A LIÇÃO DE CADA AMANHECER - Ao
amanhecer tenho sempre a sensação do que o Sol nasce para todos,
indistintamente. Seus raios brilham em todas as direções, isso para quem esteja
acordado, ou dormindo, ou mesmo ocupado com outros afazeres. Pode ser que no
lado oposto ao que me encontro na Terra, seja noite; todavia, quando este lado
do mundo for premiado com o espetáculo do crepúsculo, do outro lado do planeta,
o dia estará raiando tão lindamente quanto maravilhosamentge alvorece em mim agora
e todos os dias. Guardo para mim a lição deste momento e a torno prática diária
nas minhas relações, sem distinguir esse daquele ou daqueloutro: sou eu e
todos, como um só. Ao caminhar pelas ruas sou como todos que vão e que vêm: uma
onda em que sou uma gota na imensidão oceânica. Inevitável esbarrar em
situações desagradáveis de discriminação, pessoas e ambientes que só acolhem aqueles
que se vestem bem, são bem recomendados, ocupam posição social e alto nível
econômico, determinadas convicções religiosas, correntes filosóficas ou padrões
sócio-políticos. Entre eles nada, além disso, possui significância a não ser
seus padrões avaliatórios de qualificação, na condição de peritos que se
vangloriam por seus métodos na capacidade de julgar, selecionar ou enquandrar
quem quer que seja. Não reconhecem o tanque da mistura no caldeirão da
diversidade que está nas ruas e em todos os lugares, e nem conseguem ver que
reis perdem seus tronos, imperadores seus impérios e que tudo que nos cerca é
efêmero: o que hoje é, amanhã pode não ser mais. E essa passagem breve que
chamamos vida é tão espetacularmente maravilhosa que não me vejo disposto a
perder tempo em avaliar, selecionar ou julgar, apenas viver e saber que
enquanto vivo preciso fazer alguma coisa por gratidão e levar em conta essa
minha estadia como uma missão a cumprir. Despido de corpo e alma, não me vejo
merecedor de privilégio ou condição especial maior ou melhor que ninguém ou em
detrimento de alguém, eu sou um qualquer como qualquer um por não me enquadrar
em nenhuma classe específica, sou entre os que são diferentes, apenas, talqualmente
igual pelas diferenças e tudo que somos é sermos cada qual um diferente do
outro em um mesmo lugar, tempo e espaço, nada mais. Eis minhas mãos e peito
aberto para seguirmos juntos. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
terça-feira, março 21, 2017
AMAZÔNIA, LORENZO QUINN, ANNE SCHNEIDER, ALICE SOARES, EDLA FONSECA & LIÇÃO DE CADA AMANHECER
A LIÇÃO DE CADA AMANHECER - Ao
amanhecer tenho sempre a sensação do que o Sol nasce para todos,
indistintamente. Seus raios brilham em todas as direções, isso para quem esteja
acordado, ou dormindo, ou mesmo ocupado com outros afazeres. Pode ser que no
lado oposto ao que me encontro na Terra, seja noite; todavia, quando este lado
do mundo for premiado com o espetáculo do crepúsculo, do outro lado do planeta,
o dia estará raiando tão lindamente quanto maravilhosamentge alvorece em mim agora
e todos os dias. Guardo para mim a lição deste momento e a torno prática diária
nas minhas relações, sem distinguir esse daquele ou daqueloutro: sou eu e
todos, como um só. Ao caminhar pelas ruas sou como todos que vão e que vêm: uma
onda em que sou uma gota na imensidão oceânica. Inevitável esbarrar em
situações desagradáveis de discriminação, pessoas e ambientes que só acolhem aqueles
que se vestem bem, são bem recomendados, ocupam posição social e alto nível
econômico, determinadas convicções religiosas, correntes filosóficas ou padrões
sócio-políticos. Entre eles nada, além disso, possui significância a não ser
seus padrões avaliatórios de qualificação, na condição de peritos que se
vangloriam por seus métodos na capacidade de julgar, selecionar ou enquandrar
quem quer que seja. Não reconhecem o tanque da mistura no caldeirão da
diversidade que está nas ruas e em todos os lugares, e nem conseguem ver que
