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sexta-feira, setembro 30, 2016

MARGUERITE DURAS, NIETZSCHE, STANISLAW PONTE PRETA, LENORA DE BARROS, MIRIAM RAMOS, LUCKESI, ED FREEMAN, LUCIAH & CORRUPÇÃO


INEDITORIAL: QUEM, NUNCA APRENDEU A DISCERNIR ENTRE O QUE É E O QUE NÃO É, JAMAIS APRENDERÁ A VOTAR! - Salve, salve, gentamiga do meu Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada! Sei que ninguém está nem aí – pudera, de repente o Brasil virou mais de pernas pro ar do que sempre esteve -, mas devo dizer que daqui mais um dia, a gente tem a obrigação de votar. Ih! Gostando ou não, eu vou. Sei também que ninguém confia mais nos políticos, na justiça, na polícia, nos gestores públicos, nas notícias da imprensa, em autoridade alguma. Também sei que de certeza a gente só tem duas: a primeira é que quando a coisa é pro nosso lado, ah, a lei é inexorável: ou vai, ou racha. Bota pra lascar! A gente que se vire pra sair da enrascada, só penando; e quando é direito da gente, ou é adiado até nunca mais, ou está faltando, ou prescreveu. É danado mesmo: quando vem não tem nem mais graça. A segunda é que a gente só vê neguinho se arrumando, aprontando, burlando e desmandando, avançando sinal, ultrapassando pela direita, enricando da noite pro dia, pintando e bordando e, depois de CPIs, das ações da polícia federal e dos intermináveis e milionários recursos jurídicos, sai mangando da gente por sermos bestas de cumprir as leis e de trilhar como manda o figurino. Pois é, pro lado da gente qualquer metidozinho fulustreco é autoridade prepotente. Porém – e ainda tem contudo, todavia, entretanto -, tudo isso é culpa da gente mesmo: a gente só sabe reclamar às escondidas da desconfiança geral. Então, tudo isso ocorre porque a gente não tem coragem de encarar a bronca de frente e exigir o cumprimento d tanto de lei que fabricam todo dia. A gente fica só: pra que tanta lei se, apesar da compulsoriedade, jamais será cumprida por todos! Só pelos bestas que andam na linha e correm o risco até do trem pegar. Como a democracia é uma promessa não cumprida montada na dissensão, a gente tem mesmo é que participar das broncas das nossas ruas, dos nossos bairros, da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país. É exatamente pela falta da nossa participação que fazem do que fazem. E não vamos votar só por votar, mas com consciência! Entendeu ou quer que desenhe? Se não deu ou não tem dado certo, um dia a gente acerta! E só acerta quem tenta e erra. Enquanto isso, vamos pras novidades do dia: O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil, o conhecimento da Filosofia da Educação de Cipriano Luckesi, a literatura de Marguerite Duras & de Stanislaw Ponte Preta, a música do piano brasileiro de Miriam Ramos, a arte visual de Lenora de Barros, a gaia ciência de Nietzsche, a fotografia de Ed Freeman, o evento das Pensadoras – as grandes mulheres filósofas da história, a croniqueta O amor é tudo no clarão dos dias e na escuridão das noites e a arte & a poesia de Luciah Lopez. No mais, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Veja mais aqui.

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Brincar com arte, Johan Huizinga, Cecília Meireles, Ziraldo, Fernando Botero, Teatro Infantil & Literatura Infantil aqui.

E mais:
Proezas do Biritoaldo: quando Cupido acerta no alesado, Deus faz, o diabo ajunta aqui.
Tolinho & Bestinha: Quando Tolinho deu uma de bundão e quase bate as botas aqui.
Fceamepa: dando uns pulos que ninguém é quadrado aqui.
Crônicas Natalinas aqui.
Râmana Mahârshi, Raimundo Carrero, Bardesanes, Rainer Werner Fassbinder, Elisa Fukuda, Hanna Schygulla, Sustentabilidade & Direito Tributário aqui.

