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terça-feira, setembro 27, 2016

BAKHTIN, NIETZSCHE, DJAVAN, ASTI VERA, GAL OPPIDO, EVANGELISTA SOUZA, ELCIANA GOEDERT, ESCRITIBAS NA RUA & LUCIAH


INEDITORIAL: PARA QUEM VAI & PARA QUEM VEM - Salve, salve, gentamiga! Chego com minha voz: minha voz é a coragem de amar no ultraje dos desencontros! E eu sou navio com rota esquecida e naufrágios muitos. Quando minha voz é torrente de dor no exagero sombrio de uma canção, não é nada, é tempestade que passou e deixou danos no peito. Quando minha voz é a coragem de amar, não é a sombra de um vendaval, é a sujeição de um eterno pavio que acesso nunca apagará. Salve, salve todos os cantores e cantoras, paratodos minha reverência. Todo dia é dia de cantar com vocês. Como vocês no palco eu também me entrego: enquanto vocês se emocionam entregando sua voz para lavar a alma da gente, faço a minha parte: sou doador de órgão. E quando todos puderem viver por mim, joguem minhas cinzas na corrente do meu rio, amém e amem. E como todo dia é dia de novidades, vamos pras que eu trago na edição de hoje: a arte de João Evangelista Souza, Um poema em cada árvore dos Escritibas na Rua, a música de Djavan, a filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, a poesia de Elciana Goedert, a fenomenologia e o fenômeno, a fotografia de Gal Oppido & a Gaia Ciência de Nietzsche. No mais, vamos aprumar a conversa & Tataritaritatá. Veja mais aqui.

Veja mais sobre Educação & Êxtase, Drima dos Contos de Magreb, Gal Costa, Dorothea Sharp, Psicodrama, Marcelo Masagão, Eduardo Proffa & Literatura Infantil aqui.

E mais:
Gandhi, Don DeLillo, Jacques Rivette, Padre Antonio Soler & Marcela Roggeri, Shelagh Stephenson, Jeanne Balibar, Andrea Beltrão, Émile Chambon, Probidade Administrativa, Organizações Mecânicas versus Orgânicas & Gena Maria aqui.
Paixão, Agostino Carracci, Ricardo Paula & as previsões do Doro aqui.
Fecamepa, Helen Keller, Pierre Mérot, Xico Sá, Sarah Vaughan, Lírio Ferreira, Margherita Fascione, Giulia Gam, Boris Vallejo, Teoria da Decisão & Urinoterapia aqui.
O amor, Agostino Carracci & as previsões do Doro aqui.

DESTAQUE:
 Realizou-se no último domingo, dia 25/09, no Passeio Público de Curitiba, o evento Um poema em cada árvore, promovido pelo grupo Escritibas Na Rua, com o objetivo de proporcionar um espaço de leitura poética para as pessoas que freqüentaram o parque, expondo o trabalho de escritores independentes pela passagem comemorativa do Dia da Árvore. Marquei presença com o meu poema Vida viva verde (Canto Verde) e a poeta Luciah Lopez com o seu poema Alguma vez você viu a chuva. Veja mais abaixo.

A PANCADA INSÓLITA SE ALASTRA NA CULATRA, VIVER! – O trânsito congestionado por passos, braços e motores apressados, afobados. As filas como rol dos impacientes. Ocupados com a sobrecarga do estresse e de todos os temores que emergem de qualquer exaltação: frenagem brusca, urros de máquinas ou gritos rasgando a barulheira dos ambientes climatizados, baque de corpo no chão, correria no calor do suor. Tudo e todos no automático, não há tempo para raciocinar direito, muito menos para um sorriso. Tudo é muito sério como o asfalto de todas as direções, como o concreto dos edifícios, como os postes de iluminação, como a passarela de pedestres elevada sobre as vias públicas, como os altos muros vigiados para não serem assaltados por pichadores, como as instituições públicas indiferentes aos problemas públicos, como as autoridades que não enxergam nada além dos seus gabinetes e finais de semana de lazer, como os gestores trancados na ineficiência dos seus escritórios e alheios a tudo que não seja recondução ao cargo, como os que vivem pro umbigo e deles fazem o que vale como verdade da vida. Assim sou eu entre eles e vislumbro o sopro da alma entre os desalmados. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

VOCÊ É
Sou um pouco árabe
Vivo das paixões há gerações por Andaluzia
Já cansei de andar
Trago no meu canto glórias ancestrais
E posso morrer de amor, gitano eu sou
O que eu tenho de índio vai compartilhar desilusões
Triste, na floresta em que nasceu pra amar
Meu Deus, que pecado o que o homem faz
Ao desfazer de tudo o que o índio é
Eu sou negro ainda, pra não contar com milagres
E na ousadia almejar a mais
Sei que a vida é dura mas ela é justa também
E é só: só quem faz, tem!
Já que nasceu, vai fundo e tudo bem
Você nasceu pra tudo o que é seu
Nem queira saber o quanto você tem
Você é, você quer, você pode e se não se render chega lá!
Você é, música do álbum Bicho Solto (1998), de Djavan. Veja mais aqui, aqui e aqui.


