sábado, setembro 12, 2015

MARX, FURTADO, VANDRÉ, CAIO ABREU, AUTA, MARISA ORTH & SCHIAPARELLI.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? COMEÇAR E RECOMEÇAR TODO DIA E O DIA TODO (Imagem: foto do horizonte de Palmares, Pernambuco)- Quando uma vez me vi só – o gosto amargo e suicida da solidão mais solitária da minha vida -, eu fechei os olhos e olhei bem dentro de mim. De primeira, não vida nada, só a escuridão que reinava. Não via nada mesmo e me intriguei: será que sou esse vazio escuro? Não pode ser. Depois de um certo tempo, pude então enxergar dentro de mim as paisagens e temas que recolhi no meu livro O trâmite da solidão. Vi a dupla face de tudo. E que não era apenas uma dualidade, era trina, quádrupla, era quíntupla, era sêxtupla, era, afinal, um emaranhado de múltiplas faces que se transformavam em outras tantas fisionomias escondidas por trás de todas as faces e que era a minha escuridão de tão inter e superpostas que se encontravam. Percebi, então, o quão difícil é coexistir com essa complexidade de redes entrecruzadas e emaranhadas que eclodiram de nossas próprias escolhas, quase incompreensível, quase indecifrável, ao ponto desse enredamento se expressar de tal forma tal a nos darmos conta de que somos incapazes em desatar todos esses nós. Compreendi. E foi nesse momento que me veio à ideia o que se passa por dentro de outra pessoa que não conseguisse enxergar dentro de si nada além de sua escuridão: desejos preteridos, frustrações reinantes, traumas insuportáveis; do peso do sim diante das toneladas do não; os temores, aflições, estereótipos, assombros, aflições; enfim, de não ver nada além de nada, completamente imerso na cegueira do vazio que não os permite perceber nem atinar que a vida pulsa dentro de si tão radiante quanto o sol do meio dia; de não se conseguir discernir entre os caprichos do umbigo e o riso da vida escotomizado pelos desejos e escolhas a serem tomadas no reino da compulsão; de procurar interlocução em ombro fraterno e só dar de cara com a indiferença e intolerância apressadas de coisas por resolver; de necessitar do abrigo de um olhar sensível e apenas se deparar com o individualismo possessivo tão umbigocentrista e falante e, ao mesmo tempo, mouco às imprecações mendicantes de quem precisa só de um segundo de atenção; de ansiar por uma mão altruísta e achar nada além das aspirações neuróticas mobilizando o inevitável das situações aversivas; de simplesmente desejar ali um riso de cortesia e, apenas, perceber que todos estão mergulhados no submundo das condutas fóbicas ou obsessivas com seus rituais; até chegar ao ponto de que é um insolvente miserável e invisível a tudo e todos, na condição desumana de que não há mais saída e que chegou ao fim da linha, diante de uma terrível e abissal situação perturbadora que o impede de voltar ou recomeçar. Bastaria um riso, um olhar, um oi ou gesto, nada mais. Ao contrário, constatou-se que não se substitui a mangação por um ato de sensibilidade diante do tropeço ou da queda do outro, e que todos estão no automático na gestão dos seus escarmentos prontos para se livrar de uma bronca a mais. Todos caminham na sua direção e passam. Tudo passa. Até mesmo a dor dessa solidão. Eu mesmo já fui acometido por essas situações um tanto de vezes e nem morri quando me vi sozinho no mundo, sem ter a quem recorrer e no centro de uma grande rede intrincada de broncas, valha-me! Já me vi sem ter nem com quem falar e no centro de todos os destroços. E mesmo quando me vi entre escombros no meio de um lodaçal do mais profundo negrume da noite, mesmo ali, eu pude detectar o mais tênue feixe de luz: sempre tive esperanças. E me disse: - É por ali. Eu fui. E vou mesmo que tenha que me deparar mil vezes com portas cerradas, caras de indiferença, semáforos vermelhos, interditos. Não posso esperar que um milagre caia como um presente dos céus, tenho que fazer acontecer. E fui. E vou adiante, mesmo tendo que olhar para trás e ver que não fiz nada esse tempo todo, e com a sensação de que é chegada a hora de fazer alguma coisa. Nunca é tarde para começar e recomeçar, juntar meu cacos e todos os pedaços pro lixo e refazer uma nova vida, um novo caminho. Aprendi uma lição: o desespero é falta de imaginação. E veja mais aqui e aqui.


