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quinta-feira, fevereiro 07, 2019

AUGUSTO BOAL, JOEL BIRMAN, NAN GOLDIN & CHALÉ DO ALTO DO INGLÊS


O CHALÉ DO ALTO DO INGLÊS – Já tratei aqui a respeito do chalé ou, como chamam alguns, casarão do Alto do Inglês, um descaso que se arrasta por décadas. Desta feita, prefiro trazer um pouco de história para que se entenda a real importância desse imóvel como patrimônio histórico e cultural não só dos Palmares, mas de todo Estado de Pernambuco. Primeiramente, em artigo de Marcelo Pontes, Emilia Lopes e Mariá Silva, Os caminhos do açúcar em Pernambuco: reflexões sobre a relação espacial e operacional da ferrovia com a usina de açúcar (IPHAN, 2005), e o da bibliotecária da Fundaj, Lucia Gaspar, esta baseada nos relatos contidos nas obras de Estevão Pinto, História de uma estrada-de-ferro do Nordeste (José Olympio, 1949) e de Alcindo de Souza, Antologia ferroviária do Nordeste (Bagaço, 1988), nos quais se encontra registrado que, em 1872, foi criada a Great Western of Brazil Railway Company Limited, que era responsável pelo transporte ferroviário no Nordeste, notadamente em Pernambuco. Entretanto, em conformidade com o Decreto Imperial 1030, de 07 de agosto de 1852, 20 anos antes, já estava determinada a concessão aos engenheiros ingleses Edward e Alfred de Mornay, o direito à abertura de um caminho de ferro entre Recife e Água Preta e sua exploração por 90 anos, o que deu origem à Recife and São Francisco Railway Co. Ltda. Tal informação torna-se relevante, tendo em vista que a estação de Una foi inaugurada em 1862, compreendendo o trecho da ferrovia do qual os ingleses detinham a concessão, até o encontro dos rios Una e Pirangi. Há que se observar que, segundo Estevão Pinto, Una era uma simples povoação que vivia na dependência do Engenho Trombeta, em meados do século 19, na comarca de Água Preta. Por conta disso, o poeta e historiador Vilmar Carvalho, assinala que o casarão do Alto do Inglês foi construído no final do século 19, utilizado como residência dos engenheiros ingleses que se encontravam trabalhando desde 1859, em Palmares, sendo, posteriormente, a residência do fidalgo inglês Edmund Cox, que era engenheiro da Great Western Railway, inclusive membro honorário do Clube Literário de Palmares. Confere. A confirmação disso está no registro de que a concessão da linha férrea Recife a Maceió, datada de 1901 e que era denominada de Sul, ou Recife-Maceió, compreendia a junção de três ferrovias que ligava ao São Francisco, aberta entre 1858-1862, entre elas a de Recife a Una, isso por conta do Decreto 4.111, de 31 de junho de 1901, aprovando o contrato com a Great Western para dar início ao processo de unificação das ferrovias existentes na região. Já em agosto do mesmo ano, a Recife and São Francisco Railway Co. Ltda. foi resgatada pela União e arrendada a Great Western. Passa-se o tempo e em 1950, foi criada a Rede Ferroviária do Nordeste (RFN), que encampou a Great Western, áureos tempos para a cidade palmarense. Todavia, a partir dos anos 1970, quando o governo ditatorial militar optou pelo transporte rodoviário, deu-se o sucateamento da Rede Ferroviária, incluindo as ruínas do casarão em apreço. Em 1997 a concessão foi cedida para a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), ocorrida com o leilão da malha ferroviária nordestina. Em 2002, iniciaram os estudos para implantação do novo traçado com o projeto Transnordestina, até 2005, quando a linha foi abandonada. Em 2006 dá-se a implantação da Ferrovia Transnordestina e em 2008, a CFN passa a se chamar Transnordestina Logistica S/A, transformada em uma subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), privatizada no governo Itamar Franco, em 1993. Décadas se passaram e do casarão restaram apenas ruínas, fato que, por meio do ofício 165/2011, de 07/12/2011, a Fundarpe encaminhou o parecer técnico, confirmando a denúncia de demolição do imóvel do Alto do Inglês, invocando a Lei Municipal 1556/2002, referente ao tombamento do patrimônio histórico, e a Lei 1757/2007 que criou o Conselho Municipal de Cultura. A Fundarpe também encaminhou cópia do parecer técnico para a Associação Municipal de Entidades (AME-Palmares) e para o Ministério Público, solicitando providências para o caso. O prefeito dos Palmares foi notificado por meio do Oficio 166/2011, destacando tratar-se de imóvel de interesse cultural e histórico do Estado de Pernambuco, devendo ser dada a devida atenção para concessão e manutenção do mesmo, pedindo urgência para ações que demandavam à sua preservação. Como nada foi feito, em 2014, o poeta, professor e historiador Vilmar Carvalho apresentou oito razões para recuperação do casarão do Alto do Inglês, reafirmando a sua importância cultural e histórica, assino embaixo. Faz-se necessário ainda observar que, infelizmente, não é do conhecimento público que o aludido imóvel, nos anos 1980, na gestão municipal do prefeito Luís Portela de Carvalho, foi inserido, juntamente com o Teatro Cinema Apolo, na documentação estatutária registrada em cartório, como patrimônio da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, por meio de desapropriação pública, razão pela qual a referida fundação foi devidamente instituída, em conformidade com as exigências legais vigentes. Diante de tal situação, vê-se claramente o tratamento dado ao patrimônio histórico e cultural do Município e da entidade, causando indignação por constatar o descaso no que é de natureza pública. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS
[...] a passividade que sempre domina o indivíduo quando algo dói, esperando que alguém tome uma atitude por ele. Se isso não ocorre, a dor pode mortificar o corpo do indivíduo, minando o somático e forjando o vazio da autoestima. Ou, então, a dor pode fomentar as compulsões e a violência, formas de descarga daquilo que dói. Enfim, a dor é uma maneira de se falar do ressentimento que perpassa hoje os humilhados e ofendidos dos quatro quadrantes do planeta. Imersa que fica na dor e no ressentimento, portanto, a subjetividade contemporânea se evidencia como essencialmente narcísica, não se abrindo para o outro, de forma a fazer um apelo. Isso porque pega mal precisar do outro, pois isso revelaria as falhas do demandante. Na cultura do narcisismo, as insuficiências não podem existir, já que essas desqualificam a subjetividade, que deve ser autosuficiente [...].
Trecho extraído da obra Arquivos do mal-estar e da resistência (Civilização Brasileira, 2006), do psiquiatra e psicoterapeuta Joel Birman.

