Mostrando postagens com marcador Mitsuko Uchida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitsuko Uchida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 08, 2017

CONFÚCIO, ARNALDO TOBIAS, IGNEZ DE ALMEIDA PESSOA, JIM PETERS, MULHERES NO MUNDO & BELÉM DE MARIA

OS QUINZE ANOS DE CLARINHA – Imagem: arte do artista plástico e visual estadunidense Jim Peters.- Dois dias antes de debutar, Clarinha gritou por mim. Estacionei o veículo e ela veio às pressas com aquele seu pujante jeito de ser: blusinha de alças segurando os seios quase pulando fora e à mostra num decote acentuado, sainha curtinha cobrindo o estritamente necessário e deixando à mostra um par de coxas para lá de estonteantes e volumosas, uma juventude num rosto de riso nos olhos vivos e lindos de morrer. Depois de amanhã é meu aniversário, não se esqueça! Jamais poderia esquecer, nem que quisesse. Ao chegar à emissora, corri logo pra agenda e com letras garrafais, no dia marcado, inscrevi: aniversário de Clarinha. Envolvi-me nos afazeres e só, no dia seguinte, já de noite, lá vinha Clarinha tão bela quanto nunca, sempre com suas blusinhas de alças decotadas, sainhas minúsculas e recheio apetitoso esborrando das vestes. Para, para! Sim? Ah, me leva pra algum lugar, vai! Disse-me apressada já abrindo a porta e sentando ao meu lado no interior do automóvel. A surpresa de sua invasão não me impediu de uma olhadela na sainha dobrada ao quadril com o movimento das coxas, sem calcinha, e o decote dos seios fartos sem sutiã à mostra nos bicos dos seios empinados estufando na blusinha. Acelerei e engatei primeira pra segunda, segui a esmo rua afora. Seu aniversário é amanhã, né, Clarinha? É. A tácita resposta me deu a impressão de que não estava bem. Algum problema? Não, quero que me leve daqui pra algum lugar, só nós dois. Um restaurante? Não. Um barzinho? Não. Pra onde? Um motel! Não posso, você é menor de idade. Dê seu jeito, quero ir prum motel, me leve. Não posso. Tem de poder, eu quero. Aproveitei a aproximação de um posto de gasolina e estacionei: Não posso levá-la prum motel, você é menor de idade e seus pais são meus amigos. Tem que me levar, eu quero. Não posso. Eu quero o meu presente. Ah, seu presente eu ainda vou comprar amanhã. Quero hoje e agora. Não posso, o comércio já está fechado a esta hora da noite. Não precisa comprar, basta me dar. O que você quer? Quero um filho seu. Não posso, Clarinha, sou casado, você tem quatorze anos, é menor de idade, e seus pais são meus amigos. Eu quero meu presente agora: um filho seu! Não, Clarinha. Você não sente atração por mim? Não. Você não acha que eu mereço uma peiada e embuchar de você? Clarinha, eu tenho trinta e cinco anos, sou casado, tenho filhos. Eu quero um filho seu! Não é assim, Clarinha, sou casado, tenho responsabilidades, seus pais não me perdoarão. Ah, eu quero um filho seu, sou apaixonada por você desde minha infância, sonho com você, tenho sonhos e gozos com você todas as noites, me contorço na cama com você e me toco e gozo diversas vezes sonhando ser possuída por você, me dê esse presente, vá! Não, Clarinha, não é assim. De repente ela me agarrou, lágrimas nas faces e me beijou a boca com seu hálito de rosa dos campos, seu corpo de sedução das mil e uma noites de prazer, seus seios fartos enchendo as minhas mãos, seu sexo túrgido e nu todo se esfregando ao meu que foi retirado à força por suas mãos ágeis enveredando braguilha adentro e enrijecido pelo toque de seus dedos hábeis, apontado pra direção dos seus múltiplos prazeres e eu sufocado por seus beijos em meus lábios, faces, tronco aberto da camisa, até alcançar meu sexo sobejado pela saliva abundante de sua boca gulosa e quente, delirando ávida em me abocanhar até me provocar ereção enlouquecedora, não, Clarinha, não, mais ela felava e me arriava as calças para esfregar sua vagina em minhas pernas, ronronando louca e me apertando forte e me engolindo trêmula e traquina para que eu estertorasse o sacrifício de segurar o gozo enquanto ela atiçava labareda incendiárias com sua língua inquieta na boca faminta, não Clarinha, e me sugou e bebeu todo meu gozo como quem tivesse roubado o manjar escondido. Não, Clarinha. Não, nada, agora tenho você, se não me quer dar um filho, darei pro primeiro que cruzar e você vai ver, vou me vingar de você com o primeiro que me aparecer. Abriu a porta do carro e saiu correndo sem que eu pudesse alcançá-la. Tomou um táxi e sumiu. Segui adiante, fiz o retorno na via e fui direto em direção pra casa dela. Vi quando o táxi estacionou em frente a sua residência. Ela desceu e desapareceu lá pra adentro. Eu estava desconcertado, fui pra casa com ela perseguindo meus pensamentos. Nem consegui ir pra cama, deitei no sofá e logo dormi sonhando com as peripécias de Clarinha. O dia amanheceu e acordei com o telefone, atendi: Hoje é meu aniversário, não falte! Eu me levantei pro ritual de todas as manhãs e fui trabalhar. A cada hora o telefone: Hoje é meu aniversário, não esqueça! O dia pela tarde, noite entrante e o telefone insistente. Fui. Lá chegando, poucas pessoas, festa simples, os pais me recepcionaram alegremente, dei graças ao rever o poeta há anos que não tinha notícia, foi a minha salvação. Logo ela apareceu linda como sempre, deu-me um chauzinho de escárnio e puxou o poeta a um canto, conversaram e muito. Fui surpreendido pelos pais delas, conversamos, mais um pouco anunciei que ia embora. Não me deixaram, havia uma surpresa no ar, aguardei. Foi quando Clarinha anunciou o seu presente: o seu casamento com o poeta. Como? Ele vinte e cinco anos mais velho que ela, como pode? Os pais tão surpresos como eu, nada entendiam. O poeta no meio da saia justa deixou entender que se tratava de um arroubo dela, mas que era do seu agrado e desejo. Formalmente pediu a mão dela em casamento aos pais e me convidou para padrinho. No meio do mal-estar, depois de muito se olharem, não houve outra alternativa: todos aceitaram, não pude recusar. Seis meses depois reencontro Clarinha grávida de mãos dadas com o marido e um convite para que eu fosse o padrinho do bebê. Não deu tempo nem responder, Clarinha abraçou-me sussurrando: Você não me quis, mas esse filho é seu. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais s com o compositor alemão Carl Orff e a sua cantata Carmina Burana & Streetsong; a violinista britânica Chloë Hanslip interpretando Mozart, Cinema Paradiso de Ennio Morricone & Fantasy de Franz Waxman; o pianista Nelson Freire interpretando obras de Villa-Lobos & Debussy In Recital; e da pianista e maestro japonesa Mitsuko Uchida interpretando estudo de Debussy & concerto de Beethoven. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Quando se cultiva até o máximo os princípios de sua natureza e assim se procura exercitá-los segundo o princípio de reciprocidade, não se está longe do caminho. Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam. [...]. Trecho do Elogio da vida na dourada mediania: a doutina do meio, extraída da obra O pensamento vivo de Confúcio (Martins, 1967), reunindo os quatro livros clássicos e os cinco livros sagrados do filósofo chinês Confúcio (551 a.C. - 479 a.C). Veja mais aqui e aqui.