Imagem: Nude, do artista plástico Huan Zheng Yang.


Curtindo o álbum Das terras do Bemvirá (1973), do advogado, cantor, compositor, poeta e violinista Geraldo Vandré.

A SOCIEDADE SUICIDA – No livro Sobre o suicídio (Boitempo, 2006), do economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista alemão Karl Marx (1818-1773)encontro o seguinte trecho sobre o tema em questão: [...] O número atual dos suicídios, aquele que entre nós é tido como uma média normal e periódica, deve ser considerado um sintoma da organização deficiente da nossa sociedade; pois, na época da paralisação e das crises da indústria, em temporadas de encarecimento dos meios de vida e de invernos rigorosos, esse sintoma é sempre mais evidente e assume um caráter epidêmico. A prostituição e o latrocínio aumentam, então, na mesma proporção. Embora a miséria seja a maior causa do suicídio, encontramo-lo em toda as classes, tanto entre os ricos ociosos como entre os artistas e os políticos. A diversidade das suas causas parece escapar à censura uniforme e insensível dos moralistas. As doenças debilitantes, contra as quais a atual ciência é inócua e insuficiente, as falsas amizades, os amores traídos, os acessos de desanimo, os sofrimentos familiares, as rivalidades sufocantes, o desgosto de uma vida monótoma, um entusiasmo frustrado, e até o próprio amor à vida, essa força enérgica que impulsiona a personalidade, é frequentemente capaz de levar uma pessoa a livra-se de uma existência detestável. Madame de Staël, cujo maior mérito está em ter estilizado lugares-comuns de forma brilhante, tentou demonstrar que o suicídio é uma ação antinatural e que não se deve considera-lo um ato de coragem; sobretudo, ela sustentou a ideia de que é mais digno lutar contra o desespero do que a ele sucumbir. Argumentos como esses afetam muito as almas a quem a infelicidade domina. Se são religiosas, as pessoas especulam sobre um mundo melhor; se, ao contrário, não creem em nada, então buscam a tranquilidade do Nada. As saídas filosóficas não tê, a seus olhos, nem valor e são um débil lenitivo contra o sofrimento. Antes de tudo, é um absurdo considerar antinatural um comportamento que se consuma com tanta frequência; o suicídio não é, de modo algum, antinatural, pois diariamente somos suas testemunhas. O que é contra a natureza não acontece. Ao contrário, está na natureza de nossa sociedade gerar muitos suicídios, ao passo que os tártaros não se suicidam. As sociedades não geram toda, portanto, os mesmos produtos; é o que precisamos ter em mente para trabalharmos na reforma de nossa sociedade e permitir-lhe que se eleve a um patamar mais alto. No que diz respeito à coragem, se se considera que ela existe naquele que desafia a morte à luz do dia no campo de batalha, estando sob o domínio de todas as emoções, nada prova que ela necessariamente falta quando se tira a própria vida e em meio às trevas. Não é com insultos aos mortos que se enfrenta uma questão tão controversa. Tudo que se disse contra o suicídio gira em torno do mesmo círculo de ideias. A ele são contrapostos os designios da Providência, mas a própria existência do suicídio é um notório protesto contra esses designios ininteligíveis. Falam-nos de nossos deveres com a sociedade, sem que, no entanto, nossos direitos em relação a essa sociedade sejam esclarecidos e efetivados, e termina-se por exaltar a façanha mil vezes maior de dominar a dor ao invés de sucumbir a ela, uma façanha tão lúgubre quanto a perspectiva que ela inaugura. Em poucas palavras, faz-se do suicídio um ato de covardia, um crime contra as leis, a sociedade e a honra. Como se explica que, apesar de tantos anátemas, o homem se mate? É que o sangue não corre do mesmo modo nas veias de gente desesperada e nas veias dos seres frios, que se dão o lazer de proferir todo esse palavrório estéril. O Homem parece um mistério para o Homem; sabe-se apenas censurá-lo, mas não se o conhece. [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.

