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segunda-feira, agosto 24, 2020

JORGE LUIS BORGES, CRISTINA PISANO, LEMINSKI, CAROLYN WELTMAN, LEO FERRÉ & BETE GOUVEIA


DIÁRIO DO GENOCÍDIO NO FECAMEPA – UMA: SABE AQUELA... OPERA OMNIA - O quê de ontem no que é tão recente, pouco mais de um ano e a modorra preme, espreme a fadiga, o horror transmuda-se camaleônico, enquanto alguns tantos se estapeiam e negam aos gritos: não há nenhum reparo a ser feito! Como não, cara pálida? As cloacas se escancaram e nem rangem insuspeitas, nem se sabe direito o que é: algo não está conforme. Só excreções e quem sucumbe nelas, das homofagias: cada qual só excreta o que tem na bolsa da valsa e valores, na balsa e nas bolhas, só o sentido do inferno e a cegueira de quem vê e nada, tudo como um simples jogo eletrônico, um peteleco ou tiras de quadrinhos. Nem é para dá a mínima, a cada um o que lhe falta, qual fronteira a se romper, só a do procto, enfim, ou se matam ou se danam. Jorge Luís Borges vem na sirene de alerta das ambulâncias: A democracia é um erro estatístico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis. As ditaduras fomentam a opressão, as ditaduras fomentam o servilismo, as ditaduras fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que elas fomentam a idiotia. Por isso todas as cabeças enlouqueceram no muitos e tantos Brasis. E a peste dizima na desimportância de cento e tantos que serão duzentos ou milhões de mortos e quantos mais, e daí, nada demais.

DOIS ANTEONTENS & OUTRO ONTEM HOJE - Olhei no espelho e não era, tudo como em campo minado, como se não houvesse o que retratar no cotidiano, nenhuma beleza, nenhum prazer e lembranças escuras que se reviram com o verso de Paulo Leminski: Haja hoje para tanto ontem. Acordei e me olhei no espelho ainda a tempo de ver meu sonho virar pesadelo. Nada além do quarto escuro na noite enluarada de nuvens pesadas. Baixinho escuto La Solitud de Leo Ferré: Eu sou de um outro país, de um outro bairro, de uma outra solidão. Eu invento atalhos. Eu não pertenço mais... Já não há nada... Na verdade não é outro país é o meu com minha gente nem sei como, e o asceta perdeu o dia e as horas, porque um teve um derrame e nunca mais viu, outro enfartado e o tempo lhe comeu o tutano do talento e correu os demais, enquanto eu só queria a maçã de Cézanne, as tintas no chão de Pollock, quase nada sobrou além da hora minguante e solitária.

TRÊS MINUTOS & NADA MAIS DE NADA - Tudo muito decadente, esse o meu desencanto: a extinção inevitável. Valho-me agora da ternura de sempre da Cristina de Pisano: Assim como os corpos das mulheres são mais suaves que os dos homens, sua compreensão é mais aguçada. Claro, sou dela e sempre serei porque se não fosse a nudez de Carolyn Weltman com a promessa do amor na minha noite desastrada, não teria mais razão para viver, nenhuma mesmo. Quem ao desejo não se submete se é o vetor da loucura com tensão entre códigos e quereres, os pactos conjurados, estereótipos, reacionarismo, crises existenciais, ascensão e queda disso e daquilo, tudo se desmoronando porque é muito falso, quando não hostil: esperanças viram pragas; vida humana ou pedra, tanto faz; um migrante carregando um sonho que seja despido de outros tantos e muitos sonhos que se dissolveram e nunca deixaram de existir. Voo e até mais ver.

