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quinta-feira, maio 16, 2019

STRINDBERG, RUBEM FONSECA, LYNN MARGULIS, ESTHER TEICHMANN & NÃO É MENTIRA NÃO!


NÃO É MENTIRA NÃO! - Joãodito contava das suas pabulagens, petas a granel. Dizia lá das suas sem maledicências. Só que Sinedônio, um ricaço de maus bofes encarava tudo aquilo de soslaio. Já tinha ouvido tantas do gabola, de prestar atenção amiudada, desconfiando das narrações. Só que ao final da patranha, Joãodito sempre dizia: Só Deus e nada mais. Aquilo foi enchendo o saco, quase esborrando da paciência do Sinedônio e demais presentes que queria pegá-lo na virada, desmascarando-o. Bastou Joãodito contar que, um dia, ansioso por mel, bastou dar um tiro a mesmo, dele entrar no pé do maluvido do tijolo, sair no mocotó da parede, tirar um fino na placa da academia, atravessar o toitiço do poste e bater no pé da goiabeira de varar o enxame e cair o delicioso líquido bem no copo em que segurava. Ah, não faltou apupo no recinto. Todos levavam na conta da charlatanice E ele: Só Deus e nada mais! Daí dizer que isso não era nada perto do tempo que bateu um liseu, dele ter que fazer um trato com o diabo, de vender a alma num acertado com prazo e tudo para xis tempo depois. Na véspera do vencimento, ele sem saída, coçando o quengo, contou tudo pra mulher dele, dona Maricotilda, dela providenciar uma pintura de piche por todo corpo e ficar nua, toda escancarada esperando o tinhoso. Quando o coiso apareceu, assustou-se: Já vi de tudo, mas dessa é a primeira vez! O maldito olhou, tocou, conferiu, foi provar e se envultou de nunca mais aparecer para atanazar o coitado depois que ela se mexeu e fez o sinal da cruz. Joãodito não pestanejou: Só Deus e mais nada. Ninguém entendeu direito, mas o burburinho das mangações não parou, deixando a coisa por suspeita, maior patranha. Foi aí que Sinedônio encarou Joãodito em riba da fivela: Olhaqui, seu fiduma lasqueira, tome aqui esse anel, dezoito quilates, guarde-o até eu pedi-lo, se não tiver com ele, eu vou matá-lo, seu paidégua. Podexá, guardo pra você. Apalavrado. Joãodito foi, chegou em casa e mandou a esposa guardar para ele, para o dia que o Sinedônio pedisse, jurado de morte se não tivesse mais com o utensílio para devolvê-lo. Isso foi. Dias depois, Sinedônio armou das suas: mandou um capataz procurar Maricotilda para comprar o anel com uma fortuna em dinheiro vivo. Foi lá e pelejou, ela nada. Mostrou a dinheirama toda, ela cresceu os olhos, arredia, findou cedendo e entregou. O capataz voltou pra Sinedônio que saiu para o meio do rio numa canoa, sacudiu o anel lá, na parte mais funda da correnteza, e voltou para mandar ver no caviloso. Agora queria ver, cruzeta da peste. Aí Sinedônio foi lá, chamou todo mundo, contou tudo e mandou buscar Joãodito que apareceu tão logo recebeu o aviso. Diga lá. Dê-me cá meu anel! Agora mesmo. Foi em casa pediu a esposa, ela entrgou-lo e ele assim o fez, devolvendo ao seu dono. Peraí, rapaz! Só Deus nada mais. Como é que pode? Pode o quê? Mande chamar dona Maricotilda aqui. Ela veio. Sinedônio começou o inquérito na frente de todo mundo: Ô dona Maricotilda, a senhora vendeu ou não vendeu o anel? Vendi. E como é que ele está aqui? Ah, eu não te conto, foi assim: meu marido me deu o anel para guardar e foi pescar. Aí apareceu esse seu moço aí querendo comprar, eu não queria vender, mas ele insistiu tanto com um molho de dinheiro de cair de costa, depois de muito peiticar, findei e vendi. Fiquei cheia de remorsos e quase tenho um troço quando vi o Joãodito chegar com um peixe grande, bonitão, para eu tratar e saiu. Mal comecei a passar a faca no bichão, meu marido chegou pedindo o anel de volta, oxe, só deu tempo de eu passar a peixeira e o anel pular de dentro do peixe na minha mão, pronto, entreguei-lo, tá aí na sua mão e fim de papo. Ah. Ovação geral. Aí Joãdito não deixou por menos: Só Deus e mais nada. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] a terra é, de fato, um sistema vivo, um amálgama globalmente pulsante de organismos e do mundo físico “inanimado” [...] O que é vida? Esta é, sem dúvida, uma das mais antigas perguntas que existem. Nós vivemos. [...] A vida – desde as bactérias até a biosfera – mantém-se ao produzir novas quantidades dela mesma. [...] a vida – não só a humana, mas a vida em geral – tem liberdade de ação e desempenhou um papel inesperadamente grande em sua própria evolução. [...] A vida – tanto no aspecto local, como corpo de animais, plantas e micróbios, quanto no plano global, como a biosfera – é um fenômeno material sumamente complexo. Ela exibe as propriedades químicas e físicas habituais da matéria, ma com um toque diferente. [...] A vida se distingue não por seus componentes químicos, mas pelo comportamento desses componentes. Assim, a pergunta “o que é vida?” é uma armadilha linguística. Para responde-la de acordo com as regras gramaticais, devemos fornecer um substantivo, uma coisa. Mas a vida na Terra assemelha-se mais a um verbo. Ela conserva, sustenta, recria e supera a si mesma. A visão autopoética da vida difere dos ensinamentos padronizados da biologia. [...] os seres orgânicos e o meio ambiente acham-se entrelaçados. [...] a vida não existe na superfície da Terra, mas é a superfície da Terra. A vida estende-se sobre o planeta como uma cobertura contígua mas móvel, que assume a forma da Terra subjacente. [...] a vida aviva o planeta; a Terra, num sentido muito real, é viva. [...] Os organismos são [...] comunidades de corpos que trocam matéria, energia e informações entre si. Cada inalação de ar nos liga ao restante da biosfera, que também “respira”, embora em ritmo mais lento. Considerada em sua extensão fisiológica máxima,a vida é a superfície planetária. [...] Portanto, o que é vida? É um processo material, que peneira a matéria e desliza sobre ela como uma onda estranha e lenta. É um caos artístico controlado, um conjunto de reações químicas desnorteantemente complexo, que produziu, há mais de 80 milhões de anos, o cérebro mamífero que hoje, sob a forma humana, redige cartas de amor e usa computadores de silício para calcular a temperatura da matéria na origem do universo. A vida, além disso, parece estar prestes a perceber, pela primeira vez, seu lugar estranho mas verdadeiro num cosmo em inexorável evolução. A vida fenômeno local da superfície terrestre, na verdade só pode ser compreendida em seu meio cósmico. [...] Para funcionar, a biosfera requer a diversidade microbiana; para nos sentirmos inteiros e à vontade, quase todos nós ansiamos pela variedade da natureza. [...] Os seres humanos atuais estão claramente ameaçados pela extinção de muitos de nossos companheiros de planeta, antes mesmo que a ciência consiga descrevê-los. [...] Que o excesso é natural, mas perigoso, nós aprendemos com os ancestrais fotossintéticos das plantas. [...] Os seres humanos não são espécies e independentes, mas parte de um continuum de vida que circunda e abarca o globo. [...].
Trechos extraídos da obra O que é vida? (Jorge Zahar, 2002), da bióloga e professora Lynn Margulis, autora da teoria da endossimbiose, segundo a qual a mitocôndria, um organismo separado que teria entrado em simbiose com células eucarióticas.

