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quarta-feira, abril 27, 2016

HERMILO, HUBERMAN, MAURO SENISE, ARMAND POINT & OTTO LINGNER


ROMPENDO O PASSADO PRO FUTURO - Marcialita acordou-se inheta, algo bulia por dentro dela. Não podia mais viver daquele jeito, tinha de fazer alguma coisa. E levantou-se decidida e pronta para mudar sua vida a partir daquele instante. Foi pra cozinha, conferiu o que tinha na petisqueira, arrumou a frigideira com uns pedaços de galinha de granja no fogão, com duas outras panelas nas quais colocou arroz e feijão em cada uma, e foi lavar os pratos. Depois arrumou a mesa pro café da manhã do marido e dos filhos, passou a vassoura na casa, arrumou a roupa no varal e foi acordar a garotada pra escola, deixando apenas o mais velho e a caçula para acordá-los depois. Empurrou os bruguelos pro banheiro, deu banho em tudo, arrumou a roupinha de cada, fez sentá-los à mesa e comerem pra zarparem logo dali. Foi quando ouviu o pigarro e o arrastado do chinelo do marido que se espreguiçava em direção ao quintal. Lá ele ficou cantarolando e conferindo uma a uma das suas plantações. Trouxe umas pimentas malaguetas pra mesa, junto com umas carambolas, dois cajus, umas acerolas e uma manga que roubou do pé do vizinho, colocou tudo sobre a mesa e soltou a primeira pilhéria do dia: - Eita, hoje a mulé começou cedo, deu furmiga na cama, foi? Ela não respondeu. – Ih, achu quela tá naqueles dia! Fez-se de mouca e manteve-se arrumando os meninos, passando perfurme, penteando os cabelos, e reclamando: - S’aprume, camboio de malavados, seje homi, s’ajeite, vá! Tomi jeito de gente, sinão o pau come logo cedo, s’avie. Tudo aprumado, fila indiana, obedientes porque sabiam que se assim não fosse tabefe e beliscões comiam no centro. Tudo engomadinho nos trinques, lancheiras e bisacas com cadernos e livros. – Vão-se pra escola, arreda, simbora! Um pegado na mão do outro! Rico, tome jeito, cuidi dos seus irmão e num deixi queles se inrolem cum briga no coléjo. Chispa! Saíam um pegado na mão do outro, não antes passarem em fileirinha pra pedir a bênção do pai, e ele: - Deus-tabençoi! Ela levou-os até a porta, empurrou-los casa afora, fez uma oração pra que Deus guardasse seus filhos, ficou olhando até dobrarem a esquina e trancou-se dentro de casa. O marido digladiava com os talheres fazendo barulho. Ela foi lavar os pratos sujos dos que saíram sem dizer uma palavra. – Ih, começou cedo -, zoou o marido. – Arrumi o que fazê, seu traste. E vê se chega cum dinhêro pra fera que já s’acabou tudo! Certo. Num precisa fica embirrada assim. Vancê num faiz nada que preste! Mulé, sô artista e vô sê prisidente! Prisidente? Do quê? Ora, os homi são todo assim: vive de sonho, s’amuntam nele e num enxergam a rialidade! Seja hômi, arrumi um serviço qui preste! Doro logo esquentou as orelhas, foi pro quarto, vestiu-se, calçou a bota e até tentou fazer um carinho na mulher antes de sair, mas ela estava com cara de poucos amigos, ingicada com a situação. Foi-se pisando nos cascos. Quando ele saiu que dobrou a esquina, ela fechou a porta e foi acordar o mais velho: - Chau, acorda! Vamos, s’alevanta. A caçula fazia festa no berçário: - Mama, mama, mama! Ela bejou-lhe, fez-lhe um mimo, abraçou apertadamente, encheu os olhos d’água. – Bora, Chau. O menino já estava de pé e ao seu lado, sabia que ali era lei braba, não levantasse, a lamborada cobria. – Vá tomá café, cuide da sua irmã, fique atento, não abra a porta, num deixi ninguém entrá aqui e quano fô meio dia, trate de botá seus irmão pra cumê, cuidi de tudo, vancê é o hômi da casa hoje. – Vai pra onde, mãe? Vou ali arrisolvê um negóço. Tomi conta da casa, seja hômi e s’assunte, viu? Ela beijou o filho, deu um abraço apertado na caçula e foi até a porta, os olhos rasos d’água. Estava revestida de uma força interior, virado Coretta Scott King naquele dia e ia dar um rumo na sua vida. Fechou a porta, encarou o mundo, respirou fundo e saiu. Ouvi umas batidas na minha