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quinta-feira, julho 05, 2018

POE, COCTEAU, MIA COUTO, MERTON, LEILA MICCOLIS, HIROMI UEHARA & TOMMASO PINCIO


OS AMORES DO CORVO POE – Imagem: Portrait of Edgar Allan Poe, art by Tommaso Pincio. - Das tantas e muitas que soube, uma das mais singulares foi a do órfão aos dois anos de pais atores fracassados, para ser adotado na afeição de Francisca e brincar com a afilhada dela, Catarina Isabel. Afeiçoado com as travessuras pelos jardins e trelas às macieiras, ah Catarina, aquela que foi interrompida por ricas viagens que lhe facultaram o aprendizado do grego, latim, francês, espanhol e italiano, e o primeiro amor sucumbia. E surgiu a bela senhora majestosa Joana, mãe do amigo que lhe festejara a proeza de nadar seis milhas contra a corrente do rio James. Ah, Joana, bela e enlouquecida, a morte e ao seu túmulo o poema Helena: “à luz de ônix, teu vulto se revela”. Com o Tamerlão, “Doce consolação nesta hora extrema!”, a jovem delicada Mira – Sara Elmira - às juras de amor para casar, abandona a universidade ao jogo e depois expulso por falta às aulas, segue vida nômade e inconstante, desavenças com o tutor e o pai da moça que lhe cerceiam o idílio, ela casada em acordo com outro e a sinfonia de amor inacabada: “Em tua festa de núpcias eu te vi, ardendo de rubor”. Pra ela o poema: “o néctar dos lábios teus meu trouxe / fragrância tão balsâmica e tão doce, / dando o primeiro beijo apaixonado”. Vieram os Poemas na água-furtada e os cachos dos cabelos de Maria de Devereaux aos escândalos do chicote na paixão desenfreada rompida na marra. Com o Manuscrito encontrado numa garrafa, demitido por abuso de bebida, também A queda da casa de Usher com seus restos desmoronados e o nebuloso casamento com Virginia, a musa de tantos e muitos versos entre a miséria e a doença. E todos os Contos do grotesco e do arabesco com a tia-sogra viúva Maria Clemm sempre disposta a ser mãe e a ele servir entre os mais belos e puros amor, e Os crimes da rua Morgue a se referir à sua maneira de negar o que é e explicar o que não é, e O escaravelho de ouro e quem nos dirá desaparecessem todos que sabiam do segredo, se no barril do Amontillado, ou jogador de xadrez de Mawlzel, os mistérios de Marie Roget ou a carta roubada, o poço e o pêndulo ou de Berenice e quantas vieram ao coração: a compassiva e atenciosa Virginia, Os sinos para a prudente Luisa, a feminilidade frágil da poeta Francisca, a alma irmã da poeta misteriosa Helena “Vi-te uma vez, só uma, há vários anos..”; e queria morrer nos braços de Anita. E Mira enviuvara, era a sua vez. Com ela, O corvo e o reencontro com Catarina Isabel, portas fechadas não lhe atendem, vai embora até retornar a Richmond noivo de Mira e o fantástico das exacerbações: alucinações, neuroses, o duplo, cenários de fatalidade e morte, pavor e mistério. Eis, finalmente, diante de Catarina, nem se demora, quando voltará a vê-la? Nunca mais, até ser encontrado inconsciente poeta maldito numa rua de Baltimore: “Senhor, amparai minha pobre alma”. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da pianista e compositora japonesa Hiromi Uehara: Time control, Brain, Spiral & Estival Jazz Lugano & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui & aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] seja qual for a intenção dos analistas, suas análises tendem a possuir uma qualidade azeda: tendem a acusar, secularizar, ironizar, satirizar, alienar o conteúdo intrínseco da crença ou ponto de vista confessado. O que estes sistemas de análise têm em comum é a prática de descartarem o valor nominal das declarações, das crenças e dos sistemas de idéias, reexaminando-os dentro de um contexto novo que proporciona o 'significado real’ [...] Numa sociedade em que a desconfiança recíproca encontra expressões populares tais como 'quanto ele vai ganhar por isso' [...] em que a defesa contra as desilusões traumáticas talvez consistam em estarmos permanentemente desenganados, reduzindo as expectativas sobre a integridade de outros, dando  por descontados de antemão seus motivos e talentos; - numa sociedade assim, a análise sociológica sistemática e uma sociologia do conhecimento derivada assumem uma pertinência e convicção socialmente fundamentadas [...]. Trechos extraídos da obra Sociologia: teoria e estrutura (Mestre Jou, 1968), do sociólogo estadunidense Robert Merton (1910-2004).