O CORSÁRIO DO REI, DE AUGUSTO BOAL
1º Ato – I – Abertura musical (Depois da abertura sobre o pano: todos os atores estão em cena preparando o cenário e cantando) Verdadeira embolada (ou O incrível dualo da mentira com a verdade)
A verdade que se preza / é fiel que nem um cão / a de César é de César / a de Cristo é do cristão / a mentira anda na feira / vive armando confusão / cheia de perfume, rebolando na ladeira / de mão em mão
A mentira e a verdade / são as donas da razão / brigam na maternidade / quando chega Salomão
A razão pela metade / vai cortar com seu facão / vendo que a mentira chora e pede piedade / dá-lhe a razão
Na realidade / pouca verdade / tem no cordel da história / no meio da linha / quem escrevinha / muda o que lhe convém / e não admira / tanta mentira / na Estação da Glória / claro que a verdade / paga passagem / e a outra pega o trem
A mentira, me acredite / com a verdade vai casar / se disfarça de palpite / pra verdade enfeitiçar / todo mundo quer convite / a capela vai rachar / pra ver a verdade se mordendo de apetite / ao pé do altar
Na verdade cresce a ira / a mentira é só desdém / a verdade faz a mira / a mentira diz amém / a verdade quando atira / o cartucho vai e vem / a verdade é que no bulho / de toda mentira / verdade tem.
(Ficam em cena apenas os atores da primeira cena: um bar do Rio de Janeiro, no Cais do Porto, pouco mais ou menos no começo do século XIX). [...].
Trecho inicial da peça teatral O corsário do rei (Civilização Brasileira, 1985), do dramaturgo, ensaísta e escritor brasileiro Augusto Boal (1931-2009), com músicas de Edu Lobo e Chico Buarque. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da fotógrafa estadunidense Nan Goldin
Veja mais aquiaqui e aqui.
&
Chalé do Alto do Inglês (fotos: Carlos Calheiros) aqui.
&
A criança na Antropologia Filosófica de Ernst Cassirer aqui
&
muito mais na Agenda aqui.


