Mostrando postagens com marcador Genesis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Genesis. Mostrar todas as postagens

sábado, janeiro 20, 2018

BATESON, NEIDE ARCHANJO, HÉLIO JAGUARIBE, GOELDI, RAFAEL YUS, LYGIA FAGUNDES TELLES, CASCUDO, JAN CERNOS & GENESIS

POR TRÁS DE TODA APARÊNCIA HÁ SEMPRE UMA VIDA SECRETA – Imagem: arte do professor, gravurista e pintor tcheco Jan Cernos. - Por trás da boa aparência, há sempre uma vida secreta. Esse o tema da hora encetado pela tropa na mesa do bar. Claro, não pode faltar assunto. Cada um vai chegando com a novidade e o que parecia ser coisa de pouca monta, vai assumindo caráter de escândalo. Sempre assim. Quando o assunto não é futebol, o cardápio das conversas é sobrecarregado de enredamentos com temas como cornagens, gafes, seboseiras, afanagens e as mortes matadas ou morridas, sobretudo às terças que é dia de assunto renovado. Futebol é tema de acalorados debates todas as segundas, quartas, quintas e sextas, menos sábado e domingo, porque todo mundo vai fazer média com aquela que esquenta os pés todos os dias e noites, só carimbando com a turma na segunda pra zoar quem perdeu e vangloriar quem ganhou no jogo do fim de semana. Ufanismo e gozações, sempre regadas com insolentes pilhérias e desafiadores motejos para desancar o discordante de plantão. Logo, suscitam mexericos com anúncio do mais novo chifrado, da gostosona gaieira flagrada, dos micos dos alesados, dos roubos dos cofres públicos ou dos que foram torados pelas balas perdidas, ou que bateram as botas assim sem mais nem menos. Um dos mais preferidos é o prefeito: Aquele gigolô de viado, viciado nas apostas da porrinha e carteado, posando de falso moralista na primeira fila da missa. Ou de cada um dos vereadores: Aquele salafrário fidumaégua, mente que o cu apita, ainda bota a mulher quase nua pra desfilar pros ricaços pra arrancar grana deles! Aquilo é um fidapeste, vivia à custa das fodas da mãe! Isso quando não entra na roda a senhora esposa de uma autoridade local: Ela apareceu na varanda de babidol transparente, nuínha, cara de sonsa, descalça e tarada, é gaia, meu, a carne é fraca e homem é tudo cachorro: jogou o osso, se ferrou! É, meu, uma gaia destrói tudo. Quem segura a onda? Ninguém é Tomé para ser fechadura, a carne de casa também enjoa de quase ter que se virar no viagra pra poder traçar a obrigação da semana, né não? Semana ou mês? Tem que vá por semestre. Homem nenhum presta, tudo carrega a marca suja de freio na cueca, deixa o pingo do mijo na tampa da bacia do aparelho sanitário, chulé brabo, penteilheira catingosa, tudo é cafajeste, não tem um que se salve! Danou-se! Afora aqueles que, amostrados que só como eu, gostam de aparecer mais que o devido e carregados de soberba com florilégios, crestomatias e parnasos, quando não passam de poetastros fabricantes de pechisbeques, sacudindo loas de segunda mão por próprias. Peidam o plágio, quando não a apropriação indébita. Só amostramento e mais nada. É quando um gaiato – expondo uma camiseta com a inscrição: A terra gira em torno do Sol! Grande novidade, os cientistas só comprovaram o que os bêbados já sabiam – solta da sua: Todo mundo tem segredo! Ora, se tem. Quem tem a coragem de ser hipnotizado para contar o que tem de escondido, hem? Haja Freud. Ah, uma amiga minha mesmo já disse: Deus me livre de ser hipnotizada, quero que ninguém saiba meus segredos, são só meus. Imagine! Quem é capaz de contar uma perfídia, uma sabotagem, uma caída por cima do que era dos outros, hem? Tem gente que roubou com força e pensa que ninguém sabe, todo mundo sabendo, só brechando os pés dele. Os sabidos que pensam que todo mundo é besta, hem,hem. Pois é, cada um seus pavores e mistérios. Nada, basta tomar uma despranaveada e logo logo passa a chave e abre o cofre, de destampá-lo a depor tudinho que estava enterrado no maior dos esconderijos com não sei quantos cadeados e grades lá dentro há séculos. É, quando esborra não tem quem se segure, lava o remordimento, chega fica leve como se salvasse uma alma. Não tem jeito é segredo de morto, até quem sabe doi na memória, melhor esquecer. Nada, quando o pipoco dilata é estilhaço pra todo lado. Papo de morte, vamos mudar de assunto, homem. Vambora. Imagina só: quantos, tarde da noite, não estão rendendo homenagem pruma dessas beldades e morrendo numa punheta, hem? Rapaz, num é que a filha daquele cabra safado é bonita como a gota! E a daquele outro sovina, quando ela passa endoida o juízo e acelera as batidas do coração. Tudo provocação, essas danadas são pecado mesmo! Não tem aguente. Imagina, e a siririca das viúvas, ninfomaníacas e freiras, tudo morrendo na vela, arrá!? Ah eu lá. Uma dessa não cai do céu no meu colo. E nos fins de expedientes da repartição, hem, quando ajeitam o serão e só ficam eles dois, chefe e secretária, ou no escurinho de casa o patrão e a empregada quando a dona sai pras compras ou. E na hora do flagra? Não é o que você está pensando! Ridículo! Numa bocada dessa o cabra sabe: entra, só depois vê que é engano. Pois é, aprende a lição? Hem? Nada, não entende, mas gosta! Cai de cabeça: o amor sobre todas as coisas. Vai ver depois só o reboliço: um drama silencioso e triste. Coração não é terém que se dê confiança, terreno traiçoeiro. Inda mais quando quem pensa é o pingolim, aí tudo padece, né? Pois é, por trás de toda aparência há sempre uma vida secreta. Vamos simbora que já tá hora da onça beber água, gente! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com a banda britânica de rock progressivo Genesis: Live Concert Turn It on again, Live whem in Rome & In The Cage Medley Afterglow & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] resultado da evolução de um processo profundamente afetado pela influencia decisiva de três fatores principais: a concentração urbana, a domesticação social do capitalismo e o progresso contínuo da tecnologia [...] O neo-humanismo, como um social-humanismo cientificamente lúcido e tecnologicamente eficaz, é tão improvável quanto indispensável e perfeitamente factível. Ter consciência desses aspectos é um passo dado em direção à sua instituição. Trechos extraídos de O humanismo na sociedade tecnológica de massas (Revista Brasileira, 2007), do advogado, sociólogo, escritor e cientista político Hélio Jaguaribe.