VELHICE - A importância dos velhos tem a ver com o fato de que somos sociedades orais, e portanto os velhos são espécies de bibliotecas vivas, são detentores do saber. Cabe aos velhos essa missão de reprodução da moral, da ética. Nos sistemas religiosos monoteístas, há um julgamento, depois que morremos temos que prestar contas do que fizemos em vida. Nas religiões africanas, nós prestamos contas em vida, em nossa relação de viventes com os mortos. Não há essa coisa do Juízo Final, e portanto há disponibilidade para se estar vivo. Trecho extraído de Fronteiras do Pensamento (2014), do premiado escritor e biólogo moçambicano Mia Couto. Veja mais aqui e aqui.

A VOZ HUMANAUm ato, um quarto, uma personagem, o amor e o acessório banal das peças modernas, o telefone: O autor gosta de fazer experiências. Tendo o hábito de perguntar a si mesmo o que é que pretendia fazer depois de ter visto o que fez, talvez seja mais simples dar algumas informações em primeira mão. Vários motivos o incentivaram a escrever este ato: 1.º O motivo misterioso que leva o poeta a escrever mesmo quando todas as suas mais profundas preguiças se recusam a fazê-lo e, sem dúvida, a recordação de uma conversa surpreendente ao telefone, a singularidade dos timbres, a eternidade dos silêncios. 2.º Criticam-no dizendo que age de acordo com estruturas maquinais, que instrumentaliza demasiado as suas peças, que conta demasiado com a encenação. Importava, por isso, partir do mais simples: um ato, um quarto, uma personagem, o amor e o adereço banal das peças modernas, o telefone. 3.º O teatro realista está para a vida como estão para a natureza as telas do Salão de Belas Artes. Era preciso pintar uma mulher sentada, não uma certa mulher, uma mulher inteligente ou estúpida, mas uma mulher anónima, e afastar-se do virtuosismo, do diálogo “tu falas e eu respondo”, das palavras de mulher apaixonada tão insuportáveis quanto as palavras das crianças, enfim, de todo aquele teatro que de forma venenosa, pastosa e sorrateira substitui o teatro tout court, o teatro verdadeiro, as álgebras vivas de Sófocles, de Racine e de Molière. O autor tem consciência da dificuldade da tarefa. Por isso mesmo, e de acordo com o conselho de Victor Hugo, relacionou a tragédia e o drama com a comédia, sob os auspícios dos imbróglios que o aparelho menos indicado para tratar dos assuntos do coração permite. 4.º Finalmente, e porque é muitas vezes criticado por exigir aos intérpretes uma obediência prejudicial ao seu talento, reclamando sempre prioridade, o autor quis escrever uma peça ilegível que, tal como o seu Roméo se intitula pretexto para uma encenação, seria um pretexto para uma atriz. Por detrás da interpretação, a obra apagar-se-ia, o drama ofereceria a possibilidade de desempenhar dois papéis, um quando a atriz fala, outro quando ouve e circunscreve o carácter da personagem invisível que se exprime através de silêncios. Apresentação da peça teatral A voz humana (1930 -Assírio & Alvim, 1989), do escritor, cineasta, dramaturgo, desenhista e ator surrealista francês, Jean Cocteau (1889-1963). Veja mais aqui e aqui.

CONFISSÃO - Dizem que o amor é cego, / não nego, / por isso te abro os olhos: / não tenho bens nem alqueires, / eu não sou flor que se cheire, / nem tão boa cozinheira, / (bem capaz que ainda me piches / por só comer sanduíches), / minha poesia é fuleira, / tenho idéias de jerico, / um cio meio impudico / como as cadelas e as gatas, / às vezes me torno chata / por me opor ao que comtemplo, / sei que sou péssimo exemplo, / por pouca coisa me grilo, / talvez por mim percas quilos, / eu não sei se valho a pena, / iguais a mim, há centenas, / desejo te ser sincera. / Mas no fundo o amor espera / que grudes qual carrapicho: / são tão grandes meu rabicho / e minha paixão por ti, / que não estão no gibi... / Ao te ver, viro pamonha, / sem ação, e sem vergonha / o meu ser inteiro goza. / Por isso, pra encurtar prosa, / do teu corpo, cada poro / eu adoro adoro adoro... Poema da escritora, editora, professora, promotora cultural e artista performática Leila Miccolis. Veja mais aqui e aqui.

