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segunda-feira, novembro 11, 2024

LAUREN ELKIN, AKSINIA MIHAYLOVA, VANESSA NAKATE & BRENDA BAZANTE

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns Fruto (2004), Candeias (2009), Faces (2016) e Inzu (2019), da pianista, compositora e pesquisadora Heloísa Fernandes.

 

O que dizer nada a mais... - Uma palavra dentro da outra a tecerem ventos peito aberto às verdades que nunca disse: o que restou da pedra o pó à face lívida dos olhos dilatados. Onde estou perdi a hora e uma só palavra salvou o poema da alma no porão pelas ruas ermas de invisíveis refúgios tortos e tortuosos. O que havia depois de feito combatia a secura com esperança de chuva, o que admito talvez: a minha vida é o escombro da casa destruída. Ainda bem que não há pústulas na janela perdida nem a alma remendada no telhado que desabou. Restam passos pelas esquinas crepusculares com suas vidraças espelhadas: haverá tempo para indecisões e enfrentamentos, ao que parece, a máquina do mundo emperrou enferrujada, parece mesmo, quebrou-se cediça no lixo rente às paredes revogadas. E haverá tempo adivinhando caminhos na penumbra entre o legado e o estorvo, pesares de suspensos rumos vazios, só porque mãos trêmulas titubeiam afeto à espera do milagre duma chuva draconídea trazendo ouro e kyawthuite. E as sereias cantam luzes e ofertas, são muitas e me afogam, porque pertence a mim o dia e nada se anuncia no terreno baldio do ridículo. Pertence a mim esta tarde e o que é demais no regresso inquieto de quantas maçanetas se perderam da memória. Pertence a mim esta noite de quantos remorsos insepultos pelos sortilégios lunares, amontoando entulhos e retalhos por aí afora. Tempos loucos. Epistemicídios e quantas práticas desumanizadoras de violentar destinos dissipados, com todos delitos cínicos de postiças virtudes, o sorriso vacilante de reputações enlameadas, pusilanimidades, tudo porque o escravo serviu a rainha e ela o desdenhou. Nem havia por aí quem escutasse com atenção o lampejo de um drama no sangue das palavras, somente a órbita de espedaçado vórtice. Nunca tive medo e isso pouco importa. Graças à vida encontrei pessoas dois espíritos pelo trajeto perdido, a me falar de Indeus e que me dizem respeito poéticos mistérios, para quem perdida mestiçagem a bendizer das quedas, com louvores aos martírios da morosa morte. Não acredito na vingança de Gaia, mas no revide de nossa própria estupidez. O que passou está presente há muito tempo para todos amanhãs, porque o que foi é e continuará sendo infinitamente. Até mais ver.

 

James Baldwin: Há tantas maneiras de ser desprezível que dá até dor de cabeça. Mas a maneira de ser realmente desprezível é desprezar a dor dos outros... Veja mais aqui.

Liane Moriarty: Aqueles que amamos não vão embora, eles sentam-se ao nosso lado todos os dias... Veja mais aqui.

Carol Ann Duffy: A poesia, acima de tudo, é uma série de momentos intensos – o seu poder não está na narrativa. Não estou lidando com fatos, estou lidando com emoções... Veja mais aqui.

 

DOIS POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

1 - Nós extraímos as paisagens mais profundas e escondidas \ de nós mesmos, empilhá-los sobre a mesa\ como duas pessoas se encontrando pela primeira vez\ e da última vez—libertado do futuro.\ Nós fumamos meio maço,\ procure na pilha,\ conte os ossos\ criando raízes em nossas almas,\ e ainda não consigo encontrar\ a palavra que faz isso.\ Talvez seja culpa\ das diferentes profundidades dos nossos abismos,\ como eles ressoam com uma linguagem \ ininteligível para a pele.