ESCRAVIDÃO & ABOLIÇÃO - Grande é o coração, pura e sublime é a alma de um povo humanitário, que se revolta indignado contra a praga maldita chamada escravidão. Ontem, esta palavra horrenda, abominável e ignominiosa, esta degradante e tremenda maldição se ostenta cheia de caprichos sobre as cabeças uns míseros infelizes, que viviam espalhados em todo o Brasul. Hoje, porém, a providencia divina tem protegido a causa destes desgraçados. [...] Tudo caminha e a liberdade não pode estacionar. Por ventura não são os escravos os nossos irmãos, e por que haveremos de consolar as suas aflições, quebrando os ferros tremendos em que se acham agrilhoados? Ah! É duro viverem estes míseros escravos, sem luz, sem amo, sem proteção, submergidos nas trevas profundíssimas da ignorância, chorando amargamente a sua desgraça dos seus filhinhos. Avante democratas e abolicionista. Avante republicanos corajosos. A estrada do processo é muito lnga, caminhai e será completo o vosso triunfo, uma vez que pelejais em prol de uma causa santa, de uma missão honrosa e sublime, que é arrancar das mãos impuras e sanguinolentas dos escravocratas o punhal e o chicote com que retalham as carnes de seus próprios irmãos. Texto da abolicionista Ignez de Almeida Pessoa (Penumbras, 1892), extraído da obra Suaves amazonas: mulheres e abolição da escravatura no Nordeste (UFPE, 1999), organizado por Luzilá Gonçalves Ferreira, Ivia Alves, Nancy Rita Fontes, Luciana Salgues, Iris Vasconcelos e Silvana Vieira de Souza. Veja mais aqui, aqui e aqui.

