Mostrando postagens com marcador Neuroplasticidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Neuroplasticidade. Mostrar todas as postagens

domingo, setembro 07, 2014

ERICA JONG, FLEUR JAEGGY, DANIÈLE THOMPSON & CAROL BURNETT

 


A VIUVA DA CAUSA – Emily enviuvou e não abdicou da família Stowe, da mesma forma que se manteve Jennings no casamento. Desde Ontário, quando seu pai se converteu ao metodismo, sua mãe manteve a si e as filhas como quakers, estudando na escola estadunidense de Rhode Island. Ao tentar ingressar na faculdade de Ontário foi recusada por ser mulher, matriculando-se noutra escola em Toronto. Formou-se para ocupar a direção de uma escola na sua cidade, a primeira a ocupar tal cargo no Canadá. Tornou-se professora e, além de lecionar, iniciou sua luta pública pela igualdade entre homens e mulheres. Daí então casou-se e, sete anos depois, enviuvou logo após o nascimento da terceira filha. Foi então que se decidiu a ser médica e recebeu a informação do vice-diretor: As portas da universidade não estão abertas para as mulheres e acredito que nunca estarão. Foi então que decidiu se formar nos Estados Unidos, retornando ao seu país natal para inaugurar uma clínica em Toronto. Durante os estudos conhece a ativista Susan Anthony, ocasião em que testemunhou as divisões das sufragistas estadunidense, frequentando clubes femininos de Ohio. Retornou ao seu país para fundar o Clube Literário Feminino de Toronto que, depois, tornou-se em associação pelo sufrágio feminino canadense. Daí, então, desenvolveu um trabalho sobre a saúde da mulher, fez campanha por melhores condições de trabalho e recebeu, finalmente, uma concessão para estudar, tendo em vista a exigência de profissionais com diplomas estrangeiros. Ali enfrentou hostilidades de docentes e discentes, recusando-se a realizar exames orais, decidindo abandonar a escola. O Conselho da classe médica concedeu-lhe licença para praticar a profissão com base na sua experiência homeopática. Tornou-se a primeira mulher a exercer a medicina no Canadá, a segunda a ser licenciada para a profissão no país. Ativista dos direitos e sufrágio da mulher, passou a presidir a Dominio Women’s Enfranchisement Association e denunciou a corrupção de grandes empresas e o governo. Incansavelmente fez campanha para a criação da primeira faculdade de medicina para mulheres, participou da Congresso Feminino da Exposição Universal e aposentou-se depois de ter o quadril quebrado. Não conseguiu presenciar o êxito de suas campanhas, faleceu muito antes. Viva Emily Howard Stowe (1831-1903). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – Quando nos encontramos com amigos à noite, nossos amigos e nós mesmos não somos a mesma pessoa à tarde. A tarde ou o dia ou o que quer que seja. Porque pensei que todos nós temos poucas escolhas na vida. Acordar de manhã e ir trabalhar não é uma escolha. É uma obrigação... Você pode tomar a decisão de não sair para jantar. Você tem essa escolha. Você pode ligar dizendo que está doente. Estou com dor de cabeça. Eu tenho um problema. Então, se você sair, a educação – o mínimo que você pode fazer é trazer algo de si mesmo. O seu lado mais ensolarado. E é isso que as pessoas fazem. E, portanto, as pessoas mentem. As pessoas fingem. E o que há de adorável nisso é que é uma espécie de pedido de desculpas. É um aspecto da vida que considero muito importante na vida social. Você acredita em si mesmo. Isso faz você se sentir melhor. Você tem uma espécie de entreato. Um intervalo em sua própria vida onde você riu e contou piadas engraçadas, e fingiu que tudo estava indo bem com seu casal, seus filhos e seu trabalho... Escrever o roteiro é um procedimento muito íntimo porque você obviamente cria coisas que tem em mente e há uma liberdade que deve existir... É mais um plano do que um sonho. Quando começamos a rodar um filme, não sabemos como tudo vai correr, se vai ser um sucesso. Estamos constantemente em dúvida. Este é um trabalho dos sonhos, mas todo projeto é bastante imprevisível e cheio de surpresas... Meus filmes sempre foram uma mistura de comédia e algo um pouco triste também. Estou sempre indo de um para o outro. Como roteirista, fiz coisas muito diferentes. Eu realmente passei de um diretor para outro e de um período para outro. Foi muito diversificado. Agora, acho que talvez devesse ir para algo muito diferente e tentar pensar em fazer um filme de época. Veremos... Pensamento da cineasta e roteirista monegasca Danièle Thompson, que dirigiu, entre outros filmes, a premiada comédia romântica Fauteuils d'orchestre (2006), que conta a história de Jessica, interpretada pela belíssima atriz belga Cécile de France, uma jovem que se muda de sua pequena cidade na Borgonha para Paris e lá começar uma vida nova inspirada na sua vó Madame Roux que sempre amou o luxo. Na capital francesa ela encontra dificuldade para encontrar trabalho e passa uma noite sem abrigo, até consegui um emprego de garçonete num pequeno café, o Bar des Théâtres, que seguia a tradição de nunca contratar garçons mulheres. Pois bem, ao ser contratada pelo proprietário que aguardava grandes multidões, por conta das proximidades com o Théâtre des Champs-Élysées e a sala de concertos da Avenue Montaigne. Ela recebe as boas-vindas de uma das funcionárias dos bastidores do teatro, Claudie, oportunidade em que conhece várias pessoas que estão lidando com diversas crises ou mudanças na vida, como por exemplo Catherine, que é uma atriz que foi rotulada por seu papel em uma popular novela de TV e que anseia por fazer um trabalho mais gratificante artisticamente, alternando entre sua novela de TV e a produção de uma peça de Georges Feydean , raramente conseguindo tempo para dormir, exceto em táxis, tendo, inclusive, uma nova oportunidade que surgiu quando o diretor de cinema estadunidense Brian Sobinski chega por ali para lançar um novo filme baseado na vida de Simone de Beauvoir. Outra pessoa que ela conhece é o Jean-François, que é um pianista de renome mundial que não deseja nada mais do que partilhar a sua forma de tocar com aqueles que menos a apreciam e afastar-se dos concertos formais de música clássica, razão pela qual deixa sua esposa Valentine desconcertada e que também é sua empresária, por todo o planejamento que ela fez para sua carreira. Um outro que ela chega a conhecer é Jacques, que é um colecionador de arte que decidiu vender sua coleção no fim da vida, juntamente com seu filho Frédéric que têm um relacionamento um tanto tenso, o que não é ajudado pelo fato de Jacques ter um relacionamento com Valérie, muito mais jovem, com quem o próprio Frédéric já teve um caso, separando-se da esposa. Todos os três enfrentam momentos decisivos em suas vidas na mesma noite, com Jéssica como um fio condutor entre os três. A música do filme é outro importante detalhe do filme: foi composta pelo compositor clássico de trilhas sonoras para filmes e peças de teatro italiano Nicola Piovani, tendo como consultor técnico o pianista francês François-René Duchâble, o qual incorpora o personagem Jean-François Lefort, com elementos das atitudes expressas pelo próprio pianista em relação ao mundo da música clássica. No filme, Jean-François afirma não gostar do estresse e da formalidade do mundo da música clássica e deseja realizar concertos para crianças e doentes, refletindo-se nas declarações públicas que Duchâble fez em anos anteriores. O álbum com a trilha sonora (EQM, 2006) reúne momentos inesquecíveis, com o finale da sonata A tempestade de Beethoven, a Consolação nº 3 de Liszt, duas obras de Bécaud (Solidão não existe e A Rosa é a parte importante), e o piano Concerto 2 de Rachmaninov. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Comédia é tragédia mais tempo... Brinque, querido, apenas brinque... Ninguém nunca disse que a vida era justa. Apenas agitada. Porque ninguém passa a vida sem cicatriz. Só eu posso mudar minha vida. Ninguém pode fazer isso por mim. Sempre cresci a partir dos meus problemas e desafios, das coisas que não dão certo, foi aí que aprendi de verdade. Dar à luz é como pegar o lábio inferior e forçá-lo sobre a cabeça. As palavras, uma vez impressas, têm vida própria. Quando você tem um sonho, você precisa agarrá-lo e nunca mais largá-lo. Pensamento da atriz, comediante, cantora e escritora estadunidense Carol Burnett, que é autora da obra One More Time: A Memoir (Random House, 2003), expressando que: […] A calçada estava toda rachada e ondulada, como pequenos morros, e as ervas daninhas subiam pelo cimento. De qualquer forma, tive que andar de patins até lá, porque eles não me deixavam perder de vista e podiam me observar do balanço na varanda da frente da velha casa. Era difícil andar de skate lá, e eu continuava caindo e ficando com feridas nos joelhos... Às vezes, quando me deixavam sozinho no 102 para ir à loja, eu ligava o rádio e dançava pela sala. Eu subia nos móveis e pulava do sofá para a cama e para a cadeira, pulando e girando o tempo todo. [...].