porta. Quando abri, Marcialita estava com uma cara atarantada. – Marcialita, bom dia! Cadê o Doro? Foi trabaiá. Quéqui manda, Marcialita, tá precisando dalguma coisa? Tô! Diga lá, quanto? Num é dinhêro, quero imprego. Emprego? Trabaiá. De que? Quero fazê faxina. E quero começá aqui na sua casa. Eita! Entre. Coçei a cabeça sem saber o que fazer, mas minha casa estava realmente precisando de um ajeitado bom. Acho que quando ela encarasse a bronca, desistiria logo. Não tive dúvidas, virei-me pra ela e disse: - A casa é sua. E logo ela se dirigiu pra cozinha, arrumou os pratos, ajeitou a mesa, passou pelos quartos, ouvi vassouradas e ajeitados de todo jeito pela casa toda, quando, ao meio dia, levantei-me dos meus afazeres e fui até ela: - Você quer o que pra almoçar, Marcialita? O almoço já tá na mesa. Quando me virei, estava tudo pronto sobre a mesa. Ela havia obrado um verdadeiro milagre. – Então vamos almoçar -, disse-lhe. – Não posso, vô dá um pulo in casa pra vê os minino cumestão, e volto logo pra findar a faxina. E zarpou. Nem bem meia hora depois ela retornou e novamente as vassouradas, aguaceiro, barulho de arrumações pela casa toda. Lá pelas cinco da tarde, ela entrou no meu escritório: - Pronto, tá tudo arrumado, vá vê si gostô! Levantei-me só pra dar-lhe atenção e quando fui saindo da sala, logo vi que milagres acontecem mesmo. – Nossa, tudo perfeito, Marcilita. Brigada. Quanto é sua faxina? Vinte. Quanto? Tá caro, pague dez. Não, não é isso. Peguei a carteira e peguei uma cédula de cinquenta e lhe entreguei. Era o mínimo pra ser justo. Não tenho troco. Não quero troco, é isso que você deve no mínimo cobrar pra começo. Brigada. - Agora vômimbora qui os minino pricisa da janta. Tudo bem. E saiu. Chegou em casa chorosa, as crianças ficaram assustadas, silenciosas, não era hora para travessuras, sua mãe estava tristonha. Nem bem deu o anúncio da Hora do Ângelus, Doro adentrou meio invocado, reclamando da vida e do mundo e que rodara o dia todo e não conseguira nada de dinheiro pra feira. A meninada já estava jantada, asseada e revirando a casa de pernas pro ar, enquanto ela no terceiro tempo de sua jornada laboral diária. – O qui tem pru jantá, mulé? Ela, então, vingativa e corajosamente, meteu a mão no sutiã e tirou os cinquenta reais que eu havia lhe dado. – Olhaqui, seu traste, tá aqui dinhero pra feira qui eu arrumei! Eita, arrumou como? Fez ponto na esquina, foi? Rodou a bolsinha adonde? Fiz faxina hoje e arrecebi na hora. Mulé minha não faz faxina na casa de seu ninguém! Faxina não é serviço pra mulé dereita! Fiz e faço, a partí de hoje. Pela primeira vez ela enfrentou o marido e os seus próprios medos: o fantasma do pai que lhe perseguia o dia todo com cara de reprovação durante os seus dias. Pra onde se virava era ele lá em pé, severo, inexorável, como se dissesse: - Mulé é pra sirvir e vivê pru marido! Mulé tem qui fazê o qui marido manda e só! Era a hora de dar um basta no fantasma do pai e nos mandos do marido. Ela era dona de suas ventas e ia trabalhar daquele dia em diante, como podia, para trazer dinheiro pra casa e sustentar da forma que puder os seus filhos. Ela acreditava nisso! E tinha a sua dignidade, fosse chamada de piniqueira ou do que fosse, que sofresse preconceito ou reprovação do marido ou de quem quer que seja. Era o trabalho dela, digno e honesto. E virou-se pro marido e berrou: - O que faz um hômi sê um hômi, num é o qui ele diz ou que o ele diz qui faiz. É a honra e a humildade de trabaiá honestamente, tê seu denhero, sustentá sua famía, seja qui profissão qui for, digna e séria. Isso sim, si vancê num é hômi pra isso, sô mulé di verdade e num tenho vergonha de nada. Sô mulé e honro minhas saia. Seje hômi! E daquele dia em diante, nunca mais o fantasma do pai lhe apareceu para atanazar sua vida, estava enterrado de vez, agora só na memória. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.


Imagem: a arte do pintor, gravador e designer francês Armand Point (1860-1932).