DESTAQUE:
[...] Todos têm o direito de desfrutar de forma equitativa das contribuições que fazem aos cofres públicos. Os recursos públicos devem ser utilizados para o desenvolvimento das comunidades, e não para o enriquecimento de uns poucos. [...] O acompanhamento e supervisão permanentes da conduta dos administradores públicos é uma forma essencial de controlar a corrupção. Para isso, é necessário informação [...] O exercício da cidadania pressupõe indivíduos que participem da vida comunitária. Organizados para alcançar o desenvolvimento da comunidade onde vivem, devem exigir comportamento ético dos poderes constituídos e eficiência nos serviços públicos. Um dos direitos mais importantes do cidadão é o de não ser vítima da corrupção. De qualquer modo que se apresente, a corrupção é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal. Ela também pode ser apontada como uma das cauãs decisivas da carência e da pobreza das cidades, dos estados e do país. A corrupção corrói a dignidade do cidadão, contamina os indivíduos, deteriora o convívio social, arruína os serviços públicos e compromete a vida das gerações atuais e futuras. O desvio de recursos públicos não só prejudica os serviços urbanos, como leva ao abandono de obras indispensáveis às cidades e ao país. Ao mesmo tempo, atrai a ganância e estimula a formação de quadrilhas que evoluem para o crime organizado, o tráfico de drogas, e de armas, provocam a violência em todos os setores da cidade. Um tipo de delito atrai o outro, que quase sempre estão associados. Além disso, investidores sérios afastam-se de cidades e regiões onde vigoram práticas de corrupção e descontrole administrativo. Os efeitos da corrupção são perceptíveis na carência de verbas para obras públicas e para a manutenção dos serviços da cidade, o que dificulta a circulação de recursos e a geração de novos empregos e novas riquezas. Os corruptos drenam os recursos da comunidade, uma vez que tendem a aplicar o grosso do dinheiro desviado longe dos locais dos delitos para se esconderem da fiscalização e da justiça e dos olhos da população. A corrupção afeta a qualidade da educação e da assistência aos estudantes, pois os desvios subtraem recursos da merenda e do material escolar, desmotivam os professores, prejudicam o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças e as condenam a uma vida com menos perspectivas de futuro. A corrupção também subtrai verbas da saúde, comprometendo diretamente o bem estar dos cidadãos. Impede as pessoas de ter acesso ao tratamento de doenças que poderiam ser facilmente curadas, encurtando suas vidas. O desvio de recursos públicos condena a nação ao subdesenvolvimento econômico crônico. Por isso, o combate à corrupção nas administrações públicas deve estar constantemente na pauta das pessoas que se preocupam com o desenvolvimento social e sonham com um país melhor para seus filhos e netos. Os que compartilham da corrupção, ativa ou passivamente, e os que dela tiram algum tipo de proveito, devem ser responsabilizados. Não só em termos civis e criminais, mas também eticamente, pois eles procuram fazer com que a corrupção seja aceita como fato natural no dia-a-dia da vida pública e admitida como algo normal no cotidiano da sociedade. É inaceitável que a corrupção possa ter espaço na cultura nacional. O combate às numerosas modalidades de desvio de recursos públicos deve, portanto, constituir-se em compromisso de todos os cidadãos e grupos organizados que queiram construir uma sociedade justa e equilibrada. Devemos isso aos nossos filhos. [...].
Trechos extraídos da obra O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil (Ateliê, 2004), Antoninho Marmo Trevisan, Antonio Chizzotti, João Alberto Ianhez, José Chizzotti e Josmar Verillo. Veja mais aqui e aqui.

O AMOR É TUDO NO CLARÃO DOS DIAS E NA ESCURIDÃO DAS NOITES (Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez). - A vida é plena na claridade dos seus olhos amantes e eu sou mas que fascínio feito um deus menino agraciado com a soberania sobre todas as coisas. E sou-lhe grato a recolher cada mínimo reflexo do seu áureo olhar, cada gesto tímido de suas portas entreabertas, para viver a cada instante a plenitude de sua existência mágica para satisfação dos meus mais requerentes apelos. E revivo o cheiro de sua boca viçosa a exalar os seus incensos na doçura da noite e no manjar do dia ,para que eu seja íntegro senhor de todos os seus domínios. E me aposso e tomo conta diligente de tudo que emana de sua divina compleição, a dar-me as sete chaves do seu coração imenso e o supremo refúgio de suas mãos magnéticas com todos os seus poderes. Sou rei no seu reinado e usufruo da delicadeza de sua carne báquica, opulenta, radiante e fecunda que transborda nos seus seios florescentes, para que eu seja mais que reinante da sua auréola miraculosa na graça do seu torso inteiriço, no feitiço do seu sexo inflado, na magistral beleza que o seu corpo encerra na convulsão dos sentimentos que se agitam indômitos no ventre dos desejos latentes e que palpita, ondula, ondeia, aguda maré cheia na dócil paixão de quem ama, na graça miraculosa da embriaguez do vício de amar. E eu à mancheia peço bis e a monja bela vai sorrindo e de mãos juntas e espalmadas se eleva diante do meu semblante e recresce no seu poder extremo com todas as suas amplidões infinitas, para que as minhas emoções profanas se sacralizem na sua majestade com a minha reverência penitente de governar a glória do seu amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.

