife, a literatura de Osman Lins, a música de Marlos Nobre, a arte de Cícero Dias & André Cunha aqui.
O teatro e a poesia de Bertolt Brecht aqui.
Bacalhau do Batata aqui.
Padre Bidião, o retiro & o séquito das vestais aqui.
Quarta-feira do Trâmite da Solidão aqui.
Mais que nunca é preciso cantar aqui.
Bertolt Brecht, Boris Pasternak, Vanessa da Mata, Bigas Luna, Francesco Hayez, Penélope Cruz & Abigail de Souza aqui.
Clarice Lispector, Luis Buñuel, Björk, Yedda Gaspar Borges, Brunilda, Vicente do Rego Monteiro, Téa Leoni, Doro & Absurdo aqui.
O amor é o reino da surpresa aqui.
O príncipe de Maquiavel aqui.
Personalidade, Psicopatologia & Anexim do Umbigocentrismo, um ditado impopular aqui.
A entrega total do amor aqui.
Psicologia da Personalidade aqui.
Psicanálise aqui.
Boi de fogo aqui.
Poetas do Brasil, Gregório de Matos Guerra, Sheryl Crow, Dalinha Catunda, Yedda Gaspar Borges, Iracema Macedo, Fidélia Cassandra, Jade da Rocha, Psicodiagnóstico, Controle & Silêncio Administrativos aqui.
Eliete Cigarini, Abuso Sexual, Condicionamento Reflexo & Operante aqui.
Poetas do Brasil, Satyricon de Petrônio, Decameron de Boccaccio, Jorge de Lima, Laura Amélia Damous, Sandra Lustosa, Arriete Vilela, Sandra Magalhães Salgado, Celia Lamounier de Araújo & Simone Moura Mendes aqui.
Anna Pavlova, a Psicanálise de Freud & Adoção aqui.
A magia do olhar de quem chega aqui.
A mulher chinesa aqui.
Tarsila do Amaral, Psicopatologia & Transtornos de Consciência, Direito, Consumidor & Internet aqui.
José Saramago, Hannah Arendt, Luís Buñuel, Sérgio Mendes, Catherine Deneuve, Frederico Barbosa, Barbara Sukova, Os Assassinos do Frevo & Gilson Braga aqui.
Skinner, Walter Smetak, Costa-Gavras, Olga Benário, Kazimir Malevich, Irene Pappás, Camila Morgado & Pegada de Carbono aqui.
Marcio Baraldi & Transversalidade na Educação aqui.
Padre Bidião & as duas violências aqui.
A literatura de Rubem Fonseca aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o banguelo vê esmola grande fica mais assanhado que pinto no lixo aqui.
Big Shit Bôbras & o paredão: quem vai tomar no cu aqui.

ONLY YOU, DE LEONARDO KOSSOY
Arte fotográfica que reúne fotografias, vídeos e instalações do fotógrafo Leonardo Kossoy, baseado no livro homônimo (G. Ermakoff Casa, 2015), de Roberto Tejada, Fernando Azevedo & Leonardo Kossoy, contando a história de um homem e uma mulher desempenhando alegorias incidentais da vida a dois.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

