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quarta-feira, maio 20, 2020

LILIANE GIRAUDON, LYDIA CABRERA, TOSHIE KOBAYASHI & DÉBORA BRITTO


DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: PERDI A NOÇÃO DE TUDO - Não sei direito que dia é hoje, ou se ainda é ontem, muito menos se amanheci amanhã e agora sem tempo, sou apenas o espaço do isolamento. Para quem nunca teve, manter a sanidade até que não é lá tão difícil, o pior é ter que sobreviver entre ilações e vitupérios. Embora Clara Schumann sussurre ao meu ouvido: Todos têm os seus defeitos, eu tenho e você também - permita-me dizê-lo! Eu sei, sabemos. Nada é fácil. E ela ainda é generosa comigo: Se eu tivesse encontrado mais dificuldades na minha juventude, eu teria conhecido mais alegrias. No reino dos paradoxos, um a mais não deprime tanto, talvez desendoideça de vez. DUAS: DOS NEGACIONISTAS & OUTRAS RETAS & TERRAPLANAS - Enquanto eu me desligo enlouqueço os algoritmos. Rompendo bolhas, sarava! E os médicos da verdade coisonária distribuem cloroquina de graça pro meu povão desavisado. Escroques! Sou lá de ficar na gaiola de Skinner com a moçada da mamadeira de piroca que elegeu a coisa no Brasil, pegadinhas na festa da Lei de Moore e no meio dos insultos para validação das curtidas que nem são para mim ouro da dopamina, nada disso, estou mais com os 10 motivos de Jaron Lanier, porque sou Gutenberg de hoje na fala de Paul Ricoeur: Nós somos hoje responsáveis pelo futuro mais longínquo da humanidade. Em uma escala cósmica, nossa vida é insignificante, mas esse breve período em que aparecemos no mundo é o momento em que todas as questões significativas surgem. Pois é. Enquanto os reclinados desconvêm de tudo em defesa do seu eugênico holocausto, suas estultices odientas a desconcordarem coisados com suas injúrias enfurecidas e thanatizadas o que é de fato e de direito, eu vou lamentando os meus que sucumbem em covas emergenciais, Deus nos tenha. TRÊS: O AMOR, NUNCA O ÓDIO – Chega de falar de ódio, deve-se combatê-lo, não propagá-lo. É preciso cobrar do Congresso Nacional e do STF por tanta inação diante de tantos descalabros coisonários e escusas intervenções e Centrãos e o diabo a quatro – ou será colusão para deixar correr para ver como é que fica, ou desbrio mesmo jogando um pro outro, sei lá. Sem esmorecer nem perder a ternura jamais, vou de Balzac: O amor não é apenas um sentimento: é também uma arte. O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para todo o sempre e aumenta cada vez mais. Não só sinto, eu vivo. E se eu tiver algo a dizer, melhor calado, menor será a minha estupidez. Vamos aprumar a conversa, gente! Até amanhã! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Sonho do livro sem título. Seu espectro, sempre invisível. Acu­mular notas. Olhar. Ouvir. Andar por essa cidade sem nome de rua como uma completa imbecil. Cabeça coberta. Tornozelos cobertos. Mangas compridas. Ruas destruídas onde andar exige uma atenção permanente (pavor de quebrar uma perna, acabar num hospital). Sem esgotos funcionando. Cortes de eletricidade todas as noites. Por vezes durante o dia. Esta poeira em tudo. Em suspensão no ar. Depositada em tudo que se mexe e também nos objetos. Coisas mortas ou vivas. Escrever com as mesmas ferramentas que as com­pradas para desenhar [...] Os americanos não dão atenção (uma vez que a heroína não se exporta prioritariamente aos EUA, que consomem principal­mente cocaína). Nenhum desses superpoliciais parece acreditar na possibilidade de uma solução democrática. Uma economia globalizada (droga, ONG, dinheiro dos aliados, ajudas internacionais sob a égide americana) faz desse país um barril de pólvora. Pobreza, analfabetismo, injustiças, incoerências e violências do sistema alimentam os grupos islamistas radicais, fazendo com que alguns até lamentem o desaparecimento do reino dos talibãs. Isto é: 1. Interdição às mulheres de tirar o véu (e de circular sem estarem acompanhadas por um parente do sexo masculino). 2. Interdição de música (fitas e músicas proibidas nos comércios, nos hotéis e nos veículos de transporte). 3. Interdição aos homens de se barbear. 4. Obrigação de rezar. (É obrigatório ir à mesquita durante a reza). 5. Interdição de jogos de pombos e de lutas de pássaros. 6. Eliminação da droga e de seus consumidores. 7. Interdição de empinar papagaios de papel. (As lojas que vendem papagaios são eliminadas). 8. Interdição da idolatria (imagens e retratos devem ser eliminados dos veículos, lojas, casas, hotéis, museus, livrarias, etc.) 9. Interdição de jogos a dinheiro (jogadores presos durante um mês). 10. Interdição dos cortes de cabelo ingleses ou americanos (os homens de cabelo comprido são presos e rapados). 11. Interdição de lucros sobre empréstimos, comissões de câmbio e taxas sobre transações. 12. Interdição às mulheres de lavar roupa nas margens dos rios urbanos. 13. Interdição de música e de dança durante os casamentos. 14. Interdição de tocar instrumentos de percussão. 15. Interdição aos alfaiates de tomar medidas de mulheres e de lhes confeccionar roupas (revistas de moda proibidas). 16. Interdição de feitiçaria (livros queimados). A esses 16 pontos acrescentava-se uma mensagem às mulheres pedindo-lhes que não saíssem mais de casa. [...] Pergunta feita a mim mesma: Como a água pode lavar uma cor visível mas sem existência real? Agora o efeito de um leve flutuar tão agradável (tira-se o caranguejo, o corpo, o medo da morte) parece ter-se diluído. O arranhar da caneta no papel não é uma ilusão. O ar está carregado de cinza. Sobre a grama escassa, um pássaro de bico amarelo olha para mim. Trechos da obra Os talibãs não gostam de ficção (ALEA, 2008), da escritora francesa Liliane Giraudon, um caderno de viagem ao Afeganistão, em que, em meio a uma multidão povoada de burkas e de homens armados, as palavras captam sensações, odores, pai­sagens e corpos urbanos, humanos.