EDGAR ALLAN POE: LOVE, DEATH AND WOMEN
O documentário Edgar Allan Poe: love, death and women ( Edgar Allan Poe: Amor, Morte e Mulheres, 2010), produzido pela BBC inglesa, incursiona nas histórias por trás dos textos do genial escritor, revelando as sensaborias femininas e vivenciais que inspiraram alguns dos mais aterrorizantes e influentes contos do século XIX, contando as relações entre Poe e as mulheres de sua vida - mãe, esposa, amante e musa - eram muito tênues, desastrosas na pior das hipóteses, por outro lado forneceram inspiração e estimulo para alguns dos mais influentes e aterradores contos, por viagens em Nova York, Virginia e Baltimore, para desvendar as tortuosas e peculiares relações de Poe, interligando os acontecimentos, a mente e suas mulheres através das próprias cartas, diários e escritos publicados.
Veja mais:

O Congresso de Educação do Vale do Sapucaí (2º CEVS) & muito mais na Agenda aqui.
&
A arte do escritor e artista visual italiano Tommaso Pincio
&
Viver é tão pouco, é preciso sonhar, a dificuldade de ser de Jean Cocteau, a música de Egberto Gismonti, a escultura de Texeira Lopes & a arte de Gil Teixeira Lopes aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.


sábado, outubro 15, 2016

PIGLIA, HALBWACHS, BOB DYLAN, PICASSO, BORELLI, BOSI, MICCOLIS, IGLESIA & ROSIE PEREZ, DANNECKER, CARRASQUER, DABDAB, REUNIER, LUME, CHICHORRO & DINHEIRO


INEDITORIAL: ESCAPANDO & VINGANDO SONHOS (Imagens do artista plástico moçambicano Roberto Chichorro) Salve, salve, gentamiga! Escapando das adversidades e vingando sonhos, eu persisto, insisto, resisto e persevero! Saravá! Mesmo que tudo seja do contra, eu vou cantando minhas loas. Mesmo que o amanhã sonhado seja inatingível utopia, eu me mantenho na crença de que a gente pode construir um mundo melhor paratodos. Mesmo que me digam e repitam e reiterem que nada vale a pena, eu persigo acreditando que viver vale muito mais que simplesmente comprar e vender, comer e cagar, peidar e feder, sorrir e chorar. Infelizmente vivemos num mundo em que se comemora hoje o lava mãos – eu não lavei, nem lavo as mãos: a minha luta é de todos. Saúdo os professores, esses abnegados profissionais que cultuam o saber e dividem seus conhecimentos, mesmo sabendo que vivemos uma educação que nos conduz para a tragédia humana. Saúdo a todos os que sofrem e choram, afinal hoje é Dia da Prevenção das Doenças do Coração – ao contrário dos maiorais da Nação que fazem questão de golpear todo dia nossa vida com as manchetes do noticiário. E, sem mais delongas, vamos pras novidades do dia: o destaque da edição de hoje fica por conta da reflexão sobre a imprensa de Nilson Araújo de Souza, a música do Prêmio Nobel Bob Dylan, a fenomenologia do olhar de Alfredo Bosi, a memória coletiva de Maurice Halbwachs, a literatura de Ricardo Piglia, a entrevista de Leila Miccolis, a pintura de Picasso, Carrasquer & Reunier, a fotografia de Roberta Dabdab, as Gárgulas da Borelli Cia de Dança, a Luma Teatro, o cinema de Álex de La Iglesia & Rosie Perez, a escultura de Johann Heinrich von Dannecker, a Cidadania na Escola, o Sarau Poético de Curitiba & a croniqueta O poeta chora. Vamos aprumar a conversa & veja mais aqui.

Veja mais sobre:
O Doro no dia do professor, Fernando Pessoa, Nietzsche, The Three Graces, Michel Foucault, Fela Kuti, Denise Fraga, Richard Linklater. John Vanderlyn & Julie Delpy aqui.

E mais:
As trelas do Doro: o desmanttelo da paixonite arrebentadora aqui.
A poesia de Maria Esther Maciel aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando a língua dá no dente do alcagüete, sai de riba que lá vem o enterro voltando aqui.
Fecamepa: enquanto os caras bufam por aumento no governo, aqui embaixo a gente só paga mico, né? Aqui.
Lavando pano & aprumando a conversa aqui.

