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segunda-feira, agosto 20, 2018

CORA CORALINA, BACHELARD, TCHÉKOV, MATTÉI, MIRA SCHENDEL, NINA HAGEN, BITOS & LOBIZONZO


OS BITOS, SIBITOS & OUTROS REBITOS- Imagem: Arte da artista plástica suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988) - Desdaventura párvula do Lobizonzo, a bruguelada cresceu, mas nem tanto. Tirante Gordim, assumido doravante Elvisprei imberbe com a frescurência das costeletas desenhadas com lápis de sombra, um tufo de bombril no topete, a voz impostada – único jeito de falar grosso, mesmo – e o proeminente bucho quebrado no cardan glúteo, e o Jequim que virou DuCoice adolescido na safadeza de bater punheta e bombo numa tábua de passar roupa, mineirando uai, sô pra lá e pra cá, deram quase pra varapau, enquanto o Maluquim, então estulto Leorel de leseira potencializada na cheirada de chibiu e benzeção de pós e outras ervas, e o Bichim agora Bito, oxe, só descaramento, pantim e pacutia, ficaram batorés incruados. Tipo ponto de exclamação, lógico, o mais amostrado, Elvisprei todo esnobe queria impressionar as meninas prum fã clube exclusivo, espalhado com gaguejos versejados na melosa dor-de-corno e um cabo de vassoura amarrado num radinho de pilha na cintura: ele cantava, tocava e solava tudo pela boca – e a vassoura? Era só munganga. Como elas demoraram pra sacar a cantada dele, Elvisprei convocou a patota: Vamos fundar uma banda! Aê, meu! Era a grande chance deles no topo das paradas, avalie. Apadrinhados pelo saudosíssimo Mané Preto, cada qual inventou seus apetrechos instrumentais como podiam. Elvisprei, claro, o liderartista da trupe; os outros só de soslaio, arrepara só. E o nome? Os Bitus! Hem? Cada nome mais estrambólico que o outro, nada de pegar. Na hora do anúncio: Os bitus sibitos & outros rebitos! No final virou só: Os sibitos. Elvisprei quase teve um troço: Não é isso não, é Os Camaleões Fuderosos! E gritava, e nada de ninguém levar a sério: E agora, com vocês, Os si-bi-tos!!! E nisso ficaram. Toca porra! Cadê o microfone? É na caixa dos peitos, te vira! Elvisprei esgoelou-se todo com afetação, edulcorado pela mania de cantor de chuveiro, e a vaia foi comendo no centro. Leorel só no nhenhenhém: Tocaí, doido! Ducoice deu uma patada numa lata e a batucar zinco, fuás e tranqueiras no meio de uma descosida geral, de arriar a lenha na pauleira, acompanhado da esfregada do serrote nos frascos do Bito, para liberarem a munição dos dislates no meio do maior paroxismo. Pronto. Isso bastou para castigarem atrás nas onomatopeias, chacoalhando as deformações desafinadas, com um arsenal de arranjos feitos por arrotos, peidos e cafungadas – legítimo aprendizado com o mestre Mané Preto -, um zoadeiro da moléstia do povo sapecar: É a bixiga lixa mesmo! Haja mangação. Foi aí que Elvisprei deu uma bundada – seu golpe fatal - no amostramento do Bito, assumiu o posto no front e lascou lamúria de roedeira. Nisso grita DuCoice: Isso é lubrificação de gaia, ora! Tome! E enfiou um cotoco de pau na pudidícia do frosquete de Elvisprei, dele soltar um urro astronômico de tão histérico e esganiçado, da coisa ficar mais feia de tanto pandemônio. Que droga é nove, hem? É o pencó do sétimo livro, meu! A coisa ficou no mínimo insuportável. Em apuros por atrapalhar o trânsito e causar a revolta dos apressados que desceram do cata-corno, ficaram entre os apupos duns lunáticos encolerizados que queriam ver o circo dizimado de vez. Pega! Lincha! Capa! O anódino foi um empurra-empurra entre dois biritados que disputavam no grito a acusação mútua de corno, findando no maior quebra-pau! Agora deu. Coisa espalhafatosa de contar com a participação da polícia, dos desavisados e curiosos, fuxiqueiros e língua-de-osso, até a brechada dum disco voador homenageado pelo prefeito, que ofereceu um prêmio vantajoso a quem capturasse o intruso. Do rebuliço só restou o canto mais limpo pra desolação do Elvisprei sentado no chão e contando ideia, já maquinava outra pra cima dos comparsas. Ninguém ia mais na dele, só de esguelha e piscada de olho pra dar corda na mangação: Vamos pensar na turnê, qual o próximo show? Ele só bufando de raiva, na maior torada de aço. E tome atochada! Hehehehehehe! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Para mim não existe antes nem depois. Não me preocupo mais com o problema “onde estar”. Sou feliz no lugar onde sou mais útil e onde mais me querem. Onde estiver, luto pela liberdade. Meu mundo, hoje, é o território do Deus universal, sem fronteiras, nem passaportes, sem demônios. Acredito na sinceridade dos iludidos, nos que discutem com tanta paixão e empenho a teoria dogmática e na juventude pobre que se manifesta contra a guerra e a miséria. Penso que cada indivíduo é único e que todas as pessoas têm talentos diferentes para compreender e aceitar a arte.
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da cantora e atriz alemã Nina Hagen: Live in Rio, Band Live Rockpalast, Concert Live at Cité de La Musique Paris & Die Leipzig Big Band Live & muito mais nos mais de 2 milhões & 600 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Acreditamos ser fiéis a uma imagem favorita, quando, na verdade, estamos sendo fiéis a um sentimento humano primitivo, a uma realidade orgânica primordial, a um temperamento onírico fundamental. [...] Trecho extraído da obra A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria (Martins Fontes, 1997), do filósofo, crítico literário e epistemólogo francês Gaston Bachelard (1884-1962). Veja mais aqui.

