Zineblog de Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
quinta-feira, maio 16, 2019
STRINDBERG, RUBEM FONSECA, LYNN MARGULIS, ESTHER TEICHMANN & NÃO É MENTIRA NÃO!
sábado, julho 01, 2017
JOGO DOS POSSÍVEIS DE FRANÇOIS JACOB, A ESCULTURA DE BEAUVALLET, A ARTE DE JOHN HARDING & APOLOGIA À MENTIRA
APOLOGIA À MENTIRA - Imagem: El arte de mentir, by Axel Zamudio. - Se eu contar ninguém
acredita, destá. Vamos lá. Certa vez estava no aprazível município catendense,
dando cabo de umas pendências com o amigo Marcos Catende, findando na maior cachaçada
numa residência localizada no alto do morro, fora da cidade. Chegando a hora de
ir embora, lá fui acionando o motor da Kombi da emissora que eu trabalhava, debreando,
passando primeira, quando lembrei que faltava acertar algo. Estacionei na
ladeira sem desligar o motor, puxei o freio de mão e fui lá avisar. Dei o
recado e ao voltar, cadê o carro? Saí na carreira e ainda vi o veículo descendo
pra se arrebentar no precipício, lá embaixo. Mãos à cabeça, gritei: ei, pare!
Graças a uma rieira rasa, o automóvel fez a curva, estacionando intacto e
encostado de ré num matagal. Ufa! Benzi-me na hora! Escapei por pouco. Fui
conferir, nem um arranhão, nada. Olhei lá pra baixo e imaginei o desastre que
seria. Fiquei impressionado, demorei pra me restabelecer e parar de tremer.
Todos correram pra me socorrer lívido e transtornado: - Que foi que houve? Quem
viu a minha correria, explicava. Eu estava com o coração nas mãos, foi difícil
voltar ao normal. Ainda hoje, vez ou outra, me passa pela cabeça o utilitário
descendo a ribanceira pra virar um molho de ferro destroçado embaixo. Pois,
foi. Na vera, de mesmo. Doutra feita, era sexta-feira, depois do almoço saí de
casa pra ensaiar. No meio do caminho, uma distinta pessoa me propôs ir ao show
do Lenine, no Festival de Inverno de Garanhuns. A proposta tentadora possuía argumentos
fortíssimos, não havia como recusar. Fui, aliás, fomos, curtimos e nos
esbaldamos. Depois da meia noite eu já estava em casa, empolgado com o
acontecido. Tomei um banho, lalari, lalará, peguei uma cerveja, lalari, lalará,
liguei o computador e fiquei curtindo o som do Lenine no fone de ouvidos,
revivendo o ocorrido. Acessei a rede social para ver as novidades e mensagens
recebidas, quando minha sobrinha, Pauleana, me saudou e, no meio da conversa,
eu disse que tinha chegado do show em Garanhuns. Ela vibrou e, pouco tempo
depois, nos despedimos, até que eu já com a cabeça acompanhando o movimento da
Terra e dos astros, caí na cama pro sono dos cansados. Ao acordar, qual não foi
a minha surpresa receber a ligação da minha irmã Aninha – mãe da Pauleana -,
avisando que estava com o marido em Maceió e não sabia chegar em minha casa.
Fui buscá-la e, ao chegar lá, qual foi a primeira coisa que ela perguntou?