UMA MÚSICA
 Curtindo o álbum duplo Piano brasileiro: 70 anos de história (Paulus, 2003), da pianista Miriam Ramos, interpretando Villa-Lobos, Marlos Nobre, Almeida Prado, Ernesto Nazareth, Alberto Nepomuceno, Francisco Mignone, entre outros compositores brasileiros.

PESQUISA: O CONHECIMENTO - [...] O conhecimento é a compreensão inteligível da realidade, que o sujeito humano adquire através de sua confrontação com essa mesma realidade. Ou seja, a realidade exterior adquire, no interior do ser humano, uma forma abstrata pensada, que lhe permite saber e dizer o que essa realidade é. A realidade, através do conhecimento, deixa de ser uma incógnita, uma coisa opaca, para se tornar algo compreendido, translúcido. [...] o conhecimento pode ser entendido, sim, como aquilo que adquirimos nos livros, nas aulas e anãs conversa, mas com o objetivo de alcançar entendimento da realidade. O que está em primeiro lugar, o que está na raiz do conhecimento, é a elucidação da realidade e não a retenção de informações contidas nos livros. Essas informações deverão ser auxiliares no entendimento da realidade; contudo, elas por si mesmas não são o conhecimento que cada sujeito humano, em particular, tem da realidade. É preciso utilizar-se das informações de maneira intelectualmente ativa, para que se transformem em efetivo entendimento do mundo exterior. [...] O conhecimento, em síntese, é uma forma de entendimento da realidade. Muitas vezes, o conhecimento é confundido com o processo de decorar informação dos livros, para a seguir, repeti-la em provas escolares ou em provas de seleção. Isso não é conhecimento. Isso é memorização de informação, sem saber o que, de fato, essa informação significa. [...] Conhecimento, no verdadeiro sentido do termo, é aquele que possibilita uma efetiva compreensão da realidade, de tal forma permite agir com adequação. Trecho extraído da obra Filosofia da educação (Cortez, 1994), do filósofo, escritor, professor e psicoterapeuta Cipriano Carlos Luckesi, tratando acerca da filosofia da educação e sua relação com a pedagogia, sociedade, tendências pedagógicas na prática escolar, perspectiva para a escola como instancia de mediação pedagógica, senso comum pedagógico e postura crítica na prática docente escolar, os sujeitos do processo educativo, métodos e procedimentos de ensino, o conhecimento e elucidações conceituais e procedimentos metodológicos, conteúdos de ensino e material didático, da pedagogia à prática docente, entre outros assuntos.

UMA LEITURA:
 [...] Não imaginava que aquele dia contaria em sua vida como o dia em que, pela primeira vez, sozinha, aos dezessete anos, ela iria à descoberta de uma grande cidade colonial. Não sabia que uma ordem rigorosa reinava ali e que as categorias de seus habitantes são tão diferenciadas que se fica perdido se não for possível encontrar-se em uma delas. [...].
Trecho do romance Barragem contra o Pacífico (ARX, 2003), da escritora, dramaturga, roteirista e diretora de cinema Marguerite Duras (1914-1996), contando a história de uma mãe viúva e obstinada lutando para manter seus filhos, sonhos e mundo, adaptada para o cinema em 2008, com direção de Rithy Panh. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA: VAMOS ACABAR COM ESTA FOLGA! – O negócio aconteceu num café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, português, franceses, argelinos, alemães, o diabo. De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou: — Isso é comigo? — Pode ser com você também — respondeu o alemão. Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos. O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros: — Isso é comigo? O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro. Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros. Crônica extraída da obra Tia Zulmira e eu (Autor, 1961), do mestre da crônica e do humor Sérgio Porto (1923-1968) sob a identificação do magistral Stanislaw Ponte Preta. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

UMA IMAGEM:
Procuro-me (2004), projeto da artista visual e poeta Lenora de Barros, com cartazes que foram colados em diversos locais, enquanto a artista gravava vídeos com a reação das pessoas. Ela utiliza em suas obras diversos recursos com fotografia, vídeo e instalação.

AGENDA: AS PENSADORAS – AS GRANDES MULHERES FILÓSOFAS DA HISTÓRIA – O curso As pensadoras: as grandes mulheres filósofas da história, prosseguirá no próximo dia 19/10, das 17 às 19hs, no auditório do prédio Íris III – do curso de Direito do Centro Universitário Cesmac -, sobre o tema As mães da igreja e pensadoras cristãs medievais, ministrado pelo professor e coordenador do grupo Álvaro Queiroz. Veja mais aqui e aqui.

