Mostrando postagens com marcador Bernard Shaw. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bernard Shaw. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, julho 26, 2019

BERNARD SHAW, ANTONIO MACHADO, THILO SCHMIDT, NEL ANGEIRAS & MARAVILHA DE VIVER


MARAVILHA DE VIVER - No meio da noite os pensamentos passam e rolam por aí, a esmo e sem paradeiro certo, pra cima e pra baixo, alguns me assaltam e me escondo no paradoxo: sou o que sou e o contrário, sou livre à vida convcrsável. Tenho pra mim o plural e o amplo para ser melhor que sou no exercício da mútuua piedade. Não julgo, sou pra conversa e conversão: compreender o princípio de vida. Sou-me inteiro na solidariedade humana e a todo ser vivente: diálogo fácil com bichos, plantas, invenções. Tenho comigo que posso mais do que sou, isso eu sei, ação pra quem anda solitário com tudo e todas as coisas. Em silêncio, sozinho vou além das aparências, sei que tudo se manifesta em mais de zis maneiras no grande esquema das coisas e seres. Cogitações, encaro incompreensões – nenhum gênero me é estranho; as ilusões passeiam, não presumo nada. Sigo pela filosofia da vadiagem, poeta à solta: criança maravilhada a dar conta dos fieis do amor no privilégio da felicidade com a doação do amor. E se é noite, tanto faz se dia, o que importa é a maravilha de viver. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
Na calada da noite do G20, a União Europeia conseguiu selar finalmente, após 20 anos de negociação, o acordo de livre comércio com o Mercosul. O texto do acordo tem que passar ainda pelos estados membros do pacto e do parlamento da EU, e pode sofrer alterações. O que está no acordo, é alarmante, para os dois lados do Atlântico. É um retrocesso para a agricultura, os direitos humanos, meio ambiente e clima, proteção dos consumidores. Quem ganha é a agroindústria e a indústria alimentícia. A maior parte das importações europeias do setor agrário e de alimentos vem dos países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (aprox. 90 bilhões de Reais por ano). Com o acordo, a parcela das importações deste setor proveniente do Mercosul pode subir de atualmente 17% para 25% até 2025. Em consequência, a já enorme pressão do setor agroindustrial sobre a Amazônia, terras indígenas, unidades de conservação, direitos humanos ainda tende a subir nos próximos anos. Alguns números: 94% de farelo de soja e 52% de grão de soja que a UE importa do mercado global vem do Mercosul. O superávit de produção alimentícia da EU vem das monoculturas brasileiras, argentinas, paraguaias, uruguaias – destruindo ao mesmo tempo os mercados nos países africanos. Produzindo assim refugiados, sem perspectiva de vida digna nos seus países de origem and so on and so on ... No Brasil, 96% dos campos de soja são cultivadas com Organismos Geneticamente Modificados OGM, 99% na Argentina. Na maioria, variedades de Monsanto/ Bayer. O Mercosul se torna o maior exportador de carne do mundo, o que se reflete nas prateleiras dos supermercados europeias: 73% da carne de boi e 56% da carne de frango vem do Mercosul. O acordo deve ainda aumentar estas cotas. Com isso, precisa-se produzir mais soja geneticamente modificado. A cota de importação de açúcar é de 100.000 t/a, etanol 600.000 hl/a, tendência para cima Brasil é, junto aos Estados Unidos, o maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Ao mesmo tempo, com menor controle acerca de resíduos tóxicos nos alimentos. Na UE, o valor residual permitido de glifosato na soja é 0,05 mg/kg, no Brasil 10 mg/kg, 200 vezes mais. Na água potável, Brasil permite 5.000 vezes mais glifosato do que na Europa. Agrotóxicos se acumulam nos solos e no lençol freático, diminuem a fertilidade dos solos por prejudicar os microrganismos, levando assim à desertificação. Afinal, fecharemos o ciclo de intoxicação, com a volta de agrotóxicos europeias à Europa em forma de ração animal e de alimentos. Pelo menos neste sentido, uma contribuição à igualdade entre os povos. A situação “liberal” nos frigoríficos é bem conhecida, basta lembrar o escândalo de carne podre da JBS (Friboi, Seara), e da BRF Foods (Sadia, Perdigão). No âmbito do Mercosul, a EU vai lutar por controles mais rígidos? (Argumento da Angela Merkel no Bundestag, parlamento alemão, em 26.06.2019, ao defender fechar o acordo com o Mercosul no momento da presidência do Bolsonaro no Brasil) Ao contrário: pretende-se tratar a fiscalização de forma mais liberal. Mecanismos de controle serão substituídos por “garantias de suficiência” dos países exportadores – ou seja, mecanismos de autocontrole. Brumadinho manda lembranças! Ademais, o acordo fere o princípio de precaução, quanto a medidas de proteção ambiental e dos consumidores. Na UE, o princípio de precaução é parte do marco legal. A autorização de produtos pode ser negada em caso de dúvidas acerca da sua segurança, impactos para a saúde etc. Não será parte obrigatório do acordo, apenas facultativo, sem sanções – ou seja, não vale o papel impresso! Tem outros pontos críticos, como a representação dos interesses de multinacionais por lobbying, ausência de acordos acerca do desmatamento, da proteção de terras indígenas, dos direitos humanos etc. É necessário ficar de olho!
Texto Após 20 anos: União Europeia e Mercosul fecham acordo de livre comércio - Possíveis consequências do acordo, do Engenheiro alemão que atua na Gestão Sustentável de Resíduos Solidos, Thilo Schmidt, criador da Rede Hortas do Bem Comum e da Felicidade Comunitária. Veja mais aqui e aqui.

