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quarta-feira, janeiro 03, 2018

KAVÁFIS, GALEANO, GLEISER, FEUERWERKER, GODFREY REGGIO, KOELLREUTER, MACKE & VIVIANE HAGNER

30 ANOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – Há trinta anos, depois do processo de redemocratização do país, era promulgada a Constituição Federal vigente. A partir de então, um sonho estava realizado ao ser instituído o Estado Democrático de Direito embasado na dignidade da pessoa humana e no exercício da cidadania, entre outros fundamentos. Foram também definidos os direitos e deveres individuais e coletivos como garantia fundamental, afora os direitos civis, sociais, políticos e difusos, bem como uma infinidade de previsões voltadas para atendimento dos princípios constitucionais. Exemplo disso, o artigo 37 que definiu os princípios normatizadores da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O artigo 205 dispôs que a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, sendo a sua promoção e incentivo com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidade e sua qualificação para o trabalho, regulamentado pela Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O artigo 225 prevê que todos possuem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Inclusive, um farto marco legal regulamentou o direito ambiental, dando-nos a impressão e a esperança que todo crime ou dano seria devidamente reparado, atuando, além disso, preventivamente por meio de uma ação de educação ambiental. Enfim, no meio de tudo isso, quase 100 emendas revisaram e procederam alterações no texto constitucional, dando-nos a impressão de apesar do elenco de previsões, até hoje, 30 anos depois, o que pensávamos ser uma Carta avançada, não conseguiu-se coibir a corrupção e a impunidade– apesar das prisões espetaculares que foram revogadas pelo Poder Judiciário e pelo indulto de Natal da camaradagem -, o golpe parlamentar, a insegurança – mesmo com a edição de diplomas legais contra a organização criminosa e os crimes hediondos, bem como o processo de ressocialização da Lei das Execuções Penais (LEP) -, a crise da previdência social mesmo com as disposições transitórias do montante arrecadado da seguridade social -, a violência – mesmo com um marco legal específico em defesa de todo cidadão e cidadã, desde crianças, adolescentes, mulheres, idosos -, tudo isso e muito mais confirmam que não há o que comemorar, tendo em vista que tudo, até agora, não passou de mais capítulos perpetuando o degenerado Fecamepa, agora muito mais robusto e bem recheado pelo conservadorismo de uma claque sectária que dividiu o país ao meio: de um lado festeiros do retrocesso que defendem a volta da ditadura militar e, de outro, timoratos cristãos que berram achando que Deus e toda humanidade é surda, comprovando ambos que o Brasil só anda pra trás - para um trogloditismo animalesco que aplaudem sem culpa qualquer reacionarismo e vaiam sem causa, na base de um por si e Deus pela dinheirama no bolso, o resto que se exploda, nada mais. Tudo é manifestamente comum, desde a farsa na gestão do erário público, a propina azeitando a festa entre corruptores e corruptos, o fabrico indiscriminado de lei para coibir tudo quando, na verdade, promovem confusão e selam a impunidade com conchavos ajustados por baixo do pano e da moral, negando o Brasil e tudo da gente daqui, apenas para interesses de uns em detrimento de todos, como sempre fora desde quinhentos e tantos anos atrás. É chegada a hora da população brasileira aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais comTer Pezzi per pianoforte do compositor, professor e musicólogo Hans-Joachim Koellreuter; & o Quartet piano nº 1 op 25 Brahms, Concerto nº5 Vieutxtemps & Israel Phylarmonic Zubim Mehta da premiada violinista alemã Viviane Hagner & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA –[...] A lição mais importante da ciência é que a natureza nem sempre corresponde aos anseios e que precisamos encará-la com a humildade de quem saber muito pouco. [...]. Extraído do artigo O drama da descoberta (Folha de São Paulo, 2008), do físico, astrônomo e escritor brasileiro Marcelo Gleiser. Veja mais aqui.

APRENDIZAGEM E EDUCAÇÃO – [...] Num mundo em que a produção de conhecimentos adquiriu velocidade vertiginosa, a ênfase nos conteúdos também é insustentável. É impossível cobrir tudo e atualizar tudo em tempo real. Pela necessidade de confinuar aprendendo por toda vida, já está claro que o estudante, mais que receber toneladsa de informações, precisa aprender o essencial e, mais que tudo, aprender a aprender criticamente. E o referencial para definir o quê, quando, quanto e como os estudantes devem aprender precisa ser constuido de outro modo, envolvendo também atores externos às escolas [...]. Trecho extraído de Gestão de processos de mudança na graduação em Medicina (Hucitec/Abem, 2004), da médica e professora Laura Feuerwerker.