IEMANJÁ DE LYDIA CABRERA
[...] Iemanjá é a Rainha Universal, porque é a água, a salgada e a doce, o Mar, a Mãe de tudo que foi criado [...]. Sem água não existe vida. De Iemanjá nasceu a vida. E do Mar nasceu o santo [...]. As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das joias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto. [...].
LYDIA CABRERA - Trechos extraídos da obra Iemanjá e Oxum (Edusp, 2002), da antropóloga e poeta cubana Lydia Cabrera (1899-1991). Também para Iemanjá, um poema de Manuel Bandeira: D. Janaína/ Sereia do mar/ D. Janaína/ De maiô encarnado/ D. Janaína/ Vai se banhar./ D. Janaína/ Princesa do mar/ D. Janaína/ Tem muitos amores/ É o rei do Congo/ É o rei de Aloanda/ É o sultão-dos matos/ É S. Saravá!/ Saravá saravá/ D. Janaína/ Rainha do mar!/ D. Janaína/ Princesa do mar/ Daime licença/ Pra eu também brincar/ No vosso reinado. Veja mais aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Um espírito de disciplina e de rigor muito sérios imbuíam a transmissão do conhecimento do balé. Como toda arte, a dança exige anos de prática e de dedicação. Como o brasileiro não tem essa paciência toda, eles acabam voltando para o Brasil. No retorno, dão de cara com uma concorrência acirrada e se vêm obrigados a se aperfeiçoar cada vez mais, inclusive em técnicas contemporâneas. Nesse sentido, a mentalidade do brasileiro melhorou muito. Bato nesta tecla: bailarino tem que ter estudo. Com muito cuidado, procuro falar, ensinar e encaminhar. É preciso amar muito o que se faz. Tiro leite de pedra!
TOSHIE KOBAYASHI – A arte da bailarina, professora e coreógrafa Toshie Kobayashi (1946-2016), que iniciou sua carreira aos 10 anos de idade, ao se matricular na Escola Municipal de Bailados (EMB) de São Paulo - atual Escola de Dança de São Paulo, atuando na escola por 35 anos, ao inaugurar o estúdio Ballet Toshie Kobayashi e se tornar membro da Royal Academy of Dance, de Londres. Veja mais aqui & aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
antes fosse a poesia / disfarçada por recursos e lírica / antes fosse, antes fosse. / antes fosse a minha sorte / que no lugar de você / fosse qualquer sorte ou azar. / mas foi minha, minha poesia / e te fez sorte, / e te trouxe disfarçada. / antes fosse azar escancarado / antes admitisse o veneno, / que, por um beijo, me contaminasse. / antes fosses anunciado / azar meu, sorte minha / antes levasse a poesia, / e me deixasse intacta / antes meu azar do que isto / isto que não restou e / e.
toda sorte, poema da jornalista e poeta Débora Britto, que é integrante do Fórum Pernambucano de Comunicação (FOPECOM) e repórter da Marco Zero Conteúdo. Ela edita o blog ideias soltas e devaneios atemporais.
&
A arte da poeta e artista plástica Jussara Salazar aqui.
A música da cantora e compositora Maria Dapaz aqui.
A corrupção de um juiz (Patativa, 1998), do controvertido advogado criminalista Gil Teobaldo de Azevedo (1932-2017) aqui.
A arte do fotógrafo Osmário Marques aqui.
A arte do Mestre José Duda do Zumbi (José Galdino da Silva Duda – 1866-1931) aqui.
História do Soldado 100 anos da Orquestra de Câmara de Pernambuco aqui.
O faz-tudo, a bronca & a borreia aqui.
 