BELÉM DE MARIA – O território do município era encravado ao de Bonito e teve sua divisão administrativa ocorrida no ano de 1933, quando o distrito criado por Lei municipal de 18 de setembro de 1930, passando a ser distrito de Catende, desmembrado de Palmares e Bonito. Belem de Maria foi constituído em município autônomo pela Lei estadual 3340, de 31 de dezembro de 1958, com território desmembrado dos municípios de Catende e São Joaquim do Monte, sendo instalado em 03 de maio de 1962. Administrativamente é formado pelos distritos sede e Batateira, anualmente no dia 31 de zembro comemora a sua emancipação política, em conformidade com a Enciclopedia dos municípios do interior de Pernambuco (FIAM/DI, 1986). Veja mais aqui.

MULHERES NO MUNDO - [...] o sujeito ideológico elabora um discurso que evidencia os papeis sociais desempenhos pelo homem e pela mulher, delimitando os valores e os comportamentos de cada um, os quais refletem valores e comportamentos nutridos em nossa sociedade. Apesar de muitas concepções de mundo terem sido modificadas e hoje nos deparamos com novos conceitos veiculados pelos meios de comunicação de um modo geral, ainda é prodominante a ideologia machista que define a mulher como um “ser doméstico”, que vive em prol da casa, dos filhos e do marido, isentando-se de uma vida cultural que é exterior ao domicilio familiar, porque todas as personagens femininas e adultas [...] são donas de casa ou são empregadas domésticas (com uma única exceção – a professora), e se apresentam, na grande maioria das histórias, usando avental, lenço e instrumentos de trabalho; em contrapartida, raramente aparecem se divertindo e nunca exercem qualquer atividade esportiva, cultural ou intelectual. [...]. Trecho do texto No discurso da história em quadrinho: uma revelação do preconceito no estereotipo da figura feminina, de Rosemary Evaristo Barbosa, extraído da obra Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora (Ideia/Universitária, 2005), organizado por Nadilza Martins de Barros Moreira e Liane Schneider. Veja mais aqui.

CLARINHA DE ARNALDO TOBIAS
CAPÍTULO 1 – Acompanhei a sua roupa crescendo no varal. Do meu quintal eu assistia a esse espetáculo sob o sol e ventos. A anágua azul e a calcinha de rendas e flores bordando setembro e a primavera. Do seu quintal ela olhando para mim com a indiferença de ontem. A menina crescendo não sabia que eu escrevia poemas para ela e os guardava dentro de livros com pétalas de rosas vermelhas. CAPÍTULO 2 – A menina se fez moça e a roupa diminuiu no espço do corpo. A blusina curta mostrando o umbigo vertical com a covinha. Não vi mais anáguas azuis no varal. A sainha ou o vestido no meio das coxas róseas. Clarinha já tinha abolido o sutiã e o decote desceu oferecendo pretensamente o vértice dos seios. Um dia a surpresa foi tamanha que me invadiu o peito. Fui convidado de palavra para o seu aniversário de quinze anos. Senti o seu hálito tão perto que me subiu um calor no rosto e ela deve ter notado a minha emoção tímida. Prometi ir à festa e fu comprar uma camisa de cetim e um sapato social. Na festa (sem champanhe e de poucas pessoas). Clarinha confessou sua paixão por mim desde os nove anos. A paixão cegava os sonhos e desejos perturbáveis. O pecado consentido. Disse: Mas Clarinha, eu tenho exatamente quarenta anos. Vinte e cinco mais da sua idade. Disse-lhe: Para mim você é jovem e tão latente como o sol nascente. Respondeu-me com metáfora. CAPÍTULO 3 – Quando nos casamos no mesmo ano (sem véu e grinalda) a festa foi simples como a festa dos seus quinze anos. Clarinha não acompanhou minha idade avançando. Depois de quinze anos, ela ficou a balzaquiana mais bela do mundo e eu sessentão acometido de fortes dores na uretra. Tive de um dia submeter-me a uma inadiável cirurgia (que me impediu de fazer um filho em Clarinha) na impotencialidade sexual. Então o urologista arrancou-me a castanha da próstata deixando lá no fundo um carncer me matando de sofrimentos. Clarinha escusando-se dos meus tratos e asseios. Esquencendo o meu remédio na farmácia. Hoje a acompanho com resignação e tristeza vendo-a ter filhos com o jardinero. Pago muito bem ao rapaz para ele trazer rosas vermelhas e fazer Clarinha feliz. Satisfeita.
Conto do escritor Arnaldo Tobias (1939-2002), extraído da Panorâmica do conto em Pernambuco (Escrituras, 2007), organziado por Antonio Campos e Cyl Gallindo. (Imagem: arte do artista plástico e visual estadunidense Jim Peters). Veja mais aqui.