O TEATRO DE STRINDBERG
[...] CRISTINA - E perdeu alguns milhares de ducados, não é? Permita-me cobrir suas perdas... KLAS TOTT - Não, Majestade, eu não posso! -Não posso aceitar dinheiro de uma mulher... CRISTINA - Eu não sou mulher... KLAS TOTT - Sim, e nem mesmo de uma rainha... CRISTINA - Eu não sou rainha também, pois não sou de nenhum rei; eu fui proclamada rei, Tott não se recorda? [...]
Trecho da cena do I Ato da peça Cristina (Cone Sul, 2001), do dramaturgo, escritor e ensaísta sueco August Strindberg (1849-1912), contando sobre a rainha sueca Cristina (1626 -1689), peça escrita em 1901, seria recusada de teatro em teatro para apenas estrear em 1908, no Intima Teater. Em suas Cartas Abertas para o Teatro Íntimo, Strindberg escreve: “uma mulher criada para ser um homem, lutando por sua sobrevivência, contra sua natureza feminina e por fim sucumbindo a ela”. Outras peças teatrais traduzidas do autor: Crimes e Crimes (Edusp, 1999), Dança da Morte (Veredas, 2005), Sagas (Hedra, 2006), Gente de Hemsö (Hedra, 2009), Senhorita Júlia e Outras Peças (Hedra, 2009), Inferno (Hedra, 2009) e A Sonata dos Espectros (L-Dopa, 2010). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da fotógrafa e artista visual alemã Esther Teichmann. Veja mais aqui & aqui.
&
A OBRA DE RUBEM FONSECA
O pecado é mais saudável e alegre do que a virtude. Aqueles que trocam o vício pela beatice tornam-se velhos feios e desagradáveis.
A obra do escritor e roteirista de cinema Rubem Fonseca aqui, aqui, aqui & aqui.