O MAL-ESTAR DA MODERNIDADE - [...] A crise da cultura, enfim, vê o relativismo ganhar todo o terreno da educação e da criação para colocar sobre o mesmo plano todas as produções do homem. [...] Quando a crise afeta, não os simples valores, como se diz por vezes, ainda que estes famosos «valores» reenviem às suas “avaliações” e estas “avaliações” a “avaliadores” que, eles mesmos, pretendem fundar-se sobre “valores” para tudo avaliar no seu tamanho, o que fecha o círculo sobre si mesmo, quando a crise afeta assim os princípios sobre os quais a existência deve fundar-se, então é o fim dela mesma, enquanto doadora de sentido, que desaparece. Ela apenas deixa flutuar no ar, incertos e perturbados, estes valores desprovidos de carne, à imagem do sorriso sem gato de Chester em Alice no país das maravilhas. [...] Não nos espantaremos que um tal mundo seja propício às diversas manifestações do relativismo que igualiza todas as formas da cultura suprimindo a hierarquia das obras e que reduz a existência do homem à estimação subjetiva, senão autista, de todas as convicções e de todas as práticas [...]. Trecho da obra La crise de sens (Cécile Defaut, 2006), do filósofo francês Jean-François Mattéi (1941-2014). Veja mais aqui e aqui.