A GAIA CIÊNCIA
[...] No fundo, desgostam-me todas aquelas morais que dizem: “Não faças isso! Renuncia! Supera-te!” – gosto, ao contrário, daquelas morais que me incitam a fazer algo e a fazê-lo de novo e de manhã até a tarde e à noite sonhar com isso, e não pensar em mais nada, a não ser: fazê-lo bem, tão bem quanto só é possível justamente a mim! [...] Mas não quero, de olhos abertos, lutar por meu empobrecimento, não gosto de todas as virtudes negativas – virtudes cuja essência é o próprio negar e renunciar a si.
Ao fazermos, deixamos, trecho extraído do Livro IV, da obra A gaia ciência (Companhia das Letras, 2012), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Sou altar dos teus sacrifícios vagina em plena geometria onde o suor do teu corpo jorra o esperma da tua verdade Sou a pia batismal o livramento dos teus pecados a renascer-te___ homem no vértice e na flor Sou a oração e a saudade a dor e o prazer a revigorar o teu pênis na oração e na tua infinita presença para sempre em mim.
Sou, poema/fotos da da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra com a arte do fotógrafo estadunidense Ed Freeman.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.
 

quinta-feira, setembro 10, 2015

RICOEUR, BATAILLE, BECKER, GULLAR, PURCELL, GARDNER, ZANINI, ÁLVARO QUEIROZ & FREVO NENHURES.



VAMOS APRUMAR A CONVERSA? FREVO NENHURES, OK? OU SABOTARALGUÉM (Um dia na Mata Sul de Pernambuco em 1985) – Brancazul. Verdamarelo. Verdazul. Brancamarelo. Cinza! Slept! Slept! Tchummmmm! Pega! Pega! Pega! Num deixa fugir! Pega! – Se foram... – Ficaram. Eita bichim ligeiro danado. Verdamarelo. Brancazul (põe solvente!). Cinzanil. Bancébano. Alka Seltzer é bom pro Brasil. Coca-cola é bom pro Brasil. Sorria, o sucesso, Kollynus. Brasilbrazil! É salada de fome mais potorrada pra estrangeiro nenhum botar defeito (ainda tem a opção de ser servido à milanesa acompanhado dum Delfin com proporções de valeira, que tal?). Psiu. Pipoca é bom pro brasio, ué?!?! Ué, mas eu estudei no Mobral assim: brasio. Falô. Psiu. Será a Margarida? Dali pintoui o Brasil num De Gaule (inda vem Stephan Zweig pra embananar tudo, que maravilha!). Tô mais com Ignácio de Loyola, nenhum. Mas eu tava com minha namorada depois de saboreado uma catuaba em estilo on the rocks ou wonderox sorrateiramente passeando pelos gardens da Praça Santo Amaro, quando a noite já ia arriando a calcinha para a madrugada e obscenidade do dia que ia dar na tarde acalorada de corpos suados e pegajosos e ensolarados da pletora dos antípodaws quando vimos o cruzeiro e ela me perguntou se over ou open? – Não transo essa, meu bem. – Esse não entou no Skylab, pô! – Não é nada disso, foi o cruzeiro do sil. – Põe mais uma estrela no ombro! – Nada, basta uma fitinha, meia-volta, volver! A Ursa-Maior foi promovida a general! – E o cão-menor do sargento? – Sifu. Aí, cinzanilás, brancebanocre. E por falar nisso puseram um quepe na lua. – É isso aí, quanto mais purpurina, melhor. Abracadabra! E o milagre? O milaaaagreeee! Que milagre? O miiiiilaaaagreeeeeee! (O milagre todo mundo esperou e não viu, ele é meio, assim, meio que retardado, diz o direitista convenientemente num muxoxo). Milagre! Vozes ecoam: milaaaagreeeee! Tumbrasil, yes! – Só nãi tem mais café, só Pelé, serve? Ô gente boa, toma mais uma, sacumé? Toma mais uma aí, bicho! Dá uma beiçada aqui! Isso! Vais ganhar um pacote de abril. Já vil? Já viu. Brasilabril. Viva o primeiro! O quê? Viva o primeiro da fila! Da fila? Do curso? Bloco? Amor? Não, de abril, meu. Falô, Cabral. Saculendê nhêenga neca terranew. Nhengopeak wave patropi. Se pega nessa, irmão. Oxente, do you is a woman? Sacou, bread, óvni na cabeça! Morou, yes. Tasca aí um bichano do primeiro ao quinto com centena. Na seca? Qualé, meu?!? Xuxu beleza, brucutu. Sacode o rango que lá vem inflação. Inflação é bom pro Brasil? Jari é bom pro Brasil! Chinês é bom pro Brasil! Teacher? Thatcher é bom pro Brasil. Furnas é bom pro Brasil. Seca é bom pro Brasil. O roubo é bom pro Brasul! Corrupção é bom pro Brasil. Cibalena é bom pro Brasil. Don’t have in condição! Nesse termo-não, já não posso competir com yankee não! Sou brasileiro, new-man lá do sertão! Ué? Vixe! Royalties é bom pro Brasil, CaBrasil? Yes, nós temos banana à vontade! (Raízes & Frutos, Luiz Alberto Machado. Bagaço, 1985). Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Nu feminino – óleo sobre cartão, do pintor brasileiro Mario Zanini (1907-1971).