A POESIA DE ANTONIO MACHADO
XVI - O homem, por índole, é besta paradoxal, / precisa de lógica esse absurdo animal. / Criou do nada um mundo e, obra terminada, / “Já sei o segredo – se disse – , tudo é nada.”
XLIV - Tudo passa e tudo fica, / e o que nos cabe é passar, / passar fazendo caminhos, / caminhos por sobre o mar.
LI - Luz do espírito, luz sagrada, / lanterna, tocha, estrela, sol… / Um homem às cegas na estrada; / leva nas costas um farol.
SEM TÍTULO -  De noite quando dormia / sonhei, bendita ilusão!, / que uma nascente fluía /dentro do meu coração. / Por que ribeira escondida, / agua, vienes hasta mí, / água, vens tu até mim, / manancial de nova vida / onde jamais eu bebí? / De noite quando dormia / sonhei, bendita ilusão!, / que uma colmeia vivia / dentro do meu coração; / e as douradas abelhas / iam fabricando nele, / com as amarguras velhas, / branca cera e doce mel. / De noite quando dormia / sonhei, bendita ilusão!, / que um ardente sol luzia / dentro do meu coração. / Era ardente porque dava / o calor de um rubro lar, / e sol porque alumiava, / porque fazia chorar. / De noite quando dormia / sonhei, bendita ilusão!, / que era Deus o que eu trazia / dentro do meu coração.
Poemas da obra Provérbios e cantares (El Pais, 2003), do poeta e dramaturgo espanhol Antonio Machado (1875-1939). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do quadrinista, ilustrador, desenhista, publicitário e webdesigner Nel Angeiras, criador da série & blog Noturnos. Ele também é o criador de diversos personagens, a exemplo do Ponto Zero, e participando de publicações como Areia Hostil, Projeto Continuum, Cabal e no HQNado. Veja mais aqui & aqui.

A OBRA DE BERNARD SHAW
Só triunfa no mundo quem se levanta e procura as circunstâncias - e as cria quando não as encontra.
A obra do dramaturgo, escritor e jornalista irlandês Bernard Shaw (1856-1950) aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


quinta-feira, junho 22, 2017

IRREALIDADE DE UMBERTO ECO, BREVIÁRIO DE SHAW, QUARTETO GUARNIERI, ENEIDA PAES LIMA, JUDY BURGARELLA & PREVIDÊNCIA SOCIAL SUPERAVITÁRIA