HISTÓRIA DA JUSTICEIRA E DO ARCANJO NO PALÁCIO DAS PECADORAS - [...] Não sei se foi: eu só sei que merecia ter sido. O resto é o resto, e ponto. O tempo apagou todas as pegadas. Cabe imaginar que o arcanjo esteja na melhor, a vida era muito mais divertida que a salvação; mas também pode-se supor que Calamity, com o passar do tempo, tenha se cansado daquilo tudo. Pode-se supor que naquele palácio, coberto de espelhos que a delatavam, ela já não encontrasse refugio para se esconder de seus anos. Que o bordel estava em plena glória, com a Orquestra Sinfônica Nacional tocando ater o amanhecer, e que certa noite Calamity dançou a dança do ventre, nua debaixo de gazes púrpuras,e o público gargalhou e ela segurou as lágrimas. E que no dia seguinte, foi embora. Foi embora sem se despedir, quando ninguém estava vendo. Seu cavalo, Satã, ajoelhou-se para ajudá-la a montar. Ela não voltou para o norte, rumo á origem; continuou viagem para o sul, rumo ao destino. Alguém haverá de ter escutado, entre duas luzes, o ruído dos cascos e o assovio. Ela assoviava. Para se acompanhar? Para se dar coragem? O senhor decide. E o arcanho? Calamity Jane levou-o no colo? Voltou para o céu, ou tentou voltar? Converteu-se, macho enfim, num novo Idilio Gallo? Nem se dê ao trabalho de perguntar. Ninguém saberá lhe responder, em Comayagua ou qualquer outro lugar deste planeta. Sinto muito, senhor escritor, mamífero plumífero: o senho não tem outro remédio a não ser inventar. Aceite o abraço cordial da... [...]. Trechos extraídos da obra As palavras andantes (L&PM, 1994), do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). Veja mais aqui.

O DEUS QUE ABANDONA ANTONIOQuando, à meia-noite, de súbito escutares ; um tíaso inivisivel a passar / com músicas esplêndidas, com vozes - / a tua Fortuna que se rende, as tuas obras / que malograram, os planos de tua vida / que se mostraram mentirosos,não o chores em vão / como se pronto já muito tempo, corajoso, / diz a adeus à Alexandria que de tu se afasta. / E sobretudo não te iludas, alegando / que tudo foi um sonho, que teu ouvido te enganou. / Como se pronto há muito tempo, corajoso, / como cumpre a quem mereceu uma cidade assim, / acerca=te com firmeza da janela / e ouve com emoção, mas ouve sem / as lamentações ou as súplicas dos fracos, / num derradeiro prazer, os sons que passam, / os raros instrumentos do místico tiaso, / e diz adeus à Alexandria que ora perdes. Poema extraído da obra Poemas (Nova Fronteira, 1982), do poeta grego Konstantínos Kaváfis (1863-1933), Veja mais aqui e aqui.

KOYAANISQATSI, POWAQQATSI & NAQOYQATSI
O filme Koyaanisqatsi: Life Out of Balance (1882) é o primeiro da trilogia Qatsi de filmes-concertos do cineasta estadunidense Godfrey Reggio, um poema sinfônico visual que significa "vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida se desintegrando, um estado de vida que pede uma outra maneira de se viver", mostrando diferentes aspectos das relações entre humanos, natureza e tecnologia, abordando principalmente o hemisfério norte.  O segundo, Powaqqatsi: Life in Transformation (1988), que quer dizer "vida em transformação", abordando o sul e países asiáticos. O terceiro Naqoyqatsi: Life as War  (2002), abordando a grandiosidade de abordar o planeta como um todo, conectado, globalizado, mergulhado na tecnologia que encurta distâncias e acelera processos de destruição devido ao seu mau uso, significando "a vida como uma guerra" ou "a guerra como um meio de vida" e sugerindo a interpretação como "violência civilizada".

