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terça-feira, agosto 19, 2008

BOCCACCIO, MANOEL DE BARROS, JOAQUIM NABUCO & DARCY RIBEIRO, EL-ROZALI, MILO MANARA & OLIMPÍADAS DO FECAMEPA

 
A arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara. Veja mais aqui.


Eita! Vixe que o trupé foi ineivado além da rotônica lascada! O negócio que era um colosso foi virando uma girândula estropiada de ninguém saber direito como foi que se assucedeu de mesmo o destrambelhamento todo. Um furdunço da pêga mesmo, turuléo do leléu cheleléu! Eita, lasqueira ineivada!

No meio da pirulitada toda houve afanação, ingrezia, tapiação, apradinhamentos!
Gente, uma reborréia das mais sebosas! Deu no que deu. Ué, desde 1500 que a bostência faz festa no meladeiro do Brasil, né não? Então, salve o Fecamepa!
Ah, lá vai o quadro atualizado de premiações, xingamentos, confeteria, babaovice, lambecu e outras meleguentas babações.

Na prova de cuspe a distância deu empate. Ninguém ganhou a taça da cusparada, isso porque todos os políticos entraram com o seu asco pelo povo e mandaram uma perdigotada macha pra cima de todo mundo. Moral da história: a prova foi suspensa, foi pro beleléu.

O tolote de ouro foi pro Zé Bilola, o maior cagador e Fabo da paróquia! E não podia ser diferente. Mas, foi jogo duro. Durante a realização da cagada da porra, foi taco a taco entre o concorrente vencedor e a jumentuda juíza que teve considerada pelo STF abusiva a sua atitude de manter um réu algemado perante o júri somente por 9 nove horas, condenado a 13 anos e meio de prisão. Simplesmente o STF anulou o júri e – abrindo um precedente da porra – aprovou a sumula vinculante, estendendo a todos os tribunais de justiça estaduais e federais do país o cumprimento de que “Só será licito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. Inclusive o pai Ministro da excelentíssima jumentuda juíza arreou a lenha por atitude tão descabida, quando foi informado que a autora de tal coprólito despropósital era duma juiza filha dele próprio ministro. Pode? Aí, meu, o que tem de adevogado-porta-de-cadeia & penalistas de plantão fazendo festa junto com os corruptos, corruptores, bandidos do colarinho-branco e outros facínoras do erário publico comemorando não tá no gibi. Oh, Brasilzão véio, arreganhando, arrevirado e de porteira escancarada!!!!!

Na mijada do creu ganhou a pica de diamante – um caralho voador da mais fina pérola - o Biritoaldo. Nenhuma novidade. Também, nessa prova não tinha pra ninguém, muito embora tenha político a fole querendo participar pelo enrabamento diário deles no catimbofá do povo brasileiro. Muitos foram desqualificados porque queriam comprar a vaga do outro, aí, nessa hora, terminaram querendo se auto-enrabarem os políticos mesmo, o que deu numa sessão indigesta de cavalo-mago só pra esgrimista pirobal. Tô fora!
Mas o Biritoaldo era franco favorito. Pudera! O cara quando nasceu ganhou de presente uma furada na parte de cima do chapéu-de-vaqueiro do pingulim, dele mijar de um lado a outro dum prédio, avalie. Não deu outra.

No muque ineivado, Tolinho arrastou uma porrada de quenga que queria investigação de paternidade, causando um verdadeiro cu-de-boi-na-área-do-Central, o que fez com que a prova fosse suspensa e neguinho saísse com o muque invocado a esquentar o maluvido dos outros por ai. Outra baixa.

No arroto amulestado, eita! O gogó febrento foi por Afredo Bocoió que além de ser contemplado com um mau hálito daqueles fuderosos, ainda é capaz de dar um arroto e peidar sem que se saiba qual é o arroto e qual o peido, sacou? Prêmio para ele.

Na pulada de fogueira, essa quem ganhou foi o Abinagildo Mendes Sobrinho, alcunhado popularmente de A tocha humana, que no meio duma pulada de fogueira, soltou um borborigmo que o fez praticar, na horinha do sucedido, uma combustão humana de deixá-lo menor que um taquinho de coisa imprestável na beira do arruado. Ponto pra ele, sifu!