A FALA DE TREPLEV - (Desfolha um a flor) Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer. (Ri) Evidentemente! Estás a ver, a minha mãe não gosta de mim! É natural. Ela o que deseja é que a deixem viver a vida, amar, usar blusas de cores vivas, e eu sempre aqui, com o s meus vinte e cinco anos a lembrarem-lhe constantemente que já não é nenhuma jovem. Quando eu não ando por perto, ela só tem trinta e dois anos. Mas se estou ao pé dela, tem mais dez, e é por isso que me odeia. Mais, ela sabe que eu me recuso a aceitar o teatro. Ela ama o teatro. Ela vê-se a si própria ao serviço da humanidade e da causa sagrada da Arte. Ora, na minha opinião, o teatro é uma perfeita rotina imbuída de puro convencionalismo. Quando a cortina sobe, deixa à nossa vista um espaço delimitado por três paredes, iluminado por uma luz artificial, e vemos todos esses artistas sublimes, sacerdotes e sacerdotisas de uma arte sagrada, a imitarem como é que se come, como é que se bebe, se namora, passeia e veste o casaco. Com cenas vulgaríssimas e com frases ocas, põem-se a cozinhar uma moral de uso doméstico, bem ajeitadinha, pequenina, fácil de entender. Afinal servem-nos sempre o mesmo prato de mil e uma maneiras, e eu, por mim, fujo a sete pés, como o Maupassant, espavorido com a vulgaridade da Torre Eiffel, que lhe atrofiava os miolos. [...] Mas são precisas novas formas. Temos de as conseguir. Se não arranjarmos formas novas, então o melhor é não termos nada. (Vê as horas) Gosto muito da minha mãe, muitíssimo, mas fuma, vive às claras com aquele escritor e anda sempre com o nome estampado nos jornais - satura- me, tudo isso. Às vezes, quando muito naturalmente me sinto tão egoísta como qualquer outro ser humano, lamento que a minha mãe seja uma atriz famosa, e antes queria que ela fosse apenas uma mulher vulgar, o que me faria muito mais feliz. Imagina a situação mais absurda e aflitiva do que esta: ela recebia em casa todas as celebridades, atores, escritores - e eu ali, no meio dessa gente, uma nulidade - eles, a tolerarem-me apenas por eu ser filho dela. Afinal quem sou eu? Sou o quê? Larguei a Universidade, no terceiro ano, “devido a circunstâncias”, para falar em linguagem de artigo de fundo, «que não dependem da nossa vontade»; talento, não tenho, e dinheiro, tão pouco; pelo que está no meu passaporte, sou um pequeno burguês de Kiev. Como sabes, o meu pai, um ator conhecido, provinha da pequena burguesia de Kiev. E aí tens. Quando todos aqueles atores e escritores, que lhe enchiam a sala, me concediam algum vislumbre de benévola atenção, o que eu sentia era que estavam simplesmente a avaliar qual o grau da minha insignificância - imaginava o que estariam a pensar -, e invadia-me uma humilhação profunda. [...]. Trecho da peça teatral A gaivota (Presença, 1963), do dramaturgo e escritor russo Anton Tchékov (1860-1904). Veja mais aqui.

DOIS POEMAS - MULHER DA VIDA - Mulher da Vida, / Minha irmã. / De todos os tempos. / De todos os povos. / De todas as latitudes. / Ela vem do fundo imemorial das idades / e carrega a carga pesada / dos mais torpes sinônimos, / apelidos e ápodos: / Mulher da zona, / Mulher da rua, / Mulher perdida, / Mulher à toa. / Mulher da vida, / Minha irmã. ASSIM EU VEJO A VIDA - A vida tem duas faces: / Positiva e negativa / O passado foi duro / mas deixou o seu legado / Saber viver é a grande sabedoria / Que eu possa dignificar / Minha condição de mulher, / Aceitar suas limitações / E me fazer pedra de segurança / dos valores que vão desmoronando. / Nasci em tempos rudes / Aceitei contradições / lutas e pedras / como lições de vida / e delas me sirvo / Aprendi a viver. Poemas da poeta Cora Coralina (1889-1985). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A ARTE DE MIRA SCHENDEL
Arte da artista plástica suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988). Veja mais aqui.

AGENDA
Ateliê Escola – Dia 22/08, 19hs, Instituto de Belas Artes Vale do Una & muito mais na Agenda aqui.
&
Veja mais Paulo Profeta & Vale do Una aqui e aqui.
&
A trupe do Lobisomem Zonzo aqui.
&
A banda de Mané Preto aqui
&
Crônicas Palmarenses aqui

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


domingo, novembro 23, 2008

CLARICE LISPECTOR, CECÍLIA MEIRELES, MATTÉI, GEIGER, QUALIDADE ESCOLAR, LIDERANÇA, MACEIÓ & ALAGOINHANDUBA, LITERÓTICA & BIG SHIT BÔBRAS


 
A arte do pintor e desenhista austríaco Peter Johann Nepomuk Geiger (1805-1880)

