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quinta-feira, janeiro 29, 2009

EINSTEIN, ADALGISA NERY, MURILO MENDES, ERIC BENTLEY, JEFFREY WALL & MUSA TATARITARITATÁ

A arte do artista canadense Jeffrey Wall.

LITERÓTICA: ESSA CARNE – Essa carne é o meu repasto: glória e ressurreição. É onde eu me satisfaço e faço história de ódio e paixão. É nessa carne que eu vou do céu ao inferno, de verão a inverno só para me salvar. É nela a minha eucaristia com nossa sintonia e a vida fora do ar. Essa carne é a minha crença: divina presença de sagrado louvor. Porque ela é minha doce bailarina que me salva e ilumina e me esconjura sem nexo crucificada em meu sexo e me faz qualquer um. É meu desjejum, santa profanada que pira agarrada em mim e me faz seu senhor, assim, seu penhor para que eu entenda e receba a oferenda na pira do amor. VIAGEM - É neste corpo que sou um dos irmãos Montgolfer pelos confins das galáxias com o teodolito no alvo, maior rolê por ai. É neste corpo que navego todas as águas de mares e rios, todos os sabores apetecíveis dos pomares e culturas do paladar, todas as terras de todos os continentes e todos os recantos planetários. É neste corpo que vôo na direção do vento de todas as grandes alturas das atmosferas, de todas as camadas superiores do universo e de todas as camadas inferiores da terra. É neste corpo que eu vivo porque significa a vida para mim. FESTA - Bebo do seu caldo toda vez que minha língua insone lambe sua alma entre as pernas com os sabores de vida. E ela madeira que me faz seu cupim se espreme nua como quem canta na voz de Joyce todos os seus desejos, como quem levita insaciável trepadeira, que enlouquece como uma Rita Lee fuviando no cio e eu descascando a Maria-sem-vergonha que se mija toda no orvalho da noite e que me banha com sua baba iluminando o meu sexo que se enfia pelas corredeiras e curvas e quebradas de sua nudez em festa para o meu prazer. E errante afoito eu vou por suas ruas, montes, dorso, púbis e infernos e sou mais que deus no sacrifício do seu ventre anímico. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOS - Os esforços da maioria dos seres humanos se concentram na luta pelo pão de cada dia, e em sua maioria, graças à fortuna ou a algum presente especial, mesmo aliviados dessa luta, são em sua grande parte absorvidos pelo desejo de melhorar ainda mais suas condições mundanas. Há, felizmente, uma minoria composta por aqueles que reconhecem, desde cedo em suas vidas, que as mais bonitas e gratificantes experiências humanas não são derivadas exteriormente, mas sim vinculadas aos próprios sentimentos, pensamentos e ações dos indivíduos. Os verdadeiros artistas, pesquisadores e pensadores sempre foram pessoas desse tipo. No entanto, discretamente, a vida desses indivíduos segue seu curso e os frutos de seus esforços são as contribuições mais valiosas que podem deixar como legados aos seus sucessores. Pensamento do físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955). Veja mais aqui e aqui.

O TEATRO ENGAJADO – […] Se alguém realmente perdeu a esperança, ele não estaria disposto a dizer isso. A literatura lida com a moralidade, mas não necessariamente, não como literatura, ajuda você a ser mais moral, seja por preceito ou exemplo. Isso torna você mais consciente. O que quer dizer que isso torna você mais humano, tornando a vida mais difícil, não menos. Quando você se torna mais consciente, a área da escolha moral é ampliada. Você pode ser um homem melhor; você também pode ser pior. Literatura não vai determinar qual. Não equivale nem a graça nem as boas obras. [...] Nenhum exército pode suportar a força de uma idéia cuja hora chegou. A nossa era de substitutos: em vez da linguagem, temos o jargão: em vez de princípios, slogans e, em vez de idéias verdadeiras, idéias brilhantes. Nossa é a era dos substitutos: em vez da linguagem, temos os jargões; no lugar de princípios, slogans; e em vez de ideias reais, ideias brilhantes. [...]. Trecho extraído da obra O teatro engajado (Zahar, 1969), do professor, tradutor, escritor, editor e crítico de teatro estadunidense Eric Bentley.