PESQUISA: FILOSOFIA DA LINGUAGEM - [...] Na lingüística propriamente dita, após a era positivista, marcada pela recusa de qualquer teorização dos problemas científicos, a que se adiciona uma hostilidade, por parte dos positivistas retardatários, em relação aos problemas de visão do mundo, assiste-se a uma nítida tomada de consciência dos fundamentos filosóficos dessa ciência e de suas relações com os outros domínios do conhecimento. E isso serviu para denunciar a crise que a lingüística atravessa, na sua incapacidade de resolver seus problemas de modo satisfatório. [...] Um produto ideológico faz parte de uma realidade (natural ou social) como todo corpo físico, instrumento de produção ou produto de consumo; mas, ao contrário destes, ele também reflete e refrata uma outra real idade, que lhe é exterior. Tudo que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo. Em outros termos, tudo que é ideológico é um signo. Sem signos não existe ideologia. Um corpo físico vale por si próprio: não significa nada e coincide inteiramente com sua própria natureza. Neste caso, não se trata de ideologia. No entanto, todo corpo físico pode ser percebido como símbolo: é o caso, por exemplo, da simbolização do princípio de inércia e de necessidade na natureza (determinismo) por um determinado objeto único. E toda imagem artístico-simbólica ocasionada por um objeto físico particular já é um produto ideológico. Converte-se, assim, em signo o objeto físico, o qual, sem deixar de fazer parte da realidade material, passa a refletir e a refratar, numa certa medida, uma outra realidade. O mesmo se dá com um instrumento de produção. Em si mesmo, um instrumento não possui um sentido preciso, mas apenas uma função: desempenhar este ou aquele papel na produção. E ele desempenha essa função sem refletir ou representar alguma outra coisa. [...]. Trecho extraído da obra Marxismo e filosofia da linguagem (Hucitec, 1986), do filósofo e pensador russo teórico da cultura e das artes Mikhail Bakhtin (1895-1975), tratando sobre a linguagem em três grandes blocos aos quais ele chama de orientações: o subjetivismo individualista, o objetivismo abstrato e a concepção de linguagem como interação verbal. Veja mais aqui.

UMA LEITURA: DEVORADORA

E o Lobo, que não é bobo / Deixou-se levar / E das mãos da Chapeuzinho / Aceitou a taça de vinho / E ela, dele foi se fartar... / E logo, ambos em desalinho / Exaustos deste jogo / Puseram-se a sonhar. / Dizem que nessa história / O lobo não teve escapatória: / Ele é quem foi o "manjar".
Devoradora, poema da poeta e professora Elciana Goedert.

PENSAMENTO DO DIA: FENOMENOLOGIA & FENÔMENO - [...] Fenomenologia significa literalmente estudo dos fenômenos. [...] Fenômeno é o que aparece à consciência, o que é3 dado; não se opõe à “realidade” como uma “ficção” ou “ilusão”, nem tampouco é a expressão de uma “coisa em si” ou “número” – como queria Kant -: os fenômenos, do ponto de vista fenomenológico, nada têm a ver com o “eu” nem com a suposta “coisa”, interessam em si mesmos como o dado imediatamente à consciência. Finalmente, tampouco devem ser identificados com os fenômenos sensíveis –  tal como os interpreta a ciência natural -, porque o fenômeno é, segundo Husserl, o “que se mostra a si em si mesmo tal como é”, isto é, um elemento irredutível, originário, e não tem por que ser necessariamente algo sensível. [...] O criador da fenomenologia propõe um novo método de pensamento que não apenas se baseia no que é dado na experiência, porém, mais ainda, atém-se exclusivamente a isso. Contrariamente a uma opinião corrente ainda hoje nos meios científicos, Husserl não busca diminuir o rigor científico, mas o considera insuficiente: a filosofia, através do exercício do método fenomenológico, converte-se em uma ciência básica universal, e é a única disciplina capaz de proporcionar ao conhecimento científico uma fundamentação estrita. Por essa razão, Husserl afirma que, se um conhecimento positivo é entendido como absolutamente isento de prejuízos e baseado exclusivamente no dado, então o método fenomenológico é o único estritamente científico e positivo. Ater-se ao que é dado na experiência – como quer Husserl – não significa reduzir-se à experiência sensível. Haver incorrido justamente nessa parcialização foi o erro funesto do positivismo de Mach, que, ao reduzir o mundo a um conjunto de sensações, o destrói, porque, de fato, a realidade é aniquilada ao converter a própria consciência em puro feixe de sensações. [...]. Trecho extraído do livro Metodologia da pesquisa científica (Globo, 1983), do professor Armando Asti Vera. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UMA IMAGEM:

A arte do fotógrafo, arquiteto, música e desenhista Gal Oppido.

AGENDA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE FENOMENOLOGIA – Acontecerá no dia 14/10, no horário das 17 às 19hs, no auditório Íris II, do Centro Universitário Cesmac, a palestra Conceitos Fundamentais de Fenomenologia, a ser ministrada pelo professor Ms Álvaro Queiroz, promoção do Grupo de Pesquisa Neurofilofia & Neurociência Cognitiva. Veja mais aqui e aqui.