PERSPECTIVA DOS PRÓXIMOS DECÊNIOS – O livro Formação econômica do Brasil (Companhia das Letras, 2007), do saudoso economista Celso Furtado (1920-2004), trata acerca dos fundamentos econômicos da ocupação territorial, a economia escravista de agricultura tropical, a economia de transição para o trabalho assalariado e para o sistema industrial, a crise cafeeira, os dois lados do processo inflacionário, a descentralização republicana e a formação de novos grupos de pressão, nível de renda e ritmo do crescimento, o fluxo de renda na economia de trabalho assalariado, a defesa do nível de emprego e a concentração de renda, entre outros temas. Da obra destaco o trecho para reflexão: [...] O processo de integração econômica dos próximos decênios, se por um lado exigirá a ruptura de formas arcaicas de aproveitamento de recursos em certas regiões, por outro requererá uma visão de conjunto do aproveitamento de recursos e fatores no país. A oferta crescente de alimentos nas zonas urbanas, exigida pela industrialização, a incorporação de novas terras e os traslados inter-regionais de mão de obra são aspectos de um mesmo problema de redistribuição geográfica de fatores. À medida que avançar essa redistribuição, a incorporação de novas terras e recursos naturais permitirá um mais racional da mão de obra disponível no país, mediante menores inversões de capital por unidade de produto. Demais, as inversões de capital na infraestrutura poderão ser mais bem aproveitadas, em razão da menor dispersão de recursos. É de supor que, caso progrida essa integração, a taxa media de crescimento da economia tenderá a elevar-se. Se se admite que a taxa a longo prazo de 1,6 por cento se eleve para dois por cento, a renda per capita do país, ao final do século XX, alcançaria 620 dólares, no nível atual de preços. Por outro lado, se se supõe que o atual ritmo de crescimento da população (2,4 por cento anual) se manterá nos próximos decênios, o numero de habitantes do país haverá aumentado, ao término do século, para mais de 225 milhões. Sendo assim, o Brasil por essa época ainda figurará como uma das grandes áreas de terra em que maior é a disparidade entre o grau de desenvolvimento e a constelação de recursos potenciais. Veja mais aqui e aqui.

AQUELES DOIS – No livro Morangos mofados (Brasiliense, 1982), do escritor, jornalista e dramaturgo Caio Fernando Abreu (1948-1996), encontro o conto Aqueles dois: história de aparente mediocridade e repressão, do qual destaco o trecho da primeira parte: A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou. Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura. Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas. Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava, principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam. Passaram no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes. Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer, Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa — fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois. Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam. [...]. Veja mais aqui.

