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segunda-feira, novembro 02, 2015

BOFF, VISCONTI, PSICODRAMA, NÚBIA MARQUES, PEDRO CABRAL & MUITO MAIS!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? – PRA SABER VIVER NÃO BASTA MORRER – Pra mim tudo começa assim: um entre muitos milhões, sei lá, uma gota do oceano. Por aí. E aí, assim no monte, na tuia, a gente vai de correr no meio da boiada pra ver no que vai dar. Quando chega a hora, lá vai todo mundo encangado e levado na marra e só um acerta no alvo. Nove meses depois, lá tá a gente na vida com só uma certeza: a gente nasce pra morrer. Aí ensinam pra gente família, etiquetas pra ser gente – de preferência doutor de anel no dedo; andar na linha, ajuntar dinheiro – se possível do muito; andar todo de grife e não fazer papel safado; quando entrar não deixar rastro na saída; quando fizer, faça bem feito; evitar pessoas derrotadas e fugir de mau agouro, comprar uma casa – ou melhor, quantas puder; um carro – ou vários, porque quem tem um só não tem nenhum; sair de saia justa e evitar bronca, sem dar moleza pro azar– recomendável que seja livrado de tudo ileso e impune; tirar proveito de tudo que a vida é uma só; se peidar que seja bem educado; se fraquejar, dê a volta por cima; corra, senão o bicho pega; tenha fé em Deus e pé na táboa até que a terra lhe seja leve. Pronto. Afinal, cada um paga o que deve. Uns de morte morrida; outros, de morte matada. Pros de morte morrida a gente sempre arruma uma desculpa: falência múltipla dos órgãos, enfermidade tal, mas tão jovem, nossa, devia ter se cuidado, etc&tal. Pros de morte matada, que coisa ingrata, tão jovem, um futuro brilhante pela frente, uma bala perdida, um poste no caminho, uma avença mal resolvida e lá vai teibei. Por isso, hoje é dia de homenagear os entes queridos que se foram – e, também, os não tão queridos assim, né? Mas como a gente sabe que se nasce pra morrer, a sabedoria popular já ditou o riscado: pra morrer basta tá vivo! E fim de papo. Ora, o que isso quer dizer? Que se esqueceram de avisar que na vida a gente tem uma missão a cumprir. E é? Ou será que a vida é só nascer, crescer, foder e se lascar, crescer e escapar, envelhecer e babau?!? Pois é, não deve ser só pagar e passar troco, fazer os outros de otário, só se dar bem e ir só na boa, alimentar o umbigo pra resolver o que é seu e os outros que se fodam, e teréns e laralás pra no fim voltar ao que era: um entre muitos milhões, uma gota no oceano. Será? Se for assim, tudo bem – viva em paz e seja feliz ou não; se não, encontre sua missão e seja feliz para sempre, ora! E vamos aprumar a conversa aqui!

 Imagens: a arte do arquiteto, professor, artista plástico e escritor Pedro Cabral Filho. Veja mais abaixo.


Curtindo o álbum ao vivo Emerson, Lake & Palmer in Concert no Estádio Olímpico, Montreal (Atlantic Records, 1979), da banda de rock progressivo britânica Emerson, Lake & Palmer (ou ELP), formada por Keith Emerson (teclados), Greg Lake (guitarra, baixo e vocais) e Carl Palmer (bateria).

A POBREZA – No livro Teologia do cativeiro e da liberação (Vozes, 1980), do escritor, teólogo e professor universitário Leonardo Boff, encontro no capítulo XII - Pobreza e libertação: espiritualidade de compromisso e solidariedade, da qual destaco o trecho de A pobreza é um mal que ofende o homem e Deus não quer: [...] Sobre a pobreza reinam as mais confusas representações. Os vários níveis em que ela vem articulada se prestam a encobrir, às vezes, o seu verdadeiro cerne evangélico: assim o nível econômico-social, o nível espiritual, o nível pessoal, comunitário, político, etc.  Em primeiro ligar devemos manter claro que a pobreza não é nenhum valor em si mesmo. Pobreza concreta inclui míngua, fome, escravidão à doença e a toda sorte de limitações que poderiam ser superadas pela ausência da pobreza. Não raro faz-se uma reflexão mística sobre ela sem se advertir realmente o que está se dizendo. Como afirma com acerto Berdiaeff, o problema de nossa própria pobreza se apresenta como uma questão material, enquanto para os outros apresenta-se como um problema espiritual. Em outras palavras: quando realmente a pobreza nos assola e sofremos suas limitações, esquecemos todas as considerações místicas. Batemos no concerto, na infraestrutura da vida humana. [...] O homem foi feito senhor e não escravo da terra. [...] Pobreza e riqueza são geradas dentro de um certo tipo de relacionamento entre as pessoas na mediação dos bens materiais. Pobreza e riqueza possuem uma relação dialética; se implicam mutuamente. A pobreza é empobrecimento; a riqueza é enriquecimento. Há uma riqueza que se constitui fazendo outros pobres, debulhando-os, tirando-lhes a dignidade, roubando-lhes os bens e com isso privando-os das condições materiais para serem dignamente homens. A pobreza denuncia a presença de injustiça e a existência de uma riqueza desonesta. Semelhante pobreza que significa empobrecimento é resultado da desmesurada ganancia de ricos. Ela não é nenhum bem, porque se deriva de um mal. [...] Não é por causa desta dignidade humana vivida e conservada apesar do mal da pobreza que vamos ideologicamente justiçar a pobreza. Antes pelo contrário: por causa da dignidade inviolável de cada pessoa devemos combater a pobreza, não para contrapô-la à riqueza e propor que riqueza como ideal, mas para buscar relações mais justas entre os homens que impeçam a emergência de ricos e pobres. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

