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quarta-feira, maio 30, 2018

ONETTI, BAKUNIN, KALJU LEPIK, HJELMSLEV, MARÍA LA RIBOT, LYNN BIANCHI, WALTER SMETAK & VÂNIA ABREU


PENÚLTIMA CARTA DE MAIO - Imagem: arte da pintora, escultora e fotógrafa estadunidense Lynn Bianchi. - Estou aqui há tempo e nem sei mais o exato ou não, encolhido, deste tamaínho, milhares de abismos em mim para me perder e, para não cair, me deitei no chão frio na hora grande da solidão. Comumente é assim: eu daria o mundo para não tombar em vão, inútil deriva onírica carregada de vertigens. O que aconteceu comigo, já despenquei não sei quantos epigramas e me arrasto carregando meu fardo pelo assoalho nada aconchegante na hora errada dos vacilos. Em nome de quem estiro minhas costelas pelo pó da velharia escolar, sem casa nem teto, a me valer do que não tenho, a sentir-me na terceira margem, pra saber que o lado de cá é sempre menor que tantos outros. Nunca pensei que algo acabasse assim, para mim há sempre uma gota de sangue em cada palavra e um gole de veneno em cada pronúncia, e o gozo entre um e outro, a eterna vigília que de nada adianta ao desabar. Todos querem um mundo melhor e só tornam as coisas piores, a inumerável realidade volúvel, o mundo vivo das notícias tristes e a certeza da incerteza. Da penúltima vez era quase agora, quase última, de nenhuma ou talvez. Nem sabia que era e foi aquele gosto de véspera. Da penúltima vez eu quase não sabia nada, talvez ainda julgasse pelas aparências ou não havia me dado conta de que podia sonhar o impossível e realizá-lo de olhos bem abertos. Eu não via o que não era, ignorava o segredo por trás de todas as expressões, sequer sabia que não era nem segredo, não havia aprendido a amar de verdade. Não havia espera, eu era todas as funduras da unidade. Não havia depois naquele momento de ontem e amanhã, o gosto da eternidade. Mais soubesse teria feito tudo de novo pra não me arrepender de nada, nunca me arrependi. Mais soubesse não haveria última: tudo faz parte do todo. Eu apenas sonhava e era real. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do professor, músico e pesquisador Walter Smetak (1913-1984): Música dos mendigos, Uibitus Beija-flores e ETC & Interregno; da cantora Vânia Abreu: Seio da Bahia, Pra mim & Dó de mim; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. 

PENSAMENTO DO DIA – [...] A linguagem (a fala humana) constitui uma fonte inesgotável de múltiplos tesouros. Inseparável do homem, sempre presente em todos os seus atos, é a linguagem que dá forma a seu pensamento e sentimentos, assim como a seus esforços vontades e ações. Fundamento último da sociedade humana, a linguagem é a marca da personalidade individual, do país natal e da nação. O título de nobreza do homem [...]. Pensamento do linguista dinamarquês Louis Hjelmslev (1899-1965), que desenvolveu a teoria da Glossemática, caracterizada por um alto grau de formalismo por estar interessada em descrever as características formais da linguagem no contexto da lógica. Veja mais aqui e aqui.

DEUS & O ESTADO – [...] Todos os ramos da ciência moderna, da verdadeira e desinteressada ciência, concorrem para proclamar esta grande verdade, fundamental e decisiva: o mundo social, o mundo propriamente humano, a humanidade numa palavra, outra coisa não é senão o desenvolvimento supremo, a manifestação mais elevada da animalidade pelo menos para nós e em relação ao nosso planeta. Mas como todo desenvolvimento implica necessariamente uma negação, a da base ou do ponto de partida, a humanidade é, ao mesmo tempo e essencialmente, a negação refletida e progressiva da animalidade nos homens; e é precisamente esta negação, racional por ser natural, simultaneamente histórica e lógica, fatal como o são os desenvolvimentos e as realizações de todas as leis naturais no mundo, é ela que constitui e que cria o ideal, o mundo das convicções intelectuais e morais, as ideias. [...] Assim, todas as vezes que um chefe do Estado fala de Deus, quer seja o imperador da Alemanha ou o presidente de uma república qualquer, estai certo de que ele se prepara para tosquiar de novo seu povo-rebanho. [...]. Trechos extraídos da obra Deus e o Estado (Cortez, 2011), do escritor, ativista anarquista e teórico libertário russo Mikhail Bakunin (1814-1876). Veja mais aqui.

AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA – [...] A chuva deixara os bulevares quase vazios e só restava gente agrupada no café envidraçado onde, havia meses, não a deixavam entrar. Sonia, de pé no vestíbulo da casa vazia, viu que a chuva passava, fatigada, a manso chuvisco, viu-a cessar enquanto aumentava o frio do vento, e pensou que aquilo era sinal de boa sorte. Um pouco mais longe, do outro lado do amplo passeio, as luzes da cidade começavam a se acender. A noite tinha início, e, respirando o aroma tristonho de seu casaco molhado, Sonia pensou que também a esperança tinha início. Sorriu, sem realmente acreditar, como uma menina para a qual recitaram uma história já ouvida e inverossímil. Apalpou novamente a crespa peruca loira e com grande cuidado — tinha as unhas muito compridas — foi esticando as meias ensopadas presas pelas ligas. Sentiu fome de novo e lembrou que tinha um sanduíche de presunto no bolso. Mas não podia estragar o desenho da boca que fizera com batom e com tanto cuidado. Também lembrou que até o fim do mês estava em ordem com a polícia e obrigou-se a caminhar, aproximando-se da beira das calçadas para sorrir para os carros, rebolar e parar, fingindo procurar alguma coisa na bolsa enorme. Mas nada, ninguém, e sem dinheiro para tentar a sorte em bares onde ainda a deixavam entrar. Era noite e depois madrugada no bairro sujo da grande cidade. E Sonia, já sem fome, quase sem esperanças, continuava caminhando sobre a dor dos sapatos de salto agulha. Repetiram-se os breves diálogos com os homens que passavam. — Vamos. Você vem? — Vá tomar no cu. — Gosto disso. Eu também posso botar se quiser experimentar. Homens e homens e seu asco por eles. A luz limpa ameaçava chegar do porto e as outras iam se apagando. Subiu as escadas pisando com as meias de seda caras. Abriu a porta manchada e acendeu a luz do teto. O rapaz, que sentou- se na cama, perguntou com medo: — Como foi? — Uma merda, boneca. Estou faminta. Acho que tínhamos uma lata de sardinha e sobrou pão do café-da-manhã. O menino, moreno e magro, levantou-se da cama e começou a remexer no armário; disse com voz de mimo e queixa: — Você ainda não me beijou. — Agora. Diante do espelho Sonia tirou a peruca e acariciou as faces. — Outra vez barbuda. Depois tirou a roupa e ficou olhando os peitos inchados com silicone e o sexo que penderia trêmulo e inútil mesmo depois das sardinhas. [...]. Trechos extraídos da obra 47 contos de Juan Carlos Onetti (Companhia Das Letras, 2006), do escritor uruguaio Juan Carlos Onetti (1909-1994). Veja mais aqui e aqui.

PRAGA - Se destruíres nosso povo / Que a chuva vire pedra sobre teus campos. / Que a pedra dispare brotos de pedra. / Que pão de pedra esteja em tua mesa. / Que pétreo seja o chão em que pisas. / Que pétreo seja teu céu acima. / Que o mar vire pedra. / Vire pedra como teu coração é de pedra / Contra nossa terra e nosso povo. Poema do poeta estoniano Kalju Lepik (1920-1999).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da bailarina e coreógrafa performática espanhola María La Ribot.
Veja mais aqui.


II Festival Internacional de Música de Campina Grande – II FIMUS Jazz, dias 14 e 15 de julho de 2018, no Teatro Municipal & muito mais na Agenda aqui.
&
A arte da pintora, escultora e fotógrafa estadunidense Lynn Bianchi.
&
Brincava e aprendia, a literatura de Autran Dourado, a poesia de Vielimir Khlébnikov & a fotografia de Colin Solomon aqui.
 