A GAIA CIÊNCIA
[...] Origem do conhecimento – O intelecto, através de descomunais lances de tempo, não engendrou nada além de erros; alguns deles resultaram úteis e conservadores da espécie; quem topou com eles ou os recebeu como legado combatia seu combate por si mesmo e por sua prole com felicidade. Tais errôneos artigos de crença, que eram sempre legados mais adiante e afinal se tornaram quase o espolio e o fundo comum da humanidade, são, por exemplo, estes: que há coisas que duram, que há coisas iguais, que há coisas, matéria, corpo, que uma coisa é como aparece, que nosso querer é livre, que o que é bom para mim também é bom em e para si. Só muito tarde vieram os que negavam e punham e dúvida tais proposições – só muito tarde veio a verdade, como a forma menos forte do conhecimento [...].
Trechos extraídos do Livro III, da obra A gaia ciência (Companhia das Letras, 2012), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 A arte do artista plástico, documentarista e fotógrafo João Evangelista Souza.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra com a arte do artista plástico, documentarista e fotógrafo João Evangelista Souza.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


domingo, fevereiro 14, 2016

JOÃO UBALDO RIBEIRO, NADYA TOLOKONNIKOVA, KAKI HUNTER & LITERÓTICA

 

CRÔNICA DE AMOR POR ELA:

Ela nua e seu corpo escalo

viva nos meus lábios,

crucificada no meu falo.

Veja mais Literótica aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS

Qualquer sistema de poder se baseia na premissa (que, é claro, tenta se apresentar como um axioma) de que, para sentir alegria, é preciso pagar ou obedecer. O ato supremo de subversão é, portanto, encontrar alegria na recusa em pagar e obedecer, em um ato de viver de acordo com valores radicalmente diferentes. Não se trata de um ato de privação ou austeridade, não é um voto, é um ato que revela uma alegria que transcende os limites impostos...

Pensamento da musicista, escritora, artista conceitual e ativista russa Nadya Tolokonnikovao (Nadejda Andreevna Tolokonnikova), que foi integrante do grupo anarquista feminista Pussy Rior e do Voina, condenada num julgamento parcial em 2012 por vandalismo e ódio religioso, após a invasão da catedral Cristo Salvador, em Moscou, para realizar uma performance contra Vladimir Putin. Sentenciada a dois anos de prisão, em  2013 ela foi solta com outra membro da banda, Maria Aliokhina, por cumprimento de uma emenda constitucional. Ela foi reconhecida como prisioneira política pelo Union of Solidarity with Political Prisoners (Solidarnost) e a Anistia Internacional a considerou uma prisioneira da consciência. O incidente provocado pela performance Punk Prayer ("Oração Punk") em 2012, gerou um processo criminal contra os membros da banda Pussy Riot, acusadas de hooliganismo. Durante a prisão de 2 anos em Partsa, na Mordóvia, ela fez greve de fome alegando ter sofrido maus tratos e ameaças de morte, além de escrever uma carta sobre a forma de tratamento às mulheres prisioneiras. Neste período ela travou discussão com Slavoj Žižek, mediada pelo filósofo francês Michel Eltchaninoff, reultando na publicação do livro Comradely Greetings: The Prison Letters of Nadya and Slavoj, em 2014. Em 2013 ela foi hispitalizada por ter ficado sem alimentação, tratada na enfermaria da prisão e, posteriormente, transferida sem que se soubesse de seu paradeiro por várias semanas, quando foi localizada em Krasnoiask, na Sibéria. Logo após ter sido tratada, ela foi solta por anistia concedida por Putinh, diante dos preparativos dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 2014. Sobre o ocorrido ela assinalou que: Libertar pessoa a apenas alguns meses antes da expiração da pena é uma cortina de fumaça [...] isso é ridículo [...] Este é um ato nojento e cínico [de Vladmir Putin]", convocando o país a boicotar as Olimpiadas de Inverno, ano em que ela e sua parceira de banda foram surpreendidas, feridas e assaltadas em Nijny Novgorod. Ela enfão fundou o site de jornalismo sobre direitos humanos MediaZona e publicou o livro How to Start a Revolution, em 2016. Veja mais aqui.

 

O FEITIÇO DA ILHA DO PAVÃO – [...] Na verdade, não se fala na ilha do Pavão. Jamais se escutou alguém dizer ter ouvido falar na ilha do Pavão, muito menos dizer que a viu, pois quem a viu não fala nela e quem ouve falar nela não a menciona a ninguém. […] É sabido, porém, que a ilha frequenta os sonhos e pesadelos da gente do Recôncavo, que muitas vezes desperta no meio da noite entre suores caudalosos e outras vezes para entrar em delírios que perseveram semanas a fio. […] E muitos desaparecidos que nunca mais foram vistos podem bem estar na ilha do Pavão, embora certeza não haja, nem se converse ou escreva sobre o assunto [...]. Trechos extraídos da obra O feitiço da Ilha do pavão (Alfaguara, 2011), do premiado escritor João Ubaldo Ribeiro (João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro – 1941-2014). Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

REPUTAÇÃO – Você sabe como eu consegui minha reputação? Na oitava série, eu não sabia de nada. Um grupo de garotos queria me convencer a nadar pelada. Eu não queria, mas não me importava se eles insistissem, então só assisti. Achei engraçado ficar me debatendo na água — no dia seguinte, eu era uma vadia, a primeira a nadar nua... Pensamento da escritora, arquiteta, professora e atriz estadunidense Kaki Hunter (Katherine Susan Hunter), que autuou em diversos filmes populares de sucesso, tornando-se professora de rafting em Utah e co-autora do livro Earthbag Building: the Tools, Tricks and Techniques (Natural Building Series, 2004), tratando sobre a construção moradias acessíveis, sustentáveis e resilientes com sacos de terra. Os principais conceitos incluem o uso de materiais facilmente disponíveis e baratos, como solo local e sacos reciclados, a natureza transformadora e comunitária do processo de construção e a durabilidade das paredes de sacos de terra. Seu trabalho destaca que o custo é variável e depende da mão de obra do construtor e da complexidade do projeto.