Curtindo o álbum Dançando nas nuvens (2001), do grupo Mauro Senise Quarteto, formado pelo saxofonista, flautista, arranjador e professor de música Mauro Senise, Paulo Russo (baixo), Mamão (bateria) e o Itamar Acieri (piano).

PESQUISA
História da riqueza do homem (LTC/Guanabara, 1996), do jornalista e escritor marxista estadunidense Leo Huberman (1903-1968). Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
O general está pintando (Globo, 1973), do escritor, romancista e dramaturgo Hermilo Borba Filho. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA
Pra quem precisa e não tem o que fazer, basta começar por si próprio a mudar de vida e seguir adiante pra tudo se ajeitar nos conformes. (LAM)

Veja mais Ayn Rand, Bossa Nova, Agar, Jean-Louis Barrault, Adalgisa Nery, Marilyn Monrow, Anita Loos, Cláudia Riccitelli, Jose Gutierrez de la Vega & Delasnieve Daspet aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Liegender Frauenakt, do pintor alemão Otto Lingner (1856-1917).
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.


sexta-feira, janeiro 30, 2015

RENÉE FERRER, LIZA MARKLUND, MAVIS GALLANT, HENFIL, GUÉNON & ELIANE DE GRAMMONT

 


ELIANE, UMA VÍTIMA PASSIONAL... - A linda Eliane Aparecida era leonina e perdera seu pai para a miocardiopatia, enfermidade que vitimou dois de seus irmãos. Mesmo assim começou a cantar inspirada na mãe cantora e incentivada pelos sobreviventes irmãos jornalistas e do rádio. Emplacou a música Coisas Bobas, na novela da rádio Tupi, O profeta. Na esteira da ascensão conheceu o amor na RCA que se prolongou por dois anos de namoro até se casar, contrariando os parentes e com a expressão clara de separação de bens: não tinha interesse algum na fortuna do seu amor. Só descobriu o erro depois: foi proibida de cantar. Desse breve relacionamento nasceu sua filha. O seu inferno: o abuso de álcool e as crises violentas de ciúmes, deram em episódios de agressão, separações e sofridas reconciliações. Foi exigida que assinasse dez compromissos, recusou; finalmente o desquite, uma dolorosa separação. E a descoberta de ser portadora da miocardiopatia que matara vários de seus familiares. Não se deu por vencida e retomou a carreira de cantora. Mas ao se apresentar no Belle Époque, naquela noite de segunda-feira outonal, cantando a música João e Maria, da dupla Sivuca-Chico Buarque, no momento em que entoava a frase musical: Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim... Ela foi alvejada com vários tiros desferidos pelo ex-marido enciumado. O violonista que a acompanhava também foi atingido no abdome – era primo do infrator. Foi levada às pressas a um pronto-socorro e não resistiu aos ferimentos. Durante o julgamento ela foi escarnecida e desqualificada de todas as formas: mãe que descumpria suas obrigações, infiel e de conduta reprovável, tudo em nome da legítima defesa da honra do macho e sob o imaculado crime passional cometido por violenta emoção: Mulher que bota chifre tem que virar sanduíche! Quanta impunidade, o adultério era crime. Vítima de feminicídio, um combate antigo à violência contra a mulher. De luto até hoje: Quem ama não mata... É preciso repetir com todas as vozes: Eliane Gramont não vai cantar hoje. Ela está morta! Viva Eliane de Grammont (Eliane Aparecida de Grammont – 1955-1981), filha da compositora Elena de Grammont e irmã da jornalista Helena de Grammont. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS: O sucesso só pode ser medido em termos da distância percorrida. Existem muitas opiniões neste mundo, e boa metade delas são professadas por pessoas que nunca tiveram problemas... Pensamento da escritora canadense Mavis Gallant (1922-2014). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Os homens de hoje gabam-se da extensão cada vez maior das modificações que impõem ao mundo, e a consequência é que tudo se torna cada vez mais “artificial”... O “fim de um mundo” nunca é e nunca poderá ser nada além do fim de uma ilusão... Pensamento do escritora esotérico francês René Guénon (1886-1951), que na sua obra The Crisis of the Modern World (Sophia Perennis et Universalis, 2001), expressa que: […] O que os homens chamam de acaso é simplesmente sua ignorância das causas; se a afirmação de que algo aconteceu por acaso significasse que não teve causa, seria uma contradição de termos. [...] Aqueles que podem ser tentados a ceder ao desespero devem perceber que nada realizado nesta ordem pode ser perdido, que a confusão, o erro e a escuridão podem vencer apenas aparentemente e de forma puramente efêmera, que todo desequilíbrio parcial e transitório deve necessariamente contribuir para o equilíbrio maior do todo, e que nada pode, em última análise, prevalecer contra o poder da verdade. [...].