 

DOCES DIAS DE DISCIPLINA – [...] Eu ainda pensava que para conseguir algo você tinha que ir direto ao seu objetivo, ao passo que são apenas as distrações, a incerteza, a distância que nos aproximam dos nossos alvos, e então são os alvos que nos atingem. [...] É do conhecimento geral que um novo líder odiará os favoritos dos antecessores. Um internato é como um harém. [...] O vento enrugava o lago escuro e os meus pensamentos enquanto varria as nuvens, cortando-as com o seu machado; entre eles você poderia apenas vislumbrar o Juízo Final, declarando cada um de nós culpado de nada [...] A campainha toca, nos levantamos. A campainha toca novamente, vamos para a cama. Retiramo-nos para os nossos quartos; víamos a vida passar debaixo das nossas janelas, observávamos-na nos livros e nos nossos passeios, observávamos a mudança das estações. Foi sempre um reflexo, um reflexo que parecia congelar no parapeito das nossas janelas... Imaginávamos o mundo. O que mais podemos imaginar agora senão a nossa própria morte? A campainha toca e está tudo acabado [...] Pelo menos para aqueles de nós que passaram nossos melhores anos como internos. Encontramos nossas irmãs em seus rostos. Uma estranha familiaridade nos une, um culto aos mortos. Todas aquelas garotas que conhecíamos se infiltraram em nossas mentes, tornaram-se uma tribo; e eles voltam para nós numa espécie de florescimento póstumo. Empoleirados como estiletes em nossas sobrancelhas, dormindo em uma fileira de camas. Vejo meus pequenos companheiros de quando eu tinha oito anos, em lençóis brancos e brilhantes, com seus sorrisos, suas pálpebras baixas; seu olhar se esvaiu. Dividíamos nossas camas com eles. Também nas prisões os presos não se esquecem dos companheiros de cela. São rostos que alimentaram e devoraram nossos cérebros, nossos olhos. Não há tempo, naquele momento. A infância é antiga. [...] Nossas mentes são uma série de sepulturas numa parede. Nossas não-entidades estão todas lá quando o registro é chamado, criaturas gulosas; às vezes eles voam como abutres para esconder o rosto daqueles que amamos. Uma multidão de rostos habita as sepulturas, um rico pasto. [...]. Trechos extraídos da obra Sweet Days of Discipline (Paperback New Directions, 1993), da escritora suíça Fleur Jaeggy.

