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domingo, janeiro 10, 2016

É PRA ELA, SÁBATO, NERUDA, HORÁCIO, TOLSTOI, VILLA-LOBOS, MICHELLE RAMOS & ZINE BRASIL & MUITO MAIS!!!!


CRÔNICA DE AMOR POR ELA: É PRA ELA (Imagem: arte/vídeo de Meimei Corrêa) - É pra ela que eu canto e vivo em prosa e verso, navegante à sorte no mar, viajando o mais longe que seja ao seu encontro. Porque é nela que ressuscito quando todos os muros do abandono são removidos pra me salvar da torre do silêncio. É ela que revolve meu sangue e recolhe nas asas da manhã a luz do mundo com seu fogo aceso e bravio da montanha nos meus dias contados, a mostrar caminhos maravilhosos pros meus pés consumidos pela areia de sombrias ruas. É ela que retira os espinhos das travessias noturnas dos meus regressos. É ela que traz o meu pão de cada dia pelo forno do tempo e um pensamento a menos das coisas efêmeras e das duras marés por noite a fio, me ensinando a viver sonhos de nuvens em terra firme. É ela que na sua cheia preamar proclamada viaja comigo com seus sonhos sobre os meus tardios de escuros recintos intermitentes. É ela que renova o oxigênio quando respiro abandonado e atrevido cantor depois da canção. É ela com seus olhos indeléveis que celebro toda alma na cantiga e ela uma vez mais na toada e em revoada quando um beijo meu atalha todo seu talhe, longe das coisas que o tempo arrefece. É ela que à espreita e pronta, com seu manto de seda fina torna-se minha cidade e meu país pra conciliar meu sono difícil e toda insônia da minha vigília de louco. É dela que esbanja luz ao tê-la feita e desfeita por dares e tomares na gloria dos meus dias. É ela que se faz terna e carinhosa pra meu aconchego e toco sua palma até a ponta dos dedos e como pudera esquecer de ser-me entre os seus punhos delicados e altivos enovelando meu destino com suas pétalas de rosa e a apanhar as folhas que caem da minha cansada aventura errante. E roço sua pele que me protege das desventuras, para que eu não arraste meus pés na partida e eu não morra em nome do amor. E já não sou sem ela, pois ela é janeiro pra inventarmos o Ano Novo. É fevereiro pra frevarmos no carnaval. É março para semearmos os campos. É abril pra atravessarmos o outono das minhas difíceis horas. É maio pra festejarmos nossos anos. É junho pra colhermos todo milho no rastapé do São João. É julho para nos esquentarmos no inverno. É agosto pra vivermos outro semestre na estrada tempestuosa. É setembro pra amarmos na primavera. É outubro pra nossa pronta ressurreição. É novembro pra que não sejamos mais nem sempre, nem nunca mais. É dezembro porque só sei que vivo porque ela vive em mim para todo o sempre e sempre e sempre. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui.

VEJA MAIS CRÔNICA DE AMOR POR ELA:
 
PICADINHO
Imagem: a arte de Aurélio D'Alincourt (1919-1990)


Curtindo as Bachianas Brasileiras (Complete), compositor e maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), com a cantora lírica Rosana Lamosa & Nashville Symphony,Kenneth Schermerhorn, Jose Feghali &Andrew Mogrelia. Veja mais aqui.


EPÍGRAFE –Pulvist et umbra sumus, verso encontrado no livro As odes, epodos e carme secular, do filósofo, poeta lírico e satírico romano Quinto Horácio Flaco (65-8aC), significando: Não somos senão pó e sombra. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O OFÍCIO DO ESCRITOR - Em seu livro O escritor e seus fantasmas(Companhia das Letras, 2003), o escritor e artista plástico argentino Ernesto Sábato (1911-2011), traz a expressão: [...] que o gênio criador de um romancista pode mais do que as ideias que conscientemente professa. [...] ou se escreve de brincadeira, para entretenimento próprio e dos leitores, para passar e fazer passar o tempo, para distrair ou procurar alguns momentos de evasão agradável; ou se escreve para investigar a condição humana, empresa que não serve de passatempo nem é uma brincadeira nem é agradável. [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

