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quinta-feira, março 07, 2013

PATRIZIA CAVALLI, KARIN BOYE, NGŨGĨ WA THIONG'O, TINA MODOTTI, ALAGOAS & LITERÓTICA

 

LITERÓTICA: A FESTA TODA É NELA – Três vezes ao dia ou mais que isso, nem bem amanhece pra ela mexer meu membro maciço, e se achega feito cunhatã faceira, vadia sentinela, se ajeitando pro meu café da manhã completo e faustoso. E se estira de bandeja sobre o meu elo fogoso, a se espalmar capitosa, com suas mãos humosas e quase alinhadas ao carinho extremoso delas na minha manivela como se fosse o colosso que mais lhe apetece e em paga enxuta e repousada com azo se estatela nua desbussolada em decúbito laboral só para me servir e mandar ver nela. Três vezes ao dia e nem entardece logo ela minha benfeitora toda se enlanguesce toda inflada vigia com seu decote vertiginoso a mostrar dois melões mais que saboridos e volumosos pra encher minhas mãos contundentes a conspurcar, às sacudidelas, seu recato indecente em decúbito dorsal que exploro arguto todo seu manjar colossal como se fosse o almoço descomunal que imoderado devoro com alvoroço no seu ninho inguinal. Três vezes ao dia e nem anoitece lá está ela erradia cheia de graça enrolada na toalha com passo de garça e em ebulição a me ofertar provocante a sua tarântula acesa com o eflúvio de seu púbis de todos os cheiros lascivos como se fosse a minha janta que mais se amplia e se agiganta para que seu seja o vilão afiando os dentes amolados para voar ao seu esconderijo ofertado para capturá-la a exorbitar bebedouro por sua cachoeira e torço a revolvê-la e sorvo do torso altaneiro e remexo de verso a reverso, assídua gentil de averso ao avesso, e no dorso frugal se derrama toda água represada sem comedimento e desmanchada na minha língua sedenta. Ela quase grita que não mais aguenta e toda agitada remexe e já se ajeita de quatro pra minha pontaria e a me dar seus braços por arreios em marcha a galope, sou destro no lanche pra montaria, todo seu tope e trote faceiro, a disparada correria das horas maduras de todas as polpas, a esfolar sua popa em decúbito ventral, ah, ela égua mexedeira enganchada no meu bambual. Três vezes ao dia e ela quase madruga como quem chega feito verduga e faz do meu sexo amolegado um sorvete de morango entre os lábios, passeando a língua luxuriosa e depois abocanhando com voraz excitação como se matasse a sede com beijos alucinadamente incuráveis e a inventar mimos por toda glande agarrada vibrante como se fosse a comemoração do seu momento de amor e se fez a louvar o amanhecido prazer de estar viva comigo. Já é outro dia e isso nem conta, ela chega meio tonta e nada mais digo, tudo outra vez. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


 

DITOS & DESDITOS -  Eu não acredito no casamento. Acho que, na pior das hipóteses, é um ato político hostil, um caminho para os homens de mente pequena para manter as mulheres na casa e fora do caminho, embrulhadas no disfarce da tradição e no absurdo religioso conservador. Na melhor das hipóteses, é uma feliz ilusão - essas duas pessoas que realmente se amam e não têm ideia de quão verdadeiramente infeliz eles estão prestes a fazer um ao outro. Mas, mas, quando duas pessoas sabem disso, e decidem os olhos bem abertos para se enfrentarem e se casarem de qualquer maneira, então eu não acho que é conservador ou delirante. Eu acho que é radical e corajoso e muito romântico. Pensamento da fotógrafa, atriz e ativista italiana Tina Modotti (1896-1942). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O melhor dia é aquele em que a alma tem fome e sede. Antigamente, quando as riquezas eram feitas na guerra, a guerra era um negócio; agora que as fortunas são feitas nos negócios, é uma guerra. Pensamento da escritora e artista visual sueca Karin Boye (1900-1941). Veja mais aqui.

 

NOME DA MÃE - [...] Ser é uma coisa; tornarmo-nos conscientes disso é um ponto de chegada de uma consciência desperta, e isso envolve uma viagem. [...]. Trecho extraído da obra In the Name of the Mother: Reflections on Writers and Empire (James Currey, 2013), do escritor e dramaturgo queniano Ngũgĩ wa Thiong'o, que em outra de sua obra Wizard of the Crow (Anchor Books, 2007), expressa que: […] Eu cheguei a um ponto na minha vida em que comecei a ver as palavras de forma diferente. Um olhar mais profundo na linguagem pode revelar o segredo da vida. [...].