 


PSICOLOGIA FENOMENOLOGICA – O livro Introdução à psicologia fenomenológica (Imago, 2001), de Antonio Gomes Penna, trata do método fenomenológico e a filosofia fenomenológica como ciência de rigor, exposição das principais contribuições, os dados biográficos e bibliográficos de Edmund Husserl, a psicologia fenomenológica, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL POSITIVO – O livro Curso de direito constitucional positivo (Malheiros, 2002), do professor José Afonso da Silva, trata de temas como o direito constitucional e da constituição, da evolução político-constitucional do Brasil, princípios fundamentais, do princípio democrático e garantia dos direitos fundamentais, formação histórica das declarações de direitos, dos direitos e deveres individuais e coletivos, do direito à vida e do direito à privacidade, direito de igualdade e de liberdade, direito de propriedade, direitos sociais, direito de nacionalidade, direito de cidadania, garantias constitucionais, da estrutura básica da federação, da administração pública, bases constitucionais das instituições financeiras, da defesa do Estado e das instituições democráticas, da ordem econômica e social, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

E-BUSINESS & MARKETING – Para desta temática na área da construção civil, faz-se necessária efetuar uma abordagem acerca da construção civil como representação socioeconômica e o contexto organizacional, para tratar da introdução do Marketing, sua fundamentação conceitual e aplicações na construção civil para, enfim, tratar de e-business e o gerenciamento de obras no setor. Veja mais aqui e aqui.


AUTISMO – A técnica em Química pelo Cefet (IFAL) e graduanda em Psicologia pelo Cesmac, Edjane Galvão, vem desenvolvendo estudos sobre a temática do Autismo, participando de congressos nacionais e internacionais sobre a temática, além de frequentar cursos nas mais diversas vertentes psicológicas, desde neurocientíficas, psicanalíticas, cognitivas e comportamentais, tendo por meta aprofundar suas pesquisas sobre a realidade e relações do autista no seio familiar e na educação. Veja mais aqui e aqui.



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Boi de fogo aqui.

E mais:
Poetas do Brasil, Gregório de Matos Guerra, Sheryl Crow, Dalinha Catunda, Yedda Gaspar Borges, Iracema Macedo, Fidélia Cassandra, Jade da Rocha, Psicodiagnóstico, Controle & Silêncio Administrativos aqui.
Eliete Cigarini, Abuso Sexual, Condicionamento Reflexo & Operante aqui.
Poetas do Brasil, Satyricon de Petrônio, Decameron de Boccaccio, Jorge de Lima, Laura Amélia Damous, Sandra Lustosa, Arriete Vilela, Sandra Magalhães Salgado, Celia Lamounier de Araújo & Simone Moura Mendes aqui.
Anna Pavlova, a Psicanálise de Freud & Adoção aqui.
A magia do olhar de quem chega aqui.
A mulher chinesa aqui.
Tarsila do Amaral, Psicopatologia & Transtornos de Consciência, Direito, Consumidor & Internet aqui.
José Saramago, Hannah Arendt, Luís Buñuel, Sérgio Mendes, Catherine Deneuve, Frederico Barbosa, Barbara Sukova, Os Assassinos do Frevo & Gilson Braga aqui.
Skinner, Walter Smetak, Costa-Gavras, Olga Benário, Kazimir Malevich, Irene Pappás, Camila Morgado & Pegada de Carbono aqui.
Marcio Baraldi & Transversalidade na Educação aqui.
Padre Bidião & as duas violências aqui.
A literatura de Rubem Fonseca aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o banguelo vê esmola grande fica mais assanhado que pinto no lixo aqui.
Big Shit Bôbras & o paredão: quem vai tomar no cu aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
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Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
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quinta-feira, setembro 10, 2015

RICOEUR, BATAILLE, BECKER, GULLAR, PURCELL, GARDNER, ZANINI, ÁLVARO QUEIROZ & FREVO NENHURES.