reis perdem seus tronos, imperadores seus impérios e que tudo que nos cerca é
efêmero: o que hoje é, amanhã pode não ser mais. E essa passagem breve que
chamamos vida é tão espetacularmente maravilhosa que não me vejo disposto a
perder tempo em avaliar, selecionar ou julgar, apenas viver e saber que
enquanto vivo preciso fazer alguma coisa por gratidão e levar em conta essa
minha estadia como uma missão a cumprir. Despido de corpo e alma, não me vejo
merecedor de privilégio ou condição especial maior ou melhor que ninguém ou em
detrimento de alguém, eu sou um qualquer como qualquer um por não me enquadrar
em nenhuma classe específica, sou entre os que são diferentes, apenas, talqualmente
igual pelas diferenças e tudo que somos é sermos cada qual um diferente do
outro em um mesmo lugar, tempo e espaço, nada mais. Eis minhas mãos e peito
aberto para seguirmos juntos. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.quinta-feira, junho 12, 2014
ANNE CARSON, OLGÁRIA MATOS, COLLEEN HOOVER & JUDY BLUME
APRENDENDO COM O AMANHECER – Amanheceu e nutro zis esperanças embaladas pelos gorjeios dos pássaros
travessos, modulando canções como angelicais coros que celebram a plenitude da
vida. No horizonte as perspectivas se espraiam sugerindo tantos caminhos
quantas possibilidades de tornar a existência tão verdadeira além dos limites. O
Sol ainda escondido projeta novas alternativas que se diluem entre sonhos de
realizações e ânuis para superar barreiras intransponíveis. O azul celeste
permeia o meu coração às batidas cadenciadas com a promessa de alguns momentos
felizes na trajetória vindoura. Tudo é possível às primeiras horas da manhã. Fervem
opções do que fazer durante o dia. Um encontro imprevisível e a plenitude de
que chegou a hora para dar certo. Projetos desenterrados emergem e é possivel
concatenar cada um deles com alto teor de concretude. É possível transcemder e
ver que mais adiante eles podem finalmente ser exitosos. É possível transpor
cenários e o que antes eram trevas diáfanas, tudo amaina e já vislumbro o que
de mais real e alvissareiro se mostra. A manhã é o estável da ventura,
sobretudo no plano de voo que se manifesta factivel e que leverá ao meio dia do
que e mais que regozijo porque está prenhe de alvorecimentos desatando nós e
manifestando realizações. A tarde será levada com a brisa da alegria e tudo o
mais do passado será esquecido, ficando apenas lições que servirão de
inspirações para recomeços que frutificarão beneficios e conduzirão ao labor
pleno. Entardecendo em mim novos amanheceres tão celebráveis como comemorativos
serão repletos de criativos momentos que embalarão à boquinha da noite mais uma
satisfação de tarefa cumprida e mais por transpor e executar. Ao anoitecer a
calmaria de novas avaliações concatenando projeções futuras que se farão
realidade no apogeu mais que desejado. Anoitecidas vivências serão revistas
para corrigir rotas, refazer caminhos, restituir esperanças. E plenamente
renascer no meio de novas ideias que frutificarão em novo amanhecer e serão mais
que valorizados com o começo do sono reparador. Ao sono novos sonhos emergirão
com tantos outros premonitórios e tão reais que se farão metas a serem
atingidas, recheadas de quantas estratégias ilustrando o calor dos modos e
maneiras de serem alcançados. É novo amanhecer e nutro zis esperanças para
viver. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.
Veja mais aqui e aqui.
DITOS & DESDITOS - A verdade vai deixar você estranho. Nem tudo
precisa ter um sentido. Algumas coisas simplesmente são. Deixe as crianças
lerem o que quiserem e depois conversem sobre isso com elas. Se pais e filhos
puderem conversar, não teremos tanta censura porque não teremos tanto medo. Não
são apenas os livros sob ataque que me preocupam. São os livros que nunca serão
escritos. Pensamento da escritora e educadora
estadunidense Judy Blume. Veja mais aqui.