A PREVIDÊNCIA SOCIAL É SUPERAVITÁRIA! – Esse papo de que a previdência social é deficitária não é de hoje. Desde que me entendo por gente que ouço falar e muito sobre o “rombo da previdência”. Quer dizer, essa é a manchete do noticiário nos últimos cinquenta anos, dando conta do colapso das suas receitas. O auê engrossou mesmo em 1995, quando foi decretada a sua completa insolvência, não havendo condições da cobertura dos benefícios e pensões por completa falência de custeio, ensejando adoção de medidas para solução da bronca. Bem, pelo menos é o que se ouvia dizer a respeito. Essa congestão se deu, segundo governantes e imprensa, pela edição da Lei 8213/91, que equiparou trabalhadores rurais aos urbanos – como se devesse fazer distinção entre um e outro -, sendo, por isso, responsável pela crise em todo sistema. Para quem se lembra do alarde todo dessa época, foram editadas a Emenda Constitucional 20/1998 e a Lei Complementar 9876/99 que, entre outras finalidades, estavam a de coibir a aposentadoria precoce e equilibrar as finanças do setor. Acontece, porém, que é preciso se levar em conta que foi exatamente em 1994, que se deu o advento da Desvinculação das Receitas da União (DRU), prevista nas disposições transitórias da Constituição Federal vigente, especificamente no seu art. 76, com permissão para transferir até 20% da arrecadação securitária para cobertura de outros gastos de outras áreas do governo. Peraí, como é mesmo? Isso mesmo. Há inclusive tramitando no Congresso Nacional o Projeto de Emenda Constitucional (PEC 87/2015) que pretende aumentar de 20% para 30% a DRU. Êpa! Pois é. Colocando o ponto nos iiiiis: o governo anuncia que a previdência social é deficitária, entretanto, promove renúncia fiscal com desonerações tributárias nas folhas de pagamento, afora por meio da transitória DRU (que já está de maior, lindinha, robusta e cobiçada com vinte e três aninhos de idade – que transitoriedade, hem?), cobrir despesas alheias à seguridade social. Peraí! Acompanhe o enredo: a previdência dá prejuízo e tiram da seguridade para outras áreas? Há quem diga que a falácia do déficit tenha sido mesmo para promover a previdência privada e viabilizar programas que privilegiem investidores e categorias profissionais. Como não parou por aí, com a edição da Lei 13135/2015, limitou-se a concessão do auxílio-doença, da pensão por morte, entre outros prejuízos com a restrição de benefícios, enquanto que a Lei 13183/2015, procedeu à nova forma de cálculo para a aposentadoria com a opção do fator previdenciário. Eita! Vamos lá, acompanhe direitinho: entre os que alardeiam pela condição deficitária está o argumento de que tudo isso aconteceu pelo fato da previdência pesar 4% do PIB, além do crescimento demográfico, aumento da população idosa, redução da formalidade empregatícia, ascensão da informalidade, aumento do salário mínimo, diminuição da arrecadação e todas as demais crises econômicas, entre outros e tantos muitos motivos. Vixe! Todavia no meio de tantos poréns, se alguém se der ao trabalho de dar uma simples espiadela no art. 194 da Constituição Federal – ela não foi feita só pra enfeitar as estantes ou invocada aleatoriamente por quem nem sabe o que nela está contido porque foi feita pros franceses e não para brasileiros -, terá a informação de que a previdência social faz parte do sistema de seguridade social, do qual também fazem parte tanto a saúde como a assistência social, com o seu financiamento previsto pelo art. 195 da CF/88 e regulamentado pela mencionada Lei 8212/91, reunindo as contribuições das pessoas jurídicas, dos contribuintes pessoas físicas, da receita de concursos de prognósticos e da importação de bens ou serviços do exterior. Sim. Acontece que arbitrariamente o governo considera apenas as contribuições dos empregadores e empregados, deixando de fora as demais contribuições sociais previstas, com o entendimento de cumprir o previsto no inciso XI do art. 167 da CF/88, pelo qual é vedada a utilização dos recursos oriundos do INSS-Folha, o que não tem correspondência porque não se vedou nem a CONFINS nem a CSSL no custeamento das despesas securitárias. Como é? Trocando em miúdos: haja artifícios para confirmar que a previdência já era. Confrontando esse argumento, estudos realizados entre os anos 1990/2010 até o momento presente, tanto pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência (ANFIP), como por estudiosos como Denise Gentil, Fernando Rubin, Isabella Alves, Márcio Schio, Rogério Matos, Fabiola Melo & Andrei Simonasse, dão conta que o sistema securitário sempre foi superavitário e, por consequência, se a previdência social faz parte da seguridade social, também é verdade que ela seja superavitária, nada mais lógico, não? Mesmo assim, as pesquisas realizadas foram mais adiante e aprofundada: consideraram o PIB, o INPC e a gestão das receitas e despesas do RGPS, chegando à conclusão de que a previdência social, mesmo com o uso indiscriminado da DRU, é reiteradamente superavitária. Entendeu agora? Então, o que precisa de mesmo é substituir as más gestões, adequar o sistema previdenciário às necessidades da atualidade, sem que se precise ceifar a população de hoje e do futuro com a estupidez de aumento na idade para aposentadoria, redução de benefícios ou qualquer outra medida restritiva em detrimento da população brasileira, bastando tão somente utilizar-se dos recursos da seguridade social em sua totalidade para os fins aos quais ela foi constitucionalmente atribuída, evidentemente com uma gestão configurada na previsão constitucional do art. 37, com clareza e transparência, sobretudo em respeito à efetividade dos princípios da dignidade da pessoa humana e da supremacia do interesse público. Viu? Agora uma pergunta: a quem interessa uma reforma previdenciária? Adivinha? Vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