Exatamente: - Quer dizer que fosse pro show do Lenine, em Garanhuns? Minha
filha não deixou nem eu abrir a boca e foi logo dizendo: - Foi nada, ele foi
ensaiar e chegou tarde! Aninha se virou pra mim: - Você disse à Pauleana que
tinha ido pro show! Eu olhei ao redor e respondi de pronto: - Sou um
supermentiroso! Teibei! Foi melhor, evidentemente, do que uma bomba explodir
com radioatividade queimando tudo por dias, meses e até anos, né não? Minha
irmã até hoje me olha de viés e com toda razão. É que desde menino, eu e
Marquinhos, tínhamos um ídolo: Tó Zeca. Pense num cabra fértil das aventuras. Foi
por essa época que eu li as aventuras do Barão de Munchausen e fui contar pra
ele: - Besteira, esse Barão, pra mim, é fichinha, já dei mais de 200 voltas ao
mundo, fui à lua não sei quantas vezes de perder a conta e conheço a galáxia
como a palma da minha mão! Eita! Perto dele o Marco Polo e o Júlio Verne são
pinto mesmo. Pra provocar falei do Moby Dick do Melville: - Ôxe, isso é nada,
já peguei traíra dez vezes maior que essa baleiazinha no Rio Una. Quantas
viessem, ele superava e estufava no peito: - Dei aulas pro Pedro Malasartes, mô
fio! Sou professor e aprendi sem se ensinar! O cara era hors-concours, bateu o recorde de todos os mitômanos e além dos
diagnósticos de pseudologia fantástica, mentira patológica, evasionismo ou
pantomimia. Era imbatível. Pra ele, todo dia era primeiro de abril. Tanto é que
só pra se ter uma ideia leve assim de longe, que ele batia nos peitos por ter
sido abduzido por discos voadores mais de mil vezes, e de ter emprenhado duas
selenitas, três marcianas e uma venusiana que queria casar, dele dar um
carreirão de ser pego pela tropa dela escondido num iglu, esquentando os pés
com uma esquimó. Pode? Procê ver. Eram das boas, não como as deslavadas dos
políticos de hoje ou dos que vivem de intrigas pra desancar a reputação alheia,
não, não dessas, mas das que revelam um mundo incompreensível, cheio das pilherias,
como as do Facetiae de Bebel, do Cortegiano de Castiglione, a utopia de
Beldermann, ou do inocente Pinóquio. Então, recruta de tudo, eu aprendia a
lição me exercitando com Marquinhos no quintal lá de casa: - Quem conta a mais
cabeluda? Sempre levei desacerto, até pra mentir sou imprestável. Mas não me
dei por vencido, buscava nos livros, Alice de Carrol, Monteiro Lobato,
Macunaíma, o Ivan de Dostoievski, o Altamirando e outros parentes do Stanislaw
Ponte Preta, o coronel de José Cândido de Carvalho, a poesia de Zé Limeira, lendas
e folclore, a mula sem cabeça, a perna cabeluda, essas coisas, por aí, até o
dia que o Afonso Paulo, eu ainda adolescente, me deu o livro Informe de Brodie,
do escritor argentino Jorge Luiz Borges, traduzido pelo conterrâneo Hermilo.
Eita! Foi aí que conheci a literatura fantástica latino-americana e, ao mesmo
tempo, as estórias de Guimarães Rosa e Murilo Rubião. O contato com a obra de
Borges foi assaz fascinante, fiquei de queixo caído! Que coisa! Era ainda
adolescente quando entrei pra faculdade e, no meio de uma pesquisa, descobri a
obra Presenças, do Otto Maria Carpeaux que falava de Borges e dos seus “anacronismos
deliberados e atribuições errôneas”, falando de obras inventadas, do Livro de
Areia, de fatos e vultos históricos que nunca existiram, a História da Infâmia,
de Ficções, do Aleph, tudo invenção pura, magistrais. Pra quem já dera de cara
com a mimese platônica e com o fingimento de Fernando Pessoa, estava perdido:
tudo era uma mentira, afinal de contas. Pra lavar a alma, lembro que numa das
entrevistas que fiz com Alceu Valença, na casa dele em Olinda, acompanhado de
Isolda do saudoso Jones Melo, e da escritora Jussara Koury que, nesta época,
presidia a Fundação de Hermilo, ele afirmava ter sido demitido do primeiro
emprego por causa de mentira. Como foi? Ele contou que trabalhava no jornal –
emprego arrumado pelo Jones Melo – e, na obrigação de fazer uma matéria,
apareceu a notícia de um assassinato. Veio o estalo: assassinato vitima
trezentas pessoas e deixa milhares feridos. Entregou a matéria pro editor que
sapecou na primeira página! No outro dia ele soube de um atropelamento em
Afogados, não deu outra: jamanta de não sei quantos pneus desgovernada mata
mais de 600, fere outros tantos, derruba casas e fecha o trânsito por horas.
