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segunda-feira, abril 30, 2018

ELIOT, PLOTINO, RIBON, APULEIO, MARISA MERZ, GÁBOR SZABÓ & KATE BUSH

TEM CADA UMA NA VIDA! - Imagem: Arte da escultora e artista visual italiana Marisa Merz. - Boko-Moko não existe e anda vivinho da silva por aí com suas costeletas espessas, bigode e topete ajeitados diariamente, golas altas de Elvis Presley na camisa acochada de purpurina e aberta da caixa dos peitos até o umbigo, cinturão grosso com super-fivela de um touro bravo, calça colada nas coxas e do joelho pra baixo mais parece uma saia com a sua boca de sino, cavalo-de-aço com a barulhada de metais no salto e solado, gíria dos oraitis e brasa mora, um espalhafato! Apelido é o que não lhe falta de tanto amostramento, e ele nem nem, e assina em tudo apenas Boko-Moko, gosta disso. É assim desde os anos 1970. Décadas se passaram e de lá não saiu, até hoje. Por onde chega, um escândalo! Sempre com aquela do papo firme, amontado no Karmanguia – não sei como um trocinho daquele cabe um homenzarrão desse tamanho dentro, parece mais de brinquedo, mas não é. Não sei quantas vezes ele fora barrado em instituições públicas, ou convidado a sair de solenidades, e ele, nem aí. Ao sair mascando chicletes, sempre dizia: Também não queria ir aí, bicho! Abre um sorriso sempre mudando do tinindo pro paz e amor nos dedos. Que coisa, né? Nada, tem muita gente indignada com seu modo de ser; para mim, nada demais. Conheço gente que fez o contrário: nasceu uns anos desses aí e vive na Idade da Pedra, ou sonhando prepotente mandão do Golpe de 1964, ou mesmo alter ego de Hitler, e por aí vai, coisa que nem viram nem viveram, só de ouvir falar, ou de leituras superficiais, achando bonito até a idolatria e mandando ver na predileção. Ué, o que conheço de gente que ficou com a cabeça e a vida na década de 1980, não está no gibi, quanto saudosismo, até me lembrando daquela do Belchior: ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais. Coisa de disco arranhado. De fato, conheço pouca gente que tenha acompanhado na cabeça a mudança dos tempos. Mesmo com o recado de Pound, tem quem viva mesmo até séculos passados. Eu vejo disso todo dia, novidades de museus nas calçadas, nas praças, no dia a dia, mortos ressuscitados que zanzam pelos semáforos, dão pitacos na vida dos outros, se metem nas gestões públicas, arrotam vida e fazem de tudo impondo suas razões e ranços. Todo dia um novo dia e a mesma coisa entre nós. Eu mesmo nasci num dia lá de 1960, parece, e nem sei direito em que ano estou, ah sei lá, às vezes me assusto com os antiquários ambulantes e me rio, apenas. Tô dentro e não é nada engraçado, passo e vejo, não é nada agradável, mas, pelo sim, pelo não, dá pra se divertir ainda. Pois é. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do guitarrista húngaro Gábor Szabó (1936-1982): Dreams, Bacanal & Budapest; da cantora e compositora performática inglesa Kate Bush: Hammersmith Odeon, The Tour of Life & Hounds of Love; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] a natureza que produz tantos belos objetos deve possuir ela mesma uma beleza muito superior. Mas, como não temos o hábito de ver o interior das coisas que não conhecemos, restringimo-nos ao seu exterior, ignorando que é dentro delas que se esconde o que nos comove [...]. Pensamento extraído da obra Enéadas (Polar, 2000), do filósofo grego Plotino (204-270), reunindo tratados que versam sobre ser vivo, a virtude, dialética, a verdadeira felicidade, a beleza, a natureza, a matéria, a potencialidade e a atualidade, a qualidade e a substância, o destino, a providência, o amor, a impassividade do incorpóreo, a natureza, a essência da alma, as três hipóstases primárias, a beleza inteligível, o tipos de ser, entre outros. Veja mais aqui.