Veja mais:
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista plástico e visual estadunidense Jim Peters.
Veja mais aqui.
 

quinta-feira, julho 27, 2017

OBJETOS DE BAUDRILLARD, INGEBORG BACHMANN, CARL ORFF, CHLOË HANSLIP, NELSON FREIRE, MITSUKO UCHIDA, DOROTHY IANNONE & NITOLINO!

NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS - A ideia de criação do personagem Nitolino surgiu com o convite feito pela professora e coordenadora pedagógica, Ceiça Mota, da Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, bairro de Canaã, Maceió, para recreações com contação de história em turmas de educação infantil. O que era para ser um único momento findou em contínuas apresentações tanto para alunos da educação infantil até as quartas séries do Ensino Fundamental, com as histórias dos meus livros para crianças, como também para estudantes das demais series do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), para os quais desenvolvi atividades com literatura de cordel, tudo enquadrado ao meu projeto Brincarte nas Escolas. Assim foi ao longo de todo mês de julho em 2008, finalizando com o lançamento dos meus livros infantis Turma do Brincarte e Frevo Brincarte, e do cordel Tataritaritatá, com exposição dos meus outros livros publicados, palestras, contação e cantação de histórias. Depois disso, como eu estava recebendo inúmeros convites dos mais diversos educandários, tanto da rede pública como da rede privada de Alagoas e de outros estados, o personagem foi tomando corpo e, já no mês de agosto do mesmo ano, o Nitolino já se apresentava em colégios, associações de moradores, centros recreativos e de saúde, bem como nos mais diversos auditórios das mais variadas instituições sociais, fato que levou a criação do evento Natal do Nitolino, com o objetivo de levar livros, contação de história e promover o hábito da leitura entre crianças das áreas periféricas das cidades, bem como da participação em eventos nas Bienais do Livro, Convenções, Congressos, Palestras e em mesas de debates, fato este que levou durante os anos de 2009, 2010 e 2011, à realização de temporadas do espetáculo Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas, no Teatro Linda Mascarenhas, em Maceió, concomitante ao lançamento do livro homônimo e da segunda edição do livro infantil O lobisomem zonzo, culminando com a gravação do DVD com o resultado dos espetáculos destinados aos alunos da rede pública de ensino e, posteriormente, abertos para o público em geral. Além do mais, Nitolino nada mais é que a minha eterna maneira de ser menino com a perspectiva de que ser criança é pra brincar e ser feliz; com a esperança de que este possa ser um mundo no qual as pessoas possam construir relações saudáveis respeitando uns aos outros, cuidando do planeta e reconhecendo o outro como extensão afetiva de si e de toda irmandade humana; enfim, a minha crença de que o Brasil possa ser um país melhor, mais justo e solidário, porque todo dia é dia de ser criança. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

OS OBJETOS DE BAUDRILLARD
[...] hoje os objetos tornaram-se mais complexos que o comportamento do homem a eles relativo [...] Somos continuamente remetidos, por meio do discurso psicológico sobre o objeto, a um nível mais coerente, sem relação com o discurso individual ou coletivo, e que seria aquele de uma língua dos objetos [...] O homem é reduzido à incoerência pela coerência de sua projeção estrutural. Em face do objeto funcional o homem torna-se disfuncional, irracional e subjetivo, uma forma vazia e aberta então aos mitos funcionais, às projeções fantasmagóricas ligadas a esta estupefaciente eficiência do mundo [...] É da frustrada exigência por totalidade residente no fundo do projeto que surge o processo sistemático e indefinido do consumo. Os objetos/signos na sua idealidade equivalem-se e podem se multiplicar ao infinito: devem fazê-lo para preencher a todo instante uma realidade ausente. Finalmente é porque se funda sobre uma ausência que o consumo vem a ser irreprimível.
Trechos extraídos da obra O Sistema dos Objetos (Perspectiva, 2008), do sociólogo e filósofo francês Jean Baudrillard (1929-2007), defendendo que: Sou um dissidente da verdade. Não creio na ideia de discurso de verdade, de uma realidade única e inquestionável. Desenvolvo uma teoria irônica que tem por fim formular hipóteses. Estas podem ajudar a revelar aspectos impensáveis. Procuro refletir por caminhos oblíquos. Lanço mão de fragmentos, não de textos unificados por uma lógica rigorosa. Nesse raciocínio, o paradoxo é mais importante que o discurso linear. Para simplificar, examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Veja mais sobre:
O amor de Naipi & Tarobá, Arte e percepção visual de Rudolf Arnheim, Eles eram muitos cavalos de Luiz Ruffato, Improvisação para o teatro de Viola Spolin, a música de Vivaldi & Max Richter, a fotografia de Fernand Fonssagrives, a coreografia de Regina Kotaka, a pintura de Fernand Léger & a arte de Eugénia Silva aqui.