SAUDADE HORTO – No livro Horto (1900), da poeta do Romantismo potiguar Auta Souza (1876-1901), encontro, inicialmente, o poema Saudade: Ah! se soubesse quanto sofro e quanto / Longe de ti meu coração padece! / Ah! se soubesses como dói o pranto / Que eternamente de meus olhos desce! / Ah! se soubesses!... Não perguntarias / De onde é que vem esta sombria mágoa / Que traz-me o peito cheio de agonias / E os tristes olhos arrasados d’água! / Querem que a lira de meus versos cante / Mais esperança e menos amargura, / Que fale em noites de luar errante / E não invoque a pobre noite escura. / Mas... como posso eu levar sonhando / A vida inteira n’um anseio infindo, / Se choro mesmo quando estou cantando / Se choro mesmo quando estou sorrindo! / Ouve, ó formosa e doce e imaculada, / Visão gentil de eterna fantasia: / Minh’alma é uma saudade desfolhada / De mãe querida sobre a cova fria. / Ah! minha mãe! Pois tu não sabes, santa, / Que Ela partiu e me deixou no berço? / Desde esse dia a minha lira canta / Toda a saudade que lhe inspira o verso! / Depois que Ela se foi a Mágoa veio / Encher-me o coração de luto e abrolhos. / Eu sofro tanto longe de seu seio, / Eu sofro tanto longe de seus olhos! / Ó minha Eugênia! Estrela abençoada / Que iluminas o horror deste deserto... / De teu afeto a chama consagrada / Lança à minh’alma como um pálio aberto. / Quando beijares teus filhinhos, pensa / O que seria d’eles sem teus beijos; / E, então, compreenderás a dor imensa, / A amargura cruel destes harpejos! / Junta as mãozinhas dos pequenos lírios, / Das criancinhas que tu’alma adora, / E ensina-os a rezar sobre os martírios / E a saudade infinita de quem chora. Também o poema Horto: Oro de joelhos, Senhor, na terra / Purificada pelo teu pranto.../ Minh’alma triste que a dor aterra / Beija os teus passos, Cordeiro Santo! / Eu tenho medo de tanto horror.../ Reza comigo, doce Senhor! / Que noite negra, cheia de sombras. / Não foi a noite que aqui passaste? / Ó noite imensa... porque me assombras. / Tu que nas trevas me sepultaste? / Jesus amado, reza comigo... / Afasta a noite, divino amigo!”/ Eu disse... e as sombras se dissiparam. / Jesus descia sobre o meu Horto... /Estrelas lindas no céu brilharam, /Voltou-me o riso, já quase morto. /E a sua boca falou tão doce, / Como se a corda de um’harpa fosse: / “Filha adorava que o teu gemido / Ergueste n’asa de uma oração, / Na treva escura sempre envolvido, / Por que soluça teu coração? / Levanta os olhos para o meu rosto, / Que a vista d’ele foge o desgosto. / Não tenhas medo do sofrimento, /Ele é a escada do paraíso... / Contempla os astros do firmamento, / Doces reflexos de meu sorriso. / Não pensa em dores nem canta magoas, / A garça nívea fitando as águas. / Sigo-te os passos por toda parte, / Vivo contigo como um irmão. / Acaso posso desamparar-te / quando me trazes no coração? / Nas oliveiras nos mesmos Horto, / Enquanto orares, terás conforto. / Olha as estrelas... no céu escuro / Parecem sonhos amortalhados... / Assim, nas trevas do mundo impuro, / Brilham as almas dos desolados. / Mesmo das noites a mais sombria / Sempre conduz-nos á luz do dia.” / Ergui os olhos para o céu lindo: / Vi-o boiando num mar de luz... / E, então, minh’alma, n’um gozo infindo, / Chorando e rindo, disse a Jesus: / Guia o meu passo, nos bons caminhos, / Na longa estrada cheia de espinhos. / Dá-me nas noites, negras de dores, / Uma cruz santa para adorar, / E em dias claros, cheios de flores, / Uma criança para beijar. / Junta os meus sonhos, no azul dispersos, / Desce os teus olhos sobre os meus versos... / E vós, amigos tão carinhosos, / Irmãos queridos que me adorais / E nos espinhos tão dolorosos / De minha estrada também pisais .../ Velai comigo. longe da luz, / Que já levantam a minha cruz. / A hora triste já vem chegando / De nossa longa separação... / Que lança aguda vai traspassando / De lado a lado meu coração! / Não adormeçam, meus bem amados, / Já vejo os cravos ensangüentados. / Longe, bem longe, naquele monte, / Não brilha um astro de luz divina ? / É o diadema da minha fronte, / É a esperança que me ilumina! / A cruz bendita, que aterra o vício, / Fogueira ardente do sacrifício. / Adeus, da vida sagrados laços... / Adeus, ó lírios de meu sacrário! / A cruz, no monte, mostra-me os braços... / Eu vou subindo para o calvário. / Ficai no vale, pobres irmãos, / Da. vovozinha beijando as mãos. / E, se ela, inquieta, com a voz tremente, / Ouvindo as aves pela manhã, / Interrogar-vos ansiosamente: / “Que é do sorriso de vossa irmã?” / Dizei, alegres: foi passear... / Foi colher flores para o altar.” / E, quando a tarde vier deixando / Nos lábios todos saudosos ais, / E a pobre santa falar chorando: / “A minha neta não volta mais?” / Dizei, sem prantos: “A tarde é linda... / Anda nos campos, brincando ainda.” / Livrai su’alma do frio açoite / Das  ventanias que traz o inverno... / Cerrai-lhe os olhos na grande noite, / Na noite imensa do sono eterno. Anjo da guarda, de rosto ameno, / Mostra-me o trilho do Nazareno... / E... adeus, ó lírios, do meu sacrário, / Que eu vou subindo para o calvário! Veja mais aqui.