 

DOIS POEMAS - NÃO POSSO AMAR O QUE VOCÊ É - Não posso amar o que você é, não, \ o que você é é mesmo um erro. \ Mas há em ti uma graça que supera \ o que obstinadamente és. \ Algo que é seu e não lhe pertence, \ em você desde o início, mas separado de você, \ que se aproxima de você cautelosamente, com medo \ de seu próprio esplendor incontrolável. DEUSES PREGUIÇOSOS, DESTINO PREGUIÇOSO - Deuses preguiçosos, destino preguiçoso, \o que não faço para encorajá-los, \pensem nas chances que me esforço para lhes oferecer \ só para que apareçam! \ Eu me desnudo para você e limpo o campo \ não para mim, não é do meu interesse, \ só para que você exista, eu me torno \ um alvo fácil e visível. Até te dou \ um handicap, a ti o último lance \ não respondo, a ti aquele imprevisto \ último lance, uma revelação \ de força e graça: se houvesse algum mérito \ seria só teu. Porque não quero \ ser a fábrica do meu próprio destino, a \ covarde virtude \ operária me entedia. Eu tinha ambições diferentes, sonhava \ com outros tipos de julgamentos, outras harmonias: maior \ rejeições, predileções obscuras, \ os benefícios marginais do amor imerecido. Poemas da poeta italiana Patrizia Cavalli (1947- 2022).

 



ALAGOAS E O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS – O livro organizado pelo professor Antonio Felipe Pereira Caetano, Alagoas e o Império Colonial Portugues, reúne uma série de textos começando pelo organizador que traz Nos confins, nas vilas e na Comarca – A construção da autonomia política, administrativa e jurisdicional alagoana (séc. XVI-XVIII), Arthur Almeida Santos de Carvalho Curvelo com Os Conselhos da Comarca: Constituição e especificidades administrativas das câmaras municipais da Comarca de Alagoas (sec. XVIII), Lanuza Maria Carnaúba Pedrosa com Entre prestígios e conflitos: formação e estrutura da Ouvidoria alagoana por intermédio de seus ouvidores-gerias (sec. XVII-XVIII), Dimas Bezerra Marques com Elites administrativas e a dinâmica da distribuição de cargos na Comarca de Alagoas (sec. XVII-XVII) e Alex Rolim com Por via da administração para salvação das almas: o clero secular e a Comarca de Alagoas. Todos os textos, conforme anotado no prefácio do organizador, traz a compreensão da formação histórica da região alagoana. O curioso para é ter sido publicado o livro pelo selo da Cepal ao invés de ser publicado pela Edufal, uma vez que se trata de professor e alunos do curso de História da Universidade Federal de Alagoas. Indicação feita, leitura imperdível para quem quer compreender a formação histórica alagoana. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

FONTE:
CAETANO, Antonio Felipe (Org.). Alagoas e o Império Colonial Portugues. Maceió: Cepal, 2010.



Veja mais sobre:
Por você na Crônica de amor por ela, Safo, Gilles Deleuze & Félix Guattari, Autran Dourado, Regina Silveira, Khadja Nin, Alexandre Dáskalos, Sam Taylor-Wood, Erika Leonard James, Eduardo Schloesser, Dakota Johnson & Kel Monalisa aqui.

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Albert Camus, Maceió, Robert Musil, Denys Arcand, Jools Holland, Eugene Kennedy, Pál Fried, Sandu Liberman, Lady Gaga, Anna Luisa Traiano, Gestão do Conhecimento & do Capital Humano aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, maio 17, 2012