DIONÍSIO – No livro Dente na pele (Achiamé, 1986), da escritora, professora e ativista política feminista Núbia Marques (1927-1999), encontro o belíssimo conto Dionísio: Tenho a impressão que Dionísio vem numa boa para me ver. Tive pressentimento, quando desligue o telefone. O tom baixo e quase sensual de sua voz deixa-me com uma pontinha de excitação. “Jocasta, posso ir aí hoje?” Claro, pode, então, por que esta pergunta de menino traquino e sonso? Tudo passa na minha mente como num cinema. as imagens em preto e branco, filme um tanto ou quanto desenxabido. De colorido só mesmo nossos corações. E que flores brotam dos meus peitos, dos meus olhos de, ah! Não quero ser pornográfica. Deixe pra lá muitas explicações dos sentimentos que ainda caminham pelas horas na espera muito gostosa da noite. Há tempo. Haja relógio e o caminhar quase lento das hroas, quando fico em casa presa à mesa, aos jarros com flores, ao espelho. O sabonete, a toalha de banho. Já estou pensando numa canção que diz “eu quero ser o seu sabonete, quero ser sua toalha” e por aí vai. Só não se quer se a proteção e o carinho de ninguém. E lá vem aquela de chupar tudo que cai em nossas mãos. Comer na voracidade de alimentar-se ao máximo de tudo e de todos. Quando menos se espera não se comeu o outro, mas fomos comidos. Lá está o rombo no peito, e a jugular escorrendo morno de nossas artérias. Mortos de susto nos agarramos às paredes, tontos de decepção. Puxa, eu ia comer e fui comida! Zorra de exploração. O trogloditismo da sociedade do amor descartável está se tornando um campo de luta física. O encontro amoroso voa pelos ares. Salve-se quem puder. Não, a voz de Dionisio, tão macia e com aquele tom picante de quem está afim de mim, hoje à noite, não pode caber engano. O mundo está de pernas para o ar, mas nós nos entendemos tão bem! Desde o olhar malicioso que Dionisio me lançou na festa, tudo me parece particular, diferente. “Jocasta, se eu lhe disser que estou amarrado em você:” Verdade, Dionísio? “Sim, verdade, você duvida?” Os olhos dele dirigidos a mim, parecem dois sóis entardecidos, me dão confiança de que não vai ser encontro fortuito e descompromissado. Não sei, mas acho Dionísio tão diferente do bando de desorientados que vive por aí. O gesto que Dionísio faz com a mão é muito partilhar. Sempre tem um toque preciso, ou direção certa par aa expressão. Depois, o queixo quadrado, que ele tem é um sarro! Bem, não é só isto. Não se pode explicar com detalhes a gamação. Estamos gamados um pelo outro. Melhor de tudo é que Dionisio não dá a menor importância à idade que a mulher tem. Até penso que ele gosta da que tem ar de ser sua mãe. E olha a Jocasta aqui! Passo pelo espelho, jogo meus olhos em direção ao cristal. Faíscas luminosas espelham-se no ar. Ajeito meu vestido. As flores do vaso parecem tristes. Remanejo-as. Ponto a ponto vou tomando as providências cabíveis para o encontro não tanto mitológico. Dionisio deve ter, pelo menos, certo compromisso com o seu nome. Já vi muitos contrastas. Um colega que tinha o nome de Hércules, era mais frágil do que caniço de pântano. Um menino com quem brinquei na minha infância, no colégio primário, chamava-se Aristóteles, mas vá ser tapado assim no raio que o parte. Não, Dionísio tem um ar bem gostoso, tem sabor de vinhos e de alegra. Trim... trim... corro até o telefone. “Jocasta, posso chegar aí?” por que pergunta? “Quero vê-la o mais breve possível, acho que estou tenso, saudoso, excitado e quero pôr termo a este estado inexplicável”. Ah! Bobinho, não precisa ficar assim. Hoje cada um de nós é mais ou menos tenso. Não entre nesta de tensão, que você finda caindo na crise existencial. Aí, meu filho, é uma zoeira sem limite. Crise existencial é mesmo que dor de cotovelo, não tem doutor que dê jeito. Só depois que a gente assume a crise é que passa. “Chego já aí”. “Tudo bem, um beijo”. Puxa, meu coração começa a bater fortemenete. Qual é essa de marinheiro de primeira viagem! Não tem graça, Jocasta, você entrar nessa. Meus órgãos parecem caixinhas desarrumadas. Respiro fundo. Pego no bar um Martini seco, coloco duas pedras reluzentes de gelo, rodopia-as com a mão. Cruzo as pernas e começo a balança-las, levemente, enquanto estudo algumas posições de estátuas gregas. Programada, a música em surdina é detalhe importando. A luz morta e amarela do canto da sala é melhor. Acendo-a. o coração começa a gongar. Ziriguidum, ziriguidum. Porcaria de expectativa. Beberico aos poucos o Martini. Consulto o relógio. Puxa vida! Será que Dionisio parou numa bacanal? Não é possível, a voz dele me dava certeza absoluta da sua vinda. Chego até a vidraça da janela, espreito a rua. Ninguém passa. Silêncio. Também, já 23 horas, esta província é de amargar. Viver nela é tarefa para atletas do quilate de correr q5 quilômetros, em 14 minutos. Volto ao sofá, descanso o braço na poltrona, fico olhando a unha do meu pé, esmaltada. Exatamente por isto estou convicta de que enxergo um palmo além do nariz, um não, muitos. Que bom! Logo, não vou enganar-me com Dionísio. Sobressalto-me, batem à porta. O olho mágico indica a presença de Dionísio. Abro a porta lentamente. Ele me segura pela mão, me enlaça nos seus braços e vamos entrando na minha sala quase alcova. Seu olhar demorado, suas mãos inquietas inflamam sentimentos represados no esbarro que damos todos os dias com acontecimentos insólitos. De repente a sala toma um tom azul-marinho, profundo. Caminhamos como velejadores submersos de um submarino. Tons violáceos cobrem o espelho bem grande da sala. Um Olimpo indisfarçado retoma o tempo e o nosso espaço. “Jocasta, estou muito confuso. Não sei o que há comigo. Tive um dia de muito trabalho. Quase fui assaltado na rua”. Um longo beijo nos une. “Jocasta, estou tão tenso”. Eu entendo tudo. Não tem importância. O sol da manhã lambe meus pés ainda calçados. Nos meus cabelos em desalinho o vento passa, lento. Dormi fora da cama. Levanto-me, penso, estou atrasada para o trabalho. Hoje é domingo. Volto ao sofá, deito-me, meus olhos estão vazados pela claridade da manhã que desbaratou a noite. “Jocasta!” Quem me chama? Veja mais aqui.

