domingo, setembro 07, 2014

THOMAS KUHN, ALAGOANDO, SISTEMA NERVOSO & NEROPLASTICIDADE


THOMAS KUNH: A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS – O livro A estrutura das revoluções científicas, do físico e filósofo da ciência estadunidense Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), aborda temas como a rota e natureza da ciência normal como resolução de quebra-cabeças, a prioridade dos paradigmas, a anomalia e a emergência das descobertas científicas, as crises e a emergência das teorias científicas, a natureza e a necessidade das revoluções científicas, a revoluções como mudanças de concepção de mundo, a invisibilidade das revoluções e sua resolução, o progresso através de revoluções, os paradigmas e a estrutura da comunidade, a constelação dos compromissos de grupo, os exemplos compartilhados, conhecimento tácito e intuição, incomensurabilidade e revoluções, revoluções e relativismo, a natureza da ciência, entre outros assuntos. A FUNÇÃO DO DOGMA NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA – A obra A função do dogma na investigação científica de Thomas Kuhn, trata das várias características do que é científico: a objetividade, a dogmatização das ciências, a Física de Aristóteles, o Almagesto de Ptolomeu, os Principia e a Óptica de Newton, a Eletricidade de Franklin, a Química de Lavoisier, a Geologia de Lyell, no estabelecimento de paradigmas, entendendo que o dogma é uma maneira de resolver problemas, de descobrir a verdade a partir da ciência. Para o autor o paradigma deve ter sempre um sentido e uma fonte de pesquisa, para isso ele precisa de liberdade de pesquisa. O seu pensamento filosófico tem como metáfora um quebra-cabeça, que significa que a filosofia é um problema a ser resolvido.Entende que a ciência se divide em: ciência madura que é aquela que é renovada sem serem esquecidos os seus princípios e que depende do dogma; a ciência normal que é o processo de renovação; as ciências naturais que visam os estudos da natureza e seus aspectos gerais; as ciências extraordinárias que é uma ciência evoluída com mudança dos paradigmas; e a ciência pré-paradigmática que é o inicio da hipótese, além de abordar outros tantos temas. A TENSÃO ESSENCIAL – O livro Tensão social, de Thomas Kuhn, é uma coletânea de ensaios do filósofo acerca da historiografia da ciência, dentre outros temas que tangenciam sua busca por uma metodologia para esta área, propondo reflexões contundentes que conseguem se manter atual por tanto tempo e buscando novas formas de pensar a história da ciência e refletindo a amplitude dos interesses do autor. Na primeira parte ele realiza os estudos historiográficos com sete ensaios relacionados diretamente à história da ciência. Em seguida ele aborda do tema sobre paradigmas, a partir de um argumento circular e esmiuçando as condições essenciais. A REVOLUÇÃO COPERNICANA – Essa obra de Thomas Kuhn as transformações conceptuais originadas pelas descobertas da ciência astronômica e suas repercussões na Cosmologia, na Física, na Filosofia e na Religião, sob o ponto de vista da História e da Ciência. Trata das modificações ocorridas a partir da obra de Copérnico revolucionando as ideias, observando o descontinuísmo do progresso em ciência, defendendo uma teoria que não constitui a evolução da anterior, mas o rompimento por meio de uma nova teoria, caracterizando os momentos de ruptura que separam uma fase da outro e que se tornam, às vezes, antagônicos, entendendo que o inicio de um novo paradigma se dá pelas incompatibilidades que ocorrem com a maturidade do paradigma então vigente. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998.
_______. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR-SCHLA, 2012.
______. A tensão social. São Paulo: Unesp, 2006.
______. A revolução copernicana. Coimbra: Almedina, 1996.

