segunda-feira, dezembro 19, 2016

CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É


Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é (Dom de iludir, Caetano Veloso)

A MENINA MORTA, O PAI ASSASSINO – Imagem: Lola, art by Jemima Kirke - Da primeira vez, ele tremeu e, resignado, depois cedeu ao sorriso dos bolsos. Da segunda vez, o arrependimento, mas na saliva o gostinho do prazer. Da terceira, o vício hediondo encobria todas as feridas: no riso amigo, todas as dores de sua infelicidade; na fala mansa, toda monstruosidade inaudita de sua escuridão. Acumulava cruzes, mortes além dos dedos às dezenas, centenas, milhares. Porque era subalterno, seria destemido: a farda encobria os delitos, o quepe escondia seus olhos vingativos. Na hora do aperto, megalópole vira matagal. Um ano depois, outro acerto e se espremia na igreja. Dez anos quase entre o dolo, as atrocidades e a penitência. A filha cresceu, moça adorada: namorado ciumento, certo dia, com arma em riste no apartamento. Zoada de polícia e imprensa, o alarido de todos os fantasmas vítimas de sua crueldade e o seu pesadelo. Não podia ser, sempre escapulia. Dessa vez não adiantava rezar, não havia como evadir ileso. Era tudo real. O estampido do ciúme, a invasão buliçosa, o estardalhaço espetacular. Olhou do lado, a mãe dela e parentes choravam, lágrima alguma no seu desértico coração. A cena do crime em todas as manchetes e, em segundo plano, um lance inadvertido da câmara, a sua clandestinidade descoberta, furtiva, ninguém sabia, todos ocupados com a consternação: enquanto o mundo chocado com a fatalidade da moça, as almas penadas festejavam a sua prisão. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo o álbum Between Yesterday and Tomorrow (Edel Music, 2008), da cantora, bailarina e atriz alemã Ute Lemper.

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DESTAQUE: DEBAIXO DA PONTE, DALTON TREVISAN
[...] Noite de vinte e três de junho, Ritinha da Luz, dezesseis anos , solteira, prenda doméstica, ao sair do emprego, dirigiu-se à casa de sua irmã, atrás da Ponte Preta. Na linha do trem foi atacada por quatro ou cinco indivíduos, aos quais se reunir am mais dois. Então violada por um de cada vez e abandonada entre as moitas. Seu choro atraiu um guarda civil, que a conduziu até a delegacia. [...].
Trecho do conto Debaixo da ponte, extraído da obra Vampiro de Curitiba (Record, 1991), do escritor Dalton Trevisan. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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