quarta-feira, março 05, 2008

A CIDADE DE DEUS DE AGOSTINHO E A PSICOLOGIA DO TURISMO E HOTELARIA





CIDADE DE DEUS -No primeiro capítulo da obra “A cidade de Deus”, Agostinho de Hipona, remete sua posição na defesa da Cidade divina, contra os inimigos impiedosos ou adversários perversos que blasfemam contra Cristo, sinalizando pela ingratidão das trevas eternas. No segundo capítulo, autor chama atenção para o fato de que em havendo guerras nunca os vencedores perdoaram os vencidos, submetendo-os à escravização e dominação. No capítulo terceiro, o autor chama atenção ao erro romano de adotar deuses na ingratidão perversa dos blasfemadores de Cristo, atribuindo-lhe os males quando este perdoou a todos. No capítulo quarto, o autor chama atenção para o templo de Juno, em Tróia, comparando-o com as basílicas dos apóstolos, quando o primeiro, a ninguém protegeu dos gregos; enquanto que o segundo, a todos protegeu dos bárbaros, demonstrando a injustiça que se faz ao atacar a imagem do Cristo. No quinto capítulo, o autor demonstra o posicionamento de César com relação ao estilo comum dos inimigos destruidores de cidades vencidas, quando Roma detém em seu poder os seus próprios inimigos. No capítulo sexto, é observado a forma como os romanos tomaram as cidades sem que perdoassem os vencidos refugiados nos templos. No sétimo capítulo, ele chama atenção à crueldade na destruição de Roma, quando ceifaram vítimas impiedosamente, demonstrando, pois, que quando houve clemência, este se deu em nome de Cristo. No oitavo capítulo, ele chama atenção para as desgraças infligidas tanto a bons como a maus, bem como a graça alcançada pelas pessoas, assinalando “[...] Assim, malgrado partilharem das mesmas angústias, bons e maus não se misturam, por estarem confundidos nas provações. A semelhança dos sofrimentos não elimina a diferença entre os sofredores e a identidade dos tormentos não estabelece identidade alguma do vício e da virtude. Sob a ação da mesma chama, o ouro brilha, fumega a palha. [...] Não interessa tanto o que a gente sofre, mas como sofre. Remexidos de igual maneira, o lodo exala horrível mau cheiro, o unguento, suave perfume” (p. 64), observando, pois, que o sofrimento para todos ocorre de maneira igual, e somente a graça é alcançada pela bênção divina. No capítulo nono, ele relata as causas dos corretivos que flagelam por igual bons e maus, assinalando que: “[...] Embora as pessoas de bem odeiem a vida do mau e tal aversão as preserve do abismo que espera os réprobos, à saída deste mundo, essa fraqueza indulgente com as mortais iniquidades, por medo a represálias contra as próprias faltas, faltas leves e veniais, diga-se de passagem, essa fraqueza, salva da eternidade dos suplícios, é de justiça que seja com o crime castigada pelos flagelos temporais, é de justiça que, no envio providencial das aflições, sinta o amargor da vida que, embriagando-a com doçuras, a dissuadiu de oferecer aos maus a taça salutar da amargura”. Assim sendo, observa ele que outra causa de serem as pessoas de bem submetidas aos flagelos temporais, é querer Cristo revelar ao espírito humano a força de sua piedade e permitir ao homem demonstrar o amor desinteressado que lhe tem. No décimo capítulo, reflete Santo Agostinho sobre o fato de que prejuízo algum causa aos santos a perda das coisas temporais, considerando que: “[...] mesmo que tenha havido, quem, nos tormentos, confessasse a santa pobreza, confessava, sem dúvida alguma, Jesus Cristo. Vítima de bárbara incredulidade, nenhum confessor da santa pobreza poderia sofrer, sem alcançar celeste recompensa” (p. 70). No capítulo onze, Santo Agostinho trata acerca da vida temporal, defendendo que “[...] A morte não representa nenhum mal, se sucede a vida santa” (p. 70), chamando a atenção que a morte do pobre dedicado ao bem e sendo bom, é melhor que a morte de um rico que descansa na riqueza mas que será atormentado na vida eterna.