Curtindo o álbum da semiópera barroca The Fairy Queen (A rainha das fadas, 1692 – Germany, 1981), do compositor inglês Henry Purcell (1659-1695), baseada na obra Sonho de uma noite de verão de William Shakespeare, na performance do regente John Eliot Gardiner & Monteverdi Choir, Eiddwen Harrhy, Elisabeth Priday, English Baroque Soloists, Judith Nelson, Ashley Sttaford, Timothy Penrose, Jennifer Smith, Judith Nelson, Martyn Hill & Wynford Evans.

FENOMENOLOGIA E A ÉTICA DA SEGUNDA PESSOA – O livro Na escola da fenomologia (Vozes, 2009), de filósofo francês Paul Ricoeur (1913-2005), aborda temas como Husserl e o sentido da história, o métoda e tarefas de uma fenomenologia da vontade, análises e problemas em Ideen II de Husserl, sobre a fenomenologia, estudo sobre as meditações cartesianas, Kant, o sentimento, o originário e a questão-em-sentido-contrário na Krisis de Husserl e, a que destaco alguns trechos, a simpatia e respeito – fenomenologia e ética da segunda pessoa: [...] mostrar que o aparecer do outro deve ser fundado em uma posição de ser que ultrapassa todo método descritivo e resulta, antes, de uma função pratica da consciência, de um postulado da liberdade. Nossa reflexão vai assim remeter de Husserl e Scheler a Kant: a fenomenologia da simpatia vai nos remeter à ética do respeito [...] O problema do outro mostra com clareza o divorcio latente entre as duas tendências da fenomenologia husserliana, a tendência descritiva e aquilo que se pode chamar com propriedade designar como a tendência metafisica, Husserl mostrou-se genial por ter mantido a aposta até o fim: com efeito, a preocupação descritiva de respeitar a alteridade do outro e a preocupação dogmática de fundar o outro na esfera primordial de pertença encontram o seu ponto de equilíbrio na ideia de uma apreensão analogizante do outro. Mas é duvidoso que o enigma da existência do outro enquanto outro – ou seja, ao mesmo tempo como outro e como semelhante – se sustente nos limites estreitos dessa apreensão analogizante onde se equilibram as duas exigências a que Husserl tenta satisfazer simultaneamente. [...] O respeito, em primeiro lugar, efetua a justificação crítica da simpatia. Ele trabalha como um discriminador no seio da confusão afetiva inerente à simpatia. O respeito, sem cessar, livra a simpatia de sua tendência romântica, ou a se perder no outro, ou a absorver o outro em si – tendência que Max Scheler perfeitamente discerniu sob o termo da fissão heteropática ou idiopática. Pelo respeito eu me compadeço ao mesmo tempo com a dor ou com a alegria do outro como sua e não como minha, o respeito aprofunda a distância fenomenológica entre os seres, pondo o outro ao abrigo das invasões de minha sensibilidade indiscreta: a simpatia toca e devora o coração, o respeito observa de longe. Dir-se-ia com muita propriedade, que a simpatia, conforme Max Scheler, é uma fusão afetiva posta em pé pelo respeito. Mesmo que sua textura seja paradoxal, este paradoxo não é um dado, um fato inerte que se constata, e sim uma obra. [...] Deixando de lado essas perspectivas sobre a ação na história, voltemos para encerrar, a nossas preocupações metodológicas iniciais: 1) Não é necessário escolher entre uma ética formal do respeito e uma ética material, seja pela simpatia, seja da luta. [...] 2) Existe um reconhecimento do outro, ligado ao momento formal da ética [...] 3) A posição formal do outro no respeito acaba duplamente na simpatia e na luta. [...] Sem a posição de realidade correlativa do respeito, a fenomenologia não consegue passar do problema da constituição da coisa ao da constituição da pessoa. A fenomenologia procede da decisão de reduzir o em si ao fenômeno, a posição absoluta de alguma coisa no seu aparecer. Essa decisão – a redução fenomenológica – é libertadora quando se trata de coisas. [...] Por isso só se pode encontrar decepção em toda tentativa para substituir o consentimento voluntario por alguma percepção do outro ou por alguma intuição do coração. Pondo a realidade do outro, o respeito protege contra a fútil curiosidade do saber. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A LITERATURA E O MAL – O livro A literatura e o mal (L&PM, 1989), do escritor francês Georges Bataille (1897-1962), traz ensaios do autor sobre a literatura francesa sob aspectos antropológicos, históricos, filosóficos e sociológicos, que aborda sobre o erotismo e a literatura de Emily Brontè, a poesia e a estátua do impossível & a significação história das Flores do mal de Baudelaire, o sacrifício & o malefício da missa negra de Michelet, a mitologia de William Blake e a psicanálise de Carl Jung, a poesia do destino de Marquês de Sade, O amor pela verdade e pela justiça no socialismo de Marcel Proust & o prazer baseado no sentido criminoso do erotismo, a terra prometida e a sociedade revolucionária de Kafka, o fracasso de Jean Genet e o estudo de Sartre, entre outros assuntos. Da obra destaco os trechos: A geração a que pertenço é tumultuosa. Ela despertou para a vida literária nos tumultos' do surrealismo. Houve, nos anos que se seguiram à Primeira Guerra, um sentimento que transbordava. A literatura sufocava em seus limites. Parecia que ela continha em si uma revolução. Estes estudos cuja coerência se impõe a mim, um homem maduro os compôs. Mas seu significado profundo diz respeito ao tumulto de sua juventude, de que eles são o eco abafado. É significativo, a meus olhos, que eles (ao menos em sua primeira versão) tenham sido parcialmente publicados na Critique, revista de reconhecido caráter sério. Devo contudo observar que se de vez em quando tive que reescrevê-los, foi porque, nos tumultos persistentes de meu espírito, no primeiro momento só pude dar uma expressão obscura de minhas idéias. O tumulto é fundamental — é o sentido desse livro. Mas é tempo de chegar à clareza de consciência. É tempo... As vezes até mesmo pareceria que o tempo falta. Pelo menos o tempo urge. Estes estudos correspondem ao esforço que empreguei para destacar o sentido da literatura... A literatura é o essencial ou não é nada. O Mal — uma forma penetrante do Mal de que ela é. A expressão tem para nós, creio eu, o valor concepção não impõe a ausência de amor, exige uma "hipermoral". A literatura é comunicação. A comunicação impõe