Na flatulência arrasadora – a famosa queima pentelho da beirada do cu -, também foi o Abinagildo Mendes Sobrinho, que acumulou os prêmios da pulada e da peidada, não deu outra: coitado, nem deu tempo de usufruir dos dois prêmios.

A campeã da língua espichada foi Vera Indignada que botou a boca no trombone, destronou gente como a praga, abocanhou umas homencias desconfiadas e, de quebra, engoliu uns tres pra-ti-vai durinho da silva para ela ficar com o consolo na goela como que exercitando “Garganta profunda”. É mole? Dentro!

O bucho de mé ficou com o Bestinha que agora além de andar abilolado por aí cheio dos quequéos, agora anda variando sóbrio. Quer dizer, o cara já está decilitrado por vida. Ponto pra ele.

A cintura de ovo, idem. O Bestinha agora tem uma proeminente barriga de cirrose daquelas dele ficar com o queixo amparado no bucho de não poder ver nem mais os pés nem o pingulim. Já era.

O pingulim ajegado – o famoso pra-ti-vai da porra! – só poderia premiar o Zé Corninho. Evidentemente que depois de muitas aprontadas, alisadas, friccionadas, punhetadas e ajeitadas, ele arrebata o premio de pintudo do ano! O peiúdo mais gaiúdo do universo.

O chulé respeitado é o prêmio para o Mamão – eita, chulé da porra, meu! Pois é, além de ser o lobisomem zonzo ele também não se enganou com a cor da chita, meteu bronca!

A frieira danada também pro Mamão, o cara o que tem zonzice tem de pé e chulé.

A gangrena da gota também pro Mamão que guarda umas duzentas perebas magoadas no meio de todo de roncha pelo corpo. Ponto pra ele.

O apetite de verme, idem, ibidem. Mamão é o maior recordista de sandice e fulerada! É, Mamãaaaaaaaaaaoooooooo!!!!

A pisada fuderosa, mais outra pro Mamãoooooooooooo!!!!

A raquetada no maluvido, ah, essa foi no Robimagaiver: ele não sabe nem o número da placa que o atropelou, pode?

A tomada na tarraqueta é do Doro: queria ser presidente num pleito de prefeito, pode? Esse é o Doro!!!

A repimboca da parafuseta, outra arrebatada pelo Doro: com as curvas que ele dá na idéia vai virar rosca que ele será parafuso de Ema.

A topada aprumada do Zé Bilola quando a Ximênia achou por bem de colocar os pontos nos iiis do seu juízo! Tombo maior que esse, nem relado de venta foi tamanho.

A rela-bunda também foi pro Zé Bilola depois que voltou de Xoxotópolis e não tinha o que dizer pra Ximênia que plantou-lhe uma caçarolada no quengo dele ver estrelas em pleno meio dia. Tome!

O pau-de-sebo foi pro povo brasileiro que trabalha, se arrebenta, persegue, persiste, persevera e só se vê-lo com a bunda deslizando no meio da vida. Eta povinho esse, hem?

O enrola-nego foi pros políticos profissionais que só sabem engalobar os bestas e enrolar todo mundo. Ponto pra eles, um dia a gente se vinga. Destá.

O calo-magoado também vai pro assalariado brasileiro: a inflação voltou. Oh, não!!!!!!!!!!!!!!!

A unha-encravada foi pra corrupção no Brasil que por mais que a gente cisme de ser honesto a vida toda, mais a corrupção come no centro. Ponto pra ela.

O membro-dismintido, ah, essa é pra esperança do brasileiro: quanto mais ele aposta no futuro melhor, na justiça, na equidade, isonomia, felicidade, mais a desesperança impera. Ponto pra ela.

O samboque incruado é pra a INJUSTIÇA, essa é campeã de tudo aqui no Brasil. É ela que deixa pereba no rego, que dá prótese multiuso pras autoridades e políticos, e premia hors concurss da desonestidade. Salve a injustiça! E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!! Veja mais aqui e aqui.


A arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA - Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas. Pensamento do poeta Manoel de Barros (1916-2014). Veja mais aqui.