LITERÓTICA - MÚTUA COLHEITA: Ela chega mansa erradia como uma festa no raiar do dia só pra me enlouquecer. E vem pra valer toda indulgente com os olhos fulgentes e cheiro raro. Eu logo deparo e se achega incidente jeito avaro indecente soletrando meu nome como quem morre de fome reincidente. E mais um tento e tanto com seus travessos encantos de gueixa amorosa a vicejar com seiva de rosa no ar e um beijo de fogo queimando tudo. E arde com zanga, sobretudo, a transpirar toda nua, dando pano pras mangas na grua da minha tenda onde ela desvenda seus seios à mostra robustos e opulentos de apostas, seu busto me provoca e sedento tomo-lhe a mão e o convite para saciar meu apetite pagão porque sou seu vilão e me dá de badeja o seu fruto bruto e foragida, vira o seu cocuruto toda tímida, minha beija-flor libertina. É quando ela inclina, menina vermelha insensata, tão feliz abelha candidata às minhas emboscadas. É já escrava pendurada e submetida à minha clava arretada que sou eu torpe menino mais perto no seu corpo feminino todo aberto, fazendo folia no seu lastro dorsal até a euforia de sua cauda magistral inclinada, gemendo, duplicada. Eu na picada, mordendo sua cútis fina, sua fonte felina e toda espessura estendida, estatura rendida feliz trepadeira mendigando a mamadeira com seus olhos amendoados. Eu me dou aos bocados e a gazela se esgoelando pitoresca voando nefelibata, carne fresca, face grata, louca mais insensata, me dando viva pra que a minha saliva me faça verdugo e senhor, o conduto e o condutor quando se ajoelha estirando a língua rolando golpes e ela aos trotes, sua cabeça a premio, eu abstêmio mandão que ela suplica, ela se duplica e diz que ama quando me vela na cama com açoites erradios e o corpo escorregadio entrega em profusão: ela é minha, sou dela. E nela só satisfação. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOS – [...] O destino de uma mulher é ser mulher. [...]. Extraído da obra Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (Francisco Alves, 1991), da escritora e jornalista Clarice Lispector (1920-1977). Veja mais aqui, aqui e aqui.

O I-MUNDO, A MORTE DO FUNDAMENTO & A BARBÁRIE INTERIOR – [...] a barbárie está no interior da civilização como a água está no interior do copo. [...] a razão em si é bárbara – e por isso eles remontam aos heróis da Odisseia e da Iliada de Homero, dizendo que mesmo os heróis homéricos, que pertenciem ao mito, já são bárbaros, pois o fato de imporem uma ordem à natureza ou ao mito é um fenômeno de barbárie. [...]. Trechos da entrevista Modernos e bárbaros (Cult, 65, jan-2003), concedida pelo filósofo francês Jean-François Mattei (1941-2014). Veja mais aqui aqui e aqui.

POEMA - Ó noite, negro piano, / — os sonhos soam longe, / num teclado caído / pelo fundo horizonte. / À música se inclina / o pensamento insone: / em que clave se escreve o itinerário do homem? Poema da escritora, pintora, professora e jornalista Cecília Meireles (1901-1964). Veja mais aqui.

 A arte do pintor e desenhista austríaco Peter Johann Nepomuk Geiger (1805-1880)

OUTRAS & TANTAS LOAS & APRUMADAS
Pois é, eu sempre achei que todos fossem santos e só eu que fosse o que dá sempre errado. Mas esse provérbio, juntamente com o Poema em linha reta, de Fernando Pessoa, me deixaram em paz comigo mesmo.Entendeu ou quer que eu desenhe procê? (Colaboração do jornalista Marcus Aranha.)