A IRREALIDADE COTIDIANA DE UMBERTO ECO
[...] Quando todos os arquétipos irrompem sem decência, são atingidas profundidades homéricas. Dois clichês provocam o riso. Cem clichês comovem. Porque se percebe obscuramente que os clichês falam entre e celebram uma festa do reencontro. Como o cúmulo da dor encontra a volúpia e o cúmulo da perversão beira a energia mística, o cúmulo da banalidade deixa entrever uma suspeita sublime [...].
Trecho de Casablanca, ou o renascimento dos deuses, extraído da obra Viagem na irrealidade cotidiana (Nova Fronteira, 1993), do escritor, filósofo e bibliófilo italiano Umberto Eco (1932-2016), tratando das questões humanas contemporâneas e cotidianas, entre elas a ecologia, a deterioração dos meios, a hiperrealidade, a cultura “fake” americana e o horror do vácuo, o candomblé e os orixás, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Saúde no Brasil aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
A filharada de Zé Corninho, O homem, a mulher & a natureza de Alan Watts, Travessia marítima de Thomas Mann, O casamento de Anne Morrow Lindbergh, a música de Charlotte Moorman, o cinema de Rainer Werner Fassbinder & Hanna Schygulla, Emmanuelle Seigner, a arte de Hansen Bahia & Attila Richard Lukacs aqui.
Vamos aprumar a conversa, Sociedade dos indivíduos de Norbert Elias, As brasas de o Sándor Márai, Babylon de Zuca Sardan, a música de Hermeto Pascoal & Aline Moreira, Anatomia do drama de Martin Esslin, o cinema de Fred Schepisi & Meryl Streep, a escultura de Pierre-Nicolas Beauvallet, a arte de Derek Gores & a pintura de Gilson Luiz Santos Braga aqui.
Se não chover... mas se chover..., Diário de um sedutor de Søren Kierkegaard & Marcha das Vadias aqui.
Três poemetos de amor pra ela: Abraçados, Presente & Dela aqui.
Vamos aprumar a conversa: aquele abraço!, A espada da deusa de Richard Wagner, Pigmalião de Bernard Shaw, O perfume de Patrick Süskind, a música de Richard Wagner, o cinema de Tom Tykwer & Karoline Herfurth, a pintura de Mary Cassatt, a arte de Susan Strasberg & a poesia de Pedro Du Bois aqui.
Primeira Reunião: Em mim, O anão de Pär Lagerkvist. Os últimos dias de Paupéria de Torquato Neto, A mais forte de August Strindberg, a música de Camille Saint-Saëns & Waltraud Meier, o cinema de Joann Sfar & Lucy Gordon, a arte de Lena Nyman & a pintura de Carl Heinrich Bloch aqui.
Brincarte do Nitolino, Holismo & evolução de Jan Christiaan Smuts, a poesia de Joseph Brodsky, o teatro de Gianfracesco Guarnieri, a música de Bob Dylan, o cinema de Leon Hirszman, a pintura de Jacopo Pontormo & a arte de Helena Ranaldi aqui.
Direitos de toda mulher, A gravidade & a graça de Simone Weil, Os direitos da mulher de Olympe de Gouges, Hibernação de Magdalena Isabel Monteiro, a música do Quarteto Radamés Gnattali, a escultura de Bruno Giorgi, a fotografia de Arne Jakobsen & a pintura de Jose Higuera aqui.
Minha nossa, quanta poluição, A teia da vida de Fritjof Capra, Máquinas e seres vivos de Maturana & Varela, Pedra filosofal de António Gedeão, a música de Sarah Brightman, a fotografia de Stefan Kuhn, a pintura de Patricia Awapara & a arte de Kézia Talisin aqui.
Tudo é Brasil, A colonização do imaginário de Serge Gruzinski, O general está pintando de Hermilo Borba Filho, Pasquale Cipro Neto, a escultura de Emilio Fiaschi, a música de Jamiroquai & a fotografia de Jennifer Nehrbas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