FICA COMIGO & ROMANCE – A trajetória da atriz, cantora, humorista e apresentadora Marisa Orth, começa quando ela ainda criança fez balé clássica e foi nadadora que ganhou o campeonato paulista de natação duas vezes. Possui formação em Psicologia pela PUC-SP e interpretação pela Escola de Arte Drmática (EAD-USP). No teatro ela estreia com o espetáculo Fica comigo esta noite (1988), seguindo-se a partir daí com Palmas para o senhor diretor (1993), Tres mulheres altas (1995), A megera domada (2000), A casa da rua ao lado (2004), Misery (2005), Fica comigo esta noite (2008), A capa (2009), Romance Volume II (2008-2013), O inferno sou eu (2010), A família Adams (2012-2013), O que o mordomo viu? (2014), Romance Volume III: Agora vai (2014-2015). Participou de quase 20 filmes e mais de 25 apresentações em novelas, séries e programas da televisão. Veja mais aqui.

AFTER DARK, MY SWEET – O filme neo-noir After Dark, My Sweet (Dominados pelo desejo, 199), dirigido pelo cineasta estadunidense James Foley e com música de Maurrice Jarre, é baseado na novela homônima do escritor e roteirista estadunidense Jim Thompson (1906-1977), que conta a história de um ex-pugilista vagabundo e fugitivo de um hospital psiquiatrico, que conhece uma bela viúva e é incentivado a corrigir-se, passando a dividir os espaços de sua residência. A partir de então vai surgir uma rede intrigas que se delineará por toda trama, até dar tudo errado e as coisas acontecerem de modo inesperado. O destaque da película é para a belíssima atriz inglesa Rachel Ward que, no desempenho de sua representação, consegue chamar a atenção de todos para a condução enredada das cenas, distribuindo sua beleza ímpar, sua sensualidade para lá de extraordinária, em um filme que pode deixar a desejar, mas que, entretanto, possibilita ao espectador uma reflexão acerca dos desvarios humanos. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA

Foto da estilista italiana Elsa Schiaparelli (1890-1973) encarnando Dream of Venus (1939), de Salvador Dali.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Noite Romântica, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

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PAULO FREIRE, LEWIS CARROLL, COOMBS, SILVIO ROMERO, BRECHERET, GUIOMAR NOVAES, SEBASTIÃO TAPAJÓS, FÁBIO DE CARVALHO, ARANTES GOMES DO NASCIMENTO & EDUCAÇÃO

CRIATIVIDADE & INOVAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA – Imagem: Luta dos índios Kalapalo (1951), do escultor Victor Brecheret (1894-1955) - A...