A ARTE DE BETE GOUVEIA
[...] a família, muito conservadora, nunca apoiou a opção pela arte. Queria que fosse dona-de-casa ou, no caso de ter uma formação acadêmica, que seguisse Arquitetura ou Direito. [...].
Trecho do depoimento concedido pela premiada artista, pesquisadora e professora universitária Bete Gouveia (Ana Elisabete de Gouveia) para Mulheres nas artes visuais em Pernambuco: um resgate (Comitê de História, Teoria e Crítica de Arte da ANPAP – 25º Encontro – Porto Alegre, 2015), de Madalena Zaccara. Bete Gouveia é professora do Departamento de Artes da UFPE e como artista já realizou exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais e contemplada com um vídeo da série Versa do Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística, produzido pelo Núcleo de Audiovisual da Pró-Reitoria de Comunicação, Informação e Tecnologia da Informação (Procit) da UFPE. Veja mais aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


sexta-feira, março 01, 2019

BORGES, TODOROV, YVES MAMOU, RITA WAINER & CARTA DE MARÇO


CARTA DE MARÇO - As lembranças passam, a vida como um cata-vento armada sobre aterros: uma masmorra dilacerando o ventre de animal selvagem, entre amáveis ocultos e indesejáveis presentes espumando de raiva. Não há como ignorar certas coisas, o inevitável. O vento sopra meus desertos como se eu tivesse que atravessar um sétimo período que não fosse meu, como se eu tivesse que passar de casa em casa de uma vez por todas e sucumbir pelas canções que fiz coração aberto. Sou grato pelo que tenho e nunca tive, pela solidão reveladora e iluminada, pelos caminhos percorridos na escuridão. Em troco, sinto as dores dos que foram executados sumariamente, os que perderam tudo arrasados por nada, os que tiveram a negação dos deuses, os que arriaram transidos de vergonha porque aprenderam a amar. Como um foragido, não encontro lugar algum por abrigo, viajei todo planeta nas ideias e extravagâncias. Apesar de andejo, reduzi todo universo ao meu reduto, era mais seguro e podia seguir confiante, o que podia acontecer de melhor na dor quase infinita. Era de dia discípulo da experiência e na descoberta das esquinas solitárias e sombrias da noite, inventava ser outro no meio de embaraçosas situações de largos silêncios. O que renunciei não me diminui nem me joga ao léu, o que se tira de mim, me recompleta: sou feito de sonhos recorrentes. Presto muita atenção, cada olhar um flagra, mesmo que siga descuidado réu entre confuso e rastejante, atrás do que não tem sentido, aprendi com disparatados desleixes. Sempre fui caso perdido, quanta parvoíce sem solução, deveras. Sou faminto de rio e de horizontes, não obstante, muitos braços no meu punho. Ainda é possível viver, morrer de pé. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS
[...] A manipulação da informação, portanto, não tem nada de surpreendente. É tão velha quanto os conflitos humanos. [...] Se todas as condições estão presentes – intensidade do conflito, irritação nos meios de comunicação, desinformação organizada -, há pouca chance de evitar uma dessas catástrofes informativas das quais a revolução romena é o modelo. [...] A crise da credibilidade que atravessam há vários anos os torna hoje frágeis. [...] A suspeita que envolve os jornalistas decorre também do fato de estes não disporem mais de um estatuto profissional claro e reconhecido. [...] De fato, os jornalistas enfrentam vários problemas ao mesmo tempo. O primeiro é o ingresso de seus suportes em um ciclo de rápidas mutações. [...] O segundo problema é a emergência de assessores de comunicação. [...] O terceiro perigo é interno. Se a reconquista da credibilidade deve passar por um estatuto, então pode fundamentar-se senão sobre uma deontologia estrita. [...].
Trechos extraídos da obra A culpa é da imprensa! – ensaio sobre a fabricação da informação (Marco Zeo, 1992), do jornalista francês Yves Mamou.