EDUCAÇÃO HOLÍSTICA – [...] a que envolve os alunos de maneira ativa nos processos de ensino/aprendizagem e a ter uma responsabilidade pessoal e coletiva, em que a relação professor/aluno tende a ser igualitária, aberta, dinâmica; o aluno é capacitado para que se aproxime criticamente de contextos culturais, sociais e políticos e enfatiza-se a conexão critica que pode ser desenvolvida entre a sala de aula e o mundo real. [...]. Texto extraído de Educação integral: uma educação holística para o século XXI (Artmed, 2002), do professor e pedagogo espanhol Rafael Yus. Veja mais aqui.

QUAL É A DE TUDO - [...] Um homem tinha um poderoso computador e queria saber se os computadores conseguiam pensar. Resolveu então perguntar-lhe, certamente em Fortran castiço: “Você conseguirá um dia raciocinar como um ser humano?” O computador zumbiu, fez alguns ruídos e piscou luzes, imprimindo por fim sua resposta numa folha de papel, como é hábito dessas máquinas. O homem correu para pegar o impresso, ondeu leu, impecavelmente datilografas, as seguintes palavras: “Isso me faz lembrar de uma história”. [...]. Texto do biólogo, pensador sistêmico, epistemólogo da comunicação e antropólogo inglês Gregory Bateson, extraído da obra Sabedoria incomum: conversa com pessoas notáveis (Cultrix, 1995) de Fritjof Capra. Veja mais aqui.