POIS É – Eis um sujeito dos bons de arretado que tenho o maior prazer de gostar no coração e de grátis: o arquiteto, professor, artista plástico e escritor Pedro Cabral Filho. Esse cabra do bem é também editor do excepcional PoisÉ: jornaleco de opiniões e picuinhas e que realizou recentemente a belíssima exposição Raízes do Coração. Da sua lavra, eis alguns da tuia dos ditos & desditos excelentes dele, como o Sonata dos sentidos: Ela compôs a sonata dos sentidos, tamborilando uma clave de sol sob uma noite enluarada. Depois tocou seus arrepios com um pouco de silêncio. E cheirou sua paciência com toda a vontade do mundo. E moveu as montanhas de ruídos para o lado oculto das visitas invulgares. E nada mais lhe restou do que um zumbido dos deuses. Esse ótimo Ta-te-tijolo-to-tu: Ontem, me dediquei a conversar com meus alunos de arquitetura sobre Paulo Freire, o brilhante educador pernambucano. Minha intenção era mostrar, assim como Paulo Freire fez com seu método de alfabetização, que o aluno deve compreender o tijolo, além de um simples elemento construtivo. Pensar o edifício para quem, e não somente como um objeto de desenho. Ah! se nós nos dedicássemos mais a essas grandes figuras brasileiras e não a essas falsidades célebres... O não menos ótimo Causa mortis: Ministério da Saúde adverte: cheirar calcinha demais pode causar infarto. O pra lá de muito demais Sepulcral: Neste feriado, um cemitério está mais festivo do que a cidade de Maceió. Não vou negar, eu gostei. Pelo menos em se falando de trânsito. O que não nem um pouco bão demais Chove chuva: Quando se aproxima um feriado ou um fim-de-semana, e quando um deles se prenuncia a chuva, sempre ouço alguém falar mal da chuva, que vai atrapalhar seus planos. E eu, cá comigo fico a pensar como alguém pode ser tão ingrato à Natureza e filosofo: Por não querer a chuva o deserto ficou só. O provocativo vocativo Ô, galera fuleira: Pichação num muro do Jacintinho: "Vende-se tornozeleira eletrônica banhada a ouro, já desbloqueada". O não menos sugestivo Ainda há esperança pra um mundo melhor: O mundo ainda não se acabou. Contam que o Big Brother Brasil está caindo pelas tabelas no Ibope. O excelentemente bão demais O despudor da burocracia: O mundo está ficando menos sisudo. Até cartas de amor cabem nos Diários Oficiais. E o ótimo dos ótimos O curso das coisas e o corso da vida: Maceió era assim: os carros todos nas ruas, fazendo o corso, num engarrafamento longo, barulhento e feliz. No restante do ano, ruas pacatas e tranquilas. Hoje é o inverso. Hoje, infelizmente, é o inverso. Por isso, o chamado bons tempos. Gente, nunca será demais dizer que sou fã desse cara, o cara! Veja mais aqui.