2 - Então compramos toranja, \ passeie pelo bairro judeu\ becos estreitos, e ele me leva\ pela mão, ele me esquece\ nas livrarias, ele diz olha,\ há tanto céu nas janelas esta noite,\ me apertando contra seu peito\ então não consigo ler em seus olhos:\ a palavra,\ a palavra que faz isso\ As toranjas rolam pela calçada.\ Suas mãos tão febris—\ como se tivesse medo de me perder,\ como se tivesse medo de que eu pudesse ficar.

Poemas da escritora, educadora e tradutora húngara Aksinia Mihaylova, autora dos livros Ciel à Perdre (Gallimard, 2014) e Le Baiser du Temps (Prix Max-Jacob, 2020), e é a fundadora do jornal literário Ah, Maria.

 

MULHERES CAMINHAM... [...] Eu caminho porque isso confere - ou restaura - um sentimento de lugar... Eu caminho porque, de alguma forma, é como ler. Você tem acesso a essas vidas e conversas que não têm nada a ver com as suas, mas você pode ouvi-las. Às vezes está superlotado; às vezes as vozes são muito altas. Mas sempre há companheirismo. Você não está sozinho. Você anda na cidade lado a lado com os vivos e os mortos. [...] Todos nós temos nossos próprios sinais que estamos atentos ou tentando não ouvir. [...] Caminhar é mapear com os pés. Ajuda a juntar as peças de uma cidade, conectando bairros que, de outra forma, poderiam ter permanecido entidades discretas, planetas diferentes ligados uns aos outros, sustentados, mas remotos. Gosto de ver como, de fato, eles se misturam, gosto de notar os limites entre eles. Caminhar me ajuda a me sentir em casa. [...] Queremos fazer escolhas, e ter alguma agência para nos perdermos, e sermos encontrados. Queremos desafiar a cidade, e decifrá-la, e florescer dentro de seus parâmetros. [...]. Trechos extraídos da obra Flâneuse: Women Walk the City in Paris, New York, Tokyo, Venice and London (Farrar, Straus and Giroux, 2017), da escritora, ensaísta e tradutora francesa Lauren Elkin, que no seu livro No. 91/92: A Diary of a Year on the Bus (Semiotext(e)/Les Fugitives, 2021), ela expressou que: […] Com o tempo, o Evento se entrelaça ao cotidiano. Pessoas que vemos no ônibus podem ter estado no Bataclan ou conhecer alguém que esteve; a mulher no canto pode ter sofrido um aborto espontâneo no mês passado. Outras pessoas são um imenso mistério. Não podemos clicar com o botão direito nelas e baixar seu histórico. Não sabemos onde elas estiveram ou para onde estão indo. Mas que elas estejam indo juntas, enquanto se ignoram amigavelmente, parece de suma importância. Acredito que isso se chama comunidade. […]. No seu livro Art Monsters: Unruly Bodies in Feminist Art (Chatto & Windus/FSG, 2023), ela menciona que: […] Ser gênero feminino é ser pego entre a beleza e o excesso: obrigado a escolher. Ser um monstro é insistir em ambos [...]. E no seu livro Scaffolding (Chatto & Windus/FSG, 2024), ela expressa que: […] é menos sobre você criar uma narrativa que explique e cure seus sintomas e mais sobre o que pode ser sugerido durante o processo terapêutico, como a maneira como falamos sobre nossas vidas codifica a maneira como pensamos sobre elas, as coisas que queremos, nossos desejos, como podemos aprender a viver com eles em vez de sermos guiados por eles. Você nunca será curado, por assim dizer. Não há cura para ser humano. [...].

 

É HORA AGORA... - Chega de promessas vazias, chega de cúpulas vazias, chega de conferências vazias. É hora de nos mostrar o dinheiro. É hora, é hora, é hora. E não se esqueçam de ouvir as pessoas e os lugares mais afetados... Sempre acreditei no poder de uma ação, de uma voz e de uma história para mudar o mundo, mas aprendi que a verdadeira transformação é uma responsabilidade coletiva; estamos trabalhando juntos para tornar este mundo um lugar melhor... Pensamento da ativista ambiental ugandesa Vanessa Nakate, que ainda se expressa: Você não pode se adaptar à extinção. Por quanto tempo vamos vê-los morrer de sede nas secas?