VAMOS APRUMAR A CONVERSA? FREVO NENHURES, OK? OU SABOTARALGUÉM (Um dia na Mata Sul de Pernambuco em 1985) – Brancazul. Verdamarelo. Verdazul. Brancamarelo. Cinza! Slept! Slept! Tchummmmm! Pega! Pega! Pega! Num deixa fugir! Pega! – Se foram... – Ficaram. Eita bichim ligeiro danado. Verdamarelo. Brancazul (põe solvente!). Cinzanil. Bancébano. Alka Seltzer é bom pro Brasil. Coca-cola é bom pro Brasil. Sorria, o sucesso, Kollynus. Brasilbrazil! É salada de fome mais potorrada pra estrangeiro nenhum botar defeito (ainda tem a opção de ser servido à milanesa acompanhado dum Delfin com proporções de valeira, que tal?). Psiu. Pipoca é bom pro brasio, ué?!?! Ué, mas eu estudei no Mobral assim: brasio. Falô. Psiu. Será a Margarida? Dali pintoui o Brasil num De Gaule (inda vem Stephan Zweig pra embananar tudo, que maravilha!). Tô mais com Ignácio de Loyola, nenhum. Mas eu tava com minha namorada depois de saboreado uma catuaba em estilo on the rocks ou wonderox sorrateiramente passeando pelos gardens da Praça Santo Amaro, quando a noite já ia arriando a calcinha para a madrugada e obscenidade do dia que ia dar na tarde acalorada de corpos suados e pegajosos e ensolarados da pletora dos antípodaws quando vimos o cruzeiro e ela me perguntou se over ou open? – Não transo essa, meu bem. – Esse não entou no Skylab, pô! – Não é nada disso, foi o cruzeiro do sil. – Põe mais uma estrela no ombro! – Nada, basta uma fitinha, meia-volta, volver! A Ursa-Maior foi promovida a general! – E o cão-menor do sargento? – Sifu. Aí, cinzanilás, brancebanocre. E por falar nisso puseram um quepe na lua. – É isso aí, quanto mais purpurina, melhor. Abracadabra! E o milagre? O milaaaagreeee! Que milagre? O miiiiilaaaagreeeeeee! (O milagre todo mundo esperou e não viu, ele é meio, assim, meio que retardado, diz o direitista convenientemente num muxoxo). Milagre! Vozes ecoam: milaaaagreeeee! Tumbrasil, yes! – Só nãi tem mais café, só Pelé, serve? Ô gente boa, toma mais uma, sacumé? Toma mais uma aí, bicho! Dá uma beiçada aqui! Isso! Vais ganhar um pacote de abril. Já vil? Já viu. Brasilabril. Viva o primeiro! O quê? Viva o primeiro da fila! Da fila? Do curso? Bloco? Amor? Não, de abril, meu. Falô, Cabral. Saculendê nhêenga neca terranew. Nhengopeak wave patropi. Se pega nessa, irmão. Oxente, do you is a woman? Sacou, bread, óvni na cabeça! Morou, yes. Tasca aí um bichano do primeiro ao quinto com centena. Na seca? Qualé, meu?!? Xuxu beleza, brucutu. Sacode o rango que lá vem inflação. Inflação é bom pro Brasil? Jari é bom pro Brasil! Chinês é bom pro Brasil! Teacher? Thatcher é bom pro Brasil. Furnas é bom pro Brasil. Seca é bom pro Brasil. O roubo é bom pro Brasul! Corrupção é bom pro Brasil. Cibalena é bom pro Brasil. Don’t have in condição! Nesse termo-não, já não posso competir com yankee não! Sou brasileiro, new-man lá do sertão! Ué? Vixe! Royalties é bom pro Brasil, CaBrasil? Yes, nós temos banana à vontade! (Raízes & Frutos, Luiz Alberto Machado. Bagaço, 1985). Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Nu feminino – óleo sobre cartão, do pintor brasileiro Mario Zanini (1907-1971).


Curtindo o álbum da semiópera barroca The Fairy Queen (A rainha das fadas, 1692 – Germany, 1981), do compositor inglês Henry Purcell (1659-1695), baseada na obra Sonho de uma noite de verão de William Shakespeare, na performance do regente John Eliot Gardiner & Monteverdi Choir, Eiddwen Harrhy, Elisabeth Priday, English Baroque Soloists, Judith Nelson, Ashley Sttaford, Timothy Penrose, Jennifer Smith, Judith Nelson, Martyn Hill & Wynford Evans.