sábado, julho 01, 2017

JOGO DOS POSSÍVEIS DE FRANÇOIS JACOB, A ESCULTURA DE BEAUVALLET, A ARTE DE JOHN HARDING & APOLOGIA À MENTIRA

APOLOGIA À MENTIRA - Imagem: El arte de mentir, by Axel Zamudio. - Se eu contar ninguém acredita, destá. Vamos lá. Certa vez estava no aprazível município catendense, dando cabo de umas pendências com o amigo Marcos Catende, findando na maior cachaçada numa residência localizada no alto do morro, fora da cidade. Chegando a hora de ir embora, lá fui acionando o motor da Kombi da emissora que eu trabalhava, debreando, passando primeira, quando lembrei que faltava acertar algo. Estacionei na ladeira sem desligar o motor, puxei o freio de mão e fui lá avisar. Dei o recado e ao voltar, cadê o carro? Saí na carreira e ainda vi o veículo descendo pra se arrebentar no precipício, lá embaixo. Mãos à cabeça, gritei: ei, pare! Graças a uma rieira rasa, o automóvel fez a curva, estacionando intacto e encostado de ré num matagal. Ufa! Benzi-me na hora! Escapei por pouco. Fui conferir, nem um arranhão, nada. Olhei lá pra baixo e imaginei o desastre que seria. Fiquei impressionado, demorei pra me restabelecer e parar de tremer. Todos correram pra me socorrer lívido e transtornado: - Que foi que houve? Quem viu a minha correria, explicava. Eu estava com o coração nas mãos, foi difícil voltar ao normal. Ainda hoje, vez ou outra, me passa pela cabeça o utilitário descendo a ribanceira pra virar um molho de ferro destroçado embaixo. Pois, foi. Na vera, de mesmo. Doutra feita, era sexta-feira, depois do almoço saí de casa pra ensaiar. No meio do caminho, uma distinta pessoa me propôs ir ao show do Lenine, no Festival de Inverno de Garanhuns. A proposta tentadora possuía argumentos fortíssimos, não havia como recusar. Fui, aliás, fomos, curtimos e nos esbaldamos. Depois da meia noite eu já estava em casa, empolgado com o acontecido. Tomei um banho, lalari, lalará, peguei uma cerveja, lalari, lalará, liguei o computador e fiquei curtindo o som do Lenine no fone de ouvidos, revivendo o ocorrido. Acessei a rede social para ver as novidades e mensagens recebidas, quando minha sobrinha, Pauleana, me saudou e, no meio da conversa, eu disse que tinha chegado do show em Garanhuns. Ela vibrou e, pouco tempo depois, nos despedimos, até que eu já com a cabeça acompanhando o movimento da Terra e dos astros, caí na cama pro sono dos cansados. Ao acordar, qual não foi a minha surpresa receber a ligação da minha irmã Aninha – mãe da Pauleana -, avisando que estava com o marido em Maceió e não sabia chegar em minha casa. Fui buscá-la e, ao chegar lá, qual foi a primeira coisa que ela perguntou? Exatamente: - Quer dizer que fosse pro show do Lenine, em Garanhuns? Minha filha não deixou nem eu abrir a boca e foi logo dizendo: - Foi nada, ele foi ensaiar e chegou tarde! Aninha se virou pra mim: - Você disse à Pauleana que tinha ido pro show! Eu olhei ao redor e respondi de pronto: - Sou um supermentiroso! Teibei! Foi melhor, evidentemente, do que uma bomba explodir com radioatividade queimando tudo por dias, meses e até anos, né não? Minha irmã até hoje me olha de viés e com toda razão. É que desde menino, eu e Marquinhos, tínhamos um ídolo: Tó Zeca. Pense num cabra fértil das aventuras. Foi por essa época que eu li as aventuras do Barão de Munchausen e fui contar pra ele: - Besteira, esse Barão, pra mim, é fichinha, já dei mais de 200 voltas ao mundo, fui à lua não sei quantas vezes de perder a conta e conheço a galáxia como a palma da minha mão! Eita! Perto dele o Marco Polo e o Júlio Verne são pinto mesmo. Pra provocar falei do Moby Dick do Melville: - Ôxe, isso é nada, já peguei traíra dez vezes maior que essa baleiazinha no Rio Una. Quantas viessem, ele superava e estufava no peito: - Dei aulas pro Pedro Malasartes, mô fio! Sou professor e aprendi sem se ensinar! O cara era hors-concours, bateu o recorde de todos os mitômanos e além dos diagnósticos de pseudologia fantástica, mentira patológica, evasionismo ou pantomimia. Era imbatível. Pra ele, todo dia era primeiro de abril. Tanto é que só pra se ter uma ideia leve assim de longe, que ele batia nos peitos por ter sido abduzido por discos voadores mais de mil vezes, e de ter emprenhado duas selenitas, três marcianas e uma venusiana que queria casar, dele dar um carreirão de ser pego pela tropa dela escondido num iglu, esquentando os pés com uma esquimó. Pode? Procê ver. Eram das boas, não como as deslavadas dos políticos de hoje ou dos que vivem de intrigas pra desancar a reputação alheia, não, não dessas, mas das que revelam um mundo incompreensível, cheio das pilherias, como as do Facetiae de Bebel, do Cortegiano de Castiglione, a utopia de Beldermann, ou do inocente Pinóquio. Então, recruta de tudo, eu aprendia a lição me exercitando com Marquinhos no quintal lá de casa: - Quem conta a mais cabeluda? Sempre levei desacerto, até pra mentir sou imprestável. Mas não me dei por vencido, buscava nos livros, Alice de Carrol, Monteiro Lobato, Macunaíma, o Ivan de Dostoievski, o Altamirando e outros parentes do Stanislaw Ponte Preta, o coronel de José Cândido de Carvalho, a poesia de Zé Limeira, lendas e folclore, a mula sem cabeça, a perna cabeluda, essas coisas, por aí, até o dia que o Afonso Paulo, eu ainda adolescente, me deu o livro Informe de Brodie, do escritor argentino Jorge Luiz Borges, traduzido pelo conterrâneo Hermilo. Eita! Foi aí que conheci a literatura fantástica latino-americana e, ao mesmo tempo, as estórias de Guimarães Rosa e Murilo Rubião. O contato com a obra de Borges foi assaz fascinante, fiquei de queixo caído! Que coisa! Era ainda adolescente quando entrei pra faculdade e, no meio de uma pesquisa, descobri a obra Presenças, do Otto Maria Carpeaux que falava de Borges e dos seus “anacronismos deliberados e atribuições errôneas”, falando de obras inventadas, do Livro de Areia, de fatos e vultos históricos que nunca existiram, a História da Infâmia, de Ficções, do Aleph, tudo invenção pura, magistrais. Pra quem já dera de cara com a mimese platônica e com o fingimento de Fernando Pessoa, estava perdido: tudo era uma mentira, afinal de contas. Pra lavar a alma, lembro que numa das entrevistas que fiz com Alceu Valença, na casa dele em Olinda, acompanhado de Isolda do saudoso Jones Melo, e da escritora Jussara Koury que, nesta época, presidia a Fundação de Hermilo, ele afirmava ter sido demitido do primeiro emprego por causa de mentira. Como foi? Ele contou que trabalhava no jornal – emprego arrumado pelo Jones Melo – e, na obrigação de fazer uma matéria, apareceu a notícia de um assassinato. Veio o estalo: assassinato vitima trezentas pessoas e deixa milhares feridos. Entregou a matéria pro editor que sapecou na primeira página! No outro dia ele soube de um atropelamento em Afogados, não deu outra: jamanta de não sei quantos pneus desgovernada mata mais de 600, fere outros tantos, derruba casas e fecha o trânsito por horas. Resultado: no terceiro dia, o editor chamou por ele, reclamando das barrigas e o demitindo na hora. Alceu, às gaitadas, dizia: - Não tinha a menor graça isso de um assassinatozinho de um tiro só e uma vítima, um atropelamentozinho besta, de nada, coisa mixuruca, aí eu mentia c’a peste, aumentava o negócio pra ficar mais arretado! Findei demitido pelas mentiras! Maior risadagem da gente com as contadas de Alceu. Realmente. Ao longo da minha vida sempre fui agraciado de ter por perto a presença de risíveis figuras, como caçadores, vigias, pescadores e outros boateiros e aumentadores de fatos e coisas, que nunca dispensavam uma pinóia como café pequeno, ou soltavam das suas como quem solta um inofensivo peidinho só pra ver a careta do alheio. Tudo isso serviu pro meu aprendizado e quase pego jeito. Como sempre almejei ser um escritor, soltava das minhas, contudo sempre findava flagrado com a cara mais lisa com peta ou patranha que ousasse. Se não acertei a mão como beletrista, o pior é que até pra peteiro fui reprovado, avalie. Ainda descarado, boto moral. E foi o próprio Carpeaux na crítica sobre Borges que me deu a ideia: “Mudando-se a hora e um ou dois nomes próprios, é o mesmo mundo”. Hehehehehehe. E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