JOAQUIM NABUCO – [...] Quinca, o Belo – publica Minha Formação. Autobiografia clássica e chata, de um alienado. Senão, leia: “O sentimento em nós é brasileiro; a imaginação, europeia. As paisagens todas do Novo Mundo, a floresta amazônica ou os pampas argentinos não valem para mim um trecho da Via Appia, uma volta da estrada de Salermo a Amalfi, um pedaço do cais do Sena à sombra do velho Louvre”. Vangloriava-se de pensar em francês. Dói é lembrar que esse alienado era, talvez, o mais brilhante intelectual brasileiro de sua geração. [...]. Trecho extraído da obra Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu (Guanabara, 1985), do antropólogo e escritor Darcy Ribeiro (1922-1997). Veja mais aqui.

CATELA NO BANHO – [...] Chegada a hora, Catela, acompanhada de uma criada, dirigiu-se para a casa de banhos. E ali, encontrando a boa mulher, perguntou-lhe se Filipe havia aparecida, ao que a proprietária, industriada por Ricardo respondeu: - Sois a mulher que deverá vir encontrar-se com ele? – Sim, responde Catela. – Podeis entrar, redarguiu, pois ele está lá dentro. [...] Catela, querendo mostrar ser outra que não ela mesma, abraçou-o e beijou-o, acariciando – e sem dizer palavra, temendo, se falasse, ser por ele reconhecida. O quarto era escuríssimo, o que foi de agrado de ambos. Nem mesmo a grande permanência ali dentro deu aos seus olhos o poder de verem claro. Ricardo conduziu-a para o leito e aí, sem falar, de modo que a voz não o pudesse trair, por grandíssimo espaço de tempo ficaram, e com grande alegria de ambos. Mas quando a Catela pareceu que era chegada a ocasião de desabafar-se, acesa de fervente ira, disse: - Ah, quanto é mísera a sorte das mulheres e como é mal empregado o amor de muitas para com os maridos! Desgraçada de mim, há oito anos que eu te amo mais do que a minha vida e tu ardes e te consomes no amor de mulher estranha. [...]. Eu sou Catela, não sou a mulher de Ricardo, traidor desleal. Escuta, para ver se reconhece a minha voz. Parece que mil anos que vivêssemos eu não te envergonharia como mereces, cachorro sujo e vituperável. Desgraçada de mim! A quem eu, por tantos anos, dediquei tanto amor? [...] Ricardo gozava consigo mesmo aquelas palavras e sem responder nada, abraçava-a e beijava-a, e mais do que nunca fazia-lhe grandes caricias. [...]. Por fim, Ricardo, pesando que se saísse, deixando-a nessa crença, muitos males poderiam sobrevir, deliberou revelar-se, tirando-a do engano em que estava. Segurando-a bem entre os braços de modo que não pudesse escapar, disse: “Doce amor meu, não vos perturbeis; aquilo que, simplesmente amando, não pude ter, amor, com enganos, ensinou-me a possuir. Eu sou o vosso Ricardo”. Catela subitamente quis atirar-se do leito mas não pôde. Quis gritar mas Ricardo tapou-lhe a boca [...] Começando com dulcíssimas palavras a apaziguá-la, tanto disse, rogou e conjurou que, ela, vencida, fez as pazes com ele e, postos enfim de acordo, permaneceram por muito tempo em amistosa companhia. E a mulher, conhecendo então que os beijos do amante são mais saborosos que os do marido, transformou em doce amor a sua dureza e, daquele dia em diante, ternissimamente o amou e, agindo, avisadissimamente, muitas vezes gozaram do seu amor. E que Deus nos faça gozar do nosso. Conto do poeta e critico literário italiano Giovanni Boccaccio (1212-1375). Veja mais aqui e aqui.

POEMAO seu falar é tão suave que abre todos os caminhos do meu coração. Poema do poeta El-Rozali.


A arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara. Veja mais aqui.




Veja mais sobre:
Renovação, Adalgisa Nery, Josefina Álvares de Azevedo, Patrizia Laquidara, Marina Colasanti, Liliana Cavani, Claudia Cardinale, Maria Martins, Niki de Saint Phalle & Visão holística em psicologia e educação aqui.

E mais:
Médicos deprimidos, Chico Folote & Besta Fubana, Charlie Chaplin, Estupro, Glândulas endócrinas & o poder humano aqui.
A poesia & arte de Alê Cavagna aqui.
Proezas do Biritoaldo aqui.
Fecamepa aqui.
As trelas do Doro & o escambau aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Leitora comemorando a festa do Tataritaritatá! (Arte: Ísis Nefelibata)


Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.
 



sexta-feira, novembro 23, 2007

GURDJIEFF, ROSSINI, PESSOTTI, MIRICIOUU, REENGENHARIA, VERDÚ, MANARA, EDNA FIALHO & MUITO MAIS!



