
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio
Tataritaritatá especial
com a música do compositor, arranjador, instrumentista e cantor Edu Lobo: Camaleão, Limite das Águas,
Tantas Marés & Ao vivo & muito mais nos mais de 2
milhões & 600
mil acessos ao
blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para
conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui e aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Os organismos estão sempre em busca de algo,
sempre iniciando algo, sempre “prontos para alguma coisa”. Há uma fonte central
de energia no organismo humano. Essa fonte é uma função do sistema como um
todo, e não uma parte dele. A maneira mais simples de conceituá-la é como uma
tendência à plenitude, à autorrealização, que abrange não só a manutenção, mas
também o crescimento do organismo [...]. Trecho
extraído da obra Um jeito de ser (EPU,
1987), do psicólogo estadunidense e criador da abordagem
psicoterapeuta Terapia Centrada na Pessoa, Carl Rogers (1902-1987). Veja
mais aqui, aqui e aqui.
AS TRÊS ECOLOGIAS - [...] O planeta
Terra vive um período de intensas transformações técnico-científicas, em
contrapartida das quais engendram-se fenômenos de desequilíbrios ecológicos
que, se não forem remediados, no limite, ameaçam a vida em sua superfície.
Paralelamente a tais perturbações, os modos de vida humanos individuais e
coletivos evoluem no sentido de uma progressiva deterioração. As redes de
parentesco tendem a se reduzir ao mínimo, a vida doméstica vem sendo gangrenada
pelo consumo da mídia, a vida conjugai e familiar se encontra frequentemente
"ossificada" por uma espécie de padronização dos comportamentos, as
relações de vizinhança estão geralmente reduzidas a sua mais pobre expressão.
[...] Através de cada um desses exemplos, encontra-se o mesmo
questionamento dos modos dominantes de valorização das atividades humanas, a
saber: 1. o do império de um mercado mundial que lamina os sistemas
particulares de valor, que coloca num mesmo plano de equivalência os bens
materiais, os bens culturais, as áreas naturais etc; 2. o que coloca o conjunto
das relações sociais e das relações internacionais sob a direção das máquinas
policiais e militares. Os Estados, entre essas duas pinças, vêem seu
tradicional papel de mediação reduzir-se cada vez mais e se colocam, na maioria
das vezes, a serviço conjugado das instâncias do mercado mundial e dos
complexos militar-industriais. [...] as três ecologias
deveriam ser concebidas como sendo da alçada de uma disciplina comum
ético-estética e, ao mesmo tempo, como distintas uma das outras do ponto de
vista das práticas que as caracterizam. Seus registros são da alçada do que
chamei heterogênese, isto é, processo contínuo de ressingularização. Os
indivíduos devem se tornar a um só tempo solidários e cada vez mais diferentes.
(O mesmo se passa com a ressingularização das escolas, das prefeituras, do
urbanismo etc). A subjetividade, através de chaves transversais, se instaura ao
mesmo tempo no mundo do meio ambiente, dos grandes Agenciamentos sociais e
institucionais e, simetricamente, no seio das paisagens e dos fantasmas que
habitam as mais íntimas esferas do indivíduo. A reconquista de um grau de
autonomia criativa num campo particular invoca outras reconquistas em outros
campos. [...]. Trechos extraídos da obra As três ecologias (Papirus,1990), do
filósofo, psicanalista e militante revolucionário francês Félix Guattari
(1930-1992). Veja mais aqui.
LINDA
– [...] Eu vi o sol, a água e o fogo. Eu
vi montanhas e o semblante das pessoas e flores raras... as quais não existem
aqui na ilha. É muito sombrio e frio, aqui. Desde que eu não enxergo mais, eu
não reconheço mais o seu perfume... Eu vi meus pais e minha irmã, eu era muito
jovem para saber onde estava... Eu também brincava na praia. Como eu me recordo
de ter podido enxergar! Um dia, eu estava no pico de uma montanha, e vi a
neve... então eu comecei a reconhecer aqueles que ficam infelizes... [...].
Trecho extraído da peça teatral Os cegos
(Cátedra, 2009), do escritor, dramaturgo e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949). Veja mais aqui.
LIÇÕES DA NOITE - Antes de sair de casa, / mesmo com o sol
ainda alto, / convém preparar / a lamparina. / Enchê-la de querosene, /
subir-lhe um tanto o pavio / e deixá-la bem perto da porta. / Antes de se ir para
a cama, / todo cuidado é pouco: / há que apagar / a lamparina. / Sua fumaça
desenha abstrações / que marcam a cal da parede / e tingem de negro nossas
narinas. / Quando a luz é precária / e as sombras têm poderes, / tateia-se pela
casa a buscar/ a lamparina. / A brevidade de sua chama / e a baixa luz com que
nos ilumina / lembram-nos de que a noite é nossa sina. Poema extraído da obra A carne e o tempo (Nankin, 1997), premiado poeta e jornalista mineiro Donizete
Galvão. Veja mais aqui.
A ARTE DE KAMEL REKOUANE
A arte do artista visual argelino Kamel Rekouane.
AGENDA
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As muitas
e tantas de Alagoinhanduba aqui.