DOIS POEMAS DE JORGE LUIS BORGES
FRAGMENTOS DE UM EVANGELHO APÓCRIFO - Desventurado o pobre de espírito, porque sob a terra será o que agora é na terra. / Desventurado aquele que chora, porque já tem o hábito miserável do pranto. / Felizes os que sabem que o sofrimento não é uma coroa de glória. Não basta ser o último para ser alguma vez o primeiro. / Feliz aquele que não insiste em ter razão, porque ninguém a tem ou todos a têm. Feliz aquele que perdoa aos outros e aquele que perdoa a si mesmo. Bem-aventurados os mansos, porque não condescendem com a discórdia. / Bem-aventurados os que não têm fome de justiça, porque sabem que nossa sorte, adversa ou piedosa, é obra do acaso, que é inescrutável. / Bem-aventurados os misericordiosos, porque sua felicidade está no exercício da misericórdia e não na esperança de um prêmio. / Bem-aventurados os de coração puro, porque veem Deus. / Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque lhes importa mais a justiça que seu destino humano. / Ninguém é o sal da terra, ninguém, em algum momento de sua vida, não o é. / Que a luz de uma lâmpada se acenda, ainda que nenhum homem a veja. Deus a verá. / Não há mandamento que não possa ser infringido, e também os que digo e os que os profetas disseram. Aquele que matar pela causa da justiça, ou pela causa que ele acredita ser justa, não tem culpa. / Os atos dos homens não merecem nem o fogo nem os céus. / Não odeies teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo seu escravo. Teu ódio nunca será melhor que tua paz. / Não exageres o culto da verdade; não há homem que no final de um dia não tenha mentido com razão muitas vezes. / Não jures, porque todo juramento é uma ênfase. / Resiste ao mal, mas sem assombro e sem ira. A quem te ferir na face direita, podes oferecer a outra, sempre que não te mova o temor. / Não falo de vinganças nem de perdões; o esquecimento é a única vingança e o único perdão. / Fazer o bem a teu inimigo pode ser obra de justiça e não é árduo; amá-lo, tarefa de anjos e não de homens. / Fazer o bem a teu inimigo é o melhor modo de satisfazer tua vaidade. / Não acumules ouro na terra, porque o ouro é pai do ócio, e este, da tristeza e do tédio. / Pensa que os outros são justos ou o serão, e, se não for assim, não é teu o erro. / Deus é mais generoso que os homens e os medirá com outra medida. / Dá o santo aos cães, atira tuas pérolas aos porcos; o que importa é dar. / Procura pelo prazer de procurar, não pelo de encontrar…/ A porta é a que escolhe, não o homem. / Não julgues a árvore por seus frutos nem o homem por suas obras; podem ser piores ou melhores. / Nada se edifica sobre a pedra, tudo sobre a areia, mas nosso dever é edificar como se fosse pedra a areia… / Feliz o pobre sem amargura ou o rico sem soberba. / Felizes os valentes, os que aceitam com ânimo similar a derrota ou as palmas./ Felizes os que guardam na memória palavras de Virgílio ou de Cristo, porque estas darão luz a seus dias. / Felizes os amados e os amantes e os que podem prescindir do amor. / Felizes os felizes.
MILONGA DE MANUEL FLORES - Manuel Flores vai morrer / Isso é moeda corrente / Morrer é um costume / Que sabe ter toda a gente / Amanhã virá a bala / E com a bala o olvido / Disse o sábio Merlin / Morrer é haver nascido / Apesar disso me dói / Despedir-me da vida / Essa coisa tão de sempre / Tão doce e tão conhecida / Olho na alba minhas mãos / Olha nas mãos as veias / Com estranheza as contemplo / Como se fossem alheias / Quanta coisa em seu caminho / Esses olhos terão visto / Quem sabe o que verão / Depois que me julgue Cristo / Manuel Flores vai morrer / Isso é moeda corrente / Morrer é um costume / Que sabe ter toda a gente.
Poemas extraídos da obra Elogio da sombra (poemas) / Perfis (um ensaio autobiográfico) (Globo, 1977), do escritor, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte poética da artista plástica e ilustradora Rita Wainer. Veja mais aquiaqui.
&
A vasta maioria dos crimes coletivos sempre foi cometida em nome do bem… As causas nobres não justificam os atos ignóbeis.
A obra do filósofo e linguista búlgaro Tzvetan Todorov (1939-2017) aqui.