REENGENHARIA: QUE DROGA É NOVE? - A reengenharia significa uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a essas mudanças. Significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente um forma total ou parcial da empresa. Baseia-se nos processos empresariais e considera que eles é que deve fundamentar o formato organizacional. Para alguns autores, a reengenharia é um reprojeto dos processos de trabalho e a implementação de novos projetos, enquanto para outros, é o repensar fundamental e a reestruturarão radical dos processos empresariais visando alcançar drásticas melhorias no desempenho de custos, qualidade, atendimento e velocidade. Assim, ela se fundamenta em quatro palavras-chave: 1. Fundamental, que busca reduzir a organização ao essencial e fundamental; 2. Radical, que impõe uma renovação radical, desconsiderando as estruturas e procedimentos atuais para inventar novas maneiras de fazer o trabalho; 3. Drástica, a reengenharia joga fora tudo o que existe atualmente na empresa; 4. Processos, reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Está preocupada em fazer cada vez mais com menos possível. Seus três componentes são: pessoas, tecnologia da informação e processos, direcionando as características organizacionais para os processos. Suas conseqüências são: os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes; a estrutura organizacional hierarquizada, alta e alongada passar a ser nivelada, achatada e horizontalizada. É o enxugamento ("downsizing") da organização para transforma-la em centralizadora e rígida em flexível, maleável e descentralizadora; a atividade também muda: as tarefas simples, repetitivas, rotineiras, fragmentadas e especializadas, com ênfase no isolamento individual passam a basear-se em equipes com trabalhos multidimensionais e com ênfase na responsabilidade grupal, solidária e coletiva. Os papeis das pessoas deixam de ser moldados por regras e regulamentos internos para a plena autonomia, liberdade e responsabilidade. A preparação e desenvolvimento das pessoas deixam de ser feita por meio do treinamento específico, com ênfase na posição e no cargo ocupado, para se constituir em uma educação integral e com ênfase na formação da pessoas e nas suas habilidades pessoais. As medidas de avaliação do desempenho humano deixam de se concentrar na atividade passada e passam a avaliar os resultados alcançados, a contribuição efetiva e o valor criado à organização e ao cliente. Os valores sociais, antes protetores e visando à subordinação das pessoas às suas chefias, agora passam a ser produtivos e visando à orientação das pessoas pra o cliente, seja ele internou ou externo. Os gerentes, controladores de resultados e distantes da operações cotidianas, agora tornam-se líderes e impulsionadores, ficando mais próximos das operações e das pessoas; os gerentes gerentes deixam de ser supervisores da ação dotados de habilidades técnicas para orientadores e educadores dotados de habilidade interpessoais. (Chiavenato, 2000:668-71) DESENVOLVIMENTO: A reengenharia empresarial significa começar de novo, começar do zero. Significa pôr de lado grande parte da sabedoria legada por dois séculos de gestão industrial. Significa esquecer como o trabalho era realizado na era do mercado de massa e decidir como melhor realizá-lo agora. Os cargos e estruturas organizacionais perdem importância. O que importa é como queremos organizar o trabalho agora, frente à demanda dos mercados atuais e ao potencial das atuais tecnologias. A reengenharia capitaliza: o individualismo, a autoconfiança, a propensão para aceitar o risco e a inclinação para a mudança. No seu âmago está a noção do pensamento descontínuo - identificar e abandonar as regras ultrapassadas e as suposições fundamentais subjacentes às atuais operações empresariais. A reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade. A reengenharia primeiro determina o que uma empresa precisa fazer, depois como fazê-lo. Ela ignora no que existe e se concentra no que deveria existir, examinando as regras e suposições tácitas subjacentes à forma como conduzem as suas atividades. Amiúde essas regras se revelam obsoletas, errôneas ou inadequadas. Isto é tido por fundamental. A redefinição radical significa ir à raiz das coisas: não introduzir mudanças superficiais ou conviver com o que já existe, mas jogar fora o antigo. Na reengenharia, a redefinição radical significa desconsiderar todas as estruturas e os procedimentos existentes e inventar formas completamente novas de realizar o trabalho. A reengenharia trata da reinvenção das empresas - não de sua melhoria, de seu aperfeiçoamento, ou de sua modificação. (Hammer & Champy, 1994: 22) A reengenharia não diz respeito a melhorias marginais ou de pequenas quantidades, mas a saltos quânticos de desempenho. Isto é o que se diz por drástico. Existem 3 tipos de empresas que empreendem reengenharia: 1. Empresas em grandes apuros; 2. Empresas que ainda não estão em dificuldades, mas cuja gerência prevê problemas à frente; 3. Empresa que empreende reegenharia é aquela em seu pico de desempenho. Ela não possui qualquer dificuldade discernível, agora ou no futuro, mas a sua gerência é ambiciosa e agressiva. (Hammer & Champy, 1994:23) Define-se um processo empresarial como um conjunto de atividades com uma ou mais espécies de entrada e que cria uma saúde de valor para o cliente.  