 

DOIS POEMAS - O FIM DO MUNDO - Aqui, no fim do mundo, as flores sangram como se fossem corações, \ os corações exalam uma escuridão como tinta nanquim, \ & poetas mergulham suas canetas & eles escrevem. \ "Aqui, no fim do mundo," \ eles escrevem, \ sem saber o que isso significa. \ "Aqui, onde o céu amamenta com leite preto, \ onde a chaminé alimenta o céu, \ onde as árvores tremem de terror \ e as pessoas passam a se parecer com eles... \ "Aqui, no fim do mundo, os poetas estão sangrando. \ Escrevendo e sangrando são considerados iguais; \ cantando e sangrando são considerados iguais. \ Escreva-nos uma carta! \ Envie-nos um pacote de comida! \ Conforte-nos com provérbios ou frutas cristalizadas, \ com falar de um Deus. \ Distraia-nos com teorias da arte ninguém pode provar. \ Aqui no fim do mundo nossas cabeças estão vazias, \ & o vento passa por eles como fantasmas através de uma casa mal-assombrada. AUTOBIOGRÁFICA - O amante nesses poemas sou eu; \ o médico, Amor. \ Ele aparece como marido, amante analista e musa, \ como pai, filho e talvez até Deus e certamente a morte. \ Tudo isso é verdade. \ O homem para quem você recorre no escuro são muitos homens. \ Este é um segredo aberto mulheres compartilham \ e ainda concorda em se esconder \ Até parece eles poderiam então esconder isso de si mesmos. \ Eu não vou me esconder. Escrevo nu. \ Eu cito nomes. Eu sou eu. \ O nome do médico é Amor. Poemas da escritora e educadora estadunidense Erica Jong. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

THOMAS KUNH: A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS – O livro A estrutura das revoluções científicas, do físico e filósofo da ciência estadunidense Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), aborda temas como a rota e natureza da ciência normal como resolução de quebra-cabeças, a prioridade dos paradigmas, a anomalia e a emergência das descobertas científicas, as crises e a emergência das teorias científicas, a natureza e a necessidade das revoluções científicas, a revoluções como mudanças de concepção de mundo, a invisibilidade das revoluções e sua resolução, o progresso através de revoluções, os paradigmas e a estrutura da comunidade, a constelação dos compromissos de grupo, os exemplos compartilhados, conhecimento tácito e intuição, incomensurabilidade e revoluções, revoluções e relativismo, a natureza da ciência, entre outros assuntos. A FUNÇÃO DO DOGMA NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA – A obra A função do dogma na investigação científica de Thomas Kuhn, trata das várias características do que é científico: a objetividade, a dogmatização das ciências, a Física de Aristóteles, o Almagesto de Ptolomeu, os Principia e a Óptica de Newton, a Eletricidade de Franklin, a Química de Lavoisier, a Geologia de Lyell, no estabelecimento de paradigmas, entendendo que o dogma é uma maneira de resolver problemas, de descobrir a verdade a partir da ciência. Para o autor o paradigma deve ter sempre um sentido e uma fonte de pesquisa, para isso ele precisa de liberdade de pesquisa. O seu pensamento filosófico tem como metáfora um quebra-cabeça, que significa que a filosofia é um problema a ser resolvido.Entende que a ciência se divide em: ciência madura que é aquela que é renovada sem serem esquecidos os seus princípios e que depende do dogma; a ciência normal que é o processo de renovação; as ciências naturais que visam os estudos da natureza e seus aspectos gerais; as ciências extraordinárias que é uma ciência evoluída com mudança dos paradigmas; e a ciência pré-paradigmática que é o inicio da hipótese, além de abordar outros tantos temas. A TENSÃO ESSENCIAL – O livro Tensão social, de Thomas Kuhn, é uma coletânea de ensaios do filósofo acerca da historiografia da ciência, dentre outros temas que tangenciam sua busca por uma metodologia para esta área, propondo reflexões contundentes que conseguem se manter atual por tanto tempo e buscando novas formas de pensar a história da ciência e refletindo a amplitude dos interesses do autor. Na primeira parte ele realiza os estudos historiográficos com sete ensaios relacionados diretamente à história da ciência. Em seguida ele aborda do tema sobre paradigmas, a partir de um argumento circular e esmiuçando as condições essenciais. A REVOLUÇÃO COPERNICANA – Essa obra de Thomas Kuhn as transformações conceptuais originadas pelas descobertas da ciência astronômica e suas repercussões na Cosmologia, na Física, na Filosofia e na Religião, sob o ponto de vista da História e da Ciência. Trata das modificações ocorridas a partir da obra de Copérnico revolucionando as ideias, observando o descontinuísmo do progresso em ciência, defendendo uma teoria que não constitui a evolução da anterior, mas o rompimento por meio de uma nova teoria, caracterizando os momentos de ruptura que separam uma fase da outro e que se tornam, às vezes, antagônicos, entendendo que o inicio de um novo paradigma se dá pelas incompatibilidades que ocorrem com a maturidade do paradigma então vigente. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998.
_______. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR-SCHLA, 2012.
______. A tensão social. São Paulo: Unesp, 2006.
______. A revolução copernicana. Coimbra: Almedina, 1996.

NEUROPLASTICIDADE – Todo tecido nervoso apresenta plasticidade,q eu é a capacidade de alterar de modo mais ou menos prolongado a sua função e a sua forma. A neuroplasticidade deriva dos fenomenos do desenvolvimento ontogenético, mas pode se estender até a maturidade. Define-se neuroplasticidade como a propriedade do sistema nervoso de alterar a sua função ou a sua estrutura em resposta às influências ambientais que o atingem. A plasticidade axônica se refer à capacidade dos axônios e seus terminais de reorganizarem a sua estrutura em resposta às influências do ambiente. Difere da regeneração axônica porque nesta são os próprios axônios lesados que respondem ao insulto, enquanto na plasticidade axônica os axômios respondentes são íntegros, e podem modeficar-se mesmo sem a ocorrência de lesões, em circunstâncias fisiológicas. Essa capacidade plástica é o modo que o sistema nervoso utiliza – especialmente durante o desenvolvimento – para lapidar os circuitos neurais de acordo com as influências ambientais. A plasticidade sináptica é a forma prevalente no cérebro adulto normal, dela decorre a capacidade extraordinária que o cérebro tem de armazenar informação. A potenciação de longa duração (LTP – long term potentiation) é definida como o aumento prolongado da magnitude de resposta sináptica de um neuronio, quando o neurônio pré-sinaptico é estimulado por uma salva curta de alta frequência, sendo um fenônemo típico de sinapses excitatórias glutamatérgicas, e foi demonstrado em diferentes regiões do sistema nervoso central, sendo possivelmente uma propriedade universal do tecido nervoso. REFERÊNCIA: LENT, Roberto. Neurociência da mente e do corpo. RJ: Guanabara Koogam, 2008. Veja mais aqui e aqui.