FENOMENOLOGIA E A ÉTICA DA SEGUNDA PESSOA – O livro Na escola da fenomologia (Vozes, 2009), de filósofo francês Paul Ricoeur (1913-2005), aborda temas como Husserl e o sentido da história, o métoda e tarefas de uma fenomenologia da vontade, análises e problemas em Ideen II de Husserl, sobre a fenomenologia, estudo sobre as meditações cartesianas, Kant, o sentimento, o originário e a questão-em-sentido-contrário na Krisis de Husserl e, a que destaco alguns trechos, a simpatia e respeito – fenomenologia e ética da segunda pessoa: [...] mostrar que o aparecer do outro deve ser fundado em uma posição de ser que ultrapassa todo método descritivo e resulta, antes, de uma função pratica da consciência, de um postulado da liberdade. Nossa reflexão vai assim remeter de Husserl e Scheler a Kant: a fenomenologia da simpatia vai nos remeter à ética do respeito [...] O problema do outro mostra com clareza o divorcio latente entre as duas tendências da fenomenologia husserliana, a tendência descritiva e aquilo que se pode chamar com propriedade designar como a tendência metafisica, Husserl mostrou-se genial por ter mantido a aposta até o fim: com efeito, a preocupação descritiva de respeitar a alteridade do outro e a preocupação dogmática de fundar o outro na esfera primordial de pertença encontram o seu ponto de equilíbrio na ideia de uma apreensão analogizante do outro. Mas é duvidoso que o enigma da existência do outro enquanto outro – ou seja, ao mesmo tempo como outro e como semelhante – se sustente nos limites estreitos dessa apreensão analogizante onde se equilibram as duas exigências a que Husserl tenta satisfazer simultaneamente. [...] O respeito, em primeiro lugar, efetua a justificação crítica da simpatia. Ele trabalha como um discriminador no seio da confusão afetiva inerente à simpatia. O respeito, sem cessar, livra a simpatia de sua tendência romântica, ou a se perder no outro, ou a absorver o outro em si – tendência que Max Scheler perfeitamente discerniu sob o termo da fissão heteropática ou idiopática. Pelo respeito eu me compadeço ao mesmo tempo com a dor ou com a alegria do outro como sua e não como minha, o respeito aprofunda a distância fenomenológica entre os seres, pondo o outro ao abrigo das invasões de minha sensibilidade indiscreta: a simpatia toca e devora o coração, o respeito observa de longe. Dir-se-ia com muita propriedade, que a simpatia, conforme Max Scheler, é uma fusão afetiva posta em pé pelo respeito. Mesmo que sua textura seja paradoxal, este paradoxo não é um dado, um fato inerte que se constata, e sim uma obra. [...] Deixando de lado essas perspectivas sobre a ação na história, voltemos para encerrar, a nossas preocupações metodológicas iniciais: 1) Não é necessário escolher entre uma ética formal do respeito e uma ética material, seja pela simpatia, seja da luta. [...] 2) Existe um reconhecimento do outro, ligado ao momento formal da ética [...] 3) A posição formal do outro no respeito acaba duplamente na simpatia e na luta. [...] Sem a posição de realidade correlativa do respeito, a fenomenologia não consegue passar do problema da constituição da coisa ao da constituição da pessoa. A fenomenologia procede da decisão de reduzir o em si ao fenômeno, a posição absoluta de alguma coisa no seu aparecer. Essa decisão – a redução fenomenológica – é libertadora quando se trata de coisas. [...] Por isso só se pode encontrar decepção em toda tentativa para substituir o consentimento voluntario por alguma percepção do outro ou por alguma intuição do coração. Pondo a realidade do outro, o respeito protege contra a fútil curiosidade do saber. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A LITERATURA E O MAL – O livro A literatura e o mal (L&PM, 1989), do escritor francês Georges Bataille (1897-1962), traz ensaios do autor sobre a literatura francesa sob aspectos antropológicos, históricos, filosóficos e sociológicos, que aborda sobre o erotismo e a literatura de Emily Brontè, a poesia e a estátua do impossível & a significação história das Flores do mal de Baudelaire, o sacrifício & o malefício da missa negra de Michelet, a mitologia de William Blake e a psicanálise de Carl Jung, a poesia do destino de Marquês de Sade, O amor pela verdade e pela justiça no socialismo de Marcel Proust & o prazer baseado no sentido criminoso do erotismo, a terra prometida e a sociedade revolucionária de Kafka, o fracasso de Jean Genet e o estudo de Sartre, entre outros assuntos. Da obra destaco os trechos: A geração a que pertenço é tumultuosa. Ela despertou para a vida literária nos tumultos' do surrealismo. Houve, nos anos que se seguiram à Primeira Guerra, um sentimento que transbordava. A literatura sufocava em seus limites. Parecia que ela continha em si uma revolução. Estes estudos cuja coerência se impõe a mim, um homem maduro os compôs. Mas seu significado profundo diz respeito ao tumulto de sua juventude, de que eles são o eco abafado. É significativo, a meus olhos, que eles (ao menos em sua primeira versão) tenham sido parcialmente publicados na Critique, revista de reconhecido caráter sério. Devo contudo observar que se de vez em quando tive que reescrevê-los, foi porque, nos tumultos persistentes de meu espírito, no primeiro momento só pude dar uma expressão obscura de minhas idéias. O tumulto é fundamental — é o sentido desse livro. Mas é tempo de chegar à clareza de consciência. É tempo... As vezes até mesmo pareceria que o tempo falta. Pelo menos o tempo urge. Estes estudos correspondem ao esforço que empreguei para destacar o sentido da literatura... A literatura é o essencial ou não é nada. O Mal — uma forma penetrante do Mal de que ela é. A expressão tem para nós, creio eu, o valor concepção não impõe a ausência de amor, exige uma "hipermoral". A literatura é comunicação. A comunicação impõe a lealdade a nioial rigorosa, neste aspecto, é dada a partir de cumplicidades no conhecimento do Mal, que estabelecem a comunicação intensa. A literatura não é inocente, e, culpada, ela enfim deveria se confessar como tal. Só a ação tem os direitos. A literatura, eu o quis lentamente demonstrar, é a infância enfim reencontrada. Mas a infância que dominaria teria uma verdade? Diante da necessidade da ação, impõe-se a honestidade de Kafka, que não se concedia direito algum. Seja qual for o ensinamento que emane dos livros de Genet, a defesa de Sartre não é aceitável. Enfim, a literatura deveria se advogar culpada. [...] Não há nenhuma diferença entre a comunicação forte assim representada e o que chamo de soberania. A comunicação supõe, no momento, a soberania daqueles que se comunicam entre si e, reciprocamente, a soberania supõe a comunicação; ela é, em intenção, comunicável, senão não é soberana. E preciso dizer, insistindo nisso, que a soberania é sempre comunicação, e que a comunicação, no sentido forte, sempre é soberana. Se nós nos mantivermos neste ponto de vista, a experiência de Genet é de interesse exemplar. Para dar o sentido dessa experiência, que não é somente a de um escritor, mas de um homem que transgrediu todas as leis da sociedade — todos os interditos sobre os quais a sociedade se baseia —, eu deveria partir de um aspecto propriamente humano da soberania e da comunicação. Na medida em que ela difere da animalidade, a humanidade de corre da observação de interditos, de que alguns são universais; tais são os princípios que se opõem ao incesto, ao contato do sangue mestrual, à obscenidade , ao assassinato, ao consumo da carne humana; em primeiro lugar, os morto; são objeto de prescrições variando segundo os tempos e os lugares, aos quais ninguém deve contestar. A comunicação ou a soberania são dadas no quadro da vida determinado pelos interditos comuns (aos quais se acrescentam localmente numerosos tabus). Estas diversas limitações sem dúvida alguma contestam, ainda que em diversos graus, a plenitude da soberania. Nós não podemos nos surpreender se a pesquisa da soberania se liga à infração de um ou vários interditos. Darei como exemplo o fato de que no Egito o soberano era excetuado da proibição do incesto. Do mesmo modo, a operação soberana que é o sacrifício tem um caráter de crime; matar a vítima é agir contra as prescrições válidas em outras circuastâncias. Mais geralmente, no "tempo soberano" de uma fe^a, condutas contrárias às leis do "tempo profano" são admitidas ou injustas. Assim, o caminho de criação de um elemento soberano (ou sagrado) — de um personagem institucional ou de uma vítima oferecida ao consumo — é uma negação de um desses interditos de que a observação geral fez de nós seres humanos, não animais. Isso quer dizer que a soberania, na medida em que a humanidade se esforça no seu sentido, exige que nos situemos "acima da essência" que a constitui". Isso quer dizer também que a comunicação maior não pode ser feita senão na condição de que recorrêssemos ao Mal, isto é, à violação do interdito - 0 exemplo de Genet corresponde exatamente à atitude naquilo em que ele procurou a soberania no Mal, e que o Mal, com efeito, lhe deu esses momentos vertiginosos em que parece que em nós o ser é disjunto e em que, embora sobreviva, escapa à essência que o limitava. Mas Genet se recusa à comunicação. É por se recusar à comunicação que Genet não atinge o momento soberano em que deixaria de remeter tudo a suas preocupações de ser isolado, ou, como diz Sartre, de "ser" simplesmente; é na medida em que ele se abandona sem limite ao Mal que a comunicação lhe escapa. Tudo se esclarece nesse ponto: o que compromete Genet pertence à solidão em que ele se encerra, onde o que subsiste dos outros é sempre vago, indiferente; numa palavra, é porque ele faz a seu solitário proveito o Mal ao qual ele recorreu a fim de existir soberanamente. O Mal que a soberania exige é necessariamente limitado: a própria soberania o limita. Ela se opõe ao que o submete na medida em que ela é comunicação. Ela se opõe aí a este movimento soberano que exprime um caráter sagrado da moral. Admito que Genet quis tornar-se sagrado. Admito que nele o gosto pelo mal ultrapassou a preocupação do interesse, que ele quis o Mal como um valor espiritual, e que ele conduziu sua experiência sem ceder. Nenhum motivo vulgar daria conta de seu fracasso, mas, como numa prisão mais encerrada que as prisões reais, um destino nefasto o encerrou em si mesmo, no fundo de sua desconfiança"'. Jamais ele se libertou sem reticências dos movimentos irracionais que conciliam os seres cm virtude de uma grande desordem, mas os conciliam sob essa condição, a de que não vele neles um olhar ambíguo, preso à diferença de si mesmo e dos outros. Sartre falou notavelmente dessa tristeza dissimulada que enreda Genet. Uma admiração literária, em parte exaltada, não impediu Sartre ele até mesmo a permitiu — de exprimir sobre Genet julgamentos cuja severidade, temperada por uma simpatia profunda, frequentemente é contundente. Sartre insiste nesse ponto: Genet, que agitam as contradições de uma vontade destinada ao pior, ainda que busque "a impossível Nulidade", reivindica finalmente o ser para sua existência. Ele quer captar sua existência, e-lhe necessário chegar ao ser, é-lhe necessário se dar a si mesmo o ser das coisas... Seria preciso que essa existência "pudesse ser sem ter necessidade de representar seu ser: em si". Genet quer se "petrificar em substância" esc é verdade que sua busca, como o diz Sartre, visa esse ponto, que Breton definiu nesta fórmula, uma das melhores aproximações da soberania, "de onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o superior e o inferior deixam de ser percebidos contraditoriamente..." isso não acontece sem uma alteração fundamental. Com efeito, Sartre acrescenta:"... o surreal, Breton espera, senão 'vê-lo', ao menos se confundir com ele em sua indistinção em que visão e ser fazem apenas um... Mas "a santidade de Genet" é o surreal captado como o avesso inacessível e substancial da existência...", é a soberania confiscada, a soberania morta, daquele cujo desejo solitário de soberania é traição da soberania. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