A CONFISSÃO DE LEONTINA – [...] Subimos a escada de caracol e entramos no quarto. Então fiquei sentada na cama. Ele riu e agradou meu queixo. Depois me deu um sabonete vere e avisou que o banheiro ficava ao lado. Não me envergonho de dizer que aprendi a tomar banho com o Rogério. Você tem que tomar banho todo dia e lavar bem as partes ele ensinou quando expliquei que em casa a gente só tamava banho de bacia em dia de festa porque nas outras vezes só lava o pé. E na casa da minha patroa ela não gostava que eu me lavasse pra não gastar água quente. Quando voltei do banheiro embrulhada na toalha ele me deu pra vestir uma cueca e uma camiseta com umas coisas escritas no peito. Perguntou se eu sabia ler isso daí que estava escrito e foi logo explicando que era tudo em inglês e repetiu e me fez repetir inglês inglês e Estados Unidos ele disse e ficou enxugando meu cabelo que pingava água. Já tinha estado por lá e isso escrito na camiseta queria dizer Eu não posso deixar de te amar. Ainda sou magra mas nesse tempo era mais magra ainda e aquela roupa ficou tão grande e fui me esconder na cama debaixo do lençol, ele riu e se deitou do meu lado. Você está com medo? Ele perguntou. Confessei que estava. Não tenha medo ele disse. É como beber um copo d’água. [...]. Foi com ele que aprendi isso de dizer que não tem problema. Nada de se aporrinhar que a vida assim acaba ficando uma puta aporrinhação ele repetia quando eu me quexava de alguma coisa. Não tem problema Joana. Não tem problema. Aprendi também a fazer amor e a fumar. Até hoje não consgui gostar de fumar. Comprava cigarro e ficava fumando porque todo mundo em nossa volta fumava e ficava esquisito eu não fumar. Mas dizer que gostava isso eu não gostava mesmo. Também fazia amor tudo direitinho para deixar ele contente mas sempre com uma tristeza que não sei até hoje explicar. Essa hora do amor foi sempre a mais sem graça de todas. Justo na hora de ir pra cama com ele já esperando eu inventava de fechar a torneira que deixei aberta ou ver se não tinha perdido minha carteira de dinheiro. Vem logo Joana que já estou quase dormindo o Rogério me chamava. Quando não tinha mais remédio então eu suspirava e ia com cara de boi indo pro matadouro. Me sentia melhor se tomava um bom copo de vinho mas era depois do fuque-fuqye que o Rogério cismava de beber. E de cantar a modinha do marinheiro. [...]. Trecho de A confissão de Leontina e fragmentos (Ediouro, 1996), da escritora premiada e membro da Academia Brasileira de Letras do Brasil e de Lisboa, Lygia Fagundes Telles. Veja mais aqui e aqui.

DOIS POEMAS - Ah, meu coração: Ah, meu coração / fluente atento apocalíptico resoluto / pleno de vícios / alegre formoso / e em forma de gota. / No amor tem seu reino: / exercício inquieto e longo / (de claro e lúcido desempenho) / invadindo o outro / mas invadindo-o de fato / além do tato do cansaço do medo / cavalgando-o como idéia / esporas leves / pernas rudes / Égua e cavalos / galope escancarado / à luz de outras janelas. / Porque se não agarra assim o outro / meu coração se perde / deixa-se ficar como coisa conclusa / vendo e tendo como urgente / um limite falso e amortizado. / Solidão de árvore / esperando o fruto. / Solidão de Lázaro / esperando o Cristo. / Solidão de alvo / esperando a seta. / Ave, poeta. Ontem: Ontem / noite alta / na cama desfeita / tua imagem me surpreendia / cravando um punhal doce / no meio do meu corpo / onde o desejo renascia. / Ninguém nos via / nem o sono / que diante da tua presença / bruscamente se evadia. / Ontem / noite alta / na cama desfeita / nasciam flores / nasciam flores. Poemas da poeta, advogada e psicóloga Neide Archanjo.