E mais:
Nitolino na Escola Estadual Josefa Conceição da Costa aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Duofel, três por um, A sociedade do consumo de Jean Baudrillard, Histórias extraordinárias de Edgar Allan Poe, Tristão & Isolda de Richard Wagner, a coreografia da arte de Pina Bausch, o cinema de Roger Vadim, a pintura de Alice Kaub-Casalonga & Vicente do Rego Monteiro, a arte de Miles Williams Mathis, Amores impossíveis, Poetas de Palmares & Jayme Griz aqui.
Passando a limpo, O mundo líquido de Zygmunt Bauman & muito mais aqui.
A cidade, a urbanização e as enchentes & a arte de Márcia Spézia aqui.
Reino dos sonhos, a literatura de Osman Lins, a poesia de Denise Levertov, A palavra na democracia e na psicanálise de música de Renato Borghetti, a fotografia de Laszlo Moholy-Nagy, a arte de Mike Todd aqui.
Padre Bidião, extraterrestres & novo messias, a pintura de Gino Severini & Liu Yuanshou aqui.
Aquele torneio de chimbra & a pintura de Almada Negreiros aqui.
Uma lembrança perdida no horizonte, a pintura de Inês Dourado & Mary Qian aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A PERDA DE INGEBORG BACHMANN
Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma
cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados,
gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos. Fizemos.
E estendemos sempre a mão.
Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por
Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,
(- o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um aponta-
mento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.
De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor
mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.
Não te perdi a ti,
perdi o mundo
.
Poema Uma espécie de perda, extraído da obra O tempo aprazado (Últimos poemas 1957-1967 - Assírio & Alvim, 1992), da poeta e filósofa austríaca Ingeborg Bachmann (1926-1973).

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o compositor alemão Carl Orff e a sua cantata Carmina Burana & Streetsong; a violinista britânica Chloë Hanslip interpretando Mozart, Cinema Paradiso de Ennio Morricone & Fantasy de Franz Waxman; o pianista Nelson Freire interpretando obras de Villa-Lobos & Debussy In Recital; e da pianista e maestro japonesa Mitsuko Uchida interpretando estudo de Debussy & concerto de Beethoven. Para conferir é só ligar o som e curtir.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista visual alemã Dorothy Iannone.
Veja mais aqui.
 

segunda-feira, outubro 24, 2016

GOETHE, DAVID-NÉEL, GORZ, SCHUBERT, LYGIA CLARK, MITSUKO UCHIDA, ABRAMOVIĆ, MAKHMALBAF, HALPRIN, SIMONE SPOLADORE, GREENOUGH, CARL WARNER, TCHELLO, CURRIN, LAURA BARBOSA, TRABALHO & SERVIÇO SOCIAL

INEDITORIAL: DE GOLPE EM GOLPE A GENTE VAI APRENDENDO – Imagens: arte da pintora e escultora brasileira Lygia Clark (1920-1988) - O Brasil é uma anomalia pra lá de carnavalesca! Isso a gente já está careca de saber! Parece mais que a gente está acometido duma doença braba dessa incurável e sacudido de carona numa eterna ambulância feita dum mandú que só pega no empurrão, sem freios nem direção, dando-nos a impressão de que vai tudo se acabar com a sirene ligada no maior SOS de bateria arriada. Um desmantelo dos grandes e na maior correria como se fosse entre o acidente e o atendimento médico que nunca acontecerá, porque o motorista é um barbeiro muito do feladaputa que sai fazendo corrupios no volante, visitando parentes, aderentes, achegados, gregos & troianos fora do trajeto pra casa da peste, não distinguindo buraco de rieira, catombos e atoleiros. Como esse desgracento condutor é tão grosso de direção que sua inabilidade faz acelerar até o canto do ronco do motor quase estuporar tudo, sapecando uns freios de arrumação de nos jogar feito pacote solto no bate-volta, afora fazer uso da máquina pública pra se arrumar como pode, dirigindo a dita como se fosse um presente que lhe caiu no colo da estimação pra só mandar ver e deixar a cangalha destroçada no final e mais nada. A coisa é tão truculenta que chega dá pra ver a hora de estourar tudo motor, caixa de marcha & o escambau no maior pipoco da danação, da gente findar desvalido sem saber pra onde ir nem recorrer. Como parece mesmo que não tem jeito nem tão cedo, tenho a sensação de que a gente vai desgovernado, descendo a ribanceira pra se estrepar lá embaixo no abismo, tudo fodido e mal pago. Do jeito que vai, não vai dá outra: ou fecha os olhos para ver como é que fica, ou encara em riba da fivela pra mode ver o que a gente pode fazer pra mudar essa desgraceira toda. Senão, senão! Só uns vinte anos de atraso a mais na nossa tragédia, avalie. Diante disso, melhor mesmo a gente se aprumar nas novidades do dia: na edição de hoje destaque para a arte de Lygia Clark, as iniciações tibetanas de Alexandra David-Néel, a música de Schubert com Mitsuko Uchida, o trabalhod e André Gorz, a prática e a teoria de José Paulo Netto, a literatura de Goethe, a dança de Anna Halprin, o cinema de Mohsen Makhmalbaf, a escultura de Horatio Greenough, a arte de Marina Abramovic, a fotografia de Carl Warner, a arte de Simone Spoladore, o Encontro Clio-Psyché, a entrevista de Tchello d’Barros, a palestra e oficina de Literatura de Cordel, a pintura de John Currin & Laura Barbosa, a a croniqueta O vexame da maior presepada. Se quiser veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Voar é preciso, viver não é preciso!, Doris Lessing, Luis Buñuel, Leonardo Boff, Hans Magnus Enzensberger, Guilherme Faria, Joseph Kosma, Sérgio Telles, Alfredo Martirena, O riso doído, Psicanálise & Sociedade dos poetas mortos aqui.