GUERRA E PAZ – O romance Guerra e paz (Companhia das Letras, 2008), do escritor russo Liev Tolstói (1828-1910), narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte, criando um novo gênero de ficção. Da obra destaco o trecho: [...] Ana Pavlovna, com a sua finura especial de dama da corte e o seu tacto feminino, ao mesmo tempo- que dirigia um remoque ao príncipe por ter ousado exprimir-se tão livremente a respeito da conduta de uma pessoa recomendada à imperatriz, procurava de certo modo consolá-lo. - Mas, a propósito da sua família - disse-lhe ela -, não sei se sabe que a sua filha, desde que frequenta a sociedade, faz as delícias de toda a gente. Dizem que é linda como os deuses. O príncipe curvou-se em sinal de estima e gratidão. - Costumo dizer muitas vezes de mim para comigo - continuou Ana Pavlovna, depois de um momento de silêncio, aproximando-se do príncipe com um sorriso gracioso, como se quisesse significar que  estavam terminadas as conversas sobre assuntos políticos e mundanos e que as confidências íntimas iam principiar -, muitas vezes digo a mim mesma que a felicidade neste mundo é coisa muito desigualmente repartida. Porque seria que o destino lhe deu a si, meu amigo, dois filhos tão belos, à parte o Anatole, o seu benjamim, que não me agrada por aí além - tinha lançado esta observação num tom que não admitia réplica, franzindo as sobrancelhas... -, tão encantadores? Sim, quando o senhor, na verdade, é a pessoa que menos importância liga aos filhos; não os merece. E teve um sorriso vitorioso. [...]. Veja mais aqui e aqui.

SONETO DE AMOR – No livro Cem sonetos de amor (L&PM, 2013) do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973 – pseudônimo de Ricardo Eliezer Neftali Reyws Basoalto), recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971, como umas das maiores vozes poéticas da humanidade, destaco o Soneto XXVII – Nua és tão simples como uma de tuas mãos, / lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente, / tens linhas de lua, caminhos de maçã, / nua és magra como o trigo nu. / Nua és azul como a noite em Cuba, / tens trepadeiras e restrelas no pelo, / nua és enorme e amarela / como o verão numa igreja de ouro. / Nua és pequena como uma de tuas unhas, / curva, sutil, rosada até que nasça o dia / e te metes no subterrâneo do mundo / como num longo túnel de trajes e trabalhos: ~tua claridade se apaga, se veste, se desfolha / e outra vez volta a ser uma mão nua. Veja mais aqui, aqui e aqui.

BONECA DO BARCO - A peça teatral Boneca do Barco, texto da escritora e dramaturga argentina Délia Maunás, traz o enredo em que enquanto procura para mais uma jornada noturna, uma prostituta conta a sua história, e a de outras colegas, a um jovem que naquela noite se inicia. Tive oportunidade de assistir o espetáculo dirigido pela autora, no Centro Cultural São Paulo, em 1999, destacando a atuação da preamiada atriz Magali Biff. Veja mais aqui.

UM COPO DE CÓLERA – O drama Um Copo de Cólera (1999), dirigido por Aluizio Abranches e adaptado da obra de Raduan Nassar, conta a história de um ex-ativista que constrói um mundo à parte numa chácara nos arredores de São Paulo. Ele vive caso de amor com uma jornalista politizada. O encontro entre os dois é marcado por um clima de sensualidade. Mas no dia seguinte, um rombo feito por saúvas em sua cerca viva deflagra um ataque de cólera que leva a trocas de acusações entre os dois. O destaque do filme vai pro casal de atores Julia Lemmertz & Alexandre Borges. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Óleo sem título do artista plástico Alipio Barrio.
Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à escritoramiga, writter & youtuber blogueira Michelle Ramos & Zine Brasil. Veja aqui, aqui e aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER
 (Imagem: arte/vídeo de Meimei Corrêa)
Veja as homenageadas aqui.


sexta-feira, janeiro 30, 2015

RENÉE FERRER, LIZA MARKLUND, MAVIS GALLANT, HENFIL, GUÉNON & ELIANE DE GRAMMONT

 