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

LYDIA CABRERA, HERMETO PASCOAL, HIRAM POWERS, ROSALYN DREXLER & NICOLA AXE

DOS REVEZES QUE NÃO POUPAM A AMIZADE E O AMOR – Imagem: Love and violence (1963), da artista plástica, escultora, escritora, dramaturga e roteirista Rosalyn Drexler. - Os pariceiros João e José, carne e unha, pacto de sangue, amigos à toda prova. Tudo dividiam e se completavam: goles, boias, putas e apuros. João casou-se com Maria, José com Joana: quarteto perfeito. Uns aos outros família mais que unida, necessidade de um, ação de todos. Ele, fanático de paixão, aprontava das suas: não largava um rabo de saia, Maria que não soubesse. Com José, sumiam nas capoeiras do mundo. Fora de hora chegava em casa, a mulher mãos no quarto: isso são horas? Não passava aperto, uma saída pronta na ponta da língua, ostentava maior lábia, carregado de ademanes. Ela fingia tudo bem e dormiam o sono do fica pra outra, não será dessa vez. No outro dia, a ferrenha competição: Maria ficou cabreira, e a comadre Joana? Oxe, virou mulher de bigode, nem o diabo pode. E aí? Macho é rei, faz e acontece. Assim a coisa ia por anos, até o dia, durante uma farra domingueira, embaixo da mesa os pés de Maria na virilha de José. Ele teve um baque, quase cai morto. O que é isso? O nome não faz a santa, pensou. Maria minimizou: estava cutucando Zé para mangar de Joana. A intervenção da comadre deixou tudo em pratos limpos: amigas inseparáveis, brincadeiras de casal. Desculpas esfarrapadas, sacou a mulher assustada, trêmula e hesitante; a comadre passava a mão na cabeça dela, fazia de conta pra atenuar o perigo; o amigo, olhos arregalados, balbuciava sem jeito, sem conseguir esboçar nada que explicasse aquilo. Ah, tá, ficou assim não, destá. A desconfiança descia como um réptil pelas ocasiões daí por diante, não descansava no quengo nem no coração dele: logo a sua mulher e o melhor amigo. Que coisa! Não, ele agora não era tão mais digno de sua amizade como pensara por esses anos todos. Agora, de mesmo, ele só queria flagrar ambos em intimidades e dar um fim a tudo isso. Para tanto, chegava intempestivamente em casa, dizia que ia fazer uma coisa pros dois e voltava antes do previsto, atocaiava ambos, não tinha sossego. Não fosse uma tarde inesperada o flagrante de Maria nua e aos beijos na kombi de Zedinaldo, ele manteria o amigo ainda de soslaio. Foi pior. Baixou a crista, separou-se dela e nunca mais foi o mesmo com os compadres: desconfiava conluio dos dois, ambos escondiam as safadezas dela, tinha ele certeza na sua dúvida, o último sempre a saber. Escondeu-se do mundo e de si, a insincera capa da hipocrisia denegriu sua reputação. Por conseguinte, perdeu o entusiasmo e não se importava mais com o que diziam dele, sempre pedras na sua direção. Ninguém se lembrava dele como trabalhador, o craque dos tacos e das porrinhas, o vencedor de todo vamos ver. Não, agora era outro, antes a pecha incomodava, agora não mais. Entrementes, mantinha-se cabisbaixo, exangue, buscava forças dentro de si, tentando se reencaixar ao molde como o mundo funciona, havia perdido o jeito. Não sabia o que fazer para resgatar a vitalidade, via-se indigno ou inaceitável, indesejável, suprimido, rejeitado, impotente e incapaz de retomar a vida, não sabia mais como operar o mundo conformado a padrões e modos de comportamento, os seus limites todos estreitos e insatisfatórios fizeram-no render-se à consternação da desventura, vítima de um doloroso teste, de uma lição muito amarga, o perfeito desprezo vingativo de uma mulher. Mudo e rígido, pensou seguir pelas ruas, sem paradeiro, andrajoso, o esvaziamento e a depressão. O seu inflado orgulho estava ferido, pelo menos de mãos limpas entre lamas e detritos. As coisas não são tão facilmente maravilhosas como se pensa e ele sabia que mergulhara no caos, o qual não sabia nem como dissipá-lo. Só seguia sem nem mais saber quem era, nem quem poderia ser ou para onde ir. Seguia. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 Curtindo os álbuns Mundo Verde Esperança (2002), A Música Livre de Hermeto Pascoal (1973), Zabumbê-bum-á (1979) e Cérebro Magnético (1980), do compositor, arranjador e multi-instrumentista Hermeto Pascoal. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