Veja mais:
Coisas do sentir que não são pra entender, Marco Túlio Cícero, Emil Nolde & Nivian Veloso aqui.
Samira, a ruivinha sardenta, Yann Martel, Philippe Blasband, Cristina Braga, Tom Tykwer, Franka Potente, He Jiaying, August Macke, Hernani Donato, Interatividade na Ciberarte, Ana Bailune & Susie Cysneiros aqui.
Chiquinha Gonzaga & Todo dia é dia da mulher aqui.
Nélida Piñon & Todo dia é dia da mulher aqui.
Parábola Budista, Darcy Ribeiro, Yes & August Macke aqui.
O recomeço a cada dia aqui.
Dignidade humana aqui, aqui e aqui.
Educação aqui, aqui e aqui.
Meio Ambiente aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Pra saber viver não basta morrer, Leonardo Boff, Luchino Visconti, Emerson & Lake & Palmer, Núbia Marques, Felicitas, Pedro Cabral, Psicodrama & Teatro Espontâneo aqui.
Literatura de Cordel: História da princesa da Pedra Fina, de João Martins de Athayde aqui.
Robimagaiver: pipoco da porra aqui.
Dhammapada, Maslow, Educação & Responsabilidade civil da propriedade aqui.
O romance e o Romantismo aqui.
Literatura de Cordel: Brasi caboco, de Zé da Luz aqui.
Big Shit Bôbras: Zé Bilola candidato a vereador em Xoxotópolis aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos 35 anos de arte cidadã aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor expressionista alemão August Macke (1887-1914). 
Veja mais aquiaqui e aqui.
 

quarta-feira, novembro 01, 2017

LIMA BARRETO, CASCUDO, GENI GUIMARÃES, MÃES & AVÓS, LAMPIÃO, ÁGUA PRETA & EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA

O QUE SOU DE TODAS AS COISAS - Convivo com a indiferença do mundo nas muitas paisagens em que o Sol faz o espetáculo cada vez mais lindo e maravilhoso a cada dia e ninguém se dá conta com seus afazeres e compromissos cotidianos. E se a Natureza e o Universo com seus extraordinários esplendores não são o foco nem chamam atenção à sensibilidade dos tantos que seguem apressados com seus umbigos pra cima e pra baixo, não tenho nada que lamentar, sou apenas feliz ao meu modo, saudando a todos que dormem enquanto tantas maravilhas, muitas paragens, me extasiam e me ensinam viver: a correnteza pras quedas dos rios, as ondas dos mares, as flores dos jardins, as folhas dos quintais, o canto dos pássaros, o voo das borboletas, a brisa nas varandas, os montes do crepúsculo, o horizonte das manhãs, tudo em mim, paratodos. Eu sigo e se ninguém me vê eu abraço a alma de todos a todo instante: é quem passa que me faz existir, mesmo que nem queira sequer saber quem sou nem o que sinto, sou ninguém na multidão. Se acaso acordarem, estarei junto na viagem. E mesmo que nem despertem ou mantenham a sonolência dos seus sonhos nos mais altos níveis de seus prazeres e satisfações individuais, estarei insone a mostrar do visinvisivel que aprendi e me delicia viver: é a vida. Enquanto reduzem sua existência à cata do ouro da Terra pra viver, eu persigo o ouro do coração das pessoas que é muito maior e mais valioso, porque sou e todas as coisas. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais especiais com as Cartas Celestes 1 e 8, Sonata 1 for guitar & o Concerto Fribourgeois do pianista e compositor de música erudita Almeida Prado (1943-2010); o Quartet piano nº 1 op 25 Brahms, Concerto nº5 Vieutxtemps & Israel Phylarmonic Zubim Mehta da premiada violinista alemã Viviane Hagner; Ter Pezzi per pianoforte do compositor, professor e musicólogo Hans-Joachim Koellreuter; e Sonata for cello & piano nº 1 op 38 de Brahms, Grand Tango de Astor Piazzolla, Água e Vinho de Egberto Gismonti & O canto do cisne negro de Villa-Lobos, da violoncelista francesa Ophélie Gaillard. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Havia-me preparado para todas as eventualidades da vida. Imaginei-me amarrado para ser fuzilado, esforçando-me para não tremer nem chorar; imaginei-me assaltado por facínoras e ter coragem par enfrenta-los; supus-me reduzido à maior miséria e a mendigar; mas por aquele transe eu jamais pensei ter de passar. Como é difícil controlar o amor. [...] Trecho extraído da obra Cemitério dos vivos (Planeta/FBN, 2004), do escritor Lima Barreto (1881-1922). Veja mais aqui e aqui.