A ARTE & A NATUREZA - [...] O poeta é bem mais que um artesão cuja tarefa rompe a relação de intimidade do homem com a natureza; o poeta é inspirado pela natureza, que dele se serve para se dizer através das figuras da arte. A exigência que o artista sente como uma missão – pois ele muitas vezes está pronto a tudo sacrificar-lhe – é a de uma tarefa que o supera, possuindo-o; a natureza que o convida espera dele e de sua singularidade que manifestem o devir do sentido, ou seja, o ser no seu aparecer. Como se a natureza tivesse estado impaciente por dizer-se numa consciência, a arte, qual uma luz transfigurando o espaço tenebroso das cavernas, pareceu na autora da humanidade desde que o homem superou sua animalidade. Cooperando com o ser, a arte, permitindo ao homem voltar às paragens originárias da qual se faz eco, é também uma participação no ser. Assim a natureza quer a arte: o homem artista é um momento privilegiado do ser, o momento em que o sentido se concentra. [...]. Trecho extraído da obra A arte da natureza (Papirus, 1991), do filósofo e crítico de arte francês Michel Ribon.

A FÁBULA DE AMOR E PSIQUE – I - Era uma vez um rei e uma rainha que possuíam três filhas muito belas. Com relação às duas mais velhas, conquanto extremamente graciosas, ainda seria possível louvá-las com palavras humanas; mas ninguém conseguiria descrever a esplêndida beleza da mais moça, e não existiam palavras com as quais fosse possível celebrá-la dignamente. De fato, tanto os moradores do lugar, como os forasteiros que, atraídos pela fama daquela maravilha, acorriam continuamente à cidade, ficavam boquiabertos diante dos encantos de tão formosa donzela e, colocando a mão direita diante dos lábios dos lábios enquanto aproximavam o indicador do polegar direito, veneravam-na como se costuma fazer nos templos, quase como se fosse a própria Vênus em pessoa. E já se espalhara pelas cidades vizinhas a notícia de que a deusa, gerada no cerúleo abismo do mar, e alimentada pelo orvalho das vagas espumejantes, havia descido à terra e vagava pelo meio do povo, ou que provavelmente um novo germe de gotas celestes, não mais nos mares e, sim, na terra, dera nascimento a uma nova Vênus, adornada pelas flores da virgindade. Assim a fama daquele prodígio cada vez mais avultava, espalhava-se e difundia-se também pelas ilhas vizinhas, assim como por muitas regiões da terra. Um sem-número de mortais acorria para admirar a nova maravilha do século, para isso se sujeitando a longas viagens e atravessando mares profundos. Ninguém mais navegava para Pato, ou para Cnido, e nem mesmo para a própria Citera, a fim de chegar à presença de Vênus. Os sacrifícios eram adiados, os templos perdiam o seu esplendor, todos passavam, indiferentes, pela frente desses templos, e negligenciavam-lhes as cerimônias; sem coroa quedavam as imagens, sem adornos nos altares, e sujos de cinza fria. Era à donzela que dirigiam suas preces e no seu rosto humano celebravam a majestade da augusta deusa. O nome de Vênus ausente era glorificado com vítimas e banquetes na presença da virgem, durante seus passeios matinais, e quando ela passava pelas praças do povo a homenageava, tecendo coroas e atirando flores à sua passagem. Porém, aquele culto a uma jovem mortal, à qual irreverentemente outorgavam honras celestes, acordou um violento despeito na verdadeira Vênus que, indignada, sacudindo a cabeça, fremente de cólera, assim falou: - Eu, antiga geradora das coisas da natureza, origem primeira dos elementos, alma Vênus de toda a orbe, vejo-me reduzida a dividir as honras dos altares com uma jovem mortal, e o meu nome, venerado no céu, está sendo profanado com vulgaridades terrenas. E também terei de suportar, com humilhação para a minha divindade, que o meu culto seja substituído por um ritual equivoco, e que uma jovem mortal passeie a minha imagem. Debalde aquele pastor, cuja fé e cujo bom sendo foram elogiados pelo sumo Júpiter, debalde celebrou ele a minha beleza perante os maiores deuses. Mas essa mortal, seja quem for, não desfrutará durante muito tempo honras que me são devidas; porque farei com que a sua ilícita beleza lhe seja motivo de consternação. Sem perda de tempo, Vênus chama o seu alado e um tanto quanto temerário filho, aquele que, desrespeitando com seu mau comportamento a pública disciplina, armado de tochas e setas, se introduz nas casas à noite, aqui e ali, corrompendo as esposas alheias, que comete impunemente inúmeras ações vergonhosas e, em suma, nada faz de louvável. Leva o deus, já insolente e desenfreado por natureza, àquela cidade, mostra-lhe Psiquê, como se chamava a jovem, relata-lhe tintim por tintim tudo quanto se relacionava com a beldade rival e, gemendo, palpitante de indignação, assim lhe fala: - Suplico-te pelos laços do afeto materno, pelas suaves feridas das tuas flechas, pelas doces queimaduras deste teu facho, que vingues satisfatoriamente a tua mãe, que castigues tão insolente criatura, que executes esta única tarefa: faze com que a virgem se consuma de amor ardentíssimo pelo homem condenado pelo destino a ser o mais abjeto de todos em relação à honra, ao patrimônio, à liberdade, enfim tão abjeto que no mundo inteiro não seja possível encontrar outro que lhe chegue aos pés em infâmia. Depois de assim falar, beijou longa e ardentemente o filho, estreitou-o contra peito, dirigiu-se às vizinhas praias do mar em refluxo e, caminhando sobre a espumejante superfície das ondas palpitantes, mergulhou no fundo enxuto do mar. Tal como desejava, exatamente como se o tivesse ordenado, não tardaram os favores do mar: vieram-lhe ao encontro as filhas de Nereu, cantando em coro, e o áspero Portuno, de barbas cerúleas, e Salácia, com o seio carregado de peixes; e o pequeno Palemon, que guiava um delfim; e o bando de Tritões, saltitando pelo mar inteiro: um deles faz ressoar suavemente uma concha sonora, outro abriga a deusa, sob uma colcha de das, dos raios molestos do sol, um terceiro coloca-lhe um espelho diante dos olhos, outros chegam em coches puxados por dois cavalos. Era esse o exército que escoltava Vênus na sua viagem pelo Oceano. [...]. Trecho extraído da obra Eros & Psique (FTD, 2009), do escritor e filósofo romano Lúcio Apuleio(125-170). Veja mais aqui.