quinta-feira, junho 15, 2017

OFICIO DO VERSO DE BORGES, A DONZELA-GUERREIRA DE WALNICE, PAISAGEM DE BARBOZA & BAZARIAN, PETER HOHBERGER & HAROUKI ZOUMBI

TODOS NÓS SOMOS FABOS - Todos nós somos Fabos: uns mais – a grande maioria esmagadora -, outros, um pouco menos, mas nem tanto. Quer ver? Ante meridiem. Acordou, derruba o barro e, depois do asseio, pé no mundo. Das calçadas, pisando em ovos ou em falso, driblando desníveis e tolotes fedidos, quantas casas e prédios: se contar cada uma delas com um morador pelo menos, são muitos que estão, estiveram ou estarão defecando àquela hora. Nem dá pra contar, né? Mas é hora do lanche, banguela no bucho até o almoço, mastiga e engole o que surgir pela frente, enquanto segue digitígrado por tuias de imprestáveis restos que emporcalham todo trajeto. Ao escapar das catingosas travessias, é hora de forrar a barriga e, amolado os dentes, abocanha o que der para encher a pança, às pressas, a digestão se vira, nada de sesta que a coisa não está pra brincadeira. Simbora. Ah, o estômago embrulhado de antes, por precaução, hora de aportar no vaso sanitário pra cheirar as bufas da tripa gaiteira. Post meridiem. Insolações e sede, labuta retomada, tapeia as tripas com petiscos e merendas até chegar a hora da janta. Enquanto isso conversa, discute, persuade, exaspera, contradiz, abre da parada com fiada no miolo de pote, que ninguém é besta de comprar rixa num tempo desse, ora. Final do expediente, ou lava o cansaço com aperitivos e tira-gostos, ou vai pra casa cear como manda o figurino. Bandulho cheio é hora do ronco – e dos borborigmos previsíveis com inhaca pra roubar o sono -, amanhã é sempre dia de branco, exceto domingos e feriados que ninguém é cantiga de grilo pra emendar direto. Pois bem, a contar pelos quase duzentos milhões de habitantes do Brasil, é merda demais. Ao considerar que cada um excreta uma vez por dia, nem dá pra mensurar o tamanho da cordilheira fecal. Às exceções, acredito, tem gente que basta ingerir algo, corre logo pro amaro-bocão: pum, ploft. Afora outros que não aguentam sinal de qualquer flatulência ou eructação, ou daqueles que necessitam evacuar no retrete logo após cada uma das refeições. Vôte! Avalie, é bosta demais. Isso sem contar os que pensam e falam – imagine Brasília com tanta discurseira -, quando forçosamente conseguem articular uma ou duas ideias, o pensamento vira o produto interno bruto das asneiras que são emitidas em voz alta, seja doctilóquio ou baixo calão, em ambos os casos, não é outro senão cocô invisível. Assim o Brasil vai findar a pior latrina! Juntando os dois, tenha certeza: todo mundo é vitimado pela maior de todas as catástrofes – ademais, o que tem de cloaca podre por aí não está no gibi! Agora a pergunta que não quer calar: desde que gente é gente, o que é que mais faz na vida? Bem, há quem vá dizer que é trabalhar, dormir, enrolar, se foder, se lascar, trepar, coçar os ovos, encher o saco, e por aí vai. Mas veja só: se o distinto não estiver com escape entupido ou enturido com uma desgraçada duma prisão de ventre, o que mais fazem os petulantes e chatos de galocha que pinotam incólumes por aí todos os dias quando falam, pensam, ou fazem alguma ou qualquer coisa? Ora, complete a frase: só falam... só pensam... só fazem... por isso mesmo vivem na... e atrapalham a vida de... Agora diga: estou ou não com a razão? Dá pra entender ou quer que eu desenhe? Pois é, todo mundo se acaba na privada, é ou não é? Somos todos Fabos e exatamente por isso advogo que todos nós deveríamos usar um penico na cabeça como alerta antes de pensar, falar ou fazer qualquer coisa, bem como pras eventuais precisões emergenciais que possam pegar a gente desprevenido! E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

