terça-feira, novembro 27, 2007

SUSAN NEIMAN, ODYSSÉAS ELÝTIS, HEATHER POZZESSERE, ADORNO, MELANIE KLEIN, REF, PAIXÃO, DORO & AQUÁRIO


A arte do desenhista franco-belga René Follet, o REF (1931-2020), Veja mais aqui.  

DITOS & DESDITOS - Os outros veem você como você se vê. Equilíbrio não significa evitar conflitos, envolve a força para tolerar emoções dolorosas e ser capaz de lidar com elas. Fantasias inocentes estão sempre presentes e sempre ativas em todo indivíduo, existindo desde o começo da vida. É uma função do eu. De fato, não podemos traduzir a linguagem do inconsciente para a consciência sem empresta-lhe palavras do nosso domínio consciente. Quem come do fruto do conhecimento, é sempre expulso de algum paraíso. Pensamento da psicanalística austríaca Melanie Klein (1882-1960). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU: Liberdade não pode simplesmente significar fazer o que mais lhe impressionar no momento: dessa maneira você é escravo de qualquer capricho ou fantasia passageira. A verdadeira liberdade envolve controle sobre sua vida como um todo, aprendendo a fazer planos, promessas e decisões, a assumir a responsabilidade pelas consequências de suas ações. A razão impulsiona sua pesquisa para entender o mundo, pressionando você a perguntar por que as coisas são como são. Por razões teóricas, o resultado dessa busca se torna ciência; por razões práticas, o resultado é um mundo mais justo. Crescer significa perceber que não é o melhor momento da vida e resolver saborear cada segundo de alegria ao seu alcance. Você sabe que cada um deles passará e não o experimenta mais como traição. Se a vida é um presente, quanto mais você participa, mais agradece. Uma grande função das artes é manter os ideais vivos em uma cultura que ainda não os realiza. Tudo o que for necessário para obter clareza, você deve começar com os olhos abertos. Pensamento da filósofa estadunidense Susan Neiman. Veja mais aqui.

EDUCAÇÃO PÓS-GUERRA – [...] De modo geral, qualquer pessoa que não pertença exatamente ao grupo perseguidor é uma vítima em potencial [...] Se os homens não fossem indiferentes uns aos outros, Auschwitz não teria sido possível, os homens não o teriam tolerado. Os homens, sem exceção, sentem-se hoje pouco amados porque todos amam demasiado pouco. A incapacidade de identificação foi, sem dúvida, a condição psicológica mais importante para que pudesse suceder algo como Auschwitz entre homens de certa forma educados e inofensivos. [...]. Trechos extraídos da obra Educação e emancipação (Rio de Janeiro, 1995), do filósofo e musicólo alemão, Theodor W. Adorno (1903- 1969). Veja mais aqui.

SUAVE PAIXÃO – [...] Ela adorava a festa anual que a revista onde trabalhava oferecia aos funcionários e suas famílias, na época do Natal O imenso salão era decorado com luzes coloridas e em todo canto podia ser sentido o aroma agradável dos pãezinhos e das tortas de morango. Havia outra festa nos escritórios da Elegance, no Dia de Ação de Graças, que ela também esperava ansiosa, mas a do Natal, a qual participava em companhia da amiga, era sua favorita. A maioria dos parentes dos funcionários estava presente. Todo ano, Jason McCready, o presidente da Elegance, alugava o salão de festas do hotel mais prestigiado de Boston para receber seus 161 convidados, vestidos a rigor. Nessa noite, os homens trajavam smoking e as mulheres vestidos longos. Champanhe, vinho e licor eram servidos aos adultos e para as crianças, coquetel de frutas, além de refrigerantes à vontade. Numa sala ao fundo, tinham sido colocados vários fornos microondas, fornos convencionais e toda a parafernália necessária a uma festa daquele porte. Garçons eram contratados para atender a todos. Havia, também, uma sala com televisão, videocassete e o aparelho de som, de onde vinha a música que Caryn estava ouvindo naquele momento. Na entrada, cada funcionário retirava, de dentro de um chapéu, um papel com o nome da pessoa para quem daria o presente que havia levado. A árvore de Natal já estava devidamente montada e uma pessoa era encarregada de colocar embaixo dela todos os brinquedos que McCready sempre comprava nessa ocasião, para entregar aos filhos de seus funcionários. — Ei, menina, você está muito quieta! Isto é uma festa, lembra-se? Caryn arregalou os olhos. Depois, sorriu. Logo que começara a trabalhar na Elegance, ela ficava ressentida toda vez que June, a diretora de vendas da revista, a chamava de menina. Mas depois começou a perceber que June usava aquela palavra com carinho. Depois de alguns meses de convivência, ambas tinham se tornado amigas inseparáveis. E já haviam se passado cinco anos. [...]. Trechos extraídos da obra Suave paixão (Círculo de Livro, 1994), da escritora estadunidense Heather Pozzessere.

UM DÍSTICO POÉTICO - A lei que eu sou não me subjugará. Escrevo para que a morte não tenha a última palavra. do poeta grego e Prêmio Nobel de Literatura de 1979, Odysséas Elýtis (1911-1996). Veja mais aqui.