PSICODRAMA & TEATRO ESPONTÂNEO - No livro Do animal ao humano: uma leitura psicodramática (Ágora, 1998), do psiquiatra, professor e psicodramatista José Carlos Landini, destaco os trechos da parte Da noogênese à sociogênese: matriz de identidade, tele-relação e papéis: O homo spontaneus inaugurou o homo cultura. Olhando-se a escala animal, vê-se que, nos invertebrados, o processo socializante é exclusivo de programas genéticos. Nos vertebrados, começa a inverter-se com a existência de comportamentos inatos e adquiridos. À medida que progride na escala evolutiva, a tendência é a predominância de comportamentos adquiridos, o que atinge o seu clímax nos seres humanos. [...] A espontaneidade (ou fator “e”) e os conceitos de tele e papéis são os pilares de sustentação teórica da sociometria. Nesse triângulo, cada vértice se articula aos outros complementarmente. A espontaneidade representa a dimensão individual, enquanto a tele representa o social e o papel é a forma e o meio em que a relação se concretiza. [...] A espontaneidade representa a dimensão pessoal, mas é o fluxo de sentimentos na direção do estado espontâneo de uma ou outra pessoa, do que resulta uma situação interpessoal à qual se dá o nome de tele. O fator “e” é apresentado numa dupla dimensão: a afetiva, que confere ao individuo um caráter de originalidade e não está restrita a área psíquica, mas a extrapola ao dar lugar à tele, inserindo-se na esfera sociológica; e a cósmica, na qual o universo é aberto às novidades e à constante criatividade. O individuo espontâneo, também aberto às novidades, não pode ser compreendido pelas leis da conservação de energia (libido). [...]. Veja mais aqui e aqui.

L’INNOCENTE – O filme L’innocente (O inocente, 1976), do cineasta italiano Luchino Visconti (106-1976), é baseado no romance homônimo do escritor e dramaturgo italiano Gabriele d’Annunzio (1863-1938), contando a história de um aristocrata que torna a esposa amorosa e submissa em cúmplice ao revelar os seus casos adulterinos, entre os quais com uma condessa, ocasião em que descobre que ela está grávida de um filho que não é seu, pelo qual passa a nutrir feroz ódio, encarregando-se de causar a morte do inocente, expondo-o a um frio desumano. Assim, tal como o livro, trata-se da trajetória de concepção, gestação e morte da personagem-título. O filme é espetacularmente maravilhoso, merecendo destaque a atuação da atriz italiana Laura Antonelli. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 A deusa Felicitas, a Fausta Felicitas, que desempenho um importante papel no culto imperial e abrangia na antiga cultura romana a ideia de frutífera, abençoada, feliz, afortunada, felicidade, a fertilidade da mulher, boa sorte, riqueza, potência sexual. Os seus principais atributos são o caduceu e a cornucópia, além de ser reproduzida em moedas e no apotropaic do falo - símbolo fálico acima – encontra-se a inscrição Hic habitat Felicitas que significa “Felicitas mora aqui”.
Veja mais aqui.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Crônica de Amor, a partir das 21hs (horário de verão), com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui .

CURSO DINÂMICO DE ORATÓRIA
Veja mais detalhes aqui.


