quarta-feira, dezembro 21, 2016

UMA PONTE ENTRE O CIENTÍFICO-RACIONAL E O ESTÉTICO-EMOCIONAL


ENTRE O CIENTÍFICO-RACIONAL E O ESTÉTICO-EMOCIONAL – Imagem: arte do pintor e artista visual Wesley Duke Lee (1931-2010)- Primeiro ensinaram a distinguir entre o bem e o mal, assim: faça o bem, afinal ele está comigo e os meus. Doutra feita, faça tudo pra adivinhar as más intenções, ela vem dos outros pela inveja ou maus procedimentos, previna-se. Fazer o bem é dar aos outros aquilo que queremos que nos dêem. Já as coisas desagradáveis, simples, é só negá-las e deixam de existir, pronto. Não é bem assim, cara pálida. Com o tempo vai ver que não é só isso, também o apolíneo ou dionisíaco, qual? Logo adiante, mais outro desafio: razão ou emoção? Aí a ciência prometia ir além da Filosofia, com uma solução para tudo. Eu mesmo, só na minha, via tudo de oito à oitenta, vontade medonha de romper os extremos, quando todos era só: ou mel, ou cabaça; direita ou esquerda. Hem? E mais vieram: pra ser justo tem que se imparcial, quem? E repetiam Pascal: - O coração tem razões que a própria razão desconhece, cabeça de vento! Ou vive no mundo da lua ou com os pés no chão, os dois não dá! Ou amigo, ou inimigo. Ou vai comigo, ou contra mim. Tudo isso regrado à truculência dos vanguardeiros ou prepotência dos juízes, inutilidade dos argumentos e do bom senso. Querem sempre assim: ou vai, ou fica; ou caga, ou mija; ou ri ou chora, ou entra ou sai, ou paz ou racha, só não pode couro de pica ou empata foda! Qualé, meu? Ah, já que está dentro, deixa. Tudo não é só noite e dia, vida ou morte, nem mais, nem menos, né? Se quiser, vá ou não, faça o que aprouver ou dê uma de porralouca: sem causa, tô nem aí. Quem sabe onde os calos apertam é você. Escolha ou não, sirva-se do livre arbítrio e assuma as responsabilidades, afinal você não nasceu só pra dar trabalho à humanidade, né? Se a sua irrisória vida não tem sentido, procure um: tem um caminhão cheio de ideologias procê se empanturrar na maior farra. Do contrário, tome pé dos equívocos todos e viva o melhor o que puder com um sorriso, porque a paz e a felicidade não estão senão dentro de você mesmo. É só uma questão de olhar direito as coisas. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo o talento musical do instrumentista, compositor e violonista Chico Mário (Francisco Mário de Sousa – 1948-1988), irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho.

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DESTAQUE: O CIENTÍFICO-RACIONAL X ESTÉTICO-EMOCIONAL
Imagem: arte do pintor e artista visual Wesley Duke Lee (1931-2010)
Por que a silhueta de uma árvore sem folhas, batida por uma tempestade, sobre o pano de fundo de um céu de entardecer no inverno e considerada bela, mas a silhueta correspondente de um edifício universitário de múltiplos propósitos não é, apesar de todos os esforços do arquiteto? A resposta parece-me, mesmo que seja um tanto especulativa, estar nas novas maneiras de ver os sistemas dinâmicos. Nosso sentimento de beleza é inspirado pela disposição harmoniosa da ordem e da desordem, tal como ocorre nos objetos naturais – nas nuvens, nas árvores, nas cadeias de montanhas ou nos cristais de neve. As formas de todos eles são processos dinâmicos congelados em formas físicas, e combinações especificas de ordem e desordem são típicas delas.
Trecho extraído de Física do estado sólido (Folhas Físicas, 1981), do físico alemão Gert Eilenberger (1936-2010), que adotou a ciência nã0-linear depois de se especializar em supercondutividade, considerando a possibilidade de se construir uma ponte entre o conhecimento científico-racional e o sentimento estético-emocional.

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