DESTAQUE: A IMPRENSA
[...] Na prática, o que há é uma poderosa estrutura, representada pelos monopólios de comunicação, que penetra diariamente em nossos lares, procurando fazer nossa cabeça em todos os sentidos. Dizem do que devemos gostar, o que devemos comprar, como devemos ser, como devemos nos comportar. E usam das armas mais sórdidas, como a mentira, a deturpação dos fatos, a calúnia. [...] E como podemos ter liberdade de pensamento e de opinião, se a verdade é diariamente sonegada e, em seu lugar, se planta a mentira? Que democracia liberal que nada! Liberdade para quem? [...] Para atingir seus objetivos – manter sua dominação para ganhar cada vez mais -, esses biliardários recorrem a todos os meios possíveis e imagináveis, numa exacerbação da máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios. Constroem arsenais nucleares para manter-nos em clima de terror; promovem a guerra (depois de fabricarem a guerra; usam os meios de comunicação numa política sistemática e sórdida de difamação e desmoralização de novas idéias; promovem ações clandestinas, incluindo o terrorismo; corrompem até a medula os homens públicos; invadem a privacidade dos cidadãos, usando as aparelhagens mais sofisticadas; derrubam governos, destroem, matam. Enfim, procuram controlar toda a vida social e todas as consciências e aqueles que não se submetem são vítimas da chantagem, do terror ou do assassinato. [...] E no cerne da ideologia burguesa está o individualismo, produto da propriedade privada e da produção de mercadorIas, que geram a constante competição entre os seres humanos. Cada um por si, Deus por todos. O ego é o Deus das relações humanas do capitalismo. E o egoísmo é eleito valor supremo (diz-se até que o equilíbrio do sistema é obtido quando cada um busca o proveito próprio). Na caça ao dinheiro – expressão suprema da riqueza capitalista -, vale tudo. [...]. Trechos extraídos da obra O colapso do neoliberalismo (Global, 1995), do economista e professor Nilson Araújo de Souza. Veja mais aqui e aqui.

O POETA CHORA - Imagem: The Old Guitarist (1903), do pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol Pablo Picasso (1881-1973) - O poeta chora a sua e a dor alheia, ele é um fingidor. E doendo ele é todo coração e recita O amor de Maiakovisky e pranteia pelos que não têm onde cair morto e vivem embaixo das pontes, dos viadutos, nos bancos das praças, no ermo das ruas, pelas calçadas ou prédios abandonados. Ele chora pelos injustiçados, pelos que foram trucidados, pelos que foram mutilados, pelos que sofrem de quase morrer. Chora pelos que acabaram de nascer de mães paridas sem futuro algum; pelos que zanzam pelas noites e dias sem ter o que comer; pelas meretrizes desvalidas que ele solidário as fode para ejacular sua dor no prazer das que gozam ou fingem ter orgasmos múltiplos nas tremuras das carnes mundanas de todos os sofreres e castigos; das crianças que chamam pelos pais que se evadiram e das que tiveram os seus abatidos pela polícia ou pelo tráfico ou por latrocidas de plantão; pelos que são vítimas dos conluios nos gabinetes dos políticos e autoridades escamoteando direitos e serviços públicos; pelos que estão nos corredores das urgências morrendo de dores e nenhuma atenção pública à saúde; pelos que sucumbem à fome, às drogas e às ilusões do consumo, sem que tenham o direito de viver dignamente e em paz; pelos que são levados pelas promessas dos que se acham salvadores da pátria e do reino de Deus e pelos que se iludem com a primeira mentira que escapole da insensatez; pelos que seguem no meio da boiada sem parentes nem aderentes pro colapso do abismo; pelos que são infelizes por não terem o que querem e sofrem da inveja pra desgraçar a vida dos outros; pelos que perderam a esperança na vida e fazem da maledicência o seu único caminho; pelas mulheres que foram abandonadas, estupradas e mal-amadas por seus príncipes encantados e ainda acreditam que podem ser felizes apesar dos pesares; pelos que devotam a vida ao bem com a alteridade de que a dor do outro é sua também. O poeta chora, caminha sem destino e encontra refúgio na brisa do mar. Acende o pascaio feito na hora, traga, carbura as idéias a se perguntar por que o mundo é tão lindo e com tanto sofrimento. Mergulha na sua dor e naquelas que atormentam todo mundo. Lamenta e se aniquila, traga mais uma vez. Procura abrigo em si mesmo e na sua dor. De repente é assaltado por um estúpido infeliz que o desgraça: - Você está preso, maconheiro feladaputa! E é arrastado pelos cabelos e jogado no camburão, levado pela alta velocidade da viatura, sacudido na prisão, humilhado, espezinhado, cuspido e mal pago. Vão-se as noites e os dias, o poeta perde a noção do tempo e do choro, já era presidiário da sua própria dor, agora com outras dores: a da incompreensão, a da injustiça, a da estupidez. O poeta chora, tal Pasolini: chora um mundo morto, mas não está morto ele que o chora. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.
Curtindo o box set Bob Dylan - The Original Mono Recordings (Colúmbia, 2010), do músico, poeta, artista plástico, compositor de música Folk estadunidense & Prêmio Nobel de Literatura 2016, Bob Dylan. Veja mais aqui e aqui.

