
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do músico, produtor, arranjador e
escritor Caetano Veloso & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog
& nos 35 Anos de Arte
Cidadã. Para conferir é só ligar o
som e curtir. Veja mais aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Se queremos, pois, salvar esta civilização [...]
torna-se, sem dúvida, necessário que todos os viventes compreendam bem até que
ponto a decadência já avançou [...]. Pensamento
extraído da obra Nas sombras do amanhã: diagnóstico da enfermidade espiritual
do nosso tempo (Armênio Amado, 1944), do professor e historiador neerlandês Johan
Huizinga (1872-1945), que em outra obra L’uomo e la cultura (La Nuova Italia, 1948), expressa que: Nós todos queremos vê-la segura, esta
cultura [...] protegida daquela terrível
selvageria que em nossa volta se propaga. E nós sabemos que se a cultura deve ser
recuperada, isso deve ser a tarefa de nós homens [...]. Veja mais aqui.
MANDANDO VER - A
comédia do homem sobrevive à sua tragédia. As falácias não se tornam menos
falácias porque se tornaram modas. Costumes são, geralmente, generosos.
Hábitos, são quase sempre, egoístas. Acredito que o que realmente acontece na
história é o seguinte: o homem idoso está sempre errado; e os jovens estão
sempre errados sobre o que está errado. A forma prática que isso toma é a
seguinte: enquanto o homem idoso se apega a algum costume estúpido, o homem
jovem sempre o ataca, com alguma teoria que se mostra igualmente estúpida. Ultimamente
não temos tido boas óperas cômicas, pois, o mundo real tem sido mais cômico que
qualquer ópera imaginável. Quando homens instruídos começam a usar a razão,
então, geralmente, descubro que eles não a têm. O esteta aspira à harmonia, não
à beleza. Se seu cabelo não combina com o purpúreo por do sol, contra o qual
ele se posta, ele rapidamente tinge seu cabelo com uma sombra de púrpura. Se
sua esposa não combina com o papel de parede, ele se divorcia. O reformador
está sempre certo sobre o que está errado. Ele, geralmente, está errado sobre o
que está certo. Os primeiros dois fatos que um menino ou menina saudável sentem
sobre o sexo são: primeiro que é bonito e depois que é perigoso. Trechos
recolhidos de textos publicado no International
Lunar Network, escritos pelo escritor, filósofo,
dramaturgo, jornalista e crítico de arte inglês, Gilbert Keith
Chesterton (1874–1936).
O MENINO E A FONTE – [...] Na
aridez abrasada de sol do grande lago poeirento que, por mais leve que se pise,
cobre a gente, até os olhos, de branca poeira peneirada, o menino e a fonte
formam um grupo risonho e esplêndido, cada qual com a sua alma. Embora ali não
haja uma única árvore, o coração, em chegando, se enche de uma palavra que os
olhos fixam, gravada no céu azul da Prússia, com grandes letras de luz: OÁSIS. A
manhã já tem um calor de sesta e a cigarra chia nas oliveiras, para as bandas
do cercado de San Francisco. O sol bate em cheio na cabeça do menino. Ele,
porém, distraído com a água, não sente. Estendido no chão, está com a mão sob o
jorro vivo, e a água lhe põe na palma um borbotante tesouro de frescura e de
graça que seus negros olhos comtemplam em êxtase. Fala sozinho, respira fundo,
coça-se aqui e ali, com a outra mão. O tesouro, sempre igual e diferente
sempre, desfaz-se às vezes. O menino, então, se retrai, apruma-se, concentra-se
para que nem essa pulsação do sangue que, como um espelho que se movesse
sozinho, muda a sensível imagem do caleidoscópio, roube à água a primitiva
forma surpreendida. Platero, não sei se entenderás ou não o que te digo: mas
esse menino tem a minha alma em sua mão. [...]. Trecho extraído da obra Platero
e eu (Martins Fontes, 2010), do poeta espanhol e Prêmio Nobel de Literatura de
1956, Juan Ramón Jiménez (1881-1958). Veja mais aqui.
DOIS POEMAS – PRESSENTIMENTO: Tenho o
pressentimento de que viverei pouco. / Esta minha cabeça, semelhante ao crisol,
/ Purifica e consome. / Mas sem nenhuma queixa, sem nenhum sinal de horror, / Quero
para o meu fim que em uma tarde sem nuvens, / Sob o límpido sol, / Nasça de um
grande jasmim uma serpente branca / Que doce, docemente, me pique o coração. DOCE TORTURA: Poeira de ouro em tuas
mãos foi minha melancolia; / Em tuas mãos compridas esparramei minha vida; / Minhas
doçuras às tuas mãos ficaram presas; / Agora sou uma ânfora de perfumes vazia.
/ Quanta doce tortura quietamente sofrida, / Quando, ferida a alma de tristeza
sombria, / Ciente de enganos, eu passava os dias / Beijando as duas mãos que me
sugavam a vida! Poemas da poeta argentina Alfonsina Storni (1892-1938).
A ARTE MARIA HELENA KUHNER
A dramaturga,
escritora e pesquisadora, Maria Helena Kühner,
é autora de diversas obras já destacadas aqui, entre elas Teatro em Tempo de Síntese (Paz
e Terra, 1971) e Teatro
Popular: Uma Experiência (Francisco Alves, 1974), entre outras.
Veja mais aqui e aqui.
&
A arte do artista visual Ghuga Távora
&
Brasil
a sério, não ria!, a literatura de Manuel Scorza, o cinema de Michelangelo
Antonioni, Fecamepa, a arte de Marina
Abramovic, Andrey Kuzmin & Vitor Loli aqui.