JOÃO BOA MORTE & TRADUZIR-SE – Nos livros João Boa Morte – cabra marcado para morrer (Cordel – Universitária, 1962) e Na vertigem do dia (Civilização Brasileira, 1980), do poeta Ferreira Gullar, destaco inicialmente o poema do João Boa Morte - cabra marcado para morrer: Essa guerra do Nordeste / não mata quem é doutor. / Não mata dono de engenho, / só mata cabra da peste, / só mata o trabalhador. / O dono de engenho engorda, / vira logo senador. / Não faz um ano que os homens / que trabalham na fazenda / do Coronel Benedito / tiveram com ele atrito / devido ao preço da venda. / O preço do ano passado / já era baixo e no entanto / o coronel não quis dar / o novo preço ajustado. / João e seus companheiros / não gostaram da proeza: / se o novo preço não dava / para garantir a mesa, / aceitar preço mais baixo / já era muita fraqueza. / "Não vamos voltar atrás. / Precisamos de dinheiro. / Se o coronel não quer dar mais, / vendemos nosso produto / para outro fazendeiro." / Com o coronel foram ter. / Mas quando comunicaram / que a outro iam vender / o cereal que plantaram, / o coronel respondeu: / "Ainda está pra nascer / um cabra pra fazer isso. / Aquele que se atrever / pode rezar, vai morrer, / vai tomar chá de sumiço". Também o poema Traduzir-se: Uma parte de mim / é todo mundo: / outra parte é ninguém: / fundo sem fundo. / Uma parte de mim / é multidão: / outra parte estranheza / e solidão. / Uma parte de mim / pesa, pondera: / outra parte / delira. / Uma parte de mim / almoça e janta: / outra parte / se espanta. / Uma parte de mim / é permanente: / outra parte / se sabe de repente. / Uma parte de mim / é só vertigem: / outra parte,/ linguagem. / Traduzir uma parte / na outra parte / — que é uma questão / de vida ou morte — / será arte? Veja mais aqui, aqui e aqui.

