quarta-feira, dezembro 04, 2013

WILLIAM JAMES & ROUBARAM A TENDA DE SHERLOCK HOLMES



ROUBARAM A TENDA DO HOLMES!!!!!! – Sherlock Holmes e Dr. Watson estão acampando. Eles armam a barraca sob as estrelas e vão dormir. No meio da noite Holmes acorda Watson:

- Watson, olhe para as estrelas e me diga o que você deduz.

- Eu vejo milhões de estrelas e, se algumas delas têm planetas, é bem possível que haja alguns planetas como a Terra, e se há alguns planetas co0mo a Terra lá em cima, também pode haver vida. E você o que acha, Holmes?

- Watson, seu idiota, alguém roubou nossa barraca!!!

FONTE:
Considerada a segunda piada mais engraçada em festival de humor na Internet, copatrocinado por Richard Wiseman e pela British Association for the Advancement of Science. In: MYERS, David. Psicologia. Rio de Janeiro: LTC, 2006.

O FUNCIONALISMO E O PRAGMATISMO DE WILLIAM JAMES  - A contribuição doutrinária do filosofo norte-americano William James (1842-1910), projetou-se em três campos diferentes, mas complementares: no da psicologia, no da teoria do conhecimento e no da filosofia da religião. No domínio da teoria do conhecimento, ganha relevo a sua teoria da verdade. Na área da psicologia a sua afirmação de que a todo estado de consciência corresponde certa manifestação fisiológica, pode ser vista como precursora do behaviorismo metodológico, posteriormente desenvolvido por John Watosn. Com relação à teoria da verdade, no domínio da epistemologia, ele se destacou ao rejeitar tanto a interpretação realista clássica da verdade quanto a interpretação idealista. A seu ver, a verdade de uma proposição consistiria no fato de que ela é útil, de que ela conduz ao sucesso e concede satisfação. Ao analisar a experiência religiosa, ele trouxe a perspectiva do pragmatismo, rejeitando a interpretação psiquiátrica do misticismo, assinalando o rigor dos critérios derivados de sua teoria pragmática como ponto de vista intelectualista, expressos em termos de produção de argumentos visando a demonstração. FUNCIONALISMO – o Funcionalismo foi a nova corrente psicológica instaurada por William James, voltada para a área científica que, até então, estava desenvolvendo estudos dos fenômenos psíquicos que constituíam uma disciplina de caráter metafísico e ocupada com a essência última do homem. Foi William James o primeiro norte-americano a organizar um laboratório de psicologia experimental, defendendo o estudo dos fatos psíquicos como intimamente relacionados com os fatos estabelecidos pela fisiologia nervosa. A estes estavam aliadas a teoria da evolução biológica e os dados fornecidos pela arqueologia para o alcance de uma verdadeira ciência do homem. Ao mesmo tempo ele exigia que se aliasse ao espírito científico-natural, a fim de preserva o investigador de certas cruezas de raciocínio tão comuns no homem de laboratório. Este projeto metodológico levou o autor a construção de uma nova psicologia, estabelecendo o novo conceito de fluxo de consciência e teoria das emoções, defendendo a ideia de que a consciência não constitui uma estrutura fixa, possuidora de certas faculdade; seria um fluxo permanente como um processo dinâmico que se organiza em vista de um fim. Sua teoria das emoções afirma que as emoções não são mais que um produto da reverberação de certas modificações. O seu conceito-chave do fluxo de consciência e sua ligação com a atenção seletiva, enfatizava que a consciência como uma multiplicidade repleta de objetos e relações. A psicologia, para ele, é a ciência da vida mental abrangendo tanto os seus fenômenos como as suas condições. Ela não tem como meta a descoberta dos elementos da experiências, mas o estudo sobre a adaptação dos seres humanos ao seu ambiente. A função da consciência é guiar aos fins necessários para a sobrevivência e é vital para as necessidades dos seres complexos em um ambiente complexo. Na sua corrente psicológica, o autor escreveu sobre todos os aspectos da psicologia humana, do funcionamento cerebral até o êxtase religioso, da percepção especial até a mediunidade psíquica. A personalidade, para ele, emerge da interação entre as facetas instintuais e habituais da consciência e