 

ALGUÉM MAIS FALOU: Por que é que vestir um homem de mulher é humilhar, é desmoralizar? Por que ser mulher é a coisa mais humilhante e desmoralizada que tem? Pior que ser cachorro, pato ou galinha? ... Pois. É por isso que um (dois, três, mil) Lindomar Castilho tem o legítimo direito de matar a Eliane de Grammont. Ah, ele é apenas misericordioso. Quis livrar a Eliane da humilhação, da desmoralização de ser... uma mulher. Manifestação do cartunista, jornalista, quadrinista e escritor brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil (1944-1988), no quadro TV Homem, no programa televisivo diário TV Mulher, da Rede Globo, publicado na seção da revista hebdomadária IstoÉ, escrevendo cartas à sua mãe e comentando fatos da semana, no fatídico 8 de abril de 1981, comentando o fato de policiais vestirem um assaltante de mulher e com ele desfilaram pelas ruas como sinal de humilhação. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

SEXO NO ESTÚDIO - […] Que importância tinha o que ela escreveu sobre uma garota sueca morta, quando pessoas em outras partes do mundo não faziam nada além de matar umas às outras? [...]. Trecho extraídos da obra Studio sex (SUMA, 2010), da escritora e jornalista sueca Liza Marklund (Eva Elisabeth Marklund),  que na obra Sprängaren (Ordupplaget, 1999), expressa que: […] Neste momento, nunca mais conte com nada e não se concentre em suas próprias propriedades; Vieta de zi cu zi não é distorcido e deve ser irracional: nem mesmo fericiți e nem se parece com tudo isso é possível. [...], e na obra The Final Word (Corgi, 2015) expressa ainda que: […] A jornalista imparcial, pesquisadora e esclarecedora, como era aos olhos de todos, de todos os atores modernos, não seria nada além de um pequeno parágrafo na história dos homens, e foi ele, ele mesmo em pessoa, quem esteve no leme já eles gritaram direto para o inferno. [...], ao enfatizar que: Nunca haverá nenhuma revolução. A humanidade trocou-a pela Coca-Cola e pela televisão a cabo.

 

TRÊS POEMASDEJEÇÃO - Esvazie o copo da indiferença,\ a ferrugem do distanciamento,\ e confinado em seu corpo\ deixe-se levar em direção ao seu eu primitivo;\ absorve lentamente a orfandade\ que traz você\ Que banquete para um coração gelado.\ Com o próprio desamparo\ enxugue a baba\ da teimosa aranha que te encurrala,\ e deixe ir:\ não tente mais, \ você não é ninguém. CONVICÇÃO - Úmido e germinado em desejo,\ estranho diante de um perfil que não conheço,\ Eu fecho portas,\ Fecho o país da febre.\ As pessoas que amo me veem partir;\ Eles mantêm minha concha vazia.\ Eu sou um navio\ com o leme encalhado em frente ao penhasco\ de onde vem a palavra,\ prisioneiro de paredes caducas\ que assedia um vendaval estéril.\ Por trás do impulso do pensamento\ meu sulco de ternura torna-se estéril.\ Eu sou uma bola de gude que nega\ o beijo elementar,\ o doce momento,\ esbanjando elogios\ ao verbo:\ meu carrasco. MÚSICA DENTRO DO SEU CORPO - Ouço dentro do seu corpo uma nota de sustentação;\ uma cotovia sobe no andaime do tempo, um tempo\ que vive em você e flui em seu pulso. Você não ouve?\ Com sua garganta de cristal dissipa a névoa que escurece sua testa;\ seu canto sobe até seus pensamentos, abunda em seus braços, multiplica-se,\ atraindo você para as ilhas dos meus beijos.\ ouço tuas artérias prolongadas num solo de ternura;\ perdido atrás da minha melancolia a mesma nota se repete na celestialidade dos seus olhos.\ Como se dissesse aqui estou, uma melodia como a de um trapezista atravessa seus olhos aumentando minha alegria,\ e do seu coração, meu amor, seus arpejos desenterram meus mistérios.\ A nota é uma pequena chave que tilinta em suas mãos, inaugurando a flâmula da minha impaciência; aquecendo-me ao lado da chama, estou inundado de coros gloriosos,\ seus lábios na chama, acordes na minha boca.\ Busque a nota em seu corpo, busque-a: ela é feita de luz; \ na tua fundição vejo uma revoada de andorinhas alegres;\ em seus músculos ressoa a música do universo,\ e eu me rendo aos ditames do desejo. Poemas da escritora e dramaturga paraguaia Renée Ferrer de Arréllaga.

