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domingo, janeiro 17, 2021

TIM INGOLDI, KATHLEEN NORRIS, NINA MORAES, ANGELINA SILVA & YLANA QUEIROGA

 

 

TRÍPTICO DQC: TUDERODIDO - Cantarolando Movimiento (Recorded Live – Paste Stúdios, 2018), de Jorge Drexler: Eu não sou daqui / Mas nem você / Em lugar nenhum e / De todo lugar um pouco / Mesmo com canções, pássaros, alfabetos / Se você quer que algo morra, deixe pra lá. - Gente noitalta & diameno, a erosão e nenhum sossego: faróis roncam & ecocos luminosos, noticiário do inferno logo ali e, quase aqui, uma letra de música rascunhada, acordes quase perdidos, poemas inconclusos, laudas e páginas, telefone mudo, lupas nos livros, agenda e adereços, vidavessa e o olho do furacão. O olholhado por outroutras entaladas no labirinto e a voz de Anthony Giddens repete insistentemente Fundamentalistas afirmam: só há um modo de vida válido, e os demais têm de sair da frente. Pobres coitados aqueles das mentes aprisionadas, até não sei, nada não, vou em frente e não importa se corro risco da incompreensão, sou reincidente dos passos e descompassos pelo fio da navalha, porque já queimei largadas e etapas até a encruzilhada, em ponto morto, com meus pensentimentos a dar conta da sobrevida no zero exemplar. Outro pontapé inicial e o que resta é o que estou fazendo aqui como se decifrasse a roseta dos portais, quando não há mais perdão nem vice-versa: sou disfuncional entre os que cultuam pratos feitos, contraproducente entre os de fórmulas casuísticas. Sim, se sou desassombrado que seja na esteira do politicamente errado com as personas em baixa ou quase nenhum motivo para festejos. Tim Ingoldi avisa: A vida é a capacidade geradora do campo englobante de relações dentro do qual as formas surgem e são mantidas no lugar. Em suma, não pode haver vida num mundo onde o céu e a terra não se misturam. As coisas estão vivas porque elas vazam. Certo ou não, tanto faz, nenhum passo atrás: o novo e o excesso sempre me atraíram. Só tenho futuro e o que perdi da pretérita loucura foi tão somente má gestão de divergências e contradições ou intermináveis procrastinações do ajuste de conta nada plausível. Tudo, afinal, serviu de pretexto para o que podia vir a ser do que ficou congelado ou se pareceu estático. O que sei, tudo está sempre adiante e lá voo eu com o dito dos Evenkis: Sou a soma de toda peregrinação. Sou todos os lugares por onde andei. O mundo é dos que sangram.

 


DOIS: DIÁRIO DE UM BECO DO MUNDO - Imagem: Cabide, da premiada artista plástica, cenógrafa e professora, Nina Moraes e Castro Santos & ao som dos Cantos de la Creación de la Tierra (1972), da compositora colombiana Jacqueline Nova Sondag (1935–1975), realizada nos laboratórios de acústica da Universidad Nacional de Buenos Aires, dirigido por Francisco Kropfl. - Não olvidei de nada. O que aprendi ou não, está valendo: da Terra as minhas entranhas. No mundo só, sou irreconhecível. Apostei todas as fichas com minha rouquidão e estiquei a corda para ir além do que me fosse permitido. Nunca calei a boca mesmo que ameaçassem arrebentar a cara e bastava virar as costas e sair para choverem injúrias, desdém, cusparadas, repulsas e sarcasmos, brincadeiras de mau gosto e outras falsídias. Antes de ficar cabisbaixo com tudo isso, ouvi da jornalista e escritora estadunidense, Kathleen Norris (1880-1966): A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável. Aí esfreguei a nódoa de sangue no peito e juntei os restos da esperança estilhaçada. Não finjo e creio às escuras e sem prumo enquanto caretas díspares e antípodas se escondem pelas coxias do inconcebível aniquilamento. O que se esgarçou e não era, tinha lá razões, não há como escapar do silêncio profanado, a façanha da ousadia.