a lealdade a nioial rigorosa, neste aspecto, é dada a partir de cumplicidades no conhecimento do Mal, que estabelecem a comunicação intensa. A literatura não é inocente, e, culpada, ela enfim deveria se confessar como tal. Só a ação tem os direitos. A literatura, eu o quis lentamente demonstrar, é a infância enfim reencontrada. Mas a infância que dominaria teria uma verdade? Diante da necessidade da ação, impõe-se a honestidade de Kafka, que não se concedia direito algum. Seja qual for o ensinamento que emane dos livros de Genet, a defesa de Sartre não é aceitável. Enfim, a literatura deveria se advogar culpada. [...] Não há nenhuma diferença entre a comunicação forte assim representada e o que chamo de soberania. A comunicação supõe, no momento, a soberania daqueles que se comunicam entre si e, reciprocamente, a soberania supõe a comunicação; ela é, em intenção, comunicável, senão não é soberana. E preciso dizer, insistindo nisso, que a soberania é sempre comunicação, e que a comunicação, no sentido forte, sempre é soberana. Se nós nos mantivermos neste ponto de vista, a experiência de Genet é de interesse exemplar. Para dar o sentido dessa experiência, que não é somente a de um escritor, mas de um homem que transgrediu todas as leis da sociedade — todos os interditos sobre os quais a sociedade se baseia —, eu deveria partir de um aspecto propriamente humano da soberania e da comunicação. Na medida em que ela difere da animalidade, a humanidade de corre da observação de interditos, de que alguns são universais; tais são os princípios que se opõem ao incesto, ao contato do sangue mestrual, à obscenidade , ao assassinato, ao consumo da carne humana; em primeiro lugar, os morto; são objeto de prescrições variando segundo os tempos e os lugares, aos quais ninguém deve contestar. A comunicação ou a soberania são dadas no quadro da vida determinado pelos interditos comuns (aos quais se acrescentam localmente numerosos tabus). Estas diversas limitações sem dúvida alguma contestam, ainda que em diversos graus, a plenitude da soberania. Nós não podemos nos surpreender se a pesquisa da soberania se liga à infração de um ou vários interditos. Darei como exemplo o fato de que no Egito o soberano era excetuado da proibição do incesto. Do mesmo modo, a operação soberana que é o sacrifício tem um caráter de crime; matar a vítima é agir contra as prescrições válidas em outras circuastâncias. Mais geralmente, no "tempo soberano" de uma fe^a, condutas contrárias às leis do "tempo profano" são admitidas ou injustas. Assim, o caminho de criação de um elemento soberano (ou sagrado) — de um personagem institucional ou de uma vítima oferecida ao consumo — é uma negação de um desses interditos de que a observação geral fez de nós seres humanos, não animais. Isso quer dizer que a soberania, na medida em que a humanidade se esforça no seu sentido, exige que nos situemos "acima da essência" que a constitui". Isso quer dizer também que a comunicação maior não pode ser feita senão na condição de que recorrêssemos ao Mal, isto é, à violação do interdito - 0 exemplo de Genet corresponde exatamente à atitude naquilo em que ele procurou a soberania no Mal, e que o Mal, com efeito, lhe deu esses momentos vertiginosos em que parece que em nós o ser é disjunto e em que, embora sobreviva, escapa à essência que o limitava. Mas Genet se recusa à comunicação. É por se recusar à comunicação que Genet não atinge o momento soberano em que deixaria de remeter tudo a suas preocupações de ser isolado, ou, como diz Sartre, de "ser" simplesmente; é na medida em que ele se abandona sem limite ao Mal que a comunicação lhe escapa. Tudo se esclarece nesse ponto: o que compromete Genet pertence à solidão em que ele se encerra, onde o que subsiste dos outros é sempre vago, indiferente; numa palavra, é porque ele faz a seu solitário proveito o Mal ao qual ele recorreu a fim de existir soberanamente. O Mal que a soberania exige é necessariamente limitado: a própria soberania o limita. Ela se opõe ao que o submete na medida em que ela é comunicação. Ela se opõe aí a este movimento soberano que exprime um caráter sagrado da moral. Admito que Genet quis tornar-se sagrado. Admito que nele o gosto pelo mal ultrapassou a preocupação do interesse, que ele quis o Mal como um valor espiritual, e que ele conduziu sua experiência sem ceder. Nenhum motivo vulgar daria conta de seu fracasso, mas, como numa prisão mais encerrada que as prisões reais, um destino nefasto o encerrou em si mesmo, no fundo de sua desconfiança"'. Jamais ele se libertou sem reticências dos movimentos irracionais que conciliam os seres cm virtude de uma grande desordem, mas os conciliam sob essa condição, a de que não vele neles um olhar ambíguo, preso à diferença de si mesmo e dos outros. Sartre falou notavelmente dessa tristeza dissimulada que enreda Genet. Uma admiração literária, em parte exaltada, não impediu Sartre ele até mesmo a permitiu — de exprimir sobre Genet julgamentos cuja severidade, temperada por uma simpatia profunda, frequentemente é contundente. Sartre insiste nesse ponto: Genet, que agitam as contradições de uma vontade destinada ao pior, ainda que busque "a impossível Nulidade", reivindica finalmente o ser para sua existência. Ele quer captar sua existência, e-lhe necessário chegar ao ser, é-lhe necessário se dar a si mesmo o ser das coisas... Seria preciso que essa existência "pudesse ser sem ter necessidade de representar seu ser: em si". Genet quer se "petrificar em substância" esc é verdade que sua busca, como o diz Sartre, visa esse ponto, que Breton definiu nesta fórmula, uma das melhores aproximações da soberania, "de onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o superior e o inferior deixam de ser percebidos contraditoriamente..." isso não acontece sem uma alteração fundamental. Com efeito, Sartre acrescenta:"... o surreal, Breton espera, senão 'vê-lo', ao menos se confundir com ele em sua indistinção em que visão e ser fazem apenas um... Mas "a santidade de Genet" é o surreal captado como o avesso inacessível e substancial da existência...", é a soberania confiscada, a soberania morta, daquele cujo desejo solitário de soberania é traição da soberania. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