MOSTRANDO AS PRENDAS
Imagem: Três Mulheres (1945), xilogravura a cores sobre papel do desenhista, ilustrador, gravador e professor Oswaldo Goeldi (1895-1961).
Três moças receberam presentes muito bonitos: um anel, um par de brincos e uns sapatinhos de baile, todos de obra de luxo e vistosos. Um dia receberam elas uma visita e, para mostrar os presentes, chamando atenção sobre eles, imaginaram uma cena que foi assim: A mais velha apontando com o dedoonde brilhava o anel,incicou a sala: -Menina, venha  vai varrer esta sala! A do meio,sacudindo a cabeça e fazendo faiscar os brincos,completou: -Que sala suja! A ultima,ultima passando o pé no chão,concluía: -Neste canto já está limpo!Neste canto já está limpo! E as três mostraram as ricas prendas que tinham recebido.
Facécia extraída da obra Contos tradicionais do Brasil (Global, 2006), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais:
A felicidade era dela & ela pegou e me deu, o cinema de David Lynch & Anne Bancroft, a música de Elba Ramalho & a arte de Luciah Lopez aqui.
Ponte sobre águas turvas na Crônica de amor por ela, Lima Barreto, Luigi Pirandello, Dario Fo, Bigas Luna, Tracey Moffatt, Ana Terra, Aitana Sánchez, Rui Carruço, Consuelo de Paula, Ciberartes & André Lemos & Regine Limaverde aqui.
Frineia, Euclides da Cunha, Federico Fellini, Amedée Ernest Chausson, Ana Terra, Antonio Parreiras & Jean-Léon Gérôme aqui.
O Brasil de Caio Prado Júnior, A cultura brasileira de Manoel Diégues Júnior, Sociologia Crítica de Pedri Guareschi & Educação Comparada de Nicholas Hans aqui.
Ezra Pound, Graciliano Ramos, Miguel Torga, Leonardo Boff, Nelson Werneck Sodré, Otto Maria Carpeaux, Silvio Romero, Rogel Samuel, Raúl Castagnino, Oliveiros Litrento, Sindicalismo & Repressão de Paulo Meneses Profeta, Raimundo Carrero, Niraldo Farias & Sheila Maluf, Enaura Quixabeira, Ideograma de Haroldo de Campos, Linguística & Poética, Teoria da Literatura dos Formalistas Russos, Literaturas de Vanguarda de Guilhermo de Torre & Ecos deodorenses de Sebastião Heleno aqui.
Celso Furtado, Economia Popular de Cícero Péricles de Carvalho, Pensamento Econômico, Sociedades Sustentáveis & Questões Ambientais aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos 35 anos de arte cidadã aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do professor, gravurista e pintor tcheco Jan Cernos.
Veja mais aqui.
 

sexta-feira, janeiro 30, 2015

RENÉE FERRER, LIZA MARKLUND, MAVIS GALLANT, HENFIL, GUÉNON & ELIANE DE GRAMMONT

 