 

A ARTE DE BRENDA BAZANTE

Quando fui aprovada eu vibrei e me emocionei, pois percebi a importância de minha presença numa pós-graduação no campo das artes. Momento no qual poderei cooperar com a erradicação dessa ausência de visualidades que representem os corpos trans e consequentemente causar impressões inclusivas em outras visitantes trans. Pessoas que, ao adentrarem museus ou outros espaços destinados às artes visuais, poderão encontrar corpos como os seus retratados entre as peças expostas. Mas além destes lugares pretendo adentrar locais como ONGS, expandindo o alcance do conhecimento que produzi para além dos espaços institucionais. Desta forma, chegando mais perto do público que pretendo atingir, as pessoas pertencentes à comunidade LGBTIAP+.

Palavras extraídas da entrevista concedida à jornalista Andrea Sobreira de Oliveira (UFPE), no periódico Cartema - Revista do Programa de pós-graduaçăo em Artes Visuais UFPE/UFPB (2021), pela artista visual e professora de Arte, Brenda Bazante, em referência à sua dissertação de mestrado sobre a temática Trava Transcorpocinética: narrativas (auto)biográficas e práticas artísticas de/sobre travestis, transexuais e dissidentes sexuais e de gênero (UFPE, 2022), pela qual obteve o título de mestre em Artes Visuais pelo PPGAV (UFPE/UFPB). Ela também é especialista em Metodologia do Ensino de Arte pela Faculdade Educação de São Luís e Licenciada em Artes Visuais pela UNOPAR, trabalhando na produção de múltiplas linguagens nas quais destacam-se as técnicas do bordado, papietagem, escultura, pintura e desenho. Veja mais aqui.

 

Vem aí:

Dareladas – Centenário de Darel Valença Lins aqui.

Tem mais:

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.


 