BREVIÁRIO DE SHAW
[...] Ser milionário, então, quer dizer ter mais dinheiro do que se pode gastar consigo mesmo, e sofrer diariamente as desatenções de pessoas a quem essa condição parece de extrema satisfação. Assim sendo, que há de fazer o milionário de seus fundos excedentes? A resposta que se dá habitualmente a essa pergunta é esta; garantir o futuro de seus filhos e dar esmolas. Ora, esses dois recursos, compreendidos como são geralmente, são uma coisa só e, por sinal, uma coisa muito prejudicial. Do ponto de vista da sociedade, não importa nada se a pessoa exonerada da necessidade de trabalhar para o próprio sustento pela generosidade de um milionário é o filho deste, o marido da sua filha ou simplesmente um mendigo qualquer. [...]. Não há amor mais sincero que o da comida. Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode. A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm. Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever. Quem nunca esperou não pode desesperar nunca. Uma vida inteira de felicidade? Ninguém aguentaria: seria o inferno na terra. O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade. Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; a outra, de alcançá-lo. Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o governo e a opinião pública lhes permitem fazer. O lar é a prisão da moça e o hospício da mulher. O martírio... é a única maneira de ganhar fama sem ter competência. Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele. Não faças aos outros o que queres que te façam; os gostos deles podem ser diferentes dos teus. Neste mundo sempre há perigo para aqueles que o temem. Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de versões. Nunca espero nada de um soldado que pensa. Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha. Não gosto de sentir-me em casa quando estou no estrangeiro. Cheguei à conclusão de que tudo é produzido para milhões, e nada para milionários.'Qual é a vantagem de poder pagar um sanduíche de miolos de pavão, quando só se encontram de presunto e de carne? A minha maneira de brincar consiste em dizer a verdade. É a brincadeira mais divertida do mundo. Um inglês pensa que é moralista, quando é apenas desagradável. [...].
Trechos extraídos da obra Socialismo para milionários, (Ediouro, 2004), do polêmico dramaturgo, escritor e jornalista irlandês Bernard Shaw (1856-1950), Prêmio Nobel de Literatura de 1925, ensaio irônico com visão mordaz sobre a humanidade, apresentando questões que transitam temas de grande importância, em que expressa o seu pensamento original, contestador e independente em estudo social e um libelo à liberdade. Veja mais aqui e aqui.

PRELÚDIO & FUGA DO QUARTETO CAMARGO GUARNIERI
Curtindo o álbum Prelúdio & Fuga (Yb Brasil, 2004), do Quarteto Camargo Guarnieri, formado por Elisa Fukuda (violino), Cláudio Micheletti (violino), Renato Bandel (viola) e Raïff Dantas Barreto (violoncelo), interpretando composições de Osvaldo Lacerda (1927-2011), Camargo Guarnieri (1907-1993) e Villa-Lobos (1887-1959). Veja mais aqui.

A ARTE DE ENEIDA PAES LIMA
A arte da professora, bailarina, coreógrafa, pesquisadora Eneida Paes e Lima.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora estadunidense Judy Burgarella.
Veja mais aqui.
 

sexta-feira, maio 22, 2015

SHAW, WAGNER, SOMADEVA, CASSATT, HERFURTH, DU BOIS & STRASBERG.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? – De antemão: aquele abraço! (com a trilha sonora de Gilberto Gil: “O Rio de Janeiro continua lindo...”). E aprumando a conversa: mesmo sabendo, como diz o memorável Nelson Rodrigues, que as pessoas não entendem o carinho porque desconfiadas levam pro campo da falsidade, mas captam e sacam logo a bofetada, a delicadeza é imprescindível. Isso leva a gente pra entender melhor a teoria do reforço vicariante de Albert Bandura: se na televisão só aparece agressões, se em casa a gente só vê ameaça na comunicação dos parentes, se na esquina brotam discussões arrepiadas com ofensas, desmoralizações e risco no chão (cara dum, cara doutro, quem não pisar é gafanhoto - só que com correrias de balas, facas ou escoriações), e se no frigir dos ovos, enfim, tudo é na base do vai ou racha - e do desafiador: me respeite! Você não sabe com quem está falando -, tanto se busca consensos que a gente só se depara com a plenitude do litígio. Ora, ora. Cadê o abraço? E a gentileza? Vamos desarmar: aquele abraço! Levar por menos dá menos prejuízo. E salve a diferença, a biodiversidade! Salve a ativista pela paz Betty Williams (Nobel da Paz, 1976). E pra você, pessoamiga, vou entoando a minha Crença: [...] É preciso respeitar as diferenças e não se equiparar ao que é hostil das desavenças. Lutar contra a mantença desigual que forja o algoz na força do poder irracional.  Se entregar agora, todo dia e a noite inteira, testemunhar assim as coisas verdadeiras. Colher a lágrima do olhar mais desolado para irrigar a sede do carinho devastado. É preciso ter no olhar a flor da vida, trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas. E perceber o amor no menor gesto natural para valer o sonho mais presente mais real. E vamos aprumar a conversa! Aprume aqui.

Imagem: Reclining Nude, da pintora impressionista estadunidense Mary Cassatt (1844-1926)

Curtindo o álbum do ciclo compreendido pelas quatro óperas épicas Der Ring des Nibelungen (1848 - Deutsche Grammophon, 1994), do compositor, maestro, diretor de teatro e ensaísta alemão Richard Wagner (1813-1883), performed by the Metropolitan Opera Orchestra directed by James Levine.