JOGO DOS POSSÍVEIS DE FRANÇOIS JACOB
[...] Porque não é apenas o interesse que leva os homens a matarem-se mutuamente. É também o dogmatismo. Nada é tão perigoso como a certeza de se ter razão. Nada causa tanta destruição como a obsessão duma verdade considerada absoluta. Todos os crimes da história são consequência de algum fanatismo. Todos os massacres foram cometidos por virtude, em nome da verdadeira religião, do nacionalismo legítimo, da política idónea, da ideologia justa; em suma, em nome do combate contra a verdade do outro, do combate contra Satanás. A frieza e a objetividade, que se reprovam tantas vezes nos cientistas, talvez sejam mais úteis que a febre e a subjetividade para discutir certos assuntos humanos. Porque não são as ideias da ciência que provocam as paixões. São as paixões que utilizam a ciência para sustentar a sua causa. A ciência não conduz ao racismo e ao ódio. É o ódio que faz apelo à ciência para justificar o seu racismo. Podem criticar-se certos cientistas pelo ardor com que por vezes defendem as suas ideias. Mas nenhum genocídio foi ainda perpetrado para fazer triunfar uma teoria científica. No final deste século XX deveria ser claro para todos que nenhum sistema explicará o mundo em todos os seus aspetos e todos os seus pormenores. Ter contribuído para pôr termo à ideia duma verdade intangível e eterna talvez não seja um dos menores títulos de glória do método científico. [...].
Trecho da obra O jogo dos possíveis: Ensaio sobre a diversidade do mundo vivo (Gradiva, 1982), do biólogo francês e Prêmio Nobel de Medicina de 1965, François Jacob (1920-2013),