Resultado: no terceiro dia, o editor chamou por ele, reclamando das barrigas e o
demitindo na hora. Alceu, às gaitadas, dizia: - Não tinha a menor graça isso de
um assassinatozinho de um tiro só e uma vítima, um atropelamentozinho besta, de
nada, coisa mixuruca, aí eu mentia c’a peste, aumentava o negócio pra ficar
mais arretado! Findei demitido pelas mentiras! Maior risadagem da gente com as
contadas de Alceu. Realmente. Ao longo da minha vida sempre fui agraciado de
ter por perto a presença de risíveis figuras, como caçadores, vigias,
pescadores e outros boateiros e aumentadores de fatos e coisas, que nunca
dispensavam uma pinóia como café pequeno, ou soltavam das suas como quem solta
um inofensivo peidinho só pra ver a careta do alheio. Tudo isso serviu pro meu
aprendizado e quase pego jeito. Como sempre almejei ser um escritor, soltava
das minhas, contudo sempre findava flagrado com a cara mais lisa com peta ou
patranha que ousasse. Se não acertei a mão como beletrista, o pior é que até pra
peteiro fui reprovado, avalie. Ainda descarado, boto moral. E foi o próprio
Carpeaux na crítica sobre Borges que me deu a ideia: “Mudando-se a hora e um ou
dois nomes próprios, é o mesmo mundo”. Hehehehehehe. E vamos aprumar a
conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.sexta-feira, novembro 29, 2013
CARMEN OLLÉ, NGUYỄN TUÂN, RUSHDIE, NIETZSCHE, ESOPO & LITERÓTICA
A AMBIÇÃO DO PRAZER – O relógio. O beijo e seu contágio: o
desejo. Revejo ontens, prevejo manhãs, dias. Toda orgia, teréns, Teerãs. Corpos
expostos. Somos nós sem rostos, sem pudor. Valendo o amor dos inominados,
endemoninhados nos ventres alados, insaciáveis. E que se entregam amáveis,
felizes com seus atos condenáveis feito meretrizes com seus machos, no meio de
trizes e esculachos mútuos, sem tudo a ver, revolutos, provocando circuitos por
puro prazer de transgredir os limites, como reais pedintes em ação, com toda
transgressão sexual, toda felação no plural, toda danação, toda ambição canibal
tecendo o querer pra ser muito mais que barato de estupefato animal de
estimação com um pássaro na mão e ela voando à vela, eu viajando nela qual
furacão que devasta sua compleição para nos satisfazer na paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos
reservados.
Veja mais aqui e aqui.
DITOS & DESDITOS - Ninguém é
tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar...
Pensamento do escritor grego Esopo (620 a.C. - 564 a.C.). Veja mais aqui
e aqui.
ALGUÉM FALOU: Quando
residimos por muito tempo em determinado lugar, podemos conhecê-lo intimamente,
porém a sua imagem pode não ser nítida, a menos que possamos também vê-lo de
fora e pensemos em nossa experiência... Pensamento do escritor vietnamita Nguyễn Tuân (1910- 1987), que em sua obra Echoes
of a Time (1940), ele expressa: [...] Deus muitas vezes faz o mal, banindo as coisas puras para o meio de uma
pilha de escória. E aqueles que têm uma mente boa e
direta têm que passar a vida com um bando de malfeitores. [...] Quem empresta um livro é estúpido, mas quem pega um livro emprestado e
devolve é ainda mais estúpido [...] Essa pessoa é
verdadeiramente uma pessoa que não teve um único momento de solenidade perante
a vida humana. Ele nasceu para brincar com a vida e imediatamente começou a
usar seu talento para brincar com a carreira. [...].