LIDERANÇA ESSENCIAL – A respeito da temática da Liderança essencial (Haward Business Review, dez/2001), de Annie Mckee, Daniel Goleman e Richad Boytzis, os autores iniciam suas reflexões sobre a teoria da inteligência emocional, abordando a inteligência como capacidade de autoconsciência, empatia e performance. Trazem a perspectiva de que o humor de um líder exerce influência sobre o humor de outras pessoas, chamando atenção para o estilo emocional do líder cria a cultura no ambiente de trabalho, estabelecendo que a sua primeira tarefa essencial é a liderança emocional. No entanto, abordam, ainda, os chefe desagradável, rude e coercitivo que consegue bons resultados no negócio que dirige. Pessoas essas que dirigem com dureza de liderança, com grosseria e inflexibilidade, situando, então, que existem, nesses casos, exceções à regra. A partir desse ponto, tratam da ciência dos humores através de um conjunto de pesquisa sobre o cérebro humano, defendendo a necessidade de conexão de cada ser humano para estabelecer o seu humor. Salientam com isso que o humor é um fenômeno neurológico real e que este apressa a disseminação de um clima alegre genuíno e que deve estar sintonizado com os das pessoas ao redor, conforme a teoria da ressonância dinâmica. Para alcance dessa ressonância dinâmica recomenda um processo baseado no cérebro por causa da atitude e habilidades enraizadas, buscando a aquisição da autoconsicência para o auto-gerenciamento e empatia estimulantes dos humores para o gerenciamento de relacionamentos, a partir de questionamentos, tais como, o que quer ser, o que é agora, como chegar lá, como fazer a mudança acontecer e quem pode ajudar. Com isso, defendem que o bom humor galvaniza boa performance de ressonância nos propósitos da inteligência emocional. Assim, atribuem a autoconsciência a habilidade de ler as próprias emoções; ao auto-gerenciamento, a habilidade de controlar emoções e agir com honestidade e integridade de maneira confiável e adaptável; à consciência social, as capacidades chaves de empatia e intuição organizacional; e ao gerenciamento de relacionamento, como sendo a última competência emocional, as habilidades para comunicar de forma clara e convincente. Concluem, assim, que a liderança emocional dá partida à performance de uma companhia.


E O BRASIL COMO VAI? – O Doro andava sumido depois do desfecho do Big Shit Bôbras Brasil! Quando ele deu sinal de vida, instei em cima da bucha: - Por onde andava o preclaro amigo? - Tava cum as vista nesse novo superherói. - Como é? - Num é o padre Bidião, não; é esse ta de super Obama, pareci que o AbinLadi preto, sem baiba, falante e jeitoso. = Como é? - Num viu não? - Não tô entendendo nada. - Ah, insprico: os americano do norte agora arresolveram dismascarar aquele terrorista AbrinLadin, salembra? Aí desmasacararu o homi e viru qui num era bandido nem nada, era um pretim retinto parente do Sadam e qui virou sensação de tomar até a presidência da repumbrica de lá. É um ta de Obama que fez um buraco só na vida do Bushit e tomou-lhe inté a casa. Num viu não? Tô aprendeno com ele para dar um bota-fora aqui nesse Brasilzim veio, arrevirado e de porteira inscancarada! - Como é mesmo, Doro? - Ah, meu fio, ta faltano um cara desse aqui no Brasi.... e sabi quem é igualzim a ele aqui? - Não faço a mínima idéia do que você está falando, rapaz.... - A-há! Talqualzinho que nem que ele sou eu, abestalhado! Vá lê, vá! Vá instudá. Você tá muito desligado. Eu vou botá pra fodê pesado quano chegá em Brasilia e amostrá cuma é que um Brasi deve vivê, quem vivê que verá!!!

ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS (Recebido de Zulmira Ines Lourena Gomes da Costa!) – Que o mar vire cerveja e os homens, tira-gosto. Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas! Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo; Deus... Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo. Um brinde...  Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos. Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e os sortudos que ainda vão nos conhecer! Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos! Assim seja! Homens são como um bom vinho, todos começam como uvas e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar!!!!!

NO JEQUEPORTO DE ALAGOINHANDUBA – Uma tuia de gente estava inquieta e desaboletada no zoadeiro do recinto, aguardando o cata-corno – aquela condução confortabilíssima que a gente espera amontoado no aerorodoporto de lá, local de convergência de todas as naves que singram desde mar, céu e terra, e até pelo fogo! –, quando o locutor do serviço sonoro sapecou: - Atenção senhores passageiros, biguzeiros, calungas e curaus com destino à Cornolância. A porcaria da empresa condutora informa: não se dirijam ao box da plataforma de embarque, porque a porra do trajeto foi cancelado devido uma chuvada lascante. Os insatisfeitos que botem uma brasa no cu e façam voando uma boa viagem. Já o restante, tome no cu e passe bem. Tei bei!