JOÃO BOA MORTE & TRADUZIR-SE – Nos livros João Boa Morte – cabra marcado para morrer (Cordel – Universitária, 1962) e Na vertigem do dia (Civilização Brasileira, 1980), do poeta Ferreira Gullar, destaco inicialmente o poema do João Boa Morte - cabra marcado para morrer: Essa guerra do Nordeste / não mata quem é doutor. / Não mata dono de engenho, / só mata cabra da peste, / só mata o trabalhador. / O dono de engenho engorda, / vira logo senador. / Não faz um ano que os homens / que trabalham na fazenda / do Coronel Benedito / tiveram com ele atrito / devido ao preço da venda. / O preço do ano passado / já era baixo e no entanto / o coronel não quis dar / o novo preço ajustado. / João e seus companheiros / não gostaram da proeza: / se o novo preço não dava / para garantir a mesa, / aceitar preço mais baixo / já era muita fraqueza. / "Não vamos voltar atrás. / Precisamos de dinheiro. / Se o coronel não quer dar mais, / vendemos nosso produto / para outro fazendeiro." / Com o coronel foram ter. / Mas quando comunicaram / que a outro iam vender / o cereal que plantaram, / o coronel respondeu: / "Ainda está pra nascer / um cabra pra fazer isso. / Aquele que se atrever / pode rezar, vai morrer, / vai tomar chá de sumiço". Também o poema Traduzir-se: Uma parte de mim / é todo mundo: / outra parte é ninguém: / fundo sem fundo. / Uma parte de mim / é multidão: / outra parte estranheza / e solidão. / Uma parte de mim / pesa, pondera: / outra parte / delira. / Uma parte de mim / almoça e janta: / outra parte / se espanta. / Uma parte de mim / é permanente: / outra parte / se sabe de repente. / Uma parte de mim / é só vertigem: / outra parte,/ linguagem. / Traduzir uma parte / na outra parte / — que é uma questão / de vida ou morte — / será arte? Veja mais aqui, aqui e aqui.