PAIXÃO (Imagem: arte de Ísis Nefelibata) - Falar em química da paixão e do amor em nossos dias, confronta a dicotomia da racionalidade com a emotividade. Principalmente pela atitude experimentalista e pelo sucesso tecnológico que propiciaram um desigual conforto humano. Contudo, enquanto o conforto passa a ser a razão da saga humana hoje, engendrou-se o desconforto para o conhecimento, que impôs a si mesmo limites metodológicos e restrições de incidência, que o paralisaram em campos onde o experimento não pode operar. Nesses campos do amor e da paixão, a ciência cotidiana não entra e os considera o limbo da metafísica, o exagero da imaginação artística e a perfumaria opressora dos mitos superados. Dessa forma, falar de amor e de paixão em tempos de banalização e vulgarização das relações afetivas e sexuais, requer um exercício ético sem preconceitos. Se no interior da própria ciência, a razão se autotematiza, no cotidiano, a opacidade continua. Há um mundo operatório que dá conta dos interesses e racionaliza as correlações de força vigentes, mantendo e justificando as disparidades, aquietando as consciências, criando virtualidades consoladoras e simulacros generosos, galvanizando as atenções e os esforços. Para um mundo limpo, tão limpo como as máquinas, cuja sujeira é permitida por não ter o odor e a organicidade dos seres vivos, uma razão limpa, sem as instabilidades do afeto e os riscos da paixão. Enquanto isso, uma corrente inglória e contumaz, insiste na afetividade em detrimento do mecanicismo desumano. Para que essa razão analítico-instrumental sobreviva, será sempre preciso separá-la do afeto. A inteligência mais alta é aquela que tem a eqüidistância dos eunucos e a limpidez da água destilada. Isto significa uma muralha construída entre a razão e a paixão, entre a cognição e a afetividade, a se tomar a terminologia piagetiana. O mundo do dado, como se insurgindo, não cansou, na história, de mostrar que onde a razão brilha, há uma coexistência com a paixão, onde ela desvela, ali está morando o afeto. Isso pode ser observado, tanto individual, quanto coletivamente.
A paixão, em Nietzsche, martela e fragmenta, atingindo a transmutação de todos os valores. Em Marx, subverte, denunciando a injustiça das estruturas econômicas e sociais. Em Freud, revela o inconsciente; e, no feminismo, desprivatiza o privado para denunciar a desigualdade entre os sexos. E isso quer dizer que não há Einstein sem a paixão pelo Universo, nem Mozart, sem a paixão pela Música, nem Marx, sem a paixão pelos desvalidos, nem Picasso, sem a paixão pela forma, cor e textura, nem movimentos sociais, sem a paixão pela transformação. Daí, conforme Gutiérrez (1998:80), "(...) paixão é criatividade: sem paixão não há poema, quadro, catedral, transformação social ou literatura. E é da paixão amorosa que trata a literatura, especialmente a romântica". Em Goethe, com Werther, é a mais alta representação do amor impossível, do amor infinito e da morte. Onde a paixão é excesso, transgressão. E que as transgressoras, adúlteras, ou não, como as heroínas na história da ópera, sofrem sempre algum tipo de punição. A paixão sem qual o mundo é insípido, a paixão que alimenta e fecunda e sem a qual se perde a própria flor da vida, tendo as características do que, para Kant, é o sublime, pois em termos kantianos o sublime é noturno, tempestuoso, misterioso. Mas afastar a razão da paixão é útil para efetivar uma dominação sutil: a dominação que estimula a produção com a diminuição de angústias e tensões, a dominação dos controles mais fáceis, dada a previsibilidade dos seres com sentimentos pequenos e pouco intensos, a dominação da criação de necessidades para amortecer dúvidas e tecer existências lineares, que procuram se apropriar de mercadorias, em si, desnecessárias. Além disso, nessa teia de poderes estabeleceu-se uma outra dualidade: a do amor, de um lado, e o da paixão, de outro. Para o amor foram carreadas todas as qualidades superiores: o amor é construtivo, o amor é solidário, o amor é doação, o amor é o sentimento da união serena e estável.
À paixão foram reservados os estigmas do descontrole, da traição, da agressividade, da infelicidade, da imprevisão e da destruição. Assim, a paixão se tornou fonte de atos perigosos, como, no âmbito penal, o homicídio passional.
O amor-paixão que move o ser humano para pontos cruciais, que o lança para os abismos, ou que o abre para iluminações, é entrega plenificadora ou destruidora. Seu sentido plenificador ou destruidor está dependente do valor, está ligado aos projetos, está demarcado por trajetórias individuais, sociais ou culturais. Ele é demasiadamente humano. Por isso, é perigoso para a sociedade de controle. Somente humano. No entanto, é preciso entender que o amor e a paixão fazem parte da vida humana porque estão sempre presentes nos sentimentos humanos. Para os poetas arrebatados a paixão não é, sente-se! E sente-se a cada momento, a cada beijo, a cada carinho, a cada sofrimento. Paixão é o que se cria fechados no mundo onde se balbucia palavras divinas que os beijos inocentemente interrompem! Paixão é a contemplação mística de olhar os olhos enobrecidos de prazer, de vida. Por isso e muito mais, a química do amor e da paixão é muito estudada hoje, pois o corpo produz substâncias que são como drogas que agem na pessoa quando está apaixonada.
Numa primeira tentativa conceitual empírica, a paixão pode ser entendida como um sentimento que desestrutura o indivíduo, pois ele deixa de lado o seu próprio eu para satisfazer as vontades e desejos do outro. Isso porque o apaixonado se anula, esquece de si mesmo para viver a vida do outro. Afasta-se dos amigos, da família e as vezes da própria sociedade. Ou seja, a paixão é a forma de amor que recusa o imediato e foge do próximo: aspira à distância e a inventa na medida de sua necessidade, para melhor se renovar e se exaltar. Esta definição está conforme com os preceitos do filosofo francês Denis de Rougemont, autor de "Os mitos do amor". A paixão, por outro lado, é uma projeção narcisística: ama-se, no outro, a projeção de si mesmos, enquanto o casamento, por seu lado, elimina o aspecto nascisístico da relação (Bolsanello, 1979). O apaixonado projeta e enxerga no outro tudo que ele deseja ter ou ser. A paixão não dura a vida toda. Ela chega numa encruzilhada onde encontra dois caminhos a seguir: acabar ou transformar-se num grande amor. Por outro lado, Jung (1980), observa que o encontro de duas personalidades é como o contato de duas substâncias químicas: se houver alguma reação, ambas serão transformadas. Por isso, entende-se que a paixão é aquela euforia, aquele tormento, as noites insones e os dias inquietos. Em êxtase ou tomados pela apreensão, sonhando acordados durante os afazeres, esquecendo as coisas, perdendo a noção do espaço, ficando sentados ao lado do telefone ou planejando o que vamos falar, obcecados, ansiando pelo próximo encontro com a pessoa amada. Sob esse entorpecimento, o riso deixa tonto, enfrenta-se riscos absurdos, diz-se tolices, ri-se demais, revela-se segredos bem guardados, conversa-se a noite inteira, anda-se pela madrugada e, o tempo todo, abraçam-se e beijam-se, esquecidos do mundo inteiro enquanto estão tomados pela febre e sem fôlego, plenos de êxtase (Fisher, 1995). Numa outra visão, Freud considerou a paixão como um desejo sexual bloqueado ou postergado. Daí, muitos consideraram a paixão uma experiência mística, intangível, inexplicável e até sagrada, que desafia as leis da natureza e a investigação científica. Há toda uma mística, desde Iansã, que é o orixá de um rio conhecido como Níger, cujo nome original em iorubá é Oyá. Deusa da espada do fogo, dona da paixão, Iansã é a rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais.  Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, senhora do cemitério. Orixá da provocação e do ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase "estou apaixonado" tem a presença e a regência de Iansã, que é o orixá que faz com que os corações batam com mais força e cria nas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúme doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado no campo amoroso. Iansã rege o amor forte, violento. Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns. É a deusa dos cemitérios. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Comanda a falange dos Boiadeiros. Embora tenha sido esposa de Xangô, Iansã percorreu vários reinos. Foi paixão de Ogum, Oxaguian, Exu. Conviveu e seduziu Oxóssi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaiê. Em Ifé, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio da espada. Em Oxogbo, terra de Oxaguian, aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo. Deparou-se com Exu nas estradas, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxóssi, seduziu o deus da caça, aprendendo a caçar, tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-Edé e com ele aprendeu a pescar. Iansã partiu, então, para o reino de Obaluaiê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto, mas nada conseguiu pela sedução. Porém, Obaluaiê resolveu ensinar-lhe a tratar dos mortos. De início, Iansã relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los. Partiu, então, para Oió, reino de Xangô, e lá acreditava que teria o mais vaidoso dos reis, e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais. Aprendeu a amar verdadeiramente e com uma paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração. O fogo é o elemento básico de Iansã. O fogo das paixões, da alegria, o fogo que queima. E aqueles que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, são dignos de pena e mais dignos ainda, do perdão de Iansã. Doroty Tennov, em 1960, identificou uma constelação de características comuns à condição de se estar apaixonado, um estado que ela chama de envolvimento, alguns psiquiatras chamam de atração e outros de paixão (Fisher, 1995). O primeiro aspecto dramático dessa condição é seu início, o momento em que outra pessoa começa a assumir um significado especial. Depois, a paixão vai se desenvolvendo segundo um padrão característico, que começa com o pensamento invasivo. No começo, esses pensamentos invasivos ocorrem de maneira irregular. Mas se detém nos aspectos mais triviais da pessoa amada e a aumentar desproporcionalmente sua importância em um processo que Tennov denomina de cristalização (Fisher, 1995). A cristalização é distinta da idealização, pois a pessoa apaixonada na verdade percebe os pontos fracos da pessoa a quem idolatra. As duas características mais importantes que aparecem nas divagações dos informantes apaixonados de Tennov são duas sensações esmagadoras: a esperança e a dúvida (Fisher, 1995). A timidez, o medo da rejeição, a ansiedade e o desejo de reciprocidade, são outras sensações importantes da paixão. Acima de tudo, há um sentimento de desamparo, uma sensação de que essa paixão é irracional, involuntária, não-planejada e incontrolável. Dessa forma, a paixão passa a ser um conjunto de intensas emoções que se desencadeiam sobre as pessoas e as inundam, deixando-as à mercê dos caprichos da outra pessoa, em detrimento de tudo o que os rodeia, incluindo o trabalho, a família e os amigos. E este mosaico de sensações involuntárias só está parcialmente relacionada ao sexo (Fisher, 1995). A paixão, ainda, pode ser desencadeada, em parte, por um dos traços mais primitivos - o olfato. Cada pessoa tem um cheiro diferente. Todos têm um odor pessoal, tão característico como a voz, as mãos, o intelecto (Fisher, 1995). O corpo humano pode produzir os mais poderosos afrodisíacos olfativos. Tanto os homens quanto as mulheres têm glândulas apócrinas nas axilas, em volta dos mamilos e na virilha, que se tornam ativas na puberdade. A secreção dessas glândulas difere daquela das glândulas ecrinas, que se encontram na maior parte do corpo e produzem um líquido inodoro, porque seu exudato, junto com as bactérias existentes na pele, produz o cheiro acre e azedo da transpiração (Fisher, 1995). Os odores masculino ou feminino podem provocar fortes reações físicas e psicológicas. O cheiro de um homem ou de uma mulher podem trazer à tona muitas lembranças. Despertada a paixão, o cheiro da pessoa amada, torna-se um afrodisíaco, um estímulo contínuo ao relacionamento amoroso. Certo distanciamento é essencial para a paixão. Em geral, as pessoas não se apaixonam por alguém que conhece bem. O mistério é muito importante para o amor romântico. As dificuldades também parecem despertar essa loucura. É a caçada. Se uma pessoa é difícil de ser conquistada, isso desperta o interesse das outras. A ocasião também desempenha um papel importante na paixão. Via de regra, sente-se atraído por pessoas similares, tendendo a procurar pessoas semelhantes, o que os antropólogos chamam de união positiva entre iguais (Fisher, 1995). É a constelação de fatores que aparecem de uma vez, incluindo o momento oportuno, os obstáculos, o mistério, as semelhanças, um mapa amoroso coincidente, e até os cheiros certos, que torna a pessoa suscetível a se apaixonar. Esse violento distúrbio emocional que se chama paixão ou atração pode começar com uma pequena molécula chamada feniletilamina, ou FEA. Conhecida como a amina da excitação. A FEA é uma substancia existente no cérebro que provoca as sensações de exaltação, alegria e euforia. No aspecto biológico, os impulsos são os mesmos, com manifestações orgânicas concretas. A falta de controle desses impulsos faz a diferença, influenciando os aspectos psicológico e social, muito ligados. Na raça humana centros cerebrais superiores dominam sobre os centros sexuais e o sexo reprodução muitas vezes se curva perante a complexidade do sexo prazer e o do sexo amor. Os feromônios, certos odores nas fêmeas de animais, começam a ser estudados na espécie humana e já se conhece um pouco sobre uma detecção inconsciente dessas substâncias que estimulam a produção de outras substâncias cerebrais como a ocitocina, na hipófise, responsável pela produção de leite, contrações do parto e uma espécie de fome epidérmica: uma agradável sensação desencadeada pelas carícias em qualquer região do corpo. A ocitocina facilita a ação dos feromônios durante o contato mãe-bebê logo após a parto estabelecendo a memória olfativa. Estas lembranças precoces ficam registradas de modo indelével na mente e vão influenciar todos os relacionamentos futuros, funcionamento na sociedade e capacidade de receber e dar carinho. Este argumento é reforçado pela psicologia da evolução. Não há dúvidas que processos complexos como as fantasias e palácios são mais relevantes no estabelecimento dos encontros e, acima de tudo, o amor ágape é o grande amálgama divino indissolúvel pelo imperfeito homem, mas uma reflexão é para que os casais redescubram as agradáveis e inebriantes sensações proporcionadas pelos seus hormônios. O excesso de aromas oriundos dos banhos aromáticos, óleos, perfumes podem mascarar os feromônios. Portanto, não se deve subestimar ação hormonal: muitos casais enfrentam desgastes relacionais profundos durante a gestação ou menopausa por desconhecerem as alterações físicas provocadas pelos hormônios. Jovens maridos, que tinham um relacionamento prazeroso, muitas vezes, sentem-se desprezados durante a gestação pois as esposas já não parecem tão interessadas neles.  O casal se distancia e surgem mágoas. O problema é facilmente superado quando informamos que a gestante fica com o desejo sexual diminuído principalmente devido a elevação passageira da prolactina, um hormônio que estimula a lactação. A resposta sexual é normal desde que o marido continue a procurar a intimidade. Por isso, para o terapeuta familiar Robert Neuburger, a paixão altera a percepção da realidade por causa do o abandono da vigilância. Segundo ele, a paixão invade, pode fazer com que a pessoa negligencie os filhos, o trabalho, tudo. A paixão se organiza dentro da ansiedade e da urgência. O sentimento primordial é a necessidade absoluta do outro.  E esse estado precede o encontro com a pessoa que vai se transformar no objeto da paixão. Corresponde à necessidade de se sentir vivo. Geralmente, as pessoas se apaixonam quando estão se sentindo mal, insatisfeitas consigo mesmas e com os outros. Nessas situações, uma paixão faz a pessoa sentir que está vivendo intensamente. Claro que não se pode negligenciar a escolha da pessoa por quem se vai ficar apaixonado, mas o mecanismo passional vem antes. É acionado quando se começa a desejar algo que traga uma nova energia vital. A paixão toca no que existe de mais profundo na existência de cada um. É uma autoterapia excelente e um antidepressivo muito eficaz, vez que ela está ligada à vida e à morte. Ter amado passionalmente permite aceitar a morte. Mas não se deve ultrapassar a dose. Há um aspecto mortífero na paixão. Os apaixonados tendem a ir além de suas forças, com uma percepção alterada da realidade. O resto do mundo não existe mais, e isso não pode durar para sempre. Depois, tudo vai depender da maneira como a pessoa aterrissa: devagarinho, com lembranças maravilhosas, ou com amargor e arrependimento. A menos que a paixão se transforme em amor duradouro. O namoro, por exemplo, é um dos modos que o ser humano encontrou no decorrer de sua existência para descobrir-se como ser sensível, capaz de trocar emoções, sentimentos, carícias, em relação a si mesmo e ao outro. É um fenômeno conhecido por todos, podendo ser "rapidinho" descompromissado, como o "ficar", ou duradouro, envolvendo compromissos até de fidelidade. A adolescência materializa e demarca o seu aparecimento. E a morte, o seu fim. Com isso, diz-se que o ato de cativar, inspirar amor, atrair, namorar, só cessa com a finitude: a morte. Ocorre por infinitas razões: atração sexual, afinidades, paixão, curiosidades, carência afetiva, medo de ficar só entre tantos outros motivos, até buscando vivenciar essa forte emoção. O enamoramento é um estado de ser, que lança a uma experiência extraordinária, transgressora. Graças à transgressão desencadeada pela força de Eros, o deus do amor e do movimento para a mitologia grega, a libido para a psicanálise, encontra-se o fenômeno da mestiçagem entre os mais variados tipos étnicos. Nesses momentos de enamoramento, os envolvidos se percebem possuídos por uma emoção, uma força nascente, uma revelação diante do objeto de desejo, que os mobilizam a um renascimento, a uma redescoberta física, sexual, emocional e psíquica. É que a paixão tende a superar a diversidade existente entre as duas pessoa, razão de ser do próprio desejo. O interesse pelo outro está focado no que o apaixonado atribui ao outro de diferente. Assim, passa-se a atribuir ao eleito do desejo uma qualidade singular, o que é revelado pela intensidade e intimidade erótica que adquirem o seu gesto, seu toque, seu cheiro e suas carícias. Carícias erotizam para sempre o corpo. Nesses momentos, o desejo de estar no corpo do outro permite mergulhar no fantástico mundo da criatividade, liberar os horizontes do imaginário e, numa viagem sem fronteiras, possibilitar à pessoa amada o seu desvelar. Essa viagem de descoberta é vivida a dois, pois, ao permitir o desvelar-se da pessoa amada, desvelam-se também diante dela. Nessa fusão se completam e, por instantes, experimentam a eternidade. São momentos de beleza incontestável . O êxtase, a magia se presentificam. Outro aspecto interessante do enamoramento é a percepção alterada da duração do tempo: as horas passam em minutos e os minutos estendem-se como se fossem horas. O encontro ocorre quando os dois conseguem operacionalizar o tempo. Há, portanto, uma preparação criativa, uma predisposição para viver o extraordinário, as festas, os espetáculos não ocorrem todos os dias. Nessa fantástica e instável caminhada existencial, Eros mostra-se sempre paradoxal: não oferece certezas e tampouco garantia de estabilidade, e continuidade. Ao se permitir viver o processo de enamoramento, portanto, estão-se expostos a serem invadidos por fortes ventos que, por certo, irão desestabilizar a fusão , e a tão sonhada completude , que se atribui ao outro o poder de possibilitar-se a viver. Afinal, sonhos são estados de ser dos mortais. Com certeza: um consolo, um prêmio pela nossa condição de mortais. A sedução é o ponto de partida para se atingir a paixão. O outro completa, atrai e, a partir daí inicia a paixão. A palavra sedução é muitas vezes, utilizada com uma conotação negativa. No entanto, dentro de certos limites, a sedução é um processo normal e desejável nos relacionamentos humanos. A sedução é um jogo que tem como principal característica a formação de um sentimento diferente de todos os outros, que vai prendendo o seduzido sem que ele perceba. Existem, pois, diferentes maneiras de se praticar a sedução, como: fingir que não está percebendo a intenção do outro ou fingir preferências comuns. Na realidade o apaixonado não busca o outro, busca a si mesmo. O olhar sedutor transcende os limites do simples olhar, é um olhar colorido, cheio de promessas. Todo ser humano de uma maneira ou de outra se sente incompleto e deseja buscar em outra pessoa o que lhe falta. A paixão, a sedução, não se liga a matemática, não tem idade. A intensidade da emoção sentida durante a fase da paixão, por si só justifica qualquer conseqüência negativa sofrida mais tarde. A paixão da qual nasce o ciúme é o desejo de posse. É fato estranho que a emoção mais sublime conhecida pelo homem, e, bem asism, pelo animais, é o amor. As maiores coisas realizadas pelo homem, são feitas devido aos impulsos do amor. Contudo, o própiro amor pode criar expressões de duas paixões muito opostas, a saber, a paixão de dar e partilhar aquilo que se ama, e a paixão de possuir e controlar a coisa amada. Não há dúvidas que processos complexos como as fantasias e palácios são mais relevantes no estabelecimento dos encontros e, acima de tudo, o amor ágape é o grande amálgama divino indissolúvel pelo imperfeito homem, mas uma reflexão é para que os casais redescubram as agradáveis e inebriantes sensações proporcionadas pelos seus hormônios. O excesso de aromas oriundos dos banhos aromáticos, óleos, perfumes podem mascarar os feromônios. Portanto, não se deve subestimar ação hormonal: muitos casais enfrentam desgastes relacionais profundos durante a gestação ou menopausa por desconhecerem as alterações físicas provocadas pelos hormônios. Jovens maridos, que tinham um relacionamento prazeroso, muitas vezes, sentem-se desprezados durante a gestação pois as esposas já não parecem tão interessadas neles.  O casal se distancia e surgem mágoas. O problema é facilmente superado quando informamos que a gestante fica com o desejo sexual diminuído principalmente devido a elevação passageira da prolactina, um hormônio que estimula a lactação. A resposta sexual é normal desde que o marido continue a procurar a intimidade. Por isso, para o terapeuta familiar Robert Neuburger, a paixão altera a percepção da realidade por causa do o abandono da vigilância. Segundo ele, a paixão invade, pode fazer com que a pessoa negligencie os filhos, o trabalho, tudo. A paixão se organiza dentro da ansiedade e da urgência. O sentimento primordial é a necessidade absoluta do outro.  E esse estado precede o encontro com a pessoa que vai se transformar no objeto da paixão. Corresponde à necessidade de se sentir vivo. Geralmente, as pessoas se apaixonam quando estão se sentindo mal, insatisfeitas consigo mesmas e com os outros. Nessas situações, uma paixão faz a pessoa sentir que está vivendo intensamente. Claro que não se pode negligenciar a escolha da pessoa por quem se vai ficar apaixonado, mas o mecanismo passional vem antes. É acionado quando se começa a desejar algo que traga uma nova energia vital. A paixão toca no que existe de mais profundo na existência de cada um. É uma autoterapia excelente e um antidepressivo muito eficaz, vez que ela está ligada à vida e à morte. Ter amado passionalmente permite aceitar a morte. Mas não se deve ultrapassar a dose. Há um aspecto mortífero na paixão. Os apaixonados tendem a ir além de suas forças, com uma percepção alterada da realidade. O resto do mundo não existe mais, e isso não pode durar para sempre. Depois, tudo vai depender da maneira como a pessoa aterrissa: devagarinho, com lembranças maravilhosas, ou com amargor e arrependimento. A menos que a paixão se transforme em amor duradouro. O namoro, por exemplo, é um dos modos que o ser humano encontrou no decorrer de sua existência para descobrir-se como ser sensível, capaz de trocar emoções, sentimentos, carícias, em relação a si mesmo e ao outro. É um fenômeno conhecido por todos, podendo ser "rapidinho" descompromissado, como o "ficar", ou duradouro, envolvendo compromissos até de fidelidade. A adolescência materializa e demarca o seu aparecimento. E a morte, o seu fim. Com isso, diz-se que o ato de cativar, inspirar amor, atrair, namorar, só cessa com a finitude: a morte. Ocorre por infinitas razões: atração sexual, afinidades, paixão, curiosidades, carência afetiva, medo de ficar só entre tantos outros motivos, até buscando vivenciar essa forte emoção. O enamoramento é um estado de ser, que lança a uma experiência extraordinária, transgressora. Graças à transgressão desencadeada pela força de Eros, o deus do amor e do movimento para a mitologia grega, a libido para a psicanálise, encontra-se o fenômeno da mestiçagem entre os mais variados tipos étnicos. Nesses momentos de enamoramento, os envolvidos se percebem possuídos por uma emoção, uma força nascente, uma revelação diante do objeto de desejo, que os mobilizam a um renascimento, a uma redescoberta física, sexual, emocional e psíquica. É que a paixão tende a superar a diversidade existente entre as duas pessoa, razão de ser do próprio desejo. O interesse pelo outro está focado no que o apaixonado atribui ao outro de diferente. Assim, passa-se a atribuir ao eleito do desejo uma qualidade singular, o que é revelado pela intensidade e intimidade erótica que adquirem o seu gesto, seu toque, seu cheiro e suas carícias. Carícias erotizam para sempre o corpo. Nesses momentos, o desejo de estar no corpo do outro permite mergulhar no fantástico mundo da criatividade, liberar os horizontes do imaginário e, numa viagem sem fronteiras, possibilitar à pessoa amada o seu desvelar. Essa viagem de descoberta é vivida a dois, pois, ao permitir o desvelar-se da pessoa amada, desvelam-se também diante dela. Nessa fusão se completam e, por instantes, experimentam a eternidade. São momentos de beleza incontestável . O êxtase, a magia se presentificam. Outro aspecto interessante do enamoramento é a percepção alterada da duração do tempo: as horas passam em minutos e os minutos estendem-se como se fossem horas. O encontro ocorre quando os dois conseguem operacionalizar o tempo. Há, portanto, uma preparação criativa, uma predisposição para viver o extraordinário, as festas, os espetáculos não ocorrem todos os dias. Nessa fantástica e instável caminhada existencial, Eros mostra-se sempre paradoxal: não oferece certezas e tampouco garantia de estabilidade, e continuidade. Ao se permitir viver o processo de enamoramento, portanto, estão-se expostos a serem invadidos por fortes ventos que, por certo, irão desestabilizar a fusão , e a tão sonhada completude , que se atribui ao outro o poder de possibilitar-se a viver. Afinal, sonhos são estados de ser dos mortais. Com certeza: um consolo, um prêmio pela nossa condição de mortais. A sedução é o ponto de partida para se atingir a paixão. O outro completa, atrai e, a partir daí inicia a paixão. A palavra sedução é muitas vezes, utilizada com uma conotação negativa. No entanto, dentro de certos limites, a sedução é um processo normal e desejável nos relacionamentos humanos. A sedução é um jogo que tem como principal característica a formação de um sentimento diferente de todos os outros, que vai prendendo o seduzido sem que ele perceba. Existem, pois, diferentes maneiras de se praticar a sedução, como: fingir que não está percebendo a intenção do outro ou fingir preferências comuns. Na realidade o apaixonado não busca o outro, busca a si mesmo. O olhar sedutor transcende os limites do simples olhar, é um olhar colorido,  cheio de promessas. Todo ser humano de uma maneira ou de outra se sente incompleto e deseja buscar em outra pessoa o que lhe falta. A paixão, a sedução, não se liga a matemática, não tem idade. A intensidade da emoção sentida durante a fase da paixão, por si só justifica qualquer conseqüência negativa sofrida mais tarde. A paixão da qual nasce o ciúme é o desejo de posse. É fato estranho que a emoção mais sublime conhecida pelo homem, e, bem asism, pelo animais, é o amor. As maiores coisas realizadas pelo homem, são feitas devido aos impulsos do amor. Contudo, o própiro amor pode criar expressões de duas paixões muito opostas, a saber, a paixão de dar e partilhar aquilo que se ama, e a paixão de possuir e controlar a coisa amada. O amor é uma experiência consumptiva. Mergulha-se euforicamente nesta deliciosa tortura onde freqüentemente é difícil manter a concentração. Outros estudiosos identificaram algumas substâncias responsáveis pelo amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos e toda a loucura da paixão desvanece gradualmente, quando a fase de atração não dura para sempre. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOLSANELLO, Aurélio. Enciclopédia pedagógica de educação sexual. Curitiba: Educacional Brasileira, 1979
BRITZMAN, D. P. O que é esta coisa chamada amor. Identidade homossexual, educação e currículo. In: Educação e Realidade. Vol 21 (1), jan/jul, 1996.
FISHER, Helen. Anatomia do amor: a história natural da monogamia, do adultério e do divórcio. Rio de janeiro: Eureka, 1995
GUTIÉRREZ, Rachel. O amor sublime e os perigos da paixão. In: Feminino & masculino no imaginário de diferentes épocas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998
JACOBINA, Eloá & Kühner, maria Helena. Feminino & masculino no imaginário de diferentes épocas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998
JAGOT, Paul-C. Psicologia do amor: o institinto, a sensibilidade e a imaginação. Rio de Janeiro: Pallas, 1977
MACHADO, M.D.C. Corpo e moralidade sexual em grupos religiosos. Revista Estudos Feministas, nº 1/95, Rio de Janeiro: Escola de Comunicação/UFRJ, 1995.
PARKER, R. e BARBOSA, R. (orgs.). Sexualidades Brasileiras. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996.
THIRÉ, Fernando. A psicologia sem mistérios. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979
WATTS, Alan. O homem, a mulher e a natureza. Rio de Janeiro: Record, 1958

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PREVISÕES DO DORO:
AQUÁRIO (21 de janeiro – 19 de fevereiro) - UM LERO INTRODUTÓRIO – você, amiga aquariana, que é da lua e do ar, inteligente, generosa, criativa, franca, original, sensível, independente, dinâmica e voltada para os problemas humanitários, protegida por ninguém menos que Jesus Cristo – tá podendo, hem? – e que além de ser conectada com o todo-poderoso conta, ainda, com a proteção de Oxalá e de Iemanjá, pode? Privilégio maior que esse, minha filha, nem aqui nem na China, viu? O seu símbolo é o aguadouro e é representado por Hebe ou Ganimedes que, conforme conta a lenda, durante a Assembléia dos Deuses do Olimpo, eram os responsáveis por derramarem nas taças o néctar da eterna juventude e da mortalidade. Chocante, hem? Seu anjo da guarda é o arcanjo Uriel. Por isso você pode ter o carisma de uma Carmen Miranda, a beleza de uma Carolina Ferraz, atleta como a Daiane dos Santos, cobiçada como a Jennifer Aniston, encantadora como a Maitê Proença, injustiçada como a Olga Benário Prestes, inconseqüente como a Paris Hilton, ou dar uma de Sabrina Sato no Pânico, da Sandy no meio dumas darks louconas na MTV, de Shakira numa solenidade, ou de uma Yoko Ono para os Beatles, isso porque é fascinada por artes e tecnologia, além de ser vista como uma excêntrica, calculista, futurista, inovadora, farrista, toda do contra, metida a besta, extremamente individualista, quase narcisista, chata de galocha e tem umas recaídas constantes de dar tudo o que tem, sem contar com a mania de prometer mais do que deve por querer sempre ajudar quem pede ajuda. Cuidado, minha nega, desse jeito não vai sobrar nem o palito de você mesma, viu? Se tiver simancol terá fortes propensões ao sucesso! Um detalhe: não minta que o cu apita, sacou? Você pode não resistir a uma leve conferência no detector.
Porém, este será um ano positivo. Se vacilar, pode virar negativo, né? Cuidado com o envolvimento desavisado com entidades assistenciais: tem sujeitinho sujo metido à politicagem doido para dar um golpe daqueles de torar tudo. E você pode ficar em maus lençóis. Evite sempre agir por impulsos, contenha a sua impulsividade. Também evite situações que possam deixar você indefesa ou indecisa, pode ser o fim da picada.
O azul será predominante para sua condução na vida principalmente por estimular a sua sinceridade e espiritualidade.

AMOR – Invista sempre em surpresas e novidades. Viva a mil por hora. E se o carinha não acompanhar, mande ele pegar a fila ou o beco. Se ele der na trave, mande pastar. E se for insistente, mande ele largar do seu pé, senão, dê um chute bem dado na bunda desse salafrário e arrume outro. Se não der, compre um boneco inflável e vá pra galera. Faça loucuras na cama, tudo o que aprouver. Mas não se entusiasme muito com isso, vai ter uma hora que a monotonia pode rondar e você chegue a sentir falta de um calor macho para esquentar seus pés e a perseguida. Lute sempre pela sua liberdade, isso é imprescindível. Assim, deixe tudo rolar e a tanga voar. E para ter sorte no amor mantenha uma mandala desenhada dentro de todas as suas calcinhas. Isso manterá você sempre fuviando e ao mesmo tempo protegida contra doenças venéreas e propagandas enganosas. No mais, fodas & fodas & fodas a fole.

Imagem: Polyenos et Chrisis, de Agostino Carracci. -TRABALHO – em 2016 você precisa ser prática e cônscia dos seus direitos e deveres. Siga à risca. E use da criatividade e originalidade que lhe é pecualiar. Também da diplomacia. Busque sempre a satisfação profissional. Se estiver insatisfeita com o salário, chute o balde, desça das tamancas, rode a baiana e mande tudo para pqp. Seja rápida e tome decisões acertadas. Do contrário, aguente tudo caladinha. Seja flexível. Cuidado, você pode estar sendo vigiado e isso para você é o mesmo que matá-la. Maior dureza! Para melhorar seu salário você pode fazer o seguinte: pegue um lenço azul, um vestido azul bem depravado, 1 uma linha azul para segurar as coisas que estiverem caindo, sua carteira de trabalho – de repente não tem como se limpar, né? – e rode a bolsinha na primeira esquina mais movimentada da parada. Então, vá como quem não quer nada, passe tudo como se estivesse com a faca nos dentes e desmascare todos os algozes atrozes que lhe apurrinham e andam demarcando seu território. Não se precipite, dê o bote na hora certa. Seja irreverente e mostre que vencer uma batalha pode não ser a vitória, mas o começo doutra batalha. Faça cada vez melhor, você pode, você é. Agora é só olhar pro futuro e se mantenha livre para voar.

SAÚDE – mantenha o equilibrio físico e emocional. Para isso, na lua cheia pegue 1 litro de água, 2 velas, 1 vermelha e a outra azul, 1 turmalina azul, 1 incenso violeta para dar um contraste em tudo, 1 punhado de manjericão, 1 sondalita, ponha tudo num copo, remea e sacuda dentro do liquidificador. Deixe uns 3 minutos no zoadeiro. Depois tome e espere a coisa acontecer. Faça sempre massagem no plexo solar. E quando sair de qualquer lugar nunca olhe para tras. Faça exercícios, ande pulando numa perna só e cuide da saúde!

VIDA - A sua filantropia vai dar o que falar. Drible a insegurança, valorize suas qualidades, bata nos peitos e diga: sou a maior! E mande ver! Na lua cheia pegue 1 cristal, 7 folhas de salgueiro, 7 pétalas de orquideas, 7 flores de margarida, arrebenta-cavalo, fedegoso e toros de bambu, 7 flores brancas, 7 roxas, 7 incensos de mirra, 7 moedas – com um detalhe: cada uma delas, cada dia da semana, você pega faz, na ordem, como se fosse supusitório durante a noite. Quando acordar, retire e ponha no meio da tranqueira, são 7 dias, 7 moedas. Depois disso, junte tudo por 7 dias num papel de seda de branca melado de mel, 1 fita branca, ponha tudo isso num pacote só de cor azul, remexa, plante bananeira, equilibre nos seios, depois no ventre, faça embaixadinhas, depois deite o pacote na nuca, cuspa e mije em cima, deixe bem sapecado e bote para enxugar numa janela do lado do leste da sua casa por 3 dias encarreados de sol a sereno. Depois faça 7 pedidos e repasse o pacote para 7 pessoas de seu vinculo de amizade. Depois que amolegarem bem muito, acenda uma vela de sétimo dia e queime refazendo o seu pedido com toda força para Jesus Cristo, Oxalá e Iemanjá. Tudo isso para ficar muito azul e ter boas vibrações. Além duma sorte da porra, viu? Seu número da sorte é 13. Mas também pode apostar no 31, no 5, no 40, no 68, no 77, tudo que tiver 3 e 7 e seus similares estarão no plano de sua fortuna. Para tanto faça sempre uso dos salmos 2, 3, 12, 44 e todos os outros na hora de aperreio que logo tudo virará bonanza na horinha. Não viva só no mundo dos sonhos. E lembre-se da simpatia da virada do ano, faça bem direitinho conforme manda o figurinho. E não se faça de abestada e vote em mim nas próximas eleições, senão um vento ruim vai rondar sua vida de nunca mais você se livrar do azar e da desgraça. Assinado, Doro.

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segunda-feira, novembro 26, 2007

GANDHI, DELILLO, RIVETTE, ROGGERI, ANDREA BELTRÃO, BALIBAR, ORGANIZAÇÕES, GENA MARIA & MUITO MAIS!!!


ORGANIZAÇÕES MECÂNICAS VERSUS ORGÂNICAS - Após haver efetuado leitura sobre os capítulos "Mecanização assume o comando: as organizações vistas como máquinas" e "A natureza entra em cena: as organizações vistas como organismos", do livro "Imagens da Organização", de Gareth Morgan, efetuo as seguintes considerações a respeito. Inicialmente o autor aborda sobre o mecanicismo, alegando que a máquina assumiu, ao longo dos anos, importante papel quando sua utilização aumentou o limiar das habilidades produtivas e moldaram quase todos os aspectos da vida humana. Com a máquina, o trabalho tornou-se rotinizado, eficiente, confiável e previsível, passando-se a esperar que as pessoas reproduzissem suas atividades em determinada hora e desempenhassemm um conjunto predeterminado de serviços de forma repetitiva, ocorrendo, então, a introdução de uniformidade, de extensão e de padronização dos regulamentos, com especialização crescente das tarefas; o uso de equipamento padronizado; a criação de linguagem de comando e o treinamento sistemático que envolvia exercício de guerra e disciplina. Considerando a organização como um processo racional e técnico, a imagem mecanicista tende a subvalorizar os aspectos humanos da organização, como também a ver superficialmente o fato de que as tarefas enfrentadas pelas organizações são, muito freqüentemente, mais complexas, imprevisíveis e difíceis do que aquelas que podem ser desempenhadas pela maioria das máquinas. As forças mecanicistas da organização funcionam quando: existe uma tarefa contínua a ser desempenhada; o ambiente é suficientemente estável para assegurar que os produtos oferecidos sejam os apropriados; se quer produzir sempre exatamente o mesmo produto; a precisão é uma meta; e as partes humanas da máquina são submissas e comportam-se  como foi planejado que façam. As organizações estruturadas de forma mecanicista têm maior dificuldade de se adaptar a situações de mudança porque são planejadas para atingir objetivos predeterminados; não são planejadas para a inovação. A organização mecanicista da organização tende a limitar, em lugar de ativar o desenvolvimento das capacidades humanas, modelando os seres humanos para servirem aos requisitos da organização mecanicista em lugar de construir a organização em torno dos seus pontos fortes e potenciais. Os enfoques mecanicistas da organização tem se comprovado incrivelmente populares, em parte devido à sua eficiência no desempenho de certas tarefas, mas também devido à habilidade que têm de reforçar s sustentar padrões particulares de poder e controle. Com o mecanicismo vem a teoria da administração clássica e da administração científica. Postulantes dessas idéias advogam  firmemente a burocratização, devotando as suas energias à identificação de princípios pormenorizados e métodos através dos quais esse tipo de administração poderia ser atingido. Enquanto os teóricos clássicos em administração focalizavam a sua atenção ao planejamento da organização total, os científicos visavam o planejamento e à administração de cargos individualizados. A teoria clássica trata do planejamento das organizações burocráticas. Henry Fayol, F. W. Mooney e Cel. Lyndall Urwick, interessavam-se por problemas práticos de administração e procuravam sistematizar as suas experiências a respeito das organizações de sucesso para que fossem seguidas por outros. Para eles a administração é um processo de planejamento, direção, coordenação e controle. Utilizavam por base uma combinação de princípios militares e de engenharia. Possuía um padrão de cargos precisamente definidos e organizados de maneira hierárquica através de linhas de comando ou de comunicação. Projetavam organizações como se projetassem máquinas. Visavam uma operação tão precisa quanto possível dentro de padrões de autoridade, procurando assegurar que, quando os comandos fossem expedidos de cima da organização, deveriam fluir através da organização de forma precisamente determinada, para também criar um efeito precisamente determinado. Esses princípios são básicos tanto à burocracia centralizada, como à forma modificada, encontrada na organização departamentalizada e na qual as várias unidades são autorizadas a operar de maneira semi-autônoma, sob uma supervisão e controle mais gerais do que específicos por parte daqueles que, em última análise, detêm a autoridade final. Reconheceram a necessidade de conciliar os requisitos contraditórios da centralização e da descentralização para preservar uma flexibilidade apropriada nos diferentes setores de grandes organizações. Sugerem que as organizações podem ou devem ser sistemas racionais que operam de maneira tão eficiente quanto possível. Reconheceram que era importante atingir um equilíbrio ou harmonia entre os aspectos humanos e técnicos da organização, especialmente através dos procedimentos apropriados de seleção e treinamento, mas a sua principal orientação foi fazer com que os seres humanos se adequassem às exigências da organização mecanicista, utilizando-se de técnicas administrativas do tipo: APO, PPBS e SIG's. A administração científica teve em  Frederick Taylor o seu maior expoente e maior inimigo do trabalhador. Os princípios de sua administração científica ofereceram a base para o modo de trabalhar por toda a primeira metade do século passado, predominando até hoje. Os seus princípios básicos são: 1. Transfira toda a responsabilidade da organização do trabalho do trabalhador para o gerente; os gerentes devem pensar a respeito de tudo o que se relaciona com o planejamento e a organização do trabalho, deixando aos trabalhadores a tarefa de implementar isso na prática; 2. Use métodos científicos para determinar a forma mais eficiente de fazer o trabalho; planeje a tarefa do trabalhador de maneira correta, especificando com precisão a forma pela qual o trabalho deva ser feito; 3. Selecione a melhor pessoa para desempenhar o cargo, assim especificado; 4. treine o trabalhador para fazer o trabalho eficientemente; 5. fiscalize o desempenho do trabalhador para assegurar que os procedimentos apropriados de trabalho sejam seguidos e que os resultados adequados sejam atingidos. Ao aplicar esses princípios, Taylor defendeu o uso de estudos de tempos e movimentos como meio de analisar e padronizar as atividades de trabalho. Tornando os trabalhadores servidores ou acessórios das maquinas, completamente controlados pela organização e pelo ritmo de trabalho. Os cinco princípios de Taylor levam ao desenvolvimento de "escritórios-fábrica" nos quais as pessoas desempenham responsabilidades fragmentadas e altamente especializadas, de acordo com um sistema complexo de planejamento de trabalho e avaliação de desempenho. Enquanto acelera a substituição de habilidades especializadas por trabalhadores não qualificados. O sistema de Taylor racionalizava o ambiente de trabalho para que este pudesse ser tocado por trabalhadores substituíveis. A teoria da administração clássica e a administração científica foram, cada uma delas, lançadas e vendidas aos administradores como a melhor maneira de organizar. Exemplos de modelos tayloristas atuais são as franquias, principalmente a McDonald's, centralizando o planejamento e o desenvolvimento de produtos ou serviços e descentralizando a implementação de maneira altamente controlada. Por outro lado, as empresas que se modelam orgânicas são concebidas como sistemas vivos, que existem em um ambiente mais amplo do qual dependem em termos da satisfação das suas várias necessidades, atuando em áreas mais competitivas e turbulentas, tais como empresas de alta tecnologia, nos campos aeroespacial e microeletrônica. Ela emergiu nos últimos 50 anos, inspirada na biologia, na qual as distinções são colocadas entre moléculas, células, organismos complexos, espécies e ecologia são colocadas em paralelo com aquelas entre indivíduos, grupos, organizações, populações de organizações e a sua ecologia social. Surgiam as organizações enquanto sistemas abertos com: objetivos, estruturas e eficiência ficam em segundo plano em relação aos problemas da sobrevivência e outras preocupações mais biológicas. A teoria emergiu apoiada na idéia de que indivíduos e grupos, da mesma forma como os organismos biológicos, atuam mais eficazmente somente quando as suas necessidades são satisfeitas. A idéia de integrar as necessidades individuais e organizacionais transformou-se numa poderosa força, e psicólogos organizacionais como Chris Argyris, Frederick Herzberg e Douglas McGregor, começaram a mostrar como as estruturas burocráticas, os estilos de liderança e a organização do trabalho de maneira geral poderiam ser modificados para criar cargos enriquecidos e motivadores que encorajariam, as pessoas no exercício de suas capacidades, de autocontrole e criatividade. Foi feito com que os empregados se sentissem mais úteis e importantes, dando a eles cargos significativos, bem como autonomia, responsabilidade e reconhecimento tanto quanto possível; o enriquecimento do trabalho combinado com um estilo de liderança mais participativo, democrático e centrado no empregado. Ao se planejar ou administrar qualquer tipo de sistema social, deve-se ter em mente a interdependência entre a parte técnica e as necessidades humanas. Quando se reconhece que os indivíduos, os grupos e as organizações têm necessidades que devem ser satisfeitas, a atenção volta-se para o fato de que isto depende de um ambiente mais amplo a fim de garantir várias formas de sobrevivência. Este é o enfoque sistêmico de Ludwig von Bertalanffy, fundamentando-se no princípio de que as organizações, como os organismos estão abertos ao seu meio ambiente e devem atingir uma relação apropriada com este ambiente caso queiram sobreviver. Bertalanffy concebeu os princípios da Teoria Geral dos Sistemas como um meio de interligar diferentes disciplinas científicas. Diversos conceitos foram desenvolvidos a partir da visão orgânica da organização, tais como o conceito de homeostase, que diz respeito à auto-regulação e à capacidade de conservar um estudo equilibrado, regulando e controlando o funcionamento do sistema e tomando por base a retro-alimentação negativa, segundo a qual um desvio da norma engendra ações destinadas a corrigi-lo; o princípio da eqüifinalidade, parte da idéia de que num sistema aberto podem existir numerosos meios diferentes de se atingir um estado final; o enfoque sociotécnico do trabalho, que enfatiza a importância de balancear os requisitos humanos e técnicos; a teoria dos sistemas abertos, encorajando mais genericamente o balanceamento de subsistemas; a teoria da contingência e da prática do desenvolvimento organizacional, definindo os sistemas abertos que necessitam de cuidadosa administração para satisfazer e equilibrar necessidades internas, assim como adaptar-se a circunstâncias ambientais, além de advogar que não existe a melhor forma de organizar. A forma adequada, portanto, depende do tipo de tarefa ou do ambiente dentro do qual se está lidando; a utilização da adhocracia, termo cunhado por Warren Bennis para caraterização organizações que são por definição temporárias, aproximando-se da forma de organização orgânica de Burns e Stalker, como uma forma altamente adequada para o desempenho de atividades complexas e incertas em ambientes turbulentos; a visão da população-ecologia da organização, colocando a teoria da evolução de Darwin exatamente no centro da análise organizacional. Assim, esclarece o autor, que as organizações como organismos da natureza, dependem, para sobreviver, da sua habilidade de adquirir adequado suprimento de recursos necessários aos sustentos da existência. Como a evolução ocorre através da modificação de membros individuais de uma espécie, os ecologistas populacionais argumentam que é mais importante compreender a dinâmica evolutiva no nível da população. Ambas as visões da população-ecologia e contigencial concebem as organizações como existindo num estado de tensão ou de luta com os seus ambientes. Ambas presumem que as organizações e os ambientes sejam fenômenos separados. Concluindo a perspectiva de Garreth Morgan, uma organização eficaz depende de se encontrar o equilíbrio ou a compatibilidade entre estratégia, estrutura, tecnologia, envolvimento e necessidades das pessoas, bem como do ambiente externo, seja ela mecanicista ou orgânica. A forma adequada, portanto, depende do tipo de tarefa ou do ambiente dentro do qual se está lidando. A administração deve estar preocupada acima de tido em atingir boas medidas. Resumidamente, estas são as principais ideias que se encontram articuladas e subjacentes ao enfoque contingencial da organização. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Female nude, do pintor suíço Émile Chambon (1905-1993).


Curtindo o álbum Padre Antonio Soler: Fandangos & Sonates (Transart, 2010), da pianista argentina Marcela Roggeri. Veja mais aqui.

EPÍGRAFEQuando um só homem atinge a plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões, frase atribuída a Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), o grande Mahatma Gandhi que foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano atuou como advogado na África do Sul defendendo a minoria hindu e liderando a luta de seu povo por seus direitos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

PROBIDADE ADMINISTRATIVA – A Lei Federal n.º 8.429, de 02/06/1992, a Lei de Improbidade Administrativa, apelidada também de "Lei do Colarinho Branco", é o diploma de normação das diversas formas de improbidade administrativa. A improbidade administrativa é o designativo técnico e jurídico para a chamada corrupção e má gestão administrativa, que, sob diversos tipos de ação e omissão dos agentes públicos, promove o desvirtuamento da condução das coisas públicas, afrontando os princípios constitucionais que regulam a atuação da administração pública, em especial aqueles previstos no art. 37 da CF. A probidade administrativa na gestão do patrimônio público, que abrange, não só os bens e direitos de valor econômico (erário) mas também de valor estético, histórico ou turístico, espécie de interesse difuso, pois bem de todos indivisível, cuja violação afeta a sociedade em geral. A probidade administrativa, princípio constitucional, intimamente relacionado com os princípios fundamentais da legalidade e da moralidade, significa, pois, a honestidade, a decência, a honradez no trato do patrimônio público. Veja detalhes aqui e aqui.

ARTISTA DO CORPO – No livro A artista do corpo (Companhia das Letras, 2001), do escritor, dramaturgo e ensaísta estadunidense Don DeLillo, trata sobre uma praticante de body art que se refugia num casarão distante, onde encontra um homem misterioso capaz de imitar seu marido que é cineasta e que havia se suicidado. Da obra destaco o trecho: [...] À noite ela ia até a porta do quarto dele e ficava vendo-o dormir. Ficava ali uma hroa e depois se conectava com a internet para ver os carros começando a surgir na estrada de duas pistas por onde se entrava e saída de Kotka, na Finlândia, ficava olhando até que ela própria conseguisse dormir, finalmente, com o nascer do dia nórdico. [...]. Veja mais aqui.

MEU AMOR – Entre os poemas da poeta e editora do blog Meus Poemas, Gena Maria, destaco o seu belíssimo Meu amor: Meu amor, sei que pensa em me deixar / mas,um dia vai voltar arrependido do que me fez / e pedindo perdão por sua ingratidão / Mas, agora que me quer distante / e pensando em me deixar... / Vejo, que já chorei um mar de lágrimas / E deixei de lado minhas mágoas / só por que te amo demais! / Saiba amor, que não sei viver sem você / Nada serei se me deixar... / E depois de tudo que vivemos / Do imenso amor que tivemos / Não desejo que se arrependa / Pois, fiz da minha vida a sua / E antes que seja tarde, volte / e entenda que de tudo farei / para que sejas feliz! Veja mais aqui. 

MEMÓRIA DA ÁGUA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Teatro Alfa, em São Paulo, à montagem do espetáculo Memória da Água, de Shelagh Stephenson, dirigido por Felipe Hirsch, contando a história de três irmãs que lembram seus laços durante o funeral da mãe, quando o reencontro, com evocações e cobranças, ambientado em uma pequena cidade do litoral inglês, possui o mesmo poder da água que sempre retem e depois dissolve as substancias nela colocadas. O destaque do espetáculo ficou por conta das atrizes Andrea Beltrão, Eliane Giardini e Ana Beatriz. Veja mais aqui e aqui.

QUEM SABE? – A comédia dramática Quem sabe? (2001), do do cineasta francês Jacques Rivette, conta a história que envolve um diretor de teatro e sua amante e estrela que se veem enredados numa complexa trama de amores novos e antigos, enquanto a peça na qual trabalham – Como me queres, de Pirandello – faz uma carreira desastrosa. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz e cantora francesa Jeanne Balibar. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz e cantora francesa Jeanne Balibar.

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Lição pra ser feliz, Brincarte do Nitolino, Rajneesh, Graciliano Ramos, Fernando Pessoa, Adriana Calcanhoto, Aristófanes, Buster Keaton, Victor Gabriel Gilbert & Mikalojus Konstantinas Ciurlionis aqui.
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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LYGIA FAGUNDES TELLES, RIM BATTAL, MILTON HATOUM, BEATRIZ PAREDES RANGEL & ANASTÁCIA

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