sábado, outubro 07, 2017

DERRIDA, AUTRAN DOURADO, KALJU LEPIK, JOHN RUSKIN, IRVING PENN & CLAUDIO TOZZI

QUANDO DÁ ERRADO, MELHOR PUXAR O CARRO – Imagem: arte do pintor e desenhista Claudio Tozzi. - Judlinho não dava uma dentro, as paqueras só nos foras: quero não que você tem as meias com o dedão de fora! Como? Era mesmo. Quando não eram emendadas por remendos escandalosos, os dedos tudo aparecendo, maior vergonha quando tinha de tirar os sapatos. Ou: quero não, sua cueca tem um buraco no furico! Eita! De fato, maior risadagem: só tinha uma cueca, descolorida, desbotada, nódoa de freio no rego da bunda e o orifício no tecido por conta das rajadas de flatulências catingosas. Ou, ainda: quero não, você é o maior peidão! Pense na moganga, o rei dos borborigmos desagradáveis. Pois é, ele já vivia cabreiro: que é que falta essas meninas saberem dele, hem? Tudo sabiam: dos comichões nas partes pudendas que findavam em bronhas desajeitadas, carreira de grude na gola das camisas, sovaqueira da maior inhaca, trejeitos de variado tipo chega dava agonia em quem estivesse por perto, olhadelas indiscretas, que coisa! Estão me brechando, só pode! Sabem tudo de mim, ou tem caboeta na roda queimando o meu filme. Nada de descobrir. Aquietou-se no flerte com as colegas de classe, passou a evitar as do seu tope, todas metidas a besta, beiçudas de ventas empinadas, tudo cu-doce. Começou azarar nas outras classes, viagem perdida: ninguém queria papo com um sujeito broco xexelento daquele, ora! Já havia desistido de flertar, quando apareceu a oportunidade de invadir outro nicco: debandou pras empregadas domésticas, tratadas por ele por piniqueiras: vá escovar os dentes, meu filho! Ou: vá tirar a catinga do mijo que você só anda fedendo. Ou, então: vá arrumar o que fazer, crescer, juntar dinheiro e apareça depois disso, viu? Invocou-se, viu que não levava jeito pra namoricos. Vivia no maior aperto, só amainado certa tarde quando apareceu a professora Nedilicia! Eita! Pra ele a coisa mais linda do universo. Tomou jeito, deu uma repaginada geral e esticou os cambitos na maior dedicação. Oxe, era outro: para quem nunca vira o sujeito agarrado a livros e cadernos, os pais passaram a pensar que ele havia tomado gosto pelos estudos definitivamente. Agora vai. Era não, mas engatou primeira e ia levando como podia, aprendendo a debrear para ver se no papo engatava segunda, nada até agora. Virou aluno da primeira fila, bastava ela cruzar o batente da sala, já se levantava para apagar o quadro negro, ajudá-la a carregar os livros e cadernetas, todo oferecido e pronto para fazer o mundo rodar ao contrário, acaso fosse o desejo dela: é a professora mais encantadora do mundo! A mais bonita, a melhor! Era ele sonhando enquanto ela ministrava os assuntos para todos, sem nem dar conta da presença dele por ali. Era sempre o primeiro a responder as perguntas, nunca faltava uma aula, fazendo de tudo para chamar atenção dela. E ela, nem, nem. Resolveu, então, esperá-la na entrada da escola para ajudá-la a descer do automóvel sobrecarregada de coisas: Pode deixar, professora, eu ajudo a levar. E esmerou-se no carregamento, tornando-se o seu serviçal. E assim, todo dia, já no costume, ganhando um sorriso e até alisado no cocuruto, mais nada. Isso até o dia em que ela chegou apoquentada, estacionou na maior freada, gritou por ele e jogou meio mundo de coisas nos seus braços, com a recomendação: Pelo amor de Deus, não vá derrubar nada, por favor! Mal acabara de dizer, ele partiu na carreira e, ao atravessar a pontezinha pra entrada do colégio, desequilibrou-se de soltar tudo e findar mergulhado no esgoto, melando-se todo e botando tudo a perder. A professora teve um ataque de nervos de gritar: Isso é coisa que se faça, seu desastrado? Mudo, acabrunhado, restou apenas se levantar, sair juntando as coisas no meladeiro, tentar limpar tudo o quanto pode, murchar o rabinho entre as pernas e sair de fininho pra nunca mais. Consigo: É, não levo jeito mesmo pra nada com as mulheres. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a música da cantora e compositora islandesa Björk: Vulnícura live, Travessia & Live Royal Opera House; do premiado compositor e saxofonista Livio Tragtenberg: Mirroir merengue, A dama da lua & Nervous City Orchestra; do violonista, compositor e arranjador brasileiro Paulo Bellinati: Lira brasileira, Choros & Waltzs of Brazil & Garoto; e da da cantora Marisa Ricco: Meu cais, Um sábio & Reconvexo. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA - [...] as grandes cidades da terra tornaram-se centros asquerosos de fornicação e cobiça – a fumaça que se exala de seus pecados penera na face dos céus como a fornalha de Sodoma; e sua poluição putrefaz e pulveriza os ossos e as almas da gente do campo que vive ao redor delas, como se cada uma fosse um vulcão cujas cinzas arrebentassem em pústulas sobre homens e animais [...]. Trecho da obra The Lord's prayer and the church (1880), do escritor, crítico de arte e crítico social britânico John Ruskin (1819-1900).