domingo, setembro 27, 2015

DRIMA, GAL COSTA, PSICODRAMA, EDUCAÇÃO, CAPSI, CONSUMISMO & BRINCARTE DO NITOLINO!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? MÃE NATURA ENDOIDECEU – Pudera, avalie. Então vou contar uma história. Era uma vez... isso mesmo, era uma vez dois irmãos que nasceram normalmente como qualquer um da gente, cresceram, se estranharam, fizeram pacto de sangue, amaram, arengaram, fizeram de tudo, mas se mantiveram sob a assistência de um pai e de uma mãe, unidos e desunidos pelos catombos da vida. Isso até o dia que um deles percebeu que o outro tinha um privilégio: o que ele tinha era melhor que o dele. Ora, por que, hem? Isso deu numa insatisfação que foi ganhando força com o passar do tempo, alimentando uma raiva questionadora: se com um dava certo, por que a do outro não dava? E tome tempo no desagrado. Esse descontentamento chegou ao ponto de um matar o outro pra se apossar do que não era seu. Pronto. Aí começa todo o desentendimento da humanidade. Bastou Caim matar Abel e começar toda a discórdia na humanidade. Então, essa metáfora passou a representar o início da acumulação e da geração seguinte de toda espécie humana. Dá pra entender ou quer que eu desenhe? Vamos lá. A partir de então, pra ampliar o quinhão veio a caça e a coleta de raízes, folhas, frutos e sementes para a sobrevivência. Depois, a exploração e manipulação da pedra e de metais, seguindo-se a apropriação da Natureza por meio da domesticação de animais e cultivo do pastoreio e do arado. O negócio vai tomando jeito com a revolução agrícola que alcança os feudos com imensos acres de terras aráveis circundando a aldeia na relação do senhor e seus vassalos, assentando a servidão, a abastança com as pilhagens, o trabalho de camponeses e escravos. E se amplia com a intervenção cada vez maior: a mineração e fundição, o uso de metais como cobre, bronze, ferro, com as queimadas da madeira, a mecanização e o consumo, tudo aumentando a necessidade energética e a produção de alimentos. A riqueza e acumulação vão criando a ideia de progresso e desenvolvimento pelo consumo, ampliando a capacidade de apropriação e transformação dos recursos naturais que são alterados e degradados, não se sabendo ainda que isso vai dar numa brabeza de resultados complexos e generalizados dos problemas ambientais. Até aí nem se dá conta, tudo muito bom, tudo muito bem, só quando o cenário sempre lindo e maravilhoso muda, com o a inadvertida constatação de erosão do solo e da desertificação, da escassez de água doce, da redução do número de animais, do desmatamento... que coisa!?! Pois é, tudo simplesmente ação humana cada vez mais usando de forma desenfreada todas as tecnologias e hábitos de consumo acentuados. Quando menos se espera, lá vem o enterro voltando com a contaminação tóxica pela adoção de técnicas com uso de agrotóxicos e pesticidas; instalação de reatores nucleares, bomba de todo tipo, bueiro disso e daquilo, o diabo a quatro! Enfim, o Homo faber se transforma num maçarico doido e insaciável devorando tudo na Terra, até chegar a se prever o esgotamento e completo colapso dos recursos disponíveis. Eita! Quando paro para ver, constato o autoenvenenamento. A gente busca nossa própria sobrevivência com uma prática clara de autoenvenenamento mesmo. Danou-se tudo. Depois de vista a merda, tem que consertar. E aí? O pior: ao emendar, dá-se uma porqueira maior. Assim, ao longo de séculos e milênios no maior trupé, vai todo mundo enfiando o pé na jaca, melando tudo: explora-se muito mais do planeta porque a humanidade aumentou e precisa de mais comida e maior satisfação de desejos. É aí que o autoenvenenamento aumenta mais ainda. Quer dizer: empiora o piormente. E eu vou daqui entoando Vida Viva Verde (Canto Verde): Convém lembrar da vida aos olhos de todas as manhãs. Convém lembrar da terra dos pés de todas as cores, coisas, raças e crenças.Convém lembrar de todos os ventos,do rio de todos os peixes, todas as canoas, brejos, lagos e lagoas; de todos os mares, oceanos e marés; de todas as várzeas, todos os campos, todos os quintais de todas as frutas e infâncias; de todas as selvas dos bichos de todas as feras e mansas; de todas as matas, de todas as flores e folhas, de todas as aves, repteis e batráquios; de tudo que brilha pra gente um outro sentido de vida. Convém lembrar, acima de tudo, o direito de viver e deixar viver. Assim, eu canto e persisto cantando. Se não me ouvem, eu canto, a vida segue. E tome mais na exploração ambiental, desconhecendo prejuízos e danos. Aí, meu, Mãe Natura endoidece – parecida com a doidice de Maria Banga no advento da Besta Fubana. E com uma perspectiva recolhida do poeta Jayme Griz: ...E se Ela, que é Mãe, que é Sábia, que é Única, a cabeça perdeu... quanto mais eu... quanto mais eu...!?! E vamos aprumar a conversa aqui.

 Imagem: Children playing on the rocks with gulls (Bonhams, London), da pintora britânica Dorothea Sharp (1874-1955).


Curtindo o dvd Recanto (ao vivo – Universal, 2013), da cantora Gal Costa.