VINTE E DOIS MENOS UM – [...] Quando ficou inteiramente só, começou a sentir uma espécie de presença e domínio da morta. Ouviu nitidamente sua voz repetindo os argumentos de Lídia. O desenho do corpo de Ágata plasmava-se nas paredes, na cama, no chão e, quando Susana olhou para o espaço através da janela aberta, em vez de reparar no céu estrelado, percebeu Ágata, deitada, com a cabeça esfacelada e as pernas nuas. [...] Falar alto ou gargalhar é a mesma coisa. É manifestação de animalidade que a minha natureza não suporta. Vocês conhecem a minha fascinação pelas mulheres. Nada para mim tem um poder de atração maior do que uma mulher. Porém a mulher mais linda, a mais perfeita, a mais fascinante, falando alto ou gargalhando, faz crescer em mim um ímpeto monstruoso e sinto que sou capaz de abrir com as mãos o seu pescoço. Fico desvairado; é uma repulsa incontida. Só os animais se expressam com alarido, só as criaturas desclassificadas, moral e espiritualmente, falam aos gritos e riem com a garganta. [...]. Trechos extraídos da obra 22 menos 1 (Expressão e Cultura, 1972), da poeta e jornalista do Modernismo brasileiro, Adalgisa Nery (1905-1980). Veja mais aqui.

POEMA DE FÃ - Não bebo álcool, não tomo ópio nem éter,/ Sou embriagado de ti e por ti./ Mil dedos me apontam nas ruas:/ Eis o homem que é fanático por uma mulher./ Tua ternura e tua crueldade são iguais diante de mim/ Porque eu amo tudo o que vem de ti./ Amo-te na tua miséria e na tua glória/  E te amaria mais ainda se sofresse muito mais./ Caíste em fogo na minha vida de rebelado./ Sou insensível ao tempo – porque tu existes./ Eu sou fanático de ti,/ Sou fanático de todos os detalhes da tua biografia,/ Da tua graça, do teu espírito, do aparelhamento da tua vida,/ De tu em todas as idades da tua vida./ Eu quisera ser uma unidade contigo/ E me extinguir violentamente contigo na febre da minha, da tua, da nossa Poesia./ Sou teu fã desde o princípio e para toda a eternidade./ Em verdade o poeta é o maior fã de tua musa. Poema do poeta e prosador do Surrealismo brasileiro, Murilo Mendes (1901-1975), escrito em 1954, dedicado à paixão do poeta pela escritora Adalgisa Nery. Veja mais aqui.

 A arte do artista canadense Jeffrey Wall.


Gentamiga,
Deu a maior zonzeira a apuração dos votos da Musa Tataritaritatá 2008! Foi mesmo. Tudo começou quando a comissão organizadora – leia-se: eu -, resolveu convocar a comissão julgadora – uma verdadeira banca examinadora com os maiores experts em matéria de mulher -, para a confirmação dos 11 mil 463 votos e meio – este último foi o voto declarado do Afredo Bocoió que por ser meio homem só vale a metade. A colenda banca examinadora fez formal exigência de determinado local para a devida apuração: praia do litoral alagoano. - Lasquei-me! -, aduzi logo. Pois bem, numa dessas paradisíacas praias de Maceió, juntei a mundiça toda que ficou aboletada e pronta para sacramentar os mais esperados e badalados resultados com as vencedoras do certame. A coisa vai mais ou menos encaminhada quando de repente surge, do inopinado, para embucetar tudo, essa santa exuberância! Taí a primeira foto tirada em flagrante:
(Foto enviada por mail sem identificação da autoria pelo remetente)
- Luiz! Luiz! Luiz! Luiz! -, era ela procurando por mim, evidentemente.
Mas a turma não deixou por menos, quando todos armaram a confusão:
- Eu!
- Eu!
- Eu
- Eueueueueueueueueueueueueueueueuuuuuuu!!!
Danou-se tudo. Isso é que é desmantelo! Num é que um avião desse pousou no meu quintalzinho? E ela:
- Luiz Alberto Machado, por favor!
(Foto enviada por mail sem identificação da autoria).
Benzodeus.
Diga se um desembrulhado desse não é de endoidar!
Santa reboculosa.
Eu quase tenho um troço sem conseguir concatenar nada, balbuciei:
- Sim?!Hum?!
- Luiz, qual o resultado do concurso da Musa Tataritaritatá 2008?
Olha só: se eu estava azoadamente zarolho com tanta exuberância, nem a banca examinadora que dizia coisa com coisa.
Busuntaram na hora.
Ah, não!
Eu mesmo virei bocó desde menininho sem saber o que nem tartamudear e balbuciei no meio de óhs, oxes e ihs:
- Éeeeeee.....
A baba descia pescoço abaixo.
A minha só não, virou danação geral.
Tinha nego que até já havia armado o barraco e tava todo serelepe para se aproxegar na maior folgança.
Foi que a turma da segurança da jornalista começou a dar um chega-pra-lá nos mais afoitos, permitindo apenas a minha presença na redondeza desse monumento todo.
(Foto enviada por mail sem identificação da autoria).
Valei-me, minha santa entronchada da peiada boa!
Quanto mais ela perguntava, mais eu perdia nos sim e não, pois é, isso aí, foi, então e sacumé?
Negócio desembrulhado desse não é pra menos, né?
Ela ali interrogativamente lindíssima e eu todo abiscoitado com aquilo tudo.
Nem lembro como foi que findou.
Só pergunto: essa vale ou não vale como Musa Tataritaritatá???
Taí.
Depois dessa, agora, o resultado só na semana que vem - se não chover canivetes! Vamonessa.