DOUGLAS ADAMS, JOHN GREEN, HEINE, ABU-NUWAS & POCOTÓ

POCOTÓS & OUTRAS BUFAS - (Texto originalmente publicado no Observatório da Imprensa, em 2002) - Como já dizia Jorge Benjor: Salve, salve simpatia! Por isso, nem só de pocotós & outras bufas, potocas, milongas e onomatopéias desprezíveis e abomináveis que só faltam virar trilhas sonoras arranjadas por arrotos, peidos, espirros, tosses & outras mungangas, vive a música brasileira. Vale dizer que essas pérolas do ouropel da mediocridade não é, pura e simplesmente, exclusivo desse tempo. Não, meu. "Amor de rapariga" e outras comprobatórias inspirações nefastas de nossa incultura débil atual, não é de hoje. Vem de tempos. Quem não se lembra dos clássicos rafamés da cornagem descarada, como "A velha debaixo da cama", "Bilu-tetéia", "Farofa-fá!", das safadezas do Velho Faceta, da poética biltre do Odair José, da miseranda "Entre tapas e beijos", dos Evaldos Bragas da vida & de outras bizarrices da lubrificação de gaia? Todas essas e muitas outras contribuíram para o hilário momento da sacanagem total. E hoje a coisa é mais plural: vem as baladonas da cornice exacerbada dos breganejos, a bosta gospel de louvor barulhento no paroxismo de bodes e cabras endemoninhadas, as pagodadas dos Big Shit Brother no pay per view da malandagem sambadaça de grife, as tampas dos cuzinhos dos Tchans & seus axés, a desmunhecada colorida dos forrobodós cocô-de-lôro dos abaitolados e seus pompons com bosta, as reboladeiras espalhafatosas gringas e os veadões roqueiros & mequetrefes das lamúrias importadas, tá ligado? Quem nunca teve uma recaída de corno na vida? Isso deve ser saudável, né não Freud? Nada mais revigorante que essa festança do consumismo tupiniquim. Ora, tem melô das pinicas e marmanjões tarados, Tiazinhas para todos os gostos e perversões, Feiticeiras reboculosas para ligar na tomada e botar a caixa de pressão acendendo a libido, a sacana Florentina das titicas & Tiriricas, as tesudas Ivetes Sangalos berrando bonito ao levantar a saia numa coreografia de pernas & sexo & peitos lindos, as Kelys Keys na festa da infidelidade nas costumeiras puladas de cerca que confirmam Marcel Proust: "(...) deixemos a mulher bonita para os homens sem imaginação. (...) porque é um desperdício uma mulher bonita para um homem só". Isso com Danielas Mercurys, Vanessas Camargos, Rouges, batons, fodas e afins, que deixam o Zé Bocó vesgo, mouco, mudo, coxo e ocrídio, fazendo o sinal da cruz, rezando o pai nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai na Igreja da Graça e nas telelágrimas das cinco, das seis, das sete, das oito, das nove, das dez do nosso apartheid social que brilha no entediante Domingo Legal para vergonha de ladinho do Boris Casoy e desalinho horroroso e cricri da Myriam Leitão no índice astronômico do Ibope. Arre égua! Oxente, tudo isso consegue enterrar a obra de um Luiz Gonzaga, de um Heitor Villa-Lobos, de um Capiba, de um Hermeto Pascoal, de um Noel Rosa, de uma Chiquinha Gonzaga, de um Tom Jobim, pudera, tudo isso perto de uma "As rosas não falam", é sopa; de uma "Carinhoso", é mole; de uma "Construção", sai fora. Fala sério, meu. Cancioneiro rico como o nosso, plural e multicultural como os carregados das Minas, dos Pampas, da floresta, dos sertões, dos cerrados, dos agrestes, dos rincões distantes da regionalidade geral, é trocar ouro por merda e fazer emergir um Brasil que, realmente, não pode ser levado a sério. Enquanto entoamos febrilmente "(...) não toque essa música que eu não consigo ouviiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..." ou "Garçon... saiba, o meu grande amor hoje vai se casar..." e outras do cúmulo dos gostos e preferências, o Brasil desce a ladeira do razoável e morre afogado na instituição oficial da sacanagem federal. Eita, Brasilzim arretado, aberto e sem porteira!!!!! Vamos nessa?Bié, bié, glup, glup! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Nada acontece como a gente acha que vai acontecer... Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros... Você não se lembra do que aconteceu. O que você lembra se torna o que aconteceu... Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo... Pensamentos do escritor estadunidense John Green, autor das obras infanto-juvenis Quem é você, Alaska (2005), O teorema Katherine (2006), Deixe a neve cair (2008), Cidades de papel (2008), Will e Will – um nome, um destino (2010) e a Culpa é das estrelas (2012).

 

ALGUÉM FALOU: Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas. Nunca vi um asno falante, mas encontrei muitos humanos a falar como asnos. Pensamento do poeta romântico alemão Heinrich Heine (1797 – 1856). Veja mais aqui e aqui.

 