BRINCARTE DO NITOLINO – Neste domingo, a partir das 10hs, realizamos mais uma edição do programa Brincarte do Nitolino pras crianças de todas as idades, no blog do Projeto MCLAM. Na programação comandada pela Ísis Corrêa Naves muitas atrações: Turma da Mônica, Telmo e Tula, Cosme e Damião, Kuka, Meimei Corrêa, Sid O Cientista, Nita & a alimentação infantil, A Turma do Seu Lobato, Ana e as frutas, Patati e Patatá, Mastruz com Leite, Grupo Molejo & muito mais poesia, brincadeira, histórias e entretenimento pra garotada. No blog, muitas dicas de Educação, Psicologia, Direito das Crianças e Adolescentes, Teatro, Música e Literatura infantil, com destaque pro Brincar da Criança e as historias em quadrinhos dos Aventureiros do Una. Para conferir online e ao vivo todas as novidades e programação, clique aqui ou aqui.

EDUCAÇÃO E ÊXTASE – O livro Educação e êxtase: recuperando o prazer de ensinar e aprender (Summus, 1998), de George Leonard, trata do que é educação, o potencial humano, o meio ambiente desnudado, a cadeia do aprendizado, o malandro como professor, escolas, o futuro agora, o novo campo, os usos do extase, a grande mistificação da reforma escolar, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] As escolas, em sua maioria, não mudaram realmente. Não se apropriaram nem da brecha deixada pelo recuo dos primeiros educadores do passado, nem alteraram de maneira significativa a substancia e o estilo de seus ensinamentos. O método mais comum de instrução, hoje como na Renascença, é o professor que se posicionou em pé ou sentado em uma aula, diante de alguns alunos, quando então lhes apresentam fatos e técnicas de caráter verbal-racional. Nossas expectativas quanto ao que o animal humano pode aprender, fazer, ser, permanecem extraordinariamente baixas e temerosas. A definição que temos dos propósitos fundamentais da educação continua inadequadamente utilitária. O mapa que traçamos do território em que se dá o aprendizado continua antiquado: treinamento vocacional, deveres de casa, aulas de direção e outros temas superficiais, eles próprios limitantes e fragmentadores, invadiram o currículo mas são, em geral,  considerados fora do domínio central da educação. Esse domínio, esse venerável bastião, ainda é um lugar onde as pessoas são treinadas para dividir o seu mundo em sistemas simbólicos separados entre si, como a melhor maneira de subjugá-lo e manipulá-lo. Essa educação supra-racionalista e analítica ao extremo, tornou possível o colonialismo, a linha de produção, a viagem espacial e a bomba H. mas não foi capaz de tornar as pessoas felizes ou realizadas, nem atualmente lhes oferece meios de mudar, mudar em profundidade, em uma época que brada com a mesma urgência que caracteriza o voo do foguete: “Mudar ou morrer!”. Tudo que se faz hoje na maioria das escolas e universidades, como veremos, é apenas uma pequena fatia do que a educação pode vir a se tornar. Ainda assim, nossas instituições atuais demonstram uma ineficácia de enlouquecer, até mesmo para lidar com essa pequena fatia. [...] Diante disso, um habitante de outro planeta que nos visitasse poderia chegar à conclusão de que nossas escolas estão firmemente decididas a criar (em uma sociedade que oferece lazer e exige criatividade) uma geração de escravos infelizes [...]. Veja mais aqui e aqui.