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO – O sistema nervoso autônomo (SNA) é formado pelas divisões simpática e parassimpática, e é concebido como a via eferente das reações de controle dos órgãos e tecidos do corpo de um modo geral, produzidos por motivos homeostásicos, ou como expressão das emoões. Os corpos celulares dos neuronios motores simpáticos estão localizados na substancia cinzenta das regiões torácica e lombar da medula espinhal. As fibras desses neuronios saem pelas raizes ventrais. Após se unirem aos nervos espinhais, as fibras se ramificam e passam pelos glângios simpáticos. Os axônios que deixam a medula espinhal pelas raizes ventrais pertencem aos reuronio pré-ganglionares. Os axonios pré-ganglionares simpáticos entram nos gânglios da cadeia simpática para vertebral. A maior parte desses axônios faz sinapses ali, porém outros axônios passam direto por esses gânglios e dirigem-se aos gânglios simpáticos pré-vertebrais. Com uma única exceção, todos os axônios pré-ganglionares fazem sinapses com neuronios localizados em um desses gânglios. Os neuronios que formam sinapses com os axônios pré-ganglionares são denominados neurônios ganglionares, e as fibras que saem desses neuronios são as fibras pós-ganglionares. Estas se projetam para diversos órgãos-alvo, tais como intestino, estomago, rins ou gladulas sudoríparas. A divisão simpática do SNA controla a medula supra=renal, um conjunto de células localizadas no centro da glândula supra-remnal. A medula supra-renal tem grande semelhança com os gânglios simpáticos. É diretamente inervada pelas células pré-ganglionares e suas células secretoras têm a mesma origem embriológica dos neuronios ganglionares. Quando estimuladas, essas células liberam para a circulação da divisão simpátic. Os corpos celulares que dão origem aos axônios pré-ganglionares da divisão parassimpática, localizados em duas regiões: nos núcleos de alguns nervos cranianos e na coluna intermediária da substancia cinzenta da região sacra da medula espinhal. Os gânglios parassimpáticos estão localizados na vizinhança imediata dos órgãos-alvo. Os botões terminais dos neurônios ganglionares da divisão parassimpática secretam aceticolina (neurotransmissor envolvido com a memória e a aprendizagem), enquando os da simpática secretam norepinefrina (uma das monoaminas que influencia o humor, a ansiedade, sono e alimentação). REFERÊNCIA: LENT, Roberto. Neurociência da mente e do corpo. RJ: Guanabara Koogam, 2008. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
As mulheres soltam o verbo, o verso & o sexo porque todo dia é dia delas aqui.

E mais:
William Shakespeare, Émile Zola, Giovani Casanova, Federico Fellini, Emmylou Harris, Hans Christian Andersen, Harriet Hosmer, Max Ernst, Raínha Zenóbia & Os contos de Magreb aqui.
Literatura e História do Teatro aqui.
Pequena história da formação social brasileira, de Manoel Maurício de Albuquerque aqui.
A linguagem na Filosofia de Marilena Chauí aqui.
A poesia de Chico Buarque aqui.
Vigiar e punir de Michel Foucault aqui.
Norberto Bobbio e a teoria da norma jurídica aqui.
Como se faz um processo, de Francesco Carnelutti aqui.
As misérias do processo penal, de Francesco Carnelutti aqui.
Boca no trombone aqui.
Todo homem que maltrata uma mulher não merece jamais qualquer perdão aqui.
Teóphile Gautier, Ricardo Machado, Neurodesenvolvimento & transdisciplinaridade aqui.
James Baldwin, Naná Vasconcelos, Raul Villalba, Wanderlúcia Welerson Sott Meyer, Ronald Augusto, Monique Barcello & Lia Rosatto aqui.
A literatura de Antonio Miranda aqui.
Biziga de amor & Programa Tataritaritatá aqui.
O Teatro da Espontaneidade & Psicodrama aqui.
Walt Withman, Mariza Sorriso, Holística, Psicologia Social & Direito Administrativo aqui.
A mulher na História aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis Nefelibata
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.



quinta-feira, março 07, 2013

WILLA CATHER, AFANASY FET, THORNTON WILDER & LITERÓTICA

 

LITERÓTICA: PARTILHA - Saibam todos quantos virem esta canção entoada que eu amo esta mulher nua e linda como a terra que me faz abrigo e me reparte toda a felicidade universal de sua beleza ruidosa no meu coração. Saibam. E que este poema exaltado seja o testemunho do quanto vivo e me sou dado à propícia magia da boca fresca de uma mulher com o seu riso refulgente espalhando o prazer perpétuo, onde fecho os olhos para imergir no beijo e seja lá o que deus quiser. Por isso eu canto toda canção para ela nua e linda, porque eu conheço todas as astúcias de quem cavalga na minha carne onde o seu nome é o sexo úmido a pulsar exsudando gozo aos grandes goles. Por isso eu declamo aos quatro ventos todos os versos viscerais do meu poema imperfeito, porque conheço a fundura do paladar de quem se debruça oferecendo a maçã com um verso na mão estendida e uma poesia na carne de todos os molhos para que eu faça festa impudente e reine com açoites para ocultar-me no porão de sua alma. Por isso vou vociferando com meu coração barulhento todas as rezas da maior adoração de quem na lonjura conhece o abraço do jeito irrigado que tece a luz do sol e vou decidido a transpor além das margens e colunas do seu jeito crepuscular à maneira de quem soterra quente rajada do que sou por todos os lados até levar-me tapete mágico por todos os seus dons ao alcance do meu canto. Por isso sou terno eternamente grato porque conheço o perfume de quem me espera nua em cada esquina, porque conheço o aguaceiro que nos lava o íntimo envolto em névoas oníricas até sermos alagados de suspiros na luz rubra do archote que empunhamos em nome da paixão. Por isso sou reiteradamente grato porque conheço o namoro do olhar que não repara de nada e reata amorante as distâncias por todos os ângulos de espera e se arrasta até pôr-se de pé pedinte e acossada que eu seja infindável na minha poesia rústica até a fronteira que nos divide quando somos na total comunhão. Por isso me faço cantor para envolver os braços de cisne jurado de amar que não medem um palmo sequer, nem se demora um triz e prevalece na altura estelar adivinhando a vigília de quem é capaz de empreender a mais inescrutável loucura na voz que trespassa tudo a me dizer que amar é costume gostoso que dá na gente e faz da vida a festança de partilhar do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja também abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Oh, terra, você é maravilhosa demais para que alguém perceba você. … Os seres humanos realizam a vida enquanto a vivem? — A cada, a cada minuto?... 99% das pessoas do mundo são tolas e o resto de nós está em grande perigo de contágio... Ou vivemos por acaso e morremos por acidente, ou vivemos por planos e morremos por planos... Pensamento do escritor estadunidense Thornton Wilder (1897-1975). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: A matéria orgânica, especialmente o tecido nervoso, parece dotada de um grau extraordinário de plasticidade. Pensamento do filósofo e psicólogo estadunidense William James (1842-1910). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