segunda-feira, setembro 11, 2017

D. H. LAWRENCE, SMUTS & HOLÍSTICA, ADORNO & HORKHEIMER, BRIAN DE PALMA, ENYA, DANIEL SENISE & DERY NASCIMENTO

AS DORES IMPREVISÍVEIS DA FELICIDADE - Imagem: Reino I, do artista plástico e engenheiro civil Daniel Senise. - Lucrecilda era extremamente bela, verdadeira beldade na flor dos seus vinte e um anos de idade: olhos negros vivos e vistosos, cabelos lisos e sedosos sobre os ombros, um corpo escultural e exuberante de mulher. Mantinha uma vida regrada e sem vícios, religiosamente compenetrada, respirando o ar de uma normalidade exemplar. Tudo conspirava a seu favor, seus pais, um ideal casal bem de vida, formado por uma madura juíza numa vara familiar de voz prepotente e inclemente na defesa das causas feminina e do que julgasse para de justiceira; o pai, um emergente assessor jurídico de empresas regionais e de associações e grupos de novos ricos empreendedores com seus negócios legais e escusos, folgando por vitoriosa ascensão social. Tudo favorável para uma educação esmerada sob os auspícios das contritas condutas pras bênçãos confessionais. Um dia, em um retiro espiritual, ela conheceu Dermevaldito, filho de promissores jovens pais detentores de conglomerado do setor do agronegócio, do mesmo tope dela, parecia até feitos um pro outro de tão achegados e simpatizantes. Para ela, tudo aquilo era como um acontecimento de convergências santificadas pelas coisas divinas que premiavam a sua vida para lá de maravilhosa. Namoraram sob as bênçãos familiares, noivaram e contraíram núpcias numa engalanada e concorrida festa. Nada de melhor poderia ocorrer, meses depois, para premiar o casal, que o anúncio da chegada de um bebê, consolidando a alegria de todos. Nada, absolutamente nada ameaçaria a harmoniosa convivência entre eles todos, novos parentescos formados, laços amplos e estreitados, tudo com a santa graça da fé deles. Na primeira visita ao médico, Lucrecilda só queria saber se o seu filho seria bonito, normal, perfeito e saudável. Conselhos e cuidados reiteravam essa possibilidade. Era a coroação da mais plena felicidade, nada de melhor poderia acontecer para aqueles que se viam privilegiados pela santa graça dos céus. Ao encontrar a mãe, ela efusivamente festejou: - Mãe, o médico falou que o meu bebê será bonito, normal, perfeito e saudável. Abraços, beijos, ela não cansava de repetir que teria um neném bonito, normal, perfeito e saudável, até contaminar o marido que reverberava para todos achegados e inesperados presentes, aquela maravilha de contentamento da esposa, indo além até dos seus vínculos de amizade. E nove meses se passaram, enfim o nascimento para coroar a santa vida deles. Quando a enfermeira trouxe o recém-nascido para depositá-la ao seio, ela assustou-se e gritou: - Esse não é meu filho! E gritou, esperneou e rejeitou a criança, aos prantos de desespero. A mãe ao ver o neto, berrou: - Médico filho da puta, vou acabar com a sua vida! O pai: - O que foi? Esse não é o meu neto, quero meu neto, exijo! Calma! Nada disso, quero meu neto! A intranqüilidade reinou naquele recinto, às correrias. – Chamem o médico, quero vê-lo agora! E a revolta e as insistentes exigências tomaram conta de todos os próximos, em meio a carteiradas, esconjuros e fúria desmedida. Lucrecilda agarrada ao marido, ambos aos prantos, aumentavam o tormento naquela área hospitalar. Um entra e sai de médicos, enfermeiras, psicólogo, intermediários amigos e familiares, explicações, discussões, exaltados bate-bocas ente avós e profissionais que pediam calma no clima tenso que mais se alterava em ofensas e acusações, gerando reuniões que visavam contornar a situação, tornando o caso ainda mais conflituoso entre os insatisfeitos. Ao cabo de horas de xingamentos e ásperas negociações, a normalidade instaurando uma circunstância ainda de extrema insegurança, Lucrecilda e Dermevaldito, completamente desfigurados pela infelicidade de não terem um filho bonito, normal, perfeito e saudável, desconhecendo ambos os castigos de uma justiça divina a qual julgavam nunca merecedores, perguntando-se entre eles o que fizeram para serem punidos pelo que nunca fizeram, acompanhados dos genitores desconsolados que clamavam por sua devoção para a remissão daquela tragédia que se abatia sobre eles, quando foram surpreendidos pela bisavó – avó do Dermevaldito, dizem que ela não batia bem da bola e enxergava tudo ao contrário - que entrou e começou a brincar com a criança recém-nascida: - Cadê meu bisnetinho! Hummm. É feiosinho, parece um japonês com esses olhinhos apertados, um monstrinho das pernas e pés tronchinhos, será afilhado da Cumade Fulôsinha? Ah, meu bisnetinho vai ser cuidado pela bisavozinha, viu? E cantarolando lararis e lararás saiu levando o bebê, para surpresa e alívio de todos os presentes. Nunca mais se ouviu falar nem de Lucrecilda, nem de Dermevaldito, casal perfeito agora desfeito, pois, o que se sabe é que ela jurou nunca mais ter filhos e passou a execrar o marido que, para ela, ele e a família dele, um bando de ignominiosas e detestáveis pessoas, responsáveis pelo infortúnio que afligira sua vida para sempre. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: 24 HORAS NO AR!!!
Hoje na Rádio Tataritaritatá: especiais São Paulo Brasil & Solo Brasileiro do pianista e arranjador Cesar Camargo Mariano; Sonatas & Liebstod de Wagner com a pianista alemã Silke Avenhaus; Hope you enjoy, da cantora, instrumentista e compositosa irlandesa Enya; e Suíte Palmares, Qualquer coisa que pareça com 68, Reencontro e Quando o pensamento voa, do compositor e maestro Dery Nascimento & suas parcerias Walkin 1 & 2, com Efrank & Orquestra Invisível. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Uma das lições que a era hitlerista nos ensinou é a de como é estúpido ser inteligente. Quantos não foram os argumentos bem fundamentados com que os judeus negaram as chances de Hitler chegar ao poder, quando sua ascensão já estava clara como o dia! Tenho na lembrança uma conversa com um economista em que ele provava, com base nos interesses dos cervejeiros bávaros, a impossibilidade da uniformização da Alemanha. Depois, os inteligentes disseram que o fascismo era impossível no Ocidente. Os inteligentes sempre facilitaram as coisas para os bárbaros, porque são tão estúpidos. São os juízos bem informados e perspicazes, os prognósticos baseados na estatística e na experiência, as declarações começando com as palavras: “Afinal de contas, disso eu entendo”, são os statements conclusivos e sólidos que são falsos. Hitler era contra o espírito e anti-humano. Mas há um espírito que é também anti-humano: sua marca é a superioridade bem informada. [...] Trecho de Contra os que têm resposta para tudo, extraído da obra Dialética do esclarecimento: Fragmentos filosóficos (Zahar, 1985), do filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão Theodor Adorno (1903-1969) e do filósofo e sociólogo alemão Max Horkheimer (1895-1973). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