A DONZELA-GUERREIRA DE WALNICE
[...] Quase toda sociedade organizada tem seu dia de Maria Cebola, quando, uma vez por ano, os papeis se invertem e as mulheres têm direito de perseguir e agarrar os homens, como ocorre no Brejo Sexo nas histórias em quadrinhos de Al Capp, onde mora Li’l Abner, o Ferdinando da versão brasileira. [...]
Trecho da obra A donzela-guerreira: um estudo de gênero (Senac, 1997), da ensaísta e crítica literária Walnice Nogueira Galvão, abordando a representação da figura da donzela-guerreira, que se faz presente no imaginário de culturas bastante diferenciadas, da literatura à ópera, do cinema à história em quadrinhos, da mitologia às religiões, do cristianismo ao candomblé, das culturas africanas às tradições indígenas, caracterizando os atributos que definem os traços marcantes dessa imagem cativante do herói que oscila entre papéis masculino e feminino.

Veja mais sobre:
Fabos & Fabos (comum para todos os gêneros) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
A conversa das plantas, Poemas de Cruz e Sousa, Arquimedes de Siracusa, Memórias das guerras do Brasil de Duarte de Albuquerque Coelho, a música de Natalie Imbruglia, a pintura de Hugo Pratt, a arte de Tom 14 & Orientação Sexual aqui.
Vamos aprumar a conversa, Simulacros & simulação de Jean Baudrillard, O rato no muro de Hilda Hilst, o cinema de Roger Vadin & Brigitte Bardot, a música de Grieg, Patricia Glatzl & Lígia Moreno, a poesia de Zulmira Ribeiro Tavares, a pintura de Manabu Mabe, Theodore Roussel & Nicolas Poussin aqui.
A interpretação dos sonhos de Freud & Semiologia & comunicação lingüística de Eric Buyssens aqui.
Um poema para Velta aqui.
Viagem aos seios de Duília de Aníbal Machado, Teoria da alienação de István Mészarós, Semiologia da representação de André Helbo, Erótica pornográfica de J. J. Sobral, a música de Keith Jarret, o cinema de Roberto Rossellini & Anna Magnani, Pigmaleão e Galatéia, a pintura de Almeida Junior & Jean-Léon Gérome aqui.
A rebelião das massas de José Ortega y Gasset, a poesia de Ascenso Ferreira, a música de Alexander Scriabin, A função do orgasmo de Wilhelm Reich, a pintura de Renato Alarcão, a arte de Pablo Garat, Orgazmo & O orgasmo de Esperantina aqui.
Para quem vai & para quem vem, Marxismo & filosofia da Linguagem de Mikhail Bakhtin, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Djavan, Fenomenologia & fenômeno de Armando Asti Vera, a fotografia de Gal Oppido, a arte de João Evangelista Souza, Escritibas Na Rua & Luciah Lopez, a poesia de Elciana Goedert & A pancada insólita se alastra na culatra, viver aqui.
Se o sonho pra se realizar está custoso demais, As origens da vida de Jules Carles, Elementos da dialética de Alexander Soljenítsin, Suíte candanga de Álvaro Henrique, Ser mulher de Gilka Machado, a fotografia de Camila Vedoveto, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a arte de Fernando De La Rocque & Fernando Nolasco, Aos futuros poetas de J. Martines Carrasco & As torturas prazerosas de Quiba aqui.
Quando a poluição torna o ar irrespirável, a vida vai pro beleleu, Como vejo o mundo de Albert Einstein, Pluralidade cultural do Brasil de Manuel Diégues Júnior, A língua exilada de Imre Kertész, Educação brasileira de Dermeval Saviani, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Mafalda Veiga, a fotografia de Eustáquio Neves & Cida Demarchi, a arte de Evelyn Hamilton & Os erradios catimbós de Afredo aqui.
Quem, nunca aprendeu a discernir entre o que é e o que não é, jamais aprenderá a votar, Barragem contra o Pacífico de Marguerite Duras, Tia Zulmira & eu de Stanislaw Ponte Preta, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Combate à corrupção nas prefeituras do Brasil, a música de Miriam Ramos, O conhecimento de Cipriano Carlos Luckesi, a arte de Lenora de Barros & Luciah Lopez, a fotografia de Ed Freeman & O amor é tudo no clarão dos dias e na escuridão das noites aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