ELIANE, UMA VÍTIMA PASSIONAL... - A linda Eliane Aparecida era leonina e perdera seu pai para a miocardiopatia, enfermidade que vitimou dois de seus irmãos. Mesmo assim começou a cantar inspirada na mãe cantora e incentivada pelos sobreviventes irmãos jornalistas e do rádio. Emplacou a música Coisas Bobas, na novela da rádio Tupi, O profeta. Na esteira da ascensão conheceu o amor na RCA que se prolongou por dois anos de namoro até se casar, contrariando os parentes e com a expressão clara de separação de bens: não tinha interesse algum na fortuna do seu amor. Só descobriu o erro depois: foi proibida de cantar. Desse breve relacionamento nasceu sua filha. O seu inferno: o abuso de álcool e as crises violentas de ciúmes, deram em episódios de agressão, separações e sofridas reconciliações. Foi exigida que assinasse dez compromissos, recusou; finalmente o desquite, uma dolorosa separação. E a descoberta de ser portadora da miocardiopatia que matara vários de seus familiares. Não se deu por vencida e retomou a carreira de cantora. Mas ao se apresentar no Belle Époque, naquela noite de segunda-feira outonal, cantando a música João e Maria, da dupla Sivuca-Chico Buarque, no momento em que entoava a frase musical: Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim... Ela foi alvejada com vários tiros desferidos pelo ex-marido enciumado. O violonista que a acompanhava também foi atingido no abdome – era primo do infrator. Foi levada às pressas a um pronto-socorro e não resistiu aos ferimentos. Durante o julgamento ela foi escarnecida e desqualificada de todas as formas: mãe que descumpria suas obrigações, infiel e de conduta reprovável, tudo em nome da legítima defesa da honra do macho e sob o imaculado crime passional cometido por violenta emoção: Mulher que bota chifre tem que virar sanduíche! Quanta impunidade, o adultério era crime. Vítima de feminicídio, um combate antigo à violência contra a mulher. De luto até hoje: Quem ama não mata... É preciso repetir com todas as vozes: Eliane Gramont não vai cantar hoje. Ela está morta! Viva Eliane de Grammont (Eliane Aparecida de Grammont – 1955-1981), filha da compositora Elena de Grammont e irmã da jornalista Helena de Grammont. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS: O sucesso só pode ser medido em termos da distância percorrida. Existem muitas opiniões neste mundo, e boa metade delas são professadas por pessoas que nunca tiveram problemas... Pensamento da escritora canadense Mavis Gallant (1922-2014). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Os homens de hoje gabam-se da extensão cada vez maior das modificações que impõem ao mundo, e a consequência é que tudo se torna cada vez mais “artificial”... O “fim de um mundo” nunca é e nunca poderá ser nada além do fim de uma ilusão... Pensamento do escritora esotérico francês René Guénon (1886-1951), que na sua obra The Crisis of the Modern World (Sophia Perennis et Universalis, 2001), expressa que: […] O que os homens chamam de acaso é simplesmente sua ignorância das causas; se a afirmação de que algo aconteceu por acaso significasse que não teve causa, seria uma contradição de termos. [...] Aqueles que podem ser tentados a ceder ao desespero devem perceber que nada realizado nesta ordem pode ser perdido, que a confusão, o erro e a escuridão podem vencer apenas aparentemente e de forma puramente efêmera, que todo desequilíbrio parcial e transitório deve necessariamente contribuir para o equilíbrio maior do todo, e que nada pode, em última análise, prevalecer contra o poder da verdade. [...].

 

ALGUÉM MAIS FALOU: Por que é que vestir um homem de mulher é humilhar, é desmoralizar? Por que ser mulher é a coisa mais humilhante e desmoralizada que tem? Pior que ser cachorro, pato ou galinha? ... Pois. É por isso que um (dois, três, mil) Lindomar Castilho tem o legítimo direito de matar a Eliane de Grammont. Ah, ele é apenas misericordioso. Quis livrar a Eliane da humilhação, da desmoralização de ser... uma mulher. Manifestação do cartunista, jornalista, quadrinista e escritor brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil (1944-1988), no quadro TV Homem, no programa televisivo diário TV Mulher, da Rede Globo, publicado na seção da revista hebdomadária IstoÉ, escrevendo cartas à sua mãe e comentando fatos da semana, no fatídico 8 de abril de 1981, comentando o fato de policiais vestirem um assaltante de mulher e com ele desfilaram pelas ruas como sinal de humilhação. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