BASES DO PARADIGMA HOLÍSTICO – [...] O Homem tem por base ambos os mundos; enquanto mantém um pé plantado no plano mecanicista, o outro está firmemente assentado no plano holístico, com uma distinta inclinação para este. Ele é essencialmente um ser espiritual e holístico, não de um tipo mecanizado, com categorias de ordens mental e ética sui generis [...] A liberdade não é, portanto, um conceito meramente formal, senão uma atividade real, na qual o Holismo molda e desenvolve a personalidade individual [...] Assim como um campo físico tem suas linhas de força, também o campo orgânico da natureza, que resulta da interpenetração de todos os campos de conjuntos que a compõem, tem suas próprias curvas estruturais de progresso. Na sociedade humana vemos como o campo social ou atmosférico torna-se um sistema de controle, uma influência moldadora à qual todos os membros nele introduzidos estão sujeitos [...]. Trechos extraídos da obra Holism and Evolution (1926), do estadista, advogado e visionário sul-africano Jan Christiaan Smuts (1870-1950), privilegiando os todos sociais (do grego holos, o todo), o todo na sua inteireza. Em termos gerais, todas as perspectivas que consideram que o todo é superior à soma das respectivas parcelas. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

MULHERES APAIXONADAS – [...] continuava andando, através de toda aquela mesquinhez, pela rua arenosa e feia. Ia exposta a todos os olhares, como que se força voluntariamente a um tormento. Era estranho ter querido voltar, sujeitando-se a tanta coisa desagradável! Por que se teria ela exposto ao cenário ignominioso que a torturava, à presença daquele gente desagradável, naquele recanto característico da província? Experimentava a sensação de um escaravelho lutando contra a poeira. Sentia náuseas. Mudando de rumo, contornaram a mancha escura de uma horta, onde troncos fuliginosos se erguiam impudentemente. Ninguém sentia vergonha, ninguém tinha vergonha de coisa alguma. [...] se sentiu tomada de uma cólera súbita e violenta, cheia de desejos homicidas. Sentiu vontade de aniquilar aquela gente, arrasar tudo aquilo de modo que o mundo ficasse inteiramente desimpedido. Tinha horror de fazer aquele trajeto, de galgar a escadaria e de pisar a passadeira vermelha, sempre acompanhada pelos olhares dos outros [...] “o lobo é o seu totem – pensou ela – “e a mãe é uma loba velha e rebelde”. E logo a seguir experimentou um verdadeiro paroxismo, puro arrebatamento, como se tivesse fieto uma descoberta incrível, desconhecida de todas as pessoas da terra. Um estranho êxtase a tomou e por todas as suas veias correu seiva dolorosa e violenta. “Meu Deus”, exclamou no seu intimo, “o que é isto?”. E depois, passada a primeira sensação, murmurou, agora mais calma. “Preciso saber tudo a respeito desse homem”. Torturava-a o desejo de tornar a vê-lo, espécie de saudade, de imperioso desejo de o contemplar de novo; necessidade de certificar-se de que não tinha havido engano, de que não iludira a si mesma, que sentira, de fato, em face dele, tão extraordinária impressão – conhecimento do individuo em sua própria essência, percepção dominadora e cruel! “Estarei realmente marcada, de qualquer maneira, para ele?” [...] A vida de qualquer pessoa está sujeita a meras eventualidades. [...] Tudo se equilibra no mundo, no mais profundo dos sentidos. [...] Sei disso, e acho que não é bom provocar esse espírito de rivalidade. Desorganiza o sangue. E o sangue corrompido vai-se acumulando. [...] Ninguém esmurra o semelhante a não ser que este