AS MULHERES, O CASAMENTO E AS PENAS ENTRE OS MEDIEVOS HISPANOS-MOUROS – Por ocasião da derrocada do império bizantino, entre os escravos dos tempos hispanos e mouros, estavam mulheres que eram selecionadas para comercialização. Eram denominadas de grosseiras e distintas, negras das brancas, uma negociação angustiante para as cativas. Eram feitas descrições detalhadas de cada uma delas, tanto com os sinais de beleza como os defeitos físicos. Essas escravas eram apreciadas como concubinas e elas se integravam rapidamente na célula familiar, sobretudo se dão à luz crianças do sexo masculino. Já no casamento, as festas matrimoniais duram uma semana e durante as refeições os poetas declamam versos em louvor ao Profeta. Exemplo disso é o que narra o cronista Dabbi, em que durante o cortejo nupcial em que o tocador de trompa, Nakuri, achava-se no meio, bem seguro sobre sua sela: ele usava um alto turbante de fazenda estampada em ramagens, vestido com uma túnica de seda crua, chamada ubaidie; seu próprio cavalo estava magnificamente arreado e era levado pela mão do eunuco. Há também um relato efetuado pela poeta Zamab sobre uma sessão do hammam, para ela a mais dura prova de sua vida. Conta ela que a noiva fica num salão deserto, enfeitada como uma deusa, em frente de um precioso espelho e o Corão pousado sobre a cabeça. Os convidados conversam em um salão vizinho a meia voz aguardando a chegada do noivo: sem o dote pagável em espécie não poderá haver casamento. Tem de haver o consentimento da noiva que deve responder por três vezes se aceita. Ao noivo, o mesmo: confirmando o dote e assinando o contrato para as festividades. Durante os festejos matrimoniais as dançarinas munidas de liras e tamborins entram acompanhando uma cantora que celebra a beleza e a graça da recém-casada que está vestida com um suntuoso vestido, adornada por uma coroa de flores de laranjeiras e de jasmim, envolta por um véu de gaze branca ou de cor viva. Ela senta-se no meio do salão, imóvel como uma estátua, escutando os cantos do himeneu. Recebe os cumprimentos e as felicitações e depois todos se precipitam sobre o buffet guarnecido por centenas de pratos com confeito, pastas de frutas e bolos. Com relação às festas, conta o escritor oriental Shriwani que um intelectual de Málaga, acamado, sofrendo de insônia, incomodado, uma noite, pelo barulho ensurdecedor de uma festa noturna em uma casa vizinha. Súbito, o barulho cessa e dá lugar a uma música maravilhosa que mergulha o doente no arrebatamento. O intelectual salta, então, de sua cama e, de seu balcão que dá para a casa em festa, ele assiste a um espetáculo que descreve: Havia lá, em meio a uma vasta propriedade, um grande jardim, no centro do qual 20 convivas estavam espalhados, taças de vinho e frutas ao alcance da mão. Jovens mulheres, munidas de alaúdes, tamborins e flautas, estavam em pé, sem tocar. De um lado, uma musicista estava sentada, seu alaúde sobre os joelhos: a assistência tinha os olhos fixos sobre ela e ouviam com interesse - tocando seu instrumento, ela cantava versos. Quando ocorre a gravidez e a esposa está para dar a luz, conforme as regras prescritas pelo Corão, a parteira é chamada para o parto e a mãe é retirada para um cômodo especial que, depois disso, esconde a criança se for do sexo masculino, para evitar um olhar de inveja das presentes. Ao ser separado de sua mãe por 40 dias, porque ela é considerada suja: Ela não pode pôr os pés sobre o limiar da casa, nem olhar a montanha porque secaria suas águas, nem aproximar-se do fogo ou tocar objetos de madeira e de barro cozido. Durante esta quarentena, a criança é confiada a uma ama de lei. Os meninos serão vestidos como o pai. Já as meninas usam o véu desde a idade de nove anos e são maquiladas e enfeitadas de joias como a sua mãe. Encontra-se também o relato de uma andaluza que foi vendida a preço de ouro a um inexperiente morador de Elvira – a Córdova judaica, perto de Granada. Pelo preço supunha ser uma nobre cristã e que falasse a língua romana. Durante o percurso ela interpela um mercador seu conhecido em árabe. O comprador logo se apercebeu que fora enganado. Não se fez de rogado e utilizou o mesmo subterfúgio para revender sua escrava e com lucro! Conforme era vigente nos lupanares da Andaluzia, o consumo de álcool era terminantemente proibido pelo Corão, embora os andaluzes bebiam vinhos nas lojas e cabarés, autorizados ou clandestinos, até se embriagarem totalmente. Os homens ali não só apreciavam mulheres, como inclinados para homossexualidade. Há um relato a respeito dando conta de que Ibn Haiyan antes de subir ao trono, Al Hakam é homossexual e, uma vez califa, quer ter um filho. A pederastia é a razão de sua tardia paternidade, mas declara seu louco amor pela concubina Subh. Também o gramático e poeta cordovês, Ahmad in Kulaib apaixona-se por um burguês da cidade, que lhe recusa obstinadamente as investidas, o que o faz morrer de desgosto. Havia também envolvimentos entre os eunucos e os adolescentes esclavões. As prostitutas se mantinham em hospedarias e lupanares, sujeitas a um imposto, o kharadj. Há o reato acerca de um certo cidadão, chamado de Abu I-Khair que bêbado blasfemou e invectivou publicamente o regime. Insultara os Companheiros do Profeta, pretendendo que a maior parte do Corão não passava de pura fábula e que, mesmo que o resto fosse aceitável, ele se julgava capaz de fazer uma redação melhor: Se eu pudesse dispor de 5 mil cavaleiros, eu entraria à força em Madinat al-Zahra, mataria todos os que aí se encontrassem e proclamaria o regime de Abu Tamim o pior inimigo dos Omíadas da Espanha. Se houvesse nove saberes erguidos para derrubar o califa, seria eu quem brandiria o décimo. A polícia prendeu o blasfemador que foi condenado à morte e executado no mesmo dia. A pena mais comum era a pena da morte por estrangulação, degolação ou crucificação de cabeça para baixo. Antes de ser levado à morte, o condenado era submetido a uma “caminhada aviltante” (o tash hiz), em geral montado de trás para frente sobre um burro, através das ruas da cidade. Após a execução, os corpos dos supliciados podem ficar longos meses expostos aos insultos da plebe sobre a calçada do Guadalquivir, às margens e abaixo da muralha do Alcazar, para fazer lembrar aos cordoveses que não se brinca com a lei corânica e com autoridade do soberano. Essas histórias foram contadas pelo historiador andaluz Al-Sakati e recolhidas da obra A civilização hispano-moura (Ferni, 1977), do jornalista e escritor tunisiano Philippe Aziz (1943-2001). Veja mais a respeito da história do casamento e da mulher aqui, aqui e aqui.