No capítulo doze, o autor trata do sepultamento do corpo humano que de nada priva o cristão, embora lhe seja negado com ultraje, mas que na Cidade divina todos serão recompensados. No capítulo treze, o autor trata acerca do sepultamento do corpo dos santos, defendendo que “[...] a falta de coisas necessárias à mantença da vida, como o alimento e o vestuário, provação cruel, mas impotente contra a inalterável paciência do homem virtuoso, longe de desarraigar-lhe do coração a piedade, a exercita e fecunda” (p. 73), chamando atenção para a paciência, a virtuosidade e crença em Deus para que todos os males sejam superados. No capítulo catorze, o autor fala acerca do cativeiro dos santos a quem jamais faltou consolo divino, adiantando, pois, no capítulo seguinte, sobre o régulo de quem fica exemplo de cativeiro espontaneamente sofrido por motivos religiosos, que, apesar de tudo, não lhe puderam ser de proveito, porque adorava deuses, considerando que: “[...] Como, porém, se agitou o caso dos cristãos levados cativos, que os imprudentes e impudentes escarnecedores da religião salvadora reflitam em tal exemplo e se calem. [...] e em mãos dos inimigos esgotado, em prolongada agonia, todos os refinamentos de inaudita crueldade, com que direito exprobrar a fé cristã pelo cativeiro de vários fiéis, que, à espera infalível da pátria celeste, se sabem estrangeiros no próprio lar” (p. 76), chamando atenção para o fato de que mesmo submetidos aos horrores da guerra e do cativeiro, sempre haverá consolo na Cidade divina. No capítulo dezesseis, trata também dos padecimentos das santas virgens no cativeiro, chamando atenção para “[...] fique assentado que a virtude, principio essencial de vida santa, de sua sede, a alma comanda os membros do corpo e o corpo é santificado pelo uso de vontade santa. Enquanto essa vontade permanecer constante e firme, advenha o que advir ao corpo ou do corpo, se impossível evitá-lo sem pecado, somos inocentes do que lhe acontece. Das violências, porém, de que o corpo é passível algumas há capazes de nele produzirem outra sensação, diferente de dor” (p. 77), observando que a dedicação à Cidade divina, leva o sofrimento ao prazer da glória eterna. No capítulo dezessete trata da morte voluntária por medo à desonra ou à pena. Em seguida, aborda a violência e libido alheia que no corpo, forçado, contra a vontade, sofre a mente, defendendo que “A santidade corporal, com efeito, não consiste na integridade dos membros preservados de todo contato, porque em muitas circunstâncias ficam expostos a violências, ferimentos e com freqüência sua saúde exige operações horríveis de ver.[...] enquanto a alma permanece pura, o corpo oprimido pela violência nada perde da santidade” (p.79), sustentando que se a vontade permanece casta, quando o corpo sucumbe, o crime não é da vítima, mas do opressor. No capítulo dezenove, trata acerca de Lucrecia que se matou por haverem-na estuprado e, no capítulo seguinte, aborda a questão de que não existe autoridade alguma que seja em qual for o caso, conceda ao cristão o direito de matar-se voluntariamente. Logo após, no capítulo vinte e um, trata dos homicídios não considerados criminosos, considerando que “[...] Algumas vezes, seja como lei geral, seja como ordem temporária e particular, Deus ordena o homicídio”, (p. 83), não sendo, pois, moralmente homicida quem deve à autoridade o encargo de matar, excetuando-se, pois o homicídio ordenado por lei geral e justa ou por ordem expressa de Deus, fonte de toda justiça. Do contrário, quem mata o irmão ou a si mesmo é réu do crime de homicídio. No capítulo vinte e dois, o autor trata acerca da morte voluntária que jamais pode ser atribuída à grandeza de ânimo e, logo no capítulo posterior, trata da espécie que pertence o exemplo de Catão que, não podendo suportar a vitória de César, se matou. Já no capítulo vinte e quatro, observa a questão de na virtude em que Régulo se avantajou a Catão, entendendo que “[...] esses ilustres e magnânimos defensores da pátria terrestre, adoradores, mas adoradores em verdade, de deuses de mentira, cujo nome não juram em vão, apesar das usanças e do direito de guerra permitirem matar o inimigo vencido, não querem, vencidos pelos inimigo, matar-se e preferem as humilhações do cativeiro à morte, que abordariam sem temor. Não é, por conseguinte, grande dever do cristão, servidor do verdadeiros Deus e suspiroso pela celeste pátria, abster-se de tal crime, quando, seja como provação, seja como castigo, a Providência o entrega por algum tempo ao poder dos inimigos” (p. 87), isto em virtude de que todos os seres humanos passam por privações e provações, mas que estarão, enfim, na Cidade divina gozando das benesses celestiais. No capítulo vinte e cinco, o autor defende que pecado algum deve ser declinado por outro e, logo em seguida, trata da razão de dever crer nas coisas ilícitas feitas pelos santos, observando a questão do suicídio da seguinte forma: “[...] Ninguém deve matar-se, nem para fugir das aflições temporais, para não cair nos abismos eternos, nem por causa dos pecados alheios, porquanto a fuga a crime alheio que nos deixa puros vai arrastar-nos a crime pessoal, nem por causa de pecados antigos, pois a penitência, ao contrário, tem necessidade da vida para curá-los, nem pelo desejo de vida melhor, cuja esperança está depois do falecimento, porque o porto de vida melhor no além-túmulo não se abre para os suicidas” (p. 90). E é no capítulo logo em seguida que aborda a questão da morte voluntária esquivando-se do pecado, onde assinala que “[...] Tendes grande e verdadeira consolação, caso vossa consciência vos dê sincero testemunho de não terdes consentido no pecado que se permitiu contra vós” (p. 91). No capítulo vinte e oito, o autor trata da razão por que o juizo de Deus se permitiu que a libido do inimigo se cevasse no corpo dos castos, observando que “[...] haverem muitos podido considerar a continência com dom corporal desses que duram enquanto o corpo se conserva puro de toda mancha estranha, não como bem dependente da força de vontade apenas, auxiliada pela graça divina, santificadora da carne e do espírito, não como bem cuja perda se torne impossível, sem consentimento interior. Talvez devam ser libertadas de tamanho erro. Quando pensam, com efeito, na sinceridade de coração com que serviram a Deus, inquebrantável fé guarda-as de acreditarem possa Ele abandonar quem o serve e invoca assim; sabem quanto lhe agrada a castidade e concluem, com evidente certeza, que jamais permitiria adviesse às santas semelhante infortúnio, se a santidade que lhes deu e nelas ama pudesse perder-se assim” (p. 92), passando, portanto, logo após, a considerar o que deve responder aos infiéis à família de Cristo, quando lhe lançam em rosto não havê-la Cristo livrado do furor dos inimigos e, por conseguinte, tratar da inconfessável prosperidade que deseja gozar quem se queixa dos tempos cristãos, observando que “[...] e o apetite ao domínio, de todas as paixões do gênero humano a que mais embriaga qualquer alma romana, depois de vencer alguns dos mais poderosos, encontra acabrunhados e abatidos os restantes e o oprime-os com o jugo da escravidão” (p. 95), levando em consideração, no capítulo a seguir, a gradação de vícios com que foi crescendo os romanos a paixão de reinar, uma vez que “[...] não fora revelada às nações a celeste doutrina que eleva ao céu, até mesmo acima dos céus, o coração humano purificado pela fé, lhe transforma o amor em humilde piedade e o liberta da soberba tirania dos espíritos de malícia” (p. 96). Por esta razão, aborda no capítulo trinta e dois a instituição dos jogos cênicos, em que são realizados os verdadeiros espetáculos da infâmia, libertinagem e vaidade, estando, pois, a Cidade divina incólume de tais blasfêmias e considerando o que aborda no capítulo logo em seguida, sobre os vícios romanos que a destruição da pátria não emendou, onde “[..] viceja por mercê de Deus, cuja clemência vos convida a vos corrigirdes pela penitência, de Deus, que já permitiu a vossa ingratidão escapar, sob o nome de servidores seus, nos monumentos de seus mártires, à sanha de vossos inimigos” (p. 98). Com isso, exalta no capítulo trinta e quatro, a clemência de Deus amenizando a destruição da Urbe e, no trinta e cinco, tratando dos falsos cristão existentes na Igreja e os filhos da Igreja encobertos entre os ímpios, sob a alegação de que “[...] A respeito da origem, progresso e do fim que as aguarda é que quero desenvolver meus pensamentos, com a divina assistência e para glória da Cidade de Deus, que o cotejo de tantos contrastes há de tornar mais resplandecente” (p. 99). No capítulo trinta e seis, o autor falará acerca do discurso subseqüente, tratando a necessidade de consolidação da Cidade de Deus que servirá a beatitude e a salvação de todos os cristão.