DOIS POEMASPELA MANHÃO À JANELA – Estão remexendo os pratos do café da manhã / na cozinha dos andares térreos / ao longo das atropelas esquinas da rua. / Estou consciente das nevoentas almas das criadas de casa / rebentando desesperançadas nas áreas do portão. / As cinzentas ondas do nevoeiro para mim viram / faces retorcidas desde o fundo da rua / e rasgam de uma transeunte de saia enlameada / um sorriso sem alvo que esvoaça no ar / e desaparece além no nível dos telhados. O BOSTON EVENING TRANSCRIPT – Os leitores do Boston Evening Transcript / dançam ao vento como um campo de trigo. / Quando a tarde desmaia nas ruas, / acordando em alguns o apetite da vida / e trazendo a outros Boston Evening Transcrip, / subo as escadas e toco a campainha, volvendo-me / cansando, como alguém que se volvesse para / dizer adeus a Rochefoucauld, / se as ruas fossem o tempo / e ele estivesse no fim da rua, / e digo: Tia Harriet, aqui está o Boston Evening Transcript. Poemas do poeta, dramaturgo, crítico literário inglês e Prêmio Nobel de 1948, Thomas Stearns Eliot (1888-1965). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora e artista visual italiana Marisa Merz.
Veja mais aqui.


VII Congresso Internacional Matéria-Prima: práticas das Artes Visuais no ensino básico e secundário & muito mais na Agenda aqui.
&
Altas horas da madrugada, a poesia Carlos Drummond Andrade, a arte de Edgar Degas & a música de Sueli Costa aqui.


sábado, junho 26, 2010

ROSEGGER, PREMCHAND, BAUDRILLARD, DÜRRENMATT, AGOSTINHO, DUMAS, LESLEY SANDERSON, KATE BUSH, ANTÔNIO CÂNDIDO, STERNHEIM & APRENDIZAGEM


 
A arte da artista malaia Lesley Sanderson.