A PRAIERA EM ÁGUA PRETA - [...] Água Preta figura como um dos pontos por onde passou a Revolução Praieira de 1848. Os revoltosos, que tinham pernoitado no engenho Araticum, do município de Barreiros, chegando ao Cachoeira, em 26 de outubro de 1848, bateram uma força encontrada aí, de paisanos governistas. A força de Cocal [...] seguiu pelo norte do rio Una, tiroteando aqui e ali, nos lugares mais estreitos do rio, em que se descobriram os revoltosos, que seguiam de estrada acima. Chegando no engenho Barra, Sebastião Alves da Silva passou o rio com um piquete e fez retroceder a tropa governista, que contava com seu chefe entre os feridos. Às oito horas da noite desse mesmo dia, os revoltosos entraram em Água Preta. Em 23 de dezembro, teve lugar o ataque de Almécega. [...] Administrativamente, o município é formado pelos distritos Água Preta (sede), Santa Terezinha e Xexéu, e pelo povoado de Campos Frios. Anualmente, no dia 03 de junho, Água Preta comemora a sua emancipação política. [...]. Trechos extraídos da Enciclopédia dos Municipios do interior de Pernambuco (FIAM, 1986). Atualmente é formado pelos distritos sede, Santa Terezinha e pelo povoado de Agrovila Liberal. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LAMPIÃO INVULNERÁVEL – [...] Um chofer de praça, em Recife, dizia-me, anos passados, que o bandido Virgolino Ferreira, o “Lampião”, era invulnerável, por ter recebido um “patuá” da mão de um feiticeiro baiano. “Não há bala que não derreta como manteiga e faca se dobra como arame ao chegar em sua pele”, afirmava o negro motorista, sisudo e convencido. Quando Lampião morreu, casualmente encontrei meu informante e inquiri das virtudes mirificas do “patuá”. Não se perturbou: Lampião morreu porque deixara o “patuá” na barraca, quando fora tomar banho pela manhã. Não tivera tempo de recolocá-lo ao pescoço. Por isso morreu... [...]. Trecho extraído da obra Geografia dos mitos brasileiros (Global, 2002), do escritor e folclorista brasileiro Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

MÃES, AVÓS, MULHERES - [...] Sem dúvida, nossas avós e mães não eram santas, mas artistas, arrastadas para uma loucura entorpecida e sangrenta pelas fontes da criatividade nelas existentes e para as quais nçao havia escapatória. Sua arte não foi traduzida em poemas, músicas ou danças, mas na arte diária de cozinhar, do costurar, do bordar e de plantar jardins, que enfeitaram nossa infância e embelezaram nossas vidas. No mercado, na cozinha, no barrazão, na equipe de costura, na organização de festas e recepções, a mulher negra vem cumprindo os seus papéis. Arquétipos segundo os mitos africanos: nutre, protege, organiza, cria. [...]. Trecho extraído da obra A invenção do cotidiano (Vozes, 2000), de Michel de Certeau, Luci Giard e Pierre Mayol. Veja mais aqui.

CONSELHO DE GENI GUIMARÃES
Quem estanca o sangue
Que escorreu?
Quem sutura a língua e a boca
Arrancadas no meio da fala?
Quem devolve o feto primeiro
Da esperança trabalhada?
Quem resgata o tempo
E anula a doença
Que comeu a saúda da África?
Não perca tempo.
Não me procure para anular delitos
Que eu não posso e nem quero
Agasalhar memórias.
Não vou velar insônia de ninguém.
Poema extraído da obra Balé das emoções (Evergraf, 1993), da poeta e escritora Geni Guimarães. Veja mais aqui.

Veja mais:
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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EXPOSIÇÃO PINTANDO NA PRAÇA
Participando da exposição do projeto Pintando na Praça, na Biblioteca Fenelon Barreto, com o poeta e artista plástico Paulo Profeta, o artista plástico José Duran y Duran, as professoras Sil & Rute Costa e funcionários da SEMED-Palmares-PE. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