 

MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS – [...] Há uma teoria que indica que se alguém descobrir exatamente para que e porque o universo está aqui, o mesmo desaparecerá e será substituído imediatamente por algo ainda mais bizarro e inexplicável… Há uma outra teoria que indica que isto já aconteceu. […] A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a passar por três fases distintas e identificáveis: a da Sobrevivência, a da Interrogação e a da Sofisticação, também conhecidas pelas fases Como, Porquê e Onde. Por exemplo, a primeira fase é caracterizada pela pergunta "Como vamos comer?", a segunda pela pergunta "Por que comemos?" e a terceira pela pergunta "Onde vamos almoçar?". [...] Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele? [...]. Trechos extraídos da obra O Guia do Mochileiro das Galáxias (5 Vols – Sextante, 2010) - Vol. 1 – O guia do mochileiro das galáxias; Vol. 2 – O restaurante no fim do universo; Vol. 3 – A vida, o universo e tudo mais; Vol. 4 – Até mais e obrigado pelos peixes! Vol. 5 – Praticamente inofensiva, do escritor e comediante britânico Douglas Adams (1952-2001), famoso por ter escrito esquetes para as séries Monty Python's Flying Circus e The Hitchhiker's Guide to the Galaxy (1978-1980).

 

DOIS POEMAS – I - Vejo que os verdadeiros amantes buscam conforto / em lágrimas e pranto quando o amor os atormenta. / Ayyub, porém, quando seu coração o lembra / daquela cujo nome não direi, toma providência: / Ele pede um tinteiro e um chumaço de algodão, / escreve o nome dela na mão e toca punheta. / Se os amantes se contentassem com o que / te contenta, ninguém que ama jamais teria queixas. II - Se algum dia fores dormir com Abu Riyah, / dorme com a mão na espada segurando o cabo, / Pois ele tem umas mulheres que, / ao anoitecer, roubam as pontas dos dardos; / Uma vez, quando dormi com ele, elas roubaram meu caralho / que só peguei de volta após o sol ter raiado; / Ele voltou todo cheio de arranhões / e gemendo pelos seus machucados… Poemas do poeta árabe Abu-Nuwas (Abu-Nuwas al-Hasan ben Hani al-Hakami, 756-814), que se tornou personagem do livro As mil e uma noites com sua poesia sobre pederastia que o fez um dos mais importantes poetas homossexuais do mundo islâmico e um dos maiores poetas persas da língua árabe. Durante sua existência ele foi forçado a se exilar no Egito por conta de um poema escrito em louvor aos Barmecidas, família poderosa que fora massacrada pelo califa. Retornou a Bagdá, contudo, com a morte do califa e ascensão do seu filho ao poder, que fora aluno do poeta, determinando a sua sorte, por ter desenterrado os mais profundos significados dos pensamentos. Por conta disso, durante uma façanha libidinosa e embriagada, foi preso por haver escrito uma sátira contra o genro do Profeta. Da sua morte existem duas versões: a de que morreu na prisão, ou foi envenenado. Desde então sua obra é submetida aos padrões dos censores, tendo sido proibida no Cairo, em 1932. Inclusive, o Ministério da Cultura do Egito, em 2001, determinou a queima de 600 livros de sua poesia homoerótica. Seu nome, contudo, tem relevante sucesso na cultura suaíli do leste africano, tornando-se popular como Abunuwasi e relacionado com relatos do Nasreddin, Guba ou Mulá, na lenda popular das sociedades islâmicas. Veja mais aquiaqui.

 

BREBOTES & CLEQUES ARRUELADOS

COMISSÃO DA VERDADE – Graças a justiça histórica (tomara, ela demora e parece que falha mas não falha!), finalmente no país do Fecamepa a gente pode testemunhar a instalação da Comissão da Verdade no governo Dilma. Finalmente, antes tarde do que nunca. Agora uma indagação: será que o Brasil vai mesmo ser levado a sério?


VERA INDIGNADA: SERÁ A CAROLINA DICKMAN? – A Vera, dia desses, fez seu dia de branco uma sexta-feira: encheu o tampo dos birinaites e saiu do socialmente. Beijou quem não devia, abraçou desafetos, dançou na boquinha da garrafa, jogou fora o sutiã, subiu na mesa e tascou streep tease despudorado! Pronto, marmanjo até de um olho só mandou ver no filme. Resultado: ela caiu na boca do povo e na internet. No outro dia, ela de ressaca vituperou: - Não sou a Carolina Dickman, mas tenho glamour para dar e vender! E viva o Big Shit Bôbras!