mostre vontade de ser esmurrado. Eis a pura verdade. É preciso duas pessoas para haver um crime: o assassino e a vítima. A vítima é uma criatura assassinável; e quem apresenta esta qualidade, tem profundo, embora oculto, o desejo de ser assassinado. [...] É o espírito – acrescentou – é, portanto, a morte. – Encarou-o novamente e repetiu, contraindo o corpo em um movimento convulso: - Não é o espírito que nos mata? Não é ele que destrói toda a nossa espontaneidade, todos os nossos instintos? E essas pequeninas criaturas, que estão crescendo agora, não teriam sido atingidas pela morte antes mesmo de experimentarem a vida? [...] – Em todos os sentidos – afirmou Birkin. – Somos terrivelmente mentirosos. O que nos anima é só a ideia de mentirmos a nós próprios. Temos o ideal de um mundo perfeito, correto, eficaz e decente. Mas, em seguida, cobrimos a terra de imundícies; a vida é um pântano de fadigas, nós, um amontoado de insetos debatendo-nos no charco, a fim de que o mineiro tenha um piano na sala e você um mordomo e um automóvel na sua casa modernizada; e todos, como nação, podemos divertir-nos no Ritz ou no Empire, com a Gabuh Deslys e com os jornais de domingo. É lúgubre, meu amigo! [...] – Você devia partir de exemplos concretos – disse Gerald. (A esta contestação Birkin não respondeu nada). – Devemos ter algum fim na vida e não sermos apenas gado que pasta e que não sabe fazer mais nada. [...] Os homens são vampiros e as coisas são todas fantasmagóricas [...] A vida de qualquer pessoa está sujeita a meras eventualidades [...] Uma das coisas mais difíceis desse mundo é o ato de espontaneidade [...]Não se faz instintivamente o que não se pode [...] Quando, na realidade, queremos qualquer coisa melhor, tratamos primeiro de destruir o que existe [...] No fique de contas a humanidade não é senão uma expressão do incompreensível [...] Todos começamos por beber leite, depois comemos pão e carne, todos queremos andar de automóvel; eis o começo e o fim da fraternidade entre os homens. A igualdade não existe [...] Mas a humanidade não passa de uma árvore que secou, coberta de belas e brilhantes frutas secas, que somos nós [...]As pessoas precisam é de ódio, ódio e nada mais. E em nome da justiça e do amor, não fazem senão espalhá-lo! [...] Ainda que o homem seja dono dos animais domésticos, continuo a achar que não tem direito de violentar os sentimentos de seres que lhe são inferiores [...]O amor é uma direção que exclui quaisquer outras [...] Nunca lamento os mortos, uma vez que estão mortos. O pior é que se agarram aos vivos e nunca mais os largam [...] quando preenchemos nossa existência, o melhor é morrer, exatamente como um fruto maduro que se desprende do ramo [...] Preciso de alguém a quem possa falar com o coração nas mãos [...] O desejo vale mais que a posse [...]. Trechos extraídos da obra Mulheres Apaixonadas (Record, 1987), do escritor britânico D. H. Lawrence (1885-1930), centrada nos problemas psicológicos e sociais, tratando ousadamente a questão das relações entre o homem e a mulher, questionando seu significado e analisando os problemas sexuais que surgem. Em 1970, a obra foi transformada em romance dramático no filme homônimo dirigido por Ken Russel, narrando casos amorosos que se desenrolam na década de 1920, de forma complexa, quando dois senhores se apaixonam em plena confraternização ao ar livre por duas mulheres irmãs de pensamentos diferentes sobre o amor e o sexo, retratando a essência entre o amor e o sexo na Inglaterra conservadora. Veja mais aqui e aqui,