E mais:
Vivendo e aprendendo a jogar, Lygia Fagundes Telles, Ziraldo, Luciano Berio, Christine Lau, Nilza Menezes, Antonio Januzelli – Janô, Todd Solondz & O Retorno da deusa aqui.
A arte de Tammy Luciano aqui.
A educação na Sociologia de Max Weber aqui.
A educação nos anos 70 e as desigualdades sociais aqui.
As trelas do Doro: a capotada do guarda aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o muxôxo dá num engasgo, o peso enverga o espinhaço de chega ficar de venta esfolando no chão aqui.

DESTAQUE: LIÇÕES DAS INICIAÇÕES TIBETANAS
É necessária uma vigilância contínua para se preservar das faltas que podem ser cometidas pelo corpo, pela palavra e pelo espírito [...] Estudai com imparcialidade todas as doutrinas que vos são acessíveis, sejam quais forem suas tendências. [...] Para manter-se independente é necessário estar livre de desejos. Quem não quiser dar a ninguém a oportunidade de passar-lhe uma corda no nariz para conduzi-lo como se conduzem bois, deve estar livre de toda espécie de apegos. [...].
Trechos extraídos da obra Iniciações tibetanas (Civilização Brasileira, 1976), da escritora e exploradora francesa Alexandra David-Néel (1868-1969).

O VEXAME DA MAIOR PRESEPADA – Vitalina andava com a orelha na frente da pulga, devido certos procedimentos escusos do Tomé, duns segredinhos mal explicados por ele, que deixaram ela pra lá de vigilante na cola. Conferindo tintim por tintim dos ocorridos, ele sempre dava uma tapiada boa que não convencia. Foi aí que ela resolveu ter com a Vera, a principal suspeita de que ele andava enrabichado pras bandas dela. Quando ela viu Vera passando na calçada, não teve dúvidas e confidenciou, entre cochichos e falsas intimidades: acho que o Tomé está me traindo! Oxe, aquele broco? Tá não mulher, ele é doido por tu. Tenho certeza. Tire isso da cabeça, quem quer aquele abestalhado fora tu, mulher? Sei não, tô de mutuca pra cima dele, tem saia no meio prele andar todo com desculpas esfarrapadas. Indagora dei uma brigada com ele, dele sair doidinho do juízo. Num esquenta, mulher, ele só vê tu no zoom. Deixa disso. E mal Vera chegou em casa, abrindo a porta com as chaves na fechadura, o Tomé chegou aperreado: tô num mato sem cachorro. Ah, a Vitalina tá toda desconfiada docê mermo. Onde essa mulé vai pensá uma coisa dessa de mim? Ocê tá dando trela pra alguém? Tô não. Olhe, ela acha que você está mijando fora do caco. Nada, eu tô tão aperreado que o juízo num funciona direito, até o carro empancou. Vixe! É bronca. Preciso dum copo d’água. Fique aí que não quero intriga com ela, vou buscar. Ele então sentou na cadeira da varanda, bebeu o copo d’água e começou sua lamurienta falta de sorte. Horas e horas de deprecações e azares. Lá pras tantas, Vera quase estourando de raiva de ter que aguentar aquilo, mandou ele embora, não antes olhar se a Vitalina estava por ali pra não virar a coisa pra banda dela. Ah, Vitalina estava lavando a calçada, olhando pros lados o tempo todo. Então Vera resolveu dar carona pro rapaz, desde que ele fosse na mala do carro. Assim acertaram e ao sair de casa, Vitalina veio às carreiras: mulher, me leva no emprego do sujeito que eu quero dar um flagra nele. Pronto! O circo estava armado, pois foi ela dizendo isso, abrindo a porta e se aboletando logo na cadeira do passageiro. Vera quase teve um troço e teve de levá-la nos cafundós de Judas. Quando Vitalina desceu, ela correu e liberou o cabra que estava na mala, todo vomitado e sem saber nem quem era. Vera, às pressas, foi explicando e empurrando ele pra dentro do trabalho. Aí ela correu pro volante e quando engatou a primeira marcha, lá vem Vitalina com Tomé pedindo carona pra voltar pra casa: ô mulé, me leva de volta que ele não está passando bem. Pronto, era a hora do enterro voltando! Apesar dele estar malemolente, ela não arredou o pé das desconfianças e baixou o calão numa briga de quase arrebentar tudo. Bate boca pesado, Vera teve que ter paciência para se safar dessa por todo o trajeto com aquela baixaria, quando, enfim, chegou na casa deles, despachou os dois e saiu dizendo: acabem com essa fuleragem, vocês se merecem, dois cachorros! E olhe que nem se casaram ainda, imagine. Ah, zarpou injuriada pelo vexame. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo os álbuns (8 cds) Plays Schubert (Decca, 2004), com músicas do compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828), na interpretação da pianista Mitsuko Uchida. Veja mais aqui.