FENOMENOLOGIA DO OLHAR – [...] o olhar não está isolado, o olhar está enraizado na corporeidade, enquanto sensibilidade e enquanto motricidade. [...] o ato de olhar significa um dirigir a mente para um “ato de “in-tencionalidade [...] Olhar e ser olhado, atividade e passividade, exercem-se em um campo de forças onde o poder e o conhecer se fundam mutuamente. O outro é uma liberdade que pode invadir a minha; logo, o outro existe. O olhar é a expressão mesma desse poder. [...] A diferença profunda que ocorre entre uma e outra se evidencia quando vista através da epistemologia antiga: há uma vertente materialista, ou mais rigorosamente sensualista do ver como receber, ao lado de uma vertente idealista ou mentalista do ver como buscar, captar. [...]. Trechos extraídos de Fenomenologia do olhar, do professor, crítico e historiador da literatura brasileira, Alfredo Bosi, recolhido da obra O olhar (Companhia das Letras, 1988), organizada por Adauto Novaes e Flávio Aguiar.

Imagens: a arte da fotógrafa, fotojornalista e pesquisadora de imagem Roberta Dabdab, que realizou em 2006 a mostra individual A língua das coisas.

PENSAMENTO DO DIA; MEMÓRIA COLETIVA – [...] para que a nossa memória se aproveite da memória dos outros, não basta que estes nos apresentem seus testemunhos: também é preciso que ela não tenha deixado de concordar com as memórias deles e que existam muitos pontos de contato entre uma e outras para que a lembrança que nos fazem recordar venha a ser constituída sobre uma base comum. [...] Que importa que os outros estejam ainda dominados por um sentimento que outrora experimentei com eles e que já não tenho? Não posso mais despertá-lo em mim porque há muito tempo não há mais nada em comum entre mim e meus antigos companheiros. Não é culpa da minha memória nem da memória deles. Desapareceu uma memória coletiva mais ampla, que ao mesmo tempo compreendia a minha e a deles [...] diríamos que cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva, que este ponto de vista muda segundo o lugar que ali ocupo e que esse mesmo lugar muda segundo as relações que mantenho com outros ambientes [...]. Trechos extraídos da obra A memória coletiva (Centauro, 2006), do sociólogo francês Maurice Halbwachs (1877-1945), que escreveu uma tese sobre o nível de vida dos operários e desenvolveu o conceito de memória coletiva.


Imagens: a arte do pintor francês Marcos Carrasquer.

DINHEIRO QUEIMADO – [...] Só loucos assassinos e animais sem moral podem ser tão cínicos e tão criminosos a ponto de queimar quinhentos mil dólares. [...] Indignados, os cidadãos que observavam a cena davam gritos de horror e de ódio [...]. A partir daí, os seres lúmpen que assaltam se transformam em "niilistas". [...]. Trechos extraídos do romance Dinheiro roubado (Companhia das Letras, 1998), do escritor, ensaísta e compositor argentino Ricardo Piglia, contando a história de um assalto a um banco com a conivência de políticos e policiais, quando os ladrões traem os cúmplices e fogem para o exterior, onde sofrem um estranho cerco das autoridades.


Imagens: espetáculo de dança Gárgulas, concepção, coreografia e direção de Sandro Borelli, com a Borelli Cia de Dança, baseado na vida e na obra do britânico Lucian Freud, expoente da pintura figurativa contemporânea.


LUME TEATRO – Há mais de 30 anos a premiada companhia Lume de Teatro é um coletivo de pesquisa formado por sete atores-criadores e possui repertório diversificado que inclui teatro físico/visual, montagens em grupo, solos, clown, espetáculos de grandes dimensões ao ar livre e com a participação da comunidade. Trata-se de um grupo que se tornou conhecido em mais de 26 países, tendo atravessado quatro continentes, desenvolvendo parcerias especiais com mestres da cena artística mundial. Está sediado em Barão Geraldo, Distrito de Campinas (SP), difundindo sua arte e metodologia por meio de oficinas, demonstrações técnicas, intercâmbios de trabalho, trocas culturais, assessorias, reflexões teóricas e projetos  Veja mais aqui.


PERDITA DURANGO – O filme de ação, crime e horror Perdita Durango (Dance with the Devil, 1997), dirigido por Álex de La Iglesia, é baseado em novela de Barry Gifford, contando a história de psicótico casal criminoso que se torna amantes – uma dura senhora vestida de preto que encontra um criminoso maníaco -, que seqüestra adolescentes com planos para estupro e sacrifícios. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz, dançarina, coreógrafa e ativista Rosie PerezVeja mais aqui.