SABE AQUELA... (DE UMA LEITURA DE PREMCHAND) – Estalou. Ao terminar a leitura da Pane de Dürrenmatt, uma insistente coisinha de um estalo e começou a remoer nas catracas da cachola feito uma cantiga de grilo insistente a me perseguir desde as indagações das primeiras páginas provocadoras da obra: o que há mais para contar? Se o seu teatro épico me impressionava, dele ficou: Uma história não está terminada até que algo tenha dado extremamente errado. Ah, mais uma vez, os labirintos dos paradoxos de Agostinho voltava à tona e eu me perdia em profundas elucubrações. Foi que nem bem havia começado a refletir, dei logo de cara com os escritos de Premchand. Quem? Aquele escritor hindu, o Munshi Premchand (1880-1936), para mim, bastante esclarecedor. Como ele era um vigoroso escritor que falava sobre homem do campo e seu povo, de pobreza e exploração, de castas e vida comunitária nas vilas, cortava com sua afiada pena a hipocrisia e a falsidade, facilitando a contextualização. Ao me deparar com suas expressões, logo fui me dando conta: De que grandeza eu tenho que preciso contar a alguém? Eu vivo como milhões de pessoas neste país; eu sou comum. Minha vida também é comum. Eu sou um professor de escola pobre sofrendo trabalhos familiares. Durante toda a minha vida, estive afundando com a esperança de poder me libertar de meus sofrimentos. Mas não fui capaz de me libertar do sofrimento. O que há de tão especial nesta vida que precisa ser contado a alguém? Até parecia que era carregado de interrogações. Até que ao final, ele trouxe seu categórico arremate: É dever de um escritor proteger e argumentar em favor daqueles que são oprimidos e sofredores, sejam indivíduos ou grupos privados. Ah, assim foi meu aprendizado no início da adolescência: a vida, o tempo, tantas voltas. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.


DITOS & DESDITOS: Nunca teria havido ciências humanas nem psicanálise se tivesse sido milagrosamente possível reduzir o homem a comportamentos racionais. Pensamento do sociólogo francês Jean Baudrillard (1929-2007). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU: Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamim Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus afetos. É para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis. Isso é o tempo. E justamente a luta pela instrução do trabalhador é a luta pela conquista do tempo como universo de realização própria. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: ‘eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize’. As bibliotecas, os livros, são uma grande necessidade de nossa vida humanizada. Temos que entender que tempo não é dinheiro. Essa é uma brutalidade que o capitalismo faz como se o capitalismo fosse o senhor do tempo. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida. Pensamento do crítico literário e sociólogo Antônio Cândido (1918-2017). Veja mais aqui.


Curtindo a música da antor e compositora britânica Kate Bush, seus álbuns The Kick Inside (1978), Linhoeart (1978), Never for ever (1980), The dreaming (1982), Hounds of love (1985), The whole story (1986), The sensual world (1989), The woman’s work (1990), The red shoes (1993) e Aerial (2005).

DE AMOR, VIDA & TUDO MAIS – Em amor, não há último adeus, senão aquele que se não diz. Prefiro os canalhas aos imbecis. Os canalhas, pelo menos, descansam de vez em quando. Só os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema felicidade. É preciso ter querido morrer para saber o que vale a vida. As feridas morais têm sempre essa particularidade: ocultam-se, mas não se fecham nunca; sempre dolorosas, sempre prontas a sangrar quando se lhes toque, conservam-se, porém, no coração, vivas e abertas. Os homens verdadeiramente generosos mostram-se sempre indulgentes quando a desgraça do inimigo ultrapassa os limites de sua aversão. Expressões do escritor francês Alexandre Dumas, pai (1802-1870). Veja mais aqui.

UMA POESIA POR DIA, NEM SABE O BEM QUE LHE FARIAUm pouco mais de paz e um pouco menos de debate, / um pouco mais de bondade e um pouco menos de ódio, / um pouco mais de amor e esqueça o ciúme, / e mais da verdade – agora isso nos liberta! / Não tanto de luta, mas de paz a seguir, / não tanto de mim, mas um pouco mais de você, / não tenha medo nem desânimo, mas mais empresa / e força para agir – agora isso seria sensato! / Sem tristeza e escuridão, mas a luz vamos mostrar, / nenhum desejo ardente, mas um alegre desapego, / com muito mais flores para alegrar o destino, / e não apenas nos cemitérios – pois é tarde demais! Poema do poeta austríaco Peter Rosegger (1843-1918).