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DESTAQUE: O MORRO DE MAMBIALA
[...] Havia alguns dias, que o negro e os seus se deitavam sem nada comer, e naquela manhã que foi a de um Domingo de Ramos, Serápio despertou lembrando-se que sonhara estar metido dentro de uma abóbora, da mesma maneira que a criatura ainda não nascida, no ventre materno: e com todos os dentes intactos mordia-lhe na polpa, e a abóbora saltava e corria, aflita, gritando: “Socorro! Socorro!” – que lhe faziam cócegas; que acabaria louca... – Será um aviso do céu: - conjeturou o negro, persignando-se. – Se encontrasse hoje na Mambiala essa abóbora! E depois de contar – muito alegre – o sonho á família, subiu para o alto da ladeira, e esteve muito tempo procurando-a com grande afinco. Folhas,. Talos, e mais folhas! Em todo o denso, peludo e entrançado aboboral, não havia uma só abóbora minguada: e não ficou lugar onde não procurasse. De procura em procura, soaram as doze horas do dia; a hora em que outros homens se estavam sentando para almoçar. Serápio chorou, implorando a Deus e a Mambiala. Voltou pacientemente a explorar, canto por canto, de ponta a ponta, o aboboral. [...] Já estava caído, mas antes de abandonar a última esperança, postou-se de joelhos e ergueu os braços para o céu. Lembrou-se de uma estampa sagrada que contava um milagre, e se pôs a invocá-la. O céu não lhe fez o menor caso. Não choveu sobre a sua cabeça nenhuma abóbora. No auge da aflição, caiu de bruços. Quando, depois de haver chorado todas as lágrimas dos seus olhos, levantou-se para ir embora, viu ao seu lado uma panelinha de barro vermelho, em cujas extremidades o sol brilhava como um ouro úmido. A mais fresca e graciosa que saiu jamais das mãos de um artífice. Tão simpática, que sentiu alegria e um desejo de acariciá-la... Como se fosse natual que ela o pudesse entender, e ainda mais natural que o pudesse consolar, assim falou: - Ah, como é tão bonita, e como é redonda e novinha! Quem a trouxe para cá? Algum desgraçado como eu, procurando uma abóbora? – perguntou-lhe, suspirando: - Como se chama, negrinha gorda? A panelinha, movendo-se sobre as suas bordas, com justa garridice, respondeu: - Eu me chamo Panelinha Cozinha Bem. – A fome me faz ouvir disparates – pensou Serápio – Como se chama? É você quem fala, ou sou eu mesmo que sou dois, um em bom juízo e outro louco, e os dois famintos? – Panelinha Cozinha Bem. – Pois cozinhe para mim. A panela fez uma volta no ar. Sobre a relva apareceu uma branquíssima toalha de mesa, e em vasilha fina, faca e garfos de prata, foi servido um almoço delicioso, ao desgraçado, que não sabia usar de outros talheres que não fossem os seus próprios dedos; mas ele comeu até dizer não posso mais, e bebeu até sentir que o morro de Mambiala começava a bambolear... [...].
O morro de Mambiala, conto extraído da obra Contos negros de Cuba (Cuentos negros de Cuba – Universal, 1986), da antropóloga e escritora cubana Lydia Cabrera (1899-1991).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do escultor neoclássico estadunidense Hiram Powers (1805-1873).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Yoga Mudras I (Carved stone Spiritual Hands sculptures), da escultora inglesa Nicola Axe.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


GLAUCE ROCHA, KRISZTINA TÓTH, JERRY JENKINS, JACQUES VALLÉE & OLINDA.

    Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Do lançamento TTTTT e...