ABAIXO A CORRUPÇÃO – Duas iniciativas importantes confirmam que o Brasil é o país do Fecamepa (e apois, só  dá espórtula!?!). O Projeto Excelências da Transparência Brasil e o Museu da Corrupção. Confira e veja por onde você anda, em que vota e com quem anda.



Veja mais sobre:
Anátema, a história da cançãoLudwig van Beethoven, Roberto Crema, Jane Austen, Olavo Bilac, Sábato Magaldi, Regina Pessoa, Victor Brecheret, Ana Terra, Antonio de la Gandara, Teatro Medieval & Flavia Daher aqui.

E mais:
Doutor Zé Gulu aqui e aqui.
A história universal da temerança aqui.
A profissão golpista do marido da Marcela aqui.
Eu & ela na festa do céu & outras tiradas pro final de semana aqui.
Clarice Lispector, Emil Cioran, Hilton Japiassu, Ciências Humana, O poeta & o filósofo, Fecamepa & reflexões do que é Brasil aqui.
Educação & Direito Ambiental porque todo dia é dia da Terra aqui.
Eu & Ela naquela noite todas as noites aqui.
Ginofagia: quatro poemetos em prosa de paixão por ela aqui.
Doro na Caixa do Fecamepa aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitoras comemorando a festa Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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quarta-feira, maio 16, 2012

KATE MILLETT, MAGGIE JACKSON, IBN HAZM, IBN AL-SHERESHI, LITERÓTICA

AS DELÍCIAS DO POMAR DELA – Seu corpo é o pomar de todas as delícias. É onde me esbaldo de não mais querer sair, desistindo do mundo e de tudo. Cubro todo seu terreiro, feito menino matreiro fugindo pelo quintal. Demais de legal, me atrepo por todos os galhos do seu desejo, busco seu talho, seu beijo, feito peralta carente. É no seu corpo que me faço que nem gente: vivo, sonho e realizo. E sem aviso aperto seu jeito como se espremesse carinhosamente a fruta no pé. Ah, que bom que é, chega sinto o sumo descer embaixo, eita, acendeu o facho, como é bom demais! Muito demais. Ah, é um bom caju, melhor embu. Dulcíssima graviola, suco de carambola, acerola na mão. Do seu bago sou chupão. E na sua pele de cajá, sabor de maracujá. Ah, me dá teu ingá que eu te dou meu araçá! Quero comer sua goiaba e toda mangaba. Chupar sua manga, ah, lamber seus peitinhos com sabor de pitanga, nada melhor, seja o que o for. Prazer de abacaxi, feito um sapoti! E faz a banana ser sua cana-caiana, ave, deus, avali. Água na boca, uma vida muito louca, foi tudo que eu pedi. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - Sou muito infantil para ser imaturo. Eu amo a internet; Eu estou nisso o tempo todo. Todo homem é um herói para seu pseudônimo. Pensamento do escritor e crítico cultural estadunidense Lee Siegel, autor da obra Against the machine: being human in the age of the eletrônica mob (Spiegel & Grau, 2008), na qual expressa que: No mundo surreal da Web 2.0, a retórica de democracia, liberdade e acesso é usualmente uma folha de aprreira para uma retórica antidemocrática e coercitiva; onde ambições comerciais se disfarçam na pele de cordeiro dos valores humanísticos; e onde, ironicamente a tecbologia fez voltar o relógio do prazer desinteressado da arte popular e erudita para uma cultura primitiva de interesses próprios, toscos e avarentos. Sobre a Internet ele assevera que: É um desastre sem proporções. Está destruindo o jornalismo neste país, por exemplo. É uma estupidez que uma inovação tecnológica esteja comprometendo a qualidade do jornalismo, ao invés de melhorá-la. Não vejo nada novo ou original vindo dali. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Eu escrevo sobre os aspectos intangíveis cruciais da vida - casa, atenção, incerteza - que muitas vezes esquecemos na era tecnológica, e procuro maneiras de contrabalançar a inquietação, velocidade, complexidade e natureza centrada na máquina de nossos tempos com calma, reverência , lucidez e humanidade. Não sou um ludita, nem estou fascinado pela tecnologia. Eu me considero um usuário com os olhos bem abertos e alguém que está constantemente perguntando: que tipo de humano queremos ser, hoje e no futuro? Pensamento da escritora e jornalista estadunidense Maggie Jackson, autora da obra Distracted: The Erosion of Attention and the Coming Dark Age (Prometheus, 2008) em que expõe a vida cibercêntrica com a deficiência de atenção, ou seja, que a erosão da capacidade de atenção profunda e plena consciência provocada pela vida cibercêntrica traz gritantes implicações para uma sociedade saudável, por nutrir uma cultura de difusão e desapego. Com a atenção dispersa entre os bips e pings de um mundo de botões, cada vez menos há capacidade de fazer uma pausa, refletir e conectar profundamente.