ALGUÉM FALOU - Uma sociedade é tanto mais
feliz, tanto mais democrática, quanto mais ela conseguir conviver com seus
contraditores. Uma sociedade que só é capaz de conversar com o mesmo não é uma
sociedade. Pensamento da filósofa e escritora chilena Olgária
Matos. Veja mais aqui.
BATEU – [...] Não leve a vida muito a
sério. Dê um soco na cara
quando ele precisar de um bom golpe. Ria disso. [...]
Há três perguntas às quais toda mulher deveria ser capaz de responder sim
antes de se comprometer com um homem. Se você responder não a
qualquer uma das três perguntas, corra como o diabo. [...] Ele trata você com respeito em todos os momentos? Essa é a
primeira pergunta. A segunda pergunta é: se ele for exatamente a mesma pessoa
daqui a vinte anos que é hoje, você ainda gostaria de se casar com ele? E, finalmente,
ele inspirar para ser uma
pessoa melhor? Você encontra alguém que pode responder sim a todas as três,
então você encontrou um bom homem [...] Questionar tudo. Seu amor, sua religião,
sua paixão. Se você não tiver
perguntas, nunca encontrará respostas [...] Então você fica com seu oceano, eu
fico com o lago [...] Ultrapasse seus limites, é
para isso que eles existem. [...]. Trechos extraídos da
obra Slammed (Galera Record, 2013), da escritora estadunidense Colleen Hoover.
ODE AO SUBLIME POR MONICA VITTI – Eu quero
tudo.\ Tudo é um pensamento cru que dilacera.\ Um sinal de nevoeiro berrando
através da névoa transforma a névoa em\ tudo.\ Comer ovos de codorna na mão em
meio à névoa faz tudo ser afrodisíaco.\ Meu marido dá de ombros quando eu digo
isso, meu marido dá de ombros\ a tudo.\ Os lagos nos quais sua fábrica poluiu
tudo são tão belos quanto Brueghel.\ Deixo minha loja, a fim de talvez vender
tudo que há nela, vazia, mas\ mantenho a luz acesa.\ Tudo pode derramar.\ Sabia
que nos abismos do mar tudo se torna transparente? Pergunta\ Corrado, amigo de
meu marido, e eu digo \ Sabia que eu morro de medo?\ Tudo requer atenção, eu
nunca relaxo meu pescoço,\ mesmo beijando Corrado\ Kant diz que ‘tudo’ existe
só na nossa mente, junto a uma onda de prazer e\ de dor que vai para lá e para
cá em mim quando eu deito na cama de\ Corrado lutando contra tudo com \ Corrado
me vendo do outro lado da sala e\ então ele veio para a cama e\ subiu em mim e
isso não fez diferença exceto que agora eu tinha que lutar\ contra tudo através
de Corrado, o que eu fiz ‘audaz’ (então, Kant) na cama\ congelante sob o clarão
da meia-noite.\ O que você vai levar? pergunto a Corrado, que está indo para a
Patagônia e\ quando ele diz 2 ou 3 bolsas eu digo Se eu tivesse que ir para
longe eu\ levaria comigo tudo o que vejo.\ A isso Corrado nada responde o que
não é, creio, o contrário de tudo.\ Não parece certo é o que meu marido diria,
ele diz isso sobre tudo –\ especialmente desde que saí da clínica, uma clínica
para pessoas que\ querem tudo,\ tudo que eu vejo tudo o que eu provo tudo o que
eu toco\ todos os dias até as cinzas e na\ clínica eu só tinha uma pergunta O que
faço com meus olhos?. Poema da escritora canadense Anne Carson.
SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!
Imagem: Acervo ArtLAM . Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...
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Imagem: Acervo ArtLAM . Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...
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O CATIVEIRO AMOROSO DA TEIMOSIA DELA - Toda sexta-feira, meio dia em ponto, eu armo meu conto e me faço vigário. Eu domino o cenário,...
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DITOS & DESDITOS - Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber . Pensamento de Paulo ...