Veja mais sobre:
Freyaravi & o circo dos prazeres, Cultura de consumo & pós-modernismo de Mike Featherstone, Contos brasileiros de Julieta de Godoy Ladeira, o Kama Sutra de Vātsyāyana, a fotografia de Ralf Mohr, Humanitarian Projects, a música de Marisa Monte, a pintura de Crystal Barbre & a arte de Luciah Lopez aqui.

E mais:
Lualmaluz, De segunda a um ano de John Cage, Técnica & ideologia de Jürgen Habermas, A história da literatura de Nelson Werneck Sodré, a escultura de George Kurjanowicz, Peace on Earth, a música de Sally Seltmann, a pintura de Théodore Géricault & Moisés Finalé, a arte de Marni Kotak & Luciah Lopez aqui.
Devagar e sempre, Monadologia de Leibniz, Estudo do poema de Antônio Cândido, Meu país de Dorothea Mackellar, a música de Alceu Valença, A arte da comédia de Lope de Vega, o ativismo de Emma Goldman, Brincarte do Nitolino, a pintura de Nina Kozoriz, a xilogravura de Gilvan Samico & Amaro Francisco Borges aqui.
Nem te conto, O lobo da estepe de Hermann Hesse, Repensar o mundo de Wislawa Szymborska, Elegias & sátiras de Xenófanes de Colofão, a música de Gluck & Sylvia McNair, o cinema de Phil Karlson & Marilyn Monroe, a pintura de Richard Geiger & Philippe de Rougemont, as gravuras de Osvaldo Jalil & a arte de Bia Sion aqui.
Os princípios de filosofia de Leibniz, As glosas de Manuel Bentevi, a música de Alceu Valença, a arte de Helena Cristina & Programa Tataritaritatá aqui.
O jogo das contas de vidro de Hermann Hesse, O prazer da escrita de Wislawa Szymborska, a música de Christoph Willibald Gluck, A fugitiva de Evelyn Lau, a fotografia de Bárbara Angel & a arte de Daniella Alcarpe aqui.
Uma cachaçada e uma casa no meio da rua & Fecamepa aqui.
O amor engatinhando na noite azul aqui.
A explosão do prazer & Zine Tataritaritatá aqui.
A violência na escola aqui.
Médicos, curaus & outras petas, Charlie Chaplin, Chico Folote & a Besta Fubana, Estupro, O poder humano & as glândulas endócrinas aqui.
A poesia & a arte de Alessandra Cavagna aqui.
O amor entre os animais, Aretusa, o pensamento de Sêneca, a escultura de Francisco Leopoldo da Silva & Ángel López Miñano, a música de Reri Grist, o teatro de Bernadette Peters & o Doro na fila de banco aqui.
Crônica de amor por ela: todo dia é dia dos namorados, Finisterra de Ledo Ivo, A manobra da carreta de Luiz Berto, Diário de Anne Frank, O caráter anarquista de Luce Fabbri, A música de Geraldo Azevedo, o cinema de Solveig Nordlund, a arte de Carmem Verônica, a pintura de Zichy Mihály & Wellington Virgolino aqui.
Além da entrega mais que tardia, Papoulas de julho de Sylvia Plath, A literatura de vanguarda de Guillermo de Torre, A verdade de Jean Cocteau, a música de Sky Ferreira, a pintura de Artemísia Gentileschi, a arte de Tom Wesselmann & Luciah Lopez aqui.
Caraminholas do miolo de pote, O homem pós-orgânico de Paula Sibilia, Escritos de Guillaume Apollinaire, a literatura de Antoine de Saint-Exupéry, a música de Diamanda Galás, a fotografia de Jim Duvall, a pintura de Marie Fox & a arte de Luciah Lopez aqui.
Migrante entre equívocos, Tragédia da cultura de Georg Simmel, Santuário de William Faulkner, a música de Ivan Lins & Sá & Guarabira, Cibertcultura de André Lemos, a pintura de James Mcneill Whistler, a arte de Yosuke Onishi & Lanoo aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
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A ESCULTURA DE BEAUVALLET
A arte do escultor e desenhista francês Pierre-Nicolas Beauvallet (1750-1818).