O TRABALHO - [...] Para todas as classes industriais anteriores, conservar intacto o antigo modo de produção era condição prévia de sua existência [...] a burguesia não pode existir sem revolucionar constantemente os meios de produção, isto é, o conjunto das relações sociais [...] A organização científica do trabalho industrial constituiu o esforço constante para distinguir o trabalho, categoria econômica quantificável, da pessoa viva do trabalhador. [...] A verdadeira racionalidade consiste em transformar o trabalho em “atividade pessoal”, mas em um nível superior, em que “a união voluntária” dos indivíduos substituirá a divisão capitalista do trabalho pela “colaboração voluntária” e submeterá o processo social de produção ao controle dos produtores associados. Cada indivíduo será “na qualidade de indivíduo”, por meio da colaboração voluntária, mestre e senhor da to talidade das forças produtivas; seu “trabalho” será “atividade autônoma” (Selbsttatigkeit) do “indivíduo total”. [...] Ela impedirá que vivam a execução de sua tarefa como cooperação e pertencimento a um grupo. Sua “solidariedade orgânica” (o próprio Durkheim reconheceu-o) não existe como uma relação vivida para eles, mas apenas para o observador externo que crê perceber uma colaboração auto-regougada ali onde, na realidade, há uma organização do tipo militar, por pré-recortes de tarefas complementares. [...] O indivíduo socializado pelo consumo não é mais um indivíduo socialmente integrado, mas um indivíduo levado a desejar “ser ele mesmo” distinguindo-se dos outros que, canalizado socialmente ao consumo, aos outros só se assemelha pela recusa em assumir, por meio de uma ação comum, a condição comum. [...] O trabalho só aparece agora como “fragmentado, subsumido no processo de conjunto da maquinaria” de tal modo que, diante de seu “potente organismo”, o trabalhador individual experimenta “a insignificância de seu agir”: não é mais “que um acessório vivo dessa maquinaria”, sua capacidade de trabalho, infinitamente diminuída, desaparece no produto qualquer relação com a necessidade imediata do produtor e, portanto, qualquer relação com seu valor de uso imediato”. O processo de trabalho foi “transformado em um processo científico, subjugando as forças da natureza a seu serviço” e “o trabalho do indivíduo agora só é produtivo à medida que se insere no conjunto dos trabalhos que submetem a natureza”. [...]. Trechos extraídos da obra Adeus ao proletariado - para além do socialismo (Forense/Universitária, 1987), do filósofo austro-francês André Gorz (1923-2007), também conhecido pelo pseudônimo Michel Bosquet. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


Imagem: a arte do escultor e arquiteto estadunidense Horatio Greenough (1805-1852).