sexta-feira, setembro 29, 2017

THIAGO DE MELLO, HANS BELLMER, MARIO SETTE, SÉRGIO AUGUSTO, RONILDO MAIA LEITE & SIDNEY WANDERLEY

LINGUA FALOU, CU PAGOU! - Denilzinho era um arretado: servidor, jeitoso, estibado. Precisasse, pau pra toda obra; solidário até com morte de formiga. Diziam: esse vive de cara pra lua! Isso porque ninguém nunca via nele cara feia ou dizer não: sempre pronto para ajudar e resolver o que fosse para o bem de quem chegasse. E o melhor: com o maior dos sorrisos. Dinheiro? Sacava dos bolsos: tome! Carro emprestado, chaves dispostas na hora! Adoeceu? Estava pronto para palavras amigas e providenciar remédios, indiferente de quanto custassem. Eu num disse? Um sujeito pra lá de gente boa mesmo. Mas... Ninguém é perfeito: quando virava um copo, vixe! O cabra se transformava no pior cricri dos chatos de galochas. Era só às gaitadas: fulano? Aquilo é um corno safado da gaia mole! Sicrano? Aquilo é uma pestilência da mais gangrenosa! Beltrano? Um viado safado do cu afolosado! E mulher? Ah, a mulher de casa é feito galinha de granja: cheirosinha, limpinha, toda jeitosinha, mas insossa, aguada; já a mulher da rua, a puta nojenta, oxe, é feito carne de galinha de capoeira: fedorenta de inhaca da peste, melada, cagada, mijada, fodida, cuspida e mal paga, mas, ainda assim, é a maior sustância, suculenta, vixe! Chega dá vontade de comer de se empanzinar todo! Ô coisa boa! E repetia isso até diante da sua distinta senhora que, pudica das mais religiosas, abria um sorriso amarelo por educação e fazia que nem ouvia, resignada, serviçal pra tudo a bem do marido, vivia só pra ele providenciando iguarias e bebidas, o rei da casa que ela obedecia e devotava toda sua vida, arrumando da varanda à cozinha, ajeitando do jardim ao quintal, roupa engomada, tudo pronto antes mesmo dele pedir, e nos trinques todo dia e o dia todo. Isso até o dia que Denilzinho, depois de muitas e tantas, tomou uma de emborcar trocando as pernas na beira da cama, resmungando o flagra da infidelidade marital: ué, mulher, o que é que é isso? E ela, sem fazer a menor cerimônia, cuspiu na lata dele com a cara mais lisa: Oxe, homem, de tanto você dizer, eu fui fazer um teste pra vê se era mesmo galinha de granja, ora, pra seu governo o macho aqui me certificou que sou mesmo é galinha de capoeira. E das boas! Gostei e quero mais! Tai, língua falou, cu pagou! Teibei! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com o compositor, músico e cantor Ivan Lins ao vivo + Quem saberia perder + Java Jazz; aa premiada violinista alemã Viviane Hagner interpretando Grétry Violon Concert Henri Vieuxtemps & Israel Philharmonic with Zubin Mehta; o violonista e compositor Nando Lauria interpretando músicas dos  álbuns Novo Brasil & Points of view; e a belíssima cantora Julya Cristal interpretando música do seu álbum A journey to Shamnalla &  Forever more. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Glamour não é um dote natural, mas um artifício burilado pela pericia de técnicos em plástica, elegância, iluminação e marketing. Glamour, portanto, se adquire – mas nem todos podem comprá-lo. Sua aquisição exige sacrifícios, sobretudo de ordem física [...] Não é menos árdua a sua conservação. [...] As recompensas são tais e tantas que poucos atores se confessaram arrependidos das concessões a que se sujeitaram, trocando de cara, nome e, não raro, até de biografia. [...]. E entendemos o desespero daquela personagem da peça Angel City, de Sam Shepard, que a certa altura desabafa: “Eu odeio minha vida. Queria que ela fosse um filme. Eu odeio o que sou. Eu queria estar vivendo um filme, mas não estou e nunca estarei”. Trechos do ensaio Minha tela tem estrelas (Bravo, abril/2004), do escritor e jornalista Sérgio Augusto. Veja mais aqui.

AS MULHERES DE IGARASSUDuarte Coelho [...] donatário da capitania de Pernambuco, fundara à margem de um rio do mesmo nome a vila de Igarassu [...] Ali vinham ter as embarcações que chegavam de Portugal, trazendo colonizadores, mercadorias, víveres, e, pouco a pouco, a localidade crescia. [...] Os gentios, porém, que de começo se haviam mostrado cordatos, auxiliadores, deram em se insurgir contra os portugueses, declarando “guerra aos brancos”. [...] Durava já dois anos o assedio e, por isso, andavam os homens fatigados das vigílias sempre receosos de um ataque súbito dos indígenas. As mulheres, então, ofereceram-se para substituí-los nas sentinelas, durante as longas noites, e foram aceitas nesse arriscado mister, sem que dessa medida o inimigo viesse a ter mínima ciência. E afinal, uma vez, quase pela madrugada, sorrateiramente os índios ensaiaram tomar a vila de assalto, atacando o forte que defendia do lado do rio. As mulheres avistando aqueles vultos que escalavam as muralhas, rojaram-se sobre eles de espadas em punho, acutilando, ferindo, matando, com todo animo. Todavia, mais fracas e em menor numero, iam sendo subjugadas. E foi quando uma delas, por dar aviso aos homens que dormiam, teve uma fuzilante ideia. Apoderou-se de um tição, chegou-o ao ouvido de uma peça e disparou-a. o tiro reboou no silêncio da noite. Os soldados despertaram, correram aos seus postos, salvando a vila de uma capitulação. Trechos extraídos da obra Terra pernambucana (FCCR, 1981), do professor, jornalista e escritor Mario Sette (1886-1950). Veja mais aqui, aqui e aqui.