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Neste sábado, 1º/07, Alceu Valença com o show Oropa, França e Bahia (ao vivo) & Valencianas com a Orquestra de Ouro Preto; Joyce ao vivo & Live at the Mojo Club; os grandes sucessos de Tavito Carvalho; e Maria Rita com o show Samba Meu ao vivo. Para conferir é só ligar o som e curtir.
Neste domingo, 02/07, Yuja Wang ao vivo com Rapsody in Blue de George Gershwin, Pantanal ao vivo com Marcus Viana & Transfônica Orquestra, show ao vivo de Eliane Elias & show ao vivo de Arrigo Barnabé. Para conferir é só ligar o som e curtir.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista britânico John Harding, autor de obras como O que fizemos em nosso feriado (2000), Enquanto The Sun Shines (2002), One Big Damn Puzzler (2005), Florence and Giles (2010) & A menina que não conseguiu ler (2014),
Veja mais aqui.

sexta-feira, novembro 29, 2013

CARMEN OLLÉ, NGUYỄN TUÂN, RUSHDIE, NIETZSCHE, ESOPO & LITERÓTICA


A AMBIÇÃO DO PRAZER –  O relógio. O beijo e seu contágio: o desejo. Revejo ontens, prevejo manhãs, dias. Toda orgia, teréns, Teerãs. Corpos expostos. Somos nós sem rostos, sem pudor. Valendo o amor dos inominados, endemoninhados nos ventres alados, insaciáveis. E que se entregam amáveis, felizes com seus atos condenáveis feito meretrizes com seus machos, no meio de trizes e esculachos mútuos, sem tudo a ver, revolutos, provocando circuitos por puro prazer de transgredir os limites, como reais pedintes em ação, com toda transgressão sexual, toda felação no plural, toda danação, toda ambição canibal tecendo o querer pra ser muito mais que barato de estupefato animal de estimação com um pássaro na mão e ela voando à vela, eu viajando nela qual furacão que devasta sua compleição para nos satisfazer na paixão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar... Pensamento do escritor grego Esopo (620 a.C. - 564 a.C.). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Quando residimos por muito tempo em determinado lugar, podemos conhecê-lo intimamente, porém a sua imagem pode não ser nítida, a menos que possamos também vê-lo de fora e pensemos em nossa experiência... Pensamento do escritor vietnamita Nguyễn Tuân (1910- 1987), que em sua obra Echoes of a Time (1940), ele expressa: [...] Deus muitas vezes faz o mal, banindo as coisas puras para o meio de uma pilha de escória. E aqueles que têm uma mente boa e direta têm que passar a vida com um bando de malfeitores. [...] Quem empresta um livro é estúpido, mas quem pega um livro emprestado e devolve é ainda mais estúpido [...] Essa pessoa é verdadeiramente uma pessoa que não teve um único momento de solenidade perante a vida humana. Ele nasceu para brincar com a vida e imediatamente começou a usar seu talento para brincar com a carreira. [...].

 

ACERCA DA VERDADE E DA MENTIRA - [...] Num certo canto remoto do universo cintilante vertido em incontáveis sistemas solares havia uma vez um astro onde animais inteligentes inventaram o conhecimento [...] O intelecto, como meio para a conservação do indivíduo, desenvolve as suas forças dominantes na dissimulação, pois este é o meio graças ao qual os indivíduos mais fracos, os menos robustos, se conservam e aos quais está vedado lutar pela existência com o auxílio de chifres ou de dentes afiados das feras. No homem, esta arte da dissimulação atinge o seu ponto mais alto; nele a ilusão, a lisonja, a mentira e a fraude, o falar nas costas dos outros, o representar, o viver no brilho emprestado, o usar uma máscara, a convenção que oculta, o jogo de cena diante dos outros e de si próprio, numa palavra, o esvoaçar constante em torno dessa chama única, a vaidade, são de tal modo a regra e a lei que não há quase nada mais inconcebível do que o aparecimento nos homens de um impulso honesto e puro para a verdade [...] Coincidirão as designações e as coisas? Será a língua a adequada expressão de todas as realidades? [...] Julgamos saber algo das próprias coisas quando falamos de árvores, cores, neve e flores e, no entanto, não dispomos senão de metáforas das coisas que não correspondem de forma alguma às essencialidades primordiais [...] Todo o conceito emerge da igualização do não igual. Tão certo como uma folha nunca é completamente igual a uma outra, assim também o conceito de folha foi formado graças ao abandono dessas diferenças individuais por um esquecimento do elemento diferenciador e suscita então a representação, como se existisse na natureza, fora das folhas, algo que fosse “a folha”, algo como uma forma originária, segundo a qual todas as folhas seriam tecidas, desenhadas, recortadas, coloridas, frisadas e pintadas mas por mão desajeitada, de tal maneira que nenhum exemplar tivesse sido executado de modo correto e fiável como a cópia fiel da forma originária [...]. Trechos extraídos da obra Acerca da verdade e da mentira no sentido extramoral - Obras escolhidas de Friedrich Nietzsche, Vol. 1 (Relógio de Água, 1997), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