PENSAMENTO DO DIA: SISTEMATIZAÇÃO DA PRÁTICA E TEORIA – [...] nenhuma das vertentes racionalistas do pensamento moderno considera que o conhecimento do social é a apropriação, pelo sujeito, das aparências dos fenômenos – parece consensual que a fenomenalidade é tão-somente o ponto de partida, embora obrigatório do conhecimento. O que as discrimina e especifica, pois, está para além deste consenso, que aponta como alvo do conhecer a processualidade em que emergem os fenômenos sociais. [...]. Trecho extraído das Notas para a discussão da sistematização da prática e teoria em Serviço Social (Cadernos ABESS – Cortez, 1989), do professor doutor em Serviço Social pela PUC-SP, José Paulo Netto.

 Imagens: a arte da artista performativa sérvia Marina Abramović, em diversas exposições explorando as relações entre o artista e a platéia, os limites do corpo e as possibilidades da mente. Veja mais aqui.

O CORAÇÃO HUMANO - [...] que é então o coração humano? [...] Que é o homem, para ousar lamentar-se a respeito de si mesmo? [...] Quero fruir o presente e considerar o passado como passado. Você tem razão: os homens sofreriam menos se não se aplicassem tanto (e Deus sabe por que eles são assim!) a invocar os males idos e vividos, em vez de esforçar-se por tornar suportável um presente medíocre. [...] os mal-entendidos e a indolência talvez produzam mais discórdias no mundo do que a duplicidade e a maldade; pelo menos, estas duas últimas são mais raras. [...]. Trechos extraídos da obra Werther (Abril, 1971), do escritor do Romantismo alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). Veja mais aqui e aqui.

A ARTE DE SIMONE SPOLADORE – A trajetória da atriz Simone Spoladore teve início em 1995, quando participou de espetáculos curitibanos, a exemplo da peça teatral Meno Male,com direção de Sale Wolokita, Juventude de Felipe Hirsch e Onde estiveste à noite, de Edson Bueno. A partir de então passou a participar de curtas-metragens e longas, até integrar o elenco de Lavoura Arcaica (2001) e Desmundo (2003). Estreia na televisão com a minissérie Os Maias (2001), participando depois de telenovelas da Globo e da Record. Assim, dividindo suas atuações no teatro, cinema e televisão ela vai construindo uma carreira meritória de aplausos e sucesso.


Imagem: a arte do fotógrafo inglês Carl Warner.

SAFAR E GHANDEHAR – O premiado filme iraniano Safar e Ghandehar (A caminho de Kandahar, 2001), dirigido por Mohsen Makhmalbaf, conta a história de uma jovem jornalista afegã que reside no Canadá e decide retornar ao seu país, após receber uma carta de sua irmã relatando que irá se suicidar antes que ocorra o próximo eclipse solar. A partir do momento de sua entrada no país, ela se atualiza sobre a situação do Afeganistão e vive momentos de suspense para ir ao encontro da irmã. Veja mais aqui.


Imagens: a arte experimental da dançarina e coreógrafa pós-moderna estadunidense Anna Halprin.

AGENDA: ENCONTRO CLIO-PSYCHÉ – Acontecerá entre os dias 9 e 11 de novembro, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o XII Encontro Clio-Psyché – Saberes Psi: outros sujeitos, outras histórias, com o objetivo de trazer reflexões historiográficas que envolvam os eixos as ciências do Homem entre a criança e o menor; a insanidade, desvio e loucura; gênero e sexualidade: construção e desconstrução; minorias étnicas e outras reflexões. Informações por mail: encontrocliopsyche@gmail.com; Sítio: http://encontrocliopsyche.wix.com/xiicliopsyche - Endereço: UERJ - Rua São Francisco Xavier, 524. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: TCHELLO D´BARROS – Depois de uma boa conversa regada a umas cervejas, o poeta e artista visual Tchello d’Barros concedeu uma entrevista exclusiva para o Guia de Poesia do Projeto SobreSites, falando de sua trajetória e projetos. Confira a entrevista & muito mais aqui.

REGISTRO: OFICINA DE CORDEL
A publicação do meu folheto de cordel Tataritaritatá (Nascente, 2008) que, inicialmente, era uma martelada e, depois, virou mesmo um martelo agalopado, se deu pelo resultado de palestras e oficinas de literatura de cordel que ministrei em diversos colégios e eventos. Tenho ministrado essas palestras e oficinas regularmente e, aproveito o ensejo, para trazer todo o projeto aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: a arte do pintor estadunidense John Currin, que desenvolve pinturas figurativas satíricas que lidam com temas sexuais e sociais provocativas.
Vej mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Peace and Love, Laura Barbosa
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


ANNA LEMBKE, RIN USAMI, BIRHAN KESKIN, ANTÔNIO MARIA & YAYOI KUSAMA

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Cambalhotas & as coisas nunca davam certas... - Zé Lua vivia por aí, todo acanhado sob a aba do boné, ...