A GUERRILHEIRA & O MAGRICELA BARBUDO - [...] Entre um gole e outro, costumava dizer, já agora aos berros: - Mulher casada que faz amor somente com o marido, para mim não passa de uma virgem... E dava cafunés dengosos na cabeça da esposa, que os olhos abaixava em sinal do mais bíblico respeito. Numa almofada distante, um magricela barbudo acompanhava o baixar de olhos, como na missa. Noite alta, até o gogó ele encheu o copo do uísque. Sem gelo, engoliu à maneira dos caubóis. Claro, entrou em coma profundo. Quando voltou a si, todos estavam ao redor das coloridas almofadas. Menos o magricela barbudo. Dirigiu-se ao quarto. Foi quando descobriu que, toda sexta-feira, o barbudinho se entregava ao dialético prazer de desvirginar a guerrilheira amada. Trecho extraído da obra A guerrilheira perfumada: crônicas do amor diário (Raiz, 1990), do jornalista e escritor Ronildo Maia Leite (1930-2009).

UM TRIPLO TIBUNGO HERÁCLITOTrês meninos mergulharam no rio / o rio mergulha na tarde / a tarde mergulha no tempo / que envelhece os meninos / que engole os sonhos e os que sonham / que altera o curso do rio / para que três outros meninos / em outra tarde, outro rio / renasçam em outros mergulhos. Poema extraído de Artesanias da palavra (Grafmarques, 2001), do professor e poeta Sidney Wanderley. Veja mais aqui, aqui e aqui.

EPITÁFIO DE THIAGO DE MELLO
O canto desse menino
Talvez tenha sido em vão.
Mas ele fez o que pôde.
Fez sobretudo o que sempre
Lhe mandava o coração.
Poema recolhido da obra Faz escuro mas eu canto (Civilização Brasileira, 1985), do premiadíssimo poeta amazonense Thiago de Mello. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais:
A literatura de Cervantes aqui, aqui e aqui.
A pintura de Caravaggio aqui.
A música & entrevista de Ivan Lins aqui, aqui e aqui
O pensamento de Miguel de Unamuno aqui e aqui.
A arte musical de Viviane Hagner aqui.
O cinema de Michelangelo Antonioni aqui.
A arte musical de Nando Lauria aqui.
O teatro de Plinio Marcos aqui, aqui e aqui.
A arte da cantora Julia Crystal aqui, aqui e aqui.
O teatro de Mário Bortolotto aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do escultor e gravurista alemão Hans Bellmer (1902-1975).
Veja mais aqui.