 

OUTRA QUE ALGUEM FALOU: Assuma o controle de sua vida, o que acontece? Algo terrível: não há ninguém para culpar. Pensamento da escritora estadunidense Erica Jong. Veja mais aqui e aqui.

 

A TRISTE SINA DE IBN HAZM & O COLAR DA POMBA- O polímata, historiador, jurista e filósofo muçulmano andaluz Ibn Hazm(Mohamed Ali ibn Ahmad ibn Said ibn Hazm, 994-1064), foi descrito como um dos hadith proponente e codificador da escola de pensamento islâmico Zahiri. Era filho do ministro de Al-Mansur e foi criado no harém do palácio de Córdova, no qual recebeu educação até a adolescência. Seu pai morreu em 1012, após ter conhecido as amarguras de uma grande desgraça. Aos 20 anos ele é forçado a deixar Córdova, caçado pelos Berberes almorávidas. Libertado, ele retoma o caminho do exílio e se apresenta em Valência onde novamente é aprisionado, só sendo libertado para ser ministro do Omíada Abd al-Rahman, que será assassinado numa conspiração e retoma o caminho da prisão. é quando compõe o célebre Tawk el hamama – O colar da Pomba. Depois se dedica à ciência e ao direito, porém seu temperamento combativo e sobretudo o desejo de contrariar a ortodoxia reinante o compelem a fazer-se defensor de uma escola heterodoxa, a dos Ahl adh’dhahir, ou escola da verdadeira religião. Intransigente, polemista dotado de uma pena acirrada e impiedosa, foi proibido de professar na grande Mesquita de Córdova. Em Sevilha os seus livros são publicamente queimados e sua efigie decapitada. Assim, foi preso, jogado na prisão e expulso da ilha. oprimido por tantas infelicidades, até acabar seus dias numa propriedade rural da família Badajoz. Ele produziu mais de 400 obras, mais de 80 mil páginas que o fez um dos principais pensadores do mundo muçulmano. Dele encontra-se o poema Al-Mahribi de flâmulas dos defensores: Você veio até mim um pouco antes / os cristãos tocaram seus sinos. / A meia-lua estava subindo / parecendo a sobrancelha de um velho / ou um delicado peito do pé. / E embora ainda fosse noite / quando você veio um arco-íris / brilhava no horizonte, / mostrando quantas cores / como a cauda de um pavão. Veja mais aqui.

 

POLÍTICA SEXUAL – [...] Uma revolução sexual exigiria antes de mais, talvez, o fim das inibições e tabus sexuais, especialmente aqueles que mais ameaçam o casamento monógamo tradicional: a homossexualidade, a «ilegitimidade», as relações sexuais pré-matrimoniais e na adolescência. Deste modo, o aspecto negativo no qual a atividade sexual tem sido geralmente envolvida seria necessariamente eliminado, juntamente com o código moral ambivalente e a prostituição. Esta revolução teria por objetivo estabelecer um princípio único de tolerância, completamente alheio aos sórdidos e alienantes fundamentos econômicos das tradicionais alianças sexuais. [...] O princípio tutelar, frequente na jurisprudência ocidental, colocava a mulher casada numa condição de objeto durante toda a vida. O marido passava a ser uma espécie de tutor legal, como se com o casamento ela passasse a fazer parte da categoria dos loucos e atrasados mentais, que, de um ponto de vista legal, eram também considerados como «mortos aos olhos da lei». Por muito irresponsável que o marido fosse e indiferente ao bem-estar dos seus filhos, ele estava legalmente autorizado a exigir e receber em qualquer momento os salários da mulher, mesmo sacrificando a vida dos que dele dependiam. Como chefe de família, da qual era proprietário, tinha poderes para privar a mãe dos seus próprios filhos, que legalmente lhe pertenciam, se quisesse abandoná-la ou divorciar-se dela. Um pai, tal como um negreiro, podia recorrer à lei para reclamar os seus bens mobiliários, sempre que quisesse. Podia reter a mulher contra sua vontade; as esposas inglesas que se recusassem a voltar para casa podiam ser presas. Se o marido morria sem deixar testamento, o Estado podia apropriar-se de todos os seus bens (porque legalmente todos os bens lhe pertenciam) sem deixar nada à viúva, ou apenas aquilo que entendesse conferir-lhe. A legislação de Nova Iorque era edificante e minuciosa neste aspecto; indiferente ao número de filhos, enumerava o seguinte como sendo devido à viúva: A Bíblia da família, quadros, livros escolares e todos os livros que não ultrapassem o valor de 50 dólares: rodas de fiar, teares e fogões; dez ovelhas e as suas peles, dois porcos. [...] Todo o vestuário necessário, camas, armações de cama, colchões e lençóis; os fatos da viúva e ornamentos próprios à sua condição. Uma mesa, seis cadeiras, seis facas e garfos, seis chávenas de chá e respectivos pires, um açucareiro, um bule de leite, um bule de chá e seis colheres. O exemplo mais parecido com o casamento é o feudalismo. [...] Trechos extraídos da obra Política Sexual (Dom Quixote, 1969), da escritora, artista, educadora e ativista estadunidense Kate Millett (1934-2017), que é considerado a “bíblia da liberação das mulheres”. Da autora há uma série de frases lapidares: O amor tem sido o ópio das mulheres como a religião o das massas. Enquanto amávamos, eles governavam. Pode ser que não é que o amor em si é ruim, mas a maneira como foi usado para persuadir a mulher e torná-la dependente, em todos os sentidos. Entre os seres livres é outra coisa O amor é simplesmente para permitir o outro a ser, viver, crescer, expandir e se tornar. Uma apreciação que não exige e nem espera nada em troca... É interessante ver que muitas mulheres não se reconhecem como discriminadas. Não foi encontrada melhor prova da totalidade de seu condicionamento... Sobre o patriarcado, a autora expressa que: O patriarcado é uma ideologia dominante sem comparação; é provável que nunca nenhum outro sistema tenha exercido um controle tão completo sobre seus sujeitos. [...] Ele se apoia em princípios fundamentais de que o macho tem que dominar a fêmea... As diferenças intelectuais entre o homem e a mulher são apenas consequências naturais das diferenças na educação e condicionamento e não implicam qualquer desigualdade fundamental e ainda menos uma inferioridade notória baseada na natureza... Um dos mitos favoritos da mentalidade conservadora consiste precisamente na ideia de que toda mulher é uma mãe em potencial... Veja mais aqui e aqui.