ACERCA DA
VERDADE E DA MENTIRA - [...] Num certo canto remoto do universo
cintilante vertido em incontáveis sistemas solares havia uma vez um astro onde
animais inteligentes inventaram o conhecimento [...] O intelecto, como
meio para a conservação do indivíduo, desenvolve as suas forças dominantes na
dissimulação, pois este é o meio graças ao qual os indivíduos mais fracos, os
menos robustos, se conservam e aos quais está vedado lutar pela existência com
o auxílio de chifres ou de dentes afiados das feras. No homem, esta arte da
dissimulação atinge o seu ponto mais alto; nele a ilusão, a lisonja, a mentira
e a fraude, o falar nas costas dos outros, o representar, o viver no brilho
emprestado, o usar uma máscara, a convenção que oculta, o jogo de cena diante
dos outros e de si próprio, numa palavra, o esvoaçar constante em torno dessa
chama única, a vaidade, são de tal modo a regra e a lei que não há quase nada mais
inconcebível do que o aparecimento nos homens de um impulso honesto e puro para
a verdade [...] Coincidirão as designações e as coisas? Será a língua a
adequada expressão de todas as realidades? [...] Julgamos saber algo das
próprias coisas quando falamos de árvores, cores, neve e flores e, no entanto,
não dispomos senão de metáforas das coisas que não correspondem de forma alguma
às essencialidades primordiais [...] Todo o conceito emerge da
igualização do não igual. Tão certo como uma folha nunca é completamente igual
a uma outra, assim também o conceito de folha foi formado graças ao abandono
dessas diferenças individuais por um esquecimento do elemento diferenciador e
suscita então a representação, como se existisse na natureza, fora das folhas,
algo que fosse “a folha”, algo como uma forma originária, segundo a qual todas
as folhas seriam tecidas, desenhadas, recortadas, coloridas, frisadas e
pintadas mas por mão desajeitada, de tal maneira que nenhum exemplar tivesse
sido executado de modo correto e fiável como a cópia fiel da forma originária
[...]. Trechos extraídos da obra Acerca da verdade e da mentira no sentido
extramoral - Obras escolhidas de Friedrich Nietzsche, Vol. 1 (Relógio de
Água, 1997), do filósofo alemão Friedrich
Nietzsche (1844-1900). Veja mais aqui, aqui e aqui.
VERSOS SATÂNICOS - [...] A morte traz
a franqueza, meu amado, de forma que posso chamar você por seus nomes
verdadeiros [...] Agora que morri esqueci como perdoar. Eu maldigo você.
[...] Miss Pimple Bilimoria, a última deusa apimentada – ela não é nenhuma senhorita
frívola e falante, é uma explosão de dinamite, sim senhor – desvestida com os
véus de uma dançarina do templo e posicionada debaixo das contorcidas
representação em papelão de figuras tântricas copulantes do periodo Chandela [...]
Pode-se dizer que ele desceu da tela do cinema para o mundo, e na vida, ao
contrário do cinema, as pessoas sabem quando você fede. [...] Ele piscava,
e a ilusão se desfazia, mas aquela sensação nunca o abandonou. Ele cresceu
acreditando em Deus, anhos, demonios, afreets, djins, com tanta certeza quanto
teria se essas coisas fossem carros de boi ou postes de iluminação, e achava
que era uma falha de sua propria visão nunca ter visto um fantasma. Sonhava encontrar
um optometrista mágico de quem pudesse comprar óculos verdes que corrigissem
sua lamentável miopia, para ser capaz de enxargar, através do ar denso e
cegante, o fabuloso mundo inferior. [...] Ela estava no centro de uma
sala cheia de atrizes trotsquistas e fixou nele olhos tão brilhantes, tão
brilhantes. Ele a monopolizou a noite inteira, e ela não parou de sorrir nem um
minuto e foi embora com outro. Ele voltou para casa para sonhar com os olhos e
o sorriso dela, a esbelteza dela, a pele dela. Perseguiu-a por dois anos. A Inglaterra
relita em ceder seus tesouros. Ficou perplexo com a propria perseverança, e
entendeu que ela tinha se transformado na dona de seu destino, que se ela não
cedesse, todo o seu empenho de metamorfose teria falhado. [...] Trechos extraídos da obra Os versos
satânicos (Planeta De Agostini, 2004), do escritor
britânico de origem indiana Salman Rushdie. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.