PSICOLOGIA APLICADA AO TURISMO E HOTELARIA - O livro A Psicologia aplicada ao turismo e hotelaria, segunda edição dos textos acadêmicos escritos por Fernando Brasil Silva, trata, em geral, da aplicação de critérios psicológicos por parte dos profissionais das áreas epigrafadas quando do atendimento de sua clientela. Em seu capítulo primeiro, é observado pelo autor a maneira geral de aplicação de princípios e conceitos psicológicos comparando os termos usuais pertinentes ao tema psicologia, seus desdobramentos e implicações, no sentido de localizar e fundamentar o profissional da área de turismo e hotelaria, assenhoreando-o para melhor desenvolvimento de suas atividades cotidianas. Enquanto isso, o capítulo segundo, o autor discorre sobre a questão da personalidade analisando-a em sua diversidade de traço e de como esta forma o caráter dos indivíduos, possibilitando, assim, ao profissional das áreas em referência, conhecer a dimensão que se faz necessário obter conhecimento sobre o assunto. Por fim, no quarto capítulo, é evidenciado perturbações comportamentais inerentes aos seres humanos, desde o orgulho até a insegurança, passando ainda pela arrogância, prepotência, entre outros comportamentos que acometem, invariavelmente, a clientela, apresentando modalidades de posturas mediante a confrontação de tais incovenientes, bem como a melhor maneira do profissional abordar seus clientes no caso de qualquer incidência que se incorra no ambiente de trabalho. O livro, assim, é de suma importância para aqueles que desenvolvem atividades nas áreas de turismo e hotelaria, no sentido de que estes, cônscio de tais formas de comportamento, possam melhor desempenhar e qualitativamente desenvolver suas atividades funcionais. REFERÊNCIAS: SILVA, Fernando Brasil. A psicologia aplicada ao turismo e hotelaria. São Paulo: Cenaum /Unibero, 2000



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