quinta-feira, fevereiro 23, 2017

HERMILO, AUGUSTO BOAL, CUSSY DE ALMEIDA, JOSHUA REYNOLDS & GINOFAGIA

CENTENÁRIO DE HERMILO – A porteira do mundo foi aberta e eu escapuli na horAgá pra poder ser gente na vida, o que nunca fui, porque me perdi nos sonhos de felicidade das vidas cruzadas nos sobrados e mocambos, onde outrora podia ter sido senhor de engenho dos mais abastados e mandão. Qual não, menino traquino da beira do rio Una, só sabia de João sem terra que mendigava entre a moscas por não poder namorar a donzela Joana, o pai dela não permitia, faça isso não. Então, quando rapaz fui galante cavalo da noite pelas pernas daquela moça bonita que eu via toda vez que descia do Alto do Lenhador, pela Esconde Negro, e já nem sabia das horas com os ventos levantando as saias pra mostrar o viço dentro da calcinha das meninas do sobrado, ô coisa linda de se vê os peitinhos duros no estufado das blusas molhadas pelas águas de Pirangi, umbigos de fora e alvoroços de pernas bulindo o juízo, com o perfume de moças boas pra namorar depois do Riacho dos Cachorros. Isso é que é bão! Fiz de tudo pra ser um bom samaritano com três cavalheiros a rigor na empreitada, tentando fazer bonito pra chamar atenção das moçoilas do lugar, até que folgado remava na barca de ouro pelas correntezas, aproveitar o bumba-meu-boi na festa domingueira, e me sair entre os bailarinos, bate-coxa no maior rastapé com mulheres jeitosas ou perdidas que faziam valer a pena viver. E de antemão, tudo eu fazia pra chamar atenção de Electra no circo, imitando mamulengo com a história de um Tatuetê, ou fazendo a vez do diálogo do encenador nas reflexões sôbre a mise-em-scène ou glosando mote no teatro da arte do povo do Nordeste com seus espetáculos populares no sacudido do frevo, maracatu ou baião, ô cabra enrolão, cabriola fazendo o círculo encantado do gráfico amador, só pra fisgar simpatia de moça sonsa, maior distinção, daquelas que no repente não tiram o olho do chão, e na hora do desafio das intimidades esquentam a chaleira de virar trepadeira mais sem-vergonha. Segura o cambão! Pra quem foi um cavalheiro da segunda decadência, cair de terceira no terreiro era a maior das regalias, maior promissão. Enquanto mandava ver na folga, do outro lado avisavam que o general está pintando o sete pra golpear o presidente da república com seus parentes da ocasião, e o cabo fanfarrão alcaguetando minhas insolências com as filhas, dele só querer me pegar pelos possuídos só pra capar e eu, sabido de besta, sete dias a cavalo entre os caminhos da solidão e a margem das lembranças. Seguro o bordão! Os grunhidos e risadas das meninas nuas na hora da cavalgada delas, qual éguas no cio que se derretiam, como se eu fosse garanhão safado com a tabica da macheza pronta pra dizimá-las na agonia dum gozo pra lá de sem fim, ah isso não me saía da imaginação. Ô meninas danadas! Quanto mais longe ia, mais o bafo da desgraça via. Que danação! Subia morro de quilombo, descia matas e canaviais, até ao meio dia o Sol das almas no vento do mundo me mostrar os ambulantes de Deus no pasto. Ô precisão, a vida que é minha, é do meu irmão. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 Curtindo os álbuns Aboio (Continental, 1975), da Orquestra Armorial, e Raízes brasileiras (2004), do Grupo Orange, sob a regência do compositor, violinista e regente Cussy de Almeida (1936-2010). Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
A arte do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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Lygia Fagundes Teles & Pomba enamorada ou uma história de amor aqui.
A poesia de D. H. Lawrence & Milene Possas Sarquissiano aqui.
A poesia de Pablo Neruda, a Música de Jane Monheit & a fotografia de Colette Standish aqui.
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DESTAQUE: A QUEDA DAS ATRIZES
[...] Um dia em São Paulo, um empresário conseguiu reunir num mesmo elenco as duas vedetas mais em voga na época. Custou-lhe muito trabalho, porque teve de enfrentar árduas reuniões sobre remunerações, cartazes, publicidade, etc.,: as duas queriam tirar o melhor partido possível da publicidade. Durante todo o espetáculo havia uma única cena em que as duas atrizes, sozinhas no palco, se enfrentavam. Por isso não havia grande problema: quando uma estava em cena, os outros atores retiravam-se prudentemente para a periferia e as damas ficavam no centro do palco e na sua parte alta, mais distante do público. No dia da estreia, a disputa pelos favores do público foi dura e intensa. O espetáculo progredia prevendo-se um honroso empate para ambas, quando começou a famosa cena, um longo diálogo entre as vedetas. Tudo era muito bonito no cenário, que representava um enorme salão de baile, tendo ao fundo uma grande janela aberta sobre uma maravilhosa noite cheia de estrelas. A cena começou e o público conteve a respiração: pela primeira vez na história do teatro paulista as duas maiores damas, as mais ilustres, trajadas com vestidos mais dernier cri europeu e com as joias mais sul-africanas, pisavam o mesmo palco. Ao princípio, tal como nas lutas de boxe, as duas contendoras analisaram-se durante as primeiras trocas de palavras. Depois começou uma árdua luta pelo centro da cena, as duas aproximando-se perigosamente uma da outra (até sentirem reciprocamente as respectivas respirações), cada uma procurando forçar a outra a abandonar a área “teatral” do palco. Depois, quando uma delas conseguiu afirmar-se no centro, a outra, muito esperta, começou a recuar, colocando-se quase de costas para a primeira; esta viu-se então forçada a torcer o seu delicado e sensível pescoço para poder dialogar. Ambas se agarraram à mesma tática. Em cada troca de palavras, a vedeta que falava recuava algunas passos, colocando-se mais atrás e submetendo a adversária a uma posição incômoda. O diálogo progredia, progredindo a luta: uma troca de palavras dois passos atrás, outra frase e era a outra que recuava, novo diálogo e novos passos, mais poesia e mais passos atrás, tudo isto no cenário belamente iluminado, com a sua formosa janela que mostrava uma linda noite cheia de estrelas mas que tinha o parapeito baixo demais: na sua ânsia de recuar e conquistar o centro do palco, as duas damas caíram de costas, precipitando-se na bela noite...[...].
Trecho extraído da obra 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro (Civilização Brasileira, 1983),
do dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (1931-2009). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor britânico Joshua Reynolds (1723-1792).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra no Dia da Sedução
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