DOIS POEMAS – SUBÚRBIO - Aquele, o mais perverso,
nunca amou. \ Ele ficou preso em meus braços entre os lençóis. \ Sabia, pés em direção à porta... \ Irascível, seu único defeito era sua única virtude, \ Ele amava o prazer mais do que o dinheiro, \ para uma cicatriz do que um colar de pérolas. \ Frequento as tabernas perto do mar \ Eu sei que ela pensa em Lautréamont \ -nome desconhecido- e na melancolia \ de um pôr do sol gracioso como um olho vazio. RÉQUIEM - É
difícil montar o quebra-cabeça \ a identidade está em jogo\ o cheiro da cripta
a música de Mozart\ puseste a andar a minha fantasia\ eu entraria no sarcófago\
beijaria teus lábios\ amor é corpo\ é olhar \ então eu fecharia os olhos\ para
não ver\ em ti e em mim um pássaro raro\ sem nome\ emissário de uma luz\ que se
acende agora\ apaga depois\ Há uma parede\ e do outro lado chove\ há uma bétula\
que balança ao vento\ um cheiro que eu não consigo alcançar\ se fosse teu\ a noite\
se em mim o brilho\ os olhos\ é apenas o scherzo\ de um melro imaginário\ ou
algo fora da caixa. Poema da escritora e crítica peruana Carmen
Ollé.
UM POEMA & UM DEPOIMENTO DE AMOR DEVASSO - SAUDADE EXUBERANTE - Que saudade do meu
amor me enlouquecendo,\ tuas mãos deslizando eróticas em meu corpo,\ e sentindo
teu pênis ereto a me transmitir prazer,\ não te contenhas, quero-te
transbordante.\ Preciso de tua exuberância para acalmar,\ essa paixão
enlouquecedora e prazerosa\ sentir tuas mãos em transe priápico,\ para acalmar
esse tesão que me alucina\ Desejo-te tocando em minha pele sedosa,\ Quero tirar
peça por peça para admirares\ o que será sempre teu e dançar sensual\ enquanto
corres para aceitar o meu convite.\ Desejo-te despudorado a massagear meu
corpo,\ enquanto orgasmos se sucedem sempre intensos,\ E alcanças arrebatado a
fonte de teus desejos,\ e para sempre será tudo teu a aliviar-te sensações.\ Vem,
estou precisando de tua priápica paixão\ que correspondo com a mesma
intensidade,\ a chupar teu pênis ereto a pedir minhas mãos\ acariciando,
lambendo e sorvendo o teu sêmen\ Supremo prazer que espero em ânsias de desejo,\
quero-te todinho e entrar em delírio de prazer,\ naquela transmutação de nossos
corpo num só,\ e para sempre gozarmos alucinados de paixão \ Ah, nossa paixão.
I - Ah minhas mãos novamente em teu corpo, em carne viva, sentindo teu pênis
intumescido a me enlouquecer nas tardes ensolaradas de minha vida e eu qual uma
amazona cavalgando delirante e apaixonada, enquanto minha dança lasciva te leva
ao éden nunca frequentado de todos os teus sonhos mais desvairados. Ah, minha
coreografia de quadris que te faz gemer de prazer, quase embarcando em meus
mares de desejos e luxúria. Ah, sentir teus olhos vorazes de concupiscência
refletidos em meus seios cujos bicos duros faz com que arquejes de prazer e
nossos corpos trêmulos, vibrando na ânsia do paraíso de loucura afrodisíaca. Ah
sentir meus glúteos em dança lasciva a te ensandecer em nossa alcova de
prazeres ultrapassando qualquer expectativa em minha sensualidade plena! Ah
sentir teu pênis, só meu, a regar tua fonte em gozo exultante e depois, já
saciados, a tua cabeça descansando em meus seios tão docemente e podermos nos
tornar um só naquele momento mais que indescritível. Ah como te sinto em mim
para sempre! Como é maravilhoso amar, me orgulhar e
possuir todinho você sabendo como você me faz feliz e como me lembro dos dias
mágicos que passei com você. Tudo que eu queria era que você não fosse embora
nunca mais ou que eu fosse com você! Quero aconchegar você nos meios dos meus seios
para sempre! Eu tenho certeza de que “o que é meu” vai me enlouquecer estirado,
ereto e inchado de prazer e eu vou depois de acariciá-lo por cima da calça,
libertá-lo só para mim. E o meu toque em carne viva, babento e que eu beijarei
com tanta intensidade que ficará sim a marca do meu batom gravada nele. E minha
língua sentirá o sabor inexprimível “do que é meu” para levá-lo realmente ao
paraíso das delícias. Ah, essa paixão que é cada vez mais voluptuosa e
enfeitiçadora, e que toma conta do meu corpo e da minha alma e podendo sentir,