HISTÓRIA DE DRIMA – Entre os contos de Magreb encontra-se um conto cabila que é oriundo dos berberes, povos do norte africano, que se distingue dos mzabita e dos targui, e que circula na região montanhosa da Cabilia, no nordeste da Argélia. Esse conto é denominado de História de Drima, a seguir transcrito: Amachabou! Escutem. Quem disser sim ganhará a sorte. Havia uma jovem muito bela chamda Drima. Um dia em que foi lavar sua longa cabeleira na fonte, um dos fios do seu cabelo ficou na água. Alguns instantes depois, seu irmão veio dar de beber a seu cavalo na mesma fonte. Assustado pelo cabelo que brilhava como um raio de sol, o cavalo recusou-se a beber, nitriu, e escarvou o chão com a pata. O jovem olhou o que havia, retirou da água o fio de cabelo, e tanto se perturbou que jurou casar-se com a sua dona. Voltou para casa e pôs-se a comparar esse cabelo ao de todas as moças da aldeis. Mas, nem pela cor nem pelo comprimento não concordava com nenhuma delas. Acabou por reconhecer que era de sua própria irmã Drima. E resolveu manter seu juramento, sem ousar, todavia, ainda revela-lo. Ele foi buscar tirgo e disse à sua imrã: - Toma-o. Iremos fazer uma festa. Enquanto Drima moiua trigo, o galo lhe dizia: - Dê-me qualquer coisa de comer, Drima, e eu lhe direi alguma coisa de muito interessante. – Deixe-me sossegada. Estou preparando a festa do meu irmão. – Dê-me qualquer coisa e eu lhe direi qualquer coisa. – Deixe-me preparar a festa do meu irmão. – Dê-me qualquer coisa, Drima. É interessante o que tenho a lhe dizer. – Seja, eu lhe darei um punhado de grãos. – Não chega. – Eu lhe darei as duas mãos cheias. – Não chega. – Eu lhe darei um balde cheio. – De acordo. – Pois bem! O que tem a me dizer? – Deixe-me antes comer até que eu não tenha mais fome. E quando ele se satisfez, o galo adiantou: - É com você, Drima, que seu irmão vai casar! Quase morta de vergonha e pavor, Drima procurou um meio de fugir, enquanto os convidados se reuniam para comer o cuscuz e o mechoui, escutar os cantores, dançar ao som das bendair e das ghitas. Levou seu irmão mais moço, de três ou quatro anos, para um lado e disse-lhe: - Quando eu montar no cavalo para o cortejo nupcial, você dirá que está com vontade de fazer pipi; mas me recusará de fazê-lo com qualquer pessoa que não seja eu. Ela conseguiu, dessa maneira, afastar-se de casa e fugiu no traje de noive até uma floresta onde havia uma grande rocha. – Abte-te, rocha! – disse ela, e a rocha abriu-se. Ela entrou. – Fecha-te, rocha! – e a rocha fechou-se sobre ela. Dias e dias se passaram e ninghuem soube o que havia acontecido à jovem desposada. Um rebanho de cabras veio passear na floresta. O bode subiu na rocha e mijou. Sua urina caiu sobre Drima que não podia mover-se. O cabreiro fez o mesmo e cantou uma canção. A voz de Drima fez-se então ouvir debaixo da pedra: - Quem é que está cantando? Que ele vai dizer a meu pai e a minha mãe que Drima está aqui na pedra. Advertidos, os pais e o irmão logo acorreram. O bode e o cabreiro molharam de novo a rocha e a voz de Drima fez-se novamente ouvir: - Vá dizer a meu pai e a minha mãe que Drima está na pedra. A mãe se aproximou e suplicou: - Drima, minha filha! Drima, minha filha! Abra a rocha. Mas Drima salmodiou: Antes era minha mãe, antes era minha mãe, agora é minha sogra. Rocha, continua fechada. O pai veio por sua vez e disse: - Drima, minha filha! Drima, minha filha, abra a rocha! Mas a voz respondeu: Antes era meu pai, antes era meu pai, agora é meu sogro, rocha, continua fechada. Um dos seus irmãos se aproximou e lhe disse: - Drima, minha irmã! Drima minha irmã! Abra a rocha! Mas Drima respondeu: Antes era meu irmão, antes era meu irmão, agora é meu cunhado, rocha, continua fechada. Enfim, o irmão e esposo aproximou-se para convencê-la: - Drima, minha irmã! Drima, minha irmã! Abra a rocha! Mas ele ouviu esta resposta: Antes era meu irmão, antes era meu irmão, agora é meu marido. Rocha, continua fechada. Todos foram embora consternados, menos o irmão esposo que subiu sobre a rocha e suplicou: - Minha irmã, minha irmã, não me mostrará nem mesmo o seu dedinho? Ele viu sair do chão o dedinho de Drima, apanhou sua faca e contou-o. – Meu irmão, - disse então a voz de Drima – eu imploro a Deus que lhe faça inflamar no joelho um espinho e que apenas eu possa extraí-lo com o dedo que cortaste! O irmão, com efeito, caiu do cavalo sobre um espinheiro alguns dias mais tarde e teve que se imobilizar. Nenhum remédio, nenhum médico, nenhum marabuto pode curá-lo. Drima começou a achar o tempo longo e a passar fome no rochedo. Pediu a Deus que lhe mandasse um cesto e um cajado. Saiu da pedra e partiu pelas estradas mendigando como uma velhinha. Veio o dia em que chovia muito forte diante da casa da sua família. Sua mãe compadeceu-se dela e fê-la entrar sem conhece-la. Drima aproximou-se do fogo e, depois de se haver aquecido, perguntou quem vivia ali. – Ah! Senhora! – disse a mãe, - Eu tinha uma filha e ela foi-se embora. Eu tenho um filho vigoroso e este está com um espinho no joelho. Ninguém pode retirá-lo e tu o vês deitado neste canto como um enfermo. – Deixe-me examiná-lo. Talvez Deus o cure. Ela se aproximou do doente, tateou o joelho com a mão mutilada envolvida por um pano e retirou o espinho sem dificuldade. Então seu irmão a reconheceu. E fez-se uma grande festa durante sete dias e sete noites. Eis o que ouvimos. Eis o que repetimos. Minha história andou de ribeiro em ribeiro. Contei-a a todas as pessoas nobres. E veja mais aqui, aqui e aqui.