sexta-feira, maio 27, 2016

PAGU, SCARTABELLO, BOAL, J. VEIGA, ROUAULT, PRISTINE CARTERA, TOM FEDRO & MATA ATLÂNTICA


SOU MATO, SOU MATA, SOU MATA ATLÂNTICA – Sou do mato e a mata é minha, o meu habitat atlântico no que sou chão, Terra. Sou mato, a flora e floresta ombrófila, sou bromélia, palmeiras, babaçu, vegetais heterogêneos, campos abertos, regiões montanhosas, florestas chuvosas perenes, mangues, restingas, manguezais. Sou mata, a fauna carismática do mico-leão-dourado & do preto & o da cara preta, da onça-pintada, do cervo-do-pantanal, do tucano-de-bico-preto, muriqui-do-norte, macaco-prego, sabiá-laranjeira, jacutinga, macaco-prego, rã-de-alcatráses & rã-cachoeira, tapaculo-ferrerinho, buchudinho-do-brejo, porco-espinho, arara-azul-pequena & antas. Sou mato, sou mata há mais de 10 mil anos desde o Eoceno, sou pau-brasil desde antes de 1502 na Terra Brasilis. Sou mato, sou mata, sou bioma de floresta tropical até o leste do Paraguai, até a província de Misiones da Argentina. Sou mato, sou mata e o intenso desmatamento e o que resta de pequenos fragmentos e dos danos das voçorocas e dos latifúndios, a cana e o café, o ouro, as ferrovias, cacau e papel, a caça e extração predatória, extração ilegal de madeira, queimadas, as hidrelétricas, sou residência pra 70% da população, sou floresta secundária & amparados da Serra, depleção das florestas e da diversidade de espécies, sou empobrecimento por erosão, sou redução da biodiversidade, sou perda da cobertura vegetal, sou assoreamento dos cursos d’água, sou o que resta do uso descontrolado e das consequentes contaminações por agrotóxicos, sou o que resta da poluição das águas, do ar e do solo, das savanas, matagais, pastagens, campos rupestres. Sou mato, sou mata e ecorregiões e ecossistemas, sou quase toda Serra do Mar, Sou do litoral de Pernambuco, sou Una no sul da Bahia e Espírito Santo, sou a Serra dos Órgãos, sou Mata de Aracáuria , sou Lagoa Santa das Minas Gerais, sou Pontal do Paranapanema, o Morro do Diabo, Lagoa São Paulo, Iguaçu, Sobral no Ceará, Mata dos Cocais no Maranhão, o Planalto da Borborema, Serra da Mantiqueira, Santa Maria dos pampas de solos ricos em calcário, Jurubatiba, Pico da Bandeira, Serra do Espinhaço, Ilha Grande, Rio Piranhas, Rio São Francisco, Paranapiacaba, Monte Pascoal, Sooretama, Linhares, Itabó de Itaipu, Serra de Baturité, Serra da Bocaina, Ilha do Cardoso, Superagui. Sou Lei, sou Vida, sou quase mais nada, sou Mata Atlântica. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui

 Imagem: a arte do pintor e artista gráfico francês Georges Rouault (1871-1958). Veja mais aqui.