Corresponde então a quarta palavra-chave: Processos. A característica mais básica e comum dos processos renovados pela reengenharia é a ausência de uma linha de montagem, ou seja, muitos serviços ou tarefas anteriormente distintos são integrados e resumidos em um. (Hammer & Champy, 1994:38). Os benefícios dos processos integrados, dos trabalhadores de caso e das equipes de caso podem ser enormes. Eliminar as passagem de tarefas significa acabar com os erros, atrasos e reparos por elas gerados. Além do mais, como o novo processo gera menos erros e mal-entendidos, a empresa não precisa de pessoas adicionais para diagnosticá-los e repará-los. (Hammer & Champy, 1994:39). A integração dos processos também reduz as despesas gerais de administração dos processos. Dado que os empregados envolvidos no processo se responsabilizam por garantir que as solicitações dos clientes sejam atendidas pontualmente e sem defeitos, eles necessitam de menor supervisão. Pelo contrário, a empresa encoraja esses empregados com poderes delegados a encontrar formas inovadoras e criativas de reduzir continuamente os tempos de execução e os custos, ao mesmo tempo produzindo um produto ou serviço livre de defeitos. O controle melhorado é outro benefício dos processos integrados: por envolverem, menos pessoas a delegação de responsabilidade e monitoramento de seu desempenho são facilitadas. As empresas que empreendem a reengenharia comprimem os processos não apenas horizontalmente, ao fazer os trabalhadores de caso ou as equipes de caso realizarem múltiplas tarefas seqüenciais, como também verticalmente. Os próprios trabalhadores realizam, agora, a parte do serviço antes realizada pelos gerentes (Hammer & Champy, 1994:39). Os processos resultantes da reengenharia estão livre da tirania da seqüência linear; o trabalho pode explorar a precedência natural, em vez da artificial introduzida pela linearidade. Nos processos renovados pela reengenharia, o trabalho é seqüenciado em termos do que precisa vir em seguida. A deslinearização dos processos acelera-os de duas maneiras: 1. Vários serviços passam a ser simultaneamente realizados; 2. Com a redução do intervalo de tempo entre as etapas iniciais e finais de um processo, diminui a margem para grandes mudanças que poderiam invalidar o trabalho inicial ou tornar o trabalho final discrepante em relação ao inicial. Outra característica é o fim da padronização. A fim de atender às demandas do ambiente atual, precisamos de múltiplas versões do mesmo processo, ajustadas às exigências de diferentes mercados, situações ou insumos. Esses mesmos processos precisam das mesmas economias de escala que resultam da produção em massa (Hammer & Champy, 1994:41). A característica seguinte é a transposição das fronteira organizacionais pelo trabalho. O trabalho transpõe as fronteiras organizacionais para melhorar o desempenho do processo global.  (Hammer & Champy, 1994:43). As verificações e os controles são outra espécie de trabalho não-adicionador de valor minimizada pela reengenharia, valendo-se de controles apenas enquanto economicamente justificáveis, exigindo uma abordagem mais equilibrada. Entretanto, os sistemas de controle renovados mais do que compensam eventuais abusos excessivos, ao reduzirem drasticamente os custos e outros ônus associados ao próprio controle. Minimizar a reconciliação, para isso, o número de pontos de contato externo de um processo é reduzido, o que diminui a possibilidade de recebimento de dados exigindo a reconciliação. Isto é eliminar um departamento de compras, uma recepção dessas mesmas compras com conhecimento, e o contas a pagar com a fatura dessas compras. Substituição do gerente de caso para atendente do cliente com poderes delegados. Combinar, no mesmo processo, as vantagens da centralização e da descentralização, via tecnologia da informação. Nem todo processo empresarial objeto de reengenharia exibirá todas as características ou as mesmas. Aliás, nem deveria, pois algumas são conflitantes. Na verdade, um novo projeto requer visão, criatividade e discernimento. Esses ingredientes também são necessários quando se redefinem os serviços e órgãos que respaldam os processos objeto da reengenharia. As unidades de trabalho mudam - de departamentos funcionais para equipes de processos. As empresas, ao aplicarem a reengenharia, na verdade, estão reagrupando o trabalho decomposto por Adam Smith e Henry Ford tantos anos atrás. As equipes de processo são grupos de pessoas trabalhando conjuntamente para executar um processo inteiro. As equipes de processo não contem representantes de todos os departamentos funcionais envolvidos. Pelo contrário, essas equipes substituem a antiga estrutura funcional. Os serviços mudam - de tarefas simples para trabalhos multidimensionais: os trabalhadores de uma equipe de processo, que são coletivamente responsáveis pelos resultados do processo, e não individualmente responsáveis por tarefas, executam um tipo diferente de serviços. Eles compartilham com os colegas de suas equipes a responsabilidade conjunto pela realização do processo inteiro, e não apenas de uma sua parcela. Além de empregarem um conjunto de habilidades mais vasto dia após dia, também têm de pensar de forma bem mais ampla. Cada membro da equipe terá ao menos uma familiaridade básica com todas as etapas do processo e deverá realizar várias delas (Hammer & Champy, 1994:54). Os papéis das pessoas mudam - de controlados para autorizados. As empresas que praticaram a reengenharia, em vez de empregados obedientes às regras, preferem aqueles aqueles capazes de dominar as suas próprias regras. À medida que a gerência delega às equipes a responsabilidade pelo processo inteiro, também precisa lhes conceder a autoridade para tomarem as decisões necessárias. A preparação para os serviços muda - do treinamento para a educação. Os empregados necessitam ser suficientemente educados para tomarem por sí sóis essa decisão. A ênfase se desloca do treinamento para a educação, ou a contratação de pessoal especializado. O