sexta-feira, setembro 15, 2017

CECÍLIA MEIRELES, IMRE KERTÉSZ, RUBEM ALVES, FOCILLON, ALMEIDA PRADO & KOELLREUTER, DEBORAH POYNTON & LUCIAH LOPEZ

QUEM OLHA PROS OUTROS NÃO VÊ A SI MESMO – Imagem: arte da pintora sul-africana Deborah Poynton. - Houve um tempo em que acreditava em tudo. Acreditei no que diziam, no que expressam olhares verdadeiros, até em mentiras, gostava disso, gostava porque, naquela hora, tudo era verdadeiro. Acreditei nas horas, não sei quantas outras, sei que era, nisso acreditei. Acreditei no espaço, era longe; quando mais ia, mais demorava chegar. Fui. Léguas, quanta distância. Chegava cansado, satisfeito. Não era o que eu esperava, nem precisava. Bastava ter ido, aprendido que ir muitas vezes é mais que voltar. E voltei, muitas vezes, perdi a viagem e não me cansei de saber que ir é voltar quando a gente não quer. Tantas vezes cheguei na porta fechada, peito aberto. Chorei, força da expressão; deveria sorrir para saber o tamanho da besteira: nada melhor que rir do que não tem o menor sentido. Foi e entornei risos e lágrimas. Quantas vezes apesar de certo, aquiesci; quantas vezes completamente equivocado, perdi a vez de compreender. Errei, muito. Horas muitas de incompreensão. Queria invulnerável, dono de todas as razões. E jurava: um dia acerto. Quanto mais teimava, mais errava. Com o tempo aprendi com minhas falhas, até amei minhas fraquezas. Não por autocomiseração, mas por ver-me humano, indesculpavelmente humano, deliciosamente humano. Foi quando aprendi a amar. Até então eu não amava a mim, amava qualquer coisa, ou nada. Pensava que amava, eu que me iludia e só me valia do prazer. Errar fazia parte de mim, para aprender. Pisava na bola e me ria. Nisso eu me reconhecia: era qualquer coisa fora do convencional, assim eu era. O que valia era ser eu mesmo. Estava cansado de ser quem eu admirava, de ser outro que não eu próprio. Assim me fiz. Reconheci meus erros, dei topada a torto e a direito, me ria. Mas cobrei de mim o infalível. Foi quando me descobri que não era super-herói. Tudo era só o que queriam de mim, o indefectível. Não era eu, mas me esforçava, queria ser o melhor, o maior de todos. Quando me descobri frágil, meu mundo caiu. Sou apenas um ser humano. Queria ser super-herói, além-do-homem. Olhei no espelho, sou apenas o que sou. Nada mais. Isso não sou eu, certo ou errado, liso ou endinheirado, pronto para assumir meus erros e seguir em frente. Quem olha pros outros não vê a si mesmo. Nada mais, sou apenas o que sou, nada mais. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: 24 HORAS NO AR!!!
Hoje na Rádio Tataritaritatá: especiais com as Cartas Celestes 1 e 8, Sonata 1 for guitar & o Concerto Fribourgeois do pianista e compositor de música erudita Almeida Prado (1943-2010); o Quartet piano nº 1 op 25 Brahms, Concerto nº5 Vieutxtemps & Israel Phylarmonic Zubim Mehta da premiada violinista alemã Viviane Hagner; Ter Pezzi per pianoforte do compositor, professor e musicólogo Hans-Joachim Koellreuter; e Sonata for cello & piano nº 1 op 38 de Brahms, Grand Tango de Astor Piazzolla, Água e Vinho de Egberto Gismonti & O canto do cisne negro de Villa-Lobos, da violoncelista francesa Ophélie Gaillard. Para conferir é só ligar o som e curtir.

A ALEGRIA DE ENSINAREnsinar é um exercício de imortalidade. De algum a forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais. [...] Agora o que desejo é que você aprenda a dançar. Lição de Zaratustra, que dizia que para se aprender a pensar é preciso primeiro aprender a dançar. Quem dança com as idéias descobre que pensar é alegria. Se pensar lhe dá’ tristeza e porque você so sabe marchar, como soldados em ordem unida. Saltar sobre o vazio, pular de pico em pico. Não ter medo da queda. Foi assim que se construiu a ciência: não pela prudência dos que marcham, mas pela ousadia dos que sonham. Todo conhecimento começa com o sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada. Mas sonhar é coisa que não se ensina. Brota das profundezas do corpo, com o a água brota das profundezas da terra. Como Mestre só posso então lhe dizer uma coisa: “Conte-me os seus sonhos, para que sonhemos juntos!” [...] O menininho sonhava. Como Deus, que do nada criou tudo, ele tomou o nada em suas mãos, e com ele fez o seu carrinho. Imagino que, também como Deus, ele deve ter sorrido de felicidade ao contemplar a obra de suas mãos...Trechos  da obra A alegria de ensinar (Ars Poética,1994), do psicanalista, educador, teólogo e escritor Rubem Alves (1933-2014). Veja mais aqui e aqui.