A CANÇÃO DA COTOVIA - [...] Os grandes pinheiros ficam a uma distância considerável uns dos outros. Cada árvore cresce sozinha, murmura sozinha, pensa sozinha. Eles não se intrometem um no outro... [...]. Trecho extraído da obra Song of the Lark (Vintage, 1999), da escritora estadunidense Willa Cather (1873-1947), contando a história de uma artista de uma pequena cidade que descobre e desenvolve sua voz cantando, aprendendo a si mesma, seus pontos fortes e seu talento, até alcançar o sucesso. Já na obra Uma dama perdida (Relógio D’água, 2007), o trecho: [...] Ele tinha visto o fim de uma era, o pôr do sol do pioneiro. Ele o encontrou quando sua glória já estava quase esgotada. [...]. Veja mais aqui e aqui.  

 

NÃO A ACORDE DE MADRUGADA - Não a acorde do sono ao amanhecer, / Ao amanhecer ela está dormindo doce demais. / Em seu seio há o sopro da manhã, /Nas bochechas as covinhas florescem com ele. / Quente é este sono profundo da empregada. / No entanto, ela agora é estranha a problemas; / Pelos ombros estão correndo suas tranças / Como fitas escuras em mármore branco como a neve. / Muito tempo na janela na noite passada / Completamente sozinha ela estava olhando a lua / Que estava brincando com as nuvens como se / Desejasse provocá-las enquanto amorosa e abençoada. / E quanto mais tenra a noite se tornava opaca, / E mais alto cantava um rouxinol, / Mais e mais ela sentia uma doce dor, / De excitação ela empalidecia. / É por isso que são acariciados pela manhã / Seus seios jovens e as covinhas, de fato. / Acorde-a de madrugada... / De madrugada ela está dormindo doce demais. Poema do poeta russo Afanasy Fet (1820-1892). Veja mais aqui.

 