pegar, cheirar e senti-lo dentro de mim! Nada mais tentador do que sentir esse
prazer insano a vasculhar nossos corpos sedentos. Você me desnudando e eu
oferecendo tudo que você deseja e que eu sonho e todos os momentos. E sua poeta
putinha se deitará de bruços para sentir todo o fascínio de seu pênis
carinhosamente entrando em minha “bundinha “e escorregando para penetrar em meu
ânus que o espera fascinada em carne viva , celebrando meus orgasmos e gozos
abundantes só para você e em você para sempre! Eu queroooooo, meu amor! E também quero estar em você, meu fascinante amor, e
quero estar linda e poeta seminua e putinha só sua. E amanhecer ao seu lado,
que maravilha! Acordar e senti-lo pertinho, seu corpo encostado ao meu e você
levando-me para mais perto, e "o que é meu" se apropriando de mim, e
senti-lo como da primeira vez, e realmente também a paixão ilimitada da minha
vida. Que eu quero, preciso e sonho todas as horas da minha vida. E mesmo longe
não vivo sem você, porque estou sempre perto em pensamento e no coração. E que
estaremos em carne viva. E como vou adorar as tardes, você acarinhando minha
pele, explorando todas as minhas entranhas, eu enlouquecida de paixão como da
primeira vez. seu sexo no meu como já sentimos tão intensamente. E nunca mais
esses dias sairão de dentro de mim. E que noites maravilhosas ali juntos, e nas
madrugadas que estaremos no nosso paraíso de amor. E sim, submissa às suas
investidas que me deixam quase inconsciente de tantas sensações indescritíveis.
Seus beijos, seus toques, você todo em mim, e a minha volúpia que me leva aos
último degrau da felicidade. Você me desnudando, tirando minha calcinha para
que mais possa penetrar dentro de mim, insaciável momento de paixão
enlouquecida que nos levará ao gozo estupendamente delirante. Quero você para
sempre!. Poema e texto da
escritora Vânia Moreira Diniz.
PROGRAMA
DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar
todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela
poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio
Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 01 de dezembro,
muitas
comemorações: de mais de 300 mil do blog Tataritaritatá e de mais 4 mil membros
no grupo do programa no Facebook, com muitas atrações, confira: Maria Callas, Oscar
Wilde, Stéphane
Grapelli, Hermeto Pascoal, Yes, Sérgio Mendes, Antonio Abujamra, Adoniran
Barbosa, Frank
Zappa, Luiz Melodia, Chico
Buarque, Billy
Paul & Ed Motta,
João Bosco, Milton
Nascimento & Beto Guedes, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Vanessa da
Mata, Caetano & Gil, Kleiton & Kledir, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Cazuza,
Nino Rota, Tetê Espíndola, Legião Urbana, Britney Spears, Roberto Carlos, Julee Cruise, Alcione, Demis Roussos, Gilbert O'Sullivan, Gonzaguinha, Roupa Nova, Anselmo Vasconcelos, Luciana Mello, Everaldo Borges, Cikó Macedo, Mazinho, Marquinhos
Cabral, Nico, Tirso Florence de Biasi, Junior Maligno, Carol
Oliveira, Mônica Brandão, Julia Crystal, Henrique Gama, Zé Linaldo &
muito mais!!!!! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa
neste 01 de dezembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Não
deixe de participar para concorrer a diversos prêmios. Veja mais aqui.GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS
Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Fábula dos embeiçados desavindos... ...
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DORO, A TEIBEI & ORÁCULO... – Doro aperreou-se: a situação não estava nada auspiciosa; de promissor mesmo, só a vontade de tom...
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Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Do lançamento TTTTT e...
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PRIMEIRO DE MAIO - O melhor dia de trabalho é o primeiro de maio porque é feriado, isso quando não cai num dia de domingo, senão é mesmo...
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A arte do cartunista e ativista político Carlos Latuff . MOVIMENTO SINDICAL NO BRASIL - Os sindicatos são organizações cria...





