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Querência & a arte de Mazinho, Fiódor Dostoiévski, Igor Stravinsky, Saulo Laranjeira, René Clair, Joseph Tomanek, Veronica Lake, Erich Sokol & Bioética: meio ambiente, saúde e pesquisa aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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quarta-feira, janeiro 07, 2009

MAUPASSANT, HERRFELDT, GENARO, ERIC BENTLEY, MARIA DA GRAÇA ALMEIDA & BIG SHIT BÔBRAS


 
A arte do pintor francês Marcel René von Herrfeldt (1889-1965).


BIG SHIT BÔBRAS - Arte: Derinha Rocha. - Alogias a parte, bota-fora é o que não falta em determinados rincões do Brasil. Sendo assim, para aumentar mais ainda o estoque de tolices que pipocam no destampatório geral, a rádio Alagoinhanduba AM/FM, UHF, VHF, online, & altofalantada, a líder da comunicação de todas as massas e quitutes, boatadas e orkuts, de zoadas e beatitudes, resolveu no meio da maior crise e quebradeira da desastrosa onda dos baixos níveis de audiência – diga-se de passagem, antes de virar farelo de bolacha mesmo -, resolveu inovar na sua área de atuação e copiar um inusitado reality show - como chamam os intelectuais da imprensa brasileira, leia-se: merdaria ao vivo e em cores -, criando, por sua vez, nada mais, nada menos, que o Big Shit Bôbras, o mais buliçoso e espetacular engenho de fazer doido sem precisar que o cara endoide de vez. Ué, nada mais original, né? Apois, é. Esse destempero comeu o juízo de todos os promotores por longos seis meses, sem contar com a arenga dos patrocinadores, a disputa homicida dos anunciantes e a tulmutuada requerencia dos participantes, culminando num estrago brabo na mesa de um galalau magistrado da comarca. Oxe! Foi uma anguzada encaroçada da moléstia dando numa mexedura tão cheia de retalhos que no fim ninguém entendia nada. Quando fecharam o regulamento do programa – isso com mais de dois verões passados na ingrezia -, caíram à cata das vítimas para participar da lorota. Ninguém quis. - Quem é doido de participar duma merda dessa! -, disse um radiouvinte ao vivo ao ser interpelado por um locutor anorrinco que falava pelos cotovelos. Todos tomaram no beselho. E agora? Tem que botar a troça pra moer. Tome puxada de couro. Até que chegaram ao meio do maior oba-oba numa reunião esquisita de inscritos ao darem fé de batizar o evento que meliantes reicindentes manobravam tudo, sendo miraculosamente capturados pela diligente milícia municipal a bem da segurança e saúde públicas. Foi teitei para reorganizar tudo no meio de cancelamentos contratuais de patrocínio, retirada de anúncios, cassação de apoios, litígios judiciais, o fim do mundo mesmo. Persistentes mais que descacados, eis que os promotores do evento ao cabo de mais umas duas invernadas calamitosas, conseguiram por fim, do jeito que deu, dar por início a cacetada toda. Foi aí que começou de novo a discórdia por causa do premio anunciado: um picão. - Que droga é nove? Apois, chega o mesmo locutor anasalado encher a boca para dizer em alto e bom som: - E concorra no final a um fantástico picão para enfiar no seu cusão!!! Um desplante, é ou não é? Indignação geral! Aí, vem o comentário da mundiça: - E quem quer uma porra dessa? Foi aí que o Doro, o futuro presidente do Brasil, esperto que só, teve um estalo: - Vô minscrever nessa bosta! Bastou ele consignar sua anuência e participação na ficha de inscrição, a coisa endoideceu de vez. Até a mulher dele, a digníssima Marcialita não deu mole, armou o barraco, chegou junto dos promotores e disse: - Se o cachorro do meu marido vai, eu tô dentro! Só que o regulamento e a exigência do Doro não permitiam. Outra barruada para embucetar tudo. No final, besteira, ela não teve dúvidas, deitou umas cedulazinhas em moeda corrente do país, pronto, tudo resolvido e ela já estava inteirinha com seu jeito genioso de açucareiro batendo o pé pra banda do marido. Foi aí que bastou o Doro entrar, uma recada toda invadiu tudo. Avacalhou mesmo e virou esculhambação. Depois de muita remoínha, finalmente o programa conseguiu entrar no ar. E num oferecimento do FECAMEPA, foram apresentados os participantes da maior meixença da paróquia! Eis que chegou a hora de anunciar o alardo, inicialmente, das mezinheiras, culatronas e galdrapinhas, e também, posteriormente, os marmanjos tapados, catingosos, caborés e gorutubanos. Veja, então, a seguir os primeiro episódios dessa monstruosa aberração: 


DITOS & DESDITOS - Não importa que a comunicação seja de conteúdo profundo ou apenas de matéria superficial ou supérflua. A humanidade necessita e consome ambos, que a análise crítica que possa modificar ou sugerir modificações em seu modus vivendi ou apenas uma palavra de alento ou de beleza, que lhe inunda o coração. A poesia também é indispensável no cotidiano. Pensamento do tapeceiro, pintor e desenhista Genaro Antônio Dantas de Carvalho (1926-1971).