 

SACADOUTRAS

  

SATYAGRAHA & O DIA DA NÃO-VIOLÊNCIA - Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), o grande Mahatma Gandhi que foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano atuou como advogado na África do Sul defendendo a minoria hindu e liderando a luta de seu povo por seus direitos. Ele tornou-se o maior defensor do Satyagraha como desobediência civil e meio de revolução, por meio do seu programa de cinco pontos exibidos pelos dedos da sua mão: igualdade, nenhum uso de álcool ou droga, unidade hindu-muçulmano, amizade e igualdade para as mulheres. Esses pontos estavam conectados ao pulso significando a não-violência. Utilizou também a estratégia política do swadeshi – boicote a todos os produtos importados. Por sua luta em defesa da paz e do povo hindu, ele foi assassinado no dia 30 de janeiro de 1948, em Nova Déli, pelo hindu radical Nathuram Godse. Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges. Veja mais aquiaqui

Imagem da atriz inglesa Vanessa Redgrave no filme Blow-Up, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni. Veja mais aqui

Ouvindo Phil Collins cantando no Genesis Firth Of Fifth & I Know What I Like (In Your Wardrobe), ao vivo no show When in Rome, 2007. Veja mais aqui.

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS E A SINA DE MÃE – A Associação de Moradores saiu de casa em casa convocando os moradores para uma palestra sobre cuidados dos filhos. Falou em filhos, é o mais importante assunto para Marcialita. No dia e hora marcados lá foi ela com os seus cinco bruguelinhos de cabelo de milho, tudo enganchado no cós da saia. Assistiu a tudo, apertou os olhos por não entender patavina, mas não arredou o pé. Ao final, o palestrante saiu perguntando aos presentes a respeito do tema abordado. Na vez dela, no jeito xucro dela, esbravejou: - Lá em casa é assim: escreveu num leu, pau cumeu pra num virá imprestáve e não me dá mais sossego pru resto da vida. Prurisso, reza tudo de joêio ni pedra, todo santo dia e adispois dô uma pisa em cada um pra aprendê e me livrá de duas maledicença: ser mãe de político ou de juiz de futebó. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! Veja mais aquiaqui

DOS GIBIS AOS CATECISMOS DO ZÉFIRO – Desde menino que fui colecionador de gibis, de ter sacos e sacos cheinhos deles. E de tudo: desde os da Turma da Mônica que já circulava, passando pelos clássicos dos super-heróis da gringada, até os que às escondidas carregava dentro das revistas: os catecismos de Zéfiro. Ainda hoje sou fã de quadrinhos. E como hoje é o Dia Nacional dos Quadrinhos, quero homenagear o rockcartunistamigo Márcio Baraldi e à roteirista e divulgadora Michelle Ramos. Veja mais aqui, aqui e aqui


A VOZ DOS DESENHOS – A atriz canadense Jennifer R. Hale, além de apresentadora de televisão e de atuar em cinema, é também uma das vozes mais conhecidas do planeta por sua voz em jogos, animações, comerciais e filmes da Disney e de Hollywood. Entre os games estão o Tales of Symphonia, o Star Wars, o The Metroid Prime series, entre outros. Por meio dela a nossa homenagem para todos os locutores e dubladores do planeta. Veja mais aqui.

ELA DO TEATRO, CINEMA & TELEVISÃO – Hoje também é dia de homenagear a atriz, apresentadora de TV e diretora Maria Luísa Mendonça, que se formou pela Casa de Arte das Laranjeiras, em 1991, para brilhar na televisão, no cinema e no teatro. Atuou em peças teatrais de Nelson Rodrigues, Pirandello e Shakespeare, além das suas maravilhosas participações em filmes como Jogo Subterrâneo, Amar, Quem matou Pixote, dentre outros, e pela direção dos filmes Everyday Art, Indonesia: Islands on Fire e Nasci Mulher Negra. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
O reino das águas aqui.

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Eu nasci entre um rio e um riso de mulher aqui e aqui.
Cantando às margens do Una aqui.
A correnteza do rio me ensinou a nadar aqui.
Penedo, às margens do São Francisco aqui.
Sou deste chão como a terra, o fogo, a água e o ar, André Gide, Brian Smith, Friedrich Hundertwasser & Carol Andrade aqui.
O que era Mata Atlântica quando asfalto que mata, António Salvado, João Parahyba, Don Dixon & Nini Theiladetheilade aqui.
Existe gente pra tudo, Os Apinajé, Harriet Hosmer, Josefina de Vasconcelos, Anelis Assumpção & Banksy aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...