O MITO DO PALCO NACIONAL – A memorável atriz Cacilda Becker (1921-1969) é considerada um dos maiores mitos dos palcos nacionais, começou sua carreira no teatro em 1948, percorrendo uma trajetória de 30 anos de carreira, encenando 68 peças teatrais, entre elas O autor da barca do inferno (1943), A farsa de Ines Pereira e do escudeiro (1945), Vertido de Noiva (1947),.Não sou eu (1947), Nick Bar, álcool, brinquedos e diversões (1949), Arsênico e alfazema (1949), Entre quatro paredes (1950), Os filhos (1950), O anjo de pedra (1950), Pega=Fogo (1950), Seis personagens à procura de um ator (1951), A dama das camélias (1951), Antígone (1952), Maria Stuart (1955), Gata em teto de zinzo quente (1956), Longa jornada noite a dentro (1958), Em moeda corrente no país (1960), A vista da velha senhora (1962), A noite do iguana (1964), Quem tem medo de Virgina Woolf (1965), Isso devia ser proibido (1967) e Esperando Godot (1969). No cinema ela atuou em Luz dos seus olhos (1947), Caiçara (1950) e Floradas da serra (1965) e também atuou na telenovela Ciúmes, da TV Tupi, em 1966. Ela teve um derramente cerebral no palco durante a apresentação de Esperando Godot, falecendo 38 dias depois em estado de coma. Aqui nossa eterna salva de palmas de pé! Veja mais aqui e aqui.

THE BAREFOOT CONTESSA & O ANIMAL MAIS BELO DO MUNDO – O drama romântico The Barefoot Contessa (A condessa descalça, 1954), escrito e dirigido pelo cineasta estadunidense Joseph L. Mankiewicz (1909-1993), com música de Mario Nascimbene, conta o funeral de uma grande atriz internacional de cinema – baseado na atriz e dançarina Rita Hayworth e também na atriz Anne Chevalier do filme Tabi, 1931- e que durante o féretro três homens que se conheceram na ocasião, começam a relembrar fatos da vida conturbada da adorada, mostrados em flashback. Um deles narra que a conheceu em Madrid, quando ela usava o seu verdadeiro nome e dançava num cabaré da cidade. Um outro, que era diretor e roteirista em crise profissional por causa de álcool, e um relações públicas que, juntos, viajaram até Roma para buscar um novo rosto para estrelar o primeiro filme deles. Quando chegaram em Madri ouviram falar da atriz, então iniciando a carreira, e levam-na para se tornar uma grande estrela. A película ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de 1955, ambos na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. O destaque do filme fica para a sempre belíssima atriz Ava Gardner que, além de ser considerada um dos mitos da sétima arte, uma das mais belas atrizes da história do cinema e uma das grandes estrelas do século XX, além de uma das maiores lendas do cinema, é tida como o animal mais belo do mundo por sua exuberante e fotogênica beleza. Veja mais aqui.

LANÇAMENTO – Acontecerá logo mais às 19hs, no Shopping Maceió, na Mangabeiras Maceió (AL), a Exposição promovida pela EdUfal e Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Na ocasião será realizado o lançamento do livro Notas da História da Igreja nas Alagoas, do professor, filósofo, escritor e historiador Álvaro Queiroz, que é graduado em História e pós-graduado em Ciências Humanas com ênfase em Geohistória e, também, é autor de outros dez livros, entre eles Páginas de Filosofia (2014), Episódios da História de Alagoas, A Igreja e os sistemas de governo na história, e Clero e Política nas Alagoas, além de diversos artigos científicos. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do escultor, pintor e artista pop e de litografia britânico Allen Jones.

 Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa SuperNova, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...