treinamento aumenta as habilidades e a competência e se ensina aos empregados o como de um serviço. Já a educação aumenta a sua visão e compreensão e ensina o "por que" (Hammer & Champy,1994:57). O enfoque das medidas de desempenho e da remuneração se altera - da atividade para os resultados. A contribuição e o desempenho são as principais bases da remuneração. O desempenho é medido pelo valor criado e a remuneração deve ser fixada pelo mesmo critério. Os critérios das promoções mudam - do desempenho para a habilidade. A distinção entre promoção e desempenho é claramente traçada. A promoção para um novo cargo na organização é uma função de habilidade e não do desempenho. Trata-se de uma mudança e não de um prêmio. Os valores mudam - de protetores para produtivos. A reengenharia implica uma grande mudança na cultura de uma organização assim como em sua configuração estrutural. Ela exige que os empregados acreditem profundamente que trabalham para os seus clientes, e não para os seus chefes. Isso só acontecerá na proporção em que as práticas da empresa reforçarem essa crença. Os gerentes mudam - de supervisores para instrutores. Equipes orientadas para o processo, consistindo em uma ou mais pessoas, não necessitam de chefes, mas de instrutores.  Equipes pedem conselhos aos instrutores. Os instrutores as ajudam a solucionar os problemas. Os instrutores não participam da ação, mas estão suficientemente próximos para ajudar a equipe em seu trabalho. As estruturas organizacionais mudam - de hierárquicas para niveladas. Quando um processo inteiro se torna o trabalho de uma equipe, a gestão do processo passa a fazer parte desse trabalho. O trabalho está organizado em torno dos processos e das equipes que os executam. As pessoas se comunicam com quem precisam. O controle é assumido pela pessoa que executa o processo. Os executivos mudam - de controladores do resultado para líderes. Outra importante conseqüência da reengenharia é a oportunidade e necessidade de mudança do papel dos altos executivos de uma empresa. Portanto, os executivos precisam ser líderes capazes de influenciar e reforçar os valores e as crenças dos empregados através de suas palavras e ações.  Os executivos têm responsabilidade global pelo desempenho dos processos reformulados sem terem contacto direto com os seus executantes. Estes trabalham mais ou menos autonomamente sob a orientação de seus instrutores. Os executivos cumprem com as suas responsabilidades ao assegurarem que os processos sejam, projetados de modo que os trabalhadores possam executar os serviços necessários e sejam motivados a isso pelos sistemas gerenciais da empresa: a medição do desempenho e o sistema de remuneração (Hammer & Champy, 1994:63). CONCLUSÃO: As pessoas é quem aplica a reengenharia, e não a empresa. A reengenharia é um jogo de xadrez: ou ganha, ou perde. É só esperar para ver. A forma mais notória de se fracassar na reengenhar é não praticá-la, ou sejam, apenas conduzir mudanças nos processos e chamar a isso de reengenharia. Um esforço de reengenharia provoca mudanças de várias espécies. As atribuições dos cargos, as estruturas organizacionais, os sistemas gerenciais, em suma, tudo associado com o processo precisa ser reformulado de modo a se manter a coerência do sistema empresarial (Hammer & Champy, 1994:170). Alguns dados: ignorar os outros aspectos além da redefinição dos processos; não enfocar os processos empresariais; tentar consertar um processo em vez de mudá-lo; negligenciar os valores e as crenças das pessoas; contentar-se com resultado de pequena monta; parar cedo demais; colocar restrições prévias à definição do problema e ao alcance do esforço de reengenharia; permitir que a atual cultura empresarial e atitudes gerenciais impeçam o início da reengenharia; tentar empreender a reengenharia de baixo para cima; designar alguém que não entende de reengenharia para liderá-la; limitar os recursos dedicados à reengenharia; negar à reengenharia posição de destaque na agenda da empresa; dissipar a energia entre muitos projetos de reengenharia; tentar aplicar a reengenharia faltando dois anos para a aposentadoria do presidente; não distinguir a reengenharia de outros programas de melhoria empresarial; concentra-se exclusivamente no projeto; tentar aplicar a reengenharia sem descontentar ninguém; retroceder ante a resistência das pessoas às mudanças da reengenharia; estender excessivamente o esforço. A reengenharia não promete cura milagrosa. Ela não oferece uma solução rápida, simples e indolor. Pelo contrário, ela implica um trabalho difícil e árduo. Requer que os gerentes das empresas e os seus trabalhadores substituam as antigas práticas por outras completamente novas. Uma metodologia para conduzir os esforços de reengenharia, a orquestração da campanha de mudanças, o projeto e cronograma da implementação dos processos redefinidos e as táticas para se enfrentarem os problemas mais comuns surgidos na implementação são questões que transcendem nossos estudos. As incertezas da reengenharia, porém, não podem servir de desculpa para se esquivar do que precisa ser feito. É um fato ainda novo, um novo empreendimento; todos aqueles nela engajados são pioneiros. O mundo da revolução industrial está dando lugar a uma era de economia global, de poderosas tecnologias da informação e de mudança incessante. Tudo que se precisa é a vontade de sucesso e a coragem de começar. (Hammer & Champy, 1994:180). REFERÊNCIAS: ANSOFF, H. Igor & McDONNEL, Edward J. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993. CHAMPY, James & HAMMER, Michael. Reengenharia. Rio de Janeiro: Campus, 1994. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000. Veja mais aqui , aqui e aqui.


