domingo, junho 19, 2011

CHERIE, MA CHÉRIE & LAM NO VIDA DE ARTISTA


CHERIE, MA CHÉRIE - Noite fria na Paulista. Mãos no bolso do casaco, eu caminhava com a barulhada do trânsito. Da surpresa ela surgiu lindamente californiana com todas as luzes da cidade. – Cherry, mon chéri -, sussurrou-me com francês afetado e sensual. E seu hálito ferveu meu sangue. O sabor do seu batom inebriou-me a alma. O calor do seu corpo permitiu que percebesse o meu sexo salientar-se no contato de suas vestes. Pegou-me vupt pela mão e voamos, o vôo no rumo da venta. Numa recôndita guarida, instalou-me confortavelmente na poltrona aveludada. – For you, my loving -, disse-me transpirando sensualmente. Desvestiu-se do casaco e o seu decote parecia-me desvelar os mistérios mais herméticos dos esotéricos. Enfeitiçou-me com a magia de sua lindeza ao desfilar qual estudante púbere e lúbrica, seminua, lambendo os lábios e se insinuando toda como uma fera indomável no cio. Mais me surpreendeu ao se expor pin-up linda com seus seios voluptosos presos no bustiê e com toda sua gostosura aprisionada no calçãozinho minúsculo que demonstrava sua altaneira exuberância no rebolado do quadril. Fez streeptease exclusivo solfejando uma canção eroticamente pronunciada para arrepiar meus nervos mais exaltados. Completamente nua atrepou-se na cadeira e fez malabarismos com as pernas expondo sua graciosidade escancarada para me atiçar guloso de toda sua expressão. Sentou-se na cama como que desolada de tudo à espera de remissão e fez-se abandonada como a requerer de mim clemência na sua desolução. Deitou-se me fitando lasciva e revirou sozinha, suspirando, acariciando seu sexo e seios, alisando seu próprio corpo e exalando todos os perfumes de sua mais esplêndida sedução. Pôs as mãos à cabeça, descabelou-se. Ousei levantar-me para agarrá-la e ela fez menção que eu ficasse ali quieto voyeurista, enquanto me incendiava com sua libertina autocomiseração. E me provocou procurando apagar seu fogo inutilmente. Aí, insisti alcançá-la quando ela, mão no meu peito, fez-me sentar na poltrona e retirou meu casaco calmamente, desabotoou minha camisa jogando-a de lado, desatacou meus sapatos, retirou-me as meias, desabotoou-me as calças e arrastou com força para me flagrar completamente nu com meu sexo pronto feito aríete em riste para trucidá-la fatalmente. Tomou meu cajado entre as mãos sob as mais aconchegantes e demoradas carícias, a brincar para me embalar com seus beijos, mimos e lambidas que revolviam minhas entranhas e me davam a oportunidade do infinito a cada abocanhada mais ousada de me chupar inteiro e estirado na sua língua alvoroçada. E me fez vagarosamente tomar conta de tudo e sobrepujar seus limites na carne cosmopolita entregue com todos os seus arranhacéus mais inacessíveis, para eu me enfiar desenvolto e me faça aviões que decolam e aterrissam a todo instante usurpando o tráfego de sua louca devassidão, como se eu fosse automóveis loucos indo e vindo na contramão de todas as vias da paulicéia desvairada e no seu gozo enlouquecido me desse o mar distante para singrar viril incontinente toda fundura de seu abissal orgasmo. Completamente lavada de prazer ela gozou comigo por toda madrugada de São Paulo. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


VIDA DE ARTISTA – Entrevista concedida para o Programa Vida de Artista, da TV Educativa, Maceió, para a jornalista Gal Monteiro, por ocasião da realização do show Tataritaritatá, no Projeto Palco Aberto, com a banda Cianônima Ilimitada. Confira detalhes da entrevista aqui.






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