SEXO NO ESTÚDIO - […] Que importância tinha o que ela escreveu sobre uma garota sueca morta, quando pessoas em outras partes do mundo não faziam nada além de matar umas às outras? [...]. Trecho extraídos da obra Studio sex (SUMA, 2010), da escritora e jornalista sueca Liza Marklund (Eva Elisabeth Marklund),  que na obra Sprängaren (Ordupplaget, 1999), expressa que: […] Neste momento, nunca mais conte com nada e não se concentre em suas próprias propriedades; Vieta de zi cu zi não é distorcido e deve ser irracional: nem mesmo fericiți e nem se parece com tudo isso é possível. [...], e na obra The Final Word (Corgi, 2015) expressa ainda que: […] A jornalista imparcial, pesquisadora e esclarecedora, como era aos olhos de todos, de todos os atores modernos, não seria nada além de um pequeno parágrafo na história dos homens, e foi ele, ele mesmo em pessoa, quem esteve no leme já eles gritaram direto para o inferno. [...], ao enfatizar que: Nunca haverá nenhuma revolução. A humanidade trocou-a pela Coca-Cola e pela televisão a cabo.

 

TRÊS POEMASDEJEÇÃO - Esvazie o copo da indiferença,\ a ferrugem do distanciamento,\ e confinado em seu corpo\ deixe-se levar em direção ao seu eu primitivo;\ absorve lentamente a orfandade\ que traz você\ Que banquete para um coração gelado.\ Com o próprio desamparo\ enxugue a baba\ da teimosa aranha que te encurrala,\ e deixe ir:\ não tente mais, \ você não é ninguém. CONVICÇÃO - Úmido e germinado em desejo,\ estranho diante de um perfil que não conheço,\ Eu fecho portas,\ Fecho o país da febre.\ As pessoas que amo me veem partir;\ Eles mantêm minha concha vazia.\ Eu sou um navio\ com o leme encalhado em frente ao penhasco\ de onde vem a palavra,\ prisioneiro de paredes caducas\ que assedia um vendaval estéril.\ Por trás do impulso do pensamento\ meu sulco de ternura torna-se estéril.\ Eu sou uma bola de gude que nega\ o beijo elementar,\ o doce momento,\ esbanjando elogios\ ao verbo:\ meu carrasco. MÚSICA DENTRO DO SEU CORPO - Ouço dentro do seu corpo uma nota de sustentação;\ uma cotovia sobe no andaime do tempo, um tempo\ que vive em você e flui em seu pulso. Você não ouve?\ Com sua garganta de cristal dissipa a névoa que escurece sua testa;\ seu canto sobe até seus pensamentos, abunda em seus braços, multiplica-se,\ atraindo você para as ilhas dos meus beijos.\ ouço tuas artérias prolongadas num solo de ternura;\ perdido atrás da minha melancolia a mesma nota se repete na celestialidade dos seus olhos.\ Como se dissesse aqui estou, uma melodia como a de um trapezista atravessa seus olhos aumentando minha alegria,\ e do seu coração, meu amor, seus arpejos desenterram meus mistérios.\ A nota é uma pequena chave que tilinta em suas mãos, inaugurando a flâmula da minha impaciência; aquecendo-me ao lado da chama, estou inundado de coros gloriosos,\ seus lábios na chama, acordes na minha boca.\ Busque a nota em seu corpo, busque-a: ela é feita de luz; \ na tua fundição vejo uma revoada de andorinhas alegres;\ em seus músculos ressoa a música do universo,\ e eu me rendo aos ditames do desejo. Poemas da escritora e dramaturga paraguaia Renée Ferrer de Arréllaga.

 

SACADOUTRAS

  

SATYAGRAHA & O DIA DA NÃO-VIOLÊNCIA - Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), o grande Mahatma Gandhi que foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano atuou como advogado na África do Sul defendendo a minoria hindu e liderando a luta de seu povo por seus direitos. Ele tornou-se o maior defensor do Satyagraha como desobediência civil e meio de revolução, por meio do seu programa de cinco pontos exibidos pelos dedos da sua mão: igualdade, nenhum uso de álcool ou droga, unidade hindu-muçulmano, amizade e igualdade para as mulheres. Esses pontos estavam conectados ao pulso significando a não-violência. Utilizou também a estratégia política do swadeshi – boicote a todos os produtos importados. Por sua luta em defesa da paz e do povo hindu, ele foi assassinado no dia 30 de janeiro de 1948, em Nova Déli, pelo hindu radical Nathuram Godse. Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges. Veja mais aquiaqui

Imagem da atriz inglesa Vanessa Redgrave no filme Blow-Up, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni. Veja mais aqui

Ouvindo Phil Collins cantando no Genesis Firth Of Fifth & I Know What I Like (In Your Wardrobe), ao vivo no show When in Rome, 2007. Veja mais aqui.