 Curtindo a Symphony nº 3 - City of the Singing Flame Op. 40 for orchestra. (2015), do compositor para cinema e da sala de concertos. instrutor de música e engenheiro de áudio, multi-instrumentista, pintor e escritor Peter Scartabello.

PESQUISA
Técnicas latino-americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário & Teatro do Oprimido na Europa (Hucitec, 1979), do dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (1931-2009). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LEITURA 
A hora dos ruminantes (Civilização Brasileira, 1978), do escritor do realismo fantástico brasileiro José J. Veiga (1915-1999). Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
A arte da polêmica, irreverente e emancipada escritora, diretora de teatro, tradutora, desenhista, jornalista e militante política Patricia Galvão – Pagu (1910-1962). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA 
Turkus Florals - Dia de los Muertos, Tree of Life, by Pristine Cartera.

Veja mais sobre Brincarte do Nitolino, Peter Sloterdijk, Louis-Ferdinand Céline, Antonio Januzelli – Janô, Sharon Tate, Isadora Duncan, Georges Rouaul, Barbara Parkins & Ivete Sangalo aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nude abstract, by Tom Fedro.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.

terça-feira, setembro 01, 2015

BOAL, CENDRARS, COSTA-GAVRAS, RAVEL, TARSILA, STAGIUM, PSICOLOGIA SOCIAL & PROGRAMA TATARITARITATÁ.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? BOM DIA - Bom dia, vida. Estou pronto pra mais um dia. Pra quem já sucumbiu lambendo as feridas dos trocentos nãos e zis mortes – quem não sucumbiu? -, estou pronto pro desafio de mais um dia. Não para brincar de acerto e erro, nem unidunitê pelas múltiplas escolhas da ocasião, ou chocado e desapontado com as circunstancia ou por me encontrar na condição de perdido por um, perdido por mil. Nada disso. Estou pronto pro maravilhoso inferno da natureza mortal com seu constante golpe de estomatópode. Estou pronto com as portas da alma abertas e cônscio das aprendizagens. E mais tivesse portas cerradas, sinais fechados, tumultos de brechas ou frestas e fissuras remendadas, estalidos de ligas rompidas, bombardeios do inopinado ou o que for, estou pronto e apreendendo no meio disso tudo a lição de Huxley: “os esforços feitos e continuamente repetidos durante os períodos monótonos entre uma crise e outra”. Estou pronto, sem que meu rosto esteja vincado e patético pela tribulação pulsante da árdua luta na evolução silenciosa e imperceptível, e não menos firme e expondo-me ao ridículo pelas construções de castelos de Blênio. Estou pronto por seguir digitígrado pisando certo nas contas da ponte do Ábaco, mesmo que melancólico e solitário que, em última instância, me levam a cambalear entre os sobressaltos do iminente. Estou pronto com a capacidade de flexível adaptação para reverter o desdém e a difamação das emoções oriundas das convenções sociais opressoras e que me forçam a pensar na troca dos dogmas sagrados e na libertação da sociedade das instituições obsoletas. Estou pronto diante dos revezes que insistem grunhir ao meu encalço, como cães de guarda que me fazem cama de gato para tropeçar exausto e completamente extenuado cair em desgraça na furiosa danação que não me deixa escapar dos efeitos da maldição da humanidade. Em situação diametralmente oposta, refaço-me numa sóbria conclusão que dissipa os meus aspirantes tropeços e me fazem seguir com passos persistentes pelas viagens longas, difíceis e confusas que me deixam os olhos abertos a contemplar dos sete mares, encostas e vales, na insistente busca por um lampejo de luz com paciência, resolução, autossacrificio e conscientização do alcance necessário do equilbrio e da integração. Estou pronto pra viagem com o irmão espitritual e as irmãs selvagens na nossa imensa escuridão até a redenção. Estou pronto para exultar no caminho da maturidade que promete a emancipação e comunhão sagrada, abandonando o herói e completamente humano com criatividade, espontaneidade e autenticidade para ter acesso ao conhecimento suprassensível e me postar receptivo aos ritmos e impulsos vibracionais incomuns para iluminação do ser humano. Estou pronto e aprendendo a usar as leis divinas construtivamente. Estou pronto e alcanço a ubiquidade: basta um olhar risonho da criança, e estou pronto pra recomeçar. Bom dia. Veja mais aqui.