 

UM POEMA SOBRE A VELHICE Ó povo da Andaluzia, vós compreendestes / Graças a vossa inteligência, uma coisa sutil: / para chorar vossos mortos vós vestis o branco. / Parecendo, talvez, um estranho traje / vós tendes razão: o branco é a verdadeira cor do luto. / Que luto é mais triste que a brancura dos cabelos? Poema do historiador e poeta muçulmano andaluz Ibn al-Shereshi sobre a velhice. Dele também é encontrada a anedota: Os homens que voltaram daquele lugar disseram que foram testemunhas de um horror como nunca tinham visto. Eles levaram os homens diante de um altar coberto de sangue, e um havia sido curvado sobre ele, e eles assistiram com horror como o seu o peito foi perfurado e seu coração foi arrancado de seu peito. Eles nos contaram com horror como os politeístas gritavam aos seus ídolos, e naquele momento eles sabiam que só podiam estar chamando o shayatan. Seus guias lhes disseram que os ídolos exigiram muito deles, mas eles não poderiam saber que seria assim. Tão aterrorizados ficaram que os atacaram com fúria e mataram vários deles, antes que fossem expulsos para além das muralhas de Tuloom e voltassem para seus navios no horror do que tinham visto. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

BREBOTES & OUTROS CLECKS ARRUELADOS


ABRE-TE SÉSAMO, MONSTESQUIEU – O que será que está escondido na sala secreta da CPMI do Cachoeira? Nossa, até o STF entra na dança. Pra mim é a proteção de poderosos no conluio nebuloso entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, justo como propunha a Teoria dos Três Poderes do filosofo iluminista francês Montesquieu: cada poder deve ser autônomo para exercer determinada função e ser harmônicos entre si. E quando ocorre essa harmonia a gente já sabe: quem paga o pato é o povo! E Viva o Fecamepa!!!!!!


CACHOEIRA ABAIXO – Já vi tudo: vai descer cachoeira abaixo uma tuia de gatunildo e ladronaldo. Uns serão expostos ao opróbrio popular (já começou o circo!); outros, sairão com o pára-brisa trincado (cara dum, cara doutro, quem não pisar vira gafanhoto!); alguns mais fortes, farão a briga toda, sairão impune e a gente com uma pizza enorme ruim de digerir. Vê aí como é que é essa CPMI do Cachoeira.


DECLARAÇÃO DE AMOR – Michael Moore fez sua declaração de amor aos USA com o seu Capitalism: a love story. Eu fiz a minha ao Brasil: Fecamepa. E você? Aproveita o intervalo da televisão e raciocina um pouco, tá?


IMPRENSA BRASILEIRA: O QUE É, O QUE É? – Se os donos dos veículos de comunicação de massa do Brasil ou são políticos ou achegados deles, ou seja: de um dos lados do poder a imprensa está: ou a favor, ou contra. A pergunta que não quer calar: se a imprensa é o quarto poder e ou está do contra ou a favor do poder, onde fica o povo brasileiro nessa relação? E olhe que a imprensa deve primar pelo interesse público. Será? E o povo onde é que está nessa hora????? E haja BigShit Bôbras.

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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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TATIANA DE ROSNAY, VERONIKA KIVISILLA, NIALL FERGUSON & MARIA LAURA LOPES

  Imagem: Fluxo dos devires , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula porcina na cabeça!... -...