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS E A SINA DE MÃE – A Associação de Moradores saiu de casa em casa convocando os moradores para uma palestra sobre cuidados dos filhos. Falou em filhos, é o mais importante assunto para Marcialita. No dia e hora marcados lá foi ela com os seus cinco bruguelinhos de cabelo de milho, tudo enganchado no cós da saia. Assistiu a tudo, apertou os olhos por não entender patavina, mas não arredou o pé. Ao final, o palestrante saiu perguntando aos presentes a respeito do tema abordado. Na vez dela, no jeito xucro dela, esbravejou: - Lá em casa é assim: escreveu num leu, pau cumeu pra num virá imprestáve e não me dá mais sossego pru resto da vida. Prurisso, reza tudo de joêio ni pedra, todo santo dia e adispois dô uma pisa em cada um pra aprendê e me livrá de duas maledicença: ser mãe de político ou de juiz de futebó. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! Veja mais aquiaqui

DOS GIBIS AOS CATECISMOS DO ZÉFIRO – Desde menino que fui colecionador de gibis, de ter sacos e sacos cheinhos deles. E de tudo: desde os da Turma da Mônica que já circulava, passando pelos clássicos dos super-heróis da gringada, até os que às escondidas carregava dentro das revistas: os catecismos de Zéfiro. Ainda hoje sou fã de quadrinhos. E como hoje é o Dia Nacional dos Quadrinhos, quero homenagear o rockcartunistamigo Márcio Baraldi e à roteirista e divulgadora Michelle Ramos. Veja mais aqui, aqui e aqui


A VOZ DOS DESENHOS – A atriz canadense Jennifer R. Hale, além de apresentadora de televisão e de atuar em cinema, é também uma das vozes mais conhecidas do planeta por sua voz em jogos, animações, comerciais e filmes da Disney e de Hollywood. Entre os games estão o Tales of Symphonia, o Star Wars, o The Metroid Prime series, entre outros. Por meio dela a nossa homenagem para todos os locutores e dubladores do planeta. Veja mais aqui.

ELA DO TEATRO, CINEMA & TELEVISÃO – Hoje também é dia de homenagear a atriz, apresentadora de TV e diretora Maria Luísa Mendonça, que se formou pela Casa de Arte das Laranjeiras, em 1991, para brilhar na televisão, no cinema e no teatro. Atuou em peças teatrais de Nelson Rodrigues, Pirandello e Shakespeare, além das suas maravilhosas participações em filmes como Jogo Subterrâneo, Amar, Quem matou Pixote, dentre outros, e pela direção dos filmes Everyday Art, Indonesia: Islands on Fire e Nasci Mulher Negra. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
O reino das águas aqui.

E mais:
Eu nasci entre um rio e um riso de mulher aqui e aqui.
Cantando às margens do Una aqui.
A correnteza do rio me ensinou a nadar aqui.
Penedo, às margens do São Francisco aqui.
Sou deste chão como a terra, o fogo, a água e o ar, André Gide, Brian Smith, Friedrich Hundertwasser & Carol Andrade aqui.
O que era Mata Atlântica quando asfalto que mata, António Salvado, João Parahyba, Don Dixon & Nini Theiladetheilade aqui.
Existe gente pra tudo, Os Apinajé, Harriet Hosmer, Josefina de Vasconcelos, Anelis Assumpção & Banksy aqui.
Rascunho solitário, Edino Krieger, Arturo Ambrogi, Jean-Baptiste Camille Corot & Jim Thompson aqui.
Centenário de Hermilo Borba Filho, Orquestra Armorial & Cussy de Almeida, Augusto Boal, Joshua Reynolds, Ginofagia & Sedução aqui.
As águas de Alvoradinha, Bhagwan Shree Rajneesh, Milan Kundera, Endimião & Selene, Jorge Ben Jor, Anatol Rosenfeld, Lena Olin, Anthony van Dyck, Teco Seade,:Socorro Cunha & João Lins aqui.
O monge e o executivo de James Hunter, Neuropsicologia, Ressocialização penal, Psicologia escolar & educacional aqui.
Sexualidade na terceira idade aqui.
Homossexualidade & educação sexual aqui.
Globalização, Educação & Formação Pedagógica, Direito Constitucional Ambiental & Psicologia Escolar aqui.
Homofobia, Sexualidade, Bissexualidade & Educação para as diferenças aqui.
A literatura de Goethe aqui, aqui, aqui & aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...