VERSOS SATÂNICOS - [...] A morte traz a franqueza, meu amado, de forma que posso chamar você por seus nomes verdadeiros [...] Agora que morri esqueci como perdoar. Eu maldigo você. [...] Miss Pimple Bilimoria, a última deusa apimentada – ela não é nenhuma senhorita frívola e falante, é uma explosão de dinamite, sim senhor – desvestida com os véus de uma dançarina do templo e posicionada debaixo das contorcidas representação em papelão de figuras tântricas copulantes do periodo Chandela [...] Pode-se dizer que ele desceu da tela do cinema para o mundo, e na vida, ao contrário do cinema, as pessoas sabem quando você fede. [...] Ele piscava, e a ilusão se desfazia, mas aquela sensação nunca o abandonou. Ele cresceu acreditando em Deus, anhos, demonios, afreets, djins, com tanta certeza quanto teria se essas coisas fossem carros de boi ou postes de iluminação, e achava que era uma falha de sua propria visão nunca ter visto um fantasma. Sonhava encontrar um optometrista mágico de quem pudesse comprar óculos verdes que corrigissem sua lamentável miopia, para ser capaz de enxargar, através do ar denso e cegante, o fabuloso mundo inferior. [...] Ela estava no centro de uma sala cheia de atrizes trotsquistas e fixou nele olhos tão brilhantes, tão brilhantes. Ele a monopolizou a noite inteira, e ela não parou de sorrir nem um minuto e foi embora com outro. Ele voltou para casa para sonhar com os olhos e o sorriso dela, a esbelteza dela, a pele dela. Perseguiu-a por dois anos. A Inglaterra relita em ceder seus tesouros. Ficou perplexo com a propria perseverança, e entendeu que ela tinha se transformado na dona de seu destino, que se ela não cedesse, todo o seu empenho de metamorfose teria falhado.  [...] Trechos extraídos da obra Os versos satânicos (Planeta De Agostini, 2004), do escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

DOIS POEMAS – SUBÚRBIO - Aquele, o mais perverso, nunca amou. \ Ele ficou preso em meus braços entre os lençóis. \ Sabia, pés em direção à porta... \ Irascível, seu único defeito era sua única virtude, \ Ele amava o prazer mais do que o dinheiro, \ para uma cicatriz do que um colar de pérolas. \ Frequento as tabernas perto do mar \ Eu sei que ela pensa em Lautréamont \ -nome desconhecido- e na melancolia \ de um pôr do sol gracioso como um olho vazio. RÉQUIEM - É difícil montar o quebra-cabeça \ a identidade está em jogo\ o cheiro da cripta a música de Mozart\ puseste a andar a minha fantasia\ eu entraria no sarcófago\ beijaria teus lábios\ amor é corpo\ é olhar \ então eu fecharia os olhos\ para não ver\ em ti e em mim um pássaro raro\ sem nome\ emissário de uma luz\ que se acende agora\ apaga depois\ Há uma parede\ e do outro lado chove\ há uma bétula\ que balança ao vento\ um cheiro que eu não consigo alcançar\ se fosse teu\ a noite\ se em mim o brilho\ os olhos\ é apenas o scherzo\ de um melro imaginário\ ou algo fora da caixa. Poema da escritora e crítica peruana Carmen Ollé.

 