Imagem: Madame Souty Reclining on a Sofa (1921), do pintor espanhol Ignacio Zuloaga y Zabaleta (1870-1945). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum da ópera Gala (2000), de Gioacchino Rossini, com a soprano romena Nelly Miricioiu & Academy of St Martins in the Fields & Geoffrey Mitchell Choir. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE: A CLASSIFICAÇÃO DA HUMANIDADEPodemos representar a humanidade como sendo formada por vários círculos concêntricos: o círculo interior, esóterico, compreende as pessoas que atingiram o mais alto desenvolvimento possível. O círculo seguinte, o chamado mesotérico, caracteriza os segundo nível de pessoas, cujo saber tem um caráter teórico. O terceiro nível, o exotérico, caracteriza a humanidade mecânica, na qual está a maioria dos homens. Extraído do pensamento do filósofo místico e mestre espiritual armênio, Georgiǐ Ivanovič Gǐurdžiev (1866-1949), mais conhecido como Gurdjieff. Veja mais aqui.

AQUELES CÃES MALDITOS DE ARQUELAU – O livro Aqueles cães malditos de Arquelau (Ed. 34, 1993 Prêmio Jabutti - 1994), do escritor, psicólogo e professor universitário Isaias Pessotti, conta a história passada na Itália da década de 1960, quando um grupo de estudantes que têm suas vidas alteradas pela paixão despertada pela descoberta de um manuscrito medieval em que o autor, um misterioso bispo, analisa a obra de Eurípedes. Da obra destaco o trecho: [...] Além disso, havia Anna. Dependendo do meu latim, torcendo por meu sucesso, obrigado a reconhecer alguma qualidade em mim. O Comenmentarium criava uma gostosa intimidade que me ligava a Eurípedes e a ela. Trabalhar na tradução era como contemplar os vitrais de alabastro da biblioteca ao lado dela. o conhecimento deve ter alguma dimensão erótica. [...]. Veja mais aqui.

