segunda-feira, dezembro 12, 2016

QUEM NÃO SABE VER É MAIS FÁCIL DE ENROLAR


HÁ UM ANO – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez -  Há um ano eu me perdia por errâncias e a minha vida mais parecia as Sonatas de Ornistein no buraco do coelho de Alice. Era o desmonte, o meu estertor diante da vicária derrocada na oferta de arrazoados nada palatáveis das minhas renitentes platitudes e idiossincrasias sempre por vias erradas. Sucumbia eu a mim próprio e disso quase nem sobrevivi aos caprichos do destino. Inquieto afogado de última hora, tomei pé da situação. Difícil sempre é não desesperar. Não era para menos. Tivesse eu tino, precisava quase enlouquecido de tão obcecado transpor a mim mesmo quando se sucedeu o ajuste de contas, pelo que fiz ou deixei de fazer. Via-me sem saída, encurralado pela desdita. Há um ano, no meio do caminho, como se girasse uma das mãos diante dos meus olhos – Ei! -, ela surge impunemente como a Odalisca de Ingres que vem com a suavidade de uma brisa na tarde primaveril quando era quase verão. Há uma ano era a revanche: ela linda lua viva na escuridão da minha noite interminável, com a suavidade de sua voz na boca de morangos a me persuadir de uma regalia jamais permitida e a me encantar como apelo da sedução com seu olhar flutuando por meus sentidos e engarrafando nuvens e céus para me envolver com voltagens afetivas da pérola do seu ser, enquanto eu imaginava cenas sob lençóis e as descobertas espontaneamente inevitáveis do fascínio de seu parque de diversões: as excitantes linhas onduladas de sua aura azul, o seu riso de Sol, a graça de suas insinuações sublimes e subterrâneas no esplendor dos seus contornos, o seu magnífico dorso, a prodigalidade de suas curvas quase inalcançáveis. Estava refeito da vida e nela a salvação do que eu havia perdido, há um ano, quando o coração foi contemplado com prazer da felicidade. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Meu quintal (Borandá, 2011), da cantora e compositora Ná Ozzetti. Veja mais aqui.

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