ELIANE, UMA VÍTIMA PASSIONAL... - A linda Eliane Aparecida era leonina e perdera seu pai para a miocardiopatia, enfermidade que vitimou dois de seus irmãos. Mesmo assim começou a cantar inspirada na mãe cantora e incentivada pelos sobreviventes irmãos jornalistas e do rádio. Emplacou a música Coisas Bobas, na novela da rádio Tupi, O profeta. Na esteira da ascensão conheceu o amor na RCA que se prolongou por dois anos de namoro até se casar, contrariando os parentes e com a expressão clara de separação de bens: não tinha interesse algum na fortuna do seu amor. Só descobriu o erro depois: foi proibida de cantar. Desse breve relacionamento nasceu sua filha. O seu inferno: o abuso de álcool e as crises violentas de ciúmes, deram em episódios de agressão, separações e sofridas reconciliações. Foi exigida que assinasse dez compromissos, recusou; finalmente o desquite, uma dolorosa separação. E a descoberta de ser portadora da miocardiopatia que matara vários de seus familiares. Não se deu por vencida e retomou a carreira de cantora. Mas ao se apresentar no Belle Époque, naquela noite de segunda-feira outonal, cantando a música João e Maria, da dupla Sivuca-Chico Buarque, no momento em que entoava a frase musical: Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim... Ela foi alvejada com vários tiros desferidos pelo ex-marido enciumado. O violonista que a acompanhava também foi atingido no abdome – era primo do infrator. Foi levada às pressas a um pronto-socorro e não resistiu aos ferimentos. Durante o julgamento ela foi escarnecida e desqualificada de todas as formas: mãe que descumpria suas obrigações, infiel e de conduta reprovável, tudo em nome da legítima defesa da honra do macho e sob o imaculado crime passional cometido por violenta emoção: Mulher que bota chifre tem que virar sanduíche! Quanta impunidade, o adultério era crime. Vítima de feminicídio, um combate antigo à violência contra a mulher. De luto até hoje: Quem ama não mata... É preciso repetir com todas as vozes: Eliane Gramont não vai cantar hoje. Ela está morta! Viva Eliane de Grammont (Eliane Aparecida de Grammont – 1955-1981), filha da compositora Elena de Grammont e irmã da jornalista Helena de Grammont. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS: O sucesso só pode ser medido em termos da distância percorrida. Existem muitas opiniões neste mundo, e boa metade delas são professadas por pessoas que nunca tiveram problemas... Pensamento da escritora canadense Mavis Gallant (1922-2014). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Os homens de hoje gabam-se da extensão cada vez maior das modificações que impõem ao mundo, e a consequência é que tudo se torna cada vez mais “artificial”... O “fim de um mundo” nunca é e nunca poderá ser nada além do fim de uma ilusão... Pensamento do escritora esotérico francês René Guénon (1886-1951), que na sua obra The Crisis of the Modern World (Sophia Perennis et Universalis, 2001), expressa que: […] O que os homens chamam de acaso é simplesmente sua ignorância das causas; se a afirmação de que algo aconteceu por acaso significasse que não teve causa, seria uma contradição de termos. [...] Aqueles que podem ser tentados a ceder ao desespero devem perceber que nada realizado nesta ordem pode ser perdido, que a confusão, o erro e a escuridão podem vencer apenas aparentemente e de forma puramente efêmera, que todo desequilíbrio parcial e transitório deve necessariamente contribuir para o equilíbrio maior do todo, e que nada pode, em última análise, prevalecer contra o poder da verdade. [...].

 

ALGUÉM MAIS FALOU: Por que é que vestir um homem de mulher é humilhar, é desmoralizar? Por que ser mulher é a coisa mais humilhante e desmoralizada que tem? Pior que ser cachorro, pato ou galinha? ... Pois. É por isso que um (dois, três, mil) Lindomar Castilho tem o legítimo direito de matar a Eliane de Grammont. Ah, ele é apenas misericordioso. Quis livrar a Eliane da humilhação, da desmoralização de ser... uma mulher. Manifestação do cartunista, jornalista, quadrinista e escritor brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil (1944-1988), no quadro TV Homem, no programa televisivo diário TV Mulher, da Rede Globo, publicado na seção da revista hebdomadária IstoÉ, escrevendo cartas à sua mãe e comentando fatos da semana, no fatídico 8 de abril de 1981, comentando o fato de policiais vestirem um assaltante de mulher e com ele desfilaram pelas ruas como sinal de humilhação. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

SEXO NO ESTÚDIO - […] Que importância tinha o que ela escreveu sobre uma garota sueca morta, quando pessoas em outras partes do mundo não faziam nada além de matar umas às outras? [...]. Trecho extraídos da obra Studio sex (SUMA, 2010), da escritora e jornalista sueca Liza Marklund (Eva Elisabeth Marklund),  que na obra Sprängaren (Ordupplaget, 1999), expressa que: […] Neste momento, nunca mais conte com nada e não se concentre em suas próprias propriedades; Vieta de zi cu zi não é distorcido e deve ser irracional: nem mesmo fericiți e nem se parece com tudo isso é possível. [...], e na obra The Final Word (Corgi, 2015) expressa ainda que: […] A jornalista imparcial, pesquisadora e esclarecedora, como era aos olhos de todos, de todos os atores modernos, não seria nada além de um pequeno parágrafo na história dos homens, e foi ele, ele mesmo em pessoa, quem esteve no leme já eles gritaram direto para o inferno. [...], ao enfatizar que: Nunca haverá nenhuma revolução. A humanidade trocou-a pela Coca-Cola e pela televisão a cabo.