 Imagens: a arte do escultor alemão Johann Heinrich von Dannecker (1758-1841).


AGENDA: SARAU POÉTICO – Acontecerá no próximo sábado, dia 22/10, a partir das 14hs, em Curitiba, o Sarau Poético, organizado pelas poetas Conceição Gomes, Marinez Novaes, Vanice Zimerman, Ione Perez e Luciah Lopes. Imperdível. Veja detalhes do evento aqui & mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: LEILA MICCOLIS – A admirável e generosíssima escritora, editora, professora, promotora cultural e artista performática Leila Miccolis, com quem tive o meu primeiro contato lá pelos idos dos anos 1970, trocando aerogramas e zines, me concedeu algum tempo atrás uma entrevista que publiquei quando então editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites, que agora se encontra reproduzida no meu BlogAgenda. Veja a entrevista aqui e aqui.

REGISTRO: CIDADANIA NA ESCOLA 
Em 2008, atendendo convite da coordenadora escola Cêça Mota, fui convidado para realizar uma palestra sobre Cidadania & Literatura Infantil, nas turmas de Ensino Fundamental, Médio e EJA da Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, no bairro Canaã, em Maceió. A partir do primeiro conta com a uma turma de estudantes, fui convidado a prosseguir durante o mês de julho realizando as palestras que culminaram com a exposição dos meus livros, lançamento dos livros infantis Turma do Brincarte e do folheto de cordel Tataritaritatá, escritos e lançados especialmente para o evento. Posteriormente esse evento transformou-se em atividade na disciplina Psicologia Social, ministrada pelo professor MS Cláudio Jorge Gomes. Confira detalhes aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor e fotógrafo alemão Eugene Reunier (1884-1960).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra no Dia do Professor
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


terça-feira, junho 16, 2015

LYOTARD, ARIANO, DECAMERON, IVAN LINS, MICCOLIS, SCHRADER & DANÇA.


O PÓS-MODERNO – A obra O pós-moderno (José Olympio, 1998), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), reflete sobre a pós-modernidade, abordando o campo e o saber nas sociedades informatizadas, o problema da legitimação, o método dos jogos de linguagem, a natureza do vínculo social: a alternativa moderna e a perspectiva pós-moderna, a pragmática do saber narrativo, a pragmática do saber científico, a função narrativa e a legitimação do saber, os relatos da legitimação do saber, a deslegitimação, a pesquisa e sua legitimação pelo desempenho, o ensino e sua legitimação pelo desempenho, a ciência pós-moderna como pesquisa de instabilidade, a legitimação pela paralogia, entre outros assuntos. Do livro destaco o trecho: [...] Originalmente, a ciência entra em conflito com os relatos. Do ponto de vista de seus próprios critérios, a maior parte destes últimos revelam-se como fábulas. Mas, na medida em que não se limite a enunciar regularidades úteis e que busque o verdadeiro, deve legitimar suas regras de jogo. Assim, exerce sobre seu próprio estatuto um discurso de legitimação, chamado filosofia. Quando este metadiscurso recorre explicitamente a algum grande relato, como a dialética do espírito, a hermenêutica do sentido, a emancipação do sujeito racional ou trabalhador, o desenvolvimento da riqueza, decide-se chamar "moderna" a ciência que a isto se refere para se legitimar. E assim, por exemplo, que a regra do consenso entre o remetente e destinatário de um enunciado com valor de verdade será tida como aceitável, se ela se inscreve na perspectiva de uma unanimidade possível de mentalidades racionais: foi este o relato das Luzes, onde o herói do saber. trabalha por um bom fim ético-político, a paz universal.Vê-se neste caso que, legitimando o saber por um correlato, que implica uma filosofia da história, somos conduzidos a questionar a validade das instituições que regem o vínculo social: elas também devem ser legitimadas. A justiça relaciona-se assim com o grande relato, no mesmo grau que a verdade. Simplificando ao extremo, considera-se "pós-moderna," a incredulidade em relação aos metarrelatos. E, sem duvida um efeito do progresso das ciências; mas este progresso, por sua vez, a supõe. Ao desuso do dispositivo metanarrativo de legitimação corresponde sobretudo a crise da filosofia metafísica e a da instituição universitária que dela dependia. A função narrativa perde seus atores (functeurs), os grandes heróis, os grandes pengos, os grandes périplos e o grande objetivo. Ela se dispersa em nuvens de elementos de linguagem narrativos, mas também denotativos, prescritivos, descritivos etc., cada um veiculando consigo validades pragmáticas sui generis. Cada um de nós vive em muitas destas encruzilhadas. Não formamos combinações de linguagem necessariamente estáveis, e as propriedades destas por nós formadas não são necessariamente comunicáveis. Assim, nasce uma sociedade que se baseia menos numa antropologia newtoniana (como o estruturalismo ou a teoria dos sistemas) e mais numa pragmática das partículas de linguagem. Existem muitos jogos de linguagem diferentes trata-se da heterogeneidade dos elementos. Somente darão origem à instituição através de placas; é o determinismo local. [...]. Veja mais aqui.