NEUROPLASTICIDADE – Todo tecido nervoso apresenta plasticidade,q eu é a capacidade de alterar de modo mais ou menos prolongado a sua função e a sua forma. A neuroplasticidade deriva dos fenomenos do desenvolvimento ontogenético, mas pode se estender até a maturidade. Define-se neuroplasticidade como a propriedade do sistema nervoso de alterar a sua função ou a sua estrutura em resposta às influências ambientais que o atingem. A plasticidade axônica se refer à capacidade dos axônios e seus terminais de reorganizarem a sua estrutura em resposta às influências do ambiente. Difere da regeneração axônica porque nesta são os próprios axônios lesados que respondem ao insulto, enquanto na plasticidade axônica os axômios respondentes são íntegros, e podem modeficar-se mesmo sem a ocorrência de lesões, em circunstâncias fisiológicas. Essa capacidade plástica é o modo que o sistema nervoso utiliza – especialmente durante o desenvolvimento – para lapidar os circuitos neurais de acordo com as influências ambientais. A plasticidade sináptica é a forma prevalente no cérebro adulto normal, dela decorre a capacidade extraordinária que o cérebro tem de armazenar informação. A potenciação de longa duração (LTP – long term potentiation) é definida como o aumento prolongado da magnitude de resposta sináptica de um neuronio, quando o neurônio pré-sinaptico é estimulado por uma salva curta de alta frequência, sendo um fenônemo típico de sinapses excitatórias glutamatérgicas, e foi demonstrado em diferentes regiões do sistema nervoso central, sendo possivelmente uma propriedade universal do tecido nervoso. REFERÊNCIA: LENT, Roberto. Neurociência da mente e do corpo. RJ: Guanabara Koogam, 2008. Veja mais aqui e aqui.

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO – O sistema nervoso autônomo (SNA) é formado pelas divisões simpática e parassimpática, e é concebido como a via eferente das reações de controle dos órgãos e tecidos do corpo de um modo geral, produzidos por motivos homeostásicos, ou como expressão das emoões. Os corpos celulares dos neuronios motores simpáticos estão localizados na substancia cinzenta das regiões torácica e lombar da medula espinhal. As fibras desses neuronios saem pelas raizes ventrais. Após se unirem aos nervos espinhais, as fibras se ramificam e passam pelos glângios simpáticos. Os axônios que deixam a medula espinhal pelas raizes ventrais pertencem aos reuronio pré-ganglionares. Os axonios pré-ganglionares simpáticos entram nos gânglios da cadeia simpática para vertebral. A maior parte desses axônios faz sinapses ali, porém outros axônios passam direto por esses gânglios e dirigem-se aos gânglios simpáticos pré-vertebrais. Com uma única exceção, todos os axônios pré-ganglionares fazem sinapses com neuronios localizados em um desses gânglios. Os neuronios que formam sinapses com os axônios pré-ganglionares são denominados neurônios ganglionares, e as fibras que saem desses neuronios são as fibras pós-ganglionares. Estas se projetam para diversos órgãos-alvo, tais como intestino, estomago, rins ou gladulas sudoríparas. A divisão simpática do SNA controla a medula supra=renal, um conjunto de células localizadas no centro da glândula supra-remnal. A medula supra-renal tem grande semelhança com os gânglios simpáticos. É diretamente inervada pelas células pré-ganglionares e suas células secretoras têm a mesma origem embriológica dos neuronios ganglionares. Quando estimuladas, essas células liberam para a circulação da divisão simpátic. Os corpos celulares que dão origem aos axônios pré-ganglionares da divisão parassimpática, localizados em duas regiões: nos núcleos de alguns nervos cranianos e na coluna intermediária da substancia cinzenta da região sacra da medula espinhal. Os gânglios parassimpáticos estão localizados na vizinhança imediata dos órgãos-alvo. Os botões terminais dos neurônios ganglionares da divisão parassimpática secretam aceticolina (neurotransmissor envolvido com a memória e a aprendizagem), enquando os da simpática secretam norepinefrina (uma das monoaminas que influencia o humor, a ansiedade, sono e alimentação). REFERÊNCIA: LENT, Roberto. Neurociência da mente e do corpo. RJ: Guanabara Koogam, 2008. Veja mais aqui.


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