O CINEMA DE ALFREDO STERNHEIM
A arte do cineasta, diretor, jornalista, escritor e roteirista Alfredo Sternheim (1942-2018): Fêmeas que topam tudo (1987), Sexo doido (1986), Sexo em festa (1986), Borboletas & garanhões (1985), Sexo Livre (1985), Sexo dos anormais (1984), Sexo em Grupo (1984), Variações do sexo explícito (1984), Sacanagem (1983), Tensão e desejo (1983), Amor de perversão (1982), Brisas do amor (1982), As vigaristas do sexo (1982), As prostitutas do Dr. Alberto (1981), Violência na carne (1981), Corpo devasso (1980), Herança dos devassos (1979), Mulher desejada (1979), Lucíola, o anjo pecador (1975), Pureza proibida (1974), Anjo loiro (1973), Aguelhas mulheres (1973), Paixão na praia (1971), entre outros. Veja mais aqui, aqui & aqui.


ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM – O presente trabalho pretende abordar as questões acerca das estratégias de aprendizagem, seu conceito, indicadores, estilos e tipologia, a partir de Morales e Alfonso (2010), tendo em vista a importância da adoção e definição dessas estratégias por parte dos alunos, sendo, portanto, uma das mais importantes ações da prática docente. Pela importância dessas estratégias de aprendizagem se faz necessário que o professor esteja atendo para incentivar e promover a descoberta de preferências de aprendizagem para que o aluno adote as suas estratégias e, com isso, possa tornar a aprendizagem eficiente e eficaz. CONCEITO DE ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - As estratégias de aprendizagem, conforme Morales e Alfonso (2011), são entendidas como processo de escolha, coordenação e execução das habilidades, procedimento adotado para desenvolvimento e realização de determinada tarefa e que refletem os processos utilizados pelo estudante para responder às demandas de uma situação de aprendizagem. Essas estratégias de aprendizagem são definidas, conforme Morales e Alfonso (2001, p. 1), como “[...] seqüências de procedimentos ou atividades que se escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e/ ou a utilização da informação”. São essas estratégias as formas de se lidar com as organizações dadas na situação de aprendizagem e apresentação das informações. Possuem as estratégias de aprendizagem a função de superar dificuldades e de discernir incompatibilidades entre as preferências individuais, a assimilação de organização da aprendizagem e a apresentação das informações, potencializando a aprendizagem para tornar-se mais eficiente. O objetivo principal da aprendizagem é ensinar a pensar, ao visar a busca pela autonomia, o senso critico e a independência do educando. Essas estratégias de aprendizagem envolvem estilos cognitivos no contexto de uma forma automática de resposta às informações e situações que se encontram presentes no ser humano desde o seu nascimento e que afetam seu comportamento individual e social. Envolvem essas estratégicas os estilos que definem o desempenho, interferindo na aprendizagem e no comportamento do ser humano diante da necessidade de resolução de problemas. Vê-se, portanto, que as estratégias de aprendizagem são dotadas de importante papel no rendimento escolar e no processo de aprendizagem porque definem a intencional e consciente tomada de decisão do aluno. Por essa razão, essas estratégias são fundamentais dependendo da forma que são assimiladas para a condução dos atos, a relação com o meio e a resolução de situações. INDICADORES PARA EXECUÇÃO DA ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM - Encontra-se em Morales e Alfonso (2011) que os indicadores que definem as estratégias de aprendizagem, são a conscientização e a adaptabilidade. Entendem os autores como conscientização a ação estratégica representada no entendimento das conseqüências de uma escolha, ou seja, baseada na atividade metacognitiva que reflete na adoção e implementação do processo mental, assimilando a causa, conseqüências e efeitos. A adaptabilidade, para os autores em estudo, está na regulação do comportamento antecipadamente com o curso da ação logo após a tomada de decisão, antevendo e planejando o curso da ação para que se possa sentir firmeza, redesenhar quando houver necessidade, avaliar e, por conseqüência, corrigir, se necessário, os resultados desejados a serem alcançados. Esses comportamentos se encontram nas estratégias de aprendizagem como a capacidade de planejamento, antecipação e auto-regulação da atividade intelectual, expressos pela linguagem e comportamento externo, significando, assim, que o aluno tenha a capacidade de formular e verbalizar procedimentos que determinam conhecimento de causa das suas decisões tomadas. OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM - Os estilos de aprendizagem são representados pelo método utilizado para aquisição de conhecimento, sendo, portanto, o modo de comportamento durante o