Imagem: Nu (1923), da pintora Tarsila do Amaral (1886-1973). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Daphnis Et Chloé (Deutsche Grammophom, 1987), do compositor e pianista francês Maurice Ravel (1875-1937), com o regente de orquestra japonês Seiji Ozawa % Boston Symphony Orchestra.

PARTICIPAÇÃO POPULAR NOS CONSELHOS DE SAÚDE – No livro Método histórico-social na psicologia social (Vozes, 2005), organizado por Angelo Antonio Abrantes, Nilma Renildes da Silva e Sueli Terezinha Ferreira Martins, encontro o estudo O materialismo histórico e a pesquisa-ação em psicologia social e saúde, de Sueli Terezinha Ferreira Martins, do qual destaco o trecho: [...] Na perspectiva que estamos trabalhando, faz-se necessário romper com a ilusão do individuo livre e independente, senhor inteiramente de suas ações, vontade e representações, dono único de sua subjetividade e intencionalidade. Tal ilusão sobre o individuo realizada pelos profetas do século XVIII ainda existe no final do século XX com forte presença na sociedade, o que por sua vez encobre e mascara as relações sociais determinando o sujeito. Desse modo, quando falamos em intencionalidade, consciência e ampliação da autonomia do individuo, é importante ter claro que estes aparecem na maioria das vezes em sua forma idealizada, em uma perspectiva liberal que deixa de enfatizar a natureza social do homem. não podemos perder de vista que a contradição fundamental do regime capitalista (produção material socializada e apropriação privada) reflete-se por todas as esferas da sociedade, desenvolvendo relações sociais alienadas e antagônicas. Desta maneira, os produtos sociais, materiais e espirituais tendem a tornarem-se estranhos aos seus próprios produtores. Acreditar, portanto, que o individuo pode exercer suas atividades com liberdade ou independência moral e intelectual é compartilhar com a ilusão dos profetas do século XVIII, é desconsiderar a natureza social do homem [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A PRINCESA MARYA E BLÊNIO - No livro Northern lights: fairy tales of the peoples of the North, de Irina Zheleznova, encontro a narrativa A princesa Marya e Blênio, da qual destaco os trechos: Certa vez, numa terra muito distante, vivia uma princesa tão bela que muitos e muitos príncipes vieram pedir-lhe a mão. Mas seu pai, o car, recusou-os todos, achando que nenhum era bom o bastante para ela. Certo dia, um velho perguntou-lhe se seu filho poderia casar-se com a princesa. Quem é seu filho?, perguntou o czar. Majestade, respondeu o velho, meu filho é um blênio. Mas esse é um peixe que vive no fundo do rio! – o czar exclamou. O que você está dizendo é ridículo [...] Naquele momento, detrás de uma cortina próxima ao czar, ela se manifestou: Pai, por que você não dá uma tarefa ao Blênio? Se ele obtiver êxito, casar-me-ei com ele, mas se ele fracassar, deverá ser morto. É assim que os russos fazem [...] O czar, nesse interim, vira o trenó com os três cavalos, e quando o velho chegou o monarca declarou: Seu filho cumpriu minhas três tarefas, então manterei minha promessa. Traga-o aqui, e a princesa irá casar-se com ele, hoje mesmo, não importando o que o povo diga. O velho correu para casa e contou as novidades ao filho. Bom, pai, disse Blênio, coloque-me num saco e leve-me até o palácio para a festa do casamento. Ao longo do caminho, os cidadãos se reuniram e riram porque a princesa estava se casando com um peixe. [...] Certa manhã, a princesa acordou mais cedo que de costume. Sentou-se sozinha, sentindo-se triste e envergonhada. Todos riem de mim por ter me casado com um peixe, ela falava consigo, e eu estou muito cansada disso. De repente, teve uma ideia. Se eu queimar a pele de peixe do meu marido antes que ele acorde, ele deve permanecer um homem! Ela agarrou o traje de peixe, lançou-o ao fogo e entrou no quarto; contudo, seu marido havia desaparecido. Naquele momento, um pequeno pássaro entrou voando pela janela. Que pena, princesa Marya, disse a ave. Se você tivesse esperado mais três dias, seu marido teria ficado livre de um feitiço maligno. Teria permanecido humano o resto da vida, mas agora você o perdeu. Com essas palavras, a ave saiu voando pela janela [...] Naquele momento, uma das lágrima de Mary cai sobre o rosto de Blênio, que acorda sobressaltado. Está chovendo? Gritou. Saia agora!, a filha do Rei Fogo berrou para a princesa Marya. Blenio viu Marya em pé ao seu lado e imediatamente a reconheceu. Marya! É você! Finalmente você chegou! Saia!, disse a filha do Rei Fogo a Marya, tentando puxá-la para fora do quarto. Deixe que ela fique, exclamou Blenio à segunda esposa. Ela é Marya, minha primeira e verdadeira esposa. [...] Então Blênio reuniu todos os anciãos do reino, ofereceu-lhes uma grande festa e perguntou-lhes: Qual destas é a minha verdadeira esposa? A que arriscou a vida para me encontrar, usando três pares de botas de ferro, três chapéus de ferro e comeu três pães de ferro, ou a que me trocou por um pente, um anel e um lenço? Os anciãos responderam em uníssono: Sua verdadeira esposa é Marya, e é com ela que você deve viver. Blenio concordou e voltando-se para Marya disse: Está na hora de voltarmos para casa [...] Veja mais aqui.