UM POEMA & UM DEPOIMENTO DE AMOR DEVASSO - SAUDADE EXUBERANTE - Que saudade do meu amor me enlouquecendo,\ tuas mãos deslizando eróticas em meu corpo,\ e sentindo teu pênis ereto a me transmitir prazer,\ não te contenhas, quero-te transbordante.\ Preciso de tua exuberância para acalmar,\ essa paixão enlouquecedora e prazerosa\ sentir tuas mãos em transe priápico,\ para acalmar esse tesão que me alucina\ Desejo-te tocando em minha pele sedosa,\ Quero tirar peça por peça para admirares\ o que será sempre teu e dançar sensual\ enquanto corres para aceitar o meu convite.\ Desejo-te despudorado a massagear meu corpo,\ enquanto orgasmos se sucedem sempre intensos,\ E alcanças arrebatado a fonte de teus desejos,\ e para sempre será tudo teu a aliviar-te sensações.\ Vem, estou precisando de tua priápica paixão\ que correspondo com a mesma intensidade,\ a chupar teu pênis ereto a pedir minhas mãos\ acariciando, lambendo e sorvendo o teu sêmen\ Supremo prazer que espero em ânsias de desejo,\ quero-te todinho e entrar em delírio de prazer,\ naquela transmutação de nossos corpo num só,\ e para sempre gozarmos alucinados de paixão \ Ah, nossa paixão. I - Ah minhas mãos novamente em teu corpo, em carne viva, sentindo teu pênis intumescido a me enlouquecer nas tardes ensolaradas de minha vida e eu qual uma amazona cavalgando delirante e apaixonada, enquanto minha dança lasciva te leva ao éden nunca frequentado de todos os teus sonhos mais desvairados. Ah, minha coreografia de quadris que te faz gemer de prazer, quase embarcando em meus mares de desejos e luxúria. Ah, sentir teus olhos vorazes de concupiscência refletidos em meus seios cujos bicos duros faz com que arquejes de prazer e nossos corpos trêmulos, vibrando na ânsia do paraíso de loucura afrodisíaca. Ah sentir meus glúteos em dança lasciva a te ensandecer em nossa alcova de prazeres ultrapassando qualquer expectativa em minha sensualidade plena! Ah sentir teu pênis, só meu, a regar tua fonte em gozo exultante e depois, já saciados, a tua cabeça descansando em meus seios tão docemente e podermos nos tornar um só naquele momento mais que indescritível. Ah como te sinto em mim para sempre! Como é maravilhoso amar, me orgulhar e possuir todinho você sabendo como você me faz feliz e como me lembro dos dias mágicos que passei com você. Tudo que eu queria era que você não fosse embora nunca mais ou que eu fosse com você! Quero aconchegar você nos meios dos meus seios para sempre! Eu tenho certeza de que “o que é meu” vai me enlouquecer estirado, ereto e inchado de prazer e eu vou depois de acariciá-lo por cima da calça, libertá-lo só para mim. E o meu toque em carne viva, babento e que eu beijarei com tanta intensidade que ficará sim a marca do meu batom gravada nele. E minha língua sentirá o sabor inexprimível “do que é meu” para levá-lo realmente ao paraíso das delícias. Ah, essa paixão que é cada vez mais voluptuosa e enfeitiçadora, e que toma conta do meu corpo e da minha alma e podendo sentir, pegar, cheirar e senti-lo dentro de mim! Nada mais tentador do que sentir esse prazer insano a vasculhar nossos corpos sedentos. Você me desnudando e eu oferecendo tudo que você deseja e que eu sonho e todos os momentos. E sua poeta putinha se deitará de bruços para sentir todo o fascínio de seu pênis carinhosamente entrando em minha “bundinha “e escorregando para penetrar em meu ânus que o espera fascinada em carne viva , celebrando meus orgasmos e gozos abundantes só para você e em você para sempre! Eu queroooooo, meu amor! E também quero estar em você, meu fascinante amor, e quero estar linda e poeta seminua e putinha só sua. E amanhecer ao seu lado, que maravilha! Acordar e senti-lo pertinho, seu corpo encostado ao meu e você levando-me para mais perto, e "o que é meu" se apropriando de mim, e senti-lo como da primeira vez, e realmente também a paixão ilimitada da minha vida. Que eu quero, preciso e sonho todas as horas da minha vida. E mesmo longe não vivo sem você, porque estou sempre perto em pensamento e no coração. E que estaremos em carne viva. E como vou adorar as tardes, você acarinhando minha pele, explorando todas as minhas entranhas, eu enlouquecida de paixão como da primeira vez. seu sexo no meu como já sentimos tão intensamente. E nunca mais esses dias sairão de dentro de mim. E que noites maravilhosas ali juntos, e nas madrugadas que estaremos no nosso paraíso de amor. E sim, submissa às suas investidas que me deixam quase inconsciente de tantas sensações indescritíveis. Seus beijos, seus toques, você todo em mim, e a minha volúpia que me leva aos último degrau da felicidade. Você me desnudando, tirando minha calcinha para que mais possa penetrar dentro de mim, insaciável momento de paixão enlouquecida que nos levará ao gozo estupendamente delirante. Quero você para sempre!. Poema e texto da escritora Vânia Moreira Diniz.

 

PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição deste 01 de dezembro, muitas comemorações: de mais de 300 mil do blog Tataritaritatá e de mais 4 mil membros no grupo do programa no Facebook, com muitas atrações, confira: Maria Callas, Oscar Wilde, Stéphane Grapelli, Hermeto Pascoal, Yes, Sérgio Mendes, Antonio Abujamra, Adoniran Barbosa, Frank Zappa, Luiz Melodia, Chico Buarque, Billy Paul & Ed Motta, João Bosco, Milton Nascimento & Beto Guedes, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Vanessa da Mata, Caetano & Gil, Kleiton & Kledir, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Cazuza, Nino Rota, Tetê Espíndola, Legião Urbana, Britney Spears, Roberto Carlos, Julee Cruise, Alcione, Demis Roussos, Gilbert O'Sullivan, Gonzaguinha, Roupa Nova, Anselmo Vasconcelos, Luciana Mello, Everaldo Borges, Cikó Macedo, Mazinho, Marquinhos Cabral, Nico, Tirso Florence de Biasi, Junior Maligno, Carol Oliveira, Mônica Brandão, Julia Crystal, Henrique Gama, Zé Linaldo & muito mais!!!!! Participe, comente, curta online & abrilhante a nossa festa neste 01 de dezembro, na programação da Cidade FM 87,9, a partir das 10hs. Não deixe de participar para concorrer a diversos prêmios. Veja mais aqui.

SERVIÇO:
O que? Programa Domingo Romântico
Quando? Neste domingo, 01 de dezembro, a partir das 10hs.
Onde? Cidade FM 
Apresentação Meimei Corrêa.
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  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...