 

TRÊS POEMASDEJEÇÃO - Esvazie o copo da indiferença,\ a ferrugem do distanciamento,\ e confinado em seu corpo\ deixe-se levar em direção ao seu eu primitivo;\ absorve lentamente a orfandade\ que traz você\ Que banquete para um coração gelado.\ Com o próprio desamparo\ enxugue a baba\ da teimosa aranha que te encurrala,\ e deixe ir:\ não tente mais, \ você não é ninguém. CONVICÇÃO - Úmido e germinado em desejo,\ estranho diante de um perfil que não conheço,\ Eu fecho portas,\ Fecho o país da febre.\ As pessoas que amo me veem partir;\ Eles mantêm minha concha vazia.\ Eu sou um navio\ com o leme encalhado em frente ao penhasco\ de onde vem a palavra,\ prisioneiro de paredes caducas\ que assedia um vendaval estéril.\ Por trás do impulso do pensamento\ meu sulco de ternura torna-se estéril.\ Eu sou uma bola de gude que nega\ o beijo elementar,\ o doce momento,\ esbanjando elogios\ ao verbo:\ meu carrasco. MÚSICA DENTRO DO SEU CORPO - Ouço dentro do seu corpo uma nota de sustentação;\ uma cotovia sobe no andaime do tempo, um tempo\ que vive em você e flui em seu pulso. Você não ouve?\ Com sua garganta de cristal dissipa a névoa que escurece sua testa;\ seu canto sobe até seus pensamentos, abunda em seus braços, multiplica-se,\ atraindo você para as ilhas dos meus beijos.\ ouço tuas artérias prolongadas num solo de ternura;\ perdido atrás da minha melancolia a mesma nota se repete na celestialidade dos seus olhos.\ Como se dissesse aqui estou, uma melodia como a de um trapezista atravessa seus olhos aumentando minha alegria,\ e do seu coração, meu amor, seus arpejos desenterram meus mistérios.\ A nota é uma pequena chave que tilinta em suas mãos, inaugurando a flâmula da minha impaciência; aquecendo-me ao lado da chama, estou inundado de coros gloriosos,\ seus lábios na chama, acordes na minha boca.\ Busque a nota em seu corpo, busque-a: ela é feita de luz; \ na tua fundição vejo uma revoada de andorinhas alegres;\ em seus músculos ressoa a música do universo,\ e eu me rendo aos ditames do desejo. Poemas da escritora e dramaturga paraguaia Renée Ferrer de Arréllaga.

 

SACADOUTRAS

  

SATYAGRAHA & O DIA DA NÃO-VIOLÊNCIA - Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), o grande Mahatma Gandhi que foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano atuou como advogado na África do Sul defendendo a minoria hindu e liderando a luta de seu povo por seus direitos. Ele tornou-se o maior defensor do Satyagraha como desobediência civil e meio de revolução, por meio do seu programa de cinco pontos exibidos pelos dedos da sua mão: igualdade, nenhum uso de álcool ou droga, unidade hindu-muçulmano, amizade e igualdade para as mulheres. Esses pontos estavam conectados ao pulso significando a não-violência. Utilizou também a estratégia política do swadeshi – boicote a todos os produtos importados. Por sua luta em defesa da paz e do povo hindu, ele foi assassinado no dia 30 de janeiro de 1948, em Nova Déli, pelo hindu radical Nathuram Godse. Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges. Veja mais aquiaqui

Imagem da atriz inglesa Vanessa Redgrave no filme Blow-Up, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni. Veja mais aqui

Ouvindo Phil Collins cantando no Genesis Firth Of Fifth & I Know What I Like (In Your Wardrobe), ao vivo no show When in Rome, 2007. Veja mais aqui.