Imagem: Halbakt eines jungen Mädchen mit Hund, do pintor alemão Julius Schrader (1915-1900)

Curtindo Cantando histórias – ao vivo (EMI-2004), do músico e compositor Ivan Lins.



PROGRAMA TATARITARITATÁ O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiV Na programação: Ivan Lins, Tom Zé, Chico Buarque, Milton Nascimento, Davi Moraes, Carlos Careqa, Santana o Cantador, Sonia Mello, Gino Vanelli, Lena D'Água, Luiz Meira, Ricardo Machado, Matt Costa, Mina, Mazinho, Katya Chamma, Ozi dos Palmares, Aline Calixto, Daniella Alcarpe, Elisete Retter, Eustáquio Sena, Max Gonzaga, Sambô, Vineyard, Larissa Moura & muito mais! Veja mais aqui


PITADA DE AÇÚCAR NO SÉTIMO CÉU & OUTROS VERSOS – O meu primeiro contato com a poeta, editora, professora de roteiro de televisão, promotora cultural e artista performática, Leila Miccolis, foi na década de 1970: a gente trocava aerogramas com poemas que iam e vinham aos nossos endereços. Anos depois realizei uma entrevista com ela que foi publicada no meu Guia de Poesia. Ela também foi inserida entre os poetas da antologia 26 poetas hoje (Aeroplano, 2007), organizada por Heloisa Buarque de Hollanda. Entre os seus poemas, destaco inicialmente Pitada de açúcar: Quero ver onde vai dar teu jogo / de esconder o feto no forno, / o macarrão no banheiro da empregada, / a cerveja na bexiga cheia. / Teu jogo de esconder / o desejado / no sorriso cordial, / e nas festas galantes de sempre. / Esconder tua voz de cio, / teus pêlos enroscados / entre a coxa aberta, / o medo de perder a virgindade / e o teu recato de homem. Também merece destaque o seu poema Sétimo Céu: Tudo acabado entre nós / Deus é testemunha / que na flor da idade / chorei por ti lágrimas de sangue / e que te amei / com todas as forças do meu ser; / mas a ilusão durou pouco: / a triste realidade dissipou / os meus sonhos e esperança, / assim como o mar desfaz / todo castelo de areia; / com tua perfídia me enganaste; / como um cão vadio me enxotaste; / na rua da amargura me lançaste. / Agora teu olhar me corta / como lâmina fria; / vago como morta viva / sendo a sombra do que fui, / a lembrar de um passado feliz / que não volta mais, / imersa em dor, tormento e padecer, / mas sabendo que este mundo / não comporta o meu sofrer. Ainda merece ser destaco o seu Até que a morte nos separe: Esqueço meu desejo de vingança, / e a mágoa recalcada esqueço até, / se ponho a te afagar o membro flácido / com as pontas dos artelhos / do meu pé. E, por fim, o seu belíssimo Moda: Eu queria te ver, / coxas de fora, / (como de fora vejo teus pêlos do peito / pela camisa de seda), / a andares na rua, / entre assobios e apalpadelas, / o olhar disperso / como quem nada percebe, / e mostrando ao sentares, / subindo-te a roupa, / a cueca combinando com a gravata. Veja mais aqui.

DECAMERÃO – O livro Decamerão (1350), do escritor e poeta italiano Giovani Boccaccio (1313-1375), é uma obra em prosa que relata em dez histórias curtas, contadas por sete moças e três rapazes que se refugiam no campo para escapar da peste negra, os conflitos entre os valores cristãos e o espírito libertino da época, questões ligada à transição para o Renascimento. É composto por cem histórias que abrangem as mais peculiares paixões e comportamentos humanos, e mantêm em viva presença, os clamores da carne, a infidelidade e as trapaças sexuais. Foi transformada em filme em 1971, pelo cineasta e poeta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), com música de Ennio Morricone, numa adaptação de nove histórias do livro que compõem um painel da vida social da Itália medieval com doses de humor satírico. O destaque do filme vai para atriz Angela Luce. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