os aspectos pessoais e volitivos. As patologias, as diferenças pessoais, os estágios de desenvolvimento, a tendência à autorrealização e todo o resto são redistribuições dos blocos de construção fundamentais fornecidos pela natureza e refinados pela evolução. Em vista disso, a consciência implica um tipo de relação externa. Os hábitos são ações ou pensamentos que aparecem aparentemente como respostas automáticas a uma dada experiência, diferindo dos instintos pelo fato de que o hábito pode ser criado, modificado ou eliminado pela direção consciência, além de ser valiosos e necessários. O sentimento de racionalidade defende que a teoria deve ser intelectualmente agradável, consistente e lógica, devendo, ainda, ser emocionalmente atraente e encorajar ao pensar ou agir de forma que seja satisfatória e aceitável ao nível pessoal. Essa teoria sustenta haver um equilíbrio entre a indiferença e os sentimentos, e a expressão deles serve ao organismo da melhor forma. Ao mesmo tempo que o desapego é um estado desejável, há também vantagens em estar dominado pelos sentimentos; o transtorno emocional é um meio pelo qual hábitos duradouros podem ser rompidos; liberta as pessoas a tentarem novos comportamentos ou explorarem novas áreas de percepção. A saúde mental é o agir como se as coisas pudessem ir bem, o agir com base em ideias. Os obstáculos mais óbvios e prevalentes ao crescimento na vida são os hábitos, uma vez que eles são as forças que retardam o desenvolvimento e limitam a felicidade. Os relacionamentos são inicialmente instintivos e formados para se adaptarem a diferentes exigências culturais. A vontade é o ponto central a partir do qual a ação significativa pode ocorrer. O ser humano possui a capacidade inata para fazer escolhas reais, apesar das limitações genéticas, dos hábitos pessoais e de outras circunstâncias externas. Enfim, o fluxo de consciência é a ideia de que a consciência é um processo de fluxo continuo e qualquer tentativa de reduzi-la a elementos pode distorcê-la. A teoria das emoções é uma teoria biológica que delineia as conexões entre as emoções e as mudanças fisiológicas a elas associados. Para o autor, há dois tipos de conhecimentos: aqueles oriundos da experiência denominados de conhecimento familiar, e o conhecimento adquirido através do intelecto, o conhecimento a respeito de. O self seria a continuidade pessoal que cada um de nós reconhece cada vez que acorda, podendo ser material, social, espiritual. Para o autor, melhorar a atenção voluntária inclui treinar a vontade, uma vez que ela desenvolvida permite que a consciência atenda às ideias, percepções e sensações que não são imediatamente agradáveis ou convidativas. O PRAGMATISMO – É um método de esclarecimento de conceitos, uma teoria da significação situada no terreno da lógica. Para o autor, o pragmatismo é a teoria da verdade e tem por princípio a prova ultima do que significa a verdade e a conduta que essa mesma verdade dita ou inspira. É a doutrina que valida as ideias medidas por suas consequências práticas. Essa teoria defende que o pensamento estabelece certas determinações, conhecimentos, conceitos, para finalidades práticas, econômicas, utilitárias. Assim, o conceito é considerado uma abreviação cômoda de sensações múltiplas que representam a experiência genuína. O prático e o utilitário são os valores das doutrinas, das teorias, entre elas, uma não é mais verdadeira do que as outras, mas mais útil do que outras. O pensamento é verdadeiro se tem êxito prático. A ciência é um instrumento da vontade para as suas finalidades.

REFERÊNCIAS
BENJAMIM JUNIOR, Ludy. Uma breve história da psicologia moderna, 2009.
FADINGAN, James; FRAGER, Robert. Teorias da personalidade. São Paulo: Harbra, 2002.
JAMES, William. Pragmatismo e outros textos. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
MARICONDA, Pablo. William James: vida e obra. São Paulo: Abril Cultural, 1979
PADOVANI, Umberto; CASTAGNOLA, Luís. História da filosofia. São Paulo: Melhoramos, 1979.
SCHULTZ, Duane; SCHULTZ, Sideny. História da psicologia moderna. São Paulo: Cengage Learning, 2012.


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