OFICIO DO VERSO DE BORGES
[...] Sempre que folheava livros de estética, tinha a desconfortável sensação de estar lendo as obras de astrônomos que nunca contemplavam as estrelas. Quero dizer, eles escreviam sobre poesia como se a poesia fosse uma tarefa, e não o que é em realidade: uma paixão e um prazer. Por exemplo, li com grande respeito o livro sobre estética de Benedetto Croce, em que aprendi que poesia e linguagem são uma "expressão". Ora, se pensamos na expressão de algo, tornamos a cair no velho problema de forma e conteúdo; e se pensamos sobre a expressão de nada em particular, isso de fato não nos rende nada. Assim, respeitosamente recebemos essa definição e passamos adiante. Passamos à poesia; passamos à vida. E a vida, tenho certeza, é feita de poesia. A poesia não é alheia — a poesia, como veremos, está logo ali, à espreita. Pode saltar sobre nós a qualquer instante.Ora, tendemos a fazer uma confusão corriqueira. Pensamos, por exemplo, que se estudarmos Homero, ou a Divina comédia, ou Frei Luis de León, ou Macbeth, estaremos estudando poesia. Mas os livros são somente ocasiões para a poesia. Creio que Emerson escreveu em algum lugar que urna biblioteca é um tipo de caverna mágica cheia de mortos. E aqueles mortos podem ser ressuscitados, podem ser trazidos de volta à vida quando se abrem as suas páginas.Falando sobre o bispo Berkeley (que, permitam-me lembrar, foi um profeta da grandeza dos Estados Unidos), lembro que ele escreveu que o gosto da maçã não estava nem na própria maçã — a maçã não pode ter gosto por si mesma — nem na boca de quem come. E preciso um contato entre elas. O mesmo acontece com um livro ou com uma coleção deles, uma biblioteca. Pois o que é um livro em si mesmo? Um livro é um objeto físico num mundo de objetos físicos. É um conjunto de símbolos mortos. E então aparece o leitor certo, e as palavras — ou antes, a poesia por trás das palavras, pois as próprias palavras são meros símbolos — saltam para a vida, e temos uma ressurreição da palavra [...]
Trecho de O enigma da poesia, extraído da obra Esse ofício do verso (Companhia das Letras, 2000), do escritor, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

PAISAGEM BRASILEIRA DE BARBOZA & BAZARIAN
Álbum Paisagem brasileira - flute and piano music brazil (Meridian Records, 2000), da pianista Lidia Bazzarian & do flautista Marcelo Barboza, interpretando músicas de Camargo Guarnieiri, Radamés Gnatali, Pattapio Silva, Francisco Braga, Osvaldo Lacerda, José Siqueira e Brenno Blauth

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do escultor alemão Peter Hohberger.
Veja mais aqui.
 