A ESPADA DA DEUSA – No livro O oceano de rios de contos (Séc. XI), composta pelo monge sul indiano e pensador revolucionário Somadeva Suri (920-966), também autor da obra Upasakadyayana – uma seção do champu Yashastilaka –, do Nitivakyamrtam (Néctar da Ciência Polity) e do Yashastilaka, há a narrativa denominada A espada da deusa, da qual destaco os seguintes trechos na tradução de José Paulo Paes: [...] No comum desejo de chegarem a ter filhos, tato o rei como suas duas esposas ofereciam constantes sacrifícios a Ambica, jejuando amiúde e dormindo sobre duros leitos de darba. Conquista por essas devotas oferendas, a deusa, que sempre se mostra propicia aos homens piedosos, apareceu um dia em sonhos ao príncipe, entregou-lhe duas maçãs nunca vistas iguais na Terra e lhe disse: - Levanta-te, dá estas frutas de comer às tuas mulheres e terás dois filhos que assombrarão o mundo com as suas proezas. Ditas essas palavras, a figura da deusa desapareceu do sonho e quando o rei despertou, na manhã seguinte, viu, com gratíssima surpresa, que tinha em mãos as duas frutas que vira em sonhos. [...] Por mais adversa que a sorte se nos apresente, e por muito que os obstáculos nos tolham o passo, o homem nobre e generoso alcançará sempre o seu fim. Veja mais aqui.

PIGMALIÃO – A peça teatral em cinco atos Pigmalião (1913), do dramaturgo, escritor e jornalista irlandês Bernard Shaw (1856-1950), conta a história de uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras de Londres e é transformada em mulher da alta sociedade. Da obra destaco o trecho inicial na tradução de Millôr Fernandes: Londres, às 11h15 da noite. Torrentes de chuva, grossa, de verão. Apitos frenéticos em todas as direções, chamando táxis. Pessoas correm, buscando abrigo no pórtico da igreja de São Paulo (não a catedral de Wren, a igreja de Inigo Jones, no mercado de legumes de Covent Garden). Entre essas estão uma senhora e sua filha, vestidas com roupas de gala. Todos contemplam a chuva com olhar desesperançado, exceto um homem que, de costas pro resto, está apenas preocupado com o que escreve num caderno de notas. O relógio da igreja bate um quarto de hora. Filha: (Encolhida no espaço entre as colunas centrais do pórtico.) Estou gelada até os ossos. Onde é que Freddy se meteu esse tempo todo? Saiu daqui há mais de meia hora. Mãe: (À direita da filha.) Que é isso? Não tem nem dez minutos. Está arranjando o táxi. Homem: (À direita da senhora.) Êli num vai pergá carro ninhum cum essi toró, num sinhora. Só lá pras meia-noite. Dispois do pensoal todu dus triatru i pra casa drumi. Mãe: Mas nós temos que arranjar um táxi. Não pode mos permanecer aqui, de pé, até à meia-noite. Não é possível que não haja um táxi. Homem: Num mi olha ansim não, madama. A curpa num é minha. Filha: Se Freddy tivesse um mínimo de iniciativa tinha pegado um táxi na porta do teatro. Mãe: O que é que o rapaz podia fazer com aquela multidão? Filha: A multidão toda pegou táxi. Só ele é que não. (Freddy se materializa no meio da chuva, vindo do lado da rua Southampton. Vem fechando um guarda-chuva. Está todo molhado. É um rapaz de vinte anos, já com acentuada gordura na cintura. Veste smoking.) Filha: Quer dizer que você não arranjou um táxi? Freddy: Nem com dinheiro, nem com conversa. Mãe: Ah, Freddy, não é possível. Você desistiu logo! Tem que haver um táxi. Filha: Coisa mais cansativa. Você quer que eu e mamãe saiamos correndo por aí atrás de um carro? Freddy: Eu já disse; estão todos ocupados. A chuva caiu de repente; ninguém estava preparado; todo mundo correu pros táxis. Fui até Charing Cross e, depois, pro outro lado, andei até Ludgate Circus; não passou um táxi vazio. Mãe: Você tentou na praça Trafalgar? Freddy: Lá é que não tem mesmo nenhum. Nem vazio nem cheio. Mãe: Você foi até lá? Freddy: Fui até a estação de Charing Cross, já disse. A senhora queria que eu andasse até Westminter? Era melhor ir a pé pra casa. Filha: Você desiste com uma facilidade. Mãe: Você é mesmo tão sem expediente, Freddy. Procura de novo, de qualquer maneira; e não me volta aqui sem um táxi. Freddy: Vou me ensopar à toa. Bem, eu que me sacrifique. Filha: E nós; vamos ficar a noite inteira aqui, nesta ventania, só com essa roupinha no corpo? Que egoísmo, meu Deus... Freddy: Está bem, eu vou, eu vou. Eu já disse, eu vou. (Abre o guarda-chuva.) Lá vou eu. (Sai correndo na direção de Strand, mas colide com uma florista que vem correndo em direção contrária, procurando abrigo. Joga o cesto dela no chão. Um fulgor de raio, seguido pelo estrondo de um trovão, orquestra e ilumina o incidente.) [...] A obra foi adaptada para o cinema como o nome de My Fair Lady (Minha Bela Dama, 1964). Veja mais aqui e  aqui.