LITERÓTICA: TUDO MEU SE REALIZA NELA

A EXPLOSÃO DO PRAZER

GILBELA, É NELA QUE A BELEZA SE REVELA

O SABOR DA PRINCESA QUE SE FAZ SERVA NA MANHÃ

O CATECISMO DE ZÉFIRO & O ROL DA PAIXÃO

CHERIE, MA CHÉRIE

O PRAZER DO AMOR NA VARANDA DA NOITE


AIDS E EDUCAÇÃO - O impacto da Aids durante os últimos anos tem sido devastador. O cuidado e a prevenção da Aids  está centrada principalmente com a contaminação por via sexual. O assunto poderia ser abordado por várias especialidades médicas que se envolvem na complicada tarefa de convencer o paciente a tomar certas atitudes ou obedecer a algumas regras. Desde o início da epidemia, o assunto foi tratado de diversas maneiras, mais ou menos conservadoras como, por exemplo, a abstinência sexual, a redução de parceiros sexuais, o uso de preservativo em todas as relações sexuais e a camisinha feminina. O pressuposto básico das campanhas é a disponibilidade de informação que levaria à mudança de comportamento. A equação automática que se realiza é a seguinte: informação correta igual mudança de comportamento. Excluindo-se razões socioeconômicas para a prevenção da Aids, como o alto custo dos preservativos, o baixo nível de escolaridade da maioria da população, que, embora não menos importantes, observa-se que mudanças de comportamento como as que se recomendam à prevenção da Aids não são fáceis de ocorrer.
Estudos científicos e pesquisas de opinião mostram que, apesar da população brasileira de grandes centros urbanos estar razoavelmente informada sobre a doença, existe um descompasso entre o nível de informações sobre a doença e o que concretamente acontece em termos de prevenção.
A antropologia pode contribuir para entender a complexidade dessa questão. Para compreender as dificuldades da prevenção da Aids é necessário considerar que qualquer ação preventiva, como qualquer outro fato social, está cercada de códigos, relações e interpretações sociais e culturais. Uma questão fundamental é a racionalidade implícita nos pressupostos das ações preventivas. Nesse contexto, tudo se passa como se o conhecimento técnico-científico da doença, portanto baseado na racionalidade, por si fosse suficiente para convencer as pessoas a mudar de comportamento. Muitos exemplos mostram que, apesar de informadas sobre a doença, as mulheres não mudaram de comportamento, mesmo com a ameaça da Aids. O que poderia, na prática clínica, ser ampliado para várias outras situações. A questão fundamental é por que a informação não leva, necessariamente, às desejadas mudanças de comportamento.
A informação é fundamental para a prevenção de doenças, sendo uma questão de cidadania. Todavia, não é o único ingrediente presente nessa complexa relação entre saber/conhecer a doença e fazer algo concreto em termos de prevenção. Nos diversos estudos realizados pela comunidade acadêmica, surgem duas questões muito importantes: a de que as pessoas fazem parte de um contexto cultural em que suas escolhas fazem sentido ou não de acordo com o que é valorizado socialmente, e para se pensar a prevenção não se pode ter um olhar individual e particular sobre o problema. Transpondo esse raciocínio para a prevenção da Aids, é necessário buscar a lógica que dá sentido ao comportamento arriscado das mulheres. Embora contaminadas ou expostas ao HIV em contextos muito diferentes (e a prostituição é uma situação limite quanto aos perigos), a cultura é o filtro pelo qual os perigos são reconhecidos e prevenidos ou não. A prevenção de doenças, no caso a Aids ou qualquer outra que envolva mudanças de comportamento, é difícil de ocorrer. Todavia, não é impossível. Uma possível estratégia seria o discurso de prevenção tentar se aproximar ao máximo do universo cultural da população que pretende atingir. É bom lembrar, também, que toda mudança de comportamento tem limites, sejam eles culturais, sociais, econômicos ou psicológicos que devem ser respeitados, ainda que caminhem no sentido contrário à promoção da saúde em geral. Com isso, passa-se a entender que a prostituição é uma atividade condenada, desprezada e isolada pela sociedade, apesar deste poder ter como uma das suas causas, a própria desigualdade social e econômica. E sendo essa desigualdade, algo extremamente antigo em nossas sociedades, encontramos citações sobre a prostituição ao longo da história da humanidade, sendo que em alguns momentos ela é vista enquanto atividade estigmatizada e em outros, segundo Tannahill (apud Abramovay, 1999), assume um papel sagrado como no caso dos Sumérios e Babilônios.  Ainda segundo o autor, em achados arqueológicos da época de Hamurabi (1750 a.C.), encontrou-se citações sobre as prostitutas sagradas, as quais podiam estar relacionadas a rituais de fertilidade. Tannahill (Abramovay, 1999) ainda faz referência a vestígios que datam do período após a época de Salomão, onde são citados os prostitutos homens da terra. Segundo Martin (1999), apesar de antiga, a prostituição ainda existe e vem apresentando um grande crescimento no número de seus profissionais, os quais objetivam a busca do prazer e/ou do dinheiro. Assim, a prostituição homossexual vem se mantendo “[...] em quase todos os períodos da história da humanidade, adaptando-se as variáveis de tempo, crenças e valores, de acordo com a cultura na qual ela se insere” (Martin 1995:.3). Para Gregersen (apud Brasil, 1999), a prostituição masculina tem sua história sempre ligada as práticas homossexuais, assim não havendo relatos nas sociedades mais antigas de mulheres fazendo uso dos serviços oferecidos por estes profissionais. Goldenson & Anderson (apud Brasil, 1999:.3) definem “a prostituição homossexual como forma de prostituição pela qual garotos ou jovens prestam serviços sexuais para outros homens em troca de dinheiro ou de outras vantagens, como favores ou proteção na prisão”. Perlongher (apud Martin, 1999) e Goldenson & Anderson (apud Brasil, 1999) definem os michês, como jovens que vendem os seus serviços sexuais para homens que estão a procura de práticas homossexuais, sendo que em sua causística de rua, a freqüência feminina enquanto clientela é insignificante. Ainda segundo os autores esse termo está relacionado ao ato de prostituir-se, porém sem deixar a masculinidade para um segundo plano. Assim, o michê se traveste de homem, da mesma maneira que o travesti de mulher (Fry & Macrae apud Brasil, 1999). Segundo Morse et al. (apud Martin 1999), “[...] a prostituição, abuso de substâncias (álcool, drogas), uso inadequado e inconsciente do condom, comportamentos sexuais inseguros, além dos riscos intrínsecos dos parceiros (promiscuidade, uso de drogas endovenosas) são componentes de risco para os quais a prostituição masculina tem alta propensão”. Assim, fazendo dos michês um importante elo epidemiológico na aquisição e transmissão do HIV entre indivíduos de alto risco para população.
Sabemos que hoje a pandemia Acquired Immunedeficiency Syndrome (AIDS), a qual tem como agente etiológico o Human Immunodeficiency Virus (HIV) é um grande problema de saúde pública para todas as sociedades contemporâneas. Sendo que sua gravidade advém do fato de que o agente infeccioso que a causa é um retrovírus que afeta sobretudo as células do sistema imunitário. A Aids é uma doença crônica, sua evolução geralmente é lenta, e em pouco mais da metade dos casos passam-se 10 anos entre a contaminação e o momento em que o paciente, que até então não apresentava nenhum sinal clínico, desenvolvia a doença. Nesse intervalo, ele é ‘soropositivo’. O HIV como já dissemos é um retrovírus, ou seja, é um vírus que possui o Ácido Ribonucléico (ARN, em inglês RNA) como material genético, porém através de uma enzima denominada transcriptase reversa, o ARN é transcrito numa cópia de Ácido Desoxirribonucléico (ADN, em inglês DNA) no interior da célula. É essa cópia que consegue se integrar no seio de longas fitas do DNA celular que constituem os cromossomos. O DNA do vírus (chamado provírus) comporta um conjunto de genes que são novamente transcritos RNA chamados mensageiros, porque induzem a síntese das proteínas do vírus, que juntam-se para formar partículas virais que brotam na superfície da célula. A partir daí o ciclo pode recomeçar.
Dentro desse panorama se faz mister discutir a problemática das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) para que possamos compreender sua participação na infecção pelo HIV. O termo Doenças Sexualmente Transmissíveis surgiu com o objetivo de diminuir o estigma que estava relacionado com o termo doenças venéreas. As DSTs podem ter como agentes etiológicos, vírus, bactérias, protozoários, fungos e ectoparasitos, havendo doenças que tem a sua transmissão mais relacionada do como as relações se processam e existem outras que não necessitam de um contato tão estreito entre os corpos, como é o caso do “chato” ou P. pubis, o qual se trata de um ectoparasito. Atualmente, existem evidências de que a transmissão do HIV seja maior na presença de DST, tendo em vista que neste quadro os linfócitos T ativados pela DST facilitam a infecção pelo HIV no novo hospedeiro, além de poderem estar relacionadas as práticas do sexo não seguro e da promiscuidade sexual.
Por outro lado, os adolescentes apresentam diferentes interesses e entendimentos sobre os perigos das DST, AIDS e drogas, encontrando-se, assim, sob risco de infecção. De uma maneira geral, eles têm dificuldade de identificar o comportamento de risco do mesmo ponto de vista dos adultos. Como as lideranças adolescentes, geralmente, são vistas por seus colegas como exemplos, a idéia de treinar adolescentes utilizando-se a metodologia de larga escala, para desenvolverem atividades educativas em prevenção de DST e AIDS junto aos seus colegas da escola e da comunidade, surgiu como uma solução estratégica de abordagem preventiva. A proposta baseia-se em um trabalho de grupo através da troca de experiências e conhecimentos, buscando aumentar a percepção de risco e orientar para a adoção de práticas seguras. O objetivo desta intervenção é levar os adolescentes a desenvolverem os conhecimentos necessários quanto a percepção de risco e opções de atitudes saudáveis, relacionadas com a sexualidade e a prevenção das DST, da AIDS e das drogas. A metodologia de larga escala é usada capacitando profissionais que prepararam os lideres adolescentes que desenvolvem ações de prevenção junto a outros adolescentes abrindo assim o leque de pessoas informadas pelos seus pares. Assim, a promoção à saúde e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, com ênfase na aids, e do uso indevido de drogas no ambiente escolar através da capacitação presencial de professores e alunos é uma ferramenta importante.
O trabalho de prevenção junto a rede escolar exige a articulação entre as secretarias estaduais e municipais de saúde promovendo atividades de prevenção ao uso indevido de drogas e às doenças sexualmente transmissíveis na rede escolar. A metodologia utilizada inclui a capacitação de professores (multiplicadores) e alunos (monitores) para atuarem entre seus colegas - multiplicação em pares. Os professores serão capacitados através de oficinas e de dinâmicas, proporcionando, entre outros elementos, subsídios para a identificação, entre seus alunos, aqueles que deveriam ser recrutados e capacitados - os monitores. Estes alunos desenvolvem atividades de prevenção junto a seus colegas de escola discutindo com seus companheiros os conhecimentos adquiridos sobre a sexualidade, as drogas e as doenças sexualmente transmissíveis. Abordam, também, outras formas de prevenção a possíveis efeitos indesejados que podem acontecer neste período da vida: a gravidez indesejada, o uso indevido de drogas, a violência ou a contaminação por uma doença sexualmente transmissível, incluindo a aids. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABRAMOVAY, Miriam (et al.), Gangues, galeras, chegados e rappers : juventude, violência e cidadania nas cidades da periferia de Brasília. Rio de Janeiro: Garamond, 1999.
BRASIL: Ministério da Saúde, Crianças e Adolescentes – Prevenção de DST/aids e do uso indevido de drogas, s.d.
_____. Sexualidade, Prevenção das DST/Aids e uso Indevido de Drogas (Diretrizes pra o tabalho com crianças e adolescentes). Brasília: MS, 1999
MARTIN, D. Mulheres & Aids: uma abordagem antropológica. São Paulo: USP< 1995
_____. A construção cultural do risco: o cotidiano da prostituição em Santos. São Paulo: USP; 1999.