O MITO DO PALCO NACIONAL – A memorável atriz Cacilda Becker (1921-1969) é considerada um dos maiores mitos dos palcos nacionais, começou sua carreira no teatro em 1948, percorrendo uma trajetória de 30 anos de carreira, encenando 68 peças teatrais, entre elas O autor da barca do inferno (1943), A farsa de Ines Pereira e do escudeiro (1945), Vertido de Noiva (1947),.Não sou eu (1947), Nick Bar, álcool, brinquedos e diversões (1949), Arsênico e alfazema (1949), Entre quatro paredes (1950), Os filhos (1950), O anjo de pedra (1950), Pega=Fogo (1950), Seis personagens à procura de um ator (1951), A dama das camélias (1951), Antígone (1952), Maria Stuart (1955), Gata em teto de zinzo quente (1956), Longa jornada noite a dentro (1958), Em moeda corrente no país (1960), A vista da velha senhora (1962), A noite do iguana (1964), Quem tem medo de Virgina Woolf (1965), Isso devia ser proibido (1967) e Esperando Godot (1969). No cinema ela atuou em Luz dos seus olhos (1947), Caiçara (1950) e Floradas da serra (1965) e também atuou na telenovela Ciúmes, da TV Tupi, em 1966. Ela teve um derramente cerebral no palco durante a apresentação de Esperando Godot, falecendo 38 dias depois em estado de coma. Aqui nossa eterna salva de palmas de pé! Veja mais aqui e aqui.

THE BAREFOOT CONTESSA & O ANIMAL MAIS BELO DO MUNDO – O drama romântico The Barefoot Contessa (A condessa descalça, 1954), escrito e dirigido pelo cineasta estadunidense Joseph L. Mankiewicz (1909-1993), com música de Mario Nascimbene, conta o funeral de uma grande atriz internacional de cinema – baseado na atriz e dançarina Rita Hayworth e também na atriz Anne Chevalier do filme Tabi, 1931- e que durante o féretro três homens que se conheceram na ocasião, começam a relembrar fatos da vida conturbada da adorada, mostrados em flashback. Um deles narra que a conheceu em Madrid, quando ela usava o seu verdadeiro nome e dançava num cabaré da cidade. Um outro, que era diretor e roteirista em crise profissional por causa de álcool, e um relações públicas que, juntos, viajaram até Roma para buscar um novo rosto para estrelar o primeiro filme deles. Quando chegaram em Madri ouviram falar da atriz, então iniciando a carreira, e levam-na para se tornar uma grande estrela. A película ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de 1955, ambos na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. O destaque do filme fica para a sempre belíssima atriz Ava Gardner que, além de ser considerada um dos mitos da sétima arte, uma das mais belas atrizes da história do cinema e uma das grandes estrelas do século XX, além de uma das maiores lendas do cinema, é tida como o animal mais belo do mundo por sua exuberante e fotogênica beleza. Veja mais aqui.

LANÇAMENTO – Acontecerá logo mais às 19hs, no Shopping Maceió, na Mangabeiras Maceió (AL), a Exposição promovida pela EdUfal e Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Na ocasião será realizado o lançamento do livro Notas da História da Igreja nas Alagoas, do professor, filósofo, escritor e historiador Álvaro Queiroz, que é graduado em História e pós-graduado em Ciências Humanas com ênfase em Geohistória e, também, é autor de outros dez livros, entre eles Páginas de Filosofia (2014), Episódios da História de Alagoas, A Igreja e os sistemas de governo na história, e Clero e Política nas Alagoas, além de diversos artigos científicos. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do escultor, pintor e artista pop e de litografia britânico Allen Jones.

 Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa SuperNova, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...