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS E A SINA DE MÃE – A Associação de Moradores saiu de casa em casa convocando os moradores para uma palestra sobre cuidados dos filhos. Falou em filhos, é o mais importante assunto para Marcialita. No dia e hora marcados lá foi ela com os seus cinco bruguelinhos de cabelo de milho, tudo enganchado no cós da saia. Assistiu a tudo, apertou os olhos por não entender patavina, mas não arredou o pé. Ao final, o palestrante saiu perguntando aos presentes a respeito do tema abordado. Na vez dela, no jeito xucro dela, esbravejou: - Lá em casa é assim: escreveu num leu, pau cumeu pra num virá imprestáve e não me dá mais sossego pru resto da vida. Prurisso, reza tudo de joêio ni pedra, todo santo dia e adispois dô uma pisa em cada um pra aprendê e me livrá de duas maledicença: ser mãe de político ou de juiz de futebó. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! Veja mais aquiaqui

DOS GIBIS AOS CATECISMOS DO ZÉFIRO – Desde menino que fui colecionador de gibis, de ter sacos e sacos cheinhos deles. E de tudo: desde os da Turma da Mônica que já circulava, passando pelos clássicos dos super-heróis da gringada, até os que às escondidas carregava dentro das revistas: os catecismos de Zéfiro. Ainda hoje sou fã de quadrinhos. E como hoje é o Dia Nacional dos Quadrinhos, quero homenagear o rockcartunistamigo Márcio Baraldi e à roteirista e divulgadora Michelle Ramos. Veja mais aqui, aqui e aqui


A VOZ DOS DESENHOS – A atriz canadense Jennifer R. Hale, além de apresentadora de televisão e de atuar em cinema, é também uma das vozes mais conhecidas do planeta por sua voz em jogos, animações, comerciais e filmes da Disney e de Hollywood. Entre os games estão o Tales of Symphonia, o Star Wars, o The Metroid Prime series, entre outros. Por meio dela a nossa homenagem para todos os locutores e dubladores do planeta. Veja mais aqui.

ELA DO TEATRO, CINEMA & TELEVISÃO – Hoje também é dia de homenagear a atriz, apresentadora de TV e diretora Maria Luísa Mendonça, que se formou pela Casa de Arte das Laranjeiras, em 1991, para brilhar na televisão, no cinema e no teatro. Atuou em peças teatrais de Nelson Rodrigues, Pirandello e Shakespeare, além das suas maravilhosas participações em filmes como Jogo Subterrâneo, Amar, Quem matou Pixote, dentre outros, e pela direção dos filmes Everyday Art, Indonesia: Islands on Fire e Nasci Mulher Negra. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
O reino das águas aqui.

E mais:
Eu nasci entre um rio e um riso de mulher aqui e aqui.
Cantando às margens do Una aqui.
A correnteza do rio me ensinou a nadar aqui.
Penedo, às margens do São Francisco aqui.
Sou deste chão como a terra, o fogo, a água e o ar, André Gide, Brian Smith, Friedrich Hundertwasser & Carol Andrade aqui.
O que era Mata Atlântica quando asfalto que mata, António Salvado, João Parahyba, Don Dixon & Nini Theiladetheilade aqui.
Existe gente pra tudo, Os Apinajé, Harriet Hosmer, Josefina de Vasconcelos, Anelis Assumpção & Banksy aqui.
Rascunho solitário, Edino Krieger, Arturo Ambrogi, Jean-Baptiste Camille Corot & Jim Thompson aqui.
Centenário de Hermilo Borba Filho, Orquestra Armorial & Cussy de Almeida, Augusto Boal, Joshua Reynolds, Ginofagia & Sedução aqui.
As águas de Alvoradinha, Bhagwan Shree Rajneesh, Milan Kundera, Endimião & Selene, Jorge Ben Jor, Anatol Rosenfeld, Lena Olin, Anthony van Dyck, Teco Seade,:Socorro Cunha & João Lins aqui.
O monge e o executivo de James Hunter, Neuropsicologia, Ressocialização penal, Psicologia escolar & educacional aqui.
Sexualidade na terceira idade aqui.
Homossexualidade & educação sexual aqui.
Globalização, Educação & Formação Pedagógica, Direito Constitucional Ambiental & Psicologia Escolar aqui.
Homofobia, Sexualidade, Bissexualidade & Educação para as diferenças aqui.
A literatura de Goethe aqui, aqui, aqui & aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.



MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...