aprendizado. Esses estilos são influenciados por diversos fatores em relação à seleção e representação das informações. A percepção desses estilos de aprendizagem pelo professor possibilitará a aquisição de indicadores de ensino que se tornarão úteis para melhor trabalhar a aprendizagem dos alunos. TIPOLOGIA DAS ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - A tipologia das estratégias de aprendizagem compreende o aspecto disposicional da estratégia e suporte, o controle e contexto, busca e seleção de coleta de informações, processamento e utilização da informação adquirida, replicação de armazenamento, personalização e criatividade, e recuperação da informação. A estratégia disposicional do suporte, são aquelas estratégias que, segundo Morales e Alfonso (2011), procede ao andamento do processo, ajudando a sustentar o esforço, e dividem-se em emocionais e afetivo-auto-gestão, compreendendo a integração dos processo motivacionais, auto-estima, atitudes apropriadas, sendo de competência, relaxamento, ansiedade, redução de estresse, entre outras. A estratégia de controle se refere à criação de condições ambientais adequadas, controle de espaço, tempo, material, entre outras. As estratégias de busca e seleção de coleta de informações integram a localização, recolhimento e tratamento de informação, estabelecendo critérios e mecanismos de seleção. As estratégias de processamento e utilização da informação adquirida envolvem estratégias. de atendimento que objetivam controlar e focalizar a atenção na tarefa com a  codificação estratégica de desenvolvimento e organização das informações, controle dos processos de reestruturação e de personalização da informação, integração na estrutura cognitiva através de táticas como sublinhado, epigrafia, esboço, resumo, mapas conceituais, tabelas de resumo, entre outros. As estratégias de replicação de armazenamento controlam os processos de retenção na memória e de curto e longo prazo, por meio de táticas como a cópia, a repetição, dispositivos mnemônicos, que estabelece conexões significativas, entre outras. As estratégias de personalização e criatividade incluem o pensamento crítico, o reprocessamento de informações pessoais, propostas criativas, entre outras. As estratégias para recuperação de informação controlam os processos de recordação e de recuperação por meio de táticas, tais como exercícios de memória, a recuperação da informação seguindo a rota de conceitos relacionados, bem como as estratégias de comunicação e utilização de informações adquiridas, que podem usar efetivamente as informações recolhidas para o trabalho acadêmico e a vida cotidiana por meio de táticas, tais como relatórios, desenvolvimento de síntese de aprendizagem, testes de simulação, autoperguntas exercícios de aplicação e transferência, entre outras. Também como estratégias metacognitivas que regulam e controlam a avaliação do conhecimento e controle das várias estratégias e processos cognitivos, de acordo com os objetivos da tarefa e, dependendo do contexto. Contudo, tem-se encontrado inúmeros modelos de estratégias de aprendizagens que são utilizadas, tais como aprendizagem recíproca, treino estratégico e estratégias específicas, que apesar de se mostrarem numa variedade tipológica, todas convergem para a necessidade de adoção de modelo metodológico de estratégia de aprendizagem com o fito de superar deficiências e ajudar na execução de tarefas, situações e tomadas de decisão. CONCLUSÃO - O ensino de estratégias de aprendizagem garante ao processo educacional a busca pela aprendizagem eficiente e eficaz dos alunos, fomentando a sua autonomia, independência e cidadania. Esse ensino deve ser ministrado com o objetivo do aprender a aprender, acrescido da pratica de diferentes dinâmicas combinadas para despertar as preferências de aprendizagens. A importância da adoção de estratégias de aprendizagem é fundamental no processo instrucional, tendo em vista possibilitar a abertura de perspectivas que promovem a potencialização da aprendizagem, superando dificuldades, obstáculos e deficiências de natureza pessoal e ambiental, obtendo êxito no desenvolvimento das atividades escolares. Veja mais aqui, aqui & aqui.
REFERÊNCIAS
MORALES, D.; ALFONSO, Y. La importância de promover em el aula estratégias de aprendizaje para elevar el nível acadêmico em los estudiantes de Psicología. Revista Iberamericana de Educação, 2010. 




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O professor e a educação inclusiva aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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LYGIA FAGUNDES TELLES, RIM BATTAL, MILTON HATOUM, BEATRIZ PAREDES RANGEL & ANASTÁCIA

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Vênus da Lua de Fel na Serra das Russas... - Lá ia Tó Zeca , sobe-desce na sua fubica incrementada, todo a...