A PALAVRA & UM BRINDE AO DESTINO – Conheci o professor, compositor e poetamigo Eduardo Proffa alguns anos atrás, quando eu apresentava o Tataritaritatá no programa Alagoas Frente & Verso, com o jornalista João Marcos Carvalho, na Rádio Difusora, em Maceió. A partir de então passei a acompanhar mais de perto seu trabalho poético, quando concedi uma entrevista pro seu projeto Villa Caeté. Nesse meio termo ele publicou o seu primeiro livro de poesia Ecos da cidade (2007) e firmou uma parceria com o cantor e compositor Jan Claudio, criando a dupla Nó na Garganta. Em seguida ele empenhou-se no projeto Nós Poetas – A Confraria e, como resultado, publicou este ano o seu segundo livro de poesias Hospedaria, do qual destaco inicialmente A palavra: Só quero a palavra / fincada no corpo / a palavra com sua nudez / uma palavra insensata, critica, ácida... / uma palavra humana, livre, profana / do jeito que vier. / Quero a palavra por sede, por fome / quero a palavra com sobrenome / para a vida e o amar. / E que seu desabrochar, seja tal qual uma flor / que traz encanto / que traz magia / que traz imensidão... / Quero a palavra de forma incerta, / metafórica ou reta / uma palavra que me cause superemacia / que me torne fálico, bucólico e antagônico / - enquanto lacônico, prolixo e fugaz - / quero a palavra solta do cais, / bradada na escuridão / onde a minha única solução / é transformá-la num poema. E, também, Um brinde ao destino: O dia que corre / a vida que passa / o olhar que procura... / então, cai a noite... / e entre o breu, o brilho e as paredes, / corpos e sons se misturam... / é! / Estamos em festa... / vamos celebrar o amor. – Um brinde ao destino. E veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

PSICODRAMA TRANSFORMADOR – No livro Psicodrama e neurociência: contribuição para a mudança terapêutica (Ágora, 2008), organizado por Heloisa Junqueira Fleury, Georges Salim Khouri e Edward Hug, encontro o capítulo denominado O psicodrama transformador na mudança terapêutica: diretrizes e recomendações, de Eduardo Hug e Heloisa Junqueira Fleury, do qual destaco os seguintes trechos: Moreno, o criador do psicodrama, percebeu ainda no início do século XX que tanto os indivíduos quanto as estruturas sociais necessitava de ajuda. Desenvolveu as bases filosóficas para uma ação transformadora do ser humano inserido em seu ambiente sociocultural, apoiado na convicção de que a criatividade poderia maximizar o potencial individual e coletivo. Porém, com a mudança paradigmática do final do século, a sociedade passou a conviver com o imprevisível, perdendo a tranquilidada dada por parâmetros de certeza. Esse novo modelo confirmou as bases filosóficas do psicodrama, ao considerar que todo conhecimento resulta do intercambio social e, portanto, da interdependência das pessoas. Ao negar a possibilidade uma verdade, contudo, validou outras bases epistemológicas, o que revoluciou as ciências de modo geral, inclusive as ciências sociais e a psicologia. [...] Assim, ao lidar a cada dia com um ser humano diferente inserto num ambiente em continuo movimento, muitas vezes apresentando um empobrecimento da vida emocional, o psicodramatista precisa ter muita clareza dos fundamentos filosóficos do método psicodramático, base para a ativação dos mecanismos terapêuticos nessa abordagem. A neurociência traz novos elementos para reconhecermos fenômenos próprios da intersubjetividade e da subjetividade humana [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

UM SUPERMERCADO QUE VENDE PALAVRAS – O filme 1,99 – um supermercado que vende palavras (2003), dirigido por Marcelo Masagão e roteiro do diretor e de Gustavo Steinberg, e música de Wim Mertens e André Abujamra, conta a história de um supermercado que exibe todas as mercadorias em embalagens brancas, com clientes – homens, mulheres, crianças, idosos, moços - que passam o tempo todo enchendo carrinhos de compra sem conseguir deixar nada no local. Nas prateleiras encontram-se apenas palavras cheias de frases publicitarias famosas e noções como felicidade, sonhos, segurança pessoal, sexo, ideologias, havendo personagens como desejo, angustia e compulsão. O filme é uma critica ao consumismo, mostrado o domínio da vida pela mercadoria levando à destruição. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
ENSINO, PESQUISA & EXTENSÃO – O Centro Acadêmico Martín-Baró que reúne os estudantes do curso de Psicologia do Centro Universitário Cesmac, realiza na próxima quarta-feira, dia 30 de setembro, a partir das 17hs, na sala 23 do Campus III, o debate sobre a temática Ensino, pesquisa e extensão: os três pilaresdo mundo acadêmico. O evento tem o intuito de fomentar a produção de Pesquisa e Extensão na IES por meio de debate com estudantes pesquisadores e extensionistas, que falarão suas experiências relacionadas a esses dois fundamentos do mundo acadêmico. Além disso, contará com a participação de alguns docentes que promovem a produção científica na instituição. Veja mais aqui e aqui.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Programa Domingo Romântico, a partir do meio dia, no blog do Projeto MCLAM, com reprise de toda programação da semana e a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Na programação: Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...