TERAPIA DE DOIDOS – A comédia independente Terapia de Doidos (Home movies, 1980), dirigida pelo cineasta estadunidense Brian De Palma, conta a historia de um homem que desempenha a função de instrutor de filmes, quando um aluno passa a filmar tudo o que acontece em casa, registrando incidentes paternos, favorecimentos familiares, explosões dramáticas e conflitantes, como se ocorresse um processo terapêutico em expressões espontâneas e pouco usuais entre os envolvidos: o pai um cirurgião e um filósofo em série, a esposa depressiva obcecada com as infidelidades do marido, o irmão que é um líder culto auto-absorvido, a noiva com um espírito livre e louco e o irmão mais novo que é um voyeur tímido que registra tudo com sua câmera de 16mm. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista plástico e engenheiro civil Daniel Senise.
Veja mais aqui.

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A ARTE & ENTREVISTA DE DERY NASCIMENTO
Entrevista do compositor, maestro, radialista e crítico musical Dery Nascimento. Veja aqui e aqui.

segunda-feira, junho 06, 2016

AS MIL & UMA NOITES DE JAROUCHE, THOREAU, NEWTON MESQUITA, , HELLINGER, RAIMUNDO RODRIGUEZ, DERY NASCIMENTO, FECAMEPA, MAMÃO & O AMOR DA JUMENTA


MAMÃO, NOVAMENTE O ESTRANHO AMOR – Depois do episódio escandaloso dO amor da jumenta, Mamão – aquele troço esquisito, aquela coisa horrorosa -, estava novamente envolvido com as coisas do coração. Coisa, aliás, muito fora do seu ser, alheia a sua existência. Todavia, se Quasímodo fora assaltado por sentimentos profundos pela bela cigana Esmeralda e, por isso mesmo, teve de enfrentar a voluptuosa paixão do arcediago dom Claudio Frollo; se o sanguinário Vlad Tepes que se tornara mais tarde o Conde Drácula, se apaixonara por Elisabetha e, 400 anos depois de morta, para sua desgraça e enlouquecimento do seu coração ela reencarna na Wilhelmina Murray, a estonteantemente linda Mina; e se o desalmado Bispo de Áquila, no Ladyhawke, se vira enredado na paixão pela beleza divina de Isabeau d'Anjou, por que um Joseph Merrick de Alagoinhanduba não poderia ter a capacidade de amar de verdade? Logo ele que pra ser um vivente teve de enfrentar um processo seletivo de competição com milhões de espermatozoide e, triunfando na guerra, nasce tristemente ocrídio, tão feioso de se tornar vítima hostilizada pelas agruras da implicância e incompreensão humanas. Não fosse o seu protetor um colecionador e criador de bicho de toda espécie, ele não sobreveria e a gente seria privado da estranha história da lindinha cega e o monstrengo zonzo: ela formosa, requintada, refinada; ele um desajeitado, intrépido, impetuoso. Aquele amor dissipou sua agonia na vida. Bastou vê-la parada numa esquina, mesmo enxergando com dificuldade, encheu-se logo de uma satisfação que lhe fizera valer a pena viver: - É ela. E foi na força da munheca que ele enfrentou tudo e todos que só botavam gosto ruim e que feito mancha de caju queriam atrapalhar de todas as formas o idílio extravagante que surgia entre eles. Estava ela atrapalhada para atravessar a rua, quando ele, nunca antes solidário, se encostou ardiloso nela: - Pricisando, dona? Pra que lado a igreja? Prali. E já saiu apontando pra ela onde era. Ela lá, parada, aflita: - Onde? Mesmo com seu juízo pouco, percebeu alguma coisa nela e pegou-lhe a mão, puxando-a ao destino solicitado. Quando a coitada deu umas tropicadas, foi que ele parou e sem entender ouviu: - Sou cega. Ah, aí ele se tocou. E, então, tornou-se o cavalheiro atrapalhado nunca antes sido. Coisas da vida: nascia ali, naquele instante, um quase impossível grande amor que foi se insinuando por dias, tardes e noites, embalando o casal de forma extraordinária. Em seguida, quase caindo ela se segurou nele. – Sua perna é macia, né? Não era a perna, era o membro descomunal do rapaz. Maior vexame na hora. Coisa inclusive que passou a ser costumeira: - Fica aqui, mão na minha perna, vá? Nossa, mas sua perna incha, fica diferente. Ah, ligue não, deixe a mão aqui. Assim era o namorico que passou a ser noivado do jeito deles, quando tentaram encher a cabeça dela de coisas sobre ele, querendo botar tudo a perder. Ele arretou-se: - Comigo não, violão! E fez os linguarudos bandearem pra casa da peste. Por conta de benefícios previdenciárioas, pode ela sustentá-lo em casa à base de serviços caseiros e ajudas indispensáveis de criado, até tornar-se o marido inseparável até sua prematura morte três anos depois, pra desgraça fatal do sujeito que retornou à estaca zero na vida. Coitado, na solidão de sempre, seguia errante. Deus cuide do coração de Mamão e Paz na Terra aos bichos de boa vontade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: a arte do pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, fotógrafo e escultor Newton Mesquita.