terça-feira, junho 28, 2016

JORGE LUIS BORGES, AYAKO YONETANI, METZINGER, ANTHONY GADD, PSICOLOGIA & NEUROEDUCAÇÃO


EDUCAÇÃO, PROFESSOR-ALUNO, GESTÃO ESCOLAR & NEUROEDUCAÇÃO – Desde 2014, o Grupo de Pesquisa de Neurofilosofia e Neurociência Cognitiva, desenvolveu uma série de atividades coordenadas pelos professores Álvaro Queiroz e Janne Eyre Araujo de Melo Sarmento, contando com a participação do psicólogo Weverky Farias e dos graduandos em Psicologia do Centro Universitário Cesmac, Maurício Gomes e Danrley Tenório, entre outros alunos. Nesses dois anos de existência, esse grupo realizou leituras, estudos e pesquisas que redundaram em debates e produção acadêmica, participando, inclusive, de diversos eventos. Durante o primeiro semestre de 2016, o grupo tem se debruçado na realização do projeto de pesquisa sobre a temática da Relação Escola, Professor e Aluno na Educação Pública de Maceió, envolvendo alunos e professores do Ensino Médio e gestores de duas escolas do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (CEPA), entre elas, a Escola Estadual Moreira e Silva, por meio da gestora Ely Quintela Lisboa Carvalho, e a Escola Estadual Pricesa Izabel, com as gestoras Sônia Suely Araújo Ferreira e Valquíria Balbino da Silva, resultado de contribuição da professora Fátima Bastos. Nessas escolas procurou-se conhecer a realidade proposta na temática, observando-se de que forma se dá a relação entre professores e alunos do nível de ensino em estudo, por meio de um estudo de caso que envolveu a aplicação de instrumentos como questionário e observação. Cumprida esta etapa da pesquisa, o grupo agora está voltado para o levantamento e análise dos dados recolhidos para confecção de um relatório de pesquisa que será apresentado no segundo semestre deste ano. Enquanto isso, reuniões administrativas e de estudo estão sendo desenvolvidas no sentido de viabilizar a realização de cursos, promoção de debates e pesquisas, participação de congressos, simpósios e seminários, entre outros eventos acadêmicos, com o objetivo de difundir as contribuições da Neuroeducação às atividades educacionais em Alagoas. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais a respeito aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 Imagem: Deux Nus (1910-11), do pintor francês Jean Metzinger (1883-1956).

Curtindo o álbum Ayako Yonetani and The Slovak State Philarmonic (2004), da violinista e violista japonesa Ayako Yonetani.

PESQUISA
Ciência psicológica: mente, cérebro e comportamento (Artmed, 2005), do neurocientista Michael Gazzaniga e o psicólogo social e da personalidade, Todd Heatherton. Veja mais aqui.

LEITURA 
[...] Este livro de sonhos que os leitores tornarão a sonhar abarca os sonhos da noite — os que eu assino, por exemplo — sonhos do dia, que são um exercício voluntário da nossa mente, e outros de raízes perdidas: digamos, o Sonho (anglo-saxão) da Cruz. [...]
Livro dos sonhos (Difel, 1984), do escritor, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] O trabalho do educador pode ser mais significativo e eficiente quando ele conhece o funcionamento cerebral. Conhecer a organização e as funções do cérebro, as relações entre cognição, emoção, motivação e desempenho, as dificuldades de aprendizagem e as intervenções a elas relacionadas contribui para o cotidiano do educador na escola, junto ao aprendiz e à sua família. [...].
Trecho do livro Neurociência e educação: como o cérebro aprende (Artmed, 2011), de Ramon M. Consenza e Leonor B. Guerra. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA 
Aconteceu no último dia 20 de junho, no Centro Universitário Cesmac, reunião administrativa do Grupo de Pesquisa Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, que contou com a presença da professora Alyshia Karla Gomes da Silva Santos, ocasião em que foram apresentados os primeiros resultados do projeto de pesquisa A relação escola, professor e aluno na educação pública de Alagoas. Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre Paixão Legendária, Brincarte do Nitolino, Luigi Pirandello, Mel Brooks, Jean-Jacques Rousseau, Felipe Radicetti, Aldemar Paiva, Marly de Oliveira, Anita Mercier, Guilhermina Suggia, Nena Borges, Santanna O Cantador & Maria Luisa Persson aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Figurative - Art Maya, do artista plástico sul-africano Anthony Gadd.
Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Fotodinâmica 11, do fotógrafo, diretor de teatro e cineasta do Futurismo italiano Anton Giulio Bragaglia (1890-1960).
Recital Musical Tataritaritatá.
Veja aqui.


NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...