A arte da
atriz mexicana Katy
Jurado – pseudônimo de María Cristina Estela Marcela Jurado (1924-2002), que
atuou em filmes como o drama O bruto (1953), de Luis Buñuel, o drama Seduction (1981), de Arturo Ripstein; o
drama Nosotros los Pobres (1948), e o drama Un secreto de Esperanza (2002), de
Leopoldo Laborde, entre muitos outros. Veja mais abaixo.
DITOS
& DESDITOS – A existência
de vida fora da Terra é uma preocupação humana ancestral. Com o passar dos
anos, entretanto, as tentativas de compreender o lugar da humanidade no cosmos
por meio da ciência muitas vezes foram sequestradas por ilusões ou contos
inventados. Não sabemos como
identificar inteligência em distâncias interestelares, então o que fazemos é
usar a tecnologia como proxy.
Pensamento da astronoma e bióloga estadunidense, Jill Tarter.
ALGUÉM
FALOU: A palavra foi dada ao homem para explicar os seus
pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma
as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos. A escola da experiência
é a mais educativa.
Pensamento do dramaturgo, ator e encenador francês Molière
(Jean-Baptiste Poquelin – 1622-1673). Veja mais aqui e aqui.
DA
VIDA & DE SI - Eu quero fazer tudo no mundo que pode ser feito. Muitas causas tendem a
tornar bons senhores e amantes tão raros quanto bons servos. As grandes e rápidas
fortunas pelas quais pessoas vulgares e ignorantes se tornam possuidoras de
casas esplêndidas, esplendidamente mobiliadas, não lhes dá, é claro, os
sentimentos e maneiras de gente gentil, ou de qualquer forma realmente os eleva
acima dos criados que empregam, que estão bem cientes
desse fato, e que a posse de riqueza é literalmente a única superioridade que
seus empregadores têm sobre eles. Expressão
da escritora e atriz britânica Fanny
Kemble (1809-1893).
POEMA - Que ninguém chore
sobre meu túmulo / exceto minha esposa. / Suas lágrimas obstinadas / eu facilmente desisto e sua dor fingida. / Que nenhum sino soe sobre minha mortalha / nem alguém canta com um grito; / mas a chuva pode chorar no meu funeral e o vento range. / Quem quiser pode jogar punhados de terra / até eu ser sufocado pelo monte. / O sol brilhará em seu belo novo nascimento / e queime minha ferida. / E então, talvez, mais uma vez, talvez, entediado de ficar deitado, / Vou quebrar aquela casa me envolvendo e corra para o sol. / E quando você me ver no meu vôo / uma figura brilhante lá em cima, / me ligue de volta se você gosta da minha luz / na língua que eu conhecia aqui. / Talvez eu ouça lá acima, / passando pela sobrancelha de uma estrela; / e talvez eu aceite de novo, por amor, / esta tarefa que está me matando agora.
Poema do poeta, pintor e dramaturgo polonês Stanisław Wyspiański (1869-1907).
A arte da
atriz mexicana Katy
Jurado – pseudônimo de María Cristina Estela Marcela Jurado (1924-2002).
GILBELA, É
NELA QUE A BELEZA SE REVELA. - É ela a bela que no céu de flanela é cobiça
pra mim. E no mar do sem fim, ela me espera pro meu naufrágio. Ágil é ela em me
provocar, a se desnudar sem mais pudor. E aberta em flor, deusa cunhã, espera
de manhã na beira do mar. Ela é de arrasar e vou de esperneio, exploro seus
seios, o maior maná. É mais que pomar, é panacéia, ninho de colméia para me
melar. E abarcá-la com jeito e com devoção, cerceá-la bem-feito, os seus
peitos, a paixão. Ela é um avião, que seu pouso eu exploro. No jardim do seu
colo quero me fartar. Colher seus semeios e toda profusão. Vou recolher nos
seus seios sabores de montão. Pro meu condão, ela ajeita a calcinha, com toda
gracinha pro meu refrão. Vou pra ação e ela menina desata seus laços, eu faço e
refaço pra sua vagina ser o meu regaço. E passo adiante, galante é seu cóccix,
meu alvo seu pódice que me faz um gigante. É estonteante, ela me dá toda nua,
pra que eu a possua, conquistador. E com todo fervor, não deixo que ela espere,
vou fera mais célere me apossar do que é dela. É pra ela, meu presente em
sufrágio e seu apanágio eu faço de meu. É seu aniversário, a festa é pra ela,
minha paixão vira ágio, é festa que faço nela. E depois de farto, em deságio,
ela tem meu sufrágio e nela em adágio tudo eu dou de fato de meu para ela. © Luiz Alberto Machado. Direitos
reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui. 