PRAIAS DE MACEIÓ OU MIJACAGADORES? – Certo dia eu conversava com o Doro, o futuro presidente do Brasil, dando uma volta na orla de Maceió. - Pronde vamos? -, perguntou-me o Doro. - Dá uma volta na orla -, respondi. - No mijacagador? - Como? - É, daqui uns anos a orla de Maceió será só mergulho em mijo e bosta! Eita, pois é. Mesmo constrangido tenho que admitir que o Doro tem razão. Em toda extensão da orla de Maceió esgotos fazem as línguas negras que poluem toda praia. E a população, nem aí, só timbungando na maior. Um tempo atrás o Ministério Público dava um ar de esperança movendo uma ação criminal contra a Prefeitura de Maceió para combater isso. Não se sabe em que pé anda esta ação. Ao meu comentário esperançoso sobre esta medida, Doro sapecou: - Cuma é? Sabe quando vai dar jeito? Nunca, nunquinha, meu fio. É que falta alagoano em Alagoas. Ih!

QUALIDADE ESCOLAR – A qualidade tem sido uma meta perseguida por todas as modalidades organizacionais nos dias atuais. Isto porque a qualidade tem se tornado num verdadeiro paradigma para otimização do funcionamento das atividades e do atendimento das demandas das mais diversas organizações, sejam elas de caráter público ou privado, pretendendo-se, portanto, satisfazer todas as expectativas da clientela e, consequentemente, atingindo metas consignadas na eficiëncia e na eficácia das atividades desenvolvidas. Principalmente hoje quando a qualidade é requisitada tanto na fabricação de bens como na prestação de serviços, tendo em vista a competitividade exigida para atuação nos mais diversos mercados, a concorrëncia acirrada, o consumidor cönscio e mais exigente, a emergëncia tecnológica e a turbulëncia econömica nos mais diversos níveis de atividades. Desta forma, atender expectativas, anseios e desejos utilizando-se um padrão de qualidade com excelëncia, tem possibilitado desburocratizar e horizontalizar relações entre todos os integrantes da cadeia de atendimento, satisfazendo as exigëncias da clientela. Essa satisfação não só é objetivo de corporações privadas na captação, prospecção e relação com os seus consumidores, mas uma máxima também introduzida e cada vez mais desejada nas políticas públicas. Por isso, a escola como uma organização complexa que envolve toda uma rede de relações que passa desde a comunidade assistida, os profissionais docentes e não-docentes e os alunos, também tem sido requerida a qualidade no atendimento de sua clientela, qualificando os agentes emissores dos conteúdos, horizontalizando a relação entre docentes, não-docentes, comunidade e alunos; democratizando o processo de gestão, procedendo a inclusão social, dentre outras importantes atribuições legais assumidas pela vigëncia da atual legislação das diretrizes e bases da educação nacional.

DEU COM A PLEURA – O escritor e poeta pernambucano, Gustavo Arruda, acaba de lançar o seu livro “Deu com a pleura!”. Ele é formado em Administração pela UFPE, além de ser cronista, chargista e colecionador de fotos antigas da sua cidade natal. É autor dos livros “O Bê-a-bá do Bem Viver”, “Ironias do Destino” e “Ri Melhor Quem Mente Primeiro”. Já recém-lançado o livro “Deu com a pleura” é a tradução do "nordestinês" – expressões do nordeste do país. A obra reúne 29 contos e revela o contraste entre a modernidade da capital e a simplicidade do interior, num resgate da "matutice" nordestina que habita em qualquer cidade grande. O prefácio é assinado pelo Mestre em Educação Adriano Medeiros Costa, que ressalta a importância da preservação dos regionalismos lingüísticos como uma das últimas resistências contra o nivelamento dos costumes e a uniformidade das culturas". "Deu com a pleura!" vem na contramão da unificação da língua portuguesa. O livro contextualiza o linguajar nordestino justificando ainda sua origem em diversas línguas estrangeiras - francês, árabe, inglês, italiano e dialetos africanos, além do português-colonial e do Tupi-Guarany. São mais de 600 expressões regionais – hilárias! -, traduzidas em glossários individuais, em cada conto. Ele também possui um sítio onde reúne seus livros, crônicas, poemas, vídeos, áudios, imprensa e muita coisa boa. Confira.

IMAGEM DO DIA
A arte do pintor e desenhista austríaco Johann Nepomuk Geiger (1805-1880)


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Das idas e vindas, a vida, Roberto Crema, Martins Pena, Leila Diniz, Angeli, Sharon Bezaly, Paulo César Saraceni. Anders Zorn, Eudes Jarbas de Melo & João Monteiro aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora amada do Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
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NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...