ELOGIO DA MÃO - [...] O artista que corta a madeira, martela o metal, molda a argila, talha o bloco de pedra, traz até nós um passado do homem, um homem antigo, sem o qual não estaríamos aqui. Não é admirável vê-lo em pé, entre nós, em plena era mecânica, esse sobrevivente obstinado da era das mãos? Os séculos passaram por ele sem alterar sua vida profunda, sem fazê-lo renunciar a seus modos antigos de descobrir o mundo e de inventá-lo. Para ele, a natureza ainda é um receptáculo de segredos e de maravilhas. É ainda com as mãos nuas, frágeis armas, que ele tenta furtá-los, para fazê-los entrar em seu próprio jogo. Assim recomeça, perpetuamente, um formidável outrora, assim se refaz, sem se repetir, a descoberta do fogo, do machado, da roda, do torno de olaria. Num ateliê de artista, estão inscritas por toda parte as tentativas, as experiências, os presságios da mão, as memórias seculares de uma raça humana que não esqueceu o privilégio de manipular. [...] Nerval conta a história de uma mão amaldiçoada que, separada do corpo, corre o mundo para fazer das suas. Não separo a mão nem do corpo nem do espírito. Mas entre espírito e mão, as relações não são tão simples como as que se dão entre um patrão imperioso e um servidor dócil. O espírito faz a mão, a mão faz o espírito. O gesto que não cria, o gesto sem devir provoca e define o estado de consciência. O gesto que cria exerce uma ação contínua sobre a vida interior. A mão arranca o tato à passividade receptiva, organiza-o para a experiência e para a ação. Ela ensina o homem a possuir o espaço, o peso, a densidade, o número. Criando um universo inédito, deixa sua marca em toda parte. Mede-se com a matéria que ela metamorfoseia, com a forma que ela transfigura. Educadora do homem, a mão o multiplica no espaço e no tempo. Trecho extraído da obra A vida das formas: seguido elogio da mão (Zahar, 1983), do historiador e teórico francês Henri Focillon (1881-1943), analisando as formas de espaço na matéria, no espírito e no tempo, revelando o que de ilusório existe na distinção entre forma e conteúdo e mostrando-nos que a Arte é mais que uma simples sucessão de estilos e momentos.

SEM DESTINO – [...] Só em Zeitz percebi mesmo que o cativeiro tem a sua rotina, que o verdadeiro cativeiro não passa, no fundo, de um quotidiano cinzento. [...] Não tardei muito a perceber que as opiniões favoráveis ouvidas ainda em Auschwitz acerca da instituição dos “Arbeitlager”, se baseavam, forçosamente, em informações exageradas. [...] Trecho da obra Sem destino (Presença. Lançamento, 2003), do escritor húngaro e prêmio Nobel de Literatura de 2002, Imre Kertész (1929-1016), narrando a história de um jovem judeu que se vê subitamente afastado da família e é levado para campos de concentração de Auschwitz situações de desumanidade, de grande crueldade, perpetrados por parte do comando nazista. Veja mais aqui.

CÂNTICO 17 DE CECÍLIATu tens um medo: / Acabar. / Não vês que acaba todo o dia. / Que morres no amor. / Na tristeza. / Na dúvida. / No desejo. / Que te renovas todo o dia. / No amor. / Na tristeza. / Na dúvida. / No desejo. / Que és sempre outro. / Que és sempre o mesmo. / Que morrerás por idades imensas. / Até não teres medo de morrer. / E então serás eterno. Poema extraído da obra Cânticos (Moderna, 1981), da escritora, pintora, professora e jornalista Cecília Meireles (1901-1964). Veja mais aqui e aqui.

FILOSOFIA: CONVERSA SEIS & MEIA
Aconteceu nesta quinta (14/09), no Restaurante O Nordestão, o Café Filosófico: Conversa às seis e meia, com a temática: Por que filosofar no século XXI?

Veja mais:
A arte de Lucebert aqui.
A música de Almeida Prado aqui e aqui.
A poesia de Bocage aqui, aqui e aqui
A literatura de Lya Luft aqui, aqui e aqui.
A arte musical de Viviane Hagner aqui.
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A FLOR DE LUCIAH LOPEZ
Meu coração se contrai e se expande em resposta ao Amor que me invade com as cores da primavera. É a flor que sai do ventre e traz consigo as línguas faladas e as línguas mortas que distraem a palavra feita da saudade que te reveste. Eu mencionei o seu nome enquanto a seiva corria pelos veios e ranhuras das folhas e pétalas e a elas ajuntei os pensamentos que a voz do meu coração soprou nos meus ouvidos. Nitidamente ouvi o que perdura entre nós -, o seu riso. A espontaneidade da sua risada obedece as curvas habituais no vermelho dos seus lábios e é tudo que eu preciso para me vestir de primavera ao bel-prazer de quem ama e se permite amar.
Prosa poética da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora sul-africana Deborah Poynton.
Veja mais aqui.
 

HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...