JOHN DEWEY: A EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA - O filósofo e pedagogo norte-americano, John Dewey (1859 -1952) foi um dos fundadores do Pragmatismo, pioneiro na psicologia funcional e principal representante da educação progressiva. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar o pragmatismo e a democracia como importantes ingredientes da educação. Na sua obra “Democracia e educação”, traduzida no Brasil por Anísio Teixeira e Godofredo Rangel, o autor aborda questões como a educação como necessidade de vida, como função social, como direção, como crescimento, preparação, desdobramento e disciplina formal, a educação conservadora e a progressiva, a concepção democrática, os objetivos da educação, o desenvolvimento natural e a eficiência social como objetivos, interesse e disciplina, experiência e pensamento, a natureza do método, o ato de pensar, a natureza da matéria de estudo, o brinquedo ou o jogo e o trabalho no currículo, a significação da geografia e da história, as ciências no currículo, valores educacionais, trabalho e lazer, estudos intelectuais e estudos práticos, estudos físicos e sociais, naturalismo e humanismo, o individuo e o mundo, aspectos vocacionais da educação, filosofia da educação, teorias do conhecimento e teorias da moral. A visão deweyana defende que a educação é "uma constante reconstrução da experiência, de forma a dar-lhe cada vez mais sentido e a habilitar as novas gerações a responder aos desafios da sociedade". Educar, portanto, é mais do que reproduzir conhecimentos, é incentivar o desejo de desenvolvimento contínuo, preparar pessoas para transformar algo. Para Dewey, o professor deve apresentar os conteúdos escolares na forma de questões ou problemas. Uma das principais lições legadas por John Dewey é a de que, não havendo separação entre vida e educação, esta deve constante desenvolvimento. Como ele dizia, "as crianças não estão, num dado momento, sendo preparadas para a vida e, em outro, vivendo". Veja mais aqui & aqui.

DEWEY, JOHN. Democracia e educação: introdução à filosofia da educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959.