EU VI – No livro Poesia em viagem (Assírio & Alvim, 2005), do escritor suíço Blaise Cendrars (1887-1961), destaco o poema Eu vi, a seguir transcrito: Eu vi / Vi os comboios silenciosos os comboios negros que / vinham do Extremo-Oriente e que passavam como / fantasmas / E o meu olhar, como a lanterna da retaguarda, corre / ainda atrás desses comboios / Em Talga 100 000 feridos agonizavam por falta / de cuidados / Visitei os hospitais de Krasnõiarsk / E em Khi!ok cruzámos com um longo comboio de / soldados loucos / Vi nos lazaretos chagas abertas feridas que / sangravam a jorros. / E os membros amputados dançavam em volta / ou levantavam voo no ar roufenho / O incêndio estava em todos os rostos em todos / os corações / Dedos idiotas tamborilavam em todos os vidros / E sob a pressão do medo os olhares rebentavam / como abcessos / Em todas as estações deitavam fogo aos vagões / E vi / Vi comboios de 60 locomotivas que se escapavam / a todo o vapor perseguidas pelos horizontes / com cio e bandos de corvos que voavam / desesperadamente atrás, / Desaparecer / Na direcção de Porto-Artur. / Em Tchita tivemos alguns dias de descanso / Paragem de cinco dias devido a obstáculos da linha / Passámo-los em casa do Senhor lankéléwitch, que / queria dar-me em casamento a sua filha única. / Depois o comboio tornou a partir. / Agora era eu que me sentara ao piano e tinha dores / de dentes / Revejo quando quero esse interior calmo a loja do pai / e os olhos da filha que vinha à noite para a minha cama / Moussorgsky / E os lieder de Hugo Wolf / E as areias do Gobi / E em Khaïlar uma caravana de camelos brancos / Creio bem que estive bêbedo durante mais de / 500 quilômetros / Mas eu estava ao piano e foi tudo quanto vi / Quando se viaja deviam-se fechar os olhos / Dormir / Gostaria tanto de dormir / Reconheço todos os países de olhos fechados pelo / seu odor / E reconheço todos os comboios pelo barulho que / fazem / Os comboios da Europa são a quatro tempos enquanto / os da Ásia são a cinco ou a sete / Outros seguem em surdina são canções de embalar / E há os que no ruído monótono das rodas me lembram / a prosa pesada de Maeterlinck / Decifrei todos os textos confusos das rodas e reuni / os elementos dispersos duma violenta beleza / Que eu possuo / E me força. / Tsitsika e Kharbine / Não vou mais longe / É a última estação / Desembarquei em Kharbine quando acabavam / de deitar fogo às instalações da Cruz Vermelha. / Ó Paris / Grande lareira ardente com os tições entrecruzados / das tuas ruas e velhas casas que se debruçam / por cima e se aquecem / Como os avós / E eis os anúncios, vermelho, verde, multicolores como / o meu passado em resumo amarelo / Amarela a cor altiva dos romances da França / no estrangeiro. / Nas grandes cidades gosto de me meter nos / autocarros em andamento / Os da linha Saint-Germain-Montmartre levam-me / ao assalto da Butte / Os motores mugem como touros de ouro / As vacas do crepúsculo pastam o Sacré-Coeur / Ó Paris / Estação central cais das vontades cruzamento das / inquietações / Só os droguistas têm ainda um pouco de luz por cima / das portas / A Companhia Internacional das Carruagem-Camas / e dos Grandes Expressos Europeus enviou-me / um prospecto / É a mais bela igreja do mundo / Tenho amigos que me rodeiam como barreiras / Têm medo quando eu parto que nunca mais volte / Todas as mulheres que conheci erguem-se / nos horizontes / Com gestos lastimosos e olhares tristes de semáforos / à chuva / Bela, Inês, Catarina e a mãe ‘do meu filho na Itália / E ainda a mãe do meu amor na América / Há gritos de sirene que me rasgam a alma / Na Manchúria um ventre estremece ainda como num / parto / Gostaria / Gostaria de nunca ter feito as minhas viagens / Esta noite um grande amor atormenta-me / E contra a minha vontade penso na jovem Joana / de França. / Foi numa noite de tristeza que escrevi este poema / em sua honra / Joana / A jovem prostituta / Estou triste estou triste / Irei ao Lapin Agile recordar-me da minha juventude / perdida / E beber copinhos / Depois voltarei sozinho para casa. Veja mais aqui e aqui.