AUTO DA COMPADECIDA – A peça teatral em três atos Auto da Compadecida (1955 – Agir, 1984), do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014), é um drama escrito com base em romances e histórias populares do Nordeste, inserindo elementos da tradição da literatura de cordel com traços do barroco católico brasileiro, com personagens como o Palhaço, João Grilo, Chicó, Padre João, Severino do Aracaju, Padre João, Frade, Bispo, entre outros. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1969, com o filme A Compadecida, dirigido pelo cineasta Geroge Jonas e gravado na cidade de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. A segunda adaptação ocorreu em 1999, com direção de Guel Arraes e roteiro de Adriana Falcão, tendo por base a peça teatral homônima, mais elementos de outras duas peças teatrais do autor, O santo e porca (1957) e Torturas de um coração (1951). O filme foi premiado com Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator e Melhor Lançamento no Grande Prêmio Cinema Brasil do Ministério da Cultura. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A bailarina Erica Beatriz no espetáculo O+, da Quasar Cia de Dança.


Veja mais sobre:
Manchetes do dia: ataca o noticiário matinal, Folclore pernambucano de Francisco Augusto Pereira da Costa, a música de Fabian Almazan, Filosofia da Linguagem, Vinte vezes Cassiano Nunes, a coreografia de Doris Uhlich, a pintura de Nicolai Fechin & a arte de Roberto Prusso aqui.

E mais:
Preciso de um culpado, Peri Physeos de Anaxímenes de Mileto, A arte de furtar de Padre Antônio Vieira, As odes pítacas Píndaro, Platónov de Anton Tchékov, o cinema de Walter Lang & Susan Hayward, a coreografia de Dave Saint-Pierre, a música de Stanley Clarke, a pintura de Horace Vernet & Malcolm Liepke aqui.
O morro dos ventos uivantes de Emily Brontë, A ópera dos mendigos de John Gay, a música de Yngwie Malmsteen & Julia Crystal, a pintura de Maria Luisa Persson & a poesia de Floriano Martins aqui.
Gilbela – Gilmara Jung, é nela que a beleza se revela aqui.
Literatura de cordel: Cego Sinfrônio aqui.
Vamos aprumar a conversa, Sociedade dos indivíduos de Norbert Elias, As brasas de Sándor Márai, Babylon de Zuca Sardan, a música de Hermeto Pascoal & Aline Moreira, Anatomia do drama de Martin Esslin, o cinema de Fred Schepisi & Meryl Streep, a escultura de Pierre-Nicolas Beauvallet, a arte de Derek Gores & a pintura de Gilson Luiz dos Santos Braga aqui.
O espelho de Machado de Assis aqui.
Brincarte do Nitolino, O espírito de liberdade de Erich Fromm, Visita meu corpo de Antonio Carlos Secchin, a literatura de Alexandre Dumas, a música de João Gilberto, a pintura de Gustave Courbet & Welington Virgolino, a arte de Bibi Ferreira, Judy Garland & Isabelle Adjani aqui.
Vamos aprumar a conversa, O mundo como vontade de representação de Arthur Schopenhauer, A casa das belas adormecidas de Yasunari Kawabata, Ifigênia entre os tauros de Eurípedes, a música de Richard Strauss, Percursos em Arteterapia, Jardim das delícias de Geraldo Carneiro, a arte de Mae West, a escultura de Francisco Brennand, Jules Feiffer, a pintura de John Constable & Peter Paul Rubens aqui.
Uma coisa quando outra, A aventura da modernidade de Marshall Berman, a poesia de Adolfo Casais Monteiro, Arquiteturas líquidas de Marcos Novak, a música de Maucha Adnet, a pintura de Alyssa Monks & Renie Britenbucher, a arte de Adriana Garambone & Luciah Lopez aqui.
Solilóquio das horas agudas, O mito de Sísifo de Albert Camus, Doença sagrada de Hipócrates, a música de Meg Myers, Neurofilosofia e Neurociência Cognitiva, a pintura de José Manuel Merello, Mulher Negra & a arte de Luciah Lopez aqui.
Resiliência, perspectivas & festas: Feliz aniversário, A pedagogia de Paulo Freire, Resiliência em transtornos mentais de Makilim Nunes Baptista, Liberdade para palavra de Octavio Paz, a música de Midori Goto, a pintura de Luis Crump, Babi Xavier, a arte de Fabrice Du Welz & Luciah Lopez aqui.
Ah, se estou vivo, tenho mais o que fazer, a literatura de Liev Tolstói, A cena dividida de Gerd Bornheim, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Lasar Segall, a música de Joyce & Maurício Maestro, a arte de Patrick Conklin & Luciah Lopez aqui.
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