POEMAS: VENTOS, LER & DOS ENCANTAMENTOS – Tive um prazer enorme ao conhecer o excelente blog Poemas, do escritor gaúcho Pedro Du Bois, no qual ele reúne seus poemas e postagens. Ele foi vencedor do Premio Literário Livraria Asabeça pelo livro Os objetos e as coisas (Scortecci, 2005), e é membro da Academia Itapemense de Letras e do Clube dos Escritores Piracicaba. Da sua lavra destaco inicialmente o seu poema Ventos: Busco no vento / a invenção / da poeira suspensa / na inovação / do papel esvoaçante / na renovação / da terra revolvida / na entonação / do surdo canto do pássaro / caído em correntes aéreas / desfavoráveis ao voo / aos pássaros o vento / limita facilidades / para se locomoverem / quedas ensinam aos ventos / a dosagem das passagens. Também é meritório de registro o seu poema Ler: que mais / (além de ler) / posso fazer / nestes dias de inúteis notícias / de grades / e portas trancadas / onde pessoas / imobilizadas esperam / o passar das datas / na esperança de enriquecerem / no soar das trombetas populares? /eco-invadido (dis)penso o futuro / e me remeto / ao tempo imprevidente / onde canções não contam músicas / e letras trôpegas represam / acordes inconclusos / rasgo paredes no ocaso / fechado ao porvir melindroso dos iconoclastas / distribuídos em tribos entre deuses acostumados / aos pedidos e aos receberes de tão pouco / na leitura obtusa escondida em alforjes / viajo minha vida desinteressada / de progressos menores / e do chegar ao final / das obras (in)satisfeitas. Por fim, destaco Dos encantamentos: dos encantamentos tenho lembranças / em uníssimas cordas distendidas / nos corpos sobre a pedra no afago / com que o carrasco pensa usufruir / a dor do condenado no espasmo / que o arremete ao nada / dos encantamentos tenho a realidade / erma de dias isentos em claridades / na espera do corte de lascas de cimento / com a ponta dos dedos desprovidos / de vaidade e veleidade / dos encantamentos tenho o subterfúgio / em que as horas são substituídas / na ilusória atemporalidade do passado. Veja mais aqui.

DAS PARFUM – O romance O perfume (Das parfum – Record, 1985), do escritor alemão Patrick Süskind, conta a história de um homem do séc. XVIII, em Paris, que nasceu no meio de tripas de peixe atrás de uma banca, com um olfato apurado extraordinariamente e que não possui cheiro próprio. Sua mãe era uma peixeira que foi executada por infanticídios logo após seu nascimento. Por causa do seu olfato apuradíssimo, torna-se aprendiz de perfumista e passa a criar fragrâncias dos mais diversos aromas. A sua busca pelo perfume perfeito leva-o a cometer assassinatos contra mulheres que lhe chamavam atenção pelo odor, até o final da tragédia de sua vida. Essa obra foi adaptada para o cinema em 2006, com direção de Tom Tykwer, no qual se destaca o desempenho da bela atriz alemã Karoline Herfurth. O romance também inspirou o cantor, compositor e músico estadunidense Kurt Cobain (1967-1994), na canção Scentless Apprentice, gravada no álbum In Utero (1993), da banda Nirvana. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Hoje é dia da memorável atriz estadunidense Susan Strasberg (1938-1999).


Veja mais sobre:
Mãe é mãe & Deus proteja a minha, a sua, a nossa & o da mãe-joana & e das mães (do guarda, do juiz de futebol e dos políticos) que são coitadas!, Inteligência emocional de John Gottman, o teatro de Máximo Gorki, a poesia de Jorge Tufic, a música de Caetano Veloso, Travessuras de mãe de Denise Fraga, a arte de Luciah Lopez , a pintura de Gustav Klimt & Lena Gal aqui.