FORMAÇÃO DO PESQUISADOR EM EDUCAÇÃO – O livro “Formação do pesquisador em educação: profissionalização docente, políticas públicas, trabalho e pesquisa”, organizado por Luiz Paulo Leopoldo Mercado e Maria Auxiliadora da Silva Cavalcante, traz trabalhos produzidos por Cely do Socorro Costa Nunes, Albene Lins Monteiro, José Batista Neto, Maria do Socorro Lucena Lima, Isabel Maria Sabino de Farias, Nadia Hage Fialho, Kátia M. Santos Mota, Solange Lacks, Tânia Maria Hetkowski, Vera Lucia Jacob Chaves, Luiz de Souza Junior, Roberto Sidnei Macedo, Henrique Nou Schneider, Edna Bertoldo, Maria das Graças da Silva, Ronaldo Marcos de Lima Araújo, Antonio Carlos Ferreira Pinheiro, Ivana Maria Lopes d Melo Ibiapiana, Maria das Graças de Loiola Madeira e Marly Amarilha, abordando temas comoprofissionalização e cultura docente: limites e possibilidades na formação de professores, formação do professor, profissionalização e cultura docente: concepções alternativas ao professor profissional, a reflexão sobre a prática pedagógica e a cultura docente mediada pela pesquisa, do individualismo à colaboração: desafio à formação docente na contemporaneidade, compreendendo a cultura acadêmica a partir da relação entre a graduação e a pós-graduação, as interações conversacionais em sala de aula, políticas de formação de professores e práticas curriculares, políticas públicas educacionais e as influências neoliberais, a política de financiamento da educação superior no governo Luiz Inácio Lula da Silva e a relação com a crise fiscal do Estado, sobre o financiamento da educação básica, Agora Polinia: um etnocurriculo, tecnologias digitais, educação a distancia e desenvolvimento social: uma tríade factível, trabalho, educação e formação profissional na contemporaneidade: formar para transformar, mundo do trabalho e desafios às praticas e aos processos de formação profissional: notas para discussão, trabalho, educação e formação profissional na contemporaneidade: os impactos das políticas do governo FHC sobre a educação profissional paraense, o ensino e a pesquisa em história da educação: abordagens e temas em confluências ou distanciamentos, pesquisa e formação: é possível essa aproximação na pós-graduação?, pesquisa e ensino de história da educação: questões e métodos e uma janela sobre a pesquisa em ensino de literatura. FONTE: MERCADO, Luis Paulo Leopoldo; CAVALCANTE, Maria Auxiliadora da Silva (Org). Formação do pesquisador em educação: profissionalização docente, políticas públicas, trabalho e pesquisa. Maceió: EDUFAL, 2007.

EDUCAÇÃO ONLINE – O livro “Educação online: teorias, praticas, legislação e formação corporativa” organizado por Marcos Silva, traz trabalhos de Paulo Bilkstein, Marcelo Knorich Zuffo, José Manuel Moran, Ismar de Oliveira Soares, Cristiane Nova, Lynn Alves, Aluízio Belisário, Gilse T. Lazzari Pessoa, Marcelo dos Santos, Wilson Azevedo, Solange Puntei Mustafá, João Vianney, Andréa Cecília Ramal, Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, Edméa Oliveira dos Santos, Hugo Fucks, Leonardo Magela Cunha, Marco Aurélio Gerosa, Carlos José Pereira de Lucena, Adja Ferreira de Andrade, Rosa Maria Vicari, Alexandra Lilavati Pereira Okada, Raquel de Almeida Moraes, Lino Vaz Moniz, Fabiane Barreto Vavassori, André Luis Alice Taabe, Carolina Rodrigues Paz, Flavia Lumi Matuzaea, Giovana Schuelter, Marialice de Moraes, Patrícia Jantsch Fiúza, Simone Cristina Vieira Machado, Marilu Fontoura de Medeiros, Joyce Munarski Pemigotti, Rubem Mario Figueiredo Vargas, Anamaria Lopes Colla, Beatriz Regina Tavares Franciosi, Gilberto Mucilo de Medeiros, Maria Bernandete Petersen Herlein, André de Abreu, Heloisa Vieira da Rocha, Francisco Joisé da Silveira Lobo Neto, João Roberto Moreira Alves, Gionavi Farias, Eleonora Jorge Ricardo, José Carlos Vaz e Dias, Ronaldo Mota, Helio Chaves Filho, Renato de Luca, André Luiz de S. Alves Pinto, René Birochi, José Armando Valente, Tânia Maria Tavares Gomes Silva e Carmem Maia, abordando temas como faculdade isolada à universidade virtual, a capacitação de servidores do Estado via cursos online, EAD e educação corporativa, o sistema de valor do e-learning, universidade aberta e perspectivas, questões relevantes do ensino a distancia, regulamentação da EAD, telEduc, software livre para educação a distancia, usabilidade e padronização no e-learning, Monitoria online, LED/UFSC, organização de atividades de aprendizagem utilizando ambientes virtuais, linguagem da web no CEAD/UniVirtual, construindo um ambiente de aporendizagem a distancia inspirado na concepção sociointeracionista de Vygotsky, participação e avaliação no ambiente virtual AulaNet da PUC-Rio, EAD online, educação com tecnologias digitais, online quer dizer moderno, como detonar com um projeto de educação online, as sereias do ensino eletrônico, contribuições para uma pedagogia da educação online, criar e professor um curso online relato de experiência, instrucionismo e nova mídia, estação online: a ciberecrita, as imagens e EAD, o material didático na educação a distancia e interatividade e aprendizagem colaborativa em um grupo de estudo online. FONTE: SILVA, Marco. Educação online. São Paulo: Loiola, 2003.



Veja mais sobre:
Desejo na Crônica de amor por ela, Friedrich Nietzsche, Rubén Darío, Pietro Aretino, Ludovico Ariosto, Jean-Pierre Jeunet, Maria Luisa Persson, Piero Della Francesca, Ibys Maceioh, Audrey Tautou & Kiki Sudário aqui.

E mais:
Clara Schumann & Todo dia é dia da mulher aqui.
Abelardo da Hora, Umberto Eco, Friedrich Dürrenmatt, Luís Gonzaga & Humberto Teixeira, Eliane Ferraz, Denise Dummont & Lírio Ferreira aqui.
A prisão & o Sistema Penal, Fecamepa & Natanael Lima aqui.
O flagelo: Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados aqui.
Violência Escolar, Psicologia da Saúde, União Estável & Família Homoafetiva, Humor nas tresloucadas acontecências aqui.
Ginofagia: três poemas indecentes de amor pra ela aqui.
A carta do barbeiro & o mundo não acabou aqui.
O mito do Fausto, Cassiano Ricardo, Frederico Spencer, Fecamepa & Palmares City aqui.
Ginofagia: Três poemetos luxuriosos de amor pra ela aqui.
Psicologia Ambiental, Aprendizagem & Direito dos Idosos aqui.
A Gestalt-Terapia de Fritz Perls aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...