quinta-feira, dezembro 15, 2016

VAMOS APRUMAR A CONVERSA!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA! - A gente vê de tudo na vida: de farsante se passando por artista de cinema, de maloqueiro amostrado na maior de bicudo rico, manhoso dando jeito de conseguir de tudo na maior tramoia, até sabidos que levam tudo na pontinha do dedo da vantagem e, nenhum deles, dá pra checar uma topada boa ou tombo que seja. A qualquer reviravolta ou desmantelo, viram logo de casaca, cagam fora do penico e arrumam o jeito de se pendurar até no impossível pra dá volta e ficar por cima, sem ao menos dá a menor pinta de honradez, castigando no óleo de peroba e com a boca aberta nos bolsos e na braguilha dos maiorais. Ô gentinha que vende a alma – com a cantilena da fidelização ao cargo, nunca ao homem -, quando não negociam o alheio para não passarem nunca pelo aperto. Bastam fitar de longe um mata-burro de providenciarem imediatamente a remoção de óbice que houver, pra deixar tudo de porteira escancarada ao bel prazer. Eu mesmo fico só no conferido dos engodos e embustes que hoje são do tope das celebridades que desfilam bulhufas e fungados na telinha. Não são muito diferentes daqueles que no dia a dia da gente fingem ajudar, todos solícitos e cordiais escondendo o riso da cavilação e dando pitacos só pra ver a gente derrapar na curva, quando, na verdade, não passam de indiferentes desalmados e olvidam ou se fazem de moucos a qualquer pedido de socorro, na maior vista grossa ou lavando as mãos pra que a gente caia na primeira boca de caieira. Isso quando não são aqueles que são carne-de-pescoço e obstam com tudo, sempre do contra e botando o maior gosto ruim no dicomer, ou encarando a gente como se do pescoço pra baixo fosse tudo canela pro chute ou rasteira. Afora, aqueles que abrem os olhos de seca-pimenteira ao ver o da gente florindo de boniteza e findar murchando na hora, de só sobrar o desolado sem mais serventia pra nada. Ô-lá-lá. Tudo na base do lavou está novo, o que foi já era e o coro do vamos se arrumar. Se alguém lembrar de algo de alguns anos perto deles, na hora aparece apagador com a admoestação de que passado não move moinho. Sou mais a do George Santayana: Aqueles que ignoram o passado estão condenados a repeti-lo. Não seria essa a condenação de todos nós que somos o povo brasileiro? E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Vivre libre (Alby Music, 1995), da cantora e performer francesa Catherine Ribeiro. Veja mais aqui.

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DESTAQUE: O SONO ININTERROMPIDO DE SCHOPENHAUER
[...] desviemos um instante os olhos de nossa própria indigência e de nosso limitado horizonte: levemo-lo sobre esses homens que venceram o mundo nos quais a vontade, atingindo a perfeita consciência de si, se reconheceu em tudo que existe e livremente renunciou a si mesma [...] então, em vez desse tumulto de aspirações sem fim, em vez dessas passagens constantes do desejo ao medo, da alegria ao sofrimento, em vez dessas esperanças sempre inalcançadas e sempre renascentes, que fazem da vida humana, enquanto animada pela vontade, um sonho ininterrompido, não perceberemos mais do que esta paz, mais preciosa que todos os tesouros da razão, a calma absoluta do espírito, esta serenidade imperturbável, tal como Rafael e Corregio a pintaram nas figuras de seus santos e cujo brilho deve ser para nós a mais completa e verídica anunciação da boa nova: a vontade desapareceu; subsiste apenas o conhecimento.
Trecho extraído da obra O mundo como vontade de representação (Die Welt als Wille und Vorstellung, 1919 - Unesp, 2005), do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da proeminente figurinista, artista gráfica e pintora do cubo-futurismo russo Natalia Goncharova (1881-1962)
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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