sexta-feira, maio 25, 2018

JAMES BALDWIN, ANTÔNIO TORRES, LÉVINAS, HABERMAS, ANGÉLICA FREITAS, CRISTINA RIPPER, EDUCAÇÃO, LUIZ TATIT & LUIZA POSSI


CARTA DE CONDOLÊNCIAS - Imagem: arte da escultora e artista visual Cristina Ripper. - A cada passo eu piso em falso pela paisagem embaraçada em pleno meio dia e para que a tarde seja tão imprevisível quanto a noite confusa no céu impossível. Para quem perdeu o sono, o amanhecer é escasso como aqueles que fazem o pequeno número no rol do apreço, de contar nos dedos e quase nem vê-los escapulindo por trás dos montes do desprezo. Assimilo à contraluz a insensatez – oh, humanidade canhestra -, o reverso da medalha e os golpes contínuos no abrigo dos vivos, confinado aos gestos e atitudes que passam lá longe e alheios aos acontecimentos, e absortos pela negra venda da ignorância cega à vasilha do destino e ao recipiente da morte, para nos mostrar as misérias da fortuna. Estou só, quem não está nessa hora, eu bem sei. Nunca esperei nada, nem do merecido, muito menos o prometido, e para quem não sabe o que fazer na vida, lançado ao fogo ou abandonado à própria sorte e à explosiva força centrífuga dos desenganos, o meu abraço fraternal. Estou peito aberto para quem foi pro fundo do poço e não saiu de lá, porque ainda há tempo, e Thiago canta versos do coração diante do inevitável desfecho suspeito de proibições formais e sujeito a toda sorte de calamidade, aqui estou eu. Sou mãos de peito aberto para quem restou apenas o telhado a céu perdido e os males voando por todos os lados, cansado já de agitar os braços infelizes por socorro, rendendo-se de cócoras e desafortunado, com menos de meia dúzia de opções baldadas, na sua ignorância-plutão de vê-se condenado desde o pecado original até ao mais recente decreto municipal, para cumprir mais esmerado a sua tarefa sobre a tampa de um tonel inflamável com a dádiva das coisas, aqui estou, estamos. Sou abraço de peito aberto para quem perdeu a esperança, como se Pandora trouxesse uma nuvem negra e o Sol deixasse de eclodir no Leste, mesmo que ela pareça que voou e foi embora com suas vestes esvoaçantes, nada mais de nada mais, sou coração solidário para que juntos possamos irromper foco de luz capaz de mostrar que somente a esperança permanece dentro, e aqui estou, estamos, vamos juntos. E mesmo que soem condolências, não olho pra trás, nem posso ou deva, sou mãos postas e braços peito aberto para que a saibamos desencontrados, lamentando a distância regulamentar pela correria no afã do ouro com seus laços dissolutos, aqui estou, estamos. Aqui estou a desculpar da pressa do relógio com sua lâmina afiada degolando sentimentos e a lamentar do corte na ternura para quem hasteou a soberba de bloco do eu sozinho na pisada de uns sobre outros, pela competitividade e conquistas de nada, aqui estou, estamos. Aqui estou a perdoar dos ardis com seus toques de arrodeio só para chegar antes que todos ao pódio, com todas as comemorações dissimuladas de sabedoria ádvena da lealdade, aqui estou, estamos. Aqui estou e só nos resta, nada mais, só as mãos postas, espalmadas, o peito aberto e o abraço, agora vamos. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do músico, linguista e professor universitário Luiz Tatit: Rodopio, Depois melhora & A companheira; da cantora e compositora Luiza Possi: Sobre o amor e o tempo, A vida é mesmo agora & Seguir cantando; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] A questão não é a de saber se conseguimos esgotar um potencial disponível ou a ser ainda desenvolvido, mas a de saber se escolhemos aquilo que podemos querer para os fins de uma pacificação e satisfação da existência. [...]. Trecho extraído da obra Técnica e ciência enquanto ideologia (Edições 70, 1968), do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas. Veja mais aqui.

LÉVINAS & A EDUCAÇÃO – [...] Pensar a educação como acontecimento ético implica fazer da experiência educativa um lugar de encontro com o Outro; significa, de modo contrário à relação que visa à objetivação do Outro na educação, estar disposto a lançar-se a novos horizontes desconhecidos, expondo-se, com isso, ao inesperado, ao imprevisível, ao irredutível do Outro, com todos o riscos que o encontro exige e toda insegurança e inquietação que ele provoca. Na educação, o sujeito que não se expõe ao desconhecido é incapaz de sentir a força transformadora do encontro com o Outro, a qual está na base da experiência educativa. Lá onde acontece a educação, produz-se um encontro do professor (não como um sujeito que sabe) com o aluno (não como aquele que não sabe). Uma relação que não pressupõe o exercício de transmissão de saberes, mas o encontro do que se sabe responsável pelo outro, obrigado a dar-lhe uma resposta na situação de radical alteridade. [...]. Trecho extraído do artigo Lévinas e a reconstrução da subjetividade ética aproximações com o campo da educação (Revista Brasileira de Educação, 2014), de José Valdinei Albuquerque de Miranda. Veja mais aqui e aqui.

GIOVANI - [...] Impaciente, fico imaginando o motivo pelo qual ela parece tão preocupada. Mas a mulher sorri assim que abro a porta, num sorriso que emana a coquete e a matrona. Ela já é bastante idosa e, na realidade, não é francesa. Veio para a França já muitos anos, “quando era muito novinha, senhor”, cruzando a fronteira e saindo da Itália. Como a maioria das mulheres dali, parece ter entrado em luto assim que o último filho deixou de ser criança. Hella achava que eram todas viúvas, mas verificamos que a maioria tinha maridos ainda vivos. Esses maridos pareciam seus filhos e às vezes jogavam belote num campo próximo à nossa casa e seus olhos, quando viam Hella, continham a vigilância orgulhosa de um pai e a especulação vigilante de um homem. [...] Tratavam-me como o filho há pouco iniciado na idade adulta, mas ao mesmo tempo com grande distância, pois eu realmente não pertencia a qualquer um deles, e eles também sentiam (ou eu achava que sim) alguma coisa em mim, coisa essa que não era de sua conta aprofundar. [...]. Trechos extraídos da obra Giovanni (Civilização Brasileira, 1968), do escritor norte-americano James Baldwin (1924-1987), contando a história de dois jovens em Paris para resolverem a relação de todos os problemas da existência, angustiada e cheia de variados sentimentos. Veja mais aqui.