DESPERTA-ME – Entre os poemas da poeta Edna Fialho, editora dos blogs Laços do Pensamento e Momentos, Delírios e Arrepios do Coração, reunindo seu trabalho literário no Recanto das Letras, destaco o poema Desperta-me: Desperta-me o corpo esquecido pelo teu silêncio. / Desperta-me em sussurros o gozo clamante / Dos teus afagos, das tuas palavras ousadas... / Desperta-me! / O esboço da lua entre nuvens fugazes / Espairando a angústia de não te pertencer / ... Ainda, / Tinge o crepúsculo de ócio, de intranquilidade, / Me invade a alma em tremor, se faz em alquimia. / Num espiral de afagos, sorvo teus beijos / E entorpecida versejo em êxtase / Tua escultura surgindo em fascínio / Delineada por adornos gritantes. / São cordas, são fábulas sonorizadas / De um amor milenar... É magia! Veja mais aqui.

BABILÔNIA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Galpão do Folias, em São Paulo, à montagem da fábula grotesca Babilônia, de Reinaldo Maia, com direção de Marco Antonio Rodrigues, contando a história de uma caravana de mendigos que segue em peregrinação à Babilônia, onde será eleito o novo chefe. A viagem é interrompida com a chegada de um novo integrante que desperta a discórdia. Entre eles surgem os mecanismos de cobiça e as ilusões de fraternidade. O destaque do espetáculo é para todo elenco, especialmente para as atrizes Bete Dorgan e Juliana Balsalobre. Veja mais aqui.

Y TU MAMÁ TAMBIÉN – O drama Y tu mamá también (E sua mãe também, 2001), dirigido por Alfonso Cuarón, conta ua história contínua em que um narrador comenta sobre os personagens, os eventos ou os locais mostrados. Esses comentários às vezes chamam a atenção para questões político-econômicas do México, especialmente sobre os pobres que vivem nas zonas rurais do país. O enredo foca em dois jovens amigos de classe média que tentam impressionar uma bela mulher sobre uma praia paradisíaca, para a qual eles viajarão e querem que ela os acompanhe. Ela inicialmente recusa o convite, mas muda de ideia quando seu marido a liga e confessa tê-la traído. É a partir daí que a história toma um rumo que envolve muitas paisagens, bebidas e sexo. O destaque do filme para a atuação da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú.

VEJA MAIS:
Lilith, As trelas do Doro, A alienação social do trabalho, François Truffaut, Anna Netrebko, Erasmo de Roterdã, Honoré de Balzac, Catarina Ribeiro, Vladislav Nagornov, Camila Diehel, Fanny Ardant, Otto Lingner & Sandra Lustosa aqui.

Psicologia Infantil, Leila Diniz, Béla Bartók, Gerd Bornheim, David Lean, Gutzon Borglum, Clotilde Tavares, Sarah Miles & Nilto Maciel aqui 

Por um novo dia, Daniel Goleman, Max Ehrmann, Truman Capote, Eugène Delacroix, Yes, A filha do rei do céu, Patrícia França, Audrey Hepburn & Annie Leibovitz aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara.
Veja aqui e aqui.
  

NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...