UMA REVOLUÇÃO COPERNICANA AO CONTRÁRIO – No livro Técnicas latino-americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário (Hucitec, 1979), do dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (1931-2009), destaco o Apendice nº 1 – Uma revolução copernicana ao contrário, do qual destaco o trecho: Algo muito importante está sucedendo na América Latina. A ideia bolivariana da Pátria Grande parece depender agora da nossa geração, dos nossos esforços, da nossa solidariedade e disposição para a luta. A ideis da unidade dos nossos povos, sem a participação da Sociedade Anônima Estados Unidos da América do Norte, já se aproxima da realidade. Cuba foi a primeira vitória concreta contra o imperialismo. Foi o primeiro país a conseguir a segunda e definitiva libertação. Por outros caminhso e em distintas velocidades de transito, Peru, Panamá, Argentina, e outros inevitavelmente se levantarão. Algo muito importante está sucedendo na América Latina: os povos descobrem que são o sujeito da história, o motor da sociedade, o centro do nosso universo: não mais satélites. A conscientização dos povos não é um fenômeno exclusivamente político, visto que tem também os seus reflexos em outras esferas da atividade do homem. Assim também a exploração imperialista não é só econômica, mas alcança todas as atividades humanas. A nossa revolução latino-americana faz-se contra a exploração econômica, mas deve igualmente fazer-se contra todas as outras formas de dominação. Para melhor exercer a sua exploração infraestrutural, o imperialismo utiliza as superestruturas morais, estéticas, etc., também redutos da batalha da libertação. [...] Estamos realizando uma revolução copernicana ao contrário. Sempre fomos satélites de arte metropolitana. Agora estamos proclamando que somos o centro do nosso universo artístico. O teatro verdadeiro é o teatro latino-americano. Isto é, este é o nosso teatro, portanto, é o teatro. [...] Veja mais aqui e aqui.

ESTADO DE SÍTIO – O filme Estado de sítio (1972) dirigido pelo cineasta grego Costa-Gavras, com roteiro do diretor baseado no livro de Franco Molinas, e música de Míkis Theororákis, é baseado em fatos reais e conta o sequestro no Uruguai do agente americano Dan Mitrione e do consul brasileiro Aloysio Gomide pelos Tupamaros, em 1970. A trama acontece em Montividéu, quando um funcionário da entidade AID é raptado por um grupo de guerrilha urbana de extrema-esquerda, juntamente com duas outras autoridades, sendo que, entre eles, o funcionário da embaixada norte-americana consegue escapar. Durante o interrogatório, os raptados deixam evidenciar que a missão real deles é instruir policiais de vários países sil-americanos para a prática com métodos de tortura, intimidação e assassinatos sem julgamento, levando a formação de Esquadrões da Morte, acobertados pelas autoridades. Enquanto estão cativos, os sequestradores negociam com o governo a troca dos reféns por prisioneiros políticos, causando uma grave crise institucional e a quase renúncia do presidente do país. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
No dia dos bailarinos a nossa homenagem à companhia Ballet Stagium, fundada em 1971 e dirigida por Marika Gidali e Décio Otero.

Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Tataritaritatá, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Na programação Elis Regina, Chico Buarque, Simone, Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Lenine, Maria Rita, Milton Nascimento & Lô Borges, Fator IV, Elisa Lemos, Banda Oficina 137, Banda Vibrações, Embracanto, Nó na Garganta & Orquestra de Cordas Caetés, Gama Júnior & Jaques Setton, Ricardo Machado, Johann Pachelbel, Zendaya Coleman, Conway Twitty, Bianca Ryan, Barry Gibb, Gloria Stefan, Engelbert Humperdinck, Art Pepper & um especial com Cikó Macedo. E para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...