TRÊS POEMAS - RILKE SHAKE: salta um rilke shake / com amor & Ovomaltine / quando passo a noite insone / e não há nada que ilumine / eu peço um rilke shake / e como um toasted Blake / sunny side pra cima / quando estou triste / & sozinha enquanto / o amor não cega / eu bebo um rilke shake / e roço um toasted Blake / na epiderme da manteiga / nada bate um rilke shake / no quesito anti-heartache / nada supera a batida / de um rilke com sorvete / por mais que você se deite / se deleite e se divirta / tem noites que a lua é fraca / as estrelas somem no piche / e aí quando não há cigarro / não há cerveja que preste / eu peço um rilke shake / engulo um toasted blake / e danço que nem dervixe. A MINA DE OURO DE MINHA MÃE & DE MINHA TIA: se chamava / ilha da feitoria / ou ilha do meio / onde as duas vendiam / cosméticos avon / chegavam de bote / motorizado / com fardos de produtos / batons rímeis perfumes / e sobretudo rouges / eram recebidas / pelas donas de casa / cabeludas / bigodudas / panos de prato no ombro / filhos ranhentos no colo / minha mãe & minha tia procediam / ao embelezamento das nativas / devolviam-lhes cores / às faces / todo o espectro de cores / de um céu de fim de tarde / na lagoa dos patos / azuis e roxos e laranjas e rosas / e depois lhes emprestavam / espelhos / as donas de casa da ilha do meio / compravam muita maquiagem / minha mãe & minha tia / enchiam sacos de dinheiro. MULHER DE ROLLERS: no condomínio querem saber / se ela pirou de vez / ou se vai competir / nalguma espécie de jogos olímpicos / porque deu para andar de rollers / na área comum do prédio / prejudicando a saída / e a entrada de veículos / ainda por cima anda mal / nem ganhou velocidade / pirueta é coisa então / para a próxima encarnação / consternação entre condôminos / com seu senso do ridículo / “essa daí vai acabar / como na música do chico ”/ “vai passar na avenida / um samba popular?” / “não, atrapalhando o tráfego”. Poemas da poeta e tradutora Angélica Freitas, autora dos livros Rilke Shake (São Paulo: Cosac Naify, 2007) e um útero é do tamanho de um punho (São Paulo: Cosac Naify, 2013).

A ARTE DE ANTONIO TORRES
O premiadíssimo escritor, jornalista e ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, Antônio Torres, é autor de diversas obras, entre as quais destacamos Essa Terra, relato emocionante de um homem que retorna à cidade natal depois de vinte anos de ausência, desiludindo-se com tudo que reencontra, enforcando-se, por conta disso no gancho de uma rede. A obra já foi destacada neste espaço, como também alguns dos seus títulos infanto-juvenis. Por conta disso, veja mais aqui, aqui e aqui.


Exposição Em-Cantos de Palmares, do artista plástico José Durán y Duran & muito mais na Agenda aqui.
&
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora e artista visual Cristina Ripper.
Veja mais aqui & aqui.
&
Tudo dela pra mim, O livro vermelho de Carl Gustav Jung, a música de Livio Tragtenberg & a arte de Luciah Lopez aqui.
&
Das coisas & coisas, a literatura de Paul Auster, a coreografia de Luciana Achugar, a arte de Debbie Lee & a música de Marisa Ricco aqui.


DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...