A ARTE – [...] A arte deve ensinar ou proporcionar prazer? A esse respeito, só quero frisar que esse debate está repleto de paradoxos, e de paradoxos inevitáveis, uma vez que a ação de aprender pode ser um prazer, e que, por outro lado, o fato de estar experimentando uma sensação não nos impede de estar aprendendo alguma coisa. No decorrer da história do mundo ocidental, a concepção didática da arte tem prevalecido. [...]. Trecho extraído da obra O teatro engajado (Zahar, 1969), do escritor, professor, critico de teatro, editor e tradutor estadunidense Eric Bentley.

BOLA DE SEBO - […] A mulher, uma dessas a quem chamam de libertina, era célebre por sua corpulência precoce, que lhe valera o apelido de Bola de Sebo. Pequena, toda rechonchuda, gorducha mesmo, com dedos inchados e estrangulados nas falanges, semelhantes a réstias de salsichas curtas, com uma pele luzente e esticada, um pescoço enorme que transbordava o vestido, ela continuava, no entanto, apetitosa e solicitada, de tanto que seu frescor dava prazer á vista. Seu rosto era uma maça vermelha, um botão de peônia prestes a florescer, e ali se abriam, em cima, uns olhos negros magníficos, cobertos por grandes cílios espessos que os mergulhavam na sombra; embaixo, uma boca encantadora, estreita, úmida para o beijo, recheada com dentinhos brilhantes e microscópios. Além disso, ela era, diziam, cheia de qualidades inestimáveis. Assim que foi reconhecida, correram cochichos entre as mulheres direitas, e as expressões “prostituta” e “vergonha pública” foram sussurradas tão alto que ela levantou a cabeça. Então passeou por sobre os vizinhos um olhar tão provocador e intrépido que imediatamente um grande silêncio se instalou, e todo mundo baixou os olhos, à exceção de Loiseau, que a espreitava com ar animado. Mas em seguida a conversa foi restabelecida entre aquelas três mulheres que a presença da outra fizera subitamente amigas, quase íntimas. Elas deviam formar, parecia-lhes, como que uma liga de suas dignidades de esposas diante daquela vendida sem – vergonha; porque o amor legal sempre desdenha seu colega libertino. […] Várias vezes Bola de Sebo se inclinou como se procurasse alguma coisa embaixo da saia. Hesitava um segundo, olhava para os vizinhos, depois se punha outra vez direita, tranquilamente. Os rostos estavam pálidos e crispados. Loiseau disse que pagaria mil francos por um pedaço de presunto. Sua mulher fez um gesto como para protestar, depois e acalmou. Não podia ouvir falar em dinheiro desperdiçado e não suportava nem mesmo as brincadeiras a respeito do tema. [...]. Trechos extraídos da obra Bola de Sebo e outros contos (Bruguera, 1971), do escritor francês Guy de Maupassant (1950-1893). Veja mais aqui e aqui.

LINGUA LIQUIDA - A líquida língua vaza! / Infiltra-se entre os dentes, / rompe os limites dos lábios / gotejando boca á fora / ou, entornando livremente... / Não há fronteira que a reprima, / não há limite que a contenha. / O dono da língua líqüida, / possui ouvidos alados / que saem pelas orelhas, / lúcidos ou atordoados, / diretos ou de qualquer maneira / e colhendo informações / voam pra todo lado! / Temo essa língua por ela, / pelos ouvidos que a acompanham / e por todos ouvidos alheios / nos quais chega, sem medo, / a relevar os segredos. / Se uma dessas, liqüefeitas, / vem molhar-me os ouvidos, / afasto-a rapidamente, / secando depressa o líquido, / temendo que tal proximidade / impune contamine-me a língua, / e que por momentos, instantes / ou pelo restante da vida / liqüefaça-a abundante, infame / larga, solta e incontida... Poema da escritora, pedagoga e professora Maria da Graça Almeida. Veja mais aqui e aqui.

 A arte do pintor francês Marcel René von Herrfeldt (1889-1965).




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Concurso de Beleza, Vinicius de Morais, Carlos Zéfiro & Nik aqui.
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Sindicato das Mulheres Feias, Saúde & Sexo, Humor, Papo vai & papo vem aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
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GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...