E mais:
A literatura de Aníbal Machado, Teoria da alienação de István Mészarós, Semiologia da representação de André Helbo, o cinema de Roberto Rossellini & Anna Magnani, a música de Keith Jarret, Erótica pornográfica de J. J. Sobral, a pintura de Jean-Léon Gérome.& Almeida Junior aqui.
Direitos humanos fundamentais aqui.
A arte de Dhara - Maria Alzira Barros aqui.
Exercício de admiração de Emil Cioran. Abril despedaçado de Ismail Kadaré, O teatro de arte de Meyerhold, Fridha Khalo, A música de Badi Assad, A pintura de Karel Appel, Carlota Joaquina & Clube Caiubi de Compositores aqui.
Brincarte do Nitolino, Tratado lógico-filosófico de Ludwig Wittgenstein, o teatro futurista de Filippo Marinetti, a literatura de Azar Nafisi, a música de Nelson Freire, a pintura de Eugène Delacroix, Augustine de Charcot, a arte de SoKo, a fotografia de John De Mirjian, a cangaceira Dadá & O eco da trombeta de Maria Iraci Leal aqui.
A sina de Agar, A nascente de Ayn Rand, o teatro de Jean-Louis Barrault, Mundos oscilantes de Adalgisa Nery, a literatura de Anita Loos, a música de Cláudia Riccitelli & The Bossa Nova exciting Jazz Samba Rhythms, a pintura de Jose Gutierrez de la Vega & Amor como princípio de Delasnieve Daspet aqui.
Canto de circo de Osman Lins, a arte de Paul Éluard, a música de Paulo César Pinheiro, o teatro de Adolphe Appia, a poesia de Alberto de Oliveira, o cinema de Pedro Almodóvar & Penélope Cruz, a pintura de Francesco Hayez & José Malhoa, A travessia poética de Valéria Pisauro & Programa Tataritaritatá aqui.
Três poemas & a dança revelou o amor... aqui.
A dança dos meninos, a poesia de Manuel Bandeira & João Cabral de Melo Neto, A dançarina de Yasunari Kawabata, A dança poética de Amiri Baraka, A dançarina do Kama Sutra de Kama Sutra, de Vatsyayana, a música de Isabel Soveral & António Chagas Rosa, a pintura de Jose Manuel Abraham, Pas de Deux & a fotografia de M. Richard Kirstel, Dança Alagoas & Ary Buarque aqui.
O voo da mulher & mulheres no mundo, o teatro de Federico Garcia Lorca, Os adoradores de cabras de Gianni Guadalupi & Alberto Manguel, a música de Duke Ellington, o cinema de Lars von Trier & Nicole Kidman, a arte de Tatiana Parcero & Caco Galhardo, Como veio a primeira chuva & Pétalas do Silêncio de Rô Lopes aqui.
O dono da razão, a poesia de Murilo Mendes, Identidade e etnia de Carlos Rodrigues Brandão, Fundamentos da educação de Maria Sérgio Michaliszyn, a pintura de Mônica Alves Torres & Jules Pascin, a arte de Francisco Zúñiga & a música de Ju Martins aqui.
Não era pra ser, nem foi, Entre a vida e a morte de Nathalie Sarraute, a música de Galina Ustvolskaya, a fotografia de Takashi Aman, o ativismo de Emmeline Parnkhurst, o cinema de Sarah Gravon & Carey Mulligan, a gravura de Jean-Frédéric Maximilien de Waldeck, a arte de Paul-Émile Chabas & Carlos Alberto Santos aqui.
A esperança equilibrista, O espaço da cidadania de Milton Santos, Admirável mundo novo de Aldous Huxley, Os saberes da educação de Edgar Morin, a música de Vivaldi & Michala Petri, a fotografia de Andreas Feininger, a pintura de Gianluca Mantovani & Jose De la Barra, a arte de Daniele Lunghin & Dave Stevens aqui.
Eita! Vou por ali no que vem e que vai, a literatura de Ítalo Calvino, Os tempos da Praieira de Costa Porto, a poesia de Louise Glück, Neurofilosofia & Neurociências, a música de Edson Zampronha, Betina Muller & Mike Edwards, a arte de Laszlo Moholy-Nagy & Anke Catesby aqui.
O aperto que virou vexame trágico, As estratégias sensíveis de Muniz Sodré, a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, Tecnologias: memórias e esquecimentos de Maria Cristina Franco Ferraz, a fotografia de Alexander Yakovlev, a arte de William Mulready & Doris Savard, a pintura de Angelo Hasse, a música de Asaph Eleutério, Ricardo Loureiro & Rádio Estrada 55 aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

    Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Em rota de colisão, a sorte...