sexta-feira, julho 22, 2016

QUANDO ELA DANÇA TANGARÁ NO CÉU AZUL DO AMOR


QUANDO ELA DANÇA TANGARÁ NO CÉU AZUL DO AMOR – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez - Não seria eu apenas premiado com o que de mais grato sou à vida por ter o regalo na candura de sua extrema ternura em me realizar ser vivo singular no que de mais etério se fizesse, não fosse ela senão o riso de Sol pleno a inundar todo meu ser com a plenitude de viver. Não seria eu capaz de amar não fosse, pé ante pé, um viajante na paisagem da pletora floresta das terras de Guaraqueçaba, a distinguir de tudo ao vê-la nua inteira qual estrela fugidia que baniu do céu para me ofertar todas as dádivas da imensidão infinita. Não seria a vida uma canção de amor nascida de um idílio entre beijos, abraços, afagos ferventes, sexo mormaçado, entregas de céu e de mar, além do inefável que advém das lonjuras mais perdidas que o ontem, não fosse ela a algazarra dos estridulados uniformes saltitando aos chilreios e trinados que sobressaem acima dos ombros e me gratificam com o seu olhar carregado de luz sobre a crista vermelha de sua aura azulada de todos os tangarás – os filhos dançarinos de Chico Santos -, a me embalar no que sou de tão feliz, a saber-me seu refém, Freyaravi, como se tudo fosse o que é de seu e eu, mais que usufrutuário, ser-me de seu do que sou no seu relicário. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: a arte da série Babuszka Pop, do artista plástico Eloir Junior.


Curtindo o álbum Carmen-Fantasie (Deutshe Grammophon, 1993), da violinista alemã Anna-Sophia Mutter, com a Wiener Philharmoniker & o maestro James Levine. Veja mais aqui e aqui.

PESQUISA:
[...] A questão não é mais de conhecer o que é adversário (a natureza), mas saber qual jogo ele joga. [...] A ciência pós moderna sugere um modelo de legitimação que não é aquele da melhor performance, mas aquele da diferença compreendida como paralogia. [...].
Trecho extraído da obra A condição pós-moderna (José Olympio, 2000), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), expondo os pressupostos que anunciavam a transformação radical na maneira como o saber é produzido, distribuído e legitimado nas áreas mais avançadas do capitalismo contemporâneo, tornando-se um livro seminal, escrito por um dos mais furiosos críticos da pós-modernidade no campo das questões estéticas. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA
o poeta faz acrobacias nos trapézios de arqueológicos alfabetos / coloca emoções ideias palavras afetos conceitos / no alambique do coração / constrói um atanor de versos na cabeça / reinventa rimas / estuda fórmulas antigas da alquimia / mergulha na subjetividade para escrever e para sobreviver / todos os poetas / (admirados –  portentosos – ignorados ou desprezados) / todos os poetas fazem parte de uma espécie de seres muito estranhos / poetas sãos seres mutilados / pois para realizar a Magna Obra / não é suficiente poetizar oceanos / nem perseguir os voos dos urubus / nem misturar o sal o mercúrio e o enxofre / nem dançar entre as plantas de bambu / é necessário devastar o próprio coração desamparado / com o poder do veneno da cobra real / reerguer-se das sombras do mundo astral / e nutrir-se do coração do nada / o poeta precisa socavar o próprio coração / (mantendo o oceano do amor inalterado) / para realizar a Obra Magna.
Poema Magnum Opus, da escritora e educadora Isabel Furini, autora de diversos livros, palestrante e oficineira, que edita os blogs Literatura, Contos &Crônicas e Poetizar o Mundo, e reúne seu trabalho no Recanto das Letras.

PENSAMENTO DO DIA: 
[...] mais o saber cresce e mais o desconhecido aumenta ou, melhor dizendo, mais se precipita a informação-número, mais nós somos normalmente conscientes de sua essência incompleta fragmentária. [...].
Trecho da obra Estética da Desaparição (Contraponto, ) do filosoro, arquiteto, urbanista, pesquisador e polemista francês Paul Virilio, apresentando radicalmente e de forma pioneira as transformações provocadas pela velocidade e a técnica, sobretudo nas últimas décadas do século XX e no início do XXI.

IMAGEM DO DIA: 
Revista Carlos Zemek Arte & Cultura e as obras O mundo Astral e A planície proibida extraídas do blog ArteMística, do curador e artista plástico, Carlos Zemek.

Veja mais sobre Brincarte do Nitolino, Fernando Morais, Bertolt Brecht, Ziraldo, Adriana Calcanhoto, Olga Benário Prestes, Basílio da Gama, Patrice Chéreau, Cristoforo Munari, Isabelle Adjani, Sonia Medeiros Imamura & Rollandry Silvério aqui.

DESTAQUE
(!) era vermelha a luz
sobre a tua nudez
e o grito das minhas entranhas
me percorria a pele
ardendo a tua solidão
dentro de mim...
...para sempre dentro de mim
Delírio, poema/imagens: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor espanhol Alex Alemany.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Peace On Earth, by David Peterson.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja aqui e aqui.


OSMAN LINS, HÖLDERLIN, EDWARD SAID, CHAMISSO, BASQUIAT, RAYMOND ELSTAD & BIRITOALDO

MAS O QUE É QUE É ISSO, MINHA GENTE? - Imagem: arte do grafiteiro e artista visual estadunidense Jean-Michel Basquiat (1960-1988) - Jerry...