Curtindo as músicas & vídeos do músico, compositor, produtor e critico musical Dery Nascimento & as dicas do blog Planeta MPB.

PESQUISA
Desobediência civil (L&PM, 1997), do filósofo e poeta estadunidense Henry Thoreau (1817-1862), ensaio de caráter anarquista e libertário escrito quando da prisão do autor por se negar a pagar impostos que financiavam a guerra contra o México. Veja mais aqui, aqui e aqui.

LEITURA 
O Livro das Mil e Uma Noites (Globo, 2005), organizado por Mamede Mustafa Jarouche, reunindo histórias e contos populares do Oriente Médio e do sul asiático. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
MAIS UM CAPÍTULO NA HISTÓRIA UNIVERSAL DA TEMERANÇA
Alô, alô, Brasilzão! Alô, alô gente da melhor cepa:
O reino da Temerança – não será o do Cai Cai? -, é a maior desgovernança no Fecamepa: a quem interessar o golpe, o Big Shit Bôbras agora vai pro assalto dos golpistas ao Palácio do Planalto – agora a Casa da Mãe Temerança – que com fins para lá de lucrativos, deu-se um tiro certeiro: o cabra sabido deu logo pé de peru pro Judiciário, pro Legislativo e pro próprio Executivo, quer mais o que? Depois de comprar os três poderes, o cabra ainda conta com o apoio dos que tão presos na Lava Jato & os sabidinhos da Fiesp, os da burguesia que só querem grana no pé do cipa e um bando de eleitor sem-noção e maria-vai-com-as-outras que vive acoloiado com o noticiário da imprensa sempre vendida sem nunca jamais ter ouvido falar de verdade sobre a História do Brasil. Segura o comboio que o negócio é sério!?! A coisa agora é só a farra do temerante intemperante: fulano delatou sicrano que caiu por cima da grana de beltrano pra prejuízo de outrano e todo blablabla para engalobar todo mundo e consagrar a delação premiada. Além de roubo, dá prêmio: eu digo, ele desmente e a boataria come no centro! É só disse-me-disse e eu onde é que fico? Do lado que a corda se arrebenta, ora! E assim vai: quem se habilita? Vamos aprumar a conversa desaprumada e veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Brasil dos Latifundios (2006), do artista plástico cearense radicado no Rio de Janeiro, Raimundo Rodriguez.

Veja mais sobre Primeira Reunião: Poucas palavras & uma dor, Thomas Mann, Pierre Corneille, Maysa, Diego Velázquez, Eugénia Melo e Castro, Pierre Bourdieu, Sagarana & Ítala Nandi aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nu (óleo sobre tela), do professor, desenhista ilustrador, caricaturista e pintor Thiago Hellinger.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Sobras do Mundo (2000), do artista plástico cearense radicado no Rio de Janeiro, Raimundo Rodriguez.
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.

SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...