DESCONSTRUÇÃO & DIFERENÇA – [...] “Desconstruir” a filosofia seria, assim, pensar a genealogia estrutural de seus conceitos da maneira mais fiel, mais interior, mas, ao mesmo tempo, a partir de um certo exterior, por ela inqualificável, inominável, determinar aquilo que essa história foi capaz – ao se fazer história por meio dessa repressão, de algum modo, interessada – de dissimular ou interditar. Nesse momento, produz-se – por meio dessa circulação ao mesmo tempo fiel e violenta entre o dentro e o fora da filosofia (quer dizer, do Ocidente) – um certo trabalho textual que proporciona um grande prazer. [...] Nada – nenhum ente presente e in-diferante [indidifférant] – precede, pois, a différance e o espaçamento. Não existe qualquer sujeito que seja agente, autor e senhor da différance, um sujeito ao qual ela sobreviria, eventualmente e empiricamente. A subjetividade – como a objetividade – é um efeito de différance, um efeito inscrito em um sistema de différance. É por isso que o da différance lembra também que o espaçamento é temporização, desvio, retardo, pelo qual a intuição, a percepção, a consumação, em uma palavra, a relação com o presente, a referência a uma realidade presente, a um ente, são sempre diferidos. Diferidos em razão do princípio mesmo da diferença que quer que um elemento não funcione e não signifique, não adquira ou forneça seu “sentido”, a não ser remetendo-o a um outro elemento, passado ou futuro, em uma economia de rastros [...]. Trechos extraídos da obra Posições (Autêntica, 2001), do filósofo francês Jacques Derrida (1930-2004). Veja mais aqui e aqui.

AS IMAGINAÇÕES PECAMINOSAS - [...] Podia ver o dr. Saturnino à vontade: os mínimos gestos, as mãos grandes e peludas, o timbre da fala grave e distinta, os olhos parados nas nuvens, um jeito de sonhoso. Ele se distraia, brincava girando o anel de chuveiro no dedo, olhava o céu azul estalando sem nuvens, o jardim que via pela janela, lá do alto do estrado. Os olhos detrás das lentes brilhantes dos óculos, o aro de metal. Pedro via os mínimos gestos, os seus mínimos traços, mesmo a ruga entre as sobrancelhas quando voltava a prestar atenção no que lia o escrivão, seu o Tomásio. A atenção certamente fingida, devia saber de cor e salteado aquelas páginas, ele próprio que comandou o processo. Mesmo assim o olhar preso, o ouvido atento de quem está ouvindo pela primeira vez um assunto. Será que na verdade ele finge, pra dar o exemplo? Devia ser, senão tudo não passaria de pantomima, matéria de desocupados. E no entanto ali iam dar um destino à sua vida. A assistência quieta, não se ouvia nenhum sussurro, nenhuma outra voz além da do escrivão Tomásio Preto, que apesar do nome era branco. Só uma vez todo mundo rui, e o dr. Saturnino teve de soar a campainha? Quando leu o lado do exame cadavérico. A linguagem arrevezada do dr. Viriato, que demandava interprete (seu Bê, quando na rua), falando das partes baixas da criação. Do seu cercado de balaustrada feito grade de comunhão, até os jurados riram. O padre Matias, aquele homenzarrão, se encurvava todo para lhe meter a hóstia na boca. Ele menino, depois de grande não ficava bem, podiam dizer que ele era beato ou veado. Com padre Matias não teria acontecido aquilo, o outro era novinho, padre Joel parecia um seminarista [...]. trecho da obra As imaginações pecaminosas (Record, 1982), do escritor, advogado e jornalista Autran Dourado (1926-2012). Veja mais aqui.

A POESIA LÍRICA DE KALJU LEPIKPraga: / Se destruíres nosso povo / Que a chuva vire pedra sobre teus campos. / Que a pedra dispare brotos de pedra. / Que pão de pedra esteja em tua mesa. / Que pétreo seja o chão em que pisas. / Que pétreo seja teu céu acima. / Que o mar vire pedra. / Vire pedra como teu coração é de pedra / Contra nossa terra e nosso povo. Poema Uma poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria, do poeta lírico estoniano Kalju Lepik (1920 – 1999).

BIBLIOTECA FENELON BARRETO
Batendo papo com a estudantada, a professora e escritora Socorro Durán & o diretor da Biblioteca, João Paulo Araújo.

Veja mais:
A música de Björk aqui, aqui e aqui.
Crença pelo direito de viver e deixar viver aqui.
A arte musical de Livio Tragtenberg aqui.
A poesia de Catulo da Paixão Cearense  aqui.
A arte de Paulo Bellinati aqui
O talento musical de Marisa Ricco aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do fotógrafo estadunidense Irving Penn (1917-2009).
Veja mais aqui.

DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...