 


TRES: ELA, A REMISSÃO - Imagens da artista plástica portuguesa Angelina Silva, ao som da Symphonic Impressions nº 1 (1943/52), da compositora galesa Grace Williams (1906-1977), com a BBC National Orchestra of Wales, conducted by Owain Arwel Hughes. – O sorriso contido dela com os seus esboços de arte erótica. Faz-se tímida, o canto dos olhos e a ousadia. Tintas, desenhos. E ela é linda no verão, sol nos ombros, o desejo da imensidão aos meus ouvidos e todas as sombras fogem com nossos sonhos no meio do universo: minhas mãos e seus olhos numinosos. Sou-me seu e a sua venustidade de nascença, a silhueta adornada e o vestígio dos passos na sinuosidade do vestido. E eu tateio suas curvas, seus mamilos suaves nos meus músculos, língua na pele para me dar a prece dos precipícios de sua boca, enquanto alisa minhas costas adelgaçada ao istmo, com seu cheiro de véspera no exercício hermenêutico do encontro e da entrega, a sua fonte inesgotável a me lavar. Ouso recitar ao seu ouvido Rubén Darío: Quando você começa a amar, se você não amou, você saberá que neste mundo é a maior e mais profunda dor ser feliz e infeliz. Corolário: o amor é um abismo de luz e sombra, poesia e prosa, e onde a coisa mais cara é feita que é rir e chorar ao mesmo tempo. O pior, o mais terrível, é que viver sem isso é impossível. Tudo é a um só momento e não há como evitar: não esquecer quem amamos na sede de amar. Nunca. Até mais ver.

 

A ARTE DE YLANA QUEIROGA

Comecei a trabalhar como cantora muito cedo, participava de gravação de coros infantis para jingles e discos de diversos artistas, ganhei meu primeiro cachê aos 4 anos, mas não fazia ideia de que ali já começava a exercer uma “profissão”. Tudo foi acontecendo naturalmente, até que na adolescência comecei a entender que cantar era o que eu mais amava e queria fazer na vida e decidi realmente que seria cantora.

A arte da cantora e compositora Ylana Queiroga, que já lançou os álbuns Joia moderna (2013) e Vento (2017). Veja mais aqui e aqui.

 



sexta-feira, dezembro 09, 2016

ÉRICO VERÍSSIMO, JORGE DREXLER, LUCIAH LOPEZ & O FULGOR DO AMOR

O FULGOR DO AMOR - Imagem: Trapiche na Praia de Brasília – Ilha do Mel – Paranaguá (PR), foto da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Tudo começa com um beijo e eu mais que premiado nos cálidos lábios dela, provo do bom e do melhor de tudo que os ventos levam e trazem na brisa dos dias que se vão pelas noites no que a existência possa proporcionar a quem só soube os destrambelhos da trajetória. Sou conquistador vitorioso nessa gloriosa festa e vencido com o prazer de súdito da grandiosa realeza dela. Não há nada maior que a sensação de recolher na sua boca toda luz da alma comungada, mão na mão, pele, afagos, atrações. Tudo é tão perto como se a distância do longe fosse do abissal à flor d’água para o mergulho das profundidades mais guardadas no fundo do mar que sou eu perdido na sua sedução. É o desvelamento dos mistérios iniciáticos da entrega na sua plena completude e sou inteiro a compartilhar da inteireza de suas expressões, concavidades, convexidades, entre as quais sou feliz em me perder e me achar quando de nada espero além de viver. E o prêmio reluz magistral quando o riso dela é a minha vida grata por ser de seu o que é meu e dela sou mais do que a mim mesmo na sua mais que verdadeira emanação. Sou-lhe mais que grato e sempre na sua carne as minhas pegadas nas travessias refratárias do que sou de mim pra ela e dela pra mim nos moldes exatos dos encaixes que nos faz unos e inteiros no fulgor do amor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aquiaqui

 Curtindo os álbuns Eco (Dro Atlantic, 2004 – Warner, 2005), do cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler.

Veja mais sobre:
Alô, alô Recife, tô chegando, Aníbal Machado, Chico Buarque, Pedra de Roseta, Otto Maria Carpeaux, António Pedro, Maura de Senna Pereira, Teatro Grego, Todd Solondz, Selma Blair, Viva a diferença & o Brasil contra a corrupção aqui.

E mais:
Formação docente na Educação Especial, Literatura de Cordel & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
O professor & a Inclusão, Pedro Onofre, Simone Moura Mendes, Sandra Magalhães Salgado, Justiça à Poesia & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação & Cidadania, Cidinha Madeiro, Mácleim, Íbys Maceioh, Carlito Lima, Naldinho Freire, Lucciana Fonseca, Fagner Dubrown, Aline Romariz & o Portal do Poeta Brasileiro, Teco Seade, Demis Santana, Rogério Dias & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação Especial & Inclusão, Ronaldo Freire & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Inclusão Escolar, Arriete Vilela, Demis Santana, Jorge Calheiros, Ricardo Cabús, Geraldo Câmara, Maria Luísa Russo, Chico de Assis & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Leitura, Aprendizagem & Prática Pedagógica, Maria Teresa Pereira & Proler, Queridina & Macambira, Carolina Leopardi, Isvânia Marques, Jorge Calheiros & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Leitura, Celso Sisto, Aline Romariz & Portal do Poeta Brasileiro, Simone Cavalcante, Ricardo Cabús & Instituto Lumieiro, Gal Monteiro, Fátima Maia, Rogerio Dias, Cida Lima & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Lêdo Ivo, Brincar & Aprender, Cidadania & Direitos Políticos, Aline Romariz, Simone Moura Mendes & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação, Interdisciplinaridade & Transversalidade, Orientação Sexual, Turma da Carochinha & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação & Temas Transversais, Maria Luísa Russo, Marcia Sarmento & Turma da Carochinha, Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Falando de Sexo, Simone de Beauvoir, Eduardo Galeano, Erik Erikson, Wilhelm Reich, Rudolf Peyer, Ana Maria Fonseca Zampieri, Jurema Furlani, & Zine Tataritaritaritatá aqui.
Habermas, República & Civilização Brasileira, Inclusão & Doro aqui.
Cento e oitenta e sete horas de amor aqui.
Princípio da Afetividade, Palavra Mínima & Fátima Maia aqui.
Michael Moore & Capitalism, a love story aqui.
Doro Presidente aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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Agenda de Eventos aqui.

DESTAQUE: ÉRICO VERÍSSIMO
[...] Neste dia gris de duas dimensões, nem os livros têm sentido. [...] Parece que tudo se imobiliza num silêncio polar. Procurou um romance tropical. Encontrou nele um sol de gelo, uma vegetação de cinza e criaturas que diziam palavras brancas de sentido. Abriu cinco livros para fechá-los logo em seguida. [...] Por fim ficou sentado, de olhos fechados, caçando recordações. [...]
Trechos extraídos da obra Caminhos cruzados (Globo, 1978), do escritor Érico Veríssimo (1905-1975). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Depois da meia noite de que me vale o sono, se você não vem? Asgaard é logo ali, num canto do quintal onde a lua faz carícias na copa do arvoredo desenhanho crivos pelo chão. O meu corpo está deserto e as feras do meu medo, rondam pela sombra, soltando rugidos e lambendo os meus pés desnudos. As feras de mim mesma! O que é a noite sem os teus beijos acendedores que são, das minhas estrelas?! O que posso desejar da noite, se não, a concha da tua mão onde repousar meu seio?! De que me vale